segunda-feira, 4 de julho de 2016

TERROIR MINEIRO

● TERROIR MINEIRO - Restaurantes criam pratos inspirados nas regiões do Estado. Difícil dissociar ingredientes como ora-pro-nobis, frango caipira, queijo, carne de porco e quiabo da típica cozinha mineira, na qual as pessoas se reúnem em volta da mesa com amigos e família. Não é por acaso que esse patrimônio imaterial, que passa de geração em geração, é reconhecido internacionalmente e tem, desde 2012, uma data dedicada a si: o Dia da Gastronomia Mineira, celebrado na próxima terça-feira (5).
            Para comemorar essas tradições, entre 5 e 30 de julho, cinco restaurantes de BH elaboraram pratos especiais, representando os terroirs mineiros, ou seja, sabores típicos de cada uma das regiões do Estado. “Cada lugar tem uma característica específica e ingredientes locais. Regionalizar a nossa gastronomia é uma maneira bem mais fácil de mostrar para as pessoas esta diversidade cultural, e a ideia é que os restaurantes passem, cada vez mais, a identificar esses ingredientes regionais em seus pratos”, disse o curador da Semana da Gastronomia Mineira, Edson Puiati.
            A programação do evento inclui, ainda, debates e outras atividades com a presença de chefs renomados em diversos pontos da capital. Para Puiaiti, a intenção é valorizar e resgatar a história e os valores da gastronomia mineira, por meio de produtos catalogados cuidadosamente. Um exemplo é a copaíba. Óleo extraído de uma árvore típica do Cerrado, é o ingrediente indispensável para serenar o filé mignon do Café Cine Brasil. O prato ainda leva alfavaca nativa, purê de abóbora, creme de mandioca na manteiga de garrafa e requeijão moreno.
Do Espinhaço, o restaurante Xapuri aproveitou a textura de “comida molhada” e criou o bambá, uma mistura irresistível de angu recheado com gema de ovo e gratinado com queijo, miúdos de porco e frango e couve, ideal para aquecer as noites frias da região.
            Já o Café com Letras Liberdade se inspirou na cozinha da região dos Rios – composta pelas regiões dos vales dos rios Doce, Jequitinhonha e Mucuri – para criar o ravióli recheado com requeijão de raspa, ragu de carne de sereno e ora-pro-nobis sauté.
            Já a truta, peixe típico da serra da Mantiqueira, passou pelo processo de cura para ser fatiada, bem fininha, e virar recheio juntamente com creme de queijo, dill e crocante de pinhão tostado na manteiga de garrafa do pão de queijo d’A Pão de Queijaria.
v RELEITURA - As quitandas típicas da região Central do Estado, onde estão cidades como São Tiago, Lagoa Dourada e Ouro Branco, foram um prato cheio para que o chef Jaime Solares, da Borracharia Gastrobar, criasse o Tiramisù mineiro. “Peguei a receita tradicional do doce italiano e substituí os ingredientes por iguarias, como os biscoitos de limão e laranja embebidos na cachaça de ervas com um toque de café”, disse o chef. O doce também leva creme a base de requeijão e queijo canastra.

            Os pratos refletem toda a diversidade da gastronomia do Estado. “Aqui na região Central, a comida é mais ‘aguada’ e ‘molhada’. Já no Norte, é mais seca, com ingredientes como a farinha e o peixe cascudo. Em BH, somos uma influência de todas as regiões”, disse Jaime. Confira a programação completa no site: www.institutoeduardofrieiro.com.br/programacao/gastronomia-tematica (Fonte – JORNAL PAMPULHALORENA K. MARTINS - 02/07/2016).

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