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DEGUSTANDO OS VINHOS DA PENÍNSULA DE SETÚBAL “ – Com a presença de alguns produtores, a Comissão Vitivinícola Regional da Peninsula de Setubal realizou uma apresentação e degustação de seus vinhos para alguns convidados de Belo Horizonte. Um encontro muito agradável e que mostrou para os presentes que os vinhos da Península vão muito além dos vinhos licorosos.
A 1ª RONDA ENOGASTRONOMICA DOS VINHOS DA PENINSULA DE
SETÚBAL teve por objetivo promover os vinhos desta região, mostrando sua
qualidade, particularidades, origem e o prestígio de alguns dos rótulos
degustados, além de falar dos encantos naturais, que cercam este patrimônio
natural e cultural singular, dominado pela presença dos rios Sado e Tejo, as
Serras da Arrábida, São Luis e São Lourenço. Ressalte-se ainda o Convento de
Nossa Senhora da Arrábida, o Castelo de Palmela e o Complexo Arqueológico
Romano de Tróia.
É da vinha que nasce a região com forte tradição
vitiviníco, lembrando que José Maria dos Santos criou a maior vinha contígua,
no Séc. XIX, em Rio Frio (Palmela) ao mandar arar e plantar 4 mil hectares de
vinhas com mais de 10 milhões de cepas.
As vinhas repartem-se na sua esmagadora maioria por
duas zonas: a montanhosa formada pelas serras (Arrábida, São Luis e Rasca, com
seus prolongamentos nos montes de Palmela, Barris, São Francisco e Azeitão) e
pelas planícies dos concelhos de Palmela e Montijo que se estendem para o sul.
O clima da região é tipicamente mediterrâneo, com um verão quente e seco e um
inverno relativamente frio e chuvosos, com influência atlântica e dos rios Tejo
e Sado, criando vinhos frescos, estruturados, complexos, frutados e aromáticos.
O interessante é para além dos vinhos, a gastronomia é
mais das razões para visitar a região. A “Sardinha Assada” eleita uma da “Sete
Maravilhs da Gastronomia”, a Caldeirada e o Choco Frito são das especialidades
mais afamadas, além do queijo de Azeitão e a doçaria tradicional que vão
muitobem com os vinhos da Península de Setúbal.
Andreia Lucas, do Departamento de Promoção da CVRPS fez
uma apresentação geral com uma dinâmica projeção, mostrando os principais
aspectos da produção e particularidades do vinho desta região. E não faltaram
surpresas, como a de descobrir que a área de vinhedos com a casta Mosctael Roxo
tem hoje cerca de 35 hectares de vinhas plantadas (o equivalente a 5 campos de
futebol). Não é a toa que o vinho além de único, é dos patrimônios portugueses
desconhecidos por vários amantes de vinho no Brasil.
Entre os vitinicultores participantes, tivemos uma
rápida apresentação por parte de Joana
Vida, da Venâncio Costa Lima, Carla Salomão que representa a Adega de Pegões no Brasil e Andreia Lucas apresentou os rótulos da Casa Dona Ermelinda.
Entre os vinhos provados, tivemos oportunidade de
degustar os seguintes rótulos:
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ADEGA DE PEGÕES COLHEITA SELECIONADA
2013 – PALMELA – um blende branco de Arinto, Antão Vaz, Chardonnay e
Verdelho, muito claro, mostrando sua jovialidade. Aromas intensos cítricos, com
paladar muito fresco, devido a excelente acidez.
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CASA ERMELINDA FREITAS 2013 – PALMELA
– a boa nota floral das castas Antão Vaz, Fernão Pires e Arinto repete-se no
paladar deste blend branco, de excelente frescor, com boa complexidade. Fácil
de beber e de gostar.
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DONA ERMELINDA RESERVA 2012 – PALMELA
– 70% do vinho é feito a partir de vinhas velhas de Castelão com mais de 50
anos. Resulta de boa nota de fruta escura madura, com nota de compota. A
Touriga Nacional, Trincadeira e Cabernet Sauvignon completam o corte, com boa
estrutura e corte. Um vinho muito elegante e complexo.
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VENANCIO DA COSTA LIMA PALMELA RESERVA
2010 – vinho feito 100% a partir da castelão, passando 8 meses em barrica
francesa. A nota de ameixa seca e compotada é fragrante. Na boca o vinho mostra
boa acidez e taninos macios.
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MOSCATEL DE SETÚBAL ADEGA DE PEGÕES 2010
– Dourado caminhando para âmbar, com aromas de uva passa. Doce na boca, longo,
complexo, termina em caramelo puro !
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VCL MOSCATEL DE SETÚBAL RESERVA 2007
– A complexidade e elegância do vinho tomam conta da taça. O âmbar na cor
mostra que o vinho tem evoluído bem (aliás os Moscatéis de Setúbal são
longevos, evoluindo fácil por 50 anos !). As notas de uva passa se mostram na
taça e no fimd e boca, com muito boa acidez, toques de flor de laranjeira e
casca de laranja Bahia. A acidez o faz agradabilíssimo em boca, que vai
evoluindo em intensa complexidade para toques de frutas secas (nozes e avelãs),
especiarias doces (baunilha), e outros mil ...
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MOSCATEL DE SETUBAL ROXO ADEGA DE PEGÕES
– casta rara e cara, num vinho elegante, fino, complexo e de excelente
acidez.
A
Ronda terminou com um Jantar
Harmonizado com vinhos da Península de Setubal, onde a singularidade da bebida,
o equilíbrio entre frescura, álcool e doçura foram provados.
Os meus parabéns para toda a atividade que foi desenvolvida
pela equipe, e a certeza que o reconhecimento dos vinhos virá em breve sob a
forma de pedidos aos importadores.




