Dicas de Vinho, Enogastronomia, Eventos, Roteiros de Viagens e Promoções por Marcio Oliveira.
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Degustação "A Magia dos Grandes Vinhos do Mundo"
No embate às cegas entre estes dois ícones o Vega Sicilia saiu vencedor. Dois belos vinhos que fecharam com chave de ouro a noite de degustação!
segunda-feira, 25 de julho de 2016
OS ESTADOS UNIDOS E A HISTÓRIA DO VINHO
“ OS ESTADOS UNIDOS E A HISTÓRIA
DO VINHO “ - Poucos de nós lembrariam da presença americana na história do
vinho, apesar de saber que eles tem hoje um padrão de qualidade muito bom,
especialmente os californianos. Na libertação do domínio colonial, os
americanos foram apoiados pela França, inimigos dos ingleses, havendo grande
intercâmbio de cultura, e onde o gosto pela enogastronomia ganhou solo fértil.
Entre os americanos apaixonados pelo vinho, temos um personagem único: Thomas
Jefferson.
Jefferson era um homem maior que
suas proporções, com idéias indo além de seu tempo. Um dos arquitetos da
independência, homem de farta cultura, que considerou entre suas maiores
contribuições à história, além da Declaração de Independência e a fundação da
Universidade de Virgínia, a introdução das oliveiras e do arroz na agricultura
da Carolina do Sul. Sua casa em Monticello refletia nos detalhes seu gênero
criativo, e seu jardim botânico foi precursor na introdução de várias espécies
de plantas, que provavelmente cresceram pela primeira vez no Novo Mundo sob os
cuidados dele, num pomar com 170 variedades de frutas e 250 espécies de
vegetais. Monticello era a “casa grande“ de uma fazenda de 5000 acres, que
popularizou progressos e práticas agriculturais, tais como a rotação das
culturas e uso do arado. Além disto havia projetos inusitados, como o vinho
subir da adega para a sala de jantar através de um estratégico elevador.
Ele é descrito como o primeiro
viticultor da América, patrono dos vinhedos norte-americanos, e sua luta se
constituiu num contínuo replantio dos vinhedos, buscando alcançar qualidade,
numa batalha perdida no cultivo das castas que nem sempre foram bem sucedidas.
O sucesso do cultivo nos Estados Unidos da Vitis vinifera, as espécies
clássicas européias seriam impossíveis até que aparecessem os pesticidas para
controle de pragas destrutivas como a phylloxera e podridão negra. As primeiras
mudas vindas do Velho Mundo chegaram em 1619, mas as uvas nativas eram mais
promissoras. A insistência de Jefferson era pelas castas européias, que havia
trazido do período em que foi embaixador americano na corte francesa (1785 a
1789), e que davam um vinho pobre de espírito. A história dos vinhedos de
Monticello sugere a luta do ideal de produzir bons vinhos com uvas francesas, e
depois a possibilidade de adaptarem-se castas alternativas de Vitis labrusca, o
que chamou a atenção dos europeus que vieram observar o manejo dos vinhedos de
Muscat Blanc e Sangiovese.
A praga da phylloxera foi levada em
mudas dos Estados Unidos para a França, onde se desenvolveu com rapidez
espantosa graças ao fato das raízes européias serem mais tenras. Apesar dos
esforços, a doença praticamente dizimou os vinhedos no Velho Mundo, até que os
produtores resolveram testar enxertos de castas viníferas européias em
“cavalos” americanos de raízes duras, que eram menos agredidos pela peste.
Monticello participou do envio de mudas americanas para a Europa.
Seus dois vinhedos foram localizados
no coração sul do pomar, iniciados em 1807 com o plantio de 287 vinhas de 24
espécies européias, constituindo o mais ambicioso projeto de Jefferson. Foram
organizados em 17 terraços estreitos, reservados para espécies recebidas de
três fornecedores, dois deles italianos. Seu enólogo Filippo Mazzei, acreditava
que a Virgínia tinha solo correto e
bom clima para desenvolver as uvas européias. Neste aspecto os vinhedos mais
parecem um experimento, do que a perspectiva real de produzir vinho. Colheita
após colheita os resultados iam de medíocres a médios e Jefferson teve que se
contentar com o fato de não poder produzir um grande vinho que rivalizasse com
os franceses.
Monticello deu ensejo nos últimos 25
anos, à criação do Circuito do Vinho da Virgínia, mostrando o potencial
promissor. Pode-se visitar 64 vinícolas de bom porte, numa jornada que mergulha
na história política e cultural da região. Os nomes dos vinhos e seus
produtores estão integrados aos lugares históricos da Guerra Civil, tais como
Shenandoah Valley, Charlottesvile, Williamsburg e Jamestown. Há vários
festivais, e a alegria de receber os amantes do vinho é sentida em cada taça
degustada.
Há
bons brancos de Chardonnay, Viognier, Riesling e Pinot Gris, tintos frutados de
Merlot, Cabernet Sauvignon e Franc, além de cortes de Bordeaux, e alguns
espumantes estimulantes. Diferente do estilo californiano, onde a potência
parece ser a característica básica dos vinhos, os da Virgínia são mais voltados
para elegância, referenciando Jefferson que dizia em 1808: - “Nós poderemos nos
Estados Unidos produzir uma variedade de vinhos tão grande quanto a que é feita
na Europa, não exatamente do mesmo tipo, mas sem dúvida bons”.
STAR ANGEL BY MONTES 2007 – PASSO ROBLES – CALIFÓRNIA – ESTADOS UNIDOS
● Vinho da Semana 302016 - ● STAR ANGEL BY MONTES 2007 – PASSO ROBLES –
CALIFÓRNIA – ESTADOS UNIDOS. Extraordinário e esperado lançamento, Napa Angel é
a realização de um velho sonho dos geniais Douglas Murray e Aurelio Montes:
elaborar um grande vinho no mais cultuado terroir do Novo Mundo para a casta, o
Napa Valley.
O clima mediterrâneo seco de Napa
Valley é marcado por dias quentes de verão e noites frias, condições ideais
para proporcionar um lento e uniforme amadurecimento das uvas, que irão
apresentar grande equilíbrio entre o açúcar e a acidez natural. A ampla
diversidade de solos e microclimas em que os vinhedos de Napa Angel são
cultivados, permite a criação de prestigiados e especiais vinhos.
A coleção de vinhos
Napa Angel foi desenvolvida, dando origem a exemplares com elevada consistência
e qualidade excepcional, misturando uvas de diferentes vinhedos, adicionando a
bebida maior complexidade, finesse e equilíbrio.
Os vinhos Star Angel demonstram elegância,
sutileza, complexidade e elevada concentração de sabor. Os exemplares dessa
coleção incorporam o estilo da marca registrada de Aurelio, mostrando alguns
dos potenciais mais marcantes e significativos da Califórnia.
O Star Angel, maturado por 12
meses em barricas de carvalho francês, é longo e elegante, com perfil bem
diferente de alguns Syrah superconcentrados elaborados na Califórnia.
● Notas de Degustação:
cor
rubi violáceo límpido e intenso, sem nenhuma marca de evolução apesar dos 9
anos de guarda. Aroma de ameixas maduras, especiarias, frutas secas como a
avelã e pimenta preta, com notas de defumados. No paladar mostra taninos macios,
num vinho fácil de beber apesar da complexidade, com belo paladar aveludado.
Final longo e prazeroso.
● Estimativa
de Guarda: Pode
ser guardado por mais de 2 anos fácil, uma vez que a janela de beber indica
entre 2013 a 2018.
● Reconhecimentos: a Montes produz o Star Angel Aurelio’s Selection Syrah 2007 (92 pontos
“WineSpectator”), irmão “maior” do Star Angel.
● Notas de Harmonização: Indicado
para pratos finos, carnes, assados, caças de pelo e queijos fortes. Servir entre 17 a 19°C.
● Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio
Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31)
3115-2100
SOLINERO TENUTA RAPITALA 2003 – SICILIA – ITÁLIA.
● Vinho da Semana 302016 - ● SOLINERO TENUTA RAPITALA 2003 – SICILIA – ITÁLIA.
A Sicilia é um paraíso para os amantes de vinhos de frutas compotadas. Maior
ilha do Mediterrâneo com 25 mil km2, a Sicília é, depois do Veneto, a maior
região produtora de vinhos do país. Em pouco mais de duas décadas a enologia
sicíliana saiu uma realidade pouco mais evoluída do que a da era greco-romana
para o estado da arte da enologia mundial. Muitas foram as inovações: conversão de vinhedos para novos métodos de
condução das vinhas, controle dos rendimentos, pesquisa clonal, uso de
irrigação, novas técnicas de colheita, vinificação, utilização de barris novos
de carvalho, entrada de uvas estrangeiras como Chardonnay, Cabernet Sauvignon,
Merlot e Syrah, e a consciência de que é importante valorizar as uvas locais,
notadamente a tinta Nero à Avola. Esta cepa, que segundo enólogos locais
geneticamente se parece muito com a Syrah, teria vindo para a ilha na
antiguidade com os gregos de Avola, próxima a Siracusa.
● Notas de Degustação:
100% Syrah, com 12 meses em barricas de segundo e terceiro usos. Um
vinho de cor evoluindo para granada, mas ainda muito escuro. Aroma notas de madeira,
muitas especiarias picantes, mostra mineral terroso, frutas negras, e ervas
aromáticas. O paladar é quente e largo no meio de boca, com boa estrutura de
taninos, e acidez equilibrada. Umvinho bastante expressivo e imponente.
● Estimativa de
Guarda: Creio que já está num ótimo momento. A rolha mostrava estar próximo do
seu limite, mas eu arriscaria dizer que vai ainda por um ano em garrafa.
● Reconhecimentos:
90
Pontos Marcelo Copello.
● Notas de Harmonização: acompanha
muito bem carnes assadas (Bife de chorizo) e carne de caça assada, carnes
vermelhas, queijos maduros, carne de porco curada. Servir entre 16 e 18°C.
● Onde
comprar: Em BH – CASA DO VINHO - End.: Loja
Barro Preto -
Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177.
Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes,
504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891.
HEARTLAND SHIRAZ 2010 – LANGHORNE CREEK – AUSTRÁLIA
● Vinho da Semana 302016 - ● HEARTLAND SHIRAZ 2010 – LANGHORNE CREEK –
AUSTRÁLIA. Ben Glaetzer, Grant Tillbrook e Scott Collet se uniram, em 1999, na
criação da vinícola Heartland Wines, localizada em Langhorne Creek. Engana-se
quem pensa que formam um grupo de investidores. Os três integrantes da
Heartland Wines não temem em por a mão na massa e, trabalhando juntos,
conseguem realizar o sonho que tinham em comum de maneira mais rápida e
eficiente: cultivar as melhores uvas que a Austrália poderia dar e produzir
vinhos equilibrados, com a textura única dos vinhos do país.
● Notas de
Degustação: Elaborado a partir de vinhas com 20 a 21 anos plantadas em solo arenoso de
Langhorne Creek, este Shiraz apresenta notas de chocolate, pimenta e tabaco no
nariz. Mostra ainda ameixas e cassis seguidas de notas florais, terrosas, de
ervas secas, de especiarias picantes e de chocolate amargo. No paladar,
impressiona pelo equilíbrio do conjunto, sendo um vinho estruturado e carnudo,
tem ótima textura de taninos, acidez refrescante e final longo e cheio, com
toques minerais. Mostra ainda notas de anis que se combinam a frutas negras
maduras, que enchem o paladar em perfeito equilíbrio com taninos finos e
suaves. Tem o perfil de um vinho moderno, com a fruta bem madura e o álcool dando
uma sensação de leve doçura, mas sem os excessos de compota enjoativa. Excelente
persistência final. Amadurece por 14 meses em barril de carvalho americano e
francês
● Estimativa de
Guarda: Creio que já está num ótimo momento, mas agüenta fácil mais 2 anos para
bebê-lo.
● Reconhecimentos:
Ben
Glaetzer foi indicado por duas vezes
ao Wine Enthusiast como “Enólogo do Ano”, em 2008 e 2009, Ben Glaetzer também
foi reconhecido como uma das personalidades do vinho pela Robert Parker, em
2005 .
● Notas de Harmonização: Churrasco;
Cassoulet; Paleta de Cordeiro. Servir
entre 16 e 18°C.
● Onde
comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do
Carmo, 1650 - Sion Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.
VMV EXCELLENCE 2015 – VENTOUX – VALE DO RHONE - FRANÇA.
● Vinho da Semana 302016 - ● VMV EXCELLENCE 2015 – VENTOUX – VALE DO RHONE -
FRANÇA. VMV significa
Vignerons du Mont Ventoux. Esta é uma adega cooperativa que funciona com 120
viticultores em uma área total de 1.000 hectares (AOC Ventoux).
Como
parte do seu desenvolvimento sustentável, a vinícola implanta um modelo de
cultivo para fins educativos na entrada da aldeia de Bédoin no sopé do Mont
Ventoux, com objetivo de: melhorar o trabalho diário dos viticultores, permitir
que o público (escolas, população local, turistas, comunidades, imprensa), possa
aprofundar seu conhecimento de viticultura, so ciclo de crescimento da videira,
a partir de uvas locais. Além disto, promover produtos, solos e know-how do
território, e testar novas técnicas de cultivo e rotas para os produtores de
vinho.
Os vinhedos têm mais de 23 variedades
diferentes: Cinsault, Mourvedre, Carignan, Syrah, Grenache, Tempranillo,
Caladoc, Clairette, Grenache Blanc, Viognier, Roussanne, e por isso alguns
deles são muito antigos.
● Estimativa de
Guarda: Creio que está num ótimo momento, mas pode aguardar fácil por mais 2
anos.
● Notas de Harmonização: Maminha
acebolada, mignon ao molho madeira com purê de batata, filé à parmegiana,
churrasco, nhoque com molho de linguiça fresca, lasanha de cogumelos. Perfeito
para uma pequena refeição com amigos, sem confusão, porque é um vinho direto,
fácil de gostar e de beber. Servir entre
17 e 18°C.
● Onde
comprar: Em BH – MON CAVISTE – Endereço: R.
Curitiba, 2244 - Lourdes, Belo Horizonte - MG - Telefone:(31) 3291-1447 I Diamond Mall - Avenida Olegário Maciel,
1600 / piso L3 (próximo ao cinema). Belo Horizonte - MG – BR - Tel. : (31)
2535-2660 / WhatsApp : (31) 99803-2718 I Pátio
Savassi - Av. do Contorno 6061 –Savassi - Belo Horizonte, MG I BH Shopping – Piso Mariana - loja 55 - Belo
Horizonte – MG. Bar de vinhos. Rua
Curitiba, 2244 - Lourdes. Telefone: 31 3291-1447.
ESPUMANTE EXTRA-BRUT ANGUS GUATAMBU – CAMPANHA GAÚCHA - BRASIL
● Vinho da Semana 302016 - ● ESPUMANTE EXTRA-BRUT ANGUS GUATAMBU – BRASIL. A
Guatambu é uma vinícola boutique que trabalha com administração familiar, em
pequena escala, somente com uvas próprias, lotes limitados e garrafas
numeradas, em Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha, desde 2003. Situada no coração
do pampa gaúcho, na fronteira com o Uruguai, o cultivo da videira é marcado por
um terroir com mais de 2.300 horas de luminosidade durante o período vegetativo
da videira e escassez de chuvas no verão, garantindo a maturação fenólica das
uvas e a opulência de seus vinhos.
Elaborado com 100% de
uvas Chardonnay, colhidas manualmente de vinhedos próprios, este espumante é um
lote especial criado pela Vinícola Guatambu para a Associação Brasileira da
raça Angus. Foi elaborado pelo método champenoise, no qual a segunda
fermentação acontece na garrafa, permanecendo por no mínimo 12 meses em contato
com as leveduras. Parte do vinho base (25%) passou por barril de carvalho
francês de primeiro uso.
O espumante Angus Extra Brut foi
lançado durante a Expointer 2015 em evento na sede da Angus no Parque de
Exposições Assis Brasil, em Esteio.
Das 226 amostras de
bebidas avaliadas em degustação promovida no Vale dos Vinhedos, 18 foram
classificadas entre os melhores do ano, sendo dois deles os rótulos Angus Extra
Brut e Guatambu Nature. Ambos, somaram 91 pontos e também integram as
categorias de Melhor Método Tradicional do Ano e Melhor Extra Brut do Ano e
Melhor Nature do Ano, respectivamente. Já o Guatambu Extra Brut somou 87 pontos
e aparece entre os melhores espumantes do tipo Extra Brut.
O Espumante Angus
Extra-Brut é uma parceria da Guatambu com a Associação Brasileira de Angus.
Elaborado com uvas Chardonnay, colhidas manualmente, é produzido pelo processo
champanoise. Este é o segundo rótulo produzido pela vinícola para a Associação,
que em 2014 lançou o Vinho Angus Tannat.
● Notas de
Degustação: cor amarela palha bem clara, com tons verdes platinados, perlage fina e
abundante, resultando em uma coroa cremosa e persistente. Aromas finos de
frutas de polpa branca, como ameixa branca e pêra, em segundo plano, aparecem
notas delicadas de pão tostado e leveduras. No paladar apresenta boa
cremosidade, com muito frescor e as notas de frutas e leveduras estão em perfeita
harmonia e equilíbrio.
● Estimativa
de Guarda: Beba-o
de vez, mas pode ser guardado fácil por até 2 anos após a safra.
● Reconhecimentos:
O
espumante Angus Extra Brut está entre os melhores do ano segundo o Guia
Descorchados Brasil 2016.
● Notas de Harmonização: ótimo
para recepcionar amigos, para bebericar,
vai bem com canapés, com crustáceos, camarões, carnes brancas, risotos e
massas de frutos de mar. Servir entre 7
e 8 °C.
● Onde
comprar: Em BH – HIPPER FRIOS - Feira dos
Produtores
- Av. Cristiano Machado, 1950 - Cidade Nova, Belo Horizonte - MG, 31170-800 – Tel.:
(31) 3484-5357 I Delikatessen - Rua
Alberto Cintra, 32 - Cidade Nova. Telefone: (31) 3466-1693 – (31) 9731-1324.
CURSO DE INFORMAÇÃO BÁSICA DE VINHOS
terça-feira, 19 de julho de 2016
segunda-feira, 18 de julho de 2016
O VINHO CHIANTI – PARTE 2
Escrevi
o artigo “ O VINHO CHIANTI – PARTE 2 “ -
A Toscana é um jardim de videiras, rodeado por delícias enogastronômicas,
especialmente nas localidades próximas à Florença. A tradição vitivinícola está
voltada majoritariamente para o vinho tinto. O Chianti, o Brunello di
Montalcino, o Vino Nobile di Montepulciano, o Carmignano e o Morellino di
Scansano são apenas alguns dos exemplos dos famosos tintos toscanos.
Ainda
que a produção dos vinhos brancos seja interessante, fica sufocada pela fama e
imponência dos tintos. Uma das uvas brancas mais interessantes encontradas na
região é a Vernaccia di San Gimignano, da qual se produz o vinho do mesmo nome.
Destaque também para a Trebbiano Toscana, Malvasia Bianca, Malvasia di Candia e
Ansonica, nome toscano da uva Inzolia da Sicília.
Dentre
as uvas tintas, a que se sobressai é a Sangiovese, largamente difundida e cultivada,
capaz de produzir vinhos excepcionais.
O
alinhamento com a Comunidade Européia foi fator decisivo para a retomada da
produção de vinhos de alta qualidade e o estabelecimento legal das denominações
de origem, quando em 1963, o decreto 930 de 12/02 introduziu um sistema que
assinalava uma divisão clara entre os vinhos considerados “de mesa” e aqueles
de maior qualidade. Com esta lei, criou-se a sigla de VQPRD (Vino di Qulaitá
Prodotto in Regione Determinada).
A
partir da safra de 1984, o CHIANTI tornou-se um vinho de Denominação Controlada
e Garantida, DOCG. Com a inclusão da denominação, a quantidade de vinho no
mercado diminuiu pela metade, pois alguns produtores medíocres não conseguiram
produzir na qualidade mínima requerida. Ainda assim a produção é imensa.
Os
Chianti Classico Riserva são por lei, amadurecidos pelo menos dois anos em
carvalho e envelhecidos três meses em garrafa, mas muitos produtores, em busca
da excelência, trabalham seus vinhos por mais tempo. Os melhores Têm corpo
médio (típico da casta), e elegantes aromas de figo, ameixa, frutas compotadas
e especiarias. Boa parte tem complexidade aromática, com toques oxidativos que
costumam encantar quem os degusta.
v AS ZONAS DE PRODUÇÃO: O sistema de produção italiano define principalmente a
zona geográfica da denominação; as uvas e os percentuais com os quais os vinhos
devem ser produzidos; o rendimento máximo das uvas por hectare; a graduação
alcoólica mínima; a tipicidade dos vinhos contemplados pela região de
denominação; o tempo mínimo de afinamento antes da liberação ao mercado, além
de características químicas e físicas e qualidade organoléptica.
O
sistema de produção italiano define principalmente a zona geográfica da
denominação; as uvas e os percentuais com os quais os vinhos devem ser
produzidos; o rendimento máximo das uvas por hectare; a graduação alcoólica
mínima; a tipicidade dos vinhos contemplados pela região de denominação; o
tempo mínimo de afinamento antes da liberação ao mercado, além de
características químicas e físicas e qualidade organoléptica.
O
sistema é construído nas categorias idealmente concebidas em uma “pirâmide di
qualitá”, na qual está no vértice o nível qualitativo mais alto.
As categorias,
partindo do nível de qualidade mais baixo até o mais elevado são Vino da
tavola, IGT (Indicazione Geográfica Típica), DOC (denominazione di Origine
Controllata), DOCG (denominazione di Origine Controllata i Garantita).
Instruções
adicionais de algumas denominações estabelecem atribuições acessórias para
vinhos que possuem características de produção particulares e que tenham
indicadas no rótulo as seguintes terminologias:
♦ CLASSICO: indica um vinho produzido na
zona historicamente mais típica e normalmente a parte onde se iniciou a
denominação, como por exemplo Chianti Classico, elaborado exclusivamente na
área delimitada de Florença.
♦ SUPERIORE: indica um vinho que possua
grau alcoólico maior que o mínimo estabelecido na denominação, como por
exemplo, Bardolino Superiore. Usualmente esse valor é de cerca de 0,5 grau
alcoólico maior.
♦ RISERVA: indica um vinho que tem
período de afinamento (em barrica e garrafa) mais longo comparativamente ao
estabelecido como requisito mínimo da denominação, como por exemplo, Agliânico
Del Vulture Riserva, no qual o período de afinamento é de 12 meses.
O
mercado está repleto de Chiantis, mas nem todos são bons, o ideal é garimpar,
pois algumas surpresas são vinhos excepcionais. Se for possível opte pelos
vinhos da região Classico, ou ainda pelos Galo Nero.
v LENDAS EM TORNO DO CHIANTI:
A
história do vinho de Chianti é repleta de lendas, e uma delas conta que as
cidades de Florença e Siena viviam brigando pelas extensões de seus vinhedos.
Depois de algumas batalhas, a Igreja e o Duque Cosimo de Médici 3º - Grão-Duque
da Toscana, interferiram no conflito e ficou decidido que num dia determinado,
ao raiar do dia e o galo cantar, um cavaleiro sairia de Florença, armado no seu
cavalo e outro sairia de Siena. Onde eles se encontrassem, seria o limite dos
vinhedos de uma cidade e de outra. Para tanto, Siena fez um concurso para
escolher o galo que cantaria ao raiar do dia, escolhendo um campeão, um típico
Chester, de peito inflado e espora armada. Já Florença, escolheu um galo
magrinho, preto, morto de fome ! Resultado:
ao primeiro raio de sol, o galo de Florença cantou e o cavaleiro saiu
correndo, ganhando espaço para os vinhedos serem reconhecidos como florentinos
O galo de Siena, bem alimentado, depois de uma noite de folia no galinheiro, só
acordou com o sol já indo alto. Quando o cavaleiro de Siena montou no cavalo e
saiu na estrada, praticamente o representante de Florença já estava chegando à
muralha da cidade. Oficialmente, o cavaleiro florentino estava a cerca de 12 Km
de Siena. Acordo feito, resultado colhido, Siena e Florença respeitaram os
limites determinados neste encontro. Os produtores de Florença comemoram até
hoje o feito, dando aos melhores produtos o scudetto del Galo Nero. Florença ficou com o território maior para
fazer os Chianti Clássicos. Siena ficou com a denominação genérica Chianti. Si
non é vero ...
♦ DOCG BRANCOS: Vernaccia di San
Ginignano (Vernaccia)
♦ DOCG TINTOS: Brunello di Montalcino
(Sangiovese Grosso) I Carmignano (Sangiovese, Canaiolo Nero, Cabernet
Sauvignon, Cabernet Franc) I Chianti Classico (Sangiovese, Canaiolo Nero,
Malvasia, Trebbiano)
♦ Chianti de outras zonas: Colli Aretini,
Colli Fiorentini, Colli Senesi, Colline Pisane, Montalbano, Montesperto, Rufina
(Sangiovese, Canaiolo Nero, Malvasia, Trebbiano)
♦ Vino Nobile di Montepulciano
(Sangiovese Grosso, Canaiolo Nero)
Os
vinhos de Chianti mostram muito da alegria do vinho italiano, é impossível não
se apaixonar por eles. Experimente uma
boa taça, com Saúde !.
PERDRIEL DEL CENTENARIO 2003 - ARGENTINA
● Vinho da Semana 29/2016 - ● PERDRIEL DEL CENTENARIO 2003 - ARGENTINA – A
vinícola Norton foi a primeira a se instalar ao sul do rio Mendoza em 1895,
quando o inglês Edmund J. P. Norton plantou suas videiras, fascinado com o
local. Dizem que na realidade, o inglês foi um engenheiro envolvido na
construção do trem que ligaria Mendoza ao Chile, quando se apaixonou por uma
bela argentina e resolveu formar a sua família na região. Seu sogro, muito
generoso, doou 50 hectares de terra para que o casal começasse a vida, com
videiras trazidas da França. Pouco depois, Norton comprou mais 50 hectares de
terra ali mesmo, em Perdriel, Luján de Cuyo, e iniciou a construção da
vinícola. Consta ainda na história que o casal teve 10 filhos.
A vinícola combina produção quase artesanal
com alta tecnologia. Na atualidade, a Norton é uma das vinícolas líderes e
tradicionais de maior trajetória na Argentina e com presença nos principais
mercados do mundo.
A vinícola oferece uma visita guiada com
degustação de vinhos chamada “Cresciendo
Junto Al Vino” (crescendo junto ao vinho), que permite acompanhar a
evolução de um vinho Malbec através de degustações em diferentes etapas do
processo de produção. Esta possibilidade de degustar um vinho direito do tanque
ou do barril, antes de ser engarrafado, é um dos fatores que mais atrai
visitantes para conhecer a vinícola. A visita tem um custo de 40 pesos
argentinos por pessoa, uma duração aproximada de uma hora.
Em comemoração ao seu centenário foi criado
este vinho, com um corte especial a partir das variedades mais antigas e
representativas da Finca. A partir dos anos 2000, um dos principais objetivos
da empresa foi aumentar a abrangência internacional. Seus vinhos estão
atualmente em mais de 60 países pelo mundo, incluindo o Brasil, onde vários
deles podem ser encontrados em supermercados e restaurantes.
A produção anual não é divulgada, pois eles
trabalham de acordo com a demanda do mercado. Como a economia da Argentina não
tem muita estabilidade, esse número pode variar bastante. Porém, a bodega tem atualmente
cerca de 700 hectares de vinhedos, mais de 80 tanques de fermentação e 2 mil e
500 barricas de carvalho. Um patrimônio em tanto!
● Notas de
Degustação: cor rubi ainda violáceo límpido e intenso, sem grande marca de evolução.
Aroma especial de ameixas maduras, especiarias, frutas secas como a avelã e
pimenta preta. No paladar é possível sentir taninos doces, num vinho fácil de
beber e paladar aveludado. Final longo e prazeroso. Costuma passar 100% em
barricas novas de carvalho francês por 16 meses e 12 meses em garrafa.
● Estimativa
de Guarda: Pode
ser guardado por mais de 15 anos fácil.
● Reconhecimentos: Wine Enthusiast - 91 pts. Safra 2008: Robert Parker - 90 pts.
● Notas de Harmonização: Indicado
para pratos finos, carnes, assados, caças de pelo e queijos fortes. Servir entre 17 a 19°C.
● Onde
comprar: Importado pela WineBrands. Este exemplar em especial, estava em adega há 13 anos.
PEQUENAS PRODUCCIONES MALBEC 2011 ESCORIHUELA GASCÓN – MENDOZA – ARGENTINA
● Vinho da Semana 292016 - ● PEQUENAS PRODUCCIONES MALBEC 2011 ESCORIHUELA GASCÓN
– MENDOZA – ARGENTINA – Ao final do século passado, Don Miguel Escorihuela
Gascón, um dos homens mais visionários de seu tempo e com grande determinação,
deu origem a uma das empresas de vinhos com mais prestígio da Argentina. Desde
o início, seu maior objetivo sempre foi elaborar vinhos de alta qualidade. E
para tanto, sempre levou em consideração o cuidado com as vinhas, a tecnologia,
uma equipe de enólogos renomados e competentes.
Essa é a fórmula para ter seus vinhos ocupando uma posição privilegiada
no mercado nacional e internacional, com um alto grau de satisfação de seus
consumidores. As expressões argentinas típicas da Malbec já são reconhecidas
por todos, mas este exemplar da casta é diferente. A vinícola Escorihuela
Gascón, a mais antiga de Mendoza, traz nesta linha vinhos com uma produção
menor e caráter único. O que esperar de um Malbec tão especial? Notas florais
de violetas, cassis e cerejas no nariz, marcantes. Em boca, a estrutura fala
por si só, e todas as nuances dos aromas mostram-se ainda mais intensas,
acompanhadas por taninos macios e um longo e frutado final. Um vinho elegante e
particular, que vale uma degustação!
● Notas de
Degustação: Cor rubi intenso. Aromas de frutas negras maduras como
cassis, e ameixa negra, com notas de violeta, especiarias e tostado. No
paladar, mostra muita fruta escura madura, num vinho encorpado, equilibrado,
intenso, elegante, com taninos macios e final longo e frutado. Passa 12 meses em
barricas de carvalho francês e americano e mais 2 anos na garrafa antes de
chegar ao mercado.
● Estimativa de
Guarda: Creio que já está num ótimo momento. A janela de consumo estima até 10
anos.
● Reconhecimentos:
92
Pontos Guia Descorchados 2013. 92 pontos Tim Atkin.
● Notas de Harmonização: acompanha
muito bem carnes assadas (Bife de chorizo) e carne de caça assada. Servir entre 16 e 18°C.
● Onde
comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650
- Sion Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.
CALITERRA TRIBUTO MALBEC 2011 - CHILE
● Vinho da Semana 292016 - ● CALITERRA TRIBUTO MALBEC 2011 - CHILE – A Viña
Caliterra foi criada em 1996 no Vale do Colchagua, a partir de uma parceria
entre a família de Robert Mondavi e a Viña Errázuriz, que atualmente controla
toda a propriedade, que cobre uma área de 1.085 hectares, onde 75% da terra
está intocada.
A
vinícola mantém seu status sustentável com projetos de reflorestamento, planos
para a proteção contra erosão, projetos de reciclagem, uso inteligente de água,
garrafas leves, e incentivando manadas de cavalos selvagens para reduzir o
risco de incêndios.
“Não basta fazer vinhos de ótima qualidade.
Tem que fazer com cuidado para ajudar a garantir recursos naturais para os
nossos netos e outras gerações além deles", disse Sergio Cuadra, enólogo da Caliterra.
O grupo Errazuriz possui alguns dos mais
famosos vinhedos do Chile, entre eles Seña, Chadwick, Errazuriz e Arboleda. A
vinícola Caliterra tem 276 hectares de vinhedos em três diferentes terroirs
estabelecidos de acordo com a variedade ideal para cada localidade, cultivados
nos conceitos de manejo sustentado e viticultura de precisão: em Colchágua
Viognier, Merlot, Carménère, Cabernet Sauvignon, Syrah, Malbec e até Garnacha;
em Casablanca Chardonnay; em Leyda Sauvignon Blanc.
Também é importante esclarecer que a Caliterra foi a primeira vinícola
chilena adepta ao conceito de sustentabilidade (2008) em harmonia com o meio
ambiente conforme os protocolos de “Práticas de Boa Agricultura e Produção
Limpa”.
VITICULTURA
SUSTENTÁVEL - Técnicas vitícolas sustentáveis são realizadas em todos os vinhedos
Caliterra, com destaque para a não utilização de pesticidas, agricultura de
precisão, corredores biológicos em torno dos vinhedos, cavalos soltos nos
campos (cerca de 48) para, no inverno, comerem grama nas proximidades dos vinhedos
que em alguns setores estão cercados de vegetação nativa para proliferação dos
inimigos naturais das pragas que atacam os vinhedos.
SANIDADE VEGETAL -
Caliterra
trabalha de acordo com s normativas do IPM – Manejo Integrado de Pestes; uma
combinação de métodos biológicos, químicos e de cultivo que minimizam o impacto
no meio ambiente.
● Colocação em marcha de programas fitossanitários amigáveis com o
entorno baseados na utilização de produtos de baixo impacto para a saúde e o
meio ambiente.
● Privilegia-se o controle biológico das
pestes mediante o aumento da diversidade com utilização de vegetais e o uso de
produtos de baixo impacto para os inimigos naturais.
● Uso de sistemas avançados de
monitoramento, que permitem a segregação de áreas de controle.
● Rotação dos produtos utilizados com o
objetivo de prevenir a resistência.
As linhas de
vinhos Caliterra:
Reserva – Monovarietais
Tributo – Vinhos oriundos de
um único vinhedo.
Edición Limitada
– Vinhos elaborados com as melhores uvas de
cada temporada, portanto, sua composição é variável. Vinhos amadurecidos em
barricas novas francesas (30% do vinho) durante 18 meses.
Cenit – o topo da
pirâmide, o ícone da Vinícola Caliterra.
● Notas de
Degustação: Coloração rubi opaca, borda purpúrea. Uma proposta sedutora da casta com
abundante aroma floral (violeta), folha de tabaco, canela e impressões
terrosas. Encorpado, cheio de energia e frescor, por sinal uma marca dos novos
tintos do produtor. Muito longo e amável na textura. Corte de 95% Malbec, 5%
Syrah. Passa 12 meses em barricas de carvalho francês (10% novas).
● Estimativa de
Guarda: Creio que já está num ótimo momento. A janela de consumo estima até 6 anos
para bebê-lo.
● Notas de Harmonização: Churrasco;
Cassoulet; Coxa de pato confitada em fava de baunilha, servida sobre refogado
de lentilhas de Puy; Dobradinha à Toscana. Servir
entre 16 e 18°C.
● Onde comprar: Em BH -Enoteca Decanter- Rua
Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro - Uma
tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452
- Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 -
Belo Horizonte | MG
BENMARCO MALBEC 2013 – DOMÍNIO DEL PLATA – MENDOZA - VALE DO UCO - ARGENTINA.
● Vinho da Semana 292016 - ● BENMARCO MALBEC 2013 – DOMÍNIO DEL PLATA –
MENDOZA - VALE DO UCO - ARGENTINA. A Dominio del Plata é a consagração de todos
os esforços da enóloga Susana Balbo. Resultado de anos de metas de trabalho,
essa adega é um sonho realizado. Caracterizada por seu design único e
simples, a vinícola é equipada com o que há de mais moderno no mundo do vinho e
visa a produção de vinhos de alta qualidade. Em 2009 recebeu o certificado de
ISO 22000, que mostra toda a sua força e desempenho para atender os mais altos
padrões internacionais.
Hoje a Domínio del Plata tem como filosofia
três ideais: o forte compromisso com a natureza, a implementação de práticas
sustentáveis, garantindo ao consumidor a certificação das normas de qualidade
internacionais e a preocupação com a comunidade em torno da vinícola. Por isso,
participa de projetos sociais e fornece apoio financeiro ao Alto Agrelo e ao
College Football de Agrelo. E em 2009 fundou a Fundação Dominio del Plata que
visa proporcionar educação para os filhos dos funcionários da vinícola e as
crianças da comunidade de Agrelo.
A vinícola Domínio del Plata está localizada
aos pés da Cordilheira dos Andes, na região de Agrelo, Lujan de Cuyo, Mendoza. Esta
pequena e bela região é caracterizada pela altitude em relação ao nível do mar,
que mede em torno de 1000mts, pela água pura que vem do degelo dos andes e por
produzir uvas maduras e de ótima qualidade.
O solo de Agrelo é pedregoso, aluvial, com
areia grossa e baixa fertilidade. Ainda apresenta alta permeabilidade, e não
possui problemas de drenagem.
● Notas de
Degustação: Cor rubi intenso. Aromas de frutas negras maduras como
cassis, ameixa e cereja negra, com notas de incenso, alfazema, especiarias e
tosta. No paladar, mostra muita fruta escura madura, sendo um vinho encorpado,
equilibrado, intenso, com taninos firmes e final longo. Este vinho tem um corte
de Malbec
(90%) e Bonarda (10%) e passa 13 meses em barricas de carvalho francês e
americano.
● Estimativa de
Guarda: Creio que já está num ótimo momento. A janela de consumo estima até 8
anos.
● Reconhecimentos:
92
pontos Robert Parker (2013). 89 Pontos Stephen Tanzer Safra 2009.
91 Pontos Robert Parker Safra 2009. 92 Pontos Guia Descorchados 2013
Safra 2009.
● Notas de Harmonização: Maminha
acebolada, mignon ao molho madeira com purê de batata, filé à parmegiana,
churrasco, nhoque com molho de linguiça fresca, lasanha de cogumelos. Servir entre 16 e 18°C.
● Onde
comprar: – Importado pela CANTU
- Em BH a CANTU é representada por Ana Paula Diniz – Supervisora da Cantu
Importadora I Tel.: (31) 98876-0694.
KOYLE RESERVA MALBEC 2011 – ALTO COLCHAGUA – CHILE
● Vinho da Semana 292016 - ● KOYLE RESERVA MALBEC 2011 – ALTO COLCHAGUA – CHILE – Quem
foi que disse que o Chile não é lugar de Malbec? O país tem despertado um
grande potencial para o cultivo desta casta e os exemplares que nascem por lá
estão dando o que falar! Este vinho produzido de maneira biodinâmica, oferece a
mineralidade e complexidade do terroir de Colchagua, onde as uvas são
cultivadas.
Sabendo que clima e solo são fatores primordiais para a produção de
vinhos de alta gama, a Viña Koyle se
estabeleceu no terroir de Los Lingues, no Alto Colchagua, e abriu as portas em
2006. A Koyle é uma vinícola moderna, da família Undurraga, e que investiu no
trabalho de Pedro Parra, e assim sendo, seus vinhedos têm orientação
biodinâmica e buscam extrair o máximo possível da conexão da vinha com o cosmo
no qual está inserida – é exatamente isso o que buscam a cada garrafa que sai
da vinícola.
● Notas de
Degustação: Cor rubi concentrada, escuro e denso. Complexo e potente, com frutos
negros bem maduros no olfato, compota de cereja e ameixas secas, com nota muito
doce de caramelo e pétalas de violetas, por fim um toque de tabaco e terra
úmida no nariz. A boca está marcada por prazerosa potência tânica, marcada pelo
frescor mentolado, passando pela fruta compotada e depois frutas secas,
finalizando com uma nota de boa mineralidade. Belo equilíbrio e harmonia. Um corte
que recebe 10% de Syrah e 3º de Cabernet Sauvignon.
● Estimativa
de Guarda: Beba-o
de vez, mas pode ser guardado fácil por 6 anos após a safra, e portanto está em
boa hora.
● Reconhecimentos:
90
pontos Guia Descorchados.
● Notas de Harmonização: vai
bem com lasanha de berinjela, picanha na brasa, quibe assado, picadinho, massas
com molho untuoso, lombo de porco com chimichurri, picanha grelhada e risoto ao
funghi. Servir entre 16 e 18 °C.
● Onde
comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo,
1650 - Sion Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.
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