Dicas de Vinho, Enogastronomia, Eventos, Roteiros de Viagens e Promoções por Marcio Oliveira.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
CHATEAUNEUF-DU-PAPE E SEUS VINHOS
" CHATEAUNEUF-DU-PAPE E SEUS VINHOS “ – Quem
sai de Avignon pela estradinha D-7 rumo ao norte logo se vê mergulhado numa
imensidão bucólica de vinhedos. Não demora muito até que um imenso château do
lado direito da estrada faz todo mundo parar: ao fim de fileiras simétricas de
videiras, no alto de uma colina, o Domaine Mousset não é apenas
mais um castelo num país já famoso demais por causa deles. Ele é o prenúncio de
que a pequenina Châteauneuf-du-Pape, uma vila de pouco mais de 2 mil habitantes
que virou sinônimo de um dos melhores vinhos da França, está perto; muito perto
!
Para muitos amantes
de vinho, a localização estratégica do Chateau
Mousset contribui para que a propriedade seja praticamente um pit-stop
obrigatório para quem vai explorar aquelas terras. Basta pegar a estrada de
terra cercada de ciprestes e pronto, terá a chance de começar a série de
degustações.
O programa oficial em
Châteauneuf é visitar vinícolas. E, claro, provar vinhos. Quem se permite um
tempinho para vagar pelo sobe e desce do centrinho da vila vai encontrar uma
linda comuna, recheada de casas de pedra com portas e janelas coloridas que se
espalham aos pés das ruínas de um castelo do século 14 – o tal château que deu nome ao vilarejo.
Todo o centrinho da
cidade é pipocado de enotecas e lojas de vinho que fazem degustações gratuitas.
Vá direto ao ponto: a Cave du Verger des Papes, na subida
para o castelo, é uma das melhores alternativas, com exemplares de safras
especiais num ambiente pra lá de charmoso – uma grutinha de pedra que se abre
em salas e mais salas, algumas com iluminação de velas.
Situada no topo de
uma pequena colina com seus 3.200 hectares de vinhedos, a pequena aldeia possui
uma dedicação quase espiritual à produção de famosíssimos vinhos, cujas
garrafas possuem até hoje uma marca d'água cunhada no vinho, que outrora
representava o importante brasão pontifical, uma honraria que se destacava como
sendo um dos melhores produções da região.
É a denominação mais
conhecida da parte sul do vale do Rhône. As vinhas localizam-se em torno de
Châteauneuf-du-Pape e das localidades vizinhas de Bédarrides, Courthézon e
Sorgues, entre Avignon e Orange, e cobrem pouco mais de 3.200 hectares. Aqui se
produzem cerca de 110.000 hectolitros de vinho por ano. Produz-se mais vinho
nesta zona do que em todo o Rhône setentrional (Norte) junto.
Ao contrário dos seus
vizinhos do Rhône setentrional, o Châteauneuf-du-Pape permite treze variedades
de uva e a mistura está dominada normalmente pela grenache. As outras uvas
tintas são cinsault, counoise, mourvèdre, muscardin, syrah, terret noir e
vaccarèse. Entre as uvas brancas incluem-se a grenache blanc, bourboulenc,
clairette, picardin, roussanne e picpoul.
Nos últimos anos a
tendência tem sido ir incluindo menos, ou até nenhuma, das variedades brancas
permitidas, e confiar principalmente (ou exclusivamente) na grenache, na
mourvèdre e na syrah.
♦ Para
facilitar as coisas, três informações de utilidade pública:
1) todos os vendedores vão querer te
apresentar o vinho branco de Châteauneuf; depois de algumas taças do branco,
muitos amantes de vinho preferirão o tinto. Beba o branco sem preocupações e
sorvendo cada gota. É um dos mais belos vinhos brancos da França, pouco
conhecido e por isto mesmo ainda pouco valorizado.
2) na última década, os anos de 2005, 2007 e
2009 foram safras especiais (as duas primeiras já estão no ponto; a última
estará perfeita para beber em 2015 ou 2016, mas já pode ser encontrada).
3) de maneira geral, as garrafas custam entre
€ 15 e € 150. Mas os exemplares realmente especiais e raros de safras
históricas podem chegam aos quatro dígitos.
♦ Um
pouco da História de Chateauneuf-du-Pape
Bem antes da chegada
dos papas, monges e eclesiásticos, os habitantes da região já haviam herdado
dos romanos e dos gauleses a paixão por vinhos longos e encorpados.
No início do século 14 (em 1308), o papa
Clemente V se instalou com toda a corte do Papado em Avignon e fez da região
uma sede do poder católico que se estendeu até 1377, quando reinaram sete
papas. Ali eles ergueram o impressionante Palais des Papes, principal atração
da cidade. Não contentes, decidiram construir um castelo novo nos arredores – o
tal château neuf, em francês. Amantes dos vinhos, os papas não demoraram a
plantar uvas. E desta atividade surgiu a região vinícola mais conhecida na
região do Rhône.
Além de revolucionar
a produção até então arcaica, e de promover um grande crescimento econômico e
social, a corte dos papas começou também a se abastecer na região, o que foi
benéfico para os produtores locais. Com isso, a Igreja católica tornou-se o
primeiro vinhateiro oficial a explorar esta região de Châteauneuf.
No século 14, por
ordem do papa João XXII (de 1316 a 1333), a Igreja escolheu a cidade de
Châteauneuf para construir a sua residência de verão, onde os papas moraram até
o ano de 1377, quando retornaram a Roma. Obviamente, não poderia faltar um
vinhedo, cujas primeiras cepas nasceram em volta do palácio, neste terroir
repleto de pedregulhos cuja função é de armazenar o calor do sol durante o dia
e irradiar as raízes durante a noite - o que constitui um dos segredos da
riqueza das uvas desta região até hoje.
A produção ficou
restrita ao consumo interno da Igreja. João XXII determinou a primeira
denominação de "Vinho dos Papas".
Apesar de certo
declínio no século 18, provocado por guerras, epidemias e outras pragas, o
vinhedo nunca parou de crescer. Por volta de 1800, 668 hectares de terrenos,
dos quais 425 hectares distribuídos em pequenas parcelas de vinhas de 1.400 m2
em média, produziam 11.000 hectolitros por ano. Em 1929, a denominação de
origem, Châteauneuf-du-Pape, foi oficializada.
Châteauneuf-du-Pape é
hoje uma das zonas AOC (a sigla de Appellation d’Origine Contrôlée) de maior
prestígio em toda a França. Para muitos críticos, é a única que faz frente a
Bordeaux e a Borgonha. Numa área de 3.200 hectares de vinhedos, cerca de 300
produtores fabricam artesanalmente um vinho encorpado, que pode usar a mescla
de até 13 uvas – embora a grande estrela seja a grenache.
Pouco conhecido de nós, a região produz o Côtes
du Rhône Primeur, que é um vinho novo, que teve cerca de cinco semanas
pra "envelhecer", e por isso tem um sabor diferente, geralmente muito
ácido e com aroma e sabor do álcool muito forte. É um tipo de vinho
"jovem" e que não se guarda.
Antigamente a vila
tinha o nome de Castro Novo, (castro significa cidade fortificada) mas acabou
sendo traduzido como Châteauneuf (castelo novo), denominação que remonta ao
século XI e por volta do século XIII o nome passou à Châteauneuf Calcernier em
referência às explorações de calcário feitas na região. O nome
Châteauneuf-du-Pape foi adotado oficialmente no século XIX e faz referência à
época em que os papas habitaram Avignon e à influência que eles exerceram na
região.
♦ AS
UVAS DO CHATEAUNEUF-DU-PAPE
A denominação
autorizou nada menos que 13 tipos de uvas diferentes para constituir a força
deste vinho impressionante. Contudo, vale ressaltar que nos assemblages a
proporção de uva grenache costuma ser de 80%, sendo complementada em geral pela
syrah e a mourvèdre. As outras variedades são usadas como tempero: cinsault,
muscardin, vaccarèse, terret noir, picpoul noir, counoise.
Vale mencionar também
as castas brancas que produzem vinhos cuja qualidade vem aumentando a cada ano
e cuja uva dominante é a grenache blanc, seguida pela clairette, a bourboulenc,
a picardan e a roussanne.
♦ O
VINHO EM SI
De fama mundial,
conhecido pelas suas garrafas amplas e bojudas que trazem o selo das armas dos
papas estampado no vidro (em geral isto já designa quem são os melhores
exemplares da região), o Châteauneuf du Pape possui grande força e volume
graças a uva grenache, que proporciona à sua consistência a característica de
um vinho de guarda. Assim, os seus mais ricos tesouros podem esperar de 10 a 12
anos até serem consumidos, alguns dos quais podendo facilmente se beneficiar
com um repouso de 20 a 25 anos.
O sul do Rhône é
magnífico em história, cenários pitorescos, vinhas e seu coração está em
Chateauneuf-du-Pape, o ápice em qualidade onde 13 castas de uvas estão
permitidas e onde reina a grenache, seguida por outras, entre elas, a mourvedre
e a syrah e cada qual empresta o seu caráter ao conjunto: cor, robustez,
redondeza, perfumes.
E foi em
Chateauneuf-du-Pape que o sistema de apelação controlada começou em França, com
o Baron
Le Roy do Châteaux Fortia que estabeleceu em 1923 o que veio a se tornar
o sistema nacional de apelações controladas, estabelecendo – entre outras
coisas - que os solos para os vinhos finos de Chateauneuf seriam áridos o
suficiente e as variedades de uvas, quantidade, rendimento etc. seriam
estritamente controlados e as uvas insatisfatórias seriam eliminadas antes da
fermentação.
O tempo provou que as
medidas propostas pelo Baron eram mais que acertadas, pois tiraram a região da
obscuridade para tornar-se uma estrela global no mundo dos vinhos.
A sua cor mais
característica é um rubi escuro com reflexos granada. Os seus aromas, por
tradição, são extremamente sedutores. Entre eles, predominam toques
pronunciados de frutas vermelhas maduras, de especiarias e de ervas aromáticas,
sempre de grande intensidade.
No paladar, há um
extraordinário equilíbrio entre acidez e álcool, sendo que o seu corpo
aveludado e volumoso tem um final longo e frutado, com um amargor leve e
amadeirado.
No ano de 2010, Robert Park nomeou as melhores safras do
ano. Parker
não economizou nas notas e classificou nove vinhos da safra com 100 pontos,
sete deles do Rhône, confirmando o grande destaque que os vinhos da região
tiveram nesta safra. Na relação dos 50 melhores, nada menos que 36 deles são do
Rhône. Antes do
crítico de vinhos Robert M. Parker ter começado a promovê-los nos Estados
Unidos, os vinhos de Chateauneuf eram considerados rústicos e eram muito pouco
consumidos. No entanto, o seu crescente consumo fez com que os
preços quadruplicassem no decurso da última década.
Em 1995, Parker foi a
terceira pessoa a receber o título de cidadão honorário do vilarejo. As duas
outras pessoas foram os franceses Frédéric Mistral e Marcel Pagnol.
Espere pelo menos 5 anos para beber os
Chateauneuf-du-Pape 2010 sob pena de estar bebendo-os numa fase ainda muito
jovem, na qual não desenvolveram todo o seu potencial.
♦ Os melhores do ano, alguns dos vinhos Chateauneuf-du-Pape que
obtiveram notas entre 98 e 100 pontos:
SAFRA – NOME DO VINHO – PONTUAÇÃO - ESTÁGIO DE
MATURIDADE – PREÇO (US$)
2010 - Chateau Beaucastel Chateauneuf du Pape
Hommage A Jacques Perrin - 100- 426-671
2010
- Chateau de Saint Cosme Gigondas
Hominis Fides - 100 - Jovem
- 317-394
2010
- Clos Saint-Jean Chateauneuf du
Pape Sanctus Sanctorum (Magnum) -10 - Jovem 400
2010
- Clos Saint-Jean Chateauneuf du
Pape Deus Ex Machina - 100 Jovem 250-565
2010
- Dom. de la Janasse Chateauneuf
du Pape Cuvee Vieilles Vignes-100 - Jovem 130-262
2010 - Domaine Grand Veneur Chateauneuf du Pape
Vieilles Vignes - 100 - Jovem 95-276
2010
- Mas de Boislauzon Chateauneuf
du Pape Cuvee du Quet - 100 - Jovem
349-482
2010
- Clos des Papes Chateauneuf du
Pape - 99 -
105-175
2010 -
Clos du Mont Olivet Chateauneuf du Pape la Cuvee du Papet - 99 -
Jovem 67-157
2010
- Domaine de la Vieille Julienne
Chateauneuf du Pape Reserve - 99 -
Jovem 313-388
2010 - Dom. Clos du Caillou Chateauneuf du
Pape Res. le Clos du Caillou- 99+- ovem 139-212
2010 - Domaine Giraud Chateauneuf du Pape les
Grenaches de Pierre - 99 - Jovem
2010 - Domaine la Barroche Chateauneuf du Pape Pure
- 99 - 125-150
2010- Dom. Raymond Usseglio Chateauneuf du Pape C.Imperiale
(V.Centenaires)-99-Jovem90
2010 - Domaine Roger Sabon Chateauneuf du Pape le
Secret de Sabon- 99 Jovem - 200-286
2010 - Les Bosquet Papes Chateauneuf du Pape Chante
le Merle V.Vignes-99 Jovem-147-83
2010
- Chateau de Vaudieu Chateauneuf
du Pape Amiral G - 98 Jovem - 75
2010 - Chimere Chateauneuf du Pape - 98+ Jovem
2010 - Clos Saint-Jean Chateauneuf du Pape la Combe
des Fous - 98 Jovem - 170-375
2010 - Domain Olivier Hillaire Chateauneuf du Pape
les Petits Pieds d'Armand-98-Jovem70-85
2010 - Domaine Chante Cigale Chateauneuf du Pape
Vieilles Vignes - 98 - Jovem 55-65
2010 - Domaine de la Janasse Chateauneuf du Pape
Cuvee Chaupin - 98 - 90-126
2010- Dom. de Saint-Prefert Chateauneuf du Pape Collecion Charles
Giraud-98-Jovem160-269
2010
- Domaine du Pegau Chateauneuf du
Pape Cuvee da Capo (98-100) - Jovem
320-750
2010 - Domaine Giraud Chateauneuf du Pape Cuvee les
Gallimardes - 98 - 65
2010 - Le Ferme du Mont Chateauneuf du Pape Cotes
Capelan - 98 Jovem -50
2010- Les Bosquet Papes Chateauneuf du Pape la Gloire de Mon
Grandpere-98-Jovem 60-140
♦ ENOGASTRONOMIA
DA REGIÃO
Qualquer carne de caça
deve ser experimentada com o Chateauneuf-du-Pape, não podendo se esquecer dos
queijos curados, enquanto o branco proporciona uma festa dos sentidos quando
acompanha peixes de carne vermelha, e pratos com molho a base de vinho.
Ao menos uma vez na
vida é preciso experimentar um Châteauneuf-du-Pape. É algo emocionante e
verdadeiramente inesquecível. Na compra, vale prestar atenção na sua origem de
produção. Os seus melhores exemplares são, infelizmente, bastantes caros, mas
este vinho sempre dará à sua mesa um toque de nobreza e de bom gosto
irrepreensível.
No Brasil, em algumas
importadoras é possível encontrar alguns dos vinhos. Porém nada se iguala a
degustar e conhecer a história daquele produtor e daquela vinha.
CHABLIS 1er CRU VAILLON DOMAINE CHRISTIAN MOREAU 2012 – CHABLIS – FRANÇA
Alguns leitores do VINOTÍCIAS
solicitaram que eu sugerisse um vinho por semana, anotando notas de degustação
e onde comprar. Com
este calorão dos últimos dias, vão ai dois vinhos para refrescar as taças.
Para o vinho mostrar todo o seu potencial quando for degustado, ele deve ter
sido armazenado em ambiente fresco, com controle de temperatura e umidade,
livre de trepidações e sem contato com a luz. E se você trouxe a garrafa de uma
viagem recente, epere o vinho descansar. Assim sendo:
Vinho da Semana 39/2015 – ● CHABLIS 1er CRU VAILLON DOMAINE CHRISTIAN MOREAU 2012 – CHABLIS – FRANÇA – Christian Moreau tem ampla experiência internacional,
sempre trabalhando em empresas de bebidas. Em 2001, recebeu de volta os
vinhedos até então alugados e constituiu seu próprio domaine. É auxiliado por
seu filho Fabien, da sexta geração da família no ramo de vinhos. Fabien estudou
enologia em Dijon e administração de empresas em Bordeaux e passou um ano na
Nova Zelândia antes de assumir os negócios com o pai, em 2002. Em outubro de 2007, a revista Decanter destacou o Chablis
Grand Cru Vaudésir 2005 como “o melhor Chardonnay do mundo”. Esse domaine está
listado entre os dez produtores destacados de Chablis no guia de Hugh Johnson.
A família tem como objetivo perpetuar sua tradição de seis gerações,
respeitando o terroir único no mundo que é Chablis. Para cuidar do vinhedo e do
solo se empenham em uma atividade inteligente, com trabalhos para evitar
herbicidas, utilização de técnicas naturais de controle para evitar inseticidas
e uma observação cotidiana do vinhedo para compreender e empreender a luta
contra as pragas e doenças. Além disso, aplicam um política global de controle
do rendimento dos vinhedos, permitindo obter uma concentração máxima dentro dos
frutos e uma verdadeira expressão do terroir em seus vinhos.
● Notas
de Degustação: Os vinhedos, com 56 anos de idade, estão situados no coração
de Chablis, à margem esquerda do Serein, na encosta dos Vaillons, com exposição
sul-sudeste. Os solos são argilo-calcários do kimméridgien, típicos de Chablis,
ricos em fósseis marinhos, principalmente Exogyra virgula, pequena ostra típica
dos solos de Chablis. A densidade é de 6.500 plantas por hectare.
As uvas são colhidas à mão e transportadas
em cestos, esvaziados por sistema de vibração sem rompimento das películas. Em
seguida, passam por uma mesa de seleção para eliminar os frutos indesejáveis.
Após prensagem pneumática em ambiente protegido, é feita uma débourbage
(decantação dos resíduos sólidos) a frio. A fermentação é feita 65% em tanques
de aço inox com temperatura controlada a 20 ºC e os restantes 35% em barricas
usadas de 2-3-4 anos durante 6 meses.
Cor amarela bem clara,
brilhante e límpida. Aromas de frutas brancas e cítricas, como pera, abacaxi e
limão siciliano, com leve nuance mineral e toque floral. A nota mineral
marcante é muito agradável. No paladar o vinho mostra um alto nível. Rico, com
bela acidez. Bem equilibrado, vivo em boca, corpo médio para encorpado,
persistente, um vinho com personalidade, complexidade, elegância, tipicidade e
muito gastronômico. O retrogosto confirmou o olfato e o final foi longo e vivo
no paladar por um bom tempo.
● Guarda: pelo menos 3 anos
antes de beber ! Pode ser bebido fácil até 2019 !!!
● Notas de Harmonização: Ostras
cruas, ou gratinadas, bobó de camarão, bacalhau gratinado, preparaçõe com frutos
do mar, ceviche de salmão, canapés e queijos leves..
● Temperatura de Serviço: 9 a
10ºC
● Onde
comprar: Em BH: PREMIUM - Rua
Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG - 31
3282-1588 I Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000
- São Paulo - SP - 11 2574-8303.
BOURGOGNE LA VIGNÉE CHARDONNAY 2013 – BORGONHA – FRANÇA
Alguns leitores do VINOTÍCIAS
solicitaram que eu sugerisse um vinho por semana, anotando notas de degustação
e onde comprar. Com
este calorão dos últimos dias, vão ai dois vinhos para refrescar as taças.
Para o vinho mostrar todo o seu potencial quando for degustado, ele deve ter
sido armazenado em ambiente fresco, com controle de temperatura e umidade,
livre de trepidações e sem contato com a luz. E se você trouxe a garrafa de uma
viagem recente, epere o vinho descansar. Assim sendo:
● Vinho da Semana 39/2015 – ● BOURGOGNE LA VIGNÉE CHARDONNAY 2013 – BORGONHA –
FRANÇA - Nove gerações e um legado para a vida toda. A Domaine Bouchard Père Et
Fils foi fundada em 1731, em Beaune, por Michel e Joseph Bouchard, sendo uma
das vinícolas mais antigas de toda a Borgonha.
Uma fortaleza construída pelo rei Louis XI datada do século 15, cujas
torres edificadas se mantêm de pé, caves subterrâneas, ainda em uso, abrigam
uma coleção com cerca de duas mil garrafas de suas melhores safras desde 1846
foi onde a família Bouchard escreveu sua história por séculos. Em 1995 a
vinícola foi vendida para uma família muito antiga de Champagne comprometida em
manter a tradição dos fundadores.
● Notas
de Degustação: Cor amarela bem clara. Este é um delicioso Chardonnay de uma
das vinícolas francesas mais prestigiadas do mundo. Um vinho jovem, elegante e
perfumado. Ótimo para bebericar ou para acompanhar comida. Mineral frutado e
fresco, cremoso e que impressiona com o charme juvenil e suas notas cítricas.
Bela fruta e acidez fazem deste vinho uma excelente pedida para as noites
quentes que estamos vivendo. Um Chardonnay clássico no melhor estilo, com
excelente relação qualidade x preço.
● Guarda: até 5 anos, mas se você gostar da nota cítrica
de limão siciliano já pode ser bebido !
● Notas de Harmonização: bacalhau
assado, moqueca, frituras, saladas e risoto de limão siciliano.
● Temperatura de Serviço: 9 a
10ºC
● Onde
comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo,
1650 - Sion Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
QUEIJOS FRANCESES
Existem hoje mais de 1.000 tipos de queijos na França: cada vale ou colina, cada campo, cada montanha possui um queijo com as características específicas do seu terroir.
Ao servir os queijos
Na França, o queijo é elemento comum na culinária e também está presente nas mais diversas ocasiões de consumo, seja em restaurantes ou em casa. Como parte de sua cultura, os franceses gostam muito de apresentar bem os seus queijos e de compartilhá-los com amigos e familiares. Uma das maneiras mais especiais são as tábuas de queijos (plateau de fromages), que oferecem aromas, cores e sabores diferentes, além de um belo visual. A tábua de queijos é uma opção de muito bom gosto e que, sem dúvida, será sempre bem acolhida. As variedades de queijos franceses à disposição do consumidor brasileiro já são suficientes para a montagem de tábuas de degustação bonitas, deliciosas e nutritivas.
Seguem algumas dicas práticas para a preparação de uma tábua de queijos franceses:
Variedade
Escolha entre três e sete tipos de queijos de categorias diferentes para uma experiência mais ampla. Como exemplo, podemos sugerir uma tábua de cinco queijos, como: Brie, Saint-Paulin,Comté, Emmental e Roquefort.
Quantidade
Calcule entre 150g a 200g de queijo por pessoa. Assim, uma tábua para quatro pessoas deve conter cerca de 800g entre todos os queijos servidos. Não se preocupe com possíveis sobras, pois você poderá usar os queijos posteriormente em inúmeras ocasiões e receitas.
Sequência de Degustação
Também conhecida por "disciplina de degustação", a ordem de apreciação dos queijos não é difícil de ser seguida. Queijos picantes, fortes, marcantes ou pungentes predominam sobre as variedades de sabor sutil e delicado. Disponha os queijos sobre a tábua de modo que os mais suaves antecedam os mais encorpados. Seguindo o exemplo anterior, a ordem de degustação seria: Saint-Paulin, Brie, Emmental, Comté e Roquefort. Depois das primeiras experimentações, os convidados farão as escolhas que mais lhe convierem.
Apresentação
Distribua os queijos na tábua já cortados ou com o corte insinuado, e em temperatura ambiente. Acrescente frutas, secas ou frescas. Mantenha um cesto de pães, além de potinhos de manteiga e patês próximos à tábua.
Sirva queijos com frutas
Maçãs, peras, uvas, morangos, figos frescos e melão valorizam as tábuas e mesas de queijos, especialmente em coquetéis. Outros acompanhamentos, tais como castanhas, nozes e amêndoas ajudam na decoração e diversificam a degustação.
Os Vinhos
Se a tábua for acompanhada por vinhos, escolha um ou dois vinhos, brancos e tintos, que acompanham bem a maioria dos queijos servidos. Não é necessário ter um tipo de vinho para cada tipo de queijo, mas é importante que os vinhos selecionados não destoem dos queijos que compõem a tábua. Lembre-se que os vinhos mais leves acompanham melhor os queijos suaves e o mais encorpados vão melhor com os queijos mais potentes.
Sirva queijos
Ao planejar um menu, considere o momento em que o queijo será servido. Você poderá servi-lo como entrada; como componente do prato principal; antes da sobremesa ou como último prato, como fazem os franceses. De qualquer modo, o queijo adiciona um toque de elegância e bom gosto às refeições.
Cuidados ao servir queijos
Antes de servir, lembre-se que queijos frescos ou macios devem ser retirados do refrigerador entre meia hora a quarenta e cinco minutos antes de serem consumidos. Queijos semiduros e duros devem ser retirados no mínimo duas horas antes. O frio inibe o sabor e o aroma dos queijos, além de afetar sua textura.
O corte apropriado
Ponto extremamente importante no serviço de queijos. Um grande queijo pode ter suas principais características arruinadas por um corte inadequado. Ele deve seguir o princípio da proporcionalidade, isto é, cada pedaço de queijo deve possuir um pouco de tudo que a fôrma original contém.
Armazenar queijos em casa
Para manter a qualidade e aumentar a vida dos seus queijos é importante armazená-los adequadamente. Retire-os das embalagens e coloque-os, individualmente, em sacos plásticos, mantendo o ar dentro dos mesmos. Feche com grampos e guarde na parte baixa da geladeira. Faça verificações, pelo menos, a cada dois dias.
Se você ficar com alguma peça de queijo duro ou semiduro, como o Emmental ou o Madrigal, e quiser consumi-la diariamente, a melhor maneira de conservá-la é embrulhar a peça com um pano limpo e úmido e mantê-la em local fresco e arejado. Dessa forma, o queijo estará sempre pronto para o consumo e não irá ressecar. (Fonte: http://www.queijosdaeuropa.com.br/site/dicas/como-servir-os-queijos).
CHATEAUNEUF-DU-PAPE CUVÉE ETIENNE GONNET FONT DE MICHELLE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA
Vinho da Semana 38/2015 – ● CHATEAUNEUF-DU-PAPE
CUVÉE ETIENNE GONNET FONT DE MICHELLE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA – A família
Gonnet está estabelecida na região desde 1660. Em 1950, Etienne Gonnet fundou o
Font de Michelle, hoje conduzido pelos netos Bertrand e Guillaume. Localizado
no sudoeste de Châteauneuf-du-Pape, uma das melhores subregiões dessa
denominação, esse Domaine tem parcelas em La Crau, o “Grand Cru” de
Châteauneuf. Seus brancos têm uma mineralidade deliciosa, enquanto os tintos
são tradicionais e estilosos, com vinhos encorpados e elegantes, que são a pura
expressão do terroir. Sua cuvée prestige é excepcional.
Segundo os arquivos locais, a família
Gonnet está instalada em Bédarrides desde 1660. De 1866 a 1880, os vinhedos
sofreram com a infestação de phylloxera e desapareceram, envolvidos pelo mato.
Em 1880, Jean Etienne Gonnet construiu a sede atual do Domaine. Seu neto,
Etienne Gonnet, criou o Font de Michelle em 1950, com um vinhedo de 30
hectares, de um só proprietário, magnificamente orientado no sudeste da
apelação Châteauneuf du Pape. Como prefeito de Bédarrides de 1952 a 1964,
Etienne foi à sua época um exemplo de perseverança e rigor. O solo da região do
Domaine é argilo-calcário recoberto em grande parte de seixos vermelhos
(dilivium alpin). Esses seixos armazenam o calor do dia e o difundem durante a
noite para as videiras. É um solo árido, onde as raízes das vinhas devem
procurar em profundidade os elementos para sua existência. O clima é muito
importante: pouca chuva, um vento mistral frequentemente violento, que mantém
as plantas sadias e permite uma bela concentração dos frutos no momento da
colheita, e uma insolação excepcional (1.000 horas de insolação, média no verão
de 7 horas a 25º). Durante todos estes anos, o objetivo da família tem sido
melhorar os métodos de vinificação, elaborar vinhos ricos, concentrados e
elegantes, através dos quais o terroir possa exprimir todas suas qualidades e
levar às alturas a fama do Domaine.
Segundo
Robert
Parker: “Uma das mais bem trabalhadas propriedades em
Châteauneuf-du-Pape, fazendo vinhos de primeiríssima em estilo moderno,
concentrado e cheio de caráter. O Cuvée Etienne Gonnet tem taninos mais firmes,
e mais estrutura. Musculoso, carnudo, profundo, especiado, com alta glicerina,
baixa acidez, pureza e maturidade admiráveis.”
● Notas de Degustação: Criado em homenagem
a Etienne Gonnet, fundador da vinícola, este vinho é elaborado somente em
safras excepcionais. Cor violácea intensa, profundo e com bom brilho e
limpidez. Aromas de frutas negras maduras, como groselha, ameixa, cereja, passas
e amoras, notas de especiarias doces como baunilha e canela, além de pimenta, alcaçuz,
folhas de louro, café e chocolate no fundo. Bela complexidade. Rico, com
taninos perceptíveis, finos e agradáveis. Belo equilíbrio e estrutura, boa
acidez em boca, corpo médio para encorpado, persistente, um vinho com grande complexidade,
elegância, tipicidade e gastronômico.
As frutas maduras
foram colhidas, rigorosamente selecionadas e transportadas em pequenas caixas
de 25 kg. As uvas foram imediatamente desengaçadas (50 % do total), suavemente
esmagadas e colocadas em tanques de aço inox. O sistema é baseado em gravidade,
sem bombeamento. Antes da fermentação foi adicionado SO2 em 7 g/hl. Todas as
variedades foram fermentadas em separado, sem inoculação de leveduras.
Fermentação e maceração duraram entre 25 dias a um temperatura máxima de 30 ºC.
A fermentação malolática ocorreu nos tanques. O vinho de prensa foi transferido
e permaneceu em tanques alguns dias antes de ser transferido para barricas de
carvalho de 225 l com 2 a 3 anos de idade, a Syrah para barricas novas. A
maturação durou 18 meses em foudres e pequenas “fûts” usadas apenas uma vez. Ao
final da maturação os vinhos foram transferidos para um tanque de mesclagem. O
engarrafamento aconteceu com leve filtragem e SO2 livre de 27 mg/l.
Corte de 70% Grenache de vinhas centenárias, com 15 % Syrah e 15 %
Mourvèdre.
● Guarda: até 20 anos, mas já pode ser bebido!
● Notas de Harmonização:
Tournedor
com cogumelos gratinados, Confit de pato na manteiga com sálvia e alho,
Cordeiro em crosta de cogumelos selvagens, Ragu de ossobuco acompanhado de
risoto de parmesão, Codornas ao forno com legumes e frutas secas.
● Temperatura de Serviço: 17 a
18ºC
● Onde
comprar: Em BH: PREMIUM - Rua
Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG - 31
3282-1588 I Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000
- São Paulo - SP - 11 2574-8303.
CHATEAUNEUF-DU-PAPE LA SOLITUDE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA
Vinho da Semana 38/2015 – ● CHATEAUNEUF-DU-PAPE
LA SOLITUDE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA – O Domaine de La Solitude é uma das
casas mais antigas de Châteauneuf-du-Pape, fundada em 1604. Os proprietários do Domaine de la Solitude são
membros da família Lançon, e são descendentes diretos da família Barberini, que
veio da Itália acompanhando os Papas, com descendência direta a partir do Papa
Urbano VIII. Suas uvas provêm de vinhedos próprios, localizados no plateau
leste da área conhecida como “La Crau”, uma das mais quentes e precoces da
região, que produz vinhos macios e complexos, prontos para beber desde jovens, mas
com grande potencial de amadurecimento.
Uma raridade em
Chateauneuf du Pape, esta grande propriedade tem uma única vinha de 38 hectares situada em La Solitude, que
fica ao lado do planalto rochoso famoso de La Crau (o mais adiantado em
maturação e o mais prematuro terroir da denominação ). Esta é também uma das
propriedades mais antigas de Chateauneuf du Pape, traçando a sua história até o
século 13. O Domaine de la Solitude tem sido gerido pela família Lancon por
muitas décadas. O Domaine faz quatro cuvées Chateauneuf-du-Pape tintos: Tradition,
Cuvée Barberini, Cuvée Cornelia Constanzia e Cuvée Reserve Secrete. Ao longo
dos últimos 5 ou 6 anos, eles têm mostrado grandes melhoramentos graças aos
esforços de Jean e Michel Lançon.
● Notas de Degustação: Cor violácea
intensa, com bom brilho e limpidez. Aromas de frutas negras maduras, como
groselha, ameixa, cereja, notas de especiarias, café e chocolate no fundo. Boa
complexidade. Rico, com taninos macios, finos e agradáveis. Bom equilíbrio, fresco,
corpo médio para encorpado, persistente, um vinho com complexidade, elegância,
tipicidade e muito gastronômico. O retrogosto confirmou o olfato e o final foi
longo e vivo no paladar por um bom tempo.
● Guarda: até 10 anos, mas já pode ser bebido!
● Notas de Harmonização:
Tournedor
com cogumelos gratinados, Confit de pato na manteiga com sálvia e alho,
Cordeiro em crosta de cogumelos selvagens, Ragu de ossobuco acompanhado de
risoto de parmesão, Codornas ao forno com legumes e frutas secas.
● Temperatura de Serviço: 17 a
18ºC
● Onde comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua
Outono, nº 81 - Carmo/Sion.
CHATEAUNEUF-DU-PAPE LA BERNARDINE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA
Vinho da Semana 38/2015 – ● CHATEAUNEUF-DU-PAPE
LA BERNARDINE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA – Esta ótima interpretação de
Chapoutier para um vinho histórico e o mais emblemático do Sul do Rhône mereceu
91 pontos e muitos elogios da Wine Spectator na safra de 2010. O La Bernardine
é elaborado com um corte GSM – ou seja, a elegante Grenache, em maioria, a
emblemática Syrah e a Mourvèdre. O produtor Chapoutier é um dos maiores nomes
do Rhône. Michel
Chapoutier – um dos maiores enólogos da França, já foi eleito diversas vezes
"enólogo do ano" pela Revue du Vin de France, e deu uma nova dimensão
aos vinhos da região, atingindo a perfeição nas diversas denominações do Norte
e do Sul. Seus vinhedos são cultivados organicamente e apresentam baixos
rendimentos.
Os vinhedos estão localizados
em terrenos típicos da Denominação com o solo coberto de pedras chamadas “cailloux
roulés” (pedregulhos rolados). A colheita é manual com uma seleção exclusiva
das melhores uvas. A vinificação para proteger a Grenache, muita sensível, a
fermentação (entre 15 dias e 3 semanas) acontece em cubas de concreto revestido
de epoxi, com controle das temperaturas. Maturação em tonéis de carvalho de
meia tosta e cubas de concreto por 12 até 15 meses.
● Notas de Degustação: Cor violácea
profunda, intensa, com bom brilho e limpidez. Aromas de frutas negras maduras,
com notas de groselha, ameixa, cereja, notas de especiarias, café e chocolate
no fundo. Boa complexidade com camadas de cedro e especiarias doces de baunilha
e canela. Aparecem notas de floral e garrigue (vegetação típica do Rhône e
Provence). O complexo bouquet
oferece uma prévia da deliciosa sensação de boca que esse vinho proporciona. Rico,
com taninos macios, finos e agradáveis. Bom equilíbrio, fresco, corpo médio
para encorpado, persistente, um vinho com complexidade, elegância, tipicidade e
muito gastronômico. O retrogosto confirmou o olfato e o final foi longo e vivo
no paladar por um bom tempo.
● Guarda: até 10 anos, mas já pode ser bebido!
● Reconhecimentos:
Wine
Spectator: 91 pontos (safra 2010) / Robert Parker: 89-91 pontos - safra 2010.
● Notas de Harmonização:
Boeuf en
Daube. Carne com molho de vinho e coelho com azeitonas.
● Temperatura de Serviço: 17 a
18ºC
● Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio
Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31)
3115-2100
GRAN RESERVE ASSEMBLAGE LOS BOLDOS 2012 – VALLE DEL CACHAPOAL - CHILE
Vinho da Semana 38/2015 – ● GRAN RESERVE ASSEMBLAGE LOS BOLDOS 2012 – VALLE
DEL CACHAPOAL - CHILE – Um dos mais clássicos produtores da região de Requinoa,
em Cachapoal, o Château Los Boldos usufrui da dedicação de um dos mais
importantes grupos vinícolas do mundo, a Sogrape. Ao longo dos últimos cinco
anos, pesados investimentos vêm sendo feitos na reestruturação da adega e dos
vinhedos, com cuidadosos estudos de solo e de viticultura sendo implementados
na produção. O Chateau Los Boldos foi criado em 1991 com o objetivo de produzir
vinhos Premium, com seu fundador imaginando vinhos que poderiam se beneficiar
de técnicas francesas centenárias combinadas com o potencial de vinificação
deste terroir diferenciado no Chile e capacidade de produzir excelentes uvas
para vinho.
Esse sonho se
materializou em uma única propriedade com vinha e adega na região de Cachapoal,
a 100 km ao sul de Santiago, reunindo condições únicas para o Chateau Los
Boldos produzir seus vinhos, controlando cada parte do processo. Ali, o terroir
resulta de condições únicas geradas pela influência do Rio Cachapoal, das frias
brisas andinas e do clima continental em combinação com solos graníticos,
pobres e bem drenados.
O vinhedo que existia
anteriormente criou a oportunidade e potencial para a produção de vinhos Ícones
devido às suas vinhas velhas. Por exemplo, o Chateau Los Boldos tem uma parcela
de vinha de Cabernet Sauvignon plantada em 1948 e uma parcela Merlot plantada
em 1959. Ao longo dos anos o Chateau Los Boldos firmou-se como um produtor Premium
de vinho chileno, reconhecido não só pelos prêmios obtidos por seus vinhos, mas
também pelo interesse que levantou em todos os mercados ao redor do mundo.
Em 2008 o Chateau Los Boldos tornou-se parte
da Sogrape, uma empresa de propriedade familiar de origem portuguesa, fundada
em 1942 por Fernando Van Zeller Guedes. A Sogrape expandiu sua presença a
partir de Portugal, primeiro na Argentina (onde é proprietária da Finca
Flichman) e depois para o Chile (Chateau Los Boldos) e Nova Zelândia
(Framingham) e, finalmente, para a Espanha (Bodegas Lan), e sempre manteve os
valores da família e espírito de suas origens. No Chateau Los Boldos, a gestão
Sogrape criou um vasto programa de reformas e investimentos em vinhas, adega e
linha de engarrafamento para potencializar a qualidade superior dos seus
vinhos.
Hoje Chateau Los Boldos está presente em
mais de 40 países e se esforça a cada dia para oferecer vinhos de alta
qualidade aos seus clientes.
● Notas de
Degustação: Cor violácea profunda, intensa, com bom brilho e limpidez. Aromas de
frutas vermelhas e negras silvestres e maduras, como mirtilos, ameixa, cassis,
notas de tabaco, especiarias, nota de mentol, chocolate e leve toque herbáceo
no fundo. Bela complexidade onde as camadas vão sugerindo os toques de cedro,
especiarias doces de baunilha e mentolado. No paladar o vinho mostra um alto
nível. Rico, com taninos presentes e perceptíveis, mas finos e agradáveis. Bem
equilibrado, vivo em boca, corpo médio para encorpado, persistente, um vinho com
personalidade, complexidade, elegância, tipicidade e muito gastronômico. O
retrogosto confirmou o olfato e o final foi longo e vivo no paladar por um bom
tempo.
● Guarda: até 10 anos, mas já pode ser bebido !
● Notas de Harmonização: Tournedor
com cogumelos gratinados, Confit de pato na manteiga com sálvia e alho,
Cordeiro em crosta de cogumelos selvagens, Ragu de ossobuco acompanhado de
risoto de parmesão, Codornas ao forno com legumes e frutas secas.
● Temperatura de Serviço: 16 a
17ºC
● Onde
comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI:
Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua
Outono, nº 81 - Carmo/Sion.
TRUMPETER MALBEC-SYRAH RUTINI WINES 2014 – MENDOZA – ARGENTINA
Vinho da Semana 38/2015 – ● TRUMPETER
MALBEC-SYRAH RUTINI WINES 2014 – MENDOZA – ARGENTINA – A RUTINI é uma das mais
tradicionais e mais antigas vinícolas de Mendoza e faz alguns belos vinhos como
a linha Rutini e os “Antologias” que são vinhos realmente excepcionais. Esta
linha Trumpeter sempre foi uma das minhas preferências. São vinhos para o dia a
dia, a linha básica da vinícola, voltada para a exportação. Além do Malbec/
Syrah, um destaque é o branco chardonnay.
A
vinícola foi fundada pelo italiano, Felipe Rutini, no final do século XIX e foi
a primeira a instalar-se na região de Tupungato chamada de "La
Rural". Hoje 70% pertence à um gupo financeiro argentino e os outros 30% a
ninguém menos que Nicolas Catena (o proprietário da Bodegas Catena). Possui 22 hectares
de vinhedos com as mais variadas altitudes. Usam alta tecnologia e um exemplo
disso é uma máquina selecionadora das melhores uvas onde são tiradas 1.000
fotos por segundo dos bagos que registram forma, cor e tamanho. A linha ANTOLOGIA
é produzida dos vinhedos da região de Tupungato a partir de videiras antigas. Estes
vinhos são elaborados apenas em anos excepcionais e são denominados em números
romanos. Por exemplo, o Antologia XVII é uma combinação de 90% Malbec, , 5%
Petit Verdot e 5% Cabernet Franc, e vale a pena ser provado!
● Notas de
Degustação: Cor violácea, escura e profunda. Um nariz rico e intenso, com frutas
vermelhas e escuras, madeira doce (baunilha) e chocolate, sem que seja
enjoativo. Nos aromas aparecem notas de frutas silvestres maduras, com ênfase
em ameixa escura, toque de especiaria típica da Syrah - pimenta preta. Na boca
é suculento, com uma acidez média para alta, taninos redondos e ótimo final, longo
e persistente. Mesmo com a potência que exprime, no paladar é um vinho elegante,
com taninos macios e toque defumado, levemente encorpado. Tem retrogosto bem
persistente, mostrando a tipicidade da casta. Excelente amostra de qualidade x preço.
● Guarda: até 5 anos se você gostar da nota de
ameixa, mas já pode ser bebido !
● Notas de Harmonização: Ótimo
vinho para acompanhar carnes vermelhas em geral, com destaque para um bom
churrasco - a madeira do vinho vai bem com o “defumado” da carne.
● Temperatura de Serviço: 16
a 17ºC
● Onde
comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI:
Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua
Outono, nº 81 - Carmo/Sion.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
OS VINHOS TCHECOS EXISTEM !
OS VINHOS TCHECOS EXISTEM !
Conhecida como um dos melhores produtores de cerveja, pode-se dizer que o vinho tcheco também existe.
A República Tcheca passou por várias mudanças nos últimos
anos, e sem dúvida a enologia é uma das maiores surpresas, e certamente alguns
de seus rótulos terão lugar em nossas taças, ganhando destaque nas conversas em torno da bebida e Baco.
O país produz vinho desde o Séc. X, com longa tradição, mas de
certa forma a área de produção concentra-se na Moravia Sul, onde há 4 sub-regiões
(ou zonas).
Ai se dá 95% da produção
tcheca, onde se destacam os rótulos brancos, que são os melhores de forma
geral, a exemplo do que acontece nas vizinhas Alemanha e Áustria. Os tintos
ainda são objeto de desenvolvimento de produção, técnicas de vinificação e
qualidade.
Os 19.000 hectares para produção de vinho foram
estabelecidos por cota da Comunidade Européia, e estão divididos em:
Moravia Boemia
Vinhedos 17.080 hectares 730 hectares
Comunidades Vinícolas 311 66
Viticultores 18139 153
Assim sendo o tamanho médio dos vinhedos é de cerca de 1
hectare, portanto em minifúndios onde o produto praticamente é consumido pelo
mercado interno.
Entre os destaques que provei, dois brancos – Um Sauvignon
Blanc de classe internacional, e um Pálava
(uva local, cruzamento de Traminer com Muller-Thurgau ) colhido de
forma tardia, mas que pode ser bebido como aperitivo, acompanhando comida ou
sobremesa.
Abra a cabeça e se possível, prove um vinho tcheco !
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
TOP WINEMAKERS 50 BARRICAS E A HISTÓRIA DA CARMENERE – parte II
“ TOP WINEMAKERS 50 BARRICAS E A HISTÓRIA DA
CARMENERE – parte II “ – Para entender o
conceito envolvido neste projeto, fizemos no dia 28/08/2015 um workshop sobre
esta uva emblema do Chile, conduzido por Rafael Prieto e Ariel Perez, com a
presença de vários sommeliers e amantes de vinhos de BH.
Importante
marcar que não há um estilo único de Carmenere chileno, até mesmo porque
pode-se dividir as áreas de produção por zonas que definem de certa forma o
caráter dos rótulos que foram degustrados: 1- Maipo / 2- Cachapoal / 3-
Colchaga e 4- Curicó-Maule.
♦ MAIPO – É provavelmente um
dos vales mais emblemáticos da zona central chilena e o que tem maior tradição
vitivinícola. Foi no Maipo onde os conquistadores fundaram os primeiros
vinhedos na época colonial. Situado em plena Região Metropolitana, segue o
curso do rio do mesmo nome, albergando nas suas faldas boa parte do traçado
urbano da capital.
Destacam dois fatores que fazem do
Maipo um vale muito especial: sua localização estratégica, a poucos quilômetros
de Santiago e Valparaíso e sua topografia, que permite a produção de variadas
cepas a diferentes alturas. Assim, tal como a maioria dos vales da zona central
do Chile, o Maipo conta com uma importante produção vitivinícola, sendo aquele
um dos seus principais atrativos turísticos.
Os vinhedos variam desde os sopés
dos Andes, onde os melhores Cabernets do país são produzidos, até o planalto
central. Seu clima mediterrâneo é estável, com estações bem definidas e baixo
risco de chuvas durante o período da colheita, o que garante condições ideais
para o plantio de vinhedos e a produção de bons vinhos.
Terroir - O clima em Maipo é continental,quente e
seco, com 300 a 450milímetros anuais de chuvas (concentradasno inverno).
Durante oito a nove meses do ano faz calor, com dias quentes e noites frias.
Aqui, sente-se eventualmente oefeito do “El Nino” que pode aumentar o total de
chuvas para 1.000 milímetros no ano, ou, do“La Nina”, que pode gerar uma seca
extrema, baixando as chuvas para apenas 100 milímetros no ano.
Os
solos são jovens, originados do granito e de material vulcânico (quando mais
perto da cordilheira). Embora pouco variado em termos geológicos, o granito
pode se decompor de diversas maneiras, variando muito emtermos de textura
(retenção de água) e profundidade, originando vinhos muito diferentes, mesmo em
áreas muito próximas. As exceções em termos de solo são ao redor dos rios, pois
as pedras se acumulam nas curvas do curso d’água e proporcionam melhor
drenagem. O PH dos solos neste vale é, em geral, alto, gerando vinhos
de baixa acidez, mas
com ótimos taninos e bom corpo.
Há 3 sub-vales, com boa
infraestrutura para receber o amante de vinhos, pois há 45 vinícolas abertas ao
turismo. Chama-se a atenção para uma culinária chilena, simples, saborosa, de
cocção curta, textura seca e sabores picantes. Você simplesmente pode desfrutar
de uma empanada de pino (carne, cebola, passas de uva, ovo cozido) com pipeño, harmonizada
com vinho branco de estilo campesino chileno que é parte dos segredos do vale.
A cozinha desta região se dá muito bem com vinhos da casta Carmenere. De forma
geral, os vinhos tem grande estrutura.
Podemos dizer que no ALTO MAIPO aparecem
as notas de mentol e algo mineral com frutas escuras como amora e cassis. Há
micro-climas ideiais para Carmenere, que muitas vezes apresenta-se com vinhedos
de 20 ou mais anos de plantio em espaldeira, nos solos aluvionais, região de
grande luminosidade e grande oscilação térmica entre o dia e a noite. No MAIPO
COSTA há a influência do mar, que traz frescor ao vinho com aromas mais
elegantes.
Vinhos provados da região do MAIPO:
● CARMENERE LIMITED EDITION 2013 PEREZ CRUZ
MAIPO ALTO – corte de 93% CM e 7% SY, com notas herbáceas, muita fruta
escura e chocolate amargo no paladar. As notas de frutas vermelhas maduras,
pimenta, café, terra e especiarias oferecem um caráter especial.
● CARMENERE DE MARTINO SINGLE VINEYARD 2011 – Um vinho com 94 pontos
do Guia Descorchados, com muita fruta escura e nota de café. Paladar potente,
taninos presentes, bom equilíbrio, com boa acidez e persistência. No nariz
possui aromas de frutas pretas, amora, notas picantes e tabaco. Na boca é
volumoso, suculento. Taninos estruturados e acidez firme. Persistência longa e
muito agradável. Acompanha bem carnes com temperos picantes. O enólogo Marcelo
Retamal, que prefere focar na
viticultura ancestral com vinhos criados em tinajas e menor influência do uso
de madeira, faz este Carmenere em Alto de Piedras, monovarietal, passando 24
meses em barricas velhas, já muito usadas.
● TRES PALACIOS FAMILY VINTAGE 2011 – Um vinho de MAIPO COSTA, área
de clima ameno, à 18 km do Oceano pacífico. O vinho mostra fruta escura em
abundância, com notas de pimenta do reino, taninos marcantes, longo em boca e
com bela acidez. Cor purpura profunda, com aromas intensos e atraentes,
ressaltado frutas negras e vermelhas maduras como amora, mirtilo, morango e
cereja, associadas a notas de especiarias e toques de chocolate e tabaco.
Paladar com estrutura rica, de corpo intenso e equilibrado, com taninos macios
e aveludados, resultando em grande volume e persistência. O vinho tem vários
reconhecimentos de sua qualidade: Guia
Descorchados - 92 pts ( 2010 ) / 89 pts (2009 ) e 88 pts (2008 )
♦ CACHAPOAL – a região conhecida
como a “Cuenca de Rancagua”, recebe seu nome pelo rio que banha suas terras e
estende-se até o lago Rapel. Situado aproximadamente a 90 km ao sul de
Santiago, graças à baixa altura da Cordilheira da Costa em algumas zonas, os
vinhos produzidos aqui são distintos e especiais, tornando-o um vale único na
rota do vinho nacional.
O lago Rapel converteu-se, com o
passar dos anos, num grande ponto turístico da região e do vale. Formado pelos
afluentes dos rios Tinguiririca e Cachapoal e sustentado por uma represa
construída no ano 1968, é o lugar ideal para desfrutar de um formoso entorno
natural no qual praticar esportes náuticos. Média anual de 340 mm de chuvas.
O Vale de Cachapoal,é um dos
melhores terroirs para vinicultura do Chile e está localizado a apenas 80
quilômetros ao Sul da cidade de Santiago. Ocupa a parte sententrional do vale
de Rapel, enquanto o vizinho meridional é Colchágua. Embora por muito tempo se
tenha falado só de Rapel, pouco a pouco ambos foram se desligando dessa
vizinhança a ponto de já muitos poucos rótulos falarem em um Rapel genérico.
Existe
lógica por trás dessa divisão, porque as diferenças são importantes, tanto em
clima quanto em topografia. Boa parte dos produtores mais importantes de
Cachapoal tem seus vinhedos aos pés dos Andes, local chamado de Alto Cachapoal.
Nessa região a Cabernet Sauvignon brilha com seu frescor e elegância, mas,
também, aproveitando a influência fria da cordilheira e dos pedregosos solos
aluviais de média fertilidade, conseguiram-se interessantes resultados com a
Viognier em brancos e Cabernet Franc em tintos.
O
poente, nos arredores de Peumo, as temperaturas aumentam, especialmente nos
setores protegidos da influência marítima, como em Las Cabras. As brisas frescas da costa que deslizam pela
bacia do rio Cachapoal banham os vinhedos de frescor e, ao mesmo tempo, moderam
as altas temperaturas do setor. Isso explica, por exemplo, porque os tintos tem
notas de ervas e frutas vermelhas maduras proporcionadas pelas brisas frescas.
De forma
geral os vinhos aqui criados são untuosos, com destaque para Peumo, onde há
mais argila que pedras. Nesta área são produzidos vinhos Carmenere com boa
capacidade de guarda.
As características topográficas do
vale criam grandes contrastes climáticos, por exemplo o setor quente de Las
Cabras e Peumo, onde alguns dos melhores Carmenères chilenos são produzidos.
Vinhos provados da região do CACHAPOAL:
● MATURANA WINES 2012 – Um belo corte de
80% de Carmenere e 20% de Cabernet sauvignon, amadurecido por 13 meses em
grandes de carvalho. Mostra grande intensidade de fruta, seja no aroma ou
paladar. Longo em boca, com ótima acidez. Cor púrpura brilhante, intenso,
profundo com reflexo azulado. Aromas complexos, com notas de groselha, licor de
cassis e cereja sobre um fundo marcado pelas especiarias. A madeira está muito
bem integrada com a fruta vermelha e negra. No paladar o chocolate com cereja
vem à tona. Fresco e suculento, com estrutura para dez ou mais anos de guarda.
Taninos finos, longo e persistente, com delicioso final aveludado.
● CARMENERE RENACER 2012 – a região do
vinhedo fica próxima de Carmin de Peumo. O vinho em si é um corte de 95% de
Carmenere e 5% de Cabernet Sauvignon, amadurecido por 16 meses em barricas
francesas (de 1º e 2º usos). Mostra bela estrutura, tem menos acidez que o
vinho anterior, taninos macios, com bela expressão em boca e ótimo frescor
(apesar da menor acidez). Longo e prazeroso em boca.
● SANTA CAROLINA HERENCIA 2007 – outro
terroir próximo a Carmin de Peumo. Obteve a maior pontuação histórica para um
vinho da Santa Carolina com 94/95 pontos de Robert Parker. Produzido com 94% de
Carmenere, 6% de Cabernet Sauvignon e Malbec, é sem dúvida um dos melhores Carmeneres
do Chile. aromas desde longe e quando você finalmente coloca o nariz próximo,
fica encantado. Aromas doces combinando frutas maduras escuras com notas de
especiarias e tabaco, tudo muito bem harmonizado. No paladar mostra um belo equilíbrio
entre acidez e taninos, com um final longo e prazeroso.
♦ COLCHAGA – a região é um belo
local para cultivo e desenvolvimento da Syrah e Carmenere. Claro que há belos
vinhos de Cabernet Sauvignon, Maerlot, e Malbec – em especial o da Viu Manent.
O clima é temperado sub-mediterrâneo, com solos aluvionais (centro da região),
solos graníticos (na costa) e mistura de granito e aluvional (na região de
Paredones/Costa), havendo ainda vinhedos plantados em escarpas e começando a
aparecer vinhedos em terraços. Aqui há estilos diferentes, em geral com grande
persistência em boca, e com mais notas herbáceas.
A zona
do Vale de Colchagua, palavra que significa “lugar de pequenas lagunas”, conta
com ricas tradições e aspectos culturais muito interessantes de conhecer.
Historicamente foi parte do império inca e posteriormente passou a ser o lugar
escolhido pelas famílias da oligarquia do Chile para construir grandes mansões,
algumas das quais continuam em pé.
O vale de Colchagua é outro dos
vales transversais da zona central do Chile, cujas terras estão regadas pelas
águas do rio Tinguiririca e no qual estão localizadas as cidades de San
Fernando e Santa Cruz, duas das mais importantes da região, e algumas
localidades de grande interesse turístico como Chimbarongo, Lolol ou Pichilemu.
Chegando a Santa Cruz, onde poderá
visitar o Museu de Colchagua, que alberga algumas das coleções mais importantes
em quanto ao acervo cultural nacional, conhecendo assim um pouco mais da
historia desta atrativa zona e do país. Caracterizada como uma região rural,
com muita produção de milho, que se refelte na comida típica – humita, salgada,
mas comida com açúcar.
Os
períodos de colheita no vale variam de acordo com a localização e a topografia
de cada vinhedo. A colheita, conseqüentemente começa na zona mais próxima dos
Andes, continua duas semanas depois em torno de Santa Cruz e termina nas áreas
de grande influência do mar.
Terroir - Chuvas de aproximadamente 600 mm
anuais, concentradas nos meses de inverno. O verão é seco, com dias muito
quentes e noites frias. A temperatura é influenciada pelas brisas marinhas do
Oceano Pacífico e pelos ventos da Cordillera de Los Andes. Solo plano,
profundo, de textura argilosa e de média fertilidade.
Vinhos provados da região do COLCHAGA:
● KOYLE ROYALE CARMENERE 2012 – A Viña Koyle foi fundada em 2006
pela família Undurraga, que possui tradição vinícola desde 1885. Outra
particularidade é que a Koyle pratica a vitivinivultura biodinâmica, uma série
de técnicas que, além da produção orgânica, busca métodos sustentáveis em todo
o processo de cultivo, produção e manutenção dos vinhedos, respeitando os
ciclos da Natureza. O vinho passa 18 meses amadurecendo em barricas francesas e
mostra bons aromas de fruta negra e notas herbáceas, com nota ao fundo de
chocolate. Este vinho é feito em Los Lingues, com um leve toque de Petit
Verdot. Cor
púrpura muito escura, brilhante, típica da Carménère. No nariz, os aromas mais
marcantes foram os de frutas vermelhas escuras e pimenta. Na boca mostra bom
corpo, é equilibrado e com taninos macios. Um vinho fácil de gostar e beber.
● CASA SILVA MICROTERROIR 2008 – Mostra
muita fruta escura e vermelha, e neste vinho aparece uma nítica goiaba
vermelha. Possui intensa cor vermelho-rubi com tonalidades violáceas. Os aromas
são de frutas vermelhas e pretas, com toques de café. O paladar é harmonioso,
com uma estrutura magnífica, taninos macios e notas de frutas vermelhas
maduras, especiarias e um leve toque de pimenta preta. O final é longo e prazeroso.
A madeira aparece como uma moldura, muito bem cuidada, e uma nota muito fina de
alcaçuz em boca. Outro vinho muito premiado: 92 pontos - Robert Parker (safra
2006)/ 93 pontos - Robert Parker (safra 2005) / 91 pontos - Stephen Tanzer’s
(safra 2005)/ 87 pontos - Wine Enthusiast (safra 2005).
● EL INCIDENTE VIU MANENT 2012 – Uma
mudança de estilo na Vinícola, para um estilo mais marcante, com taninos mais
percepctíveis. Traço mineral de grafite, num vinho de bela estrutura, com muita
fruta escura e menos presença de carvalho. Longo e persistente em boca. Corte
de 91% de Carmenere, 8% de Malbec e 1% de Petir Verdot.
El
Incidente é o fato ocorrido “após um lendário vôo de balão com alguns amigos
sobre os vinhedos de Colchágua da Viu Manent. A viagem terminou inesperadamente
quando pousaram no meio de um mercado ao ar livre na cidade de Santa Cruz“, como
conta José Miguel Viu. Isto aconteceu em dia 8 de abril de 2006, 19:15 horas,
na Vinícola Viu Manent, no Vale de Colchágua - Chile. A bela vista sobre os
vinhedos e a calmaria do ar foi de tirar o fôlego. Até mesmo o “incidente”
valeu como experiência. Tal acidente está graficamente explicado no rótulo.
É um
vinho “ícone” que carrega todas as características picantes da Carménère, com sabores
de geléia de amora, notas de chocolate e café que se destacam no paladar
complexo e refinado. Amadureceu em barricas de carvalho francês (97%) e
americanas (3%) durante 23 meses, logo depois foi engarrafado sem filtrar para
conservar toda sua concentração e caráter. Vai evoluir de forma magnífica nos
próximos 5 anos.
Uma observação significativa é nestes três vinhos de
Colchaga, manda mais a mão do enólogo do que o terroir !
♦ CURICÓ - MAULE – a região é muito boa para variedades do Mediterrâneo,
como Carignan, Syrah, Garnacha e Cinsault. Os aromas dos vinhos destas regiões
mostram frutas frescas, de certa forma suaves em boca, com taninos macios. Uma
área com vinhedos de vinhas muito antigas.
Orgulhoso de ser o vale com mais
hectares plantados no país, o vale do río Maule destaca no circuito do vinho
chilemno. Localizado na região do mesmo nome, as primeiras plantações do vale
foram feitas na época colonial. Atualmente possui uma superfície de três
milhões de hectares e está constituído pelas províncias de Talca, Linares e
Cauquenes, tornando a região na primeira em quanto à produção vitivinícola do
Chile. Muitos dos vinhedos organizaram-se para que os visitantes possam degustar
as diferentes variedades de castas da zona. Nesta região, a cozinha lembra a de
mar, com muita gordura e pimenta (merquen). O clima é mais frio (mais ao sul do
país), e a Carmenere tem pouca expressão local. Os vinhos de forma geral se
apresentam frescos, com taninos suaves.
Curicó,
que significa “Águas Negras” no idioma mapuche, tem sido um importante centro
agrícola da Zona Central do Chile por séculos. Ele corresponde à bacia do
Mataquito, formada pelos rios Teno e Lontué. As áreas mais quentes do vale,
como Lontué, produzem vinhos de Cabernet Sauvignon de alta qualidade,
especialmente nos vinhedos mais velhos, alguns dos quais com mais de 80 anos de
idade.
Seu
clima, caracterizado por neblina matinal e alta variação de temperatura entre o
dia e a noite gera vinhos de grande acidez, o melhores de cada uma das
variedades brancas, especialmente, Sauvignon Blanc, Vert e Gris.
Terroir do Maule - Clima Mediterrâneo com chuvas e frio no
inverno, calor e sêca no verão. Na primavera o clima é temperado, com pouco
frio e chuva, e no outono o clima é temperado sem chuvas. As chuvas estão concentradas nos meses de
inverno e primavera. Os vinhedos gozam de um clima privilegiado, com grandes
diferenças de temperatura entre dias e noites. No verão, o sol invade a região,
garantindo uma luminosidade extraordinária no período de maturação, que nos dá
concentração de aromas e uma cor especial para os tintos. O solo é derivado de
cinzas vulcânicas, arenoso e com excelente drenagem natural.
Terroir de Curicó - Clima Mediterrâneo com chuvas e frio
no inverno, calor e seca no verão . Solo entre argiloso e arenoso calcário de
grande permeabilidade.
Vinhos provados da região do CURICÓ - MAULE:
● VALDIVIESO SINGLE VINEYARD CARMENERE 2011 – Um vinho curto em boca, com taninos
secantes, e boa expressão no paladar. A acidez aparece no final de boca. Cor
vermelha com rubi intenso e reflexo violáceo brilhante. No olfato os aromas
típicos da casta com o herbáceo aparecem ao lado de notas florais, café torrado
e frutas negras maduras. Na boca
apresentou taninos presentes de boa qualidade, bom equilíbrio e balanço entre a
fruta, acidez e madeira. Intenso, persistente, seu final um pouco secante
sinaliza um vinho jovem com possibilidade de afinamento na garrafa nos próximos
anos.
● CASAS PATRONALES RESERVA PRIVADA CARMENERE
2012 – outro vinho com taninos
secantes, mas neste rótulo há melhor integração. Boca picante, com acidez ao
final. Longo em boca. Extremamente
aromático, com notas de frutas escuras, ameixa preta, tabaco e também toque de
baunilha. Na boca mostra fruta compotada, especiarias sobre o fundo amadeirado.
Inicialmente a madeira parece sobrepor o conjunto, mas a medida que o vinho é
aerado o equilíbrio é restabelecido. Final longo e agradável. Indica estágio de
12 meses em barricas de madeira e potencial de guarda de 5 anos, confirmado
pelos taninos secantes.
● J. BOUCHON BLACK SERIES CARMENERE 2011 – Os vinhedos da Viña J.Bouchon
estão localizados na parte costeira do Vale do Maule. Cerca de 370 ha de vinhas
mais velhas (> 60 de anos) são abençoados por um micro-clima privilegiado: o
inverno frio e chuvoso, estação seca e quente na época do desenvolvimento da
vinha, com temperaturas médias no verão de 20-32°C e nível de umidade com cerca
de 50%. Noites e manhãs frias graças à brisa marinha. A irrigação é usada
somente quando absolutamente necessária. Um vinho 100% Carmenere de vinhedos do
Maule. É mais leve em boca, mostra ser muito bem feito e integrado. Muito
complexo e aromático, com aromas que evoluem em camadas de frutas vermelhas
maduras, especiarias, chocolate e café. No paladar mostra-se fresco, suculento,
frutado, com taninos macios, rico e complexo, com um longo final ligeiramente
mineral. Um vinho com perfil gastronômico fantástico.
● TOP WINEMAKERS 50 BARRICAS - A idéia que
veio de certa forma "pagar" um tributo à Carmenere, supostamente
extinta no mundo e redescoberta no Chile há 20 anos, especificamente em 24 de
novembro de 1994, reuniu numa garrafa a produção das 50 principais vinícolas
nesta variedade emblemática do Chile.Um Carmenere de grande expressão, com
notas de frutas frescas, ervas picantes, com boa estrutura, a madeira bem
integrada refletindo a elegância, untuosidade, acidez vibrante e boca sedosa
dos vinhos desta casta. O que se
conclui? Não perca a chance de provar os Carmeneres do Chile. Você pode não
saber o que está perdendo !
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