● Vinho da Semana 412016 - ● BRUNELLO DI MONTALCINO CASANUOVA DI NERI TENUTA
NUOVA 1997 – TOSCANA – ITÁLIA – Vinícola fundada em 1971 por Giovanni Neri, com
a compra de uma grande propriedade em Montalcino, na Toscana. Desde 1991 está
sob o comando de seu filho, Giacomo Neri. A vinícola possui cerca de 55
hectares, subdivididos em 5 regiões: Pietradonice no sudeste de Montalcino, Le
Cetine ao sul, Cerretalto e Fiesole ao leste e Podernuovo que ocupa a posição
mais alta.
Com 45
anos de história, a Casanova di Neri pode ser considerada como uma das mais
novas grandes vinícolas italianas, tendo já dois vinhos aos quais Robert Parker
atribuiu seus cobiçados 100 pontos (Tenuta Nuova 2010, e Cerretalto 2001) e há
quem diga que são seus alguns dos melhores Brunellos já produzidos em
Montalcino. E os resultados da Casanova di Neri não se limitam a Parker: Wine
Spectator, James Suckling e Wine Enthusiast são outras das mais respeitadas
publicações que já lhe concederam suas notas máximas por algumas vezes. O
Gambero Rosso, por sua vez, atribuiu seus máximos "tre bicchieri" a
nada menos que doze dos quinze vinhos produzidos por ela.
A
explicação para tantas avaliações excelentes tem diversas origens: o terreno,
localizado a noroeste da região e onde Jancis Robinson aponta como a região do
"verdadeiro Brunello", é considerado particularmente bom para a
produção da Sangiovese Grosso, já que possui diversas disposições que permitem
obter resultados diversos com as vinhas.
De acordo com o
proprietário Giacomo Neri, seus vinhos são muito parecidos entre si, o que é
proposital. A intenção é que cada um tenha sua distinção nas suas múltiplas
facetas, resultado de cada terroir dos três terrenos de sua propriedade e suas
características intrínsecas. Para ele, não há distinção do tipo de tonel ou de
madeira que seus vinhos passam, uma vez que o importante é o resultado obtido
por ele.
Por volta dos anos
1500, o vinho de Montalcino começava a ser reconhecido e o Brunello di
Montalcino foi um de seus abre-alas. Mas depois da Segunda Guerra Mundial as
coisas não ficaram muito boas para o povo daquela região. Um dos piores
acontecimentos foi na verdade a abertura da estrada Del Sole, que ligava Roma a
Milão, sem passar por Montalcino.
Essa estrada fez com
que a cidade ficasse esquecida e deixada de lado até por seus próprios
habitantes. Não havia viajantes e 70% da população acabou saindo de lá deixando
o local legado à miséria. A produção de vinho sofreu bastante com a situação,
pois também muitos produtores não tinham condições de continuar o seu negócio.
Mas, os poucos
habitantes que optaram por ficar em Montalcino, não se entregaram e decidiram
recomeçar do zero. Foi criado então o Consórcio de Brunello, onde pequenos produtores
locais se reuniram para promover o próprio vinho. Uma revolução! Outros produtores de vinho,
dessa vez de todos os lugares do mundo, começaram a olhar para Montalcino e
alguns acabaram mudando-se pra lá.
Já em 1980, Brunello di
Montalcino virou a primeira Denominação de Origem Controlada e Garantida
(DOCG), da Itália. Bom, daí em diante o sucesso tomou proporções ainda
maiores.Hoje o Brunello di Montalcino que conhecemos é produzido com 100%
Sangiovese Grosso ou Brunello, um clone da já conhecida Sangiovese. Os vinhedos
estão localizados entre 300 e 500 metros acima do nível do mar e o clima em
Montalcino é um dos mais secos de toda a Toscana.
O Brunello é um vinho
para se beber depois de alguns anos. Não tenha pressa, ou você pode perder o
que de melhor esse vinho tem a oferecer. Muitos deles podem durar facilmente
até 30 anos.
● Notas de
Degustação: cor rubi ainda com boa tonalidade, com ligeira nota de evolução. No
nariz exala aromas intensos e muito elegantes de madeira tostada, café, frutos
vermelhos e negros (como ameixa e cerejas) e especiarias balsâmicas. Um nariz
muito elegante e que se repete no paladar com bom corpo, num vinho aveludado,
denso, com taninos macios (e ainda presentes) e bela acidez, deixando o vinho
refrescante e gastronômico, condimentado e especiado. Belo equilíbrio de fruta
e madeira criando um conjunto complexo e prazeroso. Não é à toa que a safra de
97 foi mágica na Itália. Final longo, convidando ao segundo gole e a segunda
garrafa, mas infelizmente só havia esta !!!
● Estimativa de
Guarda: Tem estrutura para evoluir por mais alguns anos, mas já estava muito
gostoso.
● Reconhecimentos
Internacionais: 94 Wine Spectator.
● Notas de Harmonização: acompanha
muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro
assado, javali, ensopado de carnes com ervas, pratos de sabor acentuado e bem
temperados. Pernil de cordeiro, costela suína assada e hamburguer de picanha
com molho barbecue. Servir entre 16 e 18°C.
● Onde comprar: Estava na
minha adega.
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