HARMONIZAÇÕES COM BACALHAU
NA PÁSCOA
BACALHAU: é um peixe nobre de aroma e sabor acentuados que não
costuma combinar com vinhos brancos muito leves. Os vinhos brancos mais
encorpados e com toque (leve) de madeira costumam casar melhor com o prato. Mas se a
opção for um tinto, a escolha é por um mais leve, para que os taninos não
sobreponham ao sabor do peixe, e neste caso um Pinot Noir ou um Touriga
Nacional irão muito bem.
Com
bolinhos de bacalhau fritos a sugestão e
de vinhos verdes bem refrescados e refrescantes para limpar a boca da gordura.
Outra opção: uma cerveja bem gelada!
Por ser um peixe “diferente”, o bacalhau aceita mais de um
tipo de vinho. Para um bacalhau
desfiado, com creme de leite, cenoura ralada e gratinado com parmesão, o ideal
será um Vinho Verde, de baixa graduação alcoólica e que deve ser servido
próximo dos 12°C
de temperatura.
Para um prato de bacalhau
dourado no azeite, acompanhado de batatas ao murro, alho, cebola, brócolis e
azeitonas verdes, o ideal seria um vinho tinto mais intenso, que dê ainda
mais força à receita. Neste caso a Touriga Nacional mostra seu valor !
Se a receita do parto for mais seca, um vinho tinto, para
dar força ao prato poderá ser o mais indicado. Se o bacalhau é feito no azeite (frito ou grelhado) ou é acompanhado com algum molho, passa a ser ideal um branco ou um
vinho verde. O Douro também traz ótimas opções em brancos (Altano), bem
como os brancos do Alentejo (Herdade do Esporão, Pêra Manca Branco) e da
Bairrada (Flipa Pato Ensaios Branco, por exemplo). Luis Pato Vinhas Velhas
Branco, ou com um belo Arinto ou Antão Vaz do Alentejo, como os ótimos vinhos
do Paulo Laureano. Se quiser mudar para a Espanha, use um ótimo Verdejo ou
Albariño. Se quiser um vinho da América do Sul, experimente o Albariño ou o
Chardonnay do Bouza. Será um show !!!
Os tintos do Alentejo são muito indicados por serem de
coloração rubi estimulante, com taninos bem equilibrados e prolongados no
final. Os taninos servem para equilibrar com a força e o sal do bacalhau. Além
disto, os vinhos do Alentejo costumam ter boas relações que qualidade-preço,
que beneficiam o amante do vinho. Entretanto, não deixe de degustar um Douro,
ou um Dão, ou mesmo um Tejo, pois nada melhor do que surpreender-se.
Se o bacalhau for
cozido com batata e couve, em fio de azeite, num prato que conjuga o amido
doce do vegetal e o salgado suave do bacalhau temos que avaliar o gosto forte da
comida com um vinho que tenha corpo, frescura, mineralidade e boa dose de fruta
e vegetal fresco. Um alvarinho cairia bem. Uma surpresa poderia ser um Chenin
Blanc do Loire ou mesmo um Muscadet, que são vinhos de boa mineralidade e
frescura, capazes de ligar bem com o vegetal, o grosso da batata e o bacalhau.
Se o bacalhau for
feito no forno com natas, batata e pão dormido em nacos, a opção seria por vinhos
onde a madeira confira alguma untuosidade ao vinho, com notas de tosta leve. Uma
boa indicação seria o Redoma Reserva Branco, e numa opção pelo Novo Mundo, um Montes
Alpha Chardonnay sairia muito bem. Se preferir um tinto, opte por um vinho que tenha
frescura suficiente para o prato e ao mesmo tempo a madeira que mostra seja suave.
Sugestões de Vinhos:
- Conde Valdemar Fermentado em
Barrica 2010 - Rioja – Espanha: Branco
barricado e com personalidade, típico e tradicional vinho da região de Rioja,
na Espanha. Ele é elaborado apenas com a casta viura. Seco e complexo, traz um
amadeirado marcante. Importado pela MISTRAL.
- Loureiro Muros Antigos Vinho
Verde 2010 – Minho – Portugal:
Amarelo-palha cristalino. Puros e expressivos aromas frutados de nectarina
madura e banana, amalgamados a notas de mel. Delicioso equilíbrio entre o
frescor e a suavidade, final limpo e fragrante. W&S 90 pontos. Importado
pela DECANTER.
- Alvarinho Soalheiro 2010 -
Minho – Portugal: No caso de
receitas mais substanciais, como a bacalhoada, esse alvarinho encorpado e
amanteigado, traz equilíbrio justo ao sabor predominante do peixe. Importado
pela PORTO A PORTO.
- Morgadio da Torre Alvarinho 2010
- Sogrape Vinhos – Portugal:
Vinho Verde de grande qualidade, ricamente perfumado e com potencial de
envelhecimento. Morgadio da Torre recebeu o Prêmio de Excelência no Concurso
dos Vinhos Verdes de Portugal em 2005. Importado pela ZAHIL, representada em BH
pela REX-BIBENDI.
- Herdade do Esporão Reserva
Branco – considere este
vinho um coringa. Não tem erro ! Uma excelente relação qualidade-preço.
- Apollonio Laicale –
Itália - Branco
exótico e encorpado, com 12 meses em barricas de carvalho. Delicioso,
principalmente se for para acompanhar bacalhau em postas largas, regado com
azeite e acompanhado de batatas.
Fermentado em carvalho e envelhecido 12 meses em barricas francesas. Cor
de amarela com reflexos dourados. Aroma frutado e intenso; sabor diferenciado
com toques de especiarias e baunilha. Vinho branco com alma de tinto. Importado pela CASA DO VINHO.
- Demougeot Bourgogne
Vieille Vignes 2008 – França -Tinto macio, sem taninos (o que evita o resultado com um
gosto metalizado). Produzido com a uva
Pinot Noir. Importado pela CASA
DO VINHO.
- Château Camplazens La Reserve 2009 – França - Acompanha muito bem o bacalhau
brandade. Mais frutado, menos tânico. Importado
pela CASA DO VINHO.
- Nino Negri Grumello
2008 – Itália-
Ideal para ser degustado com um bacalhau mais sofisticado, que utiliza azeite
trufado na finalização. Nebiollo aromático, elegante e bem equilibrado sem
taninos agressivos. Vinho sedutor, aveludado com aromas de violetas secas,
morango e amêndoas. Na boca, seco, quente e macio. Importado pela CASA DO VINHO.
- Quinta do Tedo Douro
2007 – Portugal -
Ótimo com bacalhau desfiado. Tinto português macio. Vinho artesanal feito com
as uvas touriga nacional, tinta roriz e touriga franca. Com vinificação no
tradicional lagar com pisa a pé, passa 12 meses em barricas de carvalho francês
com um ano de uso. De cor violeta profunda, tem boa complexidade aromática. No
nariz, apresenta amora, groselha preta, baunilha, pão tostado e casca de
laranja e, na boca, é equilibrado, com bom corpo e boa densidade, maduro e
frutado, com final longo e persistente. Importado
pela CASA DO VINHO.
- Velenosi Rêve –
Itália - sugestão
interessante para o bacalhau com natas. Branco equilibrado, intenso, fresco,
crocante, gordo, mas com certa mineralidade. Uma madeira discreta cai bem. Para
quem quer uma opção mais refinada. Vinho de grande estrutura e voluptuosidade,
penetrante e muito persistente. Importado
pela CASA DO VINHO.
- Rives Blanques
Odyssée – França -
Bom para quem prefere um vinho branco reserva. O estágio em barricas de
carvalho confere mais untuosidade ao vinho, deixando-o mais gordo na boca e com
leve tostado. Maduro, amanteigado e jovem, com algumas frutas frescas. O
carvalho é bem integrado e sutil. Um branco deslumbrante, com excelente
equilíbrio e varias camadas de aromas e sabores. Uma nota expressiva de flor
branca, maçã vermelha madura e nectarina. O paladar de médio corpo é
ligeiramente cremoso com toques de tostado, especiarias doces e com sabor de
amêndoas no retrogosto. Importado pela
CASA DO VINHO.
AFINAL , QUAIS SÃO OS
TIPOS DE BACALHAU:
É hora de buscar o melhor bacalhau para tornar ainda mais
especial o almoço com a família na Páscoa. Embora a maioria dos vendedores -
algumas vezes por desconhecimento, outras por má fé - se restringem a vendê-lo
como "bacalhau", este peixe pode ser encontrado em quatro diferentes
tipos:
Saithe: Domina 65% do mercado brasileiro. O
número, claro, também se explica pelo preço, já que é o mais acessível ao
consumidor. Porém, não necessariamente o baixo valor remete à baixa qualidade. Com um sabor bastante acentuado, é o
preferido para os famosos bolinhos de bacalhau, certamente a mais popular
de todas as receitas envolvendo este peixe. Quando cozido, a macia carne desfia
com facilidade.
Zarbo: O menor entre todos os tipos. Não
representa parcela significativa das vendas no Brasil, mas nem por isso deixa
de ter o seu sabor. Vai muito bem com
pratos desfiados, caldos, pirões e também bolinhos.
Ling: Junto com o Zarbo, representa
apenas 10% das vendas no Brasil. É o mais estreito dos tipos. A carne é bem branca e saborosa, ideal para
assados e grelhados.
Cod: O mais nobre dos bacalhaus, pode
ser encontrado em duas diferentes espécies, o Gadus Macrocephalus e o Gadus
Morhua - o mais saboroso e requisitado. Ambos são mais largos na parte da
cabeça e vão afinando ao longo do corpo.
Gadus Macrocephalus: Pescado nos mares do Pacífico, é o
mais "bonito" entre todos os tipos. Mais branco e mais grosso do que
o Morhua, acaba ganhando a preferência do consumidor nos mercados pelo aspecto
visual. Porém, é mais fibroso que o Morhua, o que o torna um pouco menos
refinado. Para diferenciar um do outro, basta se atentar a uma faixa branca que
se encontra tanto nas nadadeiras quanto no rabo, o que não ocorre no Morhua.
Gadus Morhua: O verdadeiro e original
"bacalhau da Noruega" é pescado nos mares do Atlântico, mais
especificamente na região dos países nórdicos. Possui uma coloração mais para
palha do que para branco, o que o diferencia do Macrocephalus. Também é um
pouco mais fino, o que faz com que muitos desavisados o deixe de lado na hora
da compra. Quando cozido, costuma
liberar lascas, o que torna seu gosto ainda mais especial.
UM VINHO DOCE PARA O
FINAL
Harmonização realizada, degustada e aprovada, hora de
complementar o almoço, claro, com um delicioso chocolate.
As inúmeras opções de ovos, bombons e afins deixam qualquer
um confuso na hora de escolher a sobremesa. Porque não um tradicional Vinho do
Porto, Vinha da Madeira ou um Pedro Ximenez para acompanhar o chocolate ? Com
seu teor alcoólico e doçura, acompanham com propriedade o chocolate e
abrilhantam ainda mais a Páscoa.
- Emina Oxto D.O –
Espanha - Região:
Ribera del Duero/Espanha – Uva: Tempranillo. Fortificado na região do Douro
espanhol. Cor: cardeal escuro com tons castanhos. Nariz intenso e profundo com
aromas de geléia de frutas maduras como amora, framboesa, figos e cerejas
passificadas. Complexos toques de tabaco e frutas secas destacando amêndoas e
avelã tostada. Na boca destaca-se o equilíbrio de sabores de cerejas passas com
taninos próprios da tempranillo. Final longo e elegante. Como os melhores
vinhos do Porto, além de acompanhar uma saborosa mousse de chocolate, também
combina com doces, frutas secas, alguns queijos e um bom charuto. Importado pela CASA DO VINHO.
- Barbeito Reserva
Malvasia - 5 anos – Doce – Portugal - Região: Madeira/Portugal. Uva: 100% Malvasia. Vinho
envelhecido em carvalho por 5 a
7 anos pelo método de canteiro. Harmoniza com queijos azuis e sobremesas a base
de caramelo e chocolate. Importado pela
CASA DO VINHO.
- Velenosi Visciole –
Itália - Região:
Marche/Itália. Uva: Lacrima di Morro d’Alba + licor de cerejas ácidas. Bouquet
intensamente prazeroso. Sensuais e persistentes morangos, framboesa, frutos
silvestres maduros, aromas de compotas, pêssego e pêra madura. Muito macio na
boca, altamente persistente sem perder o frescor. Fascinante, bom corpo, bom
sabor e acidez, bem equilibrado. Estimula seu paladar, notas de frutos
silvestres frescos e maduros, flores, mirtilo, cerejas. Imperdível quando
acompanhado de chocolate com cereja e bombons em geral. Importado pela
CASA DO VINHO.
Um bom espumante no
estilo Asti pode harmonizar-se muito bem com a Colomba Pascal, juntando seu
frescor e sabor ao doce, criando ao final desta Páscoa, uma experiência enogastronômica inesquecível.
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