segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

GRANDS ÉCHÉZEAUX 2001 - DOMAINE DE LA ROMANÉE CONTI – BORGONHA – FRANÇA

Vinho da Semana 062017 - ● GRANDS ÉCHÉZEAUX 2001 - DOMAINE DE LA ROMANÉE CONTI – BORGONHA – FRANÇA - DRC, como o Domaine de la Romanée Conti é comumente conhecido, é um dos produtores mais reverenciados do mundo, criando vinhos ícones.  Pelas quantidades diminutas em que são produzidos – deste Grands Échézeaux foram produzidas apenas 10.475 garrafas, acabam por ser produtos caros em função de sua qualidade e raridade. A idade média das vinhas é de 51 anos, com rendimentos muito baixos e controlados.

Dados do vintage
Idade média das vinhas (anos)
Produção média (dúzias de garrafas)
Produção total 2001 (dúzias de garrafas)
Rendimento (hectolitros por hectare)
Echézeaux
31
1340
1369
26,36
Grands Echézeaux
51
1150
873
26,79
Romanée-St-Vivant
33
1500
1029
17,53
Richebourg
39
1000
973
24,95
La Tâche
46
1870
1649
25,99
Romanée- Conti
52
450
533
26,46

Localizada em Vosne-Romanée, no coração da Borgonha-França, o DRC tem uma rica e longa história, que remonta ao século X. Nesta época, o vinhedo era então chamado Cros des Clous e pertencia aos monges da ordem de St.Vincent. A propriedade, foi depois rebatizada como La Romanée, teve outros donos, sendo um deles o príncipe de Conti, que acrescentou seu nome ao vinhedo. Após ser confiscado e leiloado em 1794 durante a Revolução Francesa, o vinhedo mudou de donos até que em 1869 Jacques-Marie Duvault-Blochet o adquiriu e anexou os vinhedos de Richebourg, Grands-Échézeaux e Échézeaux. Aubert de Villaine, descendente de Duvault-Blochet é quem está hoje a frente da empresa.
A safra de 2001 foi complicada na Borgonha, demandando uma luta constante contra as doenças fúngicas, a chuva, a falta de sol e calor, além das tempestades e a ameaça de granizo. O resultado para obter um vinho de qualidade, numa safra difícil como esta foi trabalhar a seleção de cachos e uvas, tendo sido usada somente 50% do que foi colhido, e a equipe experiente da vinícola trabalhou numa vinificação tradicional, que resiste ao teste do tempo, e que é necessária para produzir grandes vinhos como este. Pode ter sido uma safra "difícil", mas o vinho mostrou-se muito bem.
● Notas de Degustação: cor rubi cereja mais pálido, não só por ser Pinot, mas também pelo efeito da guarda. O nariz, uma vez aberto, mostrou foco na fruta escura como cereja, especiaria doce e picante, com um toque de café torrado. Pode-se dizer que mostra austeridade. Boa complexidade, olfativa, repetida no paladar com taninos finos, onde a fruta se mostra elegante, com boa vivacidade. Prazeroso em boca, longo, persistente, creio ter sido provado na hora certa
● Estimativa de Guarda: creio que a guarda recomendada é entre 15 a 20 anos a partir da safra.
Notas de Harmonização: vai muito bem frutos do mar em geral, bolinho de bacalhau, risoto de limão siciliano, queijos, saladas, filé de frango grelhado, sopas. Fez ótima companhia para um Ceviche de Lagosta servido no Sapore d´Italia. Aproveite para conhecer o Festival da Lagosta no Restaurante. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Degustado em uma Confraternização de Amigos. 

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