segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ALMAVIVA 2000 BARON PHILIPPE DE ROTHSCHILD E VIÑA CONCHA Y TORO- PUENTO ALTO – CHILE –

● Vinho da Semana 062017 - ● ALMAVIVA 2000 BARON PHILIPPE DE ROTHSCHILD E VIÑA CONCHA Y TORO- PUENTO ALTO – CHILE – A Viña Almaviva nasceu oficialmente em 1996, através da união de dois nomes tradicionais no mundo do vinho, Baron Philippe de Rothschild e Concha y Toro, com o espírito de criar um vinho num projeto paralelo e independente, numa propriedade que segue o conceito do vinho de Château, no qual o que se busca é fazer o melhor vinho possível com seus vinhedos, ano após ano, entendendo as sutilezas de cada safra, se adaptando a elas, para tentar manter um estilo, uma identidade, o que é um pouco diferente da idéia de criar um ícone.
Entretanto, safra após safra o vinho mostra uma consistência de qualidade fora do comum o que o qualifica entre os grandes vinhos chilenos. A origem nobre do Almaviva representa o seu próprio estilo. Um vinho digno de ser representante da linhagem bordalesa, mas com inegável acento mapuche (índios dominantes antigamente na região dos vinhedos), chileno, novo-mundista.
Desde as suas primeiras safras o Almaviva é um blend de Cabernet Sauvingon, com uma média de 70 a 75% do vinho, que lhe dá imponência; Carménère, como uva segundária, respondendo por cerca de 20% da mistura, incorporando o caráter indígena, erbáceo e selvagem; e um acabamento com predominância de Cabernet Franc, que lhe empresta a elegância e a feminilidade; com Merlot e Petit Verdot aparecendo com pequenas parcelas (apenas 1%) nos últimos anos, indicando suave mudança no estilo, buscando arredondar-lhe o corpo, dando textura mais aveludada, aparando arestas.
A Cabernet Sauvignon impõe o caráter bordalês, fidalgo enquanto a Carménère, representa o puro sangue chileno no mundo enológico. Na safra 2000, o tinto foi elaborado com um corte de 86% Cabernet Sauvignon e 14% Carménère, com estágio de 16 meses em barricas novas de carvalho francês. Importante dizer que o tempo de amadurecimento em barricas novas de carvalho francês e o descansando na garrafa, o vinho leva aproximadamente três anos antes de chegar ao mercado. O Almaviva é um vinho comercializado em leilões como os grandes de Bordeaux, um feito alcançado, é claro, com a influência da família Rothschild.
● Notas de Degustação: cor rubi de reflexos acastanhados ainda sem granmde reflexo do tempo de guarda. No nariz aparecem os aromas complexos de frutas vermelhas maduras como morangos e cerejas em compota, depois vem as notas florais, terrosas e de ervas secas, além de toques de especiarias como a baunilha, e por fim as notas de chocolate, de café e de caixa de charuto e cedro. Na boca o vinho estava pronto, com taninos macios e finos, equilibrado, bem estruturado, boa acidez e longo e prazeroso final, quente e muito persistente. Apesar dos 14 anos de guarda, mostra muita elegância e classe, sem sinais de evolução negativa, lembrando Bordeaux de Pauillac. Afinal, nada como a tradição da Mouton Rothschild agregada ao conjunto. Estimativa de Guarda: creio que ainda agüenta mais 3 a 4 anos.
● Estimativa de Guarda: um chileno no melhor estilo de Bordeaux, bebido em final de 2016 e estava perfeito, portanto garanto que aguenta fácil 20 anos.
Reconhecimentos: WS91 na safra 2000. Maior pontuação: 95RP nas safras 2003 e 2005.
Notas de Harmonização: Carnes de caça, paleta de cordeiro com frutas secas. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Degustado em uma Confraternização de Amigos. 

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