● Vinho da Semana 062017 - ● ALMAVIVA 2000 BARON PHILIPPE DE ROTHSCHILD E VIÑA
CONCHA Y TORO- PUENTO ALTO – CHILE – A Viña Almaviva nasceu oficialmente em
1996, através da união de dois nomes tradicionais no mundo do vinho, Baron
Philippe de Rothschild e Concha y Toro, com o espírito de criar um vinho num
projeto paralelo e independente, numa propriedade que segue o conceito do vinho
de Château, no qual o que se busca é fazer o melhor vinho possível com seus
vinhedos, ano após ano, entendendo as sutilezas de cada safra, se adaptando a
elas, para tentar manter um estilo, uma identidade, o que é um pouco diferente
da idéia de criar um ícone.
Desde as suas primeiras safras o Almaviva é um blend de Cabernet
Sauvingon, com uma média de 70 a 75% do vinho, que lhe dá imponência;
Carménère, como uva segundária, respondendo por cerca de 20% da mistura,
incorporando o caráter indígena, erbáceo e selvagem; e um acabamento com predominância
de Cabernet Franc, que lhe empresta a elegância e a feminilidade; com Merlot e
Petit Verdot aparecendo com pequenas parcelas (apenas 1%) nos últimos anos,
indicando suave mudança no estilo, buscando arredondar-lhe o corpo, dando
textura mais aveludada, aparando arestas.
A Cabernet Sauvignon impõe o caráter bordalês, fidalgo enquanto a
Carménère, representa o puro sangue chileno no mundo enológico. Na safra 2000,
o tinto foi elaborado com um corte de 86% Cabernet Sauvignon e 14% Carménère,
com estágio de 16 meses em barricas novas de carvalho francês. Importante dizer
que o tempo de amadurecimento em barricas novas de carvalho francês e o
descansando na garrafa, o vinho leva aproximadamente três anos antes de chegar
ao mercado. O Almaviva é um vinho comercializado em leilões como os grandes de
Bordeaux, um feito alcançado, é claro, com a influência da família Rothschild.
● Notas de
Degustação: cor rubi de reflexos acastanhados ainda sem granmde reflexo do tempo de
guarda. No nariz aparecem os aromas complexos de frutas vermelhas maduras como
morangos e cerejas em compota, depois vem as notas florais, terrosas e de ervas
secas, além de toques de especiarias como a baunilha, e por fim as notas de
chocolate, de café e de caixa de charuto e cedro. Na boca o vinho estava
pronto, com taninos macios e finos, equilibrado, bem estruturado, boa acidez e
longo e prazeroso final, quente e muito persistente. Apesar dos 14 anos de
guarda, mostra muita elegância e classe, sem sinais de evolução negativa,
lembrando Bordeaux de Pauillac. Afinal, nada como a tradição da Mouton
Rothschild agregada ao conjunto. Estimativa de Guarda: creio que ainda agüenta
mais 3 a 4 anos.
● Estimativa de
Guarda: um chileno no melhor estilo de Bordeaux, bebido em final de 2016 e
estava perfeito, portanto garanto que aguenta fácil 20 anos.
● Reconhecimentos: WS91 na
safra 2000. Maior pontuação: 95RP nas safras 2003 e 2005.
● Notas de Harmonização: Carnes
de caça, paleta de cordeiro com frutas secas. Servir entre 16 e 18°C.
● Onde
comprar: Degustado em uma
Confraternização de Amigos.
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