segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

25. FEV.2016 – 5ª-feira - 20:00 HS – DEGUSTAÇÃO DOS MELHORES DO ANO DE LUCKI, APRESENTADOS POR GUILHERME CORREA


● 25. FEV.2016 – 5ª-feira - 20:00 HS – DEGUSTAÇÃO DOS MELHORES DO ANO DE LUCKI, APRESENTADOS POR GUILHERME CORREA - Venha degustar com o sommelier Guilherme Corrêa alguns dos 26 rótulos da Decanter que entraram na lista dos melhores vinhos provados - no ano de 2015 - por Jorge Lucki, o mais influente e respeitado jornalista de vinhos do Brasil. Vinhos da Degustação: Brasil - Espumante Brut O melhor degustado do mercado brasileiro Lírica Crua - R$ 76,40 / Eslovênia A melhor relação qualidade/ preço existente no mercado brasileiro Rebula Marjan Simčič 2012 - R$ 150,00 / Itália - Brancos O melhor degustado do mercado brasileiro Ribolla Gialla Damijan 2010 - R$ 432,20 / Argentina - Outras castas tintas A melhor relação qualidade/preço existente no mercado brasileiro Cab. Sauvignon Paso de Piedra Viña Alicia 2010 - R$ 125,70 / Chile - Varietais Tintos O melhor degustado do mercado brasileiro Vigno Carignan Old Vines De Martino 2012 - R$ 227,50 / Resto da Itália - Tinto O melhor degustado do mercado brasileiro Valtellina Superiore Ultimi Raggi ArPePe 2006 - R$ 671,60 / Portugal - Outros tintos O melhor degustado do mercado brasileiro Vinhas Velhas de Santa Maria Quinta de Foz de Arouce 2007 - R$ 346,80 / Para harmonizar: nossa costela bovina estufada com mandioca. Valor: R$390,00 por pessoa / até o dia 22/02 - R$450,00 por pessoa / a partir de 23/02. Incluso: (degustação dos vinhos, jantar, água mineral, pães). *Para melhor organização deste evento, só serão aceitas reservas com pagamento antecipado em dinheiro ou cheque. Evento será fechado um dia antes da data. ** Reservamos o direito de cancelar a degustação sem o mínimo de participantes. Informações: nelton@enotecadecanter.com.br | anderson@enotecadecanter.com.br  VAGAS LIMITADAS - 31 3287.3618 / 19 Pagamentos somente em dinheiro ou cheque. Local: ENOTECA DECANTER: Rua Fernandes Tourinho, 503 | Savassi | BH | MG | Tel: (31) 3287.3618.

DO BARATINHO AO INFINITO E ALÉM – SAIBA QUAIS FATORES INFLUENCIAM O PREÇO DOS VINHOS

♦ DO BARATINHO AO INFINITO E ALÉM – SAIBA QUAIS FATORES INFLUENCIAM O PREÇO DOS VINHOS - A matéria-prima, o transporte e a reputação são alguns deles - Ainda que o Château Lafite ainda mantenha o recorde do maior preço pago por uma garrafa de vinho - US$ 156,450 por uma garrafa de 1787 dita como pertencente a Thomas Jefferson -, a vasta maioria dos enófilos fica contente em degustar vinhos que custam uma pequena fração desse preço. A disparidade de valores entre um vinho comum e um de alta gama produzido por vinícolas famosas é um dos aspectos do comércio de vinhos que mais fascina os consumidores.
Dois produtores, separados por apenas alguns quilômetros de distância, cultivam as uvas, colhem-nas, pisam-nas, deixam-nas fermentar, pressionam-nas, e, dependendo do estilo do vinho, podem deixá-los envelhecer em barricas de carvalho. Um ano depois, quando ele estão nas prateleiras de uma loja, um pode valer R$ 20 enquanto outro pode custar 100 vezes mais.
            Há muitas razões para isso. Questões importantes incluem o terroir, reputação, escassez, classificação, influência dos críticos de vinho, poder da imagem ou marca, endosso por terceiros, custo da matéria-prima, influência das taxas de câmbio, transporte, tributação, margem de lucro e custo dos ativos tanto quanto o custo da atenção aos detalhes necessários para fazer uma bela garrafa de vinho.

● Terroir - A primeira peça do quebra-cabeça para tentar entender essa disparidade de preços é o terroir: a influência do lugar em que as uvas são plantadas. Apesar de terroir ser uma palavra francesa, seu conceito se estende por todo o mundo do vinho. Em nível mais básico, é imediatamente evidente que algumas variedades de uvas cultivadas em locais diferentes produzirão vinhos diferentes, mesmo que as uvas sejam tratadas da mesma maneira pela vinícola. Estas diferenças devem-se à variação dos fatores físicos, tais como microclimas e propriedades do solo. Enquanto quase todos reconhecem a existência do "terroir", foram os franceses que adoraram esse conceito com mais entusiasmo. Certamente, vinhos de vinhedos de grande reputação - que têm fama de fazer grandes vinhos onde as variedades das uvas e o meio ambiente são perfeitos - atingem preços muito altos, que algumas vezes não correspondem à qualidade do vinho.

● Reputação - A reputação tem grande influência no mundo do vinho. Nossos sentidos de paladar e olfato são facilmente enganados, ao que parece. Tratamos com muita expectativa garrafas que são supostamente grandiosas. Para os humanos, a informação visual é mais importante do que a informação sensorial, então tendemos a acreditar mais na visão. O falecido professor Peynaud, chefe do departamento de vinhos da Universidade de Bordeaux, argumenta que "degustações às cegas de grandes vinhos são sempre decepcionantes". Isso não quer dizer, contudo, que grandes vinhos nunca merecem suas reputações. Muito dos grandes merecem, ao menos em parte, a reverência que lhes é atribuída. Os vinhos top têm uma reputação que vai além do que há dentro da garrafa. Um bom exemplo seria o Sassicaia, criado em meados do século XX por Mario Incisa della Rocchetta, um marquês do norte do Piemonte. Esse vinho extraordinário foi criado abandonando as variedades tradicionais toscanas em favor de um corte bordalês. O vinho rapidamente ganhou reputação por sua qualidade e, consequentemente, os preços aumentaram. Nesses casos, o consumidor está pagando mais do que simplesmente uma excepcional garrafa de vinho.

● Escassez - Escassez também é uma importante peça do quebra-cabeça. "Grandes" vinhos são sempre feitos em pequenas quantidades, mas há muitos enófilos ricos para quem somente servem os melhores produtos e o resultado é um grande número de pessoas perseguindo relativamente poucos vinhos. Para esses vinhos ditos como sendo os melhores, há uma grande demanda e relativamente pouca oferta, resultando num aumento de preços. Consumidores abastados não costumam procurar por bons custo-benefício; eles geralmente querem os melhores e estão preparados para pagar por isso. Algumas vezes, a escassez está ligada a fatos históricos, classificação ou uma combinação de ambos. O Château La Tour de Segur, atualmente Château Latour, cultivou sua reputação por séculos. Um de seus grandes admiradores foi Thomas Jefferson, o presidente norte-americano de 1801 a 1809, que considerava o château um de seus favoritos.

● Peso da crítica - Se Thomas Jefferson, visto como um dos mais importantes críticos de seu tempo, teve efeito no preço dos vinhos, os críticos contemporâneos podem causar ainda mais impacto. O exemplo óbvio é Robert Parker, que tem a capacidade de fazer o preço do vinho subir. Por exemplo, veja o que sua resenha fez com o preço do Penfolds Grange 2004 nos últimos meses.

Apesar do poder da crítica, certas marcas conseguiram criar uma imagem que lhes possibilita ostentar preços mais elevados do que seus concorrentes diretos. O Cloudy Bay vale o quando é cobrado ou é uma questão de força da marca que foi criada ao longo dos anos? A mesma questão pode ser colocada sobre algumas famosas casas de Champagne. Além da imagem e da marca, há exemplos em que o endosso de terceiros e a participação de um consultor têm impacto no preço da garrafa. Helen Turley, Paul Hobbs e Michel Rolland são bons exemplos.

● Matéria-prima - No outro extremo da indústria, vinhos do dia-a-dia (entry level), destinados ao consumo imediato, podem variar de preço devido ao custo de matéria-prima - como, aliás, todos os vinhos podem. No entanto, quando as margens são pequenas, poucos detalhes - como tipo e cor do vidro, tipo de fecho, estilo e cor do rótulo, assim como caixas em que o vinho é embalado - têm impacto. Nos mercados competitivos como Holanda ou Alemanha, estes fatores podem ser decisivos na obtenção de um negócio ou não.

● Taxas de câmbio - Outro fator decisivo no preço do vinho é a taxa de câmbio. Em 2009, o valor da libra caiu de cerca de 1,5 para quase 1 euro. Esta foi, sem dúvida, uma das principais razões pela qual as vendas de vinhos francês no Reino Unido sofreram tremendamente na época.

● Transporte - Transporte também faz parte do custo. Em termos de vinhos finos, o custo do transporte é pequeno em comparação com o valor do produto, e não é uma questão importante. Entretanto, na parte de baixo desta pirâmide, o custo do transporte pode causar um impacto grande, a ponto de tornar o vinho mais ou menos competitivo dependendo de quanto ele viajar. Por exemplo, transportar vinho de Portugal para a Inglaterra pode ser duas vezes mais caro se comparado com os vindos do Vale do Loire, na França.

● Tributação, lucro e qualidade - Uma vez que o vinho chega no país de destino, há a questão dos impostos. A tributação pode ser pouca ou inexistir, como no caso de Hong Kong, mas também pode ser extremamente alta em outras partes do mundo, como na Tailândia, onde os impostos podem chegar a 380%. Por exemplo, para uma garrafa cara, o custo do transporte, seguro e impostos causa pouco efeito no preço final. No entanto, para um vinho entry level, esse custo costuma ser mais do que a metade do total de seu preço.
            Além da tributação, há as margens de lucro a considerar e elas tendem a variar ao redor do globo. Em mercados maduros, as empresas se consideram sortudas se fizerem 25%, mas, em mercados em desenvolvimento, como o Brasil, não são incomuns margens que alcancem três dígitos.
            Na verdade, custa mais para fazer um bom vinho, ou seja, todo o cuidado necessário com o vinhedo, a perda econômica de diminuir o rendimento das vinhas ou plantar variedades de baixo rendimento, ou clones, na busca da qualidade, e o custo de boas novas barricas de carvalho contribui para aumentar os preços. Um produtor que se empenha pela qualidade ao fazer colheita verde, perdendo, por exemplo, 20% da sua produção, tem que compensar sua perda cobrando mais pelo produto final. O mesmo é válido para um produtor de Tokaj, Sauternes ou Trockenbeerenauslese alemão que têm que cobrar mais por um vinho afetado pela Botrytis cinerea, o que tende a resultar em uma perda de rendimento da ordem de 50% ou mais.

● Custo dos ativos - Falando sobre diferentes regiões do mundo, há uma variação enorme de custos de ativos. Por exemplo, um hectare de terra no Napa Valley pode custar cerca de US$ 650 mil. Em compensação, um hectare em certas regiões da Espanha podem custar tão pouco quanto 10 mil euros. Os custos dos ativos invariavelmente terão impacto no valor final do produto, portanto esta é uma das razões pelas quais o Cabernet de Napa varia substancialmente de preço em comparação com ao Vin de Pays - tido agora como "Indicação Geográfica Protegida", como a nova legislação determina. Outro exemplo de como o alto preço de ativos influencia no custo pode ser encontrado em Champagne, onde as casas tem que pagar mais de cinco euros por quilo de uva.
Há uma variedade de fatores que influenciam o preço das garrafas que ficam lado a lado nas prateleiras de uma loja. Atualmente, o fator que mais influencia é a simples lei da oferta e procura. A economia global continua frágil e os consumidores estão buscando cada vez vinhos que reflitam o real valor do dinheiro. No topo, as vendas de super-premium ainda estão flutuantes com investidores escavando pechinchas para com propósito de investimento. No extremidade inferior do mercado, apesar de sua natureza competitiva, as vendas estão fortes, pois a maioria dos consumidores está apertando seus cintos e comprando vinhos mais baratos.


A parte do mercado que está realmente sofrendo no momento são os produtores vendendo vinhos de qualidade média. Isso representa uma oportunidade para os conhecedores que gostariam de apreciar uma garrafa de vinho Premium sem necessariamente gastar uma pequena fortuna, pois há sinais de que os preços estão caindo. Apesar de o sonho de chegar perto de uma garrafa de Château Lafite 1787 possa ainda estar distante, agora, mais do que nunca, é a hora para o verdadeiro enófilo ir à caça de pechinchas. (Fonte: REVISTA ADEGA - Dirceu Vianna Jr. – 16/02/2016).

10 REGRAS DE OURO PARA HARMONIZAR COMIDA COM VINHO - PARTE 1


“10 REGRAS DE OURO PARA HARMONIZAR COMIDA COM VINHO “ – Lendo o "O Livro do Vinho" de Vincent Gasnier, editado no Brasil pela Publifolha, encontrei 10 regras de ouro para harmonizar comida com vinho. Sabendo das dificuldades que o tema traz para vários leitores e do interesse por cada vez melhor aproveitar do casamento entre o vinho e comida, aqui as trnascrevo:

1. Pratos salgados precisam de vinhos com acidez naturalmente alta - Não é coincidência o fato de o picante Xerez Fino ir bem com tapas e com amêndoas salgadas, peixe ou chorizos salgados, condimentados, por exemplo, porque essa combinação de antepastos e aperitivos evoluiu ao mesmo tempo na mesma parte do mundo. O sal na comida tem o efeito de neutralizar a acidez do vinho e permitir que os sabores subjacentes se apresentem - assim como o sal realça os sabores da comida. Por isso, é melhor escolher vinhos que tenham acidez naturalmente alta para combinar com pratos salgados. Com um queijo salgado, como o Roquefort, escolha vinhos de sobremesa com acidez realmente picante, como os do Vale do Loire.
Experimente: Pratos com anchova, como bagna calda ou pissaladière, com um Riesling australiano de Clare Valley; moules marinières com Muscadet ou Sancerre; salada de queijo feta com o Assyrtiko da Grécia; sopa de peixe tailandesa com um Pinot Grigio bem resfriado.

2. Peixes carnudos podem ser acompanhados por um tinto leve  - Quem quer que tenha gravado na pedra que os vinhos brancos foram feitos para peixe e os vinhos tintos para carne deveria ficar a pão e água para todo o sempre! Apesar de ser verdade que os taninos do tinto podem criar um sabor metálico quando bebidos com peixe, existem peixes e peixes! Os tintos leves, frutados, com poucos taninos, podem muito bem acompanhar um peixe de textura densa, "carnuda", como o atum, o salmão ou o peixe-espada frescos, principalmente se o vinho for servido ligeiramente resfriado. Os peixes brancos, em contrapartida, costumam ter a textura leve e normalmente são servidos com molhos leves. Por isso precisam ser acompanhados por vinhos brancos delicados ou, se os sabores forem mais intensos, brancos mais frutados, aromáticos.
Experimente: Steak tartare de atum com um Spätburgunder (pinot noir alemão ou austríaco); filé de salmão grelhado com um Chinon; filé de peixe-espada grelhado ou assado com um Pinot Noir de Carneros, Califórnia; tamboril frito envolto em presunto Parma com um Dolcetto do Piemonte, Itália, bem resfriado.

3. Comida oleosa requer acidez ou taninos - Algumas regras referentes a comida e vinho falam da companhia entre semelhantes - vinhos doces com pudins, por exemplo -, mas outras tratam da combinação dos opostos, e certamente este é o caso quando for escolher vinhos para complementar comidas oleosas. Os pratos oleosos provavelmente serão também fartos, às vezes cremosos, mas certamente com um grau de opulência pesada que precisa ser abrandada pelo vinho que você escolher como acompanhamento. Se decidir tomar um vinho branco, certifique-se de que tenha alto grau de acidez para passar pela gordura do prato e deixar um final limpo no palato. O tanino também pode realizar a mesma tarefa; se escolher um tinto para harmonizar com um prato gorduroso - fondue de queijo, por exemplo -, deverá ser bem tânico para evitar que pareça ralo.
Experimente: Salmão defumado com Sauvignon Blanc; escalope com molho Mornay com Chablis; cassoulet com um robusto Shiraz do Barossa; frango à Kíev com um Roussanne californiano; ombro de cordeiro com Barolo ou Barbaresco; ganso assado com corte Cabernet-Merlot.

4. Pratos defumados se chocam com vinhos envelhecidos em carvalho - Defumados e carvalho são coisas boas demais para fazer uma boa combinação. Se entar juntar um vinho envelhecido em carvalho com uma carne ou um peixe defumados, você correrá o risco de sobrecarregar suas papilas gustativas com sabores bastante semelhantes, por isso elas não conseguirão reconhecer mais nada. Além disso, os pratos defumados têm, por definição, sabor forte, e os sabores fortes na comida precisam ser harmonizados com um vinho frutado, que refresque o paladar. Os vinhos envelhecidos em carvalho têm uma oleosidade e opulência que não ajudam. As uvas brancas fora das zonas de carvalho incluem Sauvignon Blanc, Riesling, Chenin Blanc e as Pinots Blanc e Gris (Pinot Grigio, na Itália). Para as carnes defumadas, escolha algo da categoria de tintos frutados: por mais suaves que sejam, os taninos podem juntar forças com os sabores defumados para criar um sabor "duro", amadeirado.
Experimente: Patê de cavala defumada com um Riesling de Clare Valley, da Austrália; salmão defumado com um Sauvignon Blanc francês ou, numa ocasião mais festiva, um espumante à base de Pinot Meunier; salada de frango defumado com um Fleurie resfriado; presunto defumado com um Barbera d`Asti.

5. Harmonize sabores densos, ricos, com vinhos desse mesmo tipo - Se você escolher um prato cremoso, experimente um vinho branco refrescante, que consiga atravessar a riqueza do prato e refrescar o paladar. Porém, os pratos ricos com mais peso e sabor mais intenso normalmente pedem vinhos cujo corpo e sabores têm a mesma energia. Se o vinho for muito leve, pode ser abafado pelos sabores e texturas da comida. Existem algumas combinações extravagantes já clássicas de comida e vinho branco nessa linha - foie gras e Sauternes e, menos freqüente nos dias de hoje, lagosta à Termidor com um Corton Charlemagne, famoso branco da Borgonha. Mas estamos falando principalmente de tintos densos, ricos, para acompanhar pratos substanciosos à base de carne, especialmente carne de caça ou vísceras, em que você precisa de um vinho com boa complexidade de sabor para concorrer em termos de igualdade.

Experimente: Fígado de frango frito com Monbazillac; traseiro de cervo assado com Pauillac; caçarola de caça com Châteauneuf-du-Pape; risoto de frutos do mar com Meursault ou Chardonnay da Nova Zelândia; torta de carneiro e purê de batatas com Cabernet Sauvignon do Vale do Napa. Na semana que vem, falarameos sobre as últimas 5 regras !

DON GUERINO TRAÇOS GRAN RESERVA TOP BLEND 2012 – SERRA GAÚCHA - BRASIL

● Vinho da Semana 08/2016 – ● DON GUERINO TRAÇOS GRAN RESERVA TOP BLEND 2012 – ALTO FELIZ - SERRA GAÚCHA - BRASIL –  A Don Guerino é uma das mais modernas e belas vinícolas do país, rodeada por uma área de 50 hectares de vinhedos, numa paisagem única que encanta seus visitantes. O sonho da vinícola Don Guerino nasceu no ano de 2000, no município de Alto Feliz, na serra Gaúcha, com o plantio das primeiras videiras.
            A paixão pela vitivinicultura foi trazida da Itália para o Brasil, pelos primeiros imigrantes da família Motter em 1880, e foi passada de geração a geração. A Família Motter carrega consigo a filosofia “do vinho como uma expressão de um estilo de vida”. Desde o início o projeto está comprometido a elaborar vinhos de alta qualidade, com excelência e profissionalismo, procurando sempre ser fiel a terra que os origina.
 ● Notas de Degustação: O vinho é um corte elaborado somente em vindimas especiais, a partir das castas Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat, Teroldego e Ancellotta. Seleção manual dos cachos com desengace seguido de uma leve ruptura. Enchimento dos tanques (encubado). Inoculação de leveduras selecionadas, com fermentação alcoólica individual de cada variedade com temperatura controlada de 25 ºC,  remontagens diários. Maceração pós-fermentativa. Descube por gravidade. Fermentação malolática espontânea, sendo que a Tannat e Teroldego tem passagem por 12 meses em carvalho francês e americano. Envelhecimento na garrafa em caves com temperatura e umidade controladas. Resulta em cor rubi firme e profunda. Aromas de boa complexidade, mostrando frutas vermelhas e escuras (amoras e ameixas), nota de baunilha e café. No paladar mostrou taninos macios, boa estrutura e frescor.
● Guarda: Está pronto para consumo, mas pode-se guardar por mais 2 a 3 anos para aproveitar a evolução de complexidade.
● Notas de Harmonização: acompanha bem carnes grelhadas e massas com molhos condimentados.
● Temperatura de Serviço: sirva a uma temperatura entre 16 e 18ºC.

● Onde comprei: Foi comprado em BH na HIPPERFRIOS - Rua Alberto Cintra, 32 – Bairro União, Belo Horizonte – MG. Telefone:(31) 3466-1693. Onde provei: Degustação de Vinhos Brasileiros. Na semana que vem continuaremos degustando outros vinhos brasileiros.

ALMAÚNICA QUATRO CASTAS SUPERPREMIUM – VALE DOS VINHEDOS - BRASIL

● Vinho da Semana 08/2016 – ● ALMAÚNICA QUATRO CASTAS SUPERPREMIUM – VALE DOS VINHEDOS - BRASIL –  Magda e Márcio Brandelli pertencem à Quarta geração de uma família que nasceu para produzir vinhos. Uma história que começou em 1887, quando o imigrante italiano Marcelino Brandelli chegou à região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, trazendo na bagagem a paixão pelas videiras. Após passarem um período trabalhando na vinícola da família, que leva o nome do pai, os irmãos decidiram seguir um caminho próprio.
 Fundada em 2008, a Vinícola Almaúnica elabora vinhos e espumantes com o máximo cuidado e dedicação, da videira à garrafa. Aliando tradição às técnicas mais modernas de elaboração para consumidores cada vez mais informados e exigentes. A Almaúnica foi planejada para produzir garrafas limitadas de cada vinho e assim se tornar um conceito na elaboração de vinhos finos e espumantes. No enoturismo, apresenta aos visitantes: modernidade nos processos e conhecimentos seculares de elaboração, de uma gente que nasceu para isso.

● Notas de Degustação: O vinho é um corte de 35% Malbec, 35% Merlot, 15% Syrah e 15% Cabernet Sauvignon na safra 2012. Cor rubi intenso, profundo. Aromas de boa complexidade, mostrando frutas vermelhas e escuras (amoras e ameixas), especiarias como baunilha, chocolate, café, defumados e algo de couro. No paladar mostrou taninos macios, mas presentes, boa estrutura e frescor. O vinho maturou 25 meses em barricas francesas e o Syrah ficou em carvalho americano novo. No corte, a Merlot contribui com a maciez dos taninos e elegância; a Syrah para garantir corpo e textura; a Malbec suavidade e intensidade de cor; e por último, a Cabernet Sauvignon dá estrutura e equilíbrio. O percentual dos cortes é definido a cada safra pelo enólogo da vinícola.
● Guarda: Está pronto para consumo, mas pode-se guardar por mais 3 a 4 anos para aproveitar a evolução de complexidade.
● Notas de Harmonização: é um acompanhamento perfeito para carne de caça, paleta de cordeiro, queijos fortes, massas com molhos condimentados.
● Temperatura de Serviço: sirva a uma temperatura entre 16 e 18ºC.

● Onde provei: Degustação de Vinhos Brasileiros – Trazido por um Confrade quando viajou pelas vinícolas do Rio Grande do Sul.

ESPUMANTES GUATAMBU NATURE E EXTRA-DRY – DOM PEDRITO – CAMPANHA GAÚCHA - RIO GRANDE DO SUL – BRASIL

● Vinho da Semana 08/2016 – ● ESPUMANTES GUATAMBU NATURE E EXTRA-DRY – DOM PEDRITO – CAMPANHA GAÚCHA - RIO GRANDE DO SUL – BRASIL – Contando com administração familiar e visando diversificar seus produtos, a cinqüentenária Estância Guatambu, tradicional empresa do agronegócio, uma referência na agricultura e pecuária das raças Hereford e Braford, iniciou em 2003 o projeto de produção de uvas viníferas de Dom Pedrito, com a implantação do vinhedo com mudas importadas da França e da Itália, visando aproveitar o excelente clima da Campanha Gaúcha, bastante adequado para esta atividade.
          

A produção de uvas é supervisionada por Gabriela Hermann Pötter, Eng. Agrônoma, Msc. em Ciência e Tecnologia de Alimentos, membro da terceira geração da família proprietária da Estância Guatambu. A família Hermann Pötter lançou, com a consultoria do enólogo uruguaio Alejandro Cardozo, seus vinhos brancos e sua linha de espumantes e em 2011 já arrebatou a primeira Medalha de Ouro para o vinho Poesia do Pampa Brut, no 8° Concurso Mundial Bruxelas Brasil.
            No segundo semestre de 2013, a Guatambu inaugurou a sua estância enoturística, a 14km da cidade de Dom Pedrito. Situada no pampa gaúcho, o projeto busca uma identificação com a arquitetura local, a cultura gaúcha, e as influências das estâncias da região do pampa. Sob o conceito de pátio central, a vinícola se desenvolve em forma de U com iluminação e ventilação voltadas para o seu interior, como forma de abrandar o vento Minuano que sopra na campanha e proporciona condições térmicas ideais para a produção de vinhos de qualidade.
● Notas de Degustação: Espumantes brancos secos produzidos com uvas Chardonnay da região de Dom Pedrito na Campanha Gaúcha, foram elaborados pelo processo champenoise, com assinatura do enólogo uruguaio Alejandro Cardozo. Parte do vinho base passa por barril de carvalho francês de primeiro uso. Fermentação por 10 meses em garrafa.
O espumante extra-dry tem cor amarela clara, com perlage fina e abundante, criando uma coroa cremosa e persistente. Revela aromas de frutas de polpa branca (maça verde e pêra), com notas de leveduras e pão tostado. Na boca é cremoso, tem bom frescor, repetindo o perfil aromático com as notas de frutas e leveduras, tendo boa harmonia e equilíbrio.
O espumante nature revela-se bem vivaz. Amarelo claro, com perlage fina e abundante. Os aromas são de frutas brancas e acidas, com perfil cítrico evidente. Paladar macio e agradável, com vivo frescor e persistência.
● Guarda: Não guarde, compre duas garrafas porque a primeira vai evaporar !!!
● Notas de Harmonização: Para aperitivar, ou acompanhar sushi, lagostins tempurados em crosta de gergelim, servidos ao molho picante de gengibre. Mariscos e frutos do mar. Vieiras, ostras, canapés de recepção. Muito gostoso com queijo de cabra fresco.
● Temperatura de Serviço: 7 a 9ºC

● Onde comprei: Foi comprado em BH na HIPPERFRIOS - Rua Alberto Cintra, 32 – Bairro União, Belo Horizonte – MG. Telefone:(31) 3466-1693.

CAI O IMPOSTO DO VINHO

● CAI O IMPOSTO DO VINHO - O ministro do Trabalho e da Previdência Social, Miguel Rossetto, anunciou a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 10% para 6% em 2016 e para 5% a partir de 2017, durante a abertura da 31ª Festa da Uva, na tarde desta quinta-feira (18), em Caxias do Sul (RS). (Fonte – Marcelo Copello - 19/02/2016).