domingo, 19 de janeiro de 2014

27.JAN.2014 – 2ª-Feira – 20:00hs - JANTAR CONVIVIUM.SBAV-MG - RESTAURANTE – Restaurante FLORES.



27.JAN.2014 – 2ª-Feira – 20:00hs - JANTAR   CONVIVIUM.SBAV-MG - RESTAURANTE – Restaurante FLORES. Oportunidade para aproveitar o convívio com amigos, associados, e compartilhar uma taça e uma boa conversa. Menu - Entradas: - Lagostins Gratinados ou  Tartare de Tomates com Sorvete de Manjericão. Sugestão de Vinhos: Espumantes, Brancos de Sauvignon Blanc, Chardonnay, Rosés. Principais: - Peixe do Dia* ao Beurre Blanc Trufado com Legumes ou Peito de Pato com Cogumelos Braseados e Chutney de Pêras e Maçãs. Sugestão de Vinhos: Brancos de Sauvignon Blanc, Chardonnay, Alvarinhos, Rosés, Pinot Noir. Sobremesas: - Torta de Amêndoas com Sorvete de Baunilha ou Crepe de Chocolate com Framboesas e Chantilly de Maple. Sugestão de Vinhos: Portos, Madeiras, Reciotos. *O Peixe do dia dependerá do que esteja de melhor e mais fresco, podendo ser Badejo, Namorado, Linguado ou Pargo. O FLORES é um pequeno restaurante, de muito bom gosto, com uma cozinha internacional contemporânea e variada, tendo a Chef Samira Lyra a frente da cozinha. Durante a semana você pode levar seu vinho ou espumante que não é cobrada a rolha. O restaurante está instalado numa pequena casa da Serra, compondo dois ambientes, um externo e um interno. O restaurante tem decoração clean, com mobiliário e decoração pontual, mas nem por isto deixa de ter um ar romântico, pois velas ficam acesas sobre as mesas e imprimem um clima agradabilíssimo ao ambiente. O cardápio é preparado com ingredientes frescos da melhor qualidade, compondo um menu degustação modificado semanalmente, ressaltando os aromas, paladares e apresentação dos pratos. Valor Individual: R$ 100,00 (incluso o Menu, Água, Refrigerante ou Suco). TRAGA SEU VINHO COM O TEMA DE “VINHOS DE VERÃO” PARA COMPARTILHAR COM OS AMIGOS. Valor mínimo do Vinho: R$ 50,00/garrafa. Haverá o sorteio de um “Diário de Vinhos” entre os participantes do Convivium. End: Restaurante FLORES - Rua Oriente, 609 – Serra - BH – MG – Tel.: (31) 3227-6760.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

AMORES ROUBADOS E O SOMMELIER



AMORES ROUBADOS E O SOMMELIER ” – A mini-série levada ao ar pela Rede Globo,  mostra o cenário que se desenrola paralelo à vida de Leandro (interpretado por Cauã Reymond). O pano de fundo, sua atividade como sommelier passa-se em uma localidade fictícia chamada Sertão, nas vinícolas locais (facilmente identificadas na aridez do Nordeste, às margens do São Francisco, região que vem despontando como produtora de vinhos no Brasil).
O drama original, a obra de Joaquim Maria Carneiro Vilela (1846-1913) – “A Emparedada da Rua Nova” foi publicada sob forma de folhetim, no Jornal Pequeno entre agosto de 1909 e janeiro de 1912, sendo considerada uma “lenda urbana” recifense.
É um romance histórico, um livro mítico da literatura pernambucana, que relata o caso de uma jovem engravidada pelo namorado (na sua versão original, Leandro era um mulato baiano estudante de medicina) e que foi emparedada viva em seu próprio quarto, a mando de seu pai, um abastado comerciante Jaime Favais, para encobrir a vergonha familiar e preservar-lhe a honra. O crime teria sido cometido num sobrado na Rua Nova, onde hoje está localizado um prédio que, segundo o neto do escritor, tem o número 200.
A história acabou se tornando polêmica e envolta em mistério. Os recifenses mais antigos acreditam que o romance foi realmente um crime que poderia ter acontecido. Não se sabe realmente se o caso é verídico ou se tudo não passou de imaginação do escritor pernambucano. Carneiro Vilela teve forte envolvimento na questão religiosa que sacudiu o final do Império e seus escritos têm um forte tom anticlerical, que se ressalta n'A Emparedada, quando critica de forma firme os colégios de freiras e diversas associações católicas.
O romance retrata com detalhes e vivacidade a sociedade recifense da segunda metade do século XIX, mostrando os costumes, as festividades, o casamento, a condição feminina, o lazer, a escravidão, a marginalidade e outros aspectos importantes da cultura local.
Grande parte do sucesso da estória é devida ao mistério que cerca sua criação: o autor retratou um crime verdadeiro e hediondo, em que uma moça indefesa foi emparedada viva, pelo próprio pai, "em defesa da honra da família"? Ou teria Carneiro Vilela inventado a estória que, de tão bem construída, faz com que até hoje muita gente acredite que foi baseada e fatos reais?
Quem leu “A emparedada da Rua Nova” e está acompanhando “Amores Roubados” chega a conclusão de que essa é uma das mais felizes adaptações da literatura já vistas na televisão, pois George Moura, que escreveu a série da Rede Globo, transpôs para a atualidade, a trama original de 1864, quando havia a escravidão e o Nordeste ainda desfrutava dos ecos do ciclo da cana de açúcar. O Brasil já estava independente de Portugal há 42 anos , mas o período de dominação, ainda recente, gerava um sentimento antilusitano, na verdade, uma aversão ao espírito colonialista.
O ritmo e passagem das cenas da mini-série lembra a literatura de cordel, numa linguagem direta e sem rodeios, sem perder em certos momentos, quase que a conta-gotas, a poesia própria de Joaquim Cardozo, usada como arma de sedução. O ritmo é digno de um liquidificador de emoções, devidamente dirigido pelo mineiro José Luiz Villamarin e com a fotografia do mparaibano Walter Carvalho, mesclando o claro e escuro com rara sensibilidade.
Toda a trama se desenrola em torno do personagem Leandro, vivido por Cauã Reymond que conduz uma inusitada degustação às cegas, em que venda os olhos das pessoas que vão provar os vinhos e pede que relacionem os aromas e sabores dos vinhos com momentos de suas vidas e não com frutas e outros alimentos como estamos acostumados.
Em entrevista recente, Cauã Reymond declara que não tinha esse desembaraço todo antes de começar a trabalhar na minissérie, pelo menos não em relação ao vinho. O ator afirma que bebia e continua a beber só socialmente, mesmo depois de “Amores Roubados” e de ter entendido melhor o mundo do vinho.
Ele conta que fez um curso rápido na Associação Brasileira de Sommeliers para poder encenar o papel de Leandro. “Foram 17 horas de aula e aprendi sobre processo, as uvas, as regiões, de onde saem os bons vinhos e porque eles são bons”, revela e segue: “Agora eu consigo entender o mundo do vinho. Antes, não. Eu não entendia o porquê de as pessoas gastarem tanto para beberem uma garrafa de vinho diferenciada. Hoje consigo entender e compro melhores vinhos”.
Antes de representar Leandro, o ator nunca tinha visitado uma região vinícola e ficou surpreso com o profissionalismo que encontrou no Nordeste e revela que passou a apreciar vinhos da uva Pinot Noir. “Uma das mais suaves. Tento tomar uma taça de tinto antes de dormir e assim durmo sempre melhor”, diz. O contato com o mundo do vinho ainda não fez com que Cauã se empenhasse em adquirir uma adega e tampouco acha que seus amigos passarão a lhe consultar na hora de escolher um vinho: “Com certeza eles vão brincar comigo, mas ainda tenho alguns amigos que entendem mais de vinho do que eu”.
No entanto, o caráter de Leandro, cínico com as mulheres, com um lado obscuro e outro galanteador, com apetite voraz por sexo, está dando o que falar sobre o que poderia ser a vida de um sommelier. Como costumo dizer, isto é apenas uma novela...
Na vida de um sommelier os perigos certamente são outros: não perceber os aromas do vinho, não ser capaz de identificar um vinho às cegas, não fazer a melhor sugestão de harmonização de um vinho e um prato específico solicitado por um cliente, servir o vinho na temperatura errada, não obter a certificação da ABS, ... numa menor dimensão de riscos perante a realidade, e que certamente serão vistos algum dia num próximo roteiro romântico para  o cinema ou novela. Uvas, países e regiões produtoras e outros temas não vão faltar. Assim espero ! Saúde !!!

Vinho da Semana 01/2014 – ELBO TEMPRANILLO 2010



Vinho da Semana 01/2014 – ELBO TEMPRANILLO 2010 – produzido pela Vinícola VIZAR, sob a forma de vinho jovem, não filtrado. Cor rubi escuro e brilhante. Notas de frutas escuras de boa intensidade. Paladar macio, taninos leves, acidez presente, tornando o vinho fácil de beber e gostar.  Um verdadeiro Best-Buy, eleito o melhor vinho Roble da Espanha de 2013 pela Revista Wine & Spirits. de R$ 47,00 por R$ 28,20. Onde: CASA DO PORTO – Novo Endereço na Rua Felipe dos Santos, n.º 451- Loja 01. Tel.: (31) 2551-7078. CASA DO PORTO - Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-7077.

domingo, 5 de janeiro de 2014

AS VINHAS DE DIAMANTINA





AS VINHAS DE DIAMANTINA ” – Passar o Reveillon num local tranqüilo, afastado de toda correria da cidade grande, sem stress, cercado por amigos e família é bom demais !!! Único problema, (ou vantagem?), é que nem todas as concessionárias de telefonia celular operam por lá e, portanto, há alguma restrição de comunicações e a internet fica difícil de ser acessada.
Passei o Final de Ano em São Roberto, vilarejo de Gouveia, próximo a Diamantina. Se a sucessão de dias tranqüilos e vinhos degustados com amigos (36 garrafas e 7 amostras em 4 dias) já estava ótima, uma surpresa nos foi oferecida no último dia do ano – fomos convidados a conhecer os vinhedos de Diamantina.
Em sua colonização no século XVIII, quando ainda era chamado de “Arraial do Tijuco” e maior produtor mundial de diamantes na época, imigraram para Diamantina diversas famílias européias, que tinham por tradição, o consumo de vinhos.  Assim, foram  introduzidas as primeiras uvas viníferas na região e já no início do século XX, a viticultura alcançou expressão econômica em Diamantina.
Existiram diversos vinhedos na sede e espalhados ainda nos distritos de Gouveia e Conselheiro Mata. A produção local de vinhos chegou a rivalizar com a de Andradas, cidade do sul de Minas e maior produtora mineira da bebida de Baco.  O vinho de Diamantina abastecia o  Norte mineiro, sendo distribuído por tropeiros.
No entanto, a recessão de 1929 e medidas dos órgãos federais de saúde (determinação de características comerciais como quantidade de açúcar e acidez) acabaram por desestimular a atividade local, que não contava com capital para aprimorar os cultivos, melhorar os métodos de produção, além da falta de crédito e infra-estrutura econômica.
As características da região (clima, relevo, solo, amplitude térmica, altitude, umidade do ar e regime de chuvas) são favoráveis à cultura da vinha. Em 2005, o Sr. João Francisco Meira, proprietário do Sítio Quinta D´Alva, fez o plantio experimental de 9 variedades vitis européias, para selecionar as mais apropriadas para produção de vinho de qualidade, obtendo sucesso com a casta Tempranillo.  Importante citar que o ciclo vegetativo é alterado por um inovador sistema de poda que estimula a brotação dos cachos no outono, para as uvas serem colhidas no inverno. O mesmo método, chamado de “ciclo invertido”, desenvolvido por  Murillo Regina nos vinhedos de Três Corações, no Sul de Minas, onde é produzido o “Primeira Estrada”.
Recentemente foi então criado um projeto que na primeira fase terá  vinte módulos, utilizando as variedades Tintas Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Pinot Noir e Syrah, além da branca Sauvignon Blanc. Um consórcio com 20 empreendedores, que  receberam do Governo de Minas um subsídio completo (mudas, sistema de condução, correção de solo e assistência técnica) para estabelecer 1000m2 de vinha em cada parcela, e assim, conhecer as técnicas de condução visando a viabilidade da atividade.
Como contrapartida, cada um dos empreendedores assumiu o compromisso de expandir o vinhedo para 10.000m2 (1 hectare).  O potencial de produção atingirá em 2016, o volume de 100.000 garrafas de vinho/ano.
Tivemos oportunidade de provar nas instalações da Quinta D´Alva os seguintes vinhos:
Syrah 2013 – vinho criado a partir de vinha jovem (18 meses de idade, uma vez que as videiras foram plantadas em out/2011), em sua primeira colheita. Colhido em jul 2013, mostra as deficiências de vinhas jovens, como a falta de acidez e volume de boca. Entretanto, mostra boa cor, aromas de frutas escuras, taninos macios e média persistência.
Syrah  2012 – criado a partir de vinha com 8 anos de idade.  O vinho mostra maior acidez  que a amostra anterior, com taninos macios, e recebeu chips de carvalho para afinar sua textura (400grs/500lts).
Malbec  2013 – uma excelente surpresa, com ótima cor profunda, boa acidez, aroma de fruta escura, tanino macio, ótimo retro-gosto.
Tempranillo  2012 – não tem a tipicidade esperada para a casta, pois lembra mais o Malbec provado, notando-se fruta em compota, álcool abundante (15,7%) ainda não integrado ao conjunto, ficando um pouco enjoativo no fim de boca.
Cabernet Sauvignon 2013 -  Cor de boa profundidade, com notas de fruta escura. Ataque em boca com fruta em compota, textura quente (14,3%), média acidez, taninos ainda presentes.
Merlot 2013 – o vinho de maior equilíbrio provado entre as amostras. 15% de álcool muito bem integrado (não se percebe!). Boca macia, leve e gostosa.
Sauvignon Blanc 2013 – A amostra tinha cor alterada, com notas cobreadas. Lembra um vinho do Loire, com notas de frutas brancas e amarelas maduras. Falta um pouco de acidez, num vinho fino e elegante.
É importante citar que provamos amostras, criadas a partir de vinhas muito jovens, com volumes de produção muito limitados. Assim sendo, com produção em escala industrial as características poderão mudar, mas sem dúvida nenhuma, o potencial para fazer vinhos de qualidade na região de Diamantina está garantido. É uma questão de tempo, investimento e paixão. E isto, pelo que vi, não falta no grupo de empreendedores.
Os vinhos foram provados por Amanajós Pessoa da Costa, German Alarcon-Martin e Márcio Oliveira. Fomos gentilmente recebidos por Alvaro Palhares Diniz, Mateus e Luis.

30.MAR A 14.ABR – A PROCURA DOS CAMINHOS DE DON QUIJOTE



30.MAR A 14.ABR – A PROCURA DOS CAMINHOS DE DON QUIJOTE - Uma viagem temática e de conhecimento entorno da obra de DON QUIJOTE de LA MANCHA e SANCHO PANZA de MIGUEL de CERVANTES. O prazer de percorrer a maior parte dos lugares e paisagens mencionadas nas aventuras do "Caballero de la Triste Figura" como os Moinhos de Vento, a Casa de Dulcinea e de Cervantes. Venha descobrir estes segredos numa experiência vivencial inédita e única!