domingo, 4 de junho de 2017

UMA REFLEXÃO SOBRE A GASTRONOMIA ATRAVÉS DO FILME A FESTA DE BABETTE


UMA REFLEXÃO SOBRE A GASTRONOMIA ATRAVÉS DO FILME A FESTA DE BABETTE “ – A Festa de Babette é um filme marcante quando se fala sobre gastronomia, abrindo espaço para alguma reflexões sobre a questão de alimentação para a sobrevivência ou sobre o pecado da gula. O filme é uma produção filme franco-dinamarquêsa de 1987, dirigido por Gabriel Axel, com um roteiro adaptado da obra de Karen Blixen, cujo pseudônimo era Isak Dinesen, anonimato se justificava, porque mulheres escritoras não eram bem vistas em uma sociedade machista e hipócrita como a da época.


Sempre cito este filme em meus Cursos sobre Vinho pelo encanto das harmonizações entre os pratos e vinhos que são servidos durante o jantar que dá forma ao enredo.
Sob forma resumida, a história acontece numa península da Dinamarca no ano de 1871, onde duas irmãs, devotas de seu falecido pai, um rigoroso pastor luterano, pregavam a salvação através da renúncia. Babette é uma mulher desconhecida que lhes bate à porta em busca de trabalho e abrigo, e que mais tarde revelaria que seria uma refugiada da guerra civil francesa.
O pequeno vilarejo onde vivem era composto por famílias extremamente religiosas, com regras, deveres e devoções específicas, e alimentando-se de forma básica, com único objetivo da sobrevivência, uma comida sem cor, sem sabor ou algo que estimulasse o paladar.
Babette observa estes hábitos e decide mudar esta situação oferecendo um jantar para as duas mulheres que lhe acolheram e seus respectivos convidados como um agradecimento por sua hospitalidade, uma vez que havia ganho um grande prêmio de loteria na França. As duas irmãs, começam a se preocupar quando observam ingredientes e especiarias nunca vistas ou conhecidas por elas, tartarugas, codornas vivas, todo tipo de ervas e frutas, o que despertou uma grande inquietude e desconforto por parte dela.
Mas se sentiram acanhadas para rejeitar a gentileza de Babette. Reúnem então os convidados do jantar um dia antes, para uma conversa e algumas recomendações e criam um pacto, em que o principal objetivo a se cumprir será o de não saborear nada da comida e focar nas palavras sagradas durante o jantar.
O festim acontece, os participantes chegam e se acomodam, e entre os convidados, um general muito respeitado comparece juntamente com sua tia. Babette dedica tempo integral ao jantar, os pratos são servidos em ordem específicas, talheres, prataria, copos e taças são postos à mesa, ninguém nunca havia visto nada igual até então, com exceção do general convidado.
Como combinado, os religiosos do vilarejo tentam manter o foco na fé, nas preces e na doutrina aprendida, mas, em contrapartida, o general aprecia todos os pratos que ali são expostos, de forma simples e genuinamente convidativa. Os participantes começam a perceber uma naturalidade no comer, algo que não interfere diretamente em sua religião e que desmistifica um conceito de pecado, uma vez aprendido.
O general relata que havia participado de um jantar em Paris com um cardápio similar, no Café Anglais, preparado por uma Chef de Cuisine capaz de transformar um jantar numa espécie de caso de amor, numa relação de paixão onde era difícil diferenciar o apetite físico do espiritual. Ao fim do banquete todos estavam extasiados, “alimentados de corpo e alma”. Babette então revela seu maior segredo - era ela a cozinheira do “Café Anglais”, e gastou todo o dinheiro recebido da loteria com o jantar, mostrando assim que abdicaria de uma vida luxuosa na França proporcionada pelo prêmio da lateria, para permanecer ali naquele vilarejo.
O filme em si, gira em torno do conceito de pecado e em específico, do pecado da Gula. Os hábitos por trás da alimentação são questionados desde a Grécia Antiga. Para a doutrina Católica, alimentar-se é um ato normativo humano em que a única função é manter o corpo saudável, o excesso através da comida, bem como o prazer, são um estímulo do pecado da Gula. A Igreja entende que a gula torna-se responsável por pecados bem mais graves, tal como o acaloramento dos sentidos que conduz a luxúria, uma vez que o excesso de carnes (principalmente) e molhos picantes, excitaria o corpo e o espírito.
Portanto, a gula, principalmente na Idade Média, Moderna e ainda início da Contemporânea, foi um pecado altamente condenável. O filme deixa claro esse repúdio e é sobre essa limitação que seu roteiro permeia; a linha tênue entre a gula e o bem comer.
O filme trata de como os personagens tão alienados em suas convicções religiosas conseguem enxergar, ou melhor, visionar um novo formato de modus vivendi, sem necessariamente estar atrelado ao que a Igreja considera correto.
O encanto da Festa de Babette está exatamente nessa quebra de conceitos, nesse abrir de mentalidade. Durante o jantar, em um determinado momento, os personagens abandonam suas rixas, seus problemas e sua conduta religiosa para simplesmente saborear o bem comer, o trocar ideias, o experimentar.

A Festa de Babette é sem dúvida um clássico, bem produzido, com um roteiro impecável que faz-nos questionar como devemos medir nossa fé pelo bem viver, fazendo com reflitamos sobre o nosso apetite físico e o espiritual.

SAUVIGNON BLANC MARIA MARIA 2015

● Vinho da Semana 232017 - ● SAUVIGNON BLANC MARIA MARIA 2015 – COLHEITA DE INVERNO – SUL DE MINAS - BRASIL – A produção de vinho no Brasil tem se expandido para outras regiões além do Rio Grande do Sul onde se concentra cerca de 80% da produção, incluindo as regiões cafeeiras Sul de Minas e Mogiana, a região de Diamantina no norte de Minas, Goiás e região de Brasília, e ainda a região Nordeste do Brasil.           
Na região de Minas Gerais a dupla poda ou inversão do ciclo é a técnica que permite aos viticultores produzir uvas na época do inverno (dai o termo colheita de inverno) e não no verão, como ocorre normalmente. As fases de crescimento, maturação e colheita — que ocorrem no período das chuvas (primavera e verão) - passam a acontecer no período de seca (outono e inverno), resultando em vinhos de melhor qualidade e potencial de envelhecimento, explica o enólogo e PhD em Bordeaux, Murillo de Albuquerque Regina.
            Assim nasceram as vinícolas Luiz Porto, em Cordislândia, e Maria Maria (Fazenda Capetinga), em Três Pontas. A vinícola Maria Maria, conta com dez hectares com 21 mil pés de syrah, 8 mil de sauvignon blanc, 4 mil de cabernet sauvignon, além de chardonnay.
            No caso da Fazenda Capetinga, as uvas são levados para Caldas, no estado de Minas Gerais, onde a Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) dirige um centro de produção. O produtor do Maria Maria é Eduardo Junqueira, um cervejeiro assumido, que iniciou seus passos no mundo do vinho após ouvir do médico os benefícios desta bebida ao coração. A saúde não estava muito boa e era preciso mudar!
Inspirado nos versos da canção homônima de Milton Nascimento, no meio dos seus cafezais, plantou as primeiras videiras e hoje colhe seus frutos. Eduardo Junqueira faz parte da quinta geração de uma das famílias mais tradicionais no plantio de café em Minas Gerais.
Apesar de serem novos, os vinhedos demonstram grande potencial. O solo argiloso local favorece aos vinhos brancos e também na produção de tintos de boa qualidade aliado à um inverno com amplitude térmica e seco, com pouca ocorrência de chuvas, ocorrendo cultura da vinha com poda invertida.
● Notas de Degustação: Vinho bem claro, cristalino. No nariz mostra algo de fruta tropical como um abacaxi de massa branca, cítricos como lima da pérsia, notas herbáceas e florais, toques minerais elegantes. Mostra no paladar um bom volume de boca, muita vivacidade, resultando num vinho refrescante. O perfil de boca repete o perfil olfativo, com notas herbáceas e de fruta branca. Fim de boca muito gostoso e que pede um segundo gole imediato. Um vinho muito fácil de beber e gostar.
● Estimativa de Guarda: Não guarde. Aproveite a fruta fresca deste vinho que está em seu melhor momento.
Notas de Harmonização: ótimo com qualquer tipo de cozinha japoneza, peixes, carnes brancas, crustáceos e mariscos. Servir entre 7 e 8°C.

Onde comprar: EM BH: ZAHIL – REX-BIBENDI - End.: Rua Antônio de Albuquerque, 917 - Funcionários, Belo Horizonte – MG. Esquina de Rua Levindo Lopes. Tel.: (31) 3227-3009.

REVELADO PAÍS LATINO AMERICANO QUE MAIS CONSOME ÁLCOOL NO MUNDO

REVELADO PAÍS LATINO AMERICANO QUE MAIS CONSOME ÁLCOOL NO MUNDO – (02/06/2017) - De acordo com pesquisa da Organização Mundial de Saúde, divulgada pela revista Tribe, em dados gerais pelas américas o primeiro lugar é do Canadá com 10 litros anuais em média consumidos por pessoas com mais de 15 anos, em seguida vem os EUA com 9,3 litros.
Da América Latina a Argentina é a campeã com 9,1 litros anuais por pessoa, seguido do Chile com 9 litros. Peru e Brasil empatados com 8,9 litros e Uruguai atrás com 6,8 litros.
Surpreendentemente os uruguaios tem diminuido ao longo dos anos o consumo. Em 2010 se registrava de 12,9 litros anuais por pessoa, em 2014 revelou-se 7,6 litros. Outro dado interessante é que o consumo de álcool argentino é de cerveja. Ela representa 60% de todas as bebidas alcoólicas consumidas no país.

O nível global do consumo de álcool, em 2016 foi de 6,4 litros. Para diminuir o consumo de álcool a OMS recomenda regular a comercialização de bebidas alcoólicas, limitar a disponibilidade de álcool e reduzir a demanda por meio de mecanismos fiscais e de preços. Mais em www.marcelocopello.com  / contato@marcelocopello.com Facebook – vinhocommarcelocopello  Instagram – marcelocopello I http://www.marcelocopello.com/blog

quinta-feira, 1 de junho de 2017

CASA RIO VERDE ESTARÁ PRESENTE NO "TIRADENTES VINHO & JAZZ FESTIVAL"

Casa Rio Verde presente no “Tiradentes Vinho& Jazz
Festival”, harmonizando as delícias de  Baco e boa música

A Casa Rio Verde/VinhoSite estará presente no Tiradentes Vinho & Jazz Festival, de 2 a 4 de junho, com um estande no romântico Largo das Forras, principal praça da cidade. Serão oferecidos para degustação seis vinhos do portifolio da importadora mineira: Adega de Borba Galitos (Portugal), Alcanta Roble e Madame Bobalu (Espanha), Casanova Antaño Reserva Merlot e Torreón de Paredes Reserva Cabernet Sauvignon (Chile), Finca El Origen Malbec (Argentina).
 A degustação dos vinhos funciona no sistema de cartelas, à venda no local por R$35 ( Premium), R$50 (Super Premium) e R$65 ( Gold) , com direito a cinco taças.
Ambiente ideal para a perfeita harmonização entre vinho e jazz, Tiradentes é uma das cidades mais charmosas do Brasil e palco de vários festivais ligados à cultura e à gastronomia.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Tiradentes Vinho & Jazz Festival


SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 2

SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 2 “ – Agora segue a segunda parte do artigo, para ajudar a decifrar Rioja e Ribera del Duero, vamos avaliar seis dicas.


S 5. VARIEDADES NO CORTE DO VINHO - Sempre falando de vinhos tintos, que são aqueles que têm dado fama a estas duas regiões produtoras, outras variedades podem entrar na mistura com Tempranillo para proporcionar o carácter para o vinho de cada adega. A proporção da mistura, respeitando a predominância de Tempranillo, dependerá de cada produtor, mas em geral determinadas variedades são usadas em relação a Rioja e a Ribeira del Duero.
A Tempranillo é considerada uma casta ibérica, cultivada na Espanha por séculos. É uma variedade precoce no amadurecimento, e daí a origem do seu nome, já que temprano é a palavra espanhola para cedo. A uva Tempranillo é caracterizada por uma mistura de fruto vermelho e de ameixa negra. Estilos mais frescos mostram mais frutas vermelhas; estilos mais maduros predominam os frutos negros. Caracteristicamente, tem taninos perceptíveis, mas não é excessivamente ácida, criando vinhos muito agradáveis. Álcool variando entre 12,5% e 15% ou mais dependendo região e produtor.
Na Rioja é muitas vezes empregada a Grenache, a Mazuelo ou Carignan, e a Graziano. A Grenache imprime o corpo e mineralidade aos vinhos da Tempranillo de Rioja. A Mazuelo (Carignan ou Samsó como é chamada em Aragão e Catalunha) dá uma nota de frutado especial, por vezes, criando um vinho muito plano e a Graziano é um pequena uva altamente concentrada e é usada para fazer vinhos vintages, uma vez que confere resistência a longo prazo contra a oxidação. Todos as três uvas são variedades originárias de Espanha.
Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec, e pequenas quantidades de Grenache, são variedades tipicamente francesas usadas no corte dos vinhos de Ribera del Duero, criando um componente de aroma mais robusto, a correção é geralmente no sentido de amaciar os taninos da Cabernet com a Merlot, variedades comuns no vinho de Bordeaux, ou no aumento da sua característica de explosão de aromas e sabores através da Malbec, uma variedade que, embora francêsa foi consolidada na Argentina.
S 6. O VINHO EM SI - Já vimos que a primeira coisa a deixar claro é que ambos têm muitas características em comum, porque eles compartilham a mesma uva – a tempranillo. Só este argumento e desmonta em grande parte a distinção entre Riojas e Riberas. Outra coincidência é ambos têm solos argiloso e calcários. Então, no que eles diferem? No clima. Na área da Ribera del Duero o clima é mediterrâneo, com temperaturas extremas: muito frio no inverno e muito quente no verão. E em La Rioja é mais suave. É do clima e seus reflexos nos estilos de vinhos que vêm quase todas as diferenças, tornando tudo mais óbvio.
Potência de Boca. Os vinhos de Ribera são mais potentes do que os Rioja. Com a uva crescendo num clima mais extremo Ribera del Duero tem mais taninos, o que acaba levando a vinhos mais poderosos e com mais estrutura ao paladar. A frase "este vinho enche minha boca" pode ser aplicado para os vinhos de Ribera del Duero.
Cor. Ribera cria vinhos mais intensos. Os responsáveis pela cor de vinho são os compostos fenólicos chamados antocianinas, que estão muito mais presentes nos vinhos de Ribera. O resultado é que vemos através de uma taça de Rioja enquanto no caso de Ribera mais difícil por conta de serem vinhos mais profundos.
Teor de Álcool. O vinho de Ribera em geral é mais alcoólico. Entre os jovens vinhos de Ribera e Rioja você pode começar a ter um teor alcoólico de diferença. E para beber é percebido como um vinho mais alcoólico também.
Textura. Os vinhos de Ribera são mais tânicos. Tanicidade é a aspereza e secura que percebemos na boca e na garganta ao beber vinho. A tanicidade ou popularmente a adstringência é causada pela maior concentração de taninos, que são mais perceptíveis nos vinhos de Ribera.
Aromas. Se levar o vinho para o nariz e perceber um aroma ou uma memória de frutas vermelhas você tem um vinho de Rioja na taça. Se esse aroma nos lembrar fruta madura, ou algo de compota, com certeza é Ribera. Quando você beber o vinho, isso se traduzirá em maior frescura no caso de Rioja, enquanto os Ribera resultam em vinhos gourmands. É a diferença, por assim dizer, entre comer uma framboesa que ainda está um pouco verde e uma que está totalmente madura. Para alguns, os vinhos de Ribera lembram o aroma de iogurte. Embora os solos tenham elevadas concentrações de cálcio em Ribera, isto significa que, quando a fermentação malolática ocorre no processo de vinificação, os Ribeira del Duero acabam por ter notas com o aroma e o sabor de iogurte. O Rioja não tem estes toques lácteos tão marcados e por isso são mais ácidos, o que torna o ataque de boca mais fácil.
Harmonizações. A harmonização é baseada no equilíbrio do poder do prato com o vinho. Neste caso, embora os dois vão na mesma linha e podem perfeitamente acompanhar um prato de carne, um Rioja também pode combinar com peixes por sua acidez, embora estes teriam de ser gordos (como o atum) para a combinação perfeita. Um Ribera é mais restrito neste sentido, e seu acompanhamento será perfeitos com carnes, caças, e pratos suculentos.
Produtores Recomendados em Rioja: Benjamin Romeo/ Bodega Contador, Señorio P. Pecina, López de Heredia, Muga, La Rioja Alta, CVNE, Viña Tondonia, Ramirez de Ganuza, Otañón. O estilo riojano é bastante característico, em geral, marcado principalmente pelo carvalho. Os melhores produtores buscam um equilíbrio perfeito entre a fruta e a madeira, produzindo vinhos de enorme classe, elegância e complexidade, e qualidade internacional.
Produtores Recomendados em Ribera del Duero: Vega Sicilia, Pingus, Alejandro Fernández, Hermanos Pérez Pascuas, Viña Pedrosa, Torremorrón. São vinhos com grande concentração e potência, intensos, muito elegantes, complexos e harmônicos.
S Então, por que nós escolhemos nos vinhos de Rioja ou Ribera del Duero?
Claramente, a escolha por um Ribera del Duero é a escolha daqueles que procuram desfrutar de um vinho tinto mais intenso, para alguns, um vinhos arrebatador, como um “toureiro matador”. Mas o sabor de um Rioja frutado também o torna atraente.
Se queremos testar a intensidade dos vinhos de Ribera del Duero, que nos últimos anos tem aumentado a sua popularidade, porque é capaz de satisfazer as necessidades dos interessados em um vinho tinto intenso de alta qualidade, outra de suas grandes atrações é o seu preço.  Esta combinação de qualidade e excelente preço, não pode ser ignorada em Rioja.
Com tal qualidade e um sabores tão distintivas, por que escolher quando você pode desfrutar de ambos os vinhos que acompanham ocasiões especiais? Aposte em ambos!




domingo, 28 de maio de 2017

COLLEZIONE CINQUANTA SAN MARZANO 2012

● Vinho da Semana 222017 - ● COLLEZIONE CINQUANTA SAN MARZANO 2012 – PUGLIA - ITÁLIA – Em 1962, 19 vinicultores da região italiana de San Marzano se uniram para fundar a “Cantina San Marzano”. Ao longo dos anos, essa cooperativa cresceu ao ponto de atrair 1200 produtores de vinho que, utilizando equipamentos modernos e tecnologia avançada, entregam rótulos elegantes com o máximo respeito às tradições do vinho da Puglia. A vinícola pugliese San Marzano foi uma das pioneiras no renascimento da Primitivo, em grande parte devido ao vinho San Marzano Sessant’Anni Primitivo di Manduria, que foi responsável por tornar a uva mais famosa e conhecida.
       Um dos motivos dessa revolução é que a uva é perfeita para quem gosta de vinhos de estilo mais carnudo, concentrados e com bastante fruta, mas com acidez mais baixa e taninos leves. Enquanto em climas mais quentes os sabores predominantes são de frutas vermelhas, em regiões de climas mais frios se sobrepõem as frutas pretas e uva passa. Em Manduria, onde os vinhos de Primitivo são mais concentrados, também é comum encontrar a uva em corte com outra cepa regional, a Negroamaro.
A vinícola está no coração do Primitivo di Manduria, uma faixa de terra suspensa entre dois mares, onde vinhas e floreiras nascem lado a lado em um manto de terras vermelhas.
● Notas de Degustação: Este é um vinho de aromas complexos de intensa cor rubi. Notas frutadas de ameixa, passando por compota de frutas vermelhas e escuras como a cereja madura, toques de baunilha e alcaçuz. Em boca é um tinto encorpado, picante e macio, com taninos finos e delicioso frescor, com um longo retrogosto. O paladar é intenso, com grande estrutura e suavidade, com um acabamento agradavelmente persistente. Um vinho para ocasiões especiais. Vinhedos de 50 anos num corte de uvas Primitivo e Negroamaro. O vinho passa 12 meses em barril de carvalho.
● Estimativa de Guarda: 10 anos fácil. Mas o vinho já está espetacular para ser bebido.
Notas de Harmonização: Carnes vermelhas, carnes de caça, trufas. Nhoque com ragu de cogumelos, pernil de cordeiro assado com ervas ou risoto de queijo. Perfeito para acompanhar carnes vermelhas e de caça, é ideal como um vinho de meditação e harmonizado com pratos de massa. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.