Dicas de Vinho, Enogastronomia, Eventos, Roteiros de Viagens e Promoções por Marcio Oliveira.
segunda-feira, 29 de maio de 2017
SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 2
“ SEIS
DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 2 “ – Agora segue a
segunda parte do artigo, para ajudar a decifrar Rioja e Ribera del Duero, vamos
avaliar seis dicas.
S 5. VARIEDADES NO CORTE DO VINHO - Sempre
falando de vinhos tintos, que são aqueles que têm dado fama a estas duas
regiões produtoras, outras variedades podem entrar na mistura com Tempranillo
para proporcionar o carácter para o vinho de cada adega. A proporção da
mistura, respeitando a predominância de Tempranillo, dependerá de cada
produtor, mas em geral determinadas variedades são usadas em relação a Rioja e
a Ribeira del Duero.
A Tempranillo é
considerada uma casta ibérica, cultivada na Espanha por séculos. É uma
variedade precoce no amadurecimento, e daí a origem do seu nome, já que
temprano é a palavra espanhola para cedo. A uva Tempranillo é caracterizada por
uma mistura de fruto vermelho e de ameixa negra. Estilos mais frescos mostram
mais frutas vermelhas; estilos mais maduros predominam os frutos negros.
Caracteristicamente, tem taninos perceptíveis, mas não é excessivamente ácida,
criando vinhos muito agradáveis. Álcool variando entre 12,5% e 15% ou mais
dependendo região e produtor.
Na Rioja é muitas
vezes empregada a Grenache, a Mazuelo ou Carignan, e a Graziano. A Grenache
imprime o corpo e mineralidade aos vinhos da Tempranillo de Rioja. A Mazuelo
(Carignan ou Samsó como é chamada em Aragão e Catalunha) dá uma nota de frutado
especial, por vezes, criando um vinho muito plano e a Graziano é um pequena uva
altamente concentrada e é usada para fazer vinhos vintages, uma vez que confere
resistência a longo prazo contra a oxidação. Todos as três uvas são variedades
originárias de Espanha.
Cabernet Sauvignon,
Merlot e Malbec, e pequenas quantidades de Grenache, são variedades tipicamente
francesas usadas no corte dos vinhos de Ribera del Duero, criando um componente
de aroma mais robusto, a correção é geralmente no sentido de amaciar os taninos
da Cabernet com a Merlot, variedades comuns no vinho de Bordeaux, ou no aumento
da sua característica de explosão de aromas e sabores através da Malbec, uma
variedade que, embora francêsa foi consolidada na Argentina.
S 6. O VINHO EM SI - Já vimos que a
primeira coisa a deixar claro é que ambos têm muitas características em comum,
porque eles compartilham a mesma uva – a tempranillo. Só este argumento e
desmonta em grande parte a distinção entre Riojas e Riberas. Outra coincidência
é ambos têm solos argiloso e calcários. Então, no que eles diferem? No clima.
Na área da Ribera del Duero o clima é mediterrâneo, com temperaturas extremas:
muito frio no inverno e muito quente no verão. E em La Rioja é mais suave. É do
clima e seus reflexos nos estilos de vinhos que vêm quase todas as diferenças,
tornando tudo mais óbvio.
♦ Potência de Boca. Os vinhos de Ribera são mais potentes do que
os Rioja. Com a uva crescendo num clima mais extremo Ribera del Duero tem mais
taninos, o que acaba levando a vinhos mais poderosos e com mais estrutura ao
paladar. A frase "este vinho enche minha boca" pode ser aplicado para
os vinhos de Ribera del Duero.
♦ Cor. Ribera cria vinhos mais intensos. Os responsáveis pela
cor de vinho são os compostos fenólicos chamados antocianinas, que estão muito
mais presentes nos vinhos de Ribera. O resultado é que vemos através de uma
taça de Rioja enquanto no caso de Ribera mais difícil por conta de serem vinhos
mais profundos.
♦ Teor de Álcool. O vinho de Ribera em geral é mais
alcoólico. Entre os jovens vinhos de Ribera e Rioja você pode começar a ter um
teor alcoólico de diferença. E para beber é percebido como um vinho mais
alcoólico também.
♦ Textura. Os vinhos de Ribera são mais tânicos.
Tanicidade é a aspereza e secura que percebemos na boca e na garganta ao beber
vinho. A tanicidade ou popularmente a adstringência é causada pela maior
concentração de taninos, que são mais perceptíveis nos vinhos de Ribera.
♦ Aromas. Se levar o vinho para o nariz e perceber um
aroma ou uma memória de frutas vermelhas você tem um vinho de Rioja na taça. Se
esse aroma nos lembrar fruta madura, ou algo de compota, com certeza é Ribera.
Quando você beber o vinho, isso se traduzirá em maior frescura no caso de
Rioja, enquanto os Ribera resultam em vinhos gourmands. É a diferença, por
assim dizer, entre comer uma framboesa que ainda está um pouco verde e uma que
está totalmente madura. Para alguns, os vinhos de Ribera lembram o aroma de
iogurte. Embora os solos tenham elevadas concentrações de cálcio em Ribera,
isto significa que, quando a fermentação malolática ocorre no processo de
vinificação, os Ribeira del Duero acabam por ter notas com o aroma e o sabor de
iogurte. O Rioja não tem estes toques lácteos tão marcados e por isso são mais
ácidos, o que torna o ataque de boca mais fácil.
♦ Produtores Recomendados em Rioja: Benjamin Romeo/
Bodega Contador, Señorio P. Pecina, López de Heredia, Muga, La Rioja Alta, CVNE,
Viña Tondonia, Ramirez de Ganuza, Otañón. O estilo riojano é bastante
característico, em geral, marcado principalmente pelo carvalho. Os melhores
produtores buscam um equilíbrio perfeito entre a fruta e a madeira, produzindo
vinhos de enorme classe, elegância e complexidade, e qualidade internacional.
♦ Produtores Recomendados em Ribera del Duero: Vega Sicilia, Pingus,
Alejandro Fernández, Hermanos Pérez Pascuas, Viña Pedrosa, Torremorrón. São vinhos com grande
concentração e potência, intensos, muito elegantes, complexos e harmônicos.
S Então, por que nós escolhemos nos
vinhos de Rioja ou Ribera del Duero?
Claramente, a escolha
por um Ribera del Duero é a escolha daqueles que procuram desfrutar de um vinho
tinto mais intenso, para alguns, um vinhos arrebatador, como um “toureiro
matador”. Mas o sabor de um Rioja frutado também o torna atraente.
Se queremos testar a
intensidade dos vinhos de Ribera del Duero, que nos últimos anos tem aumentado
a sua popularidade, porque é capaz de satisfazer as necessidades dos
interessados em um vinho tinto intenso de alta qualidade, outra de suas grandes
atrações é o seu preço. Esta combinação
de qualidade e excelente preço, não pode ser ignorada em Rioja.
Com tal qualidade e
um sabores tão distintivas, por que escolher quando você pode desfrutar de
ambos os vinhos que acompanham ocasiões especiais? Aposte em ambos!
domingo, 28 de maio de 2017
COLLEZIONE CINQUANTA SAN MARZANO 2012

Um dos motivos dessa revolução é que a
uva é perfeita para quem gosta de vinhos de estilo mais carnudo, concentrados e
com bastante fruta, mas com acidez mais baixa e taninos leves. Enquanto em
climas mais quentes os sabores predominantes são de frutas vermelhas, em
regiões de climas mais frios se sobrepõem as frutas pretas e uva passa. Em
Manduria, onde os vinhos de Primitivo são mais concentrados, também é comum
encontrar a uva em corte com outra cepa regional, a Negroamaro.
A vinícola está no
coração do Primitivo di Manduria, uma faixa de terra suspensa entre dois mares,
onde vinhas e floreiras nascem lado a lado em um manto de terras vermelhas.
● Notas
de Degustação: Este
é um vinho de aromas complexos de intensa cor rubi. Notas frutadas de ameixa,
passando por compota de frutas vermelhas e escuras como a cereja madura, toques
de baunilha e alcaçuz. Em boca é um tinto encorpado, picante e macio, com
taninos finos e delicioso frescor, com um longo retrogosto. O paladar é
intenso, com grande estrutura e suavidade, com um acabamento agradavelmente
persistente. Um vinho para ocasiões especiais. Vinhedos de 50 anos num corte de
uvas Primitivo e Negroamaro. O vinho passa 12 meses em barril de carvalho.
●
Estimativa de Guarda: 10 anos fácil. Mas o vinho já está espetacular para ser
bebido.
● Notas de Harmonização: Carnes
vermelhas, carnes de caça, trufas. Nhoque com ragu de cogumelos, pernil de
cordeiro assado com ervas ou risoto de queijo. Perfeito para acompanhar carnes
vermelhas e de caça, é ideal como um vinho de meditação e harmonizado com
pratos de massa. Servir entre 16 e 18°C.
● Onde
comprar: Em BH – GRAND
CRU – Av.
Ns. do Carmo, 1650 - Sion Belo Horizonte
– MG. Tel.: (31) 3286-2796.
APOLLONIO TERRAGNOLO PRIMITIVO SALENTO ROSSO 2011
● Vinho da Semana 222017 - ● APOLLONIO TERRAGNOLO PRIMITIVO SALENTO ROSSO 2011 – PUGLIA
- ITÁLIA – Salento fica a leste da região da Apúlia, no sul profundo da Itália.
Calorosa e amigável e preservada por um isolamento de séculos de idade, manteve
folclore genuíno e antigo sua tradição vitícola vivo. Como o calcanhar da
península italiana em forma de bota, bem como sua parte mais oriental - das
belas falésias do mar Adriático para as praias suaves, areia do mar Jónico -
Salento possui o maior número de vinhos DOC produzidos em Apulia. Entre acres de vinhas alternar olivais
fechado por paredes baixas de pedra seca e arbustos do Mediterrâneo. Seus densa
vegetação, frutas e flores foram uma fonte de inspiração para os artesãos
habilidosos que trabalham na cidade de Lecce Durante o período barroco, a OMS
ricamente igrejas ornamentadas, conventos e palácios Com os símbolos da idade,
representando de forma - ou invocar - a generosidade e fertilidade de uma terra
amigável e rico.
É graças a esta
beleza natural e arquitetônica que Salento é hoje um dos destinos mais
populares na Itália. Sua capital é Lecce, qual a sua manteve histórico e
cultura mais do que qualquer outra cidade identidade de Apulia. Nomeado "a
Florença do Sul da Itália" por seus belos monumentos, Lecce é conhecida
por sua arquitetura e esculturas barrocas, que se espalhou toda a província
desde o século graças 16 a um calcário maleável, compacto, liso, cor de mel conhecido
como "pedra Lecce "que é usado para enriquecer ruas, varandas,
palácios e igrejas.
Noé resolveu
transformar suas uvas em vinho e vender seus produtos, a partir de vinhedos de
uvas Negroamaro e Primitivo, colhidas nas aldeias de Aradeo, Neviano, e
Cutrofiano. Motivados pela mesma paixão herdada de seu pai Noé, Marcello provou
ser tão trabalhador e entusiasmado, dando continuidade a produção, e comprando
alguns vinhedos em todo o território de Salento, a partir de "Valle della
Cupa" (Vale do Cupa) até "Arneo", e até aqueles localizados na
região de Basilicata. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Marcello conseguiu atender
seus numerosos clientes, especialmente do norte da Itália. Salvatore, que
sucedeu Marcello com o mesmo empenho e capacidade de compreender as mudanças do
mercado, enquanto a pobreza foi lentamente dando lugar a um boom econômico e o
mercado foi mudando, criando novas oportunidades de negócios. Com a introdução
de gestão de negócios, caracterizada por uma produção mais moderna e eficiente,
em 1975 começou a engarrafas os vinhos de alta qualidade com a marca Apollonio.
À frente da empresa
desde 1995, Marcello e Massimiliano Apollonio são a quarta geração da família.
Impulsionada pelo entusiasmo e paixão e pela experiência adquirida no campo
Eles, eles decidiram perseguir o objetivo ambicioso de expansão além das fronteiras
nacionais seus produtos. Sob nova gestão, Apollonio tem se especializado em
envelhecimento do vinho e expandiu sua rede de varejo. Tem a sua oferta
alargada de produtos vitivinícolas, com excelência como objetivo. Os vinhos da
Apollonio agora são vendidos em 35 países, onde são muito apreciados por sua
identidade e autenticidade intocadas.
● Notas
de Degustação: Vinho
violeta escuro. Aromas de cereja preta, amora, turfa e especiaria. Muito
encorpado, exuberantemente frutado com boa glicerina, pureza e bem balanceado.
Amplo, rico, concentrado no palato sem ser agressivo. Um conjunto bem representativo
dos modernos vinhos da Puglia. Feito com uva 100% Primitivo. Colheita manual
com as uvas já bastante maduras. A colheita é adiada para se conseguir maior
concentração de açúcares e substâncias extrativas. Passa 12 meses em barricas
francesas, 6 meses em grandes barris de carvalho e 6 meses na garrafa. Excelente
persistência final num vinho que apesar de encorpado, está muito harmonioso e
agradável de beber. Para um paladar mais detalhista, pode apresentar ligeiro
amargor no fim de boca.
●
Estimativa de Guarda: 10 anos pelo menos. Nesta amostra com 6 anos os taninos
estavam macios e tínhamos um vinho de extrema maciez na taça.
● Notas
de Harmonização: ótimo com qualquer tipo de caças, carnes vermelhas
grelhadas ou guisados, queijos duros ou picantes. Servir entre 16 e 18°C.
● Onde
comprar: EM BH: CASA DO VINHO - End.: Loja Barro Preto - Av. Bias
Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177. Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes,
504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891.
sábado, 27 de maio de 2017
Uaine Night
Agradecemos a presença de todos que estiveram conosco em mais está Uaine Night. Agente a próxima data: 07/07/2017.
sexta-feira, 26 de maio de 2017
quinta-feira, 25 de maio de 2017
UAINE NIGHT, UM EVENTO IMPERDÍVEL
Para quem gosta e
vinhos a UAINE NIGHT é um evento imperdível.
Cinco
barracas de vinhos estarão servindo 69 rótulos em garrafas e 58 taças diferentes,
com origem em 11 países: AFRICA DO SUL, ARGENTINA, AUSTRALIA, BRASIL, CHILE, ESPANHA,
ESTADOS UNIDOS, FRANÇA, ITÁLIA, NOVA ZELANDIA, PORTUGAL.
Oportunidade
para provar vinhos de uvas como Zinfandel, Pinotage, Bonarda, Torronés, Viura,
além das emblemáticas Cabernet Sauvignon, Carménère, Syrah, Malbec, Tempranillo,
Sangiovese, Chardonnay e Sauvignon Blanc, entre outras. E tudo isto em vários
estilos como vinhos espumantes, brancos, rosés e tintos nascidos em vinhedos de
Bordeaux, Rhône, Califórnia, Douro, Lisboa, Alentejo, Rioja, Rueda, Hawkes Bay,
Maipo, Colchagua, Elqui, Cachapoal, Mendoza. Em resumo, uma bela seleção de
excelentes rótulos do mercado da Capital.
As
garrafas têm preço entre R$ 60 e R$ 120,00. As taças serão vendidas a R$ 10, R$
15, R$20 e R$ 25. E para harmonizar com estes vinhos, estarão presentes 10
barracas servindo comidas para aquecer a noite.
Sejam
bem vindos.
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