sábado, 27 de maio de 2017

Uaine Night

Agradecemos a presença de todos que estiveram conosco em mais está Uaine Night. Agente a próxima data: 07/07/2017.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

quinta-feira, 25 de maio de 2017

UAINE NIGHT, UM EVENTO IMPERDÍVEL


Para quem gosta e vinhos a UAINE NIGHT é um evento imperdível.

Cinco barracas de vinhos estarão servindo 69 rótulos em garrafas e 58 taças diferentes, com origem em 11 países: AFRICA DO SUL, ARGENTINA, AUSTRALIA, BRASIL, CHILE, ESPANHA, ESTADOS UNIDOS, FRANÇA, ITÁLIA, NOVA ZELANDIA, PORTUGAL.

Oportunidade para provar vinhos de uvas como Zinfandel, Pinotage, Bonarda, Torronés, Viura, além das emblemáticas Cabernet Sauvignon, Carménère, Syrah, Malbec, Tempranillo, Sangiovese, Chardonnay e Sauvignon Blanc, entre outras. E tudo isto em vários estilos como vinhos espumantes, brancos, rosés e tintos nascidos em vinhedos de Bordeaux, Rhône, Califórnia, Douro, Lisboa, Alentejo, Rioja, Rueda, Hawkes Bay, Maipo, Colchagua, Elqui, Cachapoal, Mendoza. Em resumo, uma bela seleção de excelentes rótulos do mercado da Capital.

As garrafas têm preço entre R$ 60 e R$ 120,00. As taças serão vendidas a R$ 10, R$ 15, R$20 e R$ 25. E para harmonizar com estes vinhos, estarão presentes 10 barracas servindo comidas para aquecer a noite.


Sejam bem vindos.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

UAINE NIGHT 26/05 - CASA FIAT DE CULTURA


E pra noite ficar ainda mais agradável, convidamos uma banda de jazz para a Uaine Night!! Dia 26 de maio, sexta agora, na Casa Fiat de Cultura. A partir das 19h, entrada gratuita, sujeita à lotação.

domingo, 21 de maio de 2017

“ SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 1

SEIS DICAS PARA DIFERENCIAR RIOJA DE RIBERA DEL DUERO – PARTE 1 “ – Os vinhos espanhóis são imensamente populares e por uma boa razão: os vinhos do país misturam algo do Novo Mundo e sensibilidades do Velho Mundo sem conflitos. Especialmente nas regiões centro e sul, o calor do sol espanhol impregna os vinhos com notas intensas de aromas e sabores encontrados em todo Novo Mundo, mas ao mesmo tempo, os toques com perfil gastronômico os associam com os vinhos do Velho Mundo, próprios para acompanhar comida. Estas qualidades fazem dos grandes vinhos da Espanha uma verdadeira ponte entre estes dois mundos.
De qual você mais gosta? De Rioja ou de Ribera del Duero? Você pode não saber resposta, e você não está errado. Apesar de que se assemelhem em vários aspectos, estes tintos ainda têm nuances diferentes. Por duas razões: Primeiro, eles usam a mesma uva; a Tempranillo. E segundo, ambas as denominações desfrutam de solos argilo-calcários.
Qual é então a diferença entre eles então? No clima. Como você verá adiante, as consequências são importantes.
Rioja e Ribera del Duero são as regiões mais conhecidas e apreciadas internacionalmente e aquelas que exportam a maioria das garrafas da Espanha. Eles também são os mais consumidos no país, de longe, e mantem um acalorado debate sobre quem é o campeão entre os vinhos espanhóis. Para os fãs que cada um tem, o seu é preferível para o outro, mas para a maioria dos consumidores têm características muito semelhantes, incorporada pela mesma variedade de uva dominante - Tempranillo.
Será que podemos realmente reconhecer a diferença para além do contexto geográfico? Em princípio, sim, mas às vezes fazer a distinção pode ser difícil. Então, para ajudar a decifrar Rioja e Ribera del Duero, vamos avaliar seis dicas.

1. ANTIGUIDADE: La Rioja foi definida como denominação de origem em 1925, e em 1991 tornou-se designação origem qualificada, que apenas aos vinhos da mais alta qualidade é concedida. Ribera del Duero é reconhecida como uma denominação de origem em 1982 e não tem o selo de denominação de origem qualificada, embora sua qualidade é reconhecida em alto nível pela maioria dos especialistas.
2. A GEOGRAFIA: Embora ambas as regiões pertençam ao norte da Espanha, cada uma agrega diferentes comunidades e províncias. A denominação de Rioja é dividida em três sub-denominações geográficas: Rioja Alta, Rioja Alavesa e Rioja Baja, que viriam a coincidir aproximadamente com zonas respectivas de La Rioja, Alava e Navarra e agregam grande variedade de topografia das planícies quentes para áreas de cristas de cultivo e terraços ou varandas.
A denominação de origem Ribeira del Duero corresponde à parte oriental de províncias castelhana-leonesas de Segovia, Valladolid, Soria e Burgos, e sua orografia corresponde à inclinação de um vale. Ou seja, terras altas, campo e inundações nas áreas baixas.
3. CLIMA: Acredita-se que a casta Tempranillo, uma das maiores variedades mais versáteis do mundo, tem origem em La Rioja, de forma de domina tanto o perfil de seus vinhos que virou um padrão e será difícil distingui-los por sua base de uva. No entanto, a mesma videira de Tempranillo pode evoluir de forma diferente dependendo do clima em que está plantada. Assim, o Rioja é caracterizada pela influência do ar quente e úmido do Mediterrâneo através da depressão do Ebro.
Ao mesmo tempo, ela é protegida dos ventos secos frios do norte pelas montanhas bascas e dos Pirinéus, de modo geral, caracterizada por um clima continental temperado, com invernos relativamente suaves, outonos quentes e pouco contraste e verões quentes, mas sem excesso. Esta pequena clima extremo permite que as uvas para amadurecer mais profundamente e atingir uma maior qualidade de nuances.
Rioja Alta: O clima pode ser considerado moderado, porque não adquire as condições extremas dos vinhos de Ribera del Duero, enquanto seu solo é notável para a presença de argila.
Rioja Baja: Neste caso, estamos a falar de uma área com um clima que tende a olhar mais como o Mediterrâneo onde a chuva de inverno está presente.
Rioja Alavesa: O clima é temperado, especialmente no inverno e conhecido por seus solos íngremes com abundante presença de cálcio.
O clima das diferentes áreas desta Denominação de Origem, permite que as uvas amadureçam lentamente e com cuidado, garantindo excelente qualidade quando da colheita da casta.
Então vinhos de Rioja são estruturados por causa do próprio poder da Tempranillo, com grandes massas de energia e sabor. Ao mesmo tempo, eles são redondos e maduros, ideais para criar vinhos de grande finesse. Dois vinhos representativos deste personagem garboso e firmes podem ser os vinhos de Marqués de Riscal e vinhos da adega Muga. Ambas as adegas têm uma excelente relação entre qualidade e preço, e recebem altas considerações de críticos.
Em contraste, a área que abriga a denominação Ribera del Duero mais ao sul a oeste, tem um clima mais continental, em geral, este é mais contrastado, invernos frios e verões quentes, podendo oferecer noites de verão frescas. Consequentemente, o amadurecimento dos frutos será menor, embora generoso e criam vinhos mais concentrados graças ao calor do verão. Têm um sabor mais potente com mais características do corpo e da fruta aromática que melhoram o vinho e dão-lhe o potencial para ser afinada em barris de carvalho sem perder o espírito de sua juventude.
Tomando dois vinhos representativos da melhor Ribera del Duero são os vinhos da vinícola Pesquera, e os vinhos da adega Dominio de Pingus. Esta última adega recebe excelentes avaliações de Parker e do principal Guia espanho – o Penin, mostrando que os vinhos desta região são capazes de seduzir de forma tão excepcional como aqueles de seu vizinho do norte. Um caso especial é o Pingus, que custa cerca de 1.000 euros, algo incomum para Espanha.
4. O SOLO
Os solos de Rioja são dominadas por calcário e argila, capazes de reter água, mas não por muito tempo, e entregam-na as raízes da vinha. Isso faz com que a boa vantagem das chuvas e ventos úmidos relativamente abundantes nesta área quanto à do sudoeste vizinho seja um diferencial. Da mesma forma, a Ribera é a própria depressão do Ebro, sendo fortemente influenciada por evaporações de Duero- e recebe pouca chuva.

Em adição, os solos são mais variados e pode variar de giz capaz de reter água, nos altos e baixos das áreas de vale, com areia e um pouco propenso a retenção de água no campo, embora favorecida pela proximidade do rio e escoamento das chuvas. Assim, a concentração das uvas em água será menor e a quantidade de açúcar e outras substâncias será correspondentemente maior, que favorece uma grande colheita; novamente algo que reflete uma personalidade selvagem da jovem Tempranillo que pode ser preservado no seu afinamento. Segue na semana que vem ...

UM SACA ROLHA À ALTURA DO VINHO

“ UM SACA ROLHA À ALTURA DO VINHO ” – A maioria das pessoas liga pouco para os saca-rolhas. Elas ficam satisfeitas com o brinde da loja de vinhos do bairro, com a versão barata de duas asas, ou mesmo com um canivete suíço. Há saca-rolhas a pilhas, e complexos modelos que funcionam com um aperto e um puxão.
Sommeliers do mundo todo usam majoritariamente um dispositivo simples, de alavanca. Basicamente, ele consta de um cabo como o de faca, com uma espiral que é inserida na rolha, e um apoio dobrável para encaixar na garrafa. Esse modelo foi patenteado na Alemanha, em 1882, e suas versões básicas custam menos de US$ 10.
 Aí, vem o australiano Code-38, projetado segundo os mais elevados princípios do design, com materiais de primeira linha. É vendido por US$ 220 a US$ 410. Ao contrário do saca-rolha barato lá de casa, o Code-38 oferece o peso sólido de uma boa ferramenta. O modelo básico, de US$ 220, é de aço inoxidável maciço. A lâmina de corte é um arco de aço que pode ser afiado numa pedra.
O apoio tem uma só dobradiça, em vez da dobradiça dupla que eu tenho no meu Pulltap. Isso serve como uma rede de segurança para amadores que nem sempre conseguem pôr o saca-rolha no ponto certo.
A dobradiça única do Code-38 é concebida com tal precisão que ainda estou para encontrar uma rolha que eu não extraia sem esforço. Por US$ 410, você pode adquirir o Code-38 Pro Stealth, "uma mistura completa de texturas destruídas e finais vaporizados à base de titânio", como diz o catálogo na internet.
Emprestei meu modelo de US$ 220 a Michael Madrigale, sommelier do Bar Boulud, em Nova York. Ele gostou bastante, mas reclamou do preço. "É como o hambúrguer de US$ 200", disse. "É reinventar algo que já está perfeito."
Já Chaad Thomas, ex-sommelier e sócio da US Wine Imports, achou o saca-rolhas "uma linda peça". "Foi magnífico poder abrir o saca-rolha com uma só mão", disse ele. "Dá para usá-lo rapidamente mesmo, além de ser muito durável. Como sommelier, eu costumava usar os saca-rolhas até acabarem."
Já houve outros saca-rolhas caros. A marca francesa Laguiole, por exemplo, é famosa há mais de um século. Jeffrey Toering, o designer do Code-38, foi montador de instrumentos na Força Aérea Australiana, o que ele compara a ser relojoeiro. A ideia do Code-38 surgiu na década de 1990, quando ele viu um garçom usar um "saca-rolha barato de plástico" para abrir uma boa garrafa de vinho. "O calibre do saca-rolhas não combinava com o nível do vinho nem do restaurante", escreveu ele num e-mail da Austrália.

Assim, começou uma odisseia de tentativa e erro, de testes de design e materiais, e de comparação de fontes. Ele examinou espirais do mundo todo antes de escolher um feito na França. Toering diz que o Code-38 é "totalmente reconstruível" e coberto por uma garantia eterna.Toering monta cada um individualmente e diz que já vendeu 137 exemplares. "Eu acho o Laguiole e produtos similares daquela região brilhantes gostaria de pensar que o Code-38 pode ser colocado entre eles em pé de igualdade", afirmou. 
● FONTE: ERIC ASIMOV –  FOLHA DE SÃO PAULO – THE NEW YORK TIMES  -  16/05/2011

CHATEAU LA CROIX DE GAY 2009 – POMEROL – BORDEAUX

● Vinho da Semana 212017 - ● CHATEAU LA CROIX DE GAY 2009 – POMEROL – BORDEAUX - FRANÇA – Até meados do século XX, os vinhos do Pomerol não figuravam entre os grandes nomes de Bordeaux. A Margem Direita, onde está o Médoc era a origem dos mais prestigiados e caros rótulos. No entanto, mais recentemente, uma pequena região na margem direita de Bordeaux, com apenas 12 quilômetros quadrados de área, tornou-se um fenômeno, com vinhos que, muitas vezes, superam os preços dos rótulos mais famosos de outras localidades próximas.
Logo, nomes como Pétrus, Le Pin e Lafleur passaram a ser comentados em salas de degustação e caçados por colecionadores, alcançando valores estratosféricos, especialmente devido às produções diminutas. Os críticos, entre eles Robert Parker e Jancis Robinson, não se cansam de dizer que definitivamente não é um vinho para neófitos, devido, principalmente pelo seu exotismo – com muita fruta fresca, acidez e mineralidade, diferenciando-se de seus conterrâneos que tendem a ser mais ricos, potentes e intensos.
♦ O Chateau La Croix de Gay tem uma longa história na denominação Pomerol que remonta a pelo menos meados dos anos 1800. Na década de 1970, o consultor Alain Raynaud, que nasceu na propriedade começou a tomar parte na produção do vinho, constituindo a era moderna deste Chateau. Este grande nome da margem direita, devido a supremacia da Merlot em seu corte, se mostra potente mas ao mesmo tempo, muito aveludado, ressaltando elegância e finesse.
            Ao longo dos anos, como muitas propriedades na Margem Direita, a vinha mudou de tamanho. Mais recentemente, está se tornando menor. A primeira mudança significativa ocorreu em 1982, quando começaram a produzir o vinho La Fleur de Gay das vinhas mais antigas que ocuparam 3 hectares de seu vinhedo. Localizado na porção norte da denominação Pomerol, o Chateau La Croix de Gay tem bons vizinhos. O terreno fica próximo do Chateau Clinet e do L´Eglise Clinet no platô de Pomerol. Em 1997, a propriedade modernizou suas instalações de produção de vinho e acrescentou cubas de temperatura controlada. Em junho de 2012, os proprietários de Chateau Lafite Rothschild compraram uma parcela de vinhas de La Croix de Gay permitindo-lhes expandir as explorações de Chateau L'Evangile. Os proprietários do Chateau La Croix de Gay construído uma nova adega para a fermentação e vinificação do seu vinho que foi concluída em 2015.
♦ Chateau La Croix de Vinhas Gays, Terroir, Uvas , Vinificação: A vinha de 3,6 hectares do Chateau La Croix de Gay é plantada em 95% Merlot e 5% Cabernet Franc . As vinhas têm em média 30 anos de idade. O vinhedo é plantado com uma densidade de 5.000 videiras por hectare. As vinhas de Cabernet Franc foram, na sua maior parte, removidas e a quantidade de Merlot plantada aumentou. A vinha é dividida em 10 parcelas separadas. O terroir é solo de cascalho, areia e argila. O vinho de La Corix de Gay é vinificado em 10 cubas de concreto, em forma de tulipa, com temperatura controlada, que correspondem às suas 10 parcelas de videiras. A fermentação maloláctica ocorre numa combinação de barris de carvalho francês e tanque. O vinho do Chateau La Croix de Gay é envelhecido em barris de carvalho francês novo, de 50% por uma média de 18 meses. Em média, cerca de 1.000 caixas de vinho são produzidos em cada safra.
            Em Pomerol, próximo a Saint Emilion, a comuna também possui sua própria classificação – Premier Cru ou Grand Cru Classé. O vinho mais famoso da região é o caríssimo Château Petrus, bem como o prestigiado e tradicional Le Pin, um “vin de garage” de minúscula produção e altíssimo preço. O corte do Chateau La Croix de Gay é o mesmo do Petrus com 95% de Merlot e 5% de Cabernet Franc. A safra está excepcional.
● Notas de Degustação: Cor rubi intenso e cristalino. Elaborado com 95% de Merlot e 5% de Cabernet Franc, é um corte típico na Margem Direita. Aromas bem concentrados ainda, taninos presentes, macios e com tudo bem integrado ao conjunto. Cerejas, ameixsa escura madura, especiarias, é um vinho que deve evoluir por bom tempo. Com a passagem pela taça aparecem as notas de café, e delicoso licor de cassis.
● Estimativa de Guarda: Como outros grandes vinhos que guarda para mais de 20 anos, creio que uma guarda recomendada é de no mínimo 15 anos. Mas com 8 anos de garrafa, surpreendentemente o vinho já está muito bom, mostrando que a docilidade da Merlot permite que sejam bebidos ainda na sua juventude.  
Notas de Harmonização: ótimo para acompanhar todos os tipos de pratos clássicos de carne, carne de vitela, carne de porco, carne de vaca, cordeiro, pato, frango assado, assados e grelhados em geral. Chateau La Croix de Gay também ficará muito bom com pratos asiáticos, pratos de peixe como atum, preparações com cogumelos e massas.
Serviço: O Chateau La Croix de Gay é melhor servido entre 15 a 16ºC. A temperatura fresca, quase igual a da adega dá ao vinho mais frescor. Os vinhos de safras novas podem ser decantados por 1 hora. Isso permite que o vinho possa suavizar e abrir os seus aromas. Os vintages mais velhos podem precisar de muito pouca decantação, apenas o suficiente para remover as borras.

Onde comprar. Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100