domingo, 21 de maio de 2017

CHATEAU LA CROIX DE GAY 2009 – POMEROL – BORDEAUX

● Vinho da Semana 212017 - ● CHATEAU LA CROIX DE GAY 2009 – POMEROL – BORDEAUX - FRANÇA – Até meados do século XX, os vinhos do Pomerol não figuravam entre os grandes nomes de Bordeaux. A Margem Direita, onde está o Médoc era a origem dos mais prestigiados e caros rótulos. No entanto, mais recentemente, uma pequena região na margem direita de Bordeaux, com apenas 12 quilômetros quadrados de área, tornou-se um fenômeno, com vinhos que, muitas vezes, superam os preços dos rótulos mais famosos de outras localidades próximas.
Logo, nomes como Pétrus, Le Pin e Lafleur passaram a ser comentados em salas de degustação e caçados por colecionadores, alcançando valores estratosféricos, especialmente devido às produções diminutas. Os críticos, entre eles Robert Parker e Jancis Robinson, não se cansam de dizer que definitivamente não é um vinho para neófitos, devido, principalmente pelo seu exotismo – com muita fruta fresca, acidez e mineralidade, diferenciando-se de seus conterrâneos que tendem a ser mais ricos, potentes e intensos.
♦ O Chateau La Croix de Gay tem uma longa história na denominação Pomerol que remonta a pelo menos meados dos anos 1800. Na década de 1970, o consultor Alain Raynaud, que nasceu na propriedade começou a tomar parte na produção do vinho, constituindo a era moderna deste Chateau. Este grande nome da margem direita, devido a supremacia da Merlot em seu corte, se mostra potente mas ao mesmo tempo, muito aveludado, ressaltando elegância e finesse.
            Ao longo dos anos, como muitas propriedades na Margem Direita, a vinha mudou de tamanho. Mais recentemente, está se tornando menor. A primeira mudança significativa ocorreu em 1982, quando começaram a produzir o vinho La Fleur de Gay das vinhas mais antigas que ocuparam 3 hectares de seu vinhedo. Localizado na porção norte da denominação Pomerol, o Chateau La Croix de Gay tem bons vizinhos. O terreno fica próximo do Chateau Clinet e do L´Eglise Clinet no platô de Pomerol. Em 1997, a propriedade modernizou suas instalações de produção de vinho e acrescentou cubas de temperatura controlada. Em junho de 2012, os proprietários de Chateau Lafite Rothschild compraram uma parcela de vinhas de La Croix de Gay permitindo-lhes expandir as explorações de Chateau L'Evangile. Os proprietários do Chateau La Croix de Gay construído uma nova adega para a fermentação e vinificação do seu vinho que foi concluída em 2015.
♦ Chateau La Croix de Vinhas Gays, Terroir, Uvas , Vinificação: A vinha de 3,6 hectares do Chateau La Croix de Gay é plantada em 95% Merlot e 5% Cabernet Franc . As vinhas têm em média 30 anos de idade. O vinhedo é plantado com uma densidade de 5.000 videiras por hectare. As vinhas de Cabernet Franc foram, na sua maior parte, removidas e a quantidade de Merlot plantada aumentou. A vinha é dividida em 10 parcelas separadas. O terroir é solo de cascalho, areia e argila. O vinho de La Corix de Gay é vinificado em 10 cubas de concreto, em forma de tulipa, com temperatura controlada, que correspondem às suas 10 parcelas de videiras. A fermentação maloláctica ocorre numa combinação de barris de carvalho francês e tanque. O vinho do Chateau La Croix de Gay é envelhecido em barris de carvalho francês novo, de 50% por uma média de 18 meses. Em média, cerca de 1.000 caixas de vinho são produzidos em cada safra.
            Em Pomerol, próximo a Saint Emilion, a comuna também possui sua própria classificação – Premier Cru ou Grand Cru Classé. O vinho mais famoso da região é o caríssimo Château Petrus, bem como o prestigiado e tradicional Le Pin, um “vin de garage” de minúscula produção e altíssimo preço. O corte do Chateau La Croix de Gay é o mesmo do Petrus com 95% de Merlot e 5% de Cabernet Franc. A safra está excepcional.
● Notas de Degustação: Cor rubi intenso e cristalino. Elaborado com 95% de Merlot e 5% de Cabernet Franc, é um corte típico na Margem Direita. Aromas bem concentrados ainda, taninos presentes, macios e com tudo bem integrado ao conjunto. Cerejas, ameixsa escura madura, especiarias, é um vinho que deve evoluir por bom tempo. Com a passagem pela taça aparecem as notas de café, e delicoso licor de cassis.
● Estimativa de Guarda: Como outros grandes vinhos que guarda para mais de 20 anos, creio que uma guarda recomendada é de no mínimo 15 anos. Mas com 8 anos de garrafa, surpreendentemente o vinho já está muito bom, mostrando que a docilidade da Merlot permite que sejam bebidos ainda na sua juventude.  
Notas de Harmonização: ótimo para acompanhar todos os tipos de pratos clássicos de carne, carne de vitela, carne de porco, carne de vaca, cordeiro, pato, frango assado, assados e grelhados em geral. Chateau La Croix de Gay também ficará muito bom com pratos asiáticos, pratos de peixe como atum, preparações com cogumelos e massas.
Serviço: O Chateau La Croix de Gay é melhor servido entre 15 a 16ºC. A temperatura fresca, quase igual a da adega dá ao vinho mais frescor. Os vinhos de safras novas podem ser decantados por 1 hora. Isso permite que o vinho possa suavizar e abrir os seus aromas. Os vintages mais velhos podem precisar de muito pouca decantação, apenas o suficiente para remover as borras.

Onde comprar. Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

TREPERUNO 341 MERLOT 2009 – ROCCA DELLE MACIE

● Vinho da Semana 212017 - ● TREPERUNO 341 MERLOT 2009 – ROCCA DELLE MACIE – TOSCANA – ITÁLIA - A Família Zingarelli transformou a Rocca delle Macie em uma das mais célebres vinícolas italianas, em apenas um quarto de século. Sua linha de vinhos é de grande aceitação mundial, porque alia apresentação irretocável e preços excepcionais ao puro caráter toscano dos vinhos, de perfil tradicional e territorial.
A Vinícola Rocca delle Macie nasceu em 1973, quando Italo Zingarelli, o cineasta estimado por Ettore Scola, e responsável pela bem sucedida série de filmes com a dupla Bud Spencer e Terence Hill (incluindo Chamam-me Trinity, Trinity Ainda é Meu Nome ), decidiu realizar o sonho de sua vida, com a compra do "Le Macie" – uma propriedade de 85 hectares com apenas dois dos quais são vinhas - para dar à luz a uma adega no coração do Chianti Classico. O amor e a paixão pela Toscana foram repassados ​​aos filhos Italo Sergio, Sandra e Fábio. Em 1985, de fato, Sergio começou a trabalhar com seu pai e em 1989, ladeado por sua esposa Daniela, torna-se o líder da empresa.
            Desde então, Sergio, com a colaboração da irmã Sandra, consolidou a empresa, impondo-lhe atenção definitivamente internacional, com vinhos que obtenham vários prêmios, tanto na Itália e no exterior. Ao mesmo tempo, o irmão mais velho Fabio, que se tornou um arquiteto, pessoalmente supervisiona as renovações de aldeia Fizzano e a nova adega da empresa, e seguirá nos próximos anos todas as restaurações das várias propriedades.
            Hoje a empresa tem cerca de 600ha, dos quais mais de 200 vinhedos e 80 são olivais, subdivididos entre os seis distritos: Le Macie, St. Alphonsus, Fizzano e Tavolelle na área de Chianti Classico, Campomaccione e Casamaria em Maremma na área de Morellino di Scansano.
● Notas de Degustação: 100% Merlot, no melhor estilo toscano. Cor rubi de média concentração, muito luminoso. Aromas de cerejas e ameixas maduras, especiarias e rosas vermelhas, tudo em fruta madura, mas sem excessos da compota, depois vem um toque de couro e defumados, resultado da guarda do vinho. Ótimo volume de boca, com taninos macios e muito bem resolvidos, fresco e persistente.
● Estimativa de Guarda: Guarda recomendada é de 7 anos, mas minha recomendação é bebê-lo de imediato, porque já está pronto. Carnes nobres grelhadas na brasa; Cozido de cordeiro; Penne ao sugo de tomates maduros e salsicha; Lombo suíno recheado com farofa de ameixas, assado lentamente; Guancia di vitello brasata al Merlot (Bochechas de vitello braseadas ao vinho servida com polenta.
Notas de Harmonização: ótimo para acompanhar massas, risotos, pizzas. Servir a 16°C.

Onde comprar. Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618.

TARA ATACAMA SAUVIGNON BLANC

● Vinho da Semana 212017 - ● TARA ATACAMA – D.O. ATACAMA VALLEY VENTISQUERO - CHILE – Apesar de cultivo muito trabalhoso, a região do Atacama possui qualidades que ajudam a minimizar a ferocidade do deserto e tornam possível a produção de uvas. As principais delas são a proximidade do mar – os vinhedos estão localizados a apenas 22 quilômetros da costa – e a ausência da Cordilheira da Costa na área, o que possibilita que os ventos do Pacífico tragam frescor e alento ao clima escaldante. Ali, a natureza quase precisa de milagres para que o verde consiga se manter em meio à impactante visão lunar de suas terras, porém, como a uva vinífera não é muito chegada a excessos de água nem a solos especialmente férteis, o deserto se tornou mais uma opção dentro da curiosa geografia longilínea do Chile, repleta de extremos secos ou gelados.     O nome do vinho foi inspirado no Salar de Tara, um pedaço do Atacama que está longe do Vale de Huasco, onde se situa o pequeno projeto da Ventisquero, a 22 kms do mar.
Essa ausência de cordilheira também possibilita que a neblina costeira – conhecida como Camanchaca –, característica das manhãs no litoral da região, adentre o vale e amenize a incidência do sol. Nessas circunstâncias extremas, Tara conta, atualmente, com pouco mais de 10 hectares de vinhedos, plantados numa densidade de apenas 400 plantas por hectare e uma produção baixíssima, em média 300 gramas por pé, o que implica na produção ainda muito pequena de cada rótulo, quase experimental.
Como se não bastassem os desafios impostos pela natureza, entre elas os somente 20 mm de chuvas anuais, os participantes do projeto se colocaram ainda mais desafios, como o de produzir vinhos com o mínimo de intervenção possível, tanto no vinhedo como na adega. As primeiras videiras plantadas em Huasco morreram sem cerimônia. O problema é a salinidade no solo, que continua a ser uma questão em curso para a saúde da videira e longevidade. A única máquina usada durante todo processo de produção foi a de colocar as rolhas nos vinhos, o resto foi tudo o mais artesanal possível. Desde a prensa das uvas (com os pés), passando pelas mais de 100 microvinificações, até a elaboração das amostras e dos blends e o enchimento das garrafas na base da mangueirinha, tudo foi artesanalmente elaborado pelos três enólogos: Felipe Tosso, Alejandro Galaz e Sergio Hormazábal, e alguns poucos funcionários. Para se ter ideia, o projeto conta somente com dois funcionários permanentes.
Devido ao clima desértico, a irrigação constante é necessária, mas ocorre que tanto o solo quanto a água da região possuem alta concentração de sal, assim, ao regar as plantas, acabou-se por aniquilar as pequenas videiras pela salinidade extrema, e para solução deste problema foi necessário a consultoria de um expert em irrigação.
● Notas de Degustação: Cor amarelo-citrino opaco, afinal não é filtrado. Os aromas predominantemente minerais e herbáceos se mostram envoltos por notas vegetais, de frutas cítricas e de brancas. No paladar possui bom ataque, com ótima textura e acidez vibrante, que aporta intensidade ao conjunto, tudo num final profundo e persistente, lembrando erva cidreira. Impressiona pela profundidade e mineralidade, num produto de extrema finura. Consegue ter força, estrutura e potência em harmonia com elegância e muita tensão.
● Estimativa de Guarda: Creio que uma guarda recomendada é de 5 anos, mas minha recomendação é bebê-lo de imediato, porque já está pronto e aliás, muito bom.
Notas de Harmonização: ótimo para acompanhar crustáceos, moluscos, peixes e carnes brancas. Servir entre 6 e 8°C.

Onde comprar. Em BH a CANTU é representada por Ana Paula Diniz – Supervisora da Cantu Importadora I Tel.: (31) 98876-0694.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

UAINE NIGHT 26/05 - CASA FIAT DE CULTURA - IMPERDÍVEL !!!



Na Uaine Night não deixamos de lado a nossa missão de valorização da gastronomia mineira, e é por isso que o restaurante da Dona Lucinha vai levar muitas delícias para harmonizar com vinhos do mundo todo. Dia 26 de maio, na Casa Fiat de Cultura. Não perca! A partir das 19h, entrada gratuita, sujeita à lotação. Foto: Barbara Kaucher

quarta-feira, 17 de maio de 2017

UAINE NIGHT 26/05 - IMPERDÍVEL

Uma variedade enorme de rótulos e países, você só vai encontrar na Uaine Night. Dia 26 de maio, a partir das 19h, na Casa Fiat de Cultura. Entrada gratuita, sujeita à lotação. Evite fila, chegue cedo e aproveite o melhor da festa !!!