domingo, 16 de abril de 2017

ASSOLATO NERO D´AVOLA IGT TERRE SICILIANE

● Vinho da Semana 162017 - ● ASSOLATO NERO D´AVOLA IGT TERRE SICILIANE – NICOSIA – ETNA / SICILIA - ITÁLIA – A uva tinta Nero D’Avola é a “uva negra da cidade de Avola”, região italiana localizada na costa sudeste da Sicília. Os vinhos aos quais essa variedade de uva dá origem são geralmente encorpados e possuem coloração escura. A Nero D’Avola é utilizada com grande frequência em blend com as uvas como Cabernet Sauvignon, Syrah, Frappata e Merlot, garantindo maior complexidade de aromas e paladar aos vinhos. Assolato quer dizer ''ensolarado'' em italiano, fazendo alusão ao sol intenso que brilha na Sícila.
Na produção siciliana, a uva Nero D’Avola costuma aparecer em dois estilos vitivinícolas diferentes. No primeiro, os vinhos apresentam caráter rico e sabores que referenciam café e chocolate, provenientes do envelhecimento prolongado em barris de carvalho. Já o segundo estilo, mais elegante, sugere sabores como frutas vermelhas e ervas, uma vez que têm curto período de envelhecimento.
Conhecida também como uva Calabrese, a fruta apresenta elevados níveis de taninos e acentuada acidez, acompanhados de aromas intensos que fazem da casta uma variedade interessante e intrigante.
● Notas de Degustação: De vermelho rubi, aroma rico em frutas vermelhas como cerejas silvestres. Em boca é frutado, equilibrado e persistente. Um vinho com sabores maduros, e uma acidez refrescante e álcool bem equilibrado de corpo relativamente leve.
Feito 100% com a uva Nero D’ Avola, com maceração por 10 dias em temperatura controlada e fermentação malolática feita em tanques de aço inox, assim como todo o processo de envelhecimento.
● Estimativa de Guarda: Melhor beber de vez para aproveitar o estilo frutado do vinho que certamente vai agradar muita gente.
Notas de Harmonização: Massas, carnes vermelhas grelhadas, queijos e frios. Esse tipo de uva dá origem a vinhos que acompanham muito bem pratos com o uso de especiarias, como cascas de laranja, folhas de louro e sálvia. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.

LUPI REALI ABRUZZO PECORINO ORGÂNICO 2015

● Vinho da Semana 162017 - ● LUPI REALI ABRUZZO PECORINO ORGÂNICO 2015 – VALLE REALE - ABRUZZO - ITÁLIA – O ano de 1998 foi especial para a Família Pizzolo, ano este em que eles deram início a uma grande empreitada, restaurando uma vinha velha de Montepulciano d'Abruzzo encontrada em sua propriedade, que tinha sido adquirida alguns anos antes. Isso se deu num vale rodeado por montanhas, não muito longe da cidade de Popoli. Isto eventualmente deu origem ao projeto agrícola e agronômico da Valle Reale, que continua hoje graças a um grupo motivado de pessoas com os mesmos objetivos. Leonardo Pizzolo, acompanha com cuidado o cultivo de pequenos produtores vizinhos à sua propriedade. Uvas orgânicas são selecionadas para produzir vinhos leves e frescos, muito saborosos. Sempre em busca de ao mesmo tempo inovar e recuperar tradições, Leonardo Pizzolo deu início à produção de um novo clássico italiano: Pecorino. Uma variedade quase esquecida do leste italiano, a uva Pecorino foi recuperada na região de Marche e no Abruzzo por sua capacidade de produzir vinhos vibrantes, firmes e que ganham complexidade com o tempo. Lupi Reali Pecorino é um delicioso exemplo desta variedade.
 ● Notas de Degustação: Cor amarela bem clara, num vinho 100% da uva Pecorino, até então uma desconhecida. Aliás, em duas semanas seguidas provei vinhos de uvas que não conhecia e como sempre digo, o mundo do vinho sempre nos reserva boas surpresas. Aromas florais, cítricos e uma nota de abacaxi de massa branca e um toque leve de mineral. No paladar, é seco e levemente encorpado, com final fresco equilibrado. Boa presença de boca e um final prazeroso. Um vinho orgânico sem passagem por madeira.
● Estimativa de Guarda: minha recomendação é bebê-lo de imediato.
Notas de Harmonização: ótimo para acompanhar frutos do mar, peixes de carne branca levemente condimentados, ou simplesmente aperitivar. Vai bem com saladas também. Servir entre 7 e 8°C.

Onde comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.

MALBEC WORLD DAY 2017

● MALBEC WORLD DAY - Wines of Argentina promove a uva querida pelos brasileiros com harmonizações e preços especiais em variadas casas de São Paulo. Festival Duo Malbec World DayCelebrado em 17 de abril, o Dia Mundial do Malbec relembra a trajetória de sucesso dessa variedade na Argentina. A primeira cepa da Malbec chegou ao solo de nossos hermanos em 1853 pelas mãos do francês Michel Aimé Pouget, que atendia ao pedido de Domingo Faustino Sarmiento. Em abril daquele ano, Sarmiento propôs aumentar a produção no país e não tardou para que as parreiras logo se adaptassem ao solo e surpreendessem pela qualidade apresentada nas taças.

Reconhecendo a importância dos Malbec e sua boa aceitação entre os brasileiros, a Wines of Argentina promove um festival em São Paulo de 7 a 30 de abril. Quem for a um dos 12 restaurantes – com 31 unidades na cidade – encontrará preços especiais dos rótulos produzidos com a variedade, harmonizações únicas e ainda conversará com os sommeliers para conhecer mais sobre esta uva, que acompanha diferentes pratos graças à sua versatilidade. É possível degustar bons Malbec de corpo leve, médio ou encorpado, mais complexos e com potencial de guarda, com passagem por barricas, ou ainda vinhos mais frescos e frutados, em resumo, sempre haverá um para acompanhar sua festa. (Fonte -  Prazeres Da Mesa - 14.mar.2017).
 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Reunião de Confraria degustando Vinhos da Oceânia e Redondas

Confraria degustando Vinhos da Oceânia harmonizadas com Pizzas no Centro Culinario Eduardo Maya. Pegadinha com um Sauvignon Blanc para comparar com o da Nova Zelândia. 



segunda-feira, 10 de abril de 2017

BACALHAU, COM VINHO BRANCO OU TINTO?

BACALHAU, COM VINHO BRANCO OU TINTO?


Nesta época do ano o bacalhau entra em alta e invariavelmente volta a pergunta: é melhor com vinho branco ou tinto? E para quem gosta de vinho, a grande verdade é que o prato admite os dois, dependendo da receita ou do gosto pessoal.
No caso desse peixe não existe uma regra em torno do vinho. Alguns apreciam acompanhá-lo com um tinto, como tradicionalmente se faz em Portugal, outros o preferem na companhia de um branco no estilo do Vinho Verde ou com estágio em madeira.
Não existem segredos, nada de sobrepor aromas e sabores! O ideal é escolher Vinhos Brancos encorpados ou Tintos de corpo médio, especialmente os frutados.
Dizem os portugueses que "bacalhau não é peixe nem carne; bacalhau é bacalhau". Por isso, ao escolhermos o vinho para acompanhar os pratos de bacalhau, não podemos aplicar as regras clássicas, devido às suas características exclusivas e porque a escolha depende muito do modo como o bacalhau é preparado.
"Em Portugal é tradicional acompanhar os pratos de bacalhau com vinho tinto. Este "casamento" feliz explica-se pela ação do tipo de sabores frutados presentes nos vinhos tintos que, dando-nos uma sensação gustativa indireta da doçura, amenizam o gosto "oposto" salgado do bacalhau.
 Para receitas mais condimentadas de bacalhau, é também vantajosa a existência dos aromas que se formam durante o envelhecimento em garrafa, que se ligam com outros temperos. (...) vinhos alentejanos de boa estrutura e com um envelhecimento curto em garrafa apresentam estas características."
Outros pratos mais leves, especialmente os que são compostos por legumes onde o bacalhau é moderadamente salgado, podem sem acompanhados por um vinho branco estruturado, como alguns do Dão envelhecidos ou na impossibilidade de um vinho da terrinha, opte por um bom rótulo elaborado com a uva Chardonnay.

♦ RECEITAS TRADICIONAIS - Para os seguidores de receitas tradicionais, que passam de pai para filho, perpetuando o ritual, Bacalhau é... bacalhau!
DUQUE DE VISEU TINTO – Dão - Portugal - Uvas: touriga nacional, jaen, alfrocheiro, tinta Roriz. Rubi brilhante, frutado, macio, taninos médios. Servir de 16°C a 18°C. (Zahil, representada em BH pela Rex-Bibendi)
QUINTA DO ENCONTRO – Bairrada – Portugal - Uva: baga. Equilibrado, frutas silvestres, estruturado e elegante. Servir de 16°C a 18°C. (Winebrands)
FILIPA PATO ENSAIOS TINTO – Bairrada – Portugal - Uva: baga. Equilibrado, frutas silvestres, estruturado e elegante. Servir de 16°C a 18°C. (Casa Flora / Porto a Porto)

♦ PARA RECEITAS RENOVADAS - O bacalhau foi reinventado ao redor do mundo. Existem atualmente variadas alquimias dos sabores de cada povo.
FINCA EL PORTILLO MALBEC – Mendoza – Argentina - Uva: malbec. Vermelho intenso, frutado, eucalipto, tabaco, redondo, taninos macios e envolventes. Servir de 16°C a 18°C. (Zahil, representada em BH pela Rex-Bibendi)

FILIPA PATO ENSAIOS BRANCO – Bairrada – Portugal - Uvas: Bical e Arinto. Equilibrado, frutas brancas, toques minerais, estrutura média e elegante. Servir de 8°C a 10°C. ( Casa Flora / Porto a Porto)

VINHOS E CHOCOLATE – CASAMENTO OU DIVÓRCIO?

Escrevi o artigo VINHOS E CHOCOLATE – CASAMENTO OU DIVÓRCIO?“ - Supermercados e lojas decoradas com ovos de chocolate até o teto. Indícios que a Páscoa está chegando, e mesmo que você não seja um chocólatra é difícil passar incólume à enxurrada de ofertas. Mas a pergunta que muitos amantes de vinho fazem é como unir o chocolate com o vinho. Quem disse que eles não combinam?
Embora de difícil harmonização, a combinação de vinho com chocolate pode resultar em agradáveis surpresas. O que causa toda a dificuldade nessa compatibilização é a textura do chocolate, que tende a grudar no céu da boca dificultando a percepção das características do vinho pelas papilas gustativas. Isso faz com que a sobremesa de chocolate passe por cima do vinho.
Por isso, quando se trata de chocolate, o vinho para acompanhar deve ter um bom corpo e boa untuosidade, além de acidez e álcool para possibilitar a compatibilização e equilibrar a harmonização.
As opções clássicas então ficarão com Vinhos de Sobremesa de mais corpo, como Vinho do Porto, Jerez (no estilo Pedro Ximenez), Banyuls (vinho francês que é considerado a combinação ideal).
Sempre ouvimos dizer que a harmonização de vinhos com doces, em especial chocolates, não é uma tarefa muito fácil. De fato, o cacau, a gordura e o açúcar, acabam se sobrepondo a maioria dos vinhos. E, não é para menos, quando falamos de chocolate, logo imaginamos aquelas barras ou bombons insuportavelmente doces e enjoativos.
v Algumas dicas que podem auxiliar nas harmonizações:
Barras tradicionais de Lindt Excellence 70% Cacau e Hershey´s Especial Dark 60% acompanhadas por um bom e frutado Pinot Noir. Não precisa ser um borgonha caríssimo ou coisas do gênero. O bouquet de boa intensidade com predominância de frutas vermelhas como framboesa e morango, acompanhadas por notas florais e couro; casam muito bem com o cacau.
Para os chocolates “dark” de 80% ou mais de cacau, a maioria dos Pinots começa a “apanhar”. A alternativa é recorrer a vinhos fortificados. Como o Vinho do Porto ou Jerez. Outra combinação é acompanhar, por exemplo, com uma agradável Grappa de Moscato. Também ficará ótimo com uma potente e complexa Grappa di Barolo. Quem apreciar Armagnac e Cognac deve experimentar. Vale a pena!
Em relação as trufas de chocolate vale a clássica e deliciosa combinação com um espumante Asti de qualidade. Dentre os nacionais existem boas opções a base de Moscatel. Procure algum que tenha uma acidez mais elevada, caso contrário o doce sem contraponto da acidez fica muito sem graça.

Como os benefícios à saude do consumo moderado do vinho já foram amplamente propagados, o dos chocolates dark começam a ganhar força. Além dos flavonóides que atuam como antioxidantes, o cacau presente no chocolate contém alcalóides como a Teobromina e a Feniletilamina que estão ligados a elevação dos níveis de serotonina no cérebro, ou seja, com efeitos estimulantes e anti-depressivos elas contribuem com a sensação de bem estar. Ora, não faltam bons motivos para consumir mais vinho e chocolate. E o melhor de tudo, sem aquela sensação de peso na consciência, ou de um divórcio á vista!

APOLLONIO VALLE CUPA SALENTO ROSSO 2007

● Vinho da Semana 152017 - ● APOLLONIO VALLE CUPA SALENTO ROSSO 2007 – PUGLIA - ITÁLIA – Os vinhos do norte da Itália são conhecidos por sua nobreza, tanto que na semana passada comentamos um belo Barolo. São vinhos ricos, complexos, finos e bem elaborados. Mas a Itália nos reserva grandes surpresas.
Para muitos, o sul do país o verdadeiro berço dos vinhos italianos. A região era referida pelos gregos como ENOTRIA, “terra dos vinhos”. Graças a sua posição geográfica, sofreu influências de vários povos e diferentes culturas, entre elas, a grega foi a mais marcante. Apesar de grande parte da produção ainda ser de vinhos de qualidade inferior, alguns produtores tem se destacado no mundo do vinho com seus exemplares dignos de apreciação. As condições para obter vinhos de qualidade são quase ideais nesta região, em termos de clima e de castas de uvas autóctones. A Puglia explora bem suas uvas tintas nativas, entre elas a Negroamaro, a Primitivo e a Malvasia. Entre as internacionais, destaque para a branca Chardonnay.
Entre as vinícolas da Puglia destaco os vinhos Apollonio, que sempre trazem muito prazer para as nossas taças. Muito cuidado é tomado durante a produção e vinificação das variedades de uvas locais para produzir vinhos de estilo único e característico do sul da Itália. A península de Salento tem verões quentes e secos, com noites frias como no deserto, que retardam o processo de amadurecimento e desenvolvem complexidade aromática nas frutas. Massimiliano, o enólogo, usa toda sua experiência para combinar técnicas tradicionais com o melhor das práticas modernas para extrair toda a qualidade das frutas e transporta-las para a garrafa. Seus vinhos são densos, encorpados e marcantes. Não dá para não provar!! Na Puglia, a casta mais cultivada é a Negroamaro, que dá origem a vinhos escuros, com taninos mais vivos, encorpados e mais rústicos. A Primitivo também produz vinhos mais encorpados e densos e com acidez mais equilibrada.
● Notas de Degustação: vinho resultante do corte 50% Negroamaro, 50% Primitivo, amadurecido por 12 meses em barricas francesas e 12 meses na garrafa. Rubi de boa intensidade, quase negro, apresentando lágrimas densas. Tem estilo internacional com aromas potentes, criando um bouquet complexo, expresso em notas frutadas de cerejas, amoras e ameixas, chocolate, eucalipto/mentol, toques de defumado e erva doce. No paladar é encorpado, maduro, um vinho praticamente “mastigável”, franco, de sensação envolvente com um ligeiro final de tostado de carvalho com um toque de baunilha. Rico e opulento, um vinho de forte personalidade. Não estranhe se aparecer algum resíduo, pois o vinho não é filtrado.
● Premiações mais Relevantes: Vins du Monde Paris 2008: medalha de Ouro.
● Estimativa de Guarda: Vinho com estilo clássico de boa guarda. Imagino pelo menos 10 anos. Vale a pena decantar por pelo menos 40 minutos antes de servir. E o melhor, já pode ser bebido com muito prazer.
Notas de Harmonização: ótimo com qualquer tipo de caças, carnes vermelhas grelhadas ou guisados, queijos duros ou picantes. Risotto com speck e cogumelos. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: CASA DO VINHO - End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177 - Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891 - Blog: http://blogdacasadovinho.blogspot.com / Facebook: www.facebook.com/casadovinhobh Site: www.casadovinho.com.br