quinta-feira, 6 de abril de 2017

MELHOR RESTAURANTE DO MUNDO

MELHOR RESTAURANTE DO MUNDO


O restaurante de comida contemporânea nova-iorquino Eleven Madison Park, dirigido pelo chef suíço Daniel Humm, foi eleito o melhor do mundo de 2017 em uma cerimônia realizada em Melbourne, relegando ao segundo lugar o vencedor do ano passado, o italiano Osteria Francescana.
Entre os 10 primeiros da lista dos 50 melhores restaurantes do mundo – prêmios The World’s 50 Best, entregues pela revista Restaurant e considerados o Oscar da gastronomia – há três espanhóis e dois peruanos.
Humm, que foi elogiado pelo seu excelente menu inspirado nas colheitas agrícolas de Nova York e nas tradições culinárias da cidade, disse estar “muito orgulhoso” e “cheio de alegria”.
 “Quando comecei a cozinhar, há 25 anos, nem nos meus sonhos mais loucos teria pensado que me encontraria nesta posição”, acrescentou. “É um momento incrível para ser chef”.
Os restaurantes espanhóis na lista dos dez melhores são o catalão El Celler de Can Roca (Girona), dos irmãos Roca, que ficou em 3º lugar; o Asador Etxebarri (Axpe, Bilbao), liderado por Victor Arguinzoniz, na 6º posição; e Mugaritz (San Sebastián), de Andoni Luis Aduriz, o 9º melhor do mundo.
O dois restaurantes peruanos no Top 10 são o Central (5º), de Virgilio Martínez e o Maido (8º), do chef Mitsuharu ‘Micha’ Tsumura, ambos em Lima.
Também entraram no ranking o francês Mirazur (4º), o tailandês Gaggan (7º) e o austríaco Steirereck (10º).
A França e os Estados Unidos têm seis e cinco restaurantes, respectivamente, no Top 50. Reino Unido, China e Cingapura também estão nesta lista.
O único brasileiro a constar na lista dos 50 melhores foi o D.O.M., de Alex Atala, em 16º lugar. A casa caiu cinco posições em relação ao ano passado. Em 2015, esteve em 9º. A mais alta colocação do restaurante, quarto lugar, foi registrada em 2012.
No Royal Exhibition Building, durante a noite australiana, os premiados foram revelados. Pela segunda vez a cerimônia acontece fora de Londres, cidade que sediou o evento desde 2002 —no ano passado, ocorreu em Nova York.
O prêmio da revista britânica Restaurant é uma compilação de votos eletrônicos de jurados de todo o mundo, chefs, restauranteurs, críticos e "foodies". O "Oscar da gastronomia" dá visibilidade às casas e atrai reservas de clientes. No entanto, é visto com ressalvas por pessoas do ramo, que questionam a influência de apoiadores nos resultados, por exemplo. Em 2015, o 50 Best foi alvo de um abaixo-assinado que pedia que patrocinadores retirassem o apoio ao prêmio, chamado de parcial e machista.
Outras categorias foram anunciadas nesta quarta, como a de restaurante promissor, Disfrutar (Barcelona), o melhor chef pâtissier, o francês Dominique Ansel (NY), de sustentabilidade, ao Septime (Paris), e a escolha dos chefs, prêmio concedido ao peruano Virgilio Martinez (Central).
Também foi entregue o prêmio, anunciado anteriormente, à melhor chef mulher: Ana Ro, da Eslovênia.
Parte da lista já havia sido revelada, em 28/3, pela internet. No trecho entre o 51º e 100º colocados, três brasileiros aparecem: o Olympe (RJ), em 100º lugar, novidade na lista, o Lasai (RJ), em 76º, e o Maní (SP), em 81º.

Confira abaixo a lista completa dos 50 melhores restaurantes do mundo.
No. 1 Eleven Madison Park (EUA)
No. 2 Osteria Francescana (Itália) — primeiro colocado em 2016
No. 3 El Celler de Can Roca (Espanha)
No. 4 Mirazur (França)
No. 5 Central (Peru)
No. 6 Asador Etxebarri (Espanha)
No.7 Gaggan (Tailândia)
No.8 Maido (Peru)
No.9 Mugaritz (Espanha)
No.10 Steirereck (Áustria)
No.11 Blue Hill at Stone Barn (EUA) —a maior subida na lista, de 37o, em 2016
No.12 Arpège (França)
No.13 Alain Ducasse au Plaza Athénée (França)
No.14 Restaurant André (Cingapura)
No.15 Piazza Duomo (Itália)
No.16 D.O.M. (Brasil)
No.17 Le Bernardin (EUA)
No.18 Narisawa (Japão)
No.19 Geranium (Dinamarca)
No.20 Pujol (México)
No.21 Alinea (EUA)
No.22 Quintonil (México)
No.23 White Rabbit (Rússia)
No.24 Amber (China)
No.25 Tickets (Espanha)
No.26 The Clove Club (Inglaterra)
No.27 The Ledbury (Inglaterra)
No.28 Nahm (Tailândia)
No.29 Le Calandre (Itália)
No.30 Arzak (Espanha)
No.31 Alléno Paris au Pavillon Ledoyen (França)
No.32 Attica (Austrália)
No.33 Astrid y Gastón (Peru)
No.34 De Librije (Nova Zelândia)
No.35 Septime (França)
No.36 Dinner by Heston Blumenthal (Inglaterra)
No.37 Saison (EUA)
No.38 Azurmendi (Espanha)
No.39 Relae (Dinamarca)
No.40 Cosme (EUA)
No.41 Ultraviolet by Paul Pairet (China)
No.42 Boragó (Chile)
No.43 Reale (Itália)
No.44 Brae (Austrália)
No.45 Den (Japão)
No.46 L'Astrance (França)
No.47 Vendôme (Alemanha)
No.48 Restaurant Tim Raue (Alemanha)
No.49 Tegui (Argentina)

No.50 Hof Van Cleve (Bélgica)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

VEM AÍ A EXPOVINIS 2017

Vem aí a ExpoVinis 2017

Entre os dias 6 e 8 de junho de 2017, São Paulo (SP) sediará a 21ª edição do ExpoVinis Brasil, considerado o principal encontro de vinhos na América Latina, com mais de 400 marcas expositoras. São tintos, brancos, rosés e espumantes protagonizando três dias de programação intensa para profissionais e apreciadores da bebida: além de degustações, a feira promove rodadas de negócios, palestras e provas especiais, conduzidas por profissionais que são referência no mercado.

Brasil, Chile, Portugal e Argentina são alguns dos países que já confirmaram presença no ExpoVinis, onde vão apresentar suas tendências em consumo e produção. Importantes associações, como o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e aWines of Chile, vão organizar a participação de vinícolas representativas de seus terroirs. O visitante poderá fazer uma verdadeira volta ao mundo do vinho através de suas taças, além de fechar negócios com alguns dos principais players do segmento.

“Estamos preparando um grande evento. O ExpoVinis já se consagrou como o encontro anual do vinho no Brasil, quando reúne expositores e compradores de todo o país, ampliando as possibilidades de negócios e montando um painel do que vem sendo produzido e discutido no setor. Nosso papel fundamental é promover o contato entre empresários, produtores, compradores e consumidor e contribuir com o conhecimento e a informação sobre o segmento através deconteúdos ministrados por grandes profissionais”, resume Clélia Iwaki, diretora da feira, que é organizada pela Informa Exhibitions.

Fórum ExpoVinis

Os dois primeiros dias do ExpoVinis Brasil serão dedicados à discussão de atualidades da produção e comercialização vitivinícola. Para isso, vai trazer o renomado crítico internacional Luis Gutiérrez (foto), que integra o grupo de degustadores da revista The Wine Advocate, assinada por Robert Parker, referência máxima no mundo do vinho.

No dia 6 de junho, terça-feira, Luis Gutiérrez fala sobre o tema ‘Os Rumos da Indústria Mundial dos Vinhos na Era Pós-Robert Parker - Como será a readequação das escalas de pontuação e suas influências no mercado de vinhos no Brasil’. Também serão debatidos por especialistas do mercado os ‘Vinhos Orgânicos e a Produção Biodinâmica’, as ‘Tendências e Perspectivas do Vinho Chileno’ e ‘A Diversidade das Regiões Vitivinícolas Brasileiras’.

Ainda no dia 6, Celito Crivellaro Guerra, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, vai tratar da produção e técnicas de cultivo de uvas nas regiões brasileiras do Vale do São Francisco, Serra da Mantiqueira e Sul de Minas.

Na quarta-feira, dia 7 de junho, o Fórum ExpoVinis será dedicado a importadoras, restaurantes e varejo. Ari Gorenstein, CEO da loja online Evino, abordará o ‘Comércio Eletrônico no Setor de Vinhos e Programas de Fidelização’. Com foco nos restaurantes, ‘Inovação em Composição da Carta de Vinhos – Como grandes Sommeliers compõem suas cartas’ é o tema da palestra dos sommeliers João Pichetti, do restaurante D.O.M., e Thiago Locatelli, do Varanda Grill.

Jorge Lucki, consultor do ExpoVinis Brasil e um dos mais renomados colunistas de vinhos do país, vai falar sobre ‘Harmonizações de vinhos clássicas e ousadas’. Em seguida, a sommelière Gabriela Bigarelli apresenta o tema ‘Melhorando a Relação com as Importadoras – Gerenciamento de preços e impostos’. ‘Tendências em Wine Bar aliadas à Boa Comida’ é a palestra de Rafael Ilan, sócio do Bardega Wine Bar.

O Fórum ExpoVinis será encerrado com as discussões sobre o varejo de vinhos: como trabalhar o vinho em um cenário de instabilidade econômica, diversificação do portfólio, como aumentar a rentabilidade no varejo através da importação direta e a relação de precificação de vinhos importados e nacionais.

A grade completa com os horários e todos os temas será divulgada em breve emwww.expovinis.com.br.


RODADAS DE NEGÓCIOS

O ExpoVinis voltará a cumprir sua missão fundamental de mediar o contato entre compradores e expositores durante as Rodadas de Negócios. Este ano, o objetivo é ampliar o número de compradores convidados para potencialização dos negócios que a feira promove. Em 2016 foram realizadas mais de 300 reuniões com a participação de empresas compradoras das áreas de importação e distribuição, além de lojas especializadas (físicas e e-commerce) e supermercados.


TOP TEN E WINE BLOG HUNTER

Os dez vinhos de destaque no evento serão conhecidos no primeiro dia da feira, quando é divulgado o resultado do aguardado concurso TOP TEN. A prova, realizada há mais de uma década, conta com um júri capitaneado por Jorge Lucki, único membro brasileiro da tradicional Académie Internationale du Vin.

O Wine Blog Hunter também voltará a eleger o Melhor Tinto e o Melhor Branco do evento com preço de até R$ 70,00 (para o consumidor final). A prova é coordenada por Cesar Adames e conta com blogueiros influentes do Brasil, que “caçam” pelos estandes os vinhos que consideram os mais destacados.

O ExpoVinis Brasil acontece no Pavilhão Branco do Expo Center Norte simultaneamente à Fispal Food Service, Fispal Sorvetes e Fispal Café. O objetivo é que o salão internacional do vinho complemente o calendário de feiras voltadas à cadeia produtiva de alimentos e bebidas, apresentando os destaques do promissor mercado vitivinícola aos profissionais já envolvidos na cadeia de food service, ampliando, assim, os intercâmbios que as feiras promovem.


SERVIÇO

ExpoVinis Brasil 2017 | 21º Salão Internacional do Vinho
6 a 8 de junho
Dias 6 e 7, das 13 às 21 horas. Dia 8, das 13 às 20 horas.
O dia 6 é exclusivo para profissionais do setor. Aberto ao consumidor final nos dias 7 e 8 de junho a partir das 17 horas.

Expo Center - Norte Rua José Bernardo Pinto, nº 333, Vila Guilherme / São Paulo

Informações sobre horários do Fórum ExpoVinis, palestras e degustações, acesse: www.expovinis.com.br 

MELHOR ESPUMANTE GUIA DESCORCHADOS 2017


UMA REFLEXÃO SOBRE A GULA COMO PECADO

 UMA REFLEXÃO SOBRE A GULA COMO PECADO ” – Se há um pecado que interessa a quem gosta de comer ou beber, o da Gula é o objeto destas reflexões. Não podemos esquecer que a religião sempre teve o papel “regulador” dos vícios e da sociedade, a fim de organizar e doutrinar segundo sua perspectiva em cada época da evolução da humanidade.
Os hábitos por trás do alimento são questionados desde a Grécia Antiga. Para a doutrina Católica, alimentar-se é um ato normativo humano em que a única função é manter o corpo saudável, o excesso através da comida, bem como o prazer, são o resultado estimulado pelo pecado da Gula.
A palavra Gula, derivada de “goela” em latim, surge para frear o apetite desregrado, principalmente da nobreza abastada, mesmo na antiguidade, uma vez que entende-se por gula, não só o ato de comer, mas também o de beber, e (ou) de se embriagar-se, opondo ao ideal de moderação, ou o que Aristóteles consideraria como a virtude da temperança.
Então, porque a Igreja se incomodaria tanto com o fato do comer em demasia? Não seria algo prejudicial inteiramente do indivíduo que o comete?
A Igreja entende que a gula torna-se responsável por pecados bem mais graves, tal como o acaloramento dos sentidos que conduz o ser humano para a luxúria, uma vez que o excesso de carnes (principalmente) e molhos picantes, excitaria o corpo e o espírito levando quem come muito ou bebe de forma exagerada a cometer atos muito além da sua racionalidade.
Até mesmo a preguiça como consequência, era e é mal vista, uma vez que o comer demasiadamente causaria uma languidez dos sentidos e uma ociosidade, outrora condenada. Assim era imposto um regime rigoroso afim de evitar qualquer tipo de ameaça advinda da gula aos homens que viveram sob as regras da religião. Principalmente na Idade Média, Moderna e ainda início da Idade Contemporânea, a gula foi um pecado altamente condenável, em que se buscava criar um limite tênue entre o excesso e o bem comer.
Da origem da palavra gula, advém três subsequentes significados, que durante a história, acabam por designar coisas diferentes: Glutão, Gourmet, Gourmand, que são três acepções discordantes para uma mesma palavra. No Ocidente, gula remete a três sentidos correspondentes, durante três momentos históricos diferentes. O sentido mais antigo, de Glutão, designa os grandes comedores e os grandes bebedores, bem como todos os excessos representados pela palavra em latim goela, já Gourmand, seria o amante da boa mesa, e Gourmet, caracteriza-se pelo paladar refinado e por algum conhecimento sobre gastronomia.
Progressivamente nos séculos XVII e XVIII, que imporá o termo francês Gourmet, logo no auge do século XIX, já temos o conceito da “boa gula” formado e de certa maneira fomentado pela própria Igreja.

A visão dogmatizadora, dominadora e punitiva vinda por parte da Igreja, a qual utiliza de sua doutrina para “controlar” segmentos sociais e a redenção dos personagens que conseguem enfrentar o medo já arraigado em seu imaginário e vivenciam um momento único de compartilhamento, em que o alimento se torna a comida que alimenta o corpo e o espírito, criando um conceito nouveau e quebrando o estigma carregado pelo simples fato de comer bem deixando de lado rixas, problemas e a própria conduta religiosa para simplesmente saborear o bem comer, o trocar ideias, o experimentar. Aliás, “Não há pecado afora a estupidez” (Oscar Wilde)

BAROLO PIO CESARE 2009 – PIEMONTE – ITÁLIA

● Vinho da Semana 142017 - ● BAROLO PIO CESARE 2009 – PIEMONTE – ITÁLIA – A Pio Cesare é uma das casa mais reconhecidas como produtora de Barolos de grande classe. A Pio Cesare foi fundada em 1881 por Cesare Pio (nome de César e sobrenome de Pio), que foi um dos primeiros na segunda metade de 1800, a acreditar no grande potencial do Barolo, Barbaresco e outros grandes vinhos do Langhe. Foi um dos primeiros a produzi-los e torná-los conhecidos. Ele foi um empreendedor muito bem sucedido e foi inspirado para produzir uma quantidade pequena e seleta de vinhos das colinas de Barolo e Barbaresco para si mesmo, sua família, amigos e clientes. Cesare Pio dedicou-se ao terroir da região do Piemonte e à produção de vinhos da mais alta qualidade.
            Seu espírito empreendedor o encorajou a viajar pela Europa no início do século XX para divulgar e promover os vinhos de Pio Cesare. Seu filho, Giuseppe Pio, a segunda geração, encontrou com uma adega próspera na virada do século. Ele manteve a paixão de seu pai e investiu na expansão das adegas e do comércio, fazendo da Pio Cesare uma marca de referência para os vinhos da região.
            Em 1940, a única filha de Giuseppe Pio, Rosy, casou-se com Giuseppe Boffa, um jovem e conhecido engenheiro de Alba, que na época administrava uma grande empresa em Milão. Em seguida, a Itália começou a lutar durante a Segunda Guerra Mundial, e Giuseppe Boffa decidiu deixar o seu emprego em Milão para dedicar-se à vinícola Pio Cesare.
Após 5 gerações, os vinhos são vinificados nas próprias adegas em Alba, que recebeu recentemente um trabalho de renovação maciça, com grandes investimentos em tecnologias para permitir explorar a importância cada vez maior do patrimônio histórico e arquitetônico das instalações da Pio Cesare, que são os únicos produtores instalados no centro histórico da cidade. A vinícola possui cerca de 70 hectares de vinhedos com grandes exposições nas regiões mais valorizadas do Piemonte. A localização dos vinhedos em uma variedade de áreas não foi escolhida aleatoriamente; foi determinada pela forte convicção de misturar as diferentes características de cada vinha e região, a fim de produzir vinhos que representam os estilos de cada denominação terroir como um todo, em vez de locais individuais.
Este foi o método clássico de produção do Barolo, do Barbaresco e dos outros vinhos clássicos no final do século XIX, e continua a ser a filosofia da vinícola, hoje e no futuro.
● Notas de Degustação: Rubi de média intensidade, típica da Nebbiolo já com alguns anos de guarda. O nariz mostra aromas de frutas vermelhas e negras, com destaque para a cereja, com notas de alcaçuz, especiarias como pimenta-do-reino, e toque de couro. No paladar é intenso, concentrado, potente no ataque, com taninos marcantes, mas já afinados, ótima acidez, equilibrado e com prazeroso e persistente final. O vinho é amadurecido por 36 meses em carvalho, sendo 30% em barricas bordalesas e 70% em "botti", barris de 2000 a 5000 litros de carvalho francês de Allier de vários anos de uso.
● Premiações mais Relevantes: ROBERT PARKER: 92 Pontos JAMES SUCKLING: 95 Pontos WINE SPECTATOR: 92 Pontos WINE ENTHUSIAST: 90 Pontos JANCIS ROBINSON: 16 Pontos em 20 VINOUS-ANTONIO GALLONI: 90 Pontos
● Estimativa de Guarda: Vinho com estilo clássico de Barolos, com guarda prevista por mais de 20 anos. Vale a pena decantar por pelo menos 40 minutos antes de servir. E já pode ser bebido com muito prazer.
Notas de Harmonização: Risotto ao ragù de pato selvagem. Agnolotti de carnes diversas assadas e braseadas, ao rotie de vitela. Lasanha trufada de codorna. Risotto com speck e cogumelos. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG

GRAN FEUDO ROSADO 2017 – NAVARRA – ESPANHA

● Vinho da Semana 142017 - ● GRAN FEUDO ROSADO 2017 – NAVARRA – ESPANHA -  Gran Feudo é um dos nomes de maior sucesso no vinho espanhol. Esta famosa bodega pertence ao grupo Julian Chivite, cuja tradição em produção de vinhos de alta qualidade remonta ao século XVII. A bodega foi fundada em 1647 na região demarcada de Navarra e que tem ampliado suas atividades para outras regiões espanholas, como Rioja, Rueda e Ribera del Duero. A bodega atual onde são produzidos os vinhos Gran Feudo foi construída por Claudio Chivite em 1872, em Cintruénigo, no coração da D.O. Navarra vinícola, que faz fronteira com a Rioja Baja. São vinhos de extraordinária relação qualidade e preço e muita tradição.
            O prestígio e a qualidade dos vinhos da família Chivite perdura por mais de 4 séculos, reconhecidos tanto na Espanha quanto internacionalmente. Gran Freudo tem produzido vinhos no norte da Espanha bastante apreciados pela crítica especializada.
            O Gran Feudo Rosado é um clássico, o mais famoso e consagrado vinho rosado da Espanha, merecedor de inúmeros prêmios e combinação perfeita para paella e tapas (pesticos da Espanha). O exemplar é seco, fresco e delicado, produzido com a uva Garnacha, que faz jus à fama da região de Navarra pela elaboração dos melhores vinhos rosés espanhóis. Segundo Robert Parker, “é um rosado ‘vibrante’”.
            Os vinhos tintos também são excelentes e premiados, sendo que o Reserva foi eleito recentemente pela revista Decanter como uma das melhores relações qualidade e preço de todo o mundo, classificado como “outstanding” e com “um palato de estrutura elegante e notas doces e de especiarias no final de boca”.
● Notas de Degustação: Rosado intenso, vivo, cristalino. Aromas delicados e frescos de frutas vermelhas recém colhidas, principalmente morangos e cerejas, que são tão sedutores que fazem a boca salivar antes de coloca-lo na boca. No paladar é seco e fresco, taninos macios, delicado e com uma deliciosa persistência dos sabores frutados. Amplo, com boa fruta e acidez marcante. O final tem boa persistência, marcado pelo frutado delicado e por notas minerais também. Álcool sem incomodar em nenhum instante. Leve mas com boa presença em boca. O vinho é 100% Garnacha.
● Estimativa de Guarda: Melhor beber de vez para aproveitar o estilo frutado do vinho.
Notas de Harmonização: Harmonizou muito bem com bolinhos de bacalhau e uma torta de frango. Em ambos os casos deixou a boca limpa, demonstrando vocação gastronômica para acompanhar pratos mesmo com sabores um pouco mais fortes, mas não há dúvida que o mlehor casamento será com uma típica paella. Servir entre 8 e 10°C.

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

THE WOLFTRAP ROSÉ 2014 – FRANKSCHHOEK – AFRICA DO SUL

● Vinho da Semana 142017 - ● THE WOLFTRAP ROSÉ 2014 – FRANKSCHHOEK – AFRICA DO SUL Localizado no canto mais distante da charmosa região de Franschhoek, de origem francesa, a vinícola Boekenhoutskloof foi criada em 1776 e produz alguns dos mais fantásticos e estilosos vinhos da África do Sul. O nome é inspirado em uma árvore nativa, muito valorizada por conta da fabricação de móveis com sua madeira.
Em 1993, a fazenda foi comprada e restaurada. Um novo programa de plantio de vinha foi estabelecido e entre as novas inclusões no cultivo destacam-se a as uvas Syrah, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Grenache, Semillon e Viognier.
            Para Robert Parker, a Boekenhoutskloof é a melhor produtora do país, já que concedeu sua maior nota (93 pontos) para o Boekenhoutskloof Syrah, também um dos preferidos de Jancis Robinson. Ele é um “cruzamento entre o foco e precisão dos Côte-Rôtie e o poder e profundidade dos Hermitage.
            O vinho é produzido pelo método conhecido como saignée ou sangramento que colore o mosto das uvas antes da fermentação, feita com leveduras selecionadas. No corte a Cinsault, acrescenta perfume no nariz e frescura da fruta para o paladar. O uso da Grenache Noir contribue para o caráter de baga vermelha abundante do vinho. A mistura é feita em tanques de aço inoxidável fermentando a frio antes da filtração e engarrafamento.
● Notas de Degustação: Com uma coloração rosada intensa e muitos aromas de frutas vermelhas como o morango, este agradável rosé é uma excelente companhia para os mais diversos pratos ou simplesmente aperitivar. Fresco e aromático, apresenta boa presença de boca e um final longo e prazeroso. Produzido a partir de um corte Syrah, Cinsault e Grenache fermentado em inox com temperatura controlada, o vinho não passa por madeira para manter seu caráter fresco e frutado.
● Estimativa de Guarda: minha recomendação é bebê-lo de imediato.
Notas de Harmonização: ótimo para acompanhar frutos do mar, peixes como salmão, ou simplesmente aperitivar. Vai bem com cozinha asiática, especialmente a tailandesa. Servir entre 8 e 10°C.

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100