segunda-feira, 3 de abril de 2017

THE WOLFTRAP ROSÉ 2014 – FRANKSCHHOEK – AFRICA DO SUL

● Vinho da Semana 142017 - ● THE WOLFTRAP ROSÉ 2014 – FRANKSCHHOEK – AFRICA DO SUL Localizado no canto mais distante da charmosa região de Franschhoek, de origem francesa, a vinícola Boekenhoutskloof foi criada em 1776 e produz alguns dos mais fantásticos e estilosos vinhos da África do Sul. O nome é inspirado em uma árvore nativa, muito valorizada por conta da fabricação de móveis com sua madeira.
Em 1993, a fazenda foi comprada e restaurada. Um novo programa de plantio de vinha foi estabelecido e entre as novas inclusões no cultivo destacam-se a as uvas Syrah, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Grenache, Semillon e Viognier.
            Para Robert Parker, a Boekenhoutskloof é a melhor produtora do país, já que concedeu sua maior nota (93 pontos) para o Boekenhoutskloof Syrah, também um dos preferidos de Jancis Robinson. Ele é um “cruzamento entre o foco e precisão dos Côte-Rôtie e o poder e profundidade dos Hermitage.
            O vinho é produzido pelo método conhecido como saignée ou sangramento que colore o mosto das uvas antes da fermentação, feita com leveduras selecionadas. No corte a Cinsault, acrescenta perfume no nariz e frescura da fruta para o paladar. O uso da Grenache Noir contribue para o caráter de baga vermelha abundante do vinho. A mistura é feita em tanques de aço inoxidável fermentando a frio antes da filtração e engarrafamento.
● Notas de Degustação: Com uma coloração rosada intensa e muitos aromas de frutas vermelhas como o morango, este agradável rosé é uma excelente companhia para os mais diversos pratos ou simplesmente aperitivar. Fresco e aromático, apresenta boa presença de boca e um final longo e prazeroso. Produzido a partir de um corte Syrah, Cinsault e Grenache fermentado em inox com temperatura controlada, o vinho não passa por madeira para manter seu caráter fresco e frutado.
● Estimativa de Guarda: minha recomendação é bebê-lo de imediato.
Notas de Harmonização: ótimo para acompanhar frutos do mar, peixes como salmão, ou simplesmente aperitivar. Vai bem com cozinha asiática, especialmente a tailandesa. Servir entre 8 e 10°C.

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

segunda-feira, 27 de março de 2017

AQUECENDO SUA TAÇA PARA O OUTONO-INVERNO

AQUECENDO SUA TAÇA PARA O OUTONO-INVERNO  ” - Com a chegada das primeiras brisas frias do outono, prenunciando os sopros de inverno, o interesse das pessoas pelo vinho aumenta, e o consumo da bebida decola. Parece ser a época mais propícia para o consumo do vinho, mas na realidade, vinho é bebido durante todo o ano nas regiões produtoras mundo afora.
Caldos quentes são bom começo para as refeições e podem ser harmonizados com vinhos. Para legumes a opção segura pode ser um bom Sauvignon Blanc ou Chardonnay. Para caldos de carnes conforme a textura e condimentos as opções podem variar de um rosé a um tinto mais leve criado a partir da Malbec ou Merlot.
No entanto, nenhum prato combina mais com a estação do outono do que massas suculentas e risotos degustados com uma boa taça de vinho. Trigo, Vinho e Azeite estão ligados à história da nossa civilização desde os tempos mais antigos, criando uma aliança unindo as regiões onde surgiram. Afinal uva e trigo são símbolos de fartura, boas colheitas, conquistas e comemorações.
A regra “massa e um tinto” é restrita. Não permite a criatividade que procuramos dar á arte e cultura do vinho e comida. É importante avaliar e conhecer os ingredientes, as texturas, carnes, temperos e então selecionar o vinho mais adequado.
Quando falamos em massas, o molho é fundamental para a escolha do vinho. Para molhos com base em tomate fresco e ervas, mais leve, um Sauvignon Blanc ou Vinho Verde serão perfeitos. Para frutos do mar, carne de siri, camarão ou mariscos, o ideal é degustar um Chardonnay, Viogner ou Riesling, com boa fruta e corpo compatível. Um espumante brut ou rosé serão boas opções também.
No entanto, quando o assunto é Pesto, com base em azeite de oliva, pinholes ou nozes e manjericão, o vinho deverá ter corpo e frescor. Um Chardonnay jovem, com madeira equilibrada e bem integrada será uma excelente opção, pois os toques de maçãs verdes, frutas secas, tostado, amêndoas e oliva casam bem o vinho com o molho.
Molhos de funghi são versáteis, podendo ser harmonizados com um branco encorpado, ou um tinto com taninos macios. Quando a massa estiver acompanhada de um filé, um vinho tinto de bom corpo será uma opção ideal.
Para o molho Carbonara, de sabor forte pelos temperos, untuoso pela presença do bacon e de difícil harmonização pelo sabor do ovo, o Merlot é a sugestão.
Massas recheadas com abobrinha ou ricota por si só pedem vinhos brancos de Semillon ou Chardonnay; com molhos brancos mais fortes ou vermelhos, um tinto como Pinot Noir poderá ficar ótimo. Se o molho tiver mais temperos, prefira vinhos com mais corpo.
Para massas com molho de queijo, a intensidade de cada um deles será levada em conta para a escolha do vinho; a opção mais segura será tintos como um bom Malbec ou Cabernet Sauvignon. Caso, além do queijo, tenha um toque de noz moscada, peça um Syrah: os toques de chocolate e especiarias se exaltam e harmonizam bem com as especiarias da uva. Com a chegada do inverno mesmo, o consumo de vinhos no Brasil chega a dobrar. Mesmo os mais apaixonados por saborear uma cerveja bem gelada, daquelas que, com certeza, recebem tratamento vip nos principais bares e restaurantes da cidade, não resistem à sedução de saborear um bom vinho durante esta estação. Muitos até não conseguem se segurar e dão seguimento a este impulso a qualquer sinal de climas mais amenos que já sinalizam para o tempo mais frio. Isso tudo, garantem os comerciantes do setor, faz até dobrar o consumo da bebida.
O gosto popular do brasileiro que está iniciando-se no vinho induz tomar vinhos um pouco mais suaves, mas os melhores são os vinhos secos: "tem até um bom percentual de vinhos importados que, agora estão mais acessíveis e com R$ 50 dá para tomar um bom vinho argentino, chileno e até europeu".

As uvas e vinhos sugeridos continuam os mesmos, mas os pratos para o inverno normalmente são mais condimentados, mais untuosos, ensopados, escaldados, acompanhados de molhos suculentos e aquecem quem os comem. Aproveite a estação para degustar, apreciar e harmonizar as massas e carnes com os vinhos e anote as melhores combinações. Crie jantares divertidos, saborosos e lembre-se de ter moderação, com o álcool e as calorias.

CLOS DE LOS SIETE 2013 – VALE DO UCO – MENDOZA - ARGENTINA

● Vinho da Semana 132017 - ● CLOS DE LOS SIETE 2013 – VALE DO UCO – MENDOZA - ARGENTINA – Michel Rolland é o tipo de homem que não precisa de apresentação, é um dos consultores de vinhos mais famosos na indústria vitivinícola e produz vinho para várias das mais prestigiadas vinícolas do mundo inteiro. Embora tenha elaborado vinho na maioria dos países, ele só escolhe alguns lugares para fazer o seu próprio rótulo, e Mendoza é um deles.
Depois de percorrer todas as regiões da Argentina, em 1998, Michel Rolland viu o grande potencial de Mendoza e iniciou um projeto chamado Clos de los Siete em um grande vinhedo no Valle de Uco. Convidou alguns amigos franceses especializados em vinificação e começaram a produzir seus próprios vinhos.
Sua vinícola (Bodega Rolland) é uma prática construção em forma de cubo, com moderna tecnologia. É o tipo de vinícola que a maioria dos enólogos sonha ter, por seu excelente design e funcionalidade na vinificação. Além de fazer o seu vinho, a cada ano elabora também um blend, usando os vinhos dos outros produtores franceses do projeto. Vale a pena degustar o seu Mariflor Sauvignon Blanc, que é uma expressão única deste varietal branco do Valle de Uco e o espetacular Miraflor Pinot Noir, que apesar de 15% de álcool se mostra fresco e frutado.
● Notas de Degustação: Rubi intenso, com aromas de frutas negras maduras, com destaque para a ameixa, com notas de pimenta-do-reino, mentol, tabaco, baunilha e toque mineral. No paladar é intenso, encorpado, potente, com taninos macios e maduros, equilibrado e com prazeroso longo final. O vinho é um blend de Malbec (53%), Merlot (23%), Cabernet Sauvignon (12%), Syrah (8%) e Petit Verdot (45). Finalizado o corte o vinho passa 11 meses por barricas de carvalho francês, divididas igualmente entre barricas novas, com um ano de uso e com dois anos de uso. Quando isso acontece é interessante, porque o enólogo deseja que a interferência do carvalho não seja tão intensa e aporte elegância ao vinho.
● Estimativa de Guarda: Vinho com estilo de Novo Mundo, frutado e potente, com boa passagem por madeira, muito interessante, capaz de evoluir com mais alguns anos de guarda. Minha recomendação é bebê-lo de imediato, mas a guarda por até 10 anos a partir da safra é indicação segura do produtor. Vale a pena decantar por 30 minutos antes de servir.
Notas de Harmonização: carnes vermelhas grelhadas ou assadas, costeletas, massas acompanhadas de molhos. Costela na brasa, risoto ao ragu de cordeiro, risoto de funghi, ravióli de pato na manteiga e sálvia, picanha invertida, queijos maduros. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Importado pela WINE.

SANTA EMA GRAN RESERVA MERLOT 2009 VALLE DEL MAIPO - CHILE

● Vinho da Semana 132017 - ● SANTA EMA GRAN RESERVA MERLOT 2009 VALLE DEL MAIPO - CHILE A Santa Ema é uma vinícola familiar das mais representativas do Chile com quase 60 anos produzindo vinhos de alta qualidade no Vale do Maipo, do qual é uma reconhecida embaixadora internacional. Seus vinhos foram premiados em diversas ocasiões com importantes medalhas nos concursos mais relevantes do mundo. Contudo, a distinção mais importante para a Santa Ema é a fiel preferência de seus consumidores no Chile e fora do País, que valorizam o ofício e a paixão de três gerações dedicadas à fiel e permanente produção de vinhos de qualidade.
É um produtor de vanguarda no Vale do Maipo, cultivando os melhores terroirs das três regiões mais representativas deste vale chileno, produzindo assim os melhores e mais premiados vinhos da cordilheira do mar. Além disso, conta com uma imponente, moderna e bela Adega no Maipo médio, El Peral, onde os vinhos são vinificados, guardados e engarrafados
A história da Santa Ema começa em 1917, quando Pedro Pavone Voglino deixou sua terra natal (Piemonte, Itália) para empreender uma longa viagem ao Novo Mundo. Foi seu instinto pioneiro que o trouxe para o Chile e que o permitiu conhecer as bondades do Vale do Maipo. Encantado com a paisagem da zona e suas características particulares para a produção de vinhos, decidiu firmar raízes.
Em 1931 adquiriu os terrenos que se transformariam no que hoje é a Vinícola Santa Ema, e assim começou a produzir uvas para vinificação, que por sua qualidade seriam vendidas a conhecidas vinícolas chilenas. Em 1956 começou a produzir e comercializar vinhos engarrafados, que são reconhecidos pela indústria e pelos consumidores até o dia de hoje. Sempre elaborando vinhos na região do Maipo e buscando os melhores Terroir da região, desde a Cordilheira até o Oceano Pacífico.
No ano de 1986 os primeiros vinhos foram exportados, sendo o Brasil o primeiro mercado externo para a Vinícola. Atualmente os vinhos Santa Ema são exportados para os principais países da América, Europa e Ásia. Durante 2003 foi inaugurada a moderna planta de vinificação, a adega ‘El Peral’, localizada no coração da Ilha de Maipo, e que conta com a mais alta tecnologia disponível para a produção de vinhos de qualidade.
Santa Ema é uma vinícola familiar, que está na 3ª geração, quase que concentrada toda em áreas no Valle Del Maipo-Chapoal e Peumo. As videiras em média têm de 22 anos (Carmenère) 47 anos (Merlot e Cab Sauvignon e Cab Franc) e 127 anos(Carignan), para esta gama usam barricas francesas de 1º uso, mas mesclam as tanoarias. Rendimentos de 6 ton/ há com mais ou menos de 4 a 5 mil plantas por ha.
Os vinhedos se encontram nas ribeiras do rio Maipo, onde o terroir se manifesta com toda sua expressão, em uma das regiões vitivinícolas mais clássicas e antigas do Chile. As uvas colhidas foram prensadas e maceradas a frio durante 3 dias, e logo fermentadas durante 8 dias a 26ºC, com 6 dias de maceração pós-fermentativa. Após a fermentação malolática, o vinho estagiou 100% em barris de carvalho francês e americano durante 8-10 meses a fim de ganhar mais complexidade e estrutura.
● Notas de Degustação: Surpreendente merlot produzido pela vinícola Santa Ema, que passa por 10 meses em carvalho. A primeira coisa que chama atenção é o aroma muito agradável, potente e maduro, de baunilha combinada com frutas vermelhas e negras como amoras e ameixas, toque de baunilha, caramelo, chocolate e folhas secas. No paladar tem boa intensidade, macio e delicado. Os taninos são suaves, macios e agradáveis. A fruta madura tem bom balanço com as notas de chá preto, com boa textura, acidez refrescante e boa persistência. Um vinho de perfil gastronômico, que vai muito bem acompanhando comida.
● Reconhecimentos e Prêmios Internacionais: 89 pontos – Vinous Junho 2015 / Recomendado – IWC “International Wine Challenge” 2015 / Medalha de Bronze – Annual Wines of Chile Awards 2014, safra 2012 / 90 pontos – Guia de Mesa de Degustação LA CAV 2015, safra 2012 / Revista ADEGA 89 Pontos (2013). 90RP (2012).
● Estimativa de Guarda: minha recomendação é bebê-lo de imediato. Para safras mais recentes creio que a guarda até 6 anos a partir da safra é indicação segura.
Notas de Harmonização: ótimo para pernil de cordeiro assado com ervas, carnes brancas, legumes cozidos no vapor ou salteados em azeite, pratos com carne de caça (javali, pato e cordeiro) ou carne bovina, massas ao molho vermelho, queijos semiduros e duros (cheddar, gouda, gruyère, grana padano). Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Importado pela Adega Alentejana. Em BH – DELIKATESSENS E SUPERMERCADOS.

quinta-feira, 23 de março de 2017

SARGAS JAZZ RECEBE BANDA TRIVIAL

Sargas Jazz recebe banda Trivial

Restaurante do Hotel Mercure BH Lourdes apresenta trio de músicos que passeia por grandes standarts do Jazz e da música brasileira, quinta, dia 30/03

Belo Horizonte (MG), março, 2017 – O Sargas Restaurante (Av. do Contorno, 7325 – Lourdes) (www.sargasrestaurante.com.br), no Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes, recebe na próxima quinta-feira, dia 30/03, o Trivial (facebook.com/trivialtrio). O show faz parte do projeto Sargas Jazz, que tem quinzenalmente noites dedicadas ao Jazz, com músicos convidados. O Trivial é formado por Augusto Cordeiro (violão), Paulo Fróis (bateria) e Pedro Gomes (baixo). No repertório, grandes standarts do Jazz e da música brasileira. 

Sargas Jazz
Sargas Restaurante, do Hotel Mercure BH Lourdes, apresenta trio de músicos que passeia por grandes standarts do Jazz e da música brasileira, quinta, dia 30/03

Sargas Jazz 
“A ideia é criar um ambiente agradável unindo boa música, vinhos e gastronomia de qualidade”, conta o gerente do Sargas, Luis Veríssimo. O menu é aberto. Como petiscos, por exemplo, tem o tapas de presunto cru, pimentão vermelho grelhado, mel e hortelã (R$ 24,00) ou almôndegas de cordeiro e molho tzatziki (R$ 28,00). Como pratos principais, algumas das sugestões são o carré de cordeiro, mousseline de moranga com sálvia, molho de jabuticaba e couve salteada (R$ 78,00), o prato vegano com espaguete de pupunha, shitake, tomate, rabanete, brócolis, molho de leite de coco e folhas mineiras (R$ 45,00), ou o bife chorizzo com batata assada recheada com creme de queijo canastra, shimeji e acelga (R$ 58,00). O couvert artístico por pessoa é R$ 15,00.

Sargas Restaurante - Foto: Paulo Cunha / Outra Visao
A ideia do Sargas Jazz é criar um ambiente agradável unindo boa música, vinhos e gastronomia de qualidade na capital mineira - Foto: Paulo Cunha / Outra Visão 

O Sargas Jazz é aberto. “É mais uma ação para aproximar o hotel do público belo-horizontino, para acolher os moradores daqui e mostrar que toda a nossa excelente estrutura não é apenas para os hóspedes do hotel”, ressalta Luis. “Estas noites de jazz são para tornar a experiência ainda mais agradável, única, inesquecível”, completa.

Sargas Jazz com Trivial
 Data: 30/03, quinta-feira
 Horário: 19h30 às 23h
 Local: Sargas Restaurante, no Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes
 Endereço: Av. do Contorno, 7325 – Loudes
 Couvert: R$ 15,00

Sobre o Sargas Restaurante 
Inaugurado em 2001, o Sargas Restaurante passou por ampla reforma no ano passado, que envolveu troca de cardápios e carta de vinhos, e nova decoração do ambiente. Localizado num dos hotéis mais renomados da cidade, o Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes, o Sargas tem ambiente climatizado, estacionamento e manobrista.

No menu, há cores, produtos orgânicos, ervas e especiarias, além de uma apresentação surpreendente. Os pratos favorecem a qualidade dos produtos, os alimentos saudáveis, respeitam os ingredientes que trazem o frescor vegetal, além de valorizar os produtos mineiros. Para almoço, opções do menu executivo, de domingo à sexta, que variam de R$ 28,00 a R$ 45,00. Para o jantar, há entradas, tapas e pratos mais elaborados, como bacalhau, cordeiro, camarões, por exemplo. Aos sábados, a tradicional feijoada é a opção do almoço, há dez anos fazendo sucesso e obtendo reconhecimento do público.

Sargas Restaurante - Foto: Paulo Cunha / Outra Visao
O show faz parte do projeto Sargas Jazz, que tem quinzenalmente noites dedicadas ao Jazz, com músicos convidados - Foto: Paulo Cunha / Outra Visão

Trivial
O Trivial reúne três jovens instrumentistas de Belo Horizonte (MG) que representam uma bela realidade da música brasileira atual, com o vigor de uma geração de músicos que se despontam como excelentes profissionais e virtuosos pesquisadores dessa arte. São eles: Augusto Cordeiro (violão), Paulo Fróis (bateria), vencedor do concurso Jovem Instrumentista BDMG 2014, e Pedro Gomes (baixo), vencedor do Concurso Jovem Instrumentista BDMG 2013.

Trivial Trio - Foto: Thelmo Lins
O Trivial reúne três jovens instrumentistas de Belo Horizonte (MG): Augusto Cordeiro (violão), Pedro Gomes (baixo), vencedor do Concurso Jovem Instrumentista BDMG 2013, e Paulo Fróis (bateria), vencedor do concurso Jovem Instrumentista BDMG 2014 - Foto: Thelmo Lins

Muito atuante em Belo Horizonte, Trivial já se apresentou em diversos palcos importantes da cidade, e foi finalista do concurso Novos Talentos do Jazz 2016, realizado pelo Savassi Jazz Festival, no qual recebeu menção honrosa. O repertório é de grandes standarts do Jazz e da música brasileira. 

segunda-feira, 20 de março de 2017

COMPARANDO AS NOTAS DE VINHOS POR SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DIFERENTES

COMPARANDO AS NOTAS DE VINHOS POR SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DIFERENTES” - Algo interessante que observo nas orientações de confrarias que faço atualmente, realizadas com degustações às cegas, é que os confrades procuram rapidamente confirmar as notas atribuídas por eles aos vinhos, comparadas as notas dadas pelos críticos ou jornalistas especializados para os mesmos vinhos degustados, ou então vão direto ao Vivino checar a classificação do vinho.
Há imediatas exclamações do tipo: -“ Puxa o vinho que eu mais gostei só tem 85 pontos!”; ou então –“ O vinho que eu menos gostei teve 92 pontos do Parker!”.
Já escrevi em artigos anteriores explicando que reduzir a qualidade de um vinho a uma nota, ou um número apenas, é algo que nem sempre leva o amante de vinho, ou o iniciante, a beber o mesmo vinho e gostar dele. Além da questão da formação do paladar, aprofundamento dos conhecimentos sobre vinho que são pessoais, há muito mais a entender, ainda mais quando as escalas de notas ou critérios são os mais variados e subjetivos.
Não há dúvidas que pela influência que Robert Parker tem no mundo do vinho a escala mais usada no Brasil é a pontuação de 0 a 100 pontos, que na realidade avalia vinhos no intervalo de 50 a 100 pontos. Mas não podemos esquecer que indiretamente, Parker criou um outro conceito no mercado, o lojista não consegue vender vinho com pontuação abaixo de 85 pontos. Por outro lado, será difícil encontrar vinhos com pontuação na casa dos 95 pontos com preços acessíveis.
O curioso é que na época da escola, a média para passar de ano era o mínimo de 70 pontos. Ou seja, estávamos criando uma geração de medíocres, ou com formação deficiente?
A escala centesimal talvez seja mais fácil de ser compreendida pelo público em geral, mas a verdade é que é difícil compreender a diferença entre um vinho de 93 e 94 pontos. E tudo se complica mais ainda, quando lidamos com a escala de 0 a 20 pontos, cada vez mais popular por conta da influência de publicações de Jancis Robinson, Revista de Vinhos - Portugal, Revue du Vins de France, entre outras.
É bem verdade que com os avanços da tecnologia de enologia, dificilmente uma vinícola soltará um vinho no mercado com pontuação inferior a 80 pontos. Tanto é verdade, que mais de 80% dos vinhos avaliados em geral pelas revistas especializadas apresentam notas entre 80 e 90 pontos.

  Um  levantamento das notas dadas pela Wine Spectator entre 2009 e 2013 para os vinhos avaliados pela revista apontou: 8500 deles receberam 88 pontos, 1038 receberam 82 pontos e 790 receberam 94 pontos. Nenhum deles recebeu pontuação inferior a 71 pontos, ou 100 pontos!
A escala de 100 pontos começa em 50 pontos (e alguns avaliadores não incluem vinhos abaixo de 80): 50-59 vinhos são falhos e imbebíveis / 60-69 vinhos falhos mas são potáveis, mas não é recomendado / 70-79 vinhos são falhos e tem sabor na média / 80-84 vinhos são “acima da média” para “bom” / 85-90 vinhos são "bons" para "muito bom" / 90-94 vinhos são “superiores” para “excepcionais” e 95-100 vinhos são exemplos de “referência”, “excepcionais” ou "clássicos".
Este sistema não avalia todos os aspectos do vinho muito bem, e certamente há algumas inconsistências que você deve conhecer para fazer opções de compras inteligentes para sua adega ou consumo. Portanto, as avaliações do vinho não indicam necessariamente que um vinho seja delicioso. Em vez disso, os vinhos são pontuados com base na qualidade da produção e tipicidade. A questão tipicidade é o quanto os produtores do vinho "tipificaram" o estilo e a região onde ele foi produzido. Por exemplo, não se espera beber um Cotes du Rhône (encorpado e especiado) com tipicidade de Borgonha (leve e frutado).
Então, como entender os problemas de avaliações pelos críticos e os sistemas de pontuação:
Críticos costumam ter opiniões diferentes. Enquanto os críticos experientes podem concordar com a qualidade da produção, e mesmo a tipicidade dos vinhos, eles podem levar suas preferências em consideração. Há os críticos que preferem vinhos complexos e potentes (Os Cotes du Rhône já citados, por exemplo). Há os críticos que que preferem vinhos complexos e sutis (os Borgonhas, por exemplo)
Se você for comprar vinhos com base em classificações, especialmente vinhos mais caros, deve olhar para a fonte da informação. Alguns críticos podem dar notas mais baixas para os vinhos que outros críticos, mas é bom saber que há vinho vinhos de qualidade com 87 ou 88 pontos e que você não teria normalmente considerado comprar. A solução neste caso é procurar entender como o seu crítico de referência avalia vinhos – pela potência ou pela elegância?
Vinhos igualmente pontuados procedentes de diferentes regiões e com gosto muito diferentes entre si. Se você ama um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia e comprar uma garrafa de um Pouilly-Fumé Sauvignon Blanc vindo da França, a mesma pontuação não garante que você vai gostar do segundo vinho. Isso ocorre porque cada região tem um gosto notavelmente diferente. O da Nova Zelândia costuma pautar-se pela tropicalidade potente dos aromas de frutas como o maracujá e manga, enquanto o Pouily-Fumé mostra intensa mineralidade e elegância. Neste caso, use as classificações para apenas regiões que você conhece.
A melhor maneira de comprar consistentemente vinho que você gosta é aprender o que você gosta e porquê. As classificações podem ajudar a encontrar vinhos de qualidade de novas regiões, mas você vai tem que fazer o seu próprio trabalho e levar em consideração o seu estilo pessoal. Aprenda a ler nas entrelinhas dos contra-rótulos ou nas fichas técnicas e descubra o que as descrições de vinho realmente significam.
Há mais vinhos sem pontuação do que classificados – A Wine Spectator classifica um volume de 16.000 vinhos de um ano. O Gambero Rosso na Itália avalia cerca de 160.000 rótulos e publica as pontuações de 40.000 deles. Estes números são ao mesmo tempo surpreendentes, mas são uma gota d´agua no mar de todos os vinhos originais vêm ao mercado a cada ano. Portanto, não se preocupe se o vinho não é avaliado.
Se você está tentando escolher entre 2 vinhos que foram produzidos na mesma região e com a mesma uva, e um deles é avaliado e o outro não, necessariamente isso não significa que o vinho classificado é a melhor opção a comprar. Você pode estar deixando para trás um excelente vinho.
Pontuações baixas nunca são publicadas - Quando foi a última vez que você viu um vinho na prateleira da sua loja preferida, ou de uma grande importadora e que indicava sua classificação como sendo 82 pontos? A razão para isto é as baixas pontuações não vendem vinho! Use recursos alternativos para opiniões, como por exemplo os sites tipo CellarTracker ou WineSeacher.
A ESCALA DE CLASSIFICAÇÃO DE CADA SITE É DIFERENTE DO OUTRO - Cada SITE tem sua escala de pontos com pesos e forma de avaliar um pouco diferente. Um exemplo perfeito de onde isto vai errado está abaixo: Revista Wine & Spirits: 86-89 - altamente recomendado enquanto a Revista Wine Enthusiast diz: 85-89 - Muito bom. Podem oferecer excelente valor se o preço é justo. O termo "Altamente recomendado" soa muito mais atraente que 'muito bom ... se o preço é justo. Isto pode levar a crer que um vinho com 89 pontos a partir da W&S pode ser melhor que um vinho com 89 pontos de WE. O ideal seria que todos utilizassem um sistema de classificação padrão. Para entender melhor, veja a tabela ao lado que  pode ampliada.
AS AVALIAÇÕES PODEM INFLUENCIAR O AUMENTO DE CONSUMO DOS VINHOS DE DETERMINADAS REGIÕES E PRODUTORES- Se você fosse produtor de vinhos e seu vizinho tivesse um vinho avaliado com 100 pontos, você certamente buscaria aumentar suas vendas dizendo que seu vinhedo é contiguo com o de um rótulo com 100 pontos! Entretanto, mesmo regiões agrícolas homogêneas são altamente suscetíveis a problemas como doenças, seca, diferentes sub-solos onde a vinha está plantada, foras as questões inerentes a própria vinificação (que pode resultar em dois vinhos completamente diferentes), ou ainda de recessão econômica, e nem sempre um vinho produzido em vinhedos vizinhos será igual ao outro. Portanto nunca pare de experimentar novos vinhos combinando a sua capacidade de ser curioso e buscar mais conhecimento.
PARA COMPARAR UM VINHO COM NOTA NO SISTEMA DE 20 PONTOS NÃO BASTA MULTIPLICAR POR 5 PARA CONVERTÊ-LA PARA O SISTEMA DE 100 PONTOS! - A maioria dos amantes de vinhos entenderia que um vinho com nota 17,5 pontos pela publicação de Jancis Robinson teria 87,5 pontos no sistema de 100 pontos, o que poderia dar a ideia de um vinho mediano. Entretanto, o correto é multiplicar 17,5 por 2,5 e somá-la com 50 – ou seja, este vinho teria 94 pontos. Trata-se de um belo rótulo !!!

Para uma correta avaliação é preciso certificar-se que o vinho não apresenta defeitos, esteja na temperatura correta, e seja degustado em taças adequadas para degustação. Além disto, é claro que quanto mais vinho você beber, melhor conhecer a região de procedência, a denominação específica ou o produtor de origem do vinho em questão, reforçará a credibilidade da nota.

domingo, 19 de março de 2017

GERE VILLANY SYRAH 2007

● Vinho da Semana 122017 - ● GERE VILLANY SYRAH 2007 - HUNGRIA – Creio que nenhum confrade pensaria que iria degustar um Syrah húngaro numa degustação às cegas, mas resolvi experimentar nesta semana como este vinho se sairia entre grandes vinhos do Novo e Velho Mundo. Attila Gere é um produtor superstar de vinho tinto na Hungria. A Família Gere está envolvida na produção de vinhos a 7 (sete) gerações. Attila Gere se apaixonou pela denominação Villány, no extremo sudoeste da Hungria, ainda na década de 70 e após o fim do regime comunista no início da década de 90 a vinícola foi criada. A denominação está dividida em distritos de Villány e mais a oeste Siklós. Attila Gere fundou sua vinícola em 1991, embora tenha produzido seus primeiros vinhos em 1986. Em 1997 aderiu ao cultivo biológico. São 60 hectares localizados em Konkoly, na Região de Villány, na Hungria. Gere é considerado por Jancis Robinson um superstar do vinho. Em 2004 seus vinhos conseguiram bater, às cegas, o Château Petrus, em degustações realizadas na Austria e nos Estados Unidos. A produção de uva está restrita a um quilo por planta e novas vinhas são plantadas em alta densidade para incentivar a concorrência das plantas. Os vinhos tintos são fermentados com leveduras nativas e sempre usou tratamentos integrados de controle de pragas e tudo natural nas vinhas. “As pessoas tem vindo a desfrutar da uva e do vinho feito a milhares de anos, e isso tem um efeito na nossa vida cotidiana. Nós enólogos, estamos firmemente comprometidos a fazer mais e mais vinhos encantadores e deliciosos, invocando a ajuda da natureza. Para termos sucesso precisamos usar, mas não abusar das uvas. A base de todos os excelentes vinhos está em integrar a uva juntamente com trabalho duro e consistente e profundo compromisso com a nossa vocação” – Attila Gere – produtor e enólogo. 
E o resultado da degustação foi supreendente, ficou atrás de um belo Hermitage – o JEAN-LUC COLOMBO LE ROUET ROUGE HERMITAGE 2006 - RHÔNE – FRANÇA, e deixou para trás vinhos da Austrália, África do Sul, Chile, entre outros.
 Caracteristicas Climáticas: Clima continental, com mesoclima submediterrâneo. É notavelmente a região mais quente e ensolarada do país, sendo que esse efeito é reforçado pelas grandes massas de ar quente que sopram do mediterrâneo. As primaveras e os invernos são amenos, com moderado índice de chuvas.
Caracteristicas do Solo: Os solos são predominantemente de loess e argila avermelhada, com algumas exposições de rochas dolomíticas do período Triássico e calcárias do Jurássico.
Elaboração: Vinhedos jovens, com densidade de 7.200 plantas/ha. Colheita manual das uvas em meados de Outubro, com seleção de cachos e baixos rendimentos de 30 hl/ha. Após o desengace, a fermentação ocorre em tanques de inox com temperatura controlada por uma semana e mais uma semana de maceração pós-fermentativa. O vinho é então trasfegado para as barricas, onde ocorre a malolática espontânea e o amadurecimento por 9 meses em barricas de carvalho húngaro de 2° e 3° uso.
● Notas de Degustação: Rubi concentrado com halo purpúreo. Impressiona pela complexidade no olfato, com amoras silvestres e cerejas maduras, envolvidas em notas de chocolate, especiarias, couro, notas defumadas e toques minerais. Uma bela estrutura em boca, com taninos macios pela guarda de 10 anos, e uma suculenta acidez. Longa persistência em boca e grande complexidade, com grande equilíbrio. Tenha uma segunda garrafa em mãos.
● Estimativa de Guarda: minha recomendação é bebê-lo de imediato, porque a guarda recomendada pelo produtor é de 8 anos. Mas não perdeu nada nestes 10 anos !!!.
Notas de Harmonização: carnes vermelhas grelhadas ou assadas, costeletas, carnes de caça. Joelho de porco ensopado com ervas terrosas; Costela bovina lentamente assada em fogo de chão; Cassoulet; Javali braseado com azeitonas negras, zimbro e vinho tinto. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG.