segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

VERDEJO, UMA UVA AINDA POUCO CONHECIDA DO BRASILEIRO

" VERDEJO, UMA UVA AINDA POUCO CONHECIDA DO BRASILEIRO “ – No meio de mais de 2000 castas diferentes, o primeiro contato com uma uva ainda não degustada, abre caminho para desfrutar novos rótulos e ampliar o prazer com a bebida de Baco. O verão leva o brasileiro a beber vinhos brancos, como uma opção para os dias calorosos da estação. Sauvignons Blancs e Chardonnays são as cepas mais comuns, mas há um mar de vinhos a ser provado, criado a partir de outras uvas menos conhecidas por aqui.
Recentemente falei sobre os Vinhos Verdes, e hoje o tema é a uva branca Verdejo, que é destaque nas regiões espanholas de cultivo e elaboração de bons vinhos.  Há quem diga que a Verdejo foi do norte da África à Espanha durante a Idade Média, levada no século XI, ao que consta na história, pelos moçárabes, cristãos que viviam na Península Ibérica durante o domínio árabe. Mas há uma vertente que afirma ser, esta, uma variedade nativa de Castilla e León, onde é, inclusive e de longe, a cepa mais plantada.
 Raramente encontra-se a uva Verdejo em regiões vinícolas fora da Espanha, com exceção de alguns produtores australianos e californianos que realizam experiências com a casta. 
Aliás, falando em Castilla e León, a denominação de origem Rueda, nessa região, é uma grande sugestão para experimentar vinhos produzidos à base de Verdejo, que produz vinhos são muito elegantes, frutados e frescos, apresentando, em geral, elevado teor alcoólico e uma acentuada acidez. Na Denominação de Origem Rueda, em Castilla e León, todos os vinhos brancos devem conter, pelo menos, 50% de Verdejo. Já os exemplares que trazem o nome da uva no rotulo devem ter pelo menos um 85% da variedade.
A Verdejo confere aos vinhos uma coloração verde dourada, que pode variar de acordo com o método de vinificação utilizado por cada produtor. A uva produz vinhos conhecidos por seu caráter cítrico e herbáceo, além do peculiar toque de nozes, e nítidos toques minerais.
A uva é empregada com sucesso na elaboração de vinhos varietais, combinando muito bem com a Sauvignon Blanc e Viura. Os vinhos produzidos a partir da uva Verdejo costumam ser consumidos ainda jovens, entretanto, é possível encontrar excelentes rótulos com maturação prolongada, chegando a uma década.
Para a harmonização ideal dos vinhos à base da uva Verdejo, recomendam-se pratos com carne de porco, peixes grelhados ou frutos do mar. Além disso, tais vinhos combinam muito bem com aperitivos, como azeitonas e queijo de cabra.
♦ Características dos vinhos da Verdejo
– A colheita dessa uva costuma acontecer à noite, para que a bagas cheguem na cantina numa temperatura entre 10°a 15° C. Não se colhe de dia pois em setembro, época da safra, a temperatura pode atingir os 30° C e provocar maior oxidação e escurecimento do mosto.
– Verdejo é uma uva que produz vinhos elegantes, frescos, frutados e, geralmente, com alto teor alcoólico e acentuada acidez.
– Seus vinhos também apresentam caráter herbáceo e cítrico, com um toque de mineralidade e de noz.
– A cor dos vinhos, normalmente, é verde dourada, dependendo do método de vinificação.
– A maior parte dos exemplares produzidos com Verdejo deve ser consumida jovem. Entretanto, é possível encontrar rótulos raros que resistam até uma década de vida.
♦ Por fim, um detalhe que costuma levar a uma confusão. Verdejo e Verdelho não são a mesma uva.

A uva Verdelho, originária de Portugal, foi a variedade mais plantada na região da Ilha da Madeira durante o século XIX. No entanto, apesar do amplo cultivo desta casta, que chegou a ocupar cerca de dois terços dos vinhedos da área, a uva Verdelho só foi reconhecida como uma casta nobre no início dos anos 1900. Será tema de um de nossos próximos artigos.

MARQUES DE TOLEDO VERDEJO 2015 – BODEGAS LOZANO - LA MANCHA - ESPANHA

 
● Vinho da Semana 052017 - ● MARQUES DE TOLEDO VERDEJO 2015 – BODEGAS LOZANO - LA MANCHA - ESPANHA – A empresa está na quarta geração. Tudo começou em 1853 quando a família Lozano começou a plantar seus vinhedos e criou sua adega em 1920. A empresa deu um grande salto comercial em 1980 produzindo vinhos exportado então para mais de 40 países do mundo. Em 1992 uma nova adega foi construída. A Bodegas Lozano tem 150 hectares de vinhedos próprios, onde cultiva as variedades: Macabeo, Sauvignon Blanc, Verdejo, Tempranillo, Grenache, Syrah, Merlot e Cabernet Sauvignon. A produção abrange rótulos  reservas e grandes reservas, com cerca de 70 milhões de litros produzidos por ano.
● Notas de Degustação: Cor amarela bem clara, cristalino, com aromas de limão siciliano, maracujá azedo, maçã verde, toques florais e nítida nota mineral. No paladar mostra ótimo frescor, crespo na textura, com álcool ligeiro (12%) e as notas minerais estão aguçando o fim de voca. Tenha duas garrafas.
● Estimativa de Guarda: minha recomendação é bebê-lo jovem, de imediato, mas a guarda recomendada é por até 4 anos a partir da safra.
Notas de Harmonização: vai muito bem frutos do mar em geral, bolinho de bacalhau, risoto de limão siciliano, queijos, saladas, filé de frango grelhado, sopas. Fez ótima companhia para um Ceviche de Lagosta servido no Sapore d´Italia. Aproveite para conhecer o Festival da Lagosta no Restaurante. Servir entre 7 e 8°C.

Onde comprar: Em BH – ENOTECA DECANTER - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro – Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

INDÚSTRIA DO VINHO NO CHILE APRESENTA DADOS SOBRE O IMPACTO DOS INCÊNDIOS EM VALES E VINÍCOLAS DO PAÍS

INDÚSTRIA DO VINHO NO CHILE APRESENTA DADOS SOBRE O IMPACTO DOS INCÊNDIOS EM VALES E VINÍCOLAS DO PAÍS

Sexta-feira, 27 de janeiro. Santiago, Chile.

Uma mesa-redonda convocada pela Wines of Chile analisou os hectares de vinhedos queimados pelos incêndios que assolam o país: foram contabilizados 94 hectares de vitis vinifera afetados (no total, são 141 mil em todo o Chile). A perda de hectares até agora está concentrada em vinícolas de pequenos produtores em áreas próximas a colinas e florestas, várias delas com vinhedos centenários. Todo o setor vitivinícola chileno está unido para apoiá-los. Estão sendo aplicadas as medidas necessárias para identificar os problemas e contribuir com a busca de soluções concretas.

A partir de informações recolhidas com as Rotas do Vinho de diferentes vales, Associações de Produtores, MOVI, VIGNO e a colaboração de vinícolas e produtores de várias regiões do país, concluiu-se que a situação é a seguinte:

- Casablanca: ainda em alerta em relação ao incêndio em Curacaví, mas sem vinícolas afetadas;

- Maipo: 10 hectares de vinhedos foram queimados na área de Pirque, incêndios subsequentes não foram detectados;

- Cachapoal: nenhum incidente ou alerta até o momento;

- Colchagua: as áreas mais afetadas são as de Peralillo e Marchigue, onde há 7 hectares de vinhedos afetados;

- Curicó: nenhum problema ou alerta relatado;

- Maule: a área da Costa do Maule é a mais afetada. Até agora, foram identificados 75 hectares queimados, incluindo antigos vinhedos de Pais e Carignan. Esta investigação segue em processo, já que a área ainda está na contingência total;

- Itata e Bío Bío: possibilidade de novos incêndios que podem afetar pequenos produtores, mas ainda não há informações oficiais.

As associações que fizeram parte da mesa-redonda estão focadas e empenhadas em auxiliar o setor em cada área afetada. Já foram acordados o apoio a uma avaliação de danos nas vinícolas, assistência técnica e captação de recursos para a compra de insumos e ferramentas agrícolas que contribuam para a recuperação produtiva das vinícolas afetadas.

A reunião foi composta pela Associação dos Vinhos do Curicó e do Maule, Associação Nacional dos Sommeliers do Chile AG, Associação dos Enólogos e Vinhedos de Casablanca, Confraria do Mérito do Vinho do Chile, Associação Nacional de Agrônomos e Enólogos do Chile, Círculo da Gastronomia e do Vinho no Chile AG, Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile (MOVI), Rota do Vinho de Curicó, Rota do Vinho de Colchagua, Rota do Vinho do Vale do Maule, VIGNO (Carignan AG), Viñas de Colchagua AG, Associação Central de Comércio Agrícola, Vid Seca e Wines of Chile.

Atenciosamente,
Wines of Chile

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

CLICQUOT YELLOW TRAILER desembarca no FRAD.E

CLICQUOT YELLOW TRAILER desembarca no FRAD.E
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O Clicquot Yellow Trailer está estacionado no Frad.E, empreendimento de luxo em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O bar trendy da Veuve Clicquot já é o hotspot do Verão Fradíssimo, extensa programação de eventos e ações de verão do FRAD.E. 

Um audacioso bar no verdadeiro clima do verão carioca: ao redor, muitos itens que acabam de chegar da França, como champagneiras, mesinhas, espreguiçadeiras e ombrelones. No trailer, os hóspedes podem consumir Veuve Clicquot Brut em taça (R$ 67) e em garrafa (R$ 335,00) e também deliciosos fresh drinks preparados com os novos Clicquot Rich Blanc (taça R$ 
80,00/garrafa R$ 400,00) e Clicquot Rich Rosé 
(taça R$ 87,00/garrafa R$ 435,00).

O trailer também 
oferece um serviço especial: a entrega de garrafas ou caixas do champagne via concierge aos hóspedes e aos barcos ancorados na Costa Verde. Para solicitar a bebida, basta ligar para o número (24) 
3369-9535 ou (24) 98865-4591. O Clicquot Yellow Trailer ficará no FRAD.E até o dia 2 de março. A perfeita combinação entre o bom gosto, diversão e art de vivre.

Serviço:
Frad.E
http://fradevilas.com.br/
Localização: Praia do Frade BR101, Km 508 - Angra dos Reis (RJ)

VERDES PODEM SER BOA OPÇÃO PARA O VERÃO BRASILEIRO

“ VERDES PODEM SER BOA OPÇÃO PARA O VERÃO BRASILEIRO “ – Os vinhos verdes são uma especialidade de Portugal, desenvolvidos na região do Minho, bem ao norte, perto da fronteira com a Espanha, numa área bastante chuvosa e por isto mesmo coberta de vegetação verde. São vinhos únicos no mundo, muito frescos, com alta acidez e certa efervescência, batizada de “agulha”.


De forma geral, os vinhos verdes são leves, pouco alcoólicos, ácidos e portanto quando bebidos gelados são bastante refrescantes e digestivos, bebido bem frio com sua aguda característica, é vinho muito requisitado. No verão funciona muito bem como bebida refrescante e pode estar presente durante todo o ano à mesa, acompanhando saladas e verduras, provado com peixes grelhados, ou servido com um belo prato de bacalhau com batatas ao azeite.
 As videiras não apreciam a umidade, e por esta razão ao longo do tempo, os produtores locais evoluíram o cultivo da vinh

a junto a árvores. As videiras são plantas trepadeiras e vão se enroscando nestas árvores, criando caramanchões naturais a mais ou menos 2 metros do solo, para fugir da umidade. Este sistema de plantio é chamado de uveira, ou “vinha de enforcado” e os vinhateiros deixam que cresça livremente, sem exigir adubos ou podas. Este processo naturalmente gera muitos problemas de maturação e qualidade das uvas, e nos últimos anos os vinhateiros passaram a adotar um sistema muito parecido com o de espaldeira.
Os cachos são colhidos com escadas e postos a fermentar. Os vinhos devem ser bebidos logo, pois não são propícios para a guarda. Muitos pensam que o nome “verde” poderia ser resultado do verde natural da vegetação do Minho. Alguns imaginam que o termo se deve ao fato das uvas serem colhidas de forma prematura, ainda “verdes”, razão pela qual os vinhos muitas vezes aparentam ser duros, rústicos e geralmente frisantes. 
O frisante vem da fermentação malolática realizada em tanques de inox, onde o produtor aprisiona o CO2 liberado pela fermentação. Entretanto a voz mais coerente é que o termo verde está em contraposição a “maduro”, como a dizer: beba-os jovens, verdes ainda !. Nada de guardar!. Para definitivamente liquidar o assunto, os produtores afirmam que o Verde é a cor da região, dominada pela Costa Verde, pelo verde da vegetação e nada poderia melhor denominar o produto local.
Prefira-os como aperitivos, ou acompanhando frutos do mar e peixes. Nos últimos anos, alguns produtores começaram a pesquisar e investir em vinhos com mais corpo, personalidade e, claro, maior potencial de guarda.
As primeiras referências ao vinho verde datam do século XII. Consta que foi o primeiro vinho a ser conhecido nos mercados inglês, alemão e francês. A denominação foi criada em 1908, e demarcada em 1929.
A região atualmente tem seis zonas de produção: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel, o coração da região. Há dois tipos de vinhos verdes; o tinto (praticamente só bebido pelo pessoal da região) e o branco, mais comum e que tem sua expressão máxima nos Alvarinhos.
As uvas tintas utilizadas na produção são: Rabo-de-Ovelha, Azal Tinto, Borraçal e Pedral. As brancas são as: Alvarinho, Aveso, Azal-Branco, Batoca, Loureiro, Pedernã e Trajadura. A legislação regional exige que se, a casta é indicada no rótulo, ela deverá ser predominante em pelo menos 85% do vinho.
            Entre os grandes nomes da região estão: Quinta da Aveleda, uma das propriedades mais bonitas da Europa, cheia de jardins, alamedas floridas e construções do século XVI, que é uma das gigantes em produção, atingindo cerca de 14 milhões de garrafas/ano. Há outros produtores bem conhecidos como: Adega Cooperativa de Ponte da Barca, Adega Cooperativa de Ponte de Lima, Adega Cooperativa de Vale de Cambra, Adega Cooperativa de Monção, Casa Agrícola de Compostela, Casa da Tojeira, Casa das Hortas, Dona Paterna, Prosa, Provam, Quinta da Lixa, Quinta das Arcas, Quinta de Curvos, Quinta de Gomariz, Quinta de Linhares, Quintas de Melgaço, Quintas do Homem, Soalheiro, Sogrape e Covela.
            Em Monção, uma sub-região do Minho, são encontrados os melhores exemplares de vinho verde – aromático, macio e mais alcoólico, com teor na casa dos 13% – e também vinhos “maduros” mais fortes e intensos – trata-se dos Alvarinhos. Tamém podem ser produzidos na região espanhola da Galícia, onde são fortes, intensos, e harmonizam perfeitamente com os frutos do mar cultivados no Oceano Atlântico.
            O reconhecimento da qualidade do vinho de Monção e Melgaço além fronteiras da Terrinha remonta ao século XIV. Nessa altura o vinho desta região era extremamente procurado pelos ingleses que se iam a Portugal para trocar bacalhau pelo vinho de Monção. Ao longo dos séculos este reconhecimento alargou-se para os quatros cantos do mundo tendo, tendo o vinho Alvarinho de Monção e Melgaço angariado uma notoriedade internacional. Mais do que características únicas na morfologia da região, o Alvarinho de Monção e Melgaço é, na sua essência, o resultado de um saber coletivo, acumulando experiências e saberes, um patrimônio cultural que as gerações anteriores legaram para o Mundo do Vinho.

Entre os produtores modernos, destaca-se Anselmo Mendes, que brilha na região de Monção, com Alvarinhos espetaculares, que são o máximo em se tratando de vinhos verdes.

MEYER-NAKEL 2009 PINOT NOIR – AHR – ALEMANHA

● Vinho da Semana 042017 - ● MEYER-NAKEL 2009 PINOT NOIR – AHR – ALEMANHA – Com apenas 528 hectares de vinhedos (0,5% de toda a área nacional), o vale do rio Ahr (“Ahrtal” em pronúncia alemã) está mais ao norte que as regiões alemãs famosas pela delicadeza (e, às vezes, falta de amadurecimento) de seus vinhos brancos. Além disto está consideravelmente mais ao norte das áreas de produção que ganharam reputação no país pela capacidade de amadurecer seus tintos e ainda assim tem 88% de seus vinhedos plantados com as variedades Spätburgunder (Pinot Noir), Frühburgunder e Portugieser, todas elas tintas.
            A Alemanha é hoje a terceira maior produtora mundial de Pinot Noir ou Spätburgunder (a “Borgonhesa Tardia”, também em alemão), com 11.660 hectares de vinhedos plantados com a variedade principalmente nas regiões mais ao sul do país: Baden (onde é a variedade mais plantada), Württenberg (onde as tintas dominam 70% dos vinhedos) e Pfalz. Isso quer dizer o equivalente à metade de toda a área plantada com Riesling, sem dúvida a rainha nos vinhedos alemães e reflete uma tendência crescente no país a voltar a se consumir vinho tinto nacional – desde a década de 70, o ápice da produção e venda dos infames brancos de garrafa azul, a área plantada com variedades tintas praticamente triplicou.

 Sem a menor dúvida, as mudanças no clima ocorridas nessas últimas décadas determinaram que os vinhedos do sul da Alemanha pudessem amadurecer uvas tintas de maneira adequada para a produção de vinhos de qualidade, assim como foram significativos os avanços na compreensão dos processos de cultivo e produção. O vale do Ahr, no entanto, segue sendo uma exceção, graças a um mesoclima peculiar.
            Seu histórico com variedades tintas, em particular a Spätburgunder, remonta ao século XV mas foi somente nos últimos anos que as condições climáticas e o solo fizeram com que uma das variedades de uva mais difíceis de se cultivar, mais temperamentais e, ao mesmo tempo, mais cultuadas pelos apreciadores de vinhos de alta qualidade se tornasse a estrela aí.
A altitude não é tanta: as montanhas mais altas chegam a apenas 300 metros acima do nível do mar, mas as inclinações dos solos são inacreditáveis, atingindo 70° em alguns pontos, e onde a colheita é feita com uso de helicópteros. O solo é vulcânico, escuro e com uma característica importante: nos melhores pontos, é coberto de ardósia, que em muitos lugares se parece em muito com o xisto do vale do Douro – laminada, quebradiça ou já em pedacinhos. As montanhas protegem os melhores vinhedos dos ventos frios do norte e, em conjunto com o solo, funcionam como uma espécie de forno, mantendo a temperatura consideravelmente mais alta do que o esperado numa área que está localizada a 50°N de latitude.
Os platôs com vinhedos parecem erguidos da terra por uma força sobrenatural, recortados geometricamente em inclinações muitas impossíveis de se trabalhar sem estar amarrado a uma corda. Entre eles, estão cerca de 12 hectares cultivados com mais de 80% de Pinot Noir por Näkel e suas duas filhas, ambas enólogas, que já são responsáveis por boa parte dos trabalhos de produção.
Näkel tem mais dois outros projetos com vinho, fora da Alemanha (além de algumas consultorias pelo mundo): a Quinta da Carvalhosa, em que, não sem motivo, faz um belíssimo tinto no Douro, em Portugal, em companhia de mais dois amigos vinhateiros alemães – Bernd Philippi, da Weingut Koehler-Ruprecht, em Pfalz, e o falecido Bernhard Breuer, membro-fundador da histórica associação Charta, no Rheingau.
Situada ao norte do paralelo 50°N, a região de Ahr é marcada por um clima continental temperado, resultado de condições geológicas ideais. Com vinhedos perfeitamente expostos ao sul e protegidos contra a ação de ventos fortes, vindos do norte, pelas montanhas Eifel. Solos caracterizados essencialmente pela presença de ardósia azul e rochas sedimentares (grauvaques). A colheita das uvas é feita no ponto ótimo de maturidade em pequenas caixas. Após a chegada das uvas à cantina, estas são desengaçadas e ocorre uma maceração a baixas temperaturas por 3-4 dias. Fermentação com inoculação de leveduras selecionadas. O tempo total de encubação (fermentação-maceração) foi de 18 dias. Obtenção do vinho de prensa. O vinho é então trasfegado para o amadurecimento e a malolática em barricas de carvalho francês.
● Notas de Degustação: Rubi de média intensidade, violeta pálida. Aromas amplos com cerejas e outras frutas do bosque, especiarias, violetas, ervas e fragrantes notas minerais. O ataque em boca revela pureza de fruta, frescor, taninos bem macios, num belo equilíbrio. Longa persistência, que logo pede um segundo gole, revelando no fim de boca algo vegetal típico da casta. Um vinho de corpo médio, fácil de beber e gostar.
● Estimativa de Guarda: bom potencial para guarda, pelo menos 10 anos.
● Premiações mais Relevantes: JANCIS ROBINSON: 16,5+ em 20
● Classificação Legal: QbA (Qualitätswein bestimmter Anbaugebiete); vinícola pertencente ao VDP (Verband Deutscher Prädikatsweingüter), que reúne os 200 melhores produtores
Notas de Harmonização: Magret de pato grelhado ao perfume de tomilho e sálvia; Timo laqueado ao jus de cogumelos; Medalhão de vitela em crosta de nozes, servido com tagliatelle de tomate seco; Civet de coelho. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – ENOTECA DECANTER - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro – Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG.

PUNTO FINAL MALBEC ETIQUETA BRANCA 2011 – BODEGA RENACER – PERDRIEL - MENDOZA – ARGENTINA

● Vinho da Semana 042017 - ● PUNTO FINAL MALBEC ETIQUETA BRANCA 2011 – BODEGA RENACER – PERDRIEL - MENDOZA – ARGENTINA – Fundada por Patricio Reich, com a colaboração do renomado enólogo Alberto Antonini, a Bodega Renacer orgulha-se de trazer aos consumidores os melhores vinhos dos terroirs exclusivos da América do Sul. A estrutura própria vinícola é bastante impressionante, com uma torre medieval construída de rochas com equipamentos de vinificação de última geração.
 As vinhas da Renacer estão localizadas em Perdriel, uma zona única em Mendoza, Argentina, onde o solo, a altitude, o clima e a água se unem para criar o ambiente perfeito para o Malbec. Além dos mais de 35 hectares de vinha Malbec da Renacer, a vinícola também compra uvas de produtores locais para aproveitar os muitos terroirs de Mendoza - os de Uco Valley, Lujan de Cuyo e Medrano. Os vinhedos utilizados para os engarrafamentos da Renacer têm mais de 50 anos e têm rendimentos muito baixos.

Através de centenas de anos de experimentação de tentativa e erro, os vinicultores franceses reconheceram que certas áreas dentro de uma única vinha produzem uvas com características diferentes das outras áreas dentro da mesma vinha. Assim, as frutas de diferentes seções dentro de uma vinha, cultivadas da mesma maneira, colhidas ao mesmo tempo pelo mesmo método e produzidas em vinho com a mesma técnica, podem ser dramaticamente diferentes. Os solos desempenham um papel significativo nestas diferenças para cada terroir único dentro de uma vinha.
            Devido a processos geológicos naturais, as propriedades do solo podem variar em distâncias tão pequenas quanto alguns metros. O reconhecimento dessas pequenas variações dentro de uma vinha pode levar a vinhos que melhor refletem o terroir. A viticultura de precisão é um método indispensável para trabalhar o solo de acordo com o seu verdadeiro potencial. A Renacer determina essas variações utilizando mapas digitais obtidos por Medidas de Condutividade Electromagnética (ECM). O sistema registra 1.000 leituras por hectare, que são então armazenadas e avaliadas precisamente por computador e GPS para obter sua localização exata dentro da vinha. O resultado é um mapa detalhado do solo para uma otimização precisa do vinhedo. Este mapa permite que a Renacer divida vinhas em áreas homogéneas que são tratadas de forma semelhante em termos de irrigação e tempo de colheita.
● Notas de Degustação: Um vinho de cor rubi intenso com reflexos violáceos. O nariz mostra aromas de frutas vermelhas e negras (amora, ameixa, cereja) e tostado por conta do período que permanece em barricas de carvalho francês durante 16 meses. Um conjunto de aromas potentes e intensos. Paladar com ataque potente, mas com taninos macios, com boa profundidade e complexidade, longo e persistente. Na boca é estruturado, com textura macia, sabores marcantes de ameixa. Excelente final com ótima persistência.
● Estimativa de Guarda: Pelo menos 8 anos em garrafa a partir da safra.
Notas de Harmonização: carnes vermelhas, grelhadas, churrascos, cabrito assado chivito, Coq au vin, Costeleta de cordeiro com ervas, Cozidos com carne, Galinha d'angola, Lasanha com carne moída e bechamel, Parmigiano Reggiano, Zampone, Carpaccio, Cheesecake, Empanada, Fondue de Queijo. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – CASA RIO VERDE - Avenida Brasil, 653, Santa Efigênia - Tel.: (31) 3224-2611