segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

CONHECENDO MAIS DETALHES DA IMPORTAÇÃO DE VINHOS NO BRASIL

Para quem quer saber um pouco mais como funciona a importação de vinhos no Brasil, a fala de Orlando Pinto Rodrigues no programa de Didu Russo é imperdível. Assista em: http://www.didu.com.br/2017/01/orlando-pinto-rodrigues-na-tv/

A TEMPRANILLO COM PASSAPORTE INTERNACIONAL

A TEMPRANILLO COM PASSAPORTE INTERNACIONAL “ – O que têm em comum as cepas Tempranillo, Tinto Fino, Cencibel, Tinta Roriz e Aragonês? Tudo, pois são nomes que a mesma uva assume, respectivamente, na Rioja, Ribeira del Duero e La Mancha, na Espanha, e ainda Douro e Alentejo em Portugal. É uma das castas viníferas mais difundidas em toda Península Ibérica e a tinta mais importante da Espanha onde está presente nas maioria das Denominações de Origem (DO), ocupando uma superfície aproximada de 35.000 hectares.
Já houve muita especulação sobre a Tempranillo ser aparentada das francesas Pinot Noir e Cabernet Franc. De fato, um Rioja velho as vezes chega a evocar um vinho da Borgonha feito com a Pinot Noir, mas hoje prevalece a idéia de que ela é ibérica.
O nome da uva vem da sua característica de rápida maturação, de poder ser colhida cedo (temprano, em espanhol), em início de setembro, antes da Garnacha, outra tinta espanhola. Os melhores tintos são criados nas zonas com alta insolação e com temperaturas noturnas frias, o que permite graduações alcoólicas mais altas nos vinhos. A Tempranillo é uma uva de muita classe, que dá estrutura e capacidade de envelhecimento aos vinhos, não tem muita fruta, acidez e álcool. É mais comum ela entrar em cortes, onde as suas eventuais fraquezas são compensadas pelas virtudes de outras uvas.
O corte tradicional do Rioja, um vinho da Espanha com denominação especial (Denominación de Origen Calificada) dá uma idéia do papel da Tempranillo. Um Rioja Alavesa ou Rioja Baja  típico pode ser um corte de Tempranillo (sempre a principal), com as castas Garnacha, Graciano e Mazuelo. A Tempranillo é a casta mais plantada nas zonas mais nobres e frias da Rioja Alavesa (onde cobre perto de 70% do vinhedo) e Rioja Alta, enquanto a Garnacha predomina nos solos mais arenosos da mais quente Rioja Baja.
A Tempranillo tem tamanho médio, casca espessa e escura, com muita cor, e dá vinhos de grande estrutura e boa capacidade de envelhecer, com teor alcoólico variando entre 10,5 a 13% e um mosto equilibrado em açúcar. Os taninos são frutuosos dando vinhos elegantes, bom aromas e uma complexidade de sabores (podendo ser tomado jovem), harmoniosos com carnes vermelhas, pratos condimentados e queijos saborosos.
Características importantes para os Rioja, especialmente para os Reserva e Gran Reserva, com muitos anos nas adegas. No entanto, tem pouca acidez, o que faria o vinho perder o seu futuro depois de alguns anos. No corte riojano, a Garnacha pode não ter muito charme, mas dá álcool ao produto final; a Mazuelo corpo, tanino e capacidade de envelhecer, e a excelente Graciano colabora com seu aroma, delicadeza e capacidade de envelhecer. Não existe receita fixa. Cada enólogo ou casa produtora define seus cortes de acordo com o que dispõem e as expectativas sobre o vinho que estão produzindo. Hoje a proporção de Tempranillo vem crescendo e é maior nos grandes vinhos da Rioja Alta e Rioja Alavesa.
A capacidade da Tempranillo de gerar grandes vinhos, capazes de envelhecer, é evidente na zona de Ribera del Duero, em Castilla la Vieja (região plana, que está em ascensão, produzindo alguns dos melhores e mais instigantes tintos espanhóis).
O Duero é o mesmo rio Douro de Portugal e ali a Tempranillo assume o nome de Tinto Fino. O Vega-Sicília é o grande vinho, o pioneiro, que praticamente "inventou" a região. Muitos destacam a presença da Cabernet Sauvignon no corte desse grande vinho, mas é bom lembrar que a Tinto Fino domina sua composição (60%). A proporção de Cabernet Sauvignon, costuma variar entre 16% e 20%. Entram ainda no grande Vega-Sicília as castas Merlot, Malbec, Garnacha e Albillo (esta, uma uva branca). Provando um Alion (segundo vinho da Vega-Sicília), um dos melhores e mais espetaculares tintos da Espanha, comprova-se a classe da uva Tinto Fino, a única utilizada nesse vinho. No Alion, a capacidade da Tempranillo como solista fica mais do que evidente.
A Tinto Fino é majoritária no corte do Pesqueira, outro grande rótulo de Ribeira del Duero e que, segundo vários autores, tem um toque da Garnacha. Na Catalunha, ela assume o nome Ull de Llebre (olho de lebre) e entra em vários tintos da vinícola Torres. Ali sua presença não é tão marcante, fazendo companhia à Monastrel e a outras uvas locais.
Em Portugal, com o nome de Tinta Roriz, ela está entre as uvas de mais classe na região do Douro, ao lado da Touriga Nacional, Touriga Francesa, Barrocão, Tinta Barroca, Tinta Cão, Malvasia Preta e Mourisca. Segundo o grande produtor José Rosas Ramos Pinto, que marcou época na história do vinho do Porto, a Tinta Roriz é a única uva “estrangeira” presente na composição do vinho do Porto. É importante nos tintos de mesa não fortificados do Douro, a uva de maior presença no lendário Barca Velha, considerado o melhor vinho de Portugal, envelhecido nos tonéis de carvalho, comprovando a afinidade da Tinta Roriz (ou Tempranillo) com essa madeira.
No Alentejo, a Aragonês aparece ao lado da Trincadeira - uva típica da região. As duas produzem o lendário Pêra Manca e entram em outros grandes da região, como Marquês de Borba Reserva, Esporão Reserva, Tinto Velho José de Souza, Tapada do Chaves, Quinta do Mouchão e muitos outros. Passou ainda a freqüentar rótulos do Alentejo, como Esporão Aragonês, João Portugal Ramos Aragonês e Herdade do Peso Aragonês.

Fora da Europa, tem presença significativa na Argentina, onde aparece muitas vezes com a grafia Tempranilla. Bastante difundida, junto da Bonarda e da Malbec, começa a chamar a atenção, produzindo alguns vinhos de elite. É a sexta uva mais plantada, ocupando 4.301 hectares em Mendoza. Era difícil ver o nome nos rótulos argentinos, que estavam mais interessados em quantidade do que qualidade. Agora a situação mudou. Bons vinhateiros estão controlando a produção e a qualidade da uva vem se impondo, dando a ela um verdadeiro passaporte internacional.

ALION 2007 – RIBERA DEL DUERO – ESPANHA

● Vinho da Semana 022017 - ● ALION 2007 – RIBERA DEL DUERO – ESPANHA - Imagine uma combinação perfeita entre o melhor da Espanha e o melhor do Novo Mundo. Um vinho intenso, rico e moderno, de grande prestígio, assinado pelos autores do Vega Sicília. Este é o Alión – extremamente saboroso, rico e exuberante. Ele é elaborado no melhor estilo da região de Ribera del Duero, com toda a experiência e minimalismo das Bodegas Vega Sicília, e busca ser a expressão máxima da uva Tinto Fino, recebendo o título de “Vinho Tinto do Ano” para a Revista Gula.
            Alión, referente a área de León, onde o patriarca da família Álvarez nasceu, localiza-se a 15 quilômetros de distância da prestigiada vinícola Vega Sicília, em Ribeira del Duero. Apesar das primeiras safras do vinho Alión serem feitas nas instalações de Vega Sicília, tal exemplar possui personalidade única, além de mostrar as virtudes dos terroirs, clima e variedades típicas da região.

Criada em 1993, Alión já apresentava uma produção de 350 mil garrafas, número que variou nos próximos anos de acordo com as possibilidades oferecidas pelas características de cada vintage. Em 1996, 310 mil garrafas de vinho foram produzidas, graças as novas áreas de cultivo que entravam em produção. As uvas obtidas nessas plantações, de alto padrão de qualidade, davam origem aos vinhos de maior prestigio da vinícola.
            Com o sucesso mundial dos vinhos espanhóis, em 2000 Vega Sicília alcançou excelentes resultados obtidos com a fermentação em tanques de carvalho, foi tomada a decisão de adotar tal prática em Alión, onde os resultados começaram a ser vistos a partir da colheita de 2001.
Um verdadeiro clássico da Espanha, Alión é um colecionador das altas notas da crítica especializada de prêmios. Caracterizado como um vinho tinto intenso e rico, Alión é elaborado a partir da uva Tempranillo cultivada em Ribeira del Duero. A safra de 2004 recebeu nada menos do que 96 pontos do renomado Robert Parker, enquanto a safra de 2011 recebeu 94 pontos do crítico.
● Notas de Degustação: cor rubi ainda intensa. Aromas refinados e complexos, com frutas escuras como cerejas e amoras maduras, leve alcaçuz, notas de defumados e especiarias doces e toques tostados. Ótimo ataque em boca, com paladar envolvente, taninos macios, e longo final mostrando que o vinho com 10 anos ainda poderia ficar mais algum tempo na guarda. Vinificação muito bem cuidada e criteriosa, onde após uma vinificação tradicional com controle de temperatura, o vinho fica 3 meses em cuba de aço inoxidável com as borras. Fermentação malolática completa. O vinho matura entre 14 e 18 meses em barricas de carvalho francês 100% novas. 100% Tempranillo.
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 10 anos em garrafa a partir da safra. Mas este ainda se mostra jovem.
● Reconhecimentos Internacionais - Robert Parker: 94 pontos (safra 06) I Decanter: 19/20 pontos (safra 06) I Robert Parker: 94+ pontos (safra 05) I Robert Parker: 96 pontos (safra 04) I Guía Campsa: 95 pontos (safra 04)
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro assado, carnes de caça, pratos trufados. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH - MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100. Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

ROMANCE ROSÉ BERNE 2015 – COTES DE PROVENCE – FRANÇA

● Vinho da Semana 022017 - ● ROMANCE ROSÉ BERNE 2015 – COTES DE PROVENCE – FRANÇA - O Château de Berne fica sediado na região de Var, entre os delicados campos de Lorgues e Flayosc, utilizados desde o século XVIII para descanso e meditação dos visitantes. A história do Château de Berne começa no século XI, quando o Conde de Toulouse Raymond V doou a propriedade para São Bernardo, fundador da ordem cisterciense. Lá, os monges se instalaram e assumiram a responsabilidade de tornar a terra produtiva. Anos depois, a família Estellon tomou posse das instalações e, em meados do século XVIII, restaurou toda a área. Com as reformas, novas parcelas de vinhas foram ali plantadas. Atualmente, o Château de Bernes pertence a Bill Muddyman, um inglês que investiu em mais 32 hectares de vinhedos e que trouxe modernidade à secular vinícola. O Château possui um centro de turismo vínico, onde é possível usufruir de toda a infraestrutura e conhecer os vinhos e a comida que ali produzem.

● Notas de Degustação: O toque de sofisticação deste rosé começa com a “vino lock”, uma tampa de vidro que sela vinhos especiais, e este vinho é assim do começo ao fim. Além dos aromas delicados de frutas vermelhas como framboesa e morango, com aromas de pétalas de rosa, traz acidez moderada e leve doçura ao final do paladar, ficando excelente para aqueles que fogem do amargor no final de boca de alguns rosés. Fresco e alegre, este é um rosé que expressa um caráter moderno da mais tradicional região para a produção de rosés no mundo, a Provence. Corte do vinho: 50% Cinsault, 50% Grenache.
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 3 anos em garrafa a partir da safra, mas a recomendação para rosés é bebê-los jovens.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem salada de salmão defumado, peixes de carne branca, preparações mais leves com carnes de porco e frango, vai bem com pizza e como aperitivo. Vai da beirada da piscina para a mesa, com muito glamour. Servir entre 6 e 8°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Vinícola Aurora recebe as primeiras uvas do ano

Vinícola Aurora recebe as primeiras uvas do ano

Expectativa é de uma safra excelente para todas as variedades, pois o clima foi perfeito em todas as fases do cultivo
e efeito La Niña deverá garantir um verão seco

Desde o dia 3 de janeiro, a Vinícola Aurora está recebendo as uvas da safra 2017. As primeiras precoces (incluindo a Chardonnay, a rainha das uvas dos espumantes) chegaram à vinícola com excelente qualidade. Até meados de março, quando está previsto o fim da colheita, a maior vinícola do Brasil espera ter recebido 60 milhões de quilos de uvas, entre viníferas e de mesa.

A alta qualidade deverá alcançar também as variedades médias e tardias. Em função do efeito La Niña, a previsão é de um verão mais seco na Serra Gaúcha, o que será muito positivo para as variedades médias (colhidas no meio do período da safra, como Cabernet Franc e Malvasia) e as tardias, colhidas no final no verão (como Cabernet Sauvignon, Tannat e as variedades Moscato).

“Durante todo o ciclo das vinhas, tivemos excelente comportamento climático”, explica Flávio Zílio, enólogo-chefe da Vinícola Aurora. “Desde a floração, brotação a formação do cacho, tivemos amplitude térmica e precipitação adequadas, o que proporcionou frutos de excelente sanidade e qualidade”, explica o enólogo, comemorando a expectativa de uma safra excelente. 

Vindima no Vale dos Vinhedos: trabalho, dedicação e alegria na colheita da uva

Vindima no Vale dos Vinhedos: trabalho, dedicação e alegria na colheita da uva
Chegamos ao verão, estação sinônimo de férias e descanso para muitos. No Vale dos Vinhedos é a estação da colheita literal de nossos frutos. É quando alcançamos o momento mais glorioso e também do trabalho mais árduo: a Vindima.
Durante o ano, produtores rurais, enólogos e suas equipes esforçam-se incansavelmente para que as videiras cumpram seus ciclos em cada estação. Outono, inverno e primavera têm papel fundamental no desenvolvimento das videiras e frutos. Neste processo evolutivo, a natureza e o homem se aliam para originar aquelas que são o motivo do Vale dos Vinhedos existir: as uvas.
O ápice de todo este esforço acontece no verão, quando as diversas variedades que originam vinhos de características únicas, são colhidas pela comunidade e pelos viticultores do Vale.
Ao mesmo tempo que o trabalho de colheita é realizado, o espírito da Vindima toma conta dos nossos ares como que por magia: aromas adocicados pairam no ar, as paisagens mudam suas tonalidades alternando as cores das videiras e uvas com os chapéus de palha dos trabalhadores, a temperatura instiga a viver experiências junto a natureza e até mesmo o som dos tratores nos traz a nostalgia de tempos passados. A alegria toma conta até mesmo daqueles que não trabalham diretamente com a colheita: recepcionistas, garçons, camareiras, artesãos. Todos são contagiados pelo espírito de renovação da Vindima, em um mesmo clima de comemoração e de recomeço.
Por aqui, não apenas um ano novo se inicia. É uma nova safra, com novos e únicos vinhos e espumantes que trazem consigo a herança de nossos ancestrais, o aprendizado de nossos nonos, nonas, pais e mães refletidos nas milhares de caixas de uva e nas novas garrafas que descansarão nas adegas de nossas vinícolas.
A Vindima é o nosso melhor jeito de iniciar um novo ciclo, colhendo os frutos de nosso trabalho e oferecendo aos nossos visitantes o que melhor sabemos fazer: receber erguendo um brinde ao novo!

Programação especial para curtir a Vindima
Para aproveitar a Vindima em todos os seus aspectos, os atrativos do Vale dos Vinhedos oferecem atividades especiais no período de 07 de janeiro a 19 de março.
A Abertura Oficial da Vindima no Vale dos Vinhedos acontecerá no dia 28 de janeiro, no Hotel Villa Michelon. O evento contará com a bênção dos parreirais e dos vitivinicultores, colheita e pisa das uvas com as Soberanas do Vale dos Vinhedos e filó italiano de confraternização.
Durante o período, a colheita e pisa das uvas também poderá ser realizada em outros empreendimentos, em pacotes de um dia ou com hospedagem inclusa para um final de semana especial. Hotel & Spa do Vinho, Casa Valduga, Hotel Villa Michelon, Pousada Florenza e o Circolo Trentino di Bento Gonçalves oferecem esta atividade mediante reserva antecipada.
Eventos que unem gastronomia e vinho também são atração no período: o Winery & Food Cave de Pedra e o Cálice de Estrelas acontecem já no dia 14 de janeiro. E para os amantes do esporte, a Maratona do Vinho será realizada no dia 12 de fevereiro em meio às paisagens do Vale dos Vinhedos e da Estrada do Sabor. E a La Sfida Vindima 2017 será realizada nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro, em três cidades – Pinto Bandeira, Garibaldi e Bento Gonçalves – sendo encerrada no Vale dos Vinhedos. Ambas estão com inscrições abertas.
Piqueniques em meio aos parreirais carregados de uvas são atração também na Vinhos Larentis e na Cave de Pedra. A atividade também pode ser realizada no Jardim Leopoldina.
Oficinas de drinks com vinhos e espumantes e mini curso sobre uvas e vinhos são oferecidos pela Cooperativa Vinícola Aurora. E as tradicionais oficinas gastronômicas com temas variados são ofertadas pelo Valle Rustico Restaurante.
A Pizzato Vinhas e Vinhos oferecerá a oportunidade de realização de degustações verticais, além de harmonizar tábuas de frios de sabores variados com seus vinhos. E o Wine Garden, nos jardins da Miolo Wine Group segue durante a Vindima, com inúmeros eventos especiais.
A Vinícola Dom Cândido levará seus visitantes para conhecer os parreirais e realizará degustação orientada durante o período. Cursos de degustação e cursos de harmonização na Miolo Wine Group e na Casa Valduga complementam a oferta de atrações para o período.
Venha vivenciar conosco as belezas da Vindima 2017. Esperamos você com uma série de atrações e atividades diferenciadas, de 07 de janeiro a 19 de março.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

VINICULTOR NOS EUA INOVA AO DETALHAR CUSTO DE PRODUÇÃO DE VINHO

VINICULTOR NOS EUA INOVA AO DETALHAR CUSTO DE PRODUÇÃO DE VINHO

No último trimestre de 2015, depois que todas as suas uvas cresceram, foram colhidas, esmagadas e colocadas em grandes barris de carvalho, Mark Tarlov começou a fazer as contas.

Como qualquer bom vinicultor, fez o levantamento dos custos - mão de obra, equipamentos, até mesmo embalagens - e dividiu por garrafa. Finalmente, calculou um preço, com uma margem de lucro de 45 por cento, e decidiu criar um site que usaria para vender o vinho.

Este pequeno lote de pinot noir, chamado Alit, do úmido Vale de Willamette, no Oregon, EUA, é vendido por US$ 27,45 a garrafa, e Tarlov talvez seja o único vinicultor do mundo que diz aos clientes exatamente por que cobra esse preço.

O barril custa US$ 1,1 por garrafa. O cultivo e a colheita absorvem outros US$ 5,66. E a embalagem, caixas especiais de papelão para entrega que não exigem proteção extra, custa US$ 2,88.

O vinho Alit é vendido diretamente aos consumidores, assim como muitos outros vinhos. Ele é cultivado usando técnicas tradicionais e completamente naturais; que também são relativamente comuns atualmente. O que realmente o diferencia é a maneira pela qual é precificado.

"Não conheço ninguém que faça o que ele está fazendo", disse Joshua Greene, editor que publica a revista Wine & Spirits.

O preço da maioria dos vinhos é fixado de acordo com a qualidade e com o tipo de cliente que a vinícola deseja atingir, e não com base no custo dos barris, das garrafas e da mão de obra. "O preço é ditado pela marca", explicou Greene. "Você diz: 'Quero fabricar um vinho para o 1 por cento', depois você trabalha a partir disso."

Tarlov está fazendo o oposto. "Usamos os elementos do vinho esotérico, de grande qualidade, e dizemos, “ você deveria tomar este na terça-feira'", disse. "Você não tem que reverenciar o vinho."

O modelo de negócios de Tarlov, de cálculos transparentes, foi adotado em outros setores de varejo. Mais especialmente, a marca Everlane construiu um império no segmento de vestuário ao se dirigir diretamente a clientes na internet para detalhar custos de materiais, transportes e taxas para cada peça.

Para alguns itens, a empresa até permite que os clientes escolham o preço, e o menor preço não proporciona nenhum tipo de lucro. A ideia também se espalhou entre outras startups, como a fabricante de bolsas Oliver Cabell.

O que está nas entrelinhas: os intermediários estão sendo eliminados e tanto os criadores quanto os consumidores estão recebendo mais pelo dinheiro que investem e gastam.

Praticamente todo vinicultor do mundo vende diretamente aos consumidores, mas normalmente eles dão justificativas por venderem pelos mesmos preços das lojas de varejo. Assim, não prejudicam seus parceiros no atacado e também embolsam ganhos significativos.


Os distribuidores e varejistas que vendem outros vinhos de Tarlov ainda não fizeram nenhum tipo de retaliação, pelo menos por enquanto. "Mas soou o alarme e irá soar ainda mais alto", disse Tarlov. "Mas eu adoraria ser aquele que irá destruir o meu próprio negócio." (Fonte:    Bloomberg Kyle Stock - 05/01/2017 I http://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2017/01/05/vinicultor-nos-eua-inova-ao-detalhar-custo-de-producao-de-vinho.htm)