segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

SYRAH OU SHIRAZ ?

" SYRAH OU SHIRAZ ? ” –  Estudos e testes mais recentes, comprovam com o DNA que a casta SYRAH tem origem na própria França, ou seja é autóctone do próprio Rhône, descendente de uma cepa da família vitis allogrogica, e que dá origem aos tintos da região desde os tempos do Império Romano. A Syrah é proveniente do cruzamento natural entre as variedades Mondeuse Blanche e Dureza.
            Na original francesa, a casta é mais associada às especiarias; na versão consagrada pela Austrália, a cepa traz aromas de frutas maduras, com notas de chocolate. Seu cacho é de tamanho pequeno a médio, e as bagas são pequenas.
            A casta Syrah entrou na moda recentemente. Há dez anos atrás, ninguém apostaria que ela poderia ser considerada como a melhor uva do mundo. Temos que lembrar que na década de 80, a casta Cabernet Sauvignon não tinha rival. Os vinhos que tinham a Cabernet como base fizeram o sucesso de Bordeaux há séculos. No Rhône, apesar de ser berço de grandes vinhos, a produção era escassa.
            Nos anos 90 os vinhos de Bordeaux alcançam preços astronômicos e o Rhône começou a ficar conhecido. O público amante de vinho, especialmente o neófito buscava vinhos de taninos macios e os sabores de clima quente que evidenciam a fruta madura começaram a ser mais apreciados que os de clima frio (pautados na acidez e tanicidade) e por isso mesmo considerados gastronômicos, ou seja, ideais para acompanhar comida.
            Interessante citar o fato histórico que alguns Chateaux importantes, como Cos d'Estournel, Lafite e Latour- tinham pequena, porém significativas quantidades de Syrah e faziam rotineiramente a operação de "Hermitage"- mesclar syrah com Bordeaux tintos de primeira qualidade para acrescentar-lhes cor e estrutura. "O Lafite de 1795, elaborado com Hermitage, foi o melhor vinho daquele ano", (carta do comerciante Nathaniel Johnston Guestier (princípios do sec. XIX).

v SYRAH OU SHIRAZ? Na França, ela é chamada de Syrah e dá origem aos grandes tintos da Cote du Rhône. No Novo Mundo, ganhou a grafia mais moderna- Shiraz, que é estampada nos rótulos de vinhos de países tãso diferentes como Austrália, África do Sul, Estados Unidos, Chile, Argentina e até no Brasil.
Independentemente do nome, os vinhos criados com a casta são escuros, bem estruturados, complexos e agradam a todo mundo por seus taninos presentes, porém macios, e pelos aromas de frutas escuras maduras, de especiarias e até chocolate, couro e alcaçuz.
            A diferença de nomenclatura não é apenas fonética, mais indicativa de um estilo de vinho e do respeito ao terroir, tratando-se sempre, da mesma cepa.
            Como Syrah, reina absoluta na região norte do Rhône, produzindo os Hermitage, Crozes-Hermitages, Cote-Rotie e Saint-Joseph. São vinhos que tendem a ser mais estruturados e pedem um pouco mais de tempo de guarda. São tintos que demoram a abrir na taça e a revelar todas as suas (muitas) qualidades. E são poderosos. Na sua infância, a Syrah produz vinhos frutados, expressivos e elegantes. Com o tempo a videira evolui e seus vinhos desenvolvem estrutura e textura dos seus taninos.
            No Rhône Sul, a Syrah divide os méritos com outras uvas, sendo muito utilizada em cortes (assemblages) com a Grenache, Mourvèdre, Marsanne e Cinsault, que fazem o sucesso do Chateneuf-du-Pape, num blend de até treze castas diferentes.
            Já a Shiraz resulta em tintos mais frutados, exuberantes, muito agradáveis de beber e que ficam prontos mais cedo – mas que mantém, como na sua origem francesa, a classe de envelhecer com maestria e enconato. Nestes terroirs, seus vinhos logo revelam a riqueza de aromas de frutas vermelhas, como framboesa (principalmente), toques florais, de chocolate e de especiarias – notas de pimenta do reino preta, canela e até cravo-da-índia os associam, frequentemente, a tintos preferidos pelo público feminino.
Mantêm a cor escura, que lhe é característica. Esta uva rica em antocianos chegou a ser acrescentada nos vinhos de Bordeaux e Borgonha para torná-los mais encorpados e densos em cor. Não custa lembrar que, no século XIX, o Hermitage era o vinho mais caro e valorizado da França.
            A dupla grafia faz parte da história desta uva desde meados do século XIX. Em 1832, como Syrah, ela embarcou da França rumo á Austrália pelas mãos do escocês James Busby, que mais tarde ficou conhecido como o pai da viticultura australiana. O novo nome foi dado pelos australianos para a cepa que tão bem se adaptava ao seu terroir. A Syrah era usada para fazer vinhos estilo Porto. Atualmente, ela é a uva oficial e estrela dos grandes tintos do país, aparecendo também em cortes com a Cabernet Sauvignon (principalmente).
            A expansão para as novas fronteiras ganhou força a partir da década de 1970, seja nos países do Novo Mundo, como a África do Sul, e até Itália e na própria França. No Languedoc-Roussillon, no sul da França, por exemplo, ela chega a ser chamada de Shiraz, talvez para diferenciá-la dos tintos do Rhône, e também porque o estilo é mais novomundista. É uma cepa que se adapta a climas variados e se deu muito bem no Brasil, no vale do Rio São Francisco, onde seus vinhos ganham aromas de frutas tropicais como a goiaba.
v DEGUSTANDO A SYRAH E A SHIRAZ - Dentre os fatores determinantes da qualidade do vinho, a variedade da cepa talvez seja o mais fácil de detectar numa degustação às cegas. A maior prova de qualidade de uma variedade de cepa é a sua capacidade de produzir vinhos com aromas e sabores identificáveis, mesmo que esses tenham sido influenciados pelo clima, pelo terroir e pelo tipo de plantio.
            Nos países de grande tradição vinícola, como a França e a Itália, por exemplo, ocorreu, ao longo dos séculos, uma seleção natural de cepas, prevalecendo aquelas que melhor se adaptaram ao micro-clima local. Outros fatores como resistência às pragas, qualidade e bom rendimento foram levados em conta. Essas cepas foram levadas posteriormente a outras regiões do mundo, sendo que algumas se adaptaram e outras, ou não se adaptaram ou perderam a tipicidade que apresentam em seu lugar de origem.
            A Syrah se destaca como uma das grandes uvas que chegaram aos nossos dias. É notável a qualidade dos vinhos que com ela se elabora tanto no sul da França quanto em outras regiões do mundo, notadamente na Austrália, onde se adaptou maravilhosamente e ganhou o nome de Shiraz.
            Os grandes vinhos da uva syrah vêm do norte do Rhône. Lá, em appellations célebres como Hermitage e Cote-Rôtie, a Syrah alcançou seus primeiros êxitos, no começo do século XIX. Seus vinhos chegaram a rivalizar, em prestígio e qualidade, com os grandes tintos de Bordeaux, o que, convenhamos, não é pouco. Hoje os melhores exemplares de syrah do Rhône vêm de uvas de velhas videiras, cultivadas em encostas muito inclinadas.
            Essa variedade se converteu em uma das favoritas do mundo, primeiro pela qualidade dos grandes vinhos franceses e depois pelo sucesso de seu similar australiano (grafado shiraz), que se converteu em uma força global. Atualmente, a syrah é uma das variedades mais extensamente plantadas no sul da França, tendência que se repete na Itália e em Portugal.
            Os vinhos de syrah têm como grande trunfo o poder de seduzir os consumidores com uma intensa sensação de fruta madura, bom volume de boca e taninos agradáveis. Os syrahs franceses, por virem de uma região não muito quente, têm mais acidez e são considerados mais elegantes; os australianos, de clima mais quente, são mais encorpados e dão ênfase à fruta.
            Na América do Sul, estão surgindo vinhos dessa uva no Chile, na Argentina e no Brasil. No Chile, há dez anos, só havia cerca de 20 hectares plantados. Atualmente há quase 3 mil hectares. Durante os primeiros anos de plantio, admitia-se que o syrah só daria bons resultados em zonas quentes, como Aconcagua, Maipo e Colchagua. O vinho tem um estilo australiano clássico, ou seja, bastante fruta madura e doce (lembrando geléia), encorpado, algo como os vinhos do sul da Austrália (Barrosa). No Chile, em Apalta, subzona de Colchagua, a cepa cultivada em encostas de quase 45º de inclinação deu origem a syrahs chilenos de extrema potência e concentração.
            Mesmo na Austrália, há pelo menos 10 anos, se procurava um novo modelo de shiraz, o que o levou a regiões frias, como Margaret River ou Eden Valley. Os australianos, assim como os franceses do Rhône, concluíram que a syrah era uma uva de ótima adaptabilidade, inclusive em climas com brisas frias.
            No final dos anos 90, ela foi plantada no Chile, em locais próximos ao Oceano Pacífico e sob a influência de brisas marítimas frescas (Casablanca e San Antonio). Surgiram, então, syrah chilenos premiados pela crítica e pelos próprios consumidores.
            Na Argentina, em Mendoza, nos solos quentes de pedregulhos em Barrancas, obtém-se syrahs clássicos de clima quente. Já os que vêm do Valle de Uco mostram todo seu frescor, moderado pelas brisas frias dos Andes. Na região de San Juan, onde o clima é bastante quente, têm-se outros exemplos de interessantes syrahs.
            No Brasil, há syrahs de climas quentes produzidos no Vale do São Francisco, onde a uva se adaptou bem. Também começam a aparecer alguns de clima frio, como os vindos de uvas cultivadas na serra de Santa Catarina.
♦ Os syrahs de clima quente têm cor mais evoluída, são vinhos com aromas mais expressivos desde o início, com notas intensas de torrefação, tostado e defumado, misturados a frutas vermelhas maduras e doces. Esses vinhos têm alto teor alcoólico, revelando o sol intenso que amadureceu suas uvas.
♦ Os syrahs de clima frio são vinhos mais fechados no nariz, inicialmente, mas logo vão se abrindo, oferecendo diferentes tons aromáticos: floral (violeta), frutas vermelhas, notas de couro velho (animal), às vezes, grafite, que se misturam com tons sutis de carne (recordam toucinho ou carne-de-sol). Na boca, mostram corpo médio, taninos presentes e uma acidez aguda, que desperta as papilas gustativas.

            Produz vinhos de coloração intensa, bem encorpados e aromáticos e na boca evocam frutas vermelhas (amoras e ameixas). Na Austrália, com o nome de Shiraz, dá exemplares tânicos, apimentados e de boa maturação. É responsável pelos grandes rótulos deste país.

ANAPERENNA 2006 – BAROSSA VALLEY – AUSTRÁLIA

● Vinho da Semana 492016 - ● ANAPERENNA 2006 – BAROSSA VALLEY – AUSTRÁLIA - Quando, em 1888, a família Glaetzer, emigrada da Alemanha para a Austrália se estabeleceu no Vale Barossa, criando uma das primeiras experiências com o cultivo da vinha naquele continente, não poderia fazer idéia da repercussão da iniciativa. A mais nova geração, através de Bem Glaetzer, jovem enólogo da casa, conheceria os píncaros da glória, conseguindo, entre outros tantos louvores, 100 pontos de Robert Parker, com seu Amon-Ra 2006. Ben é filho de outro grande ícone na enologia da Austrália, Colin Glaetzer, fundador da Vinícola em 1995 e autor do legendário vinho E&E Black.
 A Shiraz é a uva símbolo da Austrália, cujos vinhos são os mais desejados de todo o país, especialmente os produzidos em Barossa Valley. Este exemplar, produzido por Ben Glaetzer – o enólogo mais prestigiado da Austrália – recebe uma pequena porcentagem de Cabernet Sauvignon. Segundo Lisa Perrotti, crítica da Robert Parker’s Wine Advocate, Glaetzer Anaperenna Shiraz Cabernet 2012 é um tinto profundamente perfumado e por isso lhe agraciou com cobiçados 93 pontos. Creme de cassis, mirtilo, geleia de cereja, anis, pimenta, defumado e ervas frescas foram são nuances que encontrar no aroma deste vinho. Em boca é encorpado, intenso e carnudo.
            O rótulo foi inspirado na Deusa Romana Ana Perenna e simboliza “ano duradouro”. No dia 15 de março os romanos homenageiam a Deusa em uma festa realizada na primeira lua cheia do calendário romano onde pedem que conceda longevidade e saúde à cada copo de vinho bebido naquele dia. Passa 15 meses em barricas de carvalho francês.
● Notas de Degustação: Cor rubi brilhante. No nariz é muito frutado, com frutas escuras como cerejas e ameixas escuras, compotadas, e nuances herbáceas. Potente no nariz e no paladar, a primeira sensação é de doçura, de licor de ameixa, seguida de notas de sândalo e nuances chocolate e balsâmico. Os taninos são maduros, finos, macios, criando uma textura cremosa e bom corpo. Um vinho com perfil gastronômico, sedutor e que cria clima de meditação.
● Reconhecimentos Internacionais: 93 RP (2012).
● Estimativa de Guarda: um vinho que aguenta fácil 10 anos.
Notas de Harmonização:             Assado de tira, joelho de porco, stinco de cordeiro, risoto de parma, vegetais gratinados. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

INCÓGNITO CORTES DE CIMA – VINHO REGIONAL ALENTEJANO 2012

● Vinho da Semana 492016 - ● INCÓGNITO CORTES DE CIMA – VINHO REGIONAL ALENTEJANO 2012 – ALENTEJO – PORTUGAL – Costumo dizer que quando o vinho une qualidade e história, o binômio é infalível, resultando em um sucesso estrondoso. Podemos contar a história deste vinho da seguinte forma: Era uma vez um açoriano, da ilha Graciosa, Francisco Correia, que um belo dia de 1888, emigrou para os Estados Unidos, onde foi barbeiro e cortou o cabelo a muitos cowboys famosos, como Wyatt e Virgil Earp. Teve dois filhos e duas filhas e o mais velho dos quatro teve mais filhos e netos. Uma das netas chamava-se Carrie, que se veio a casar com um dinamarquês, Hans Jorgensen.

Engenheiro mecânico, Hans fez fortuna na Malásia, onde conheceu Carrie e, um dia, quis tornar-se viticultor, coisas do destino. Compraram um barco e começaram a viajar pelo mundo à procura do local ideal para plantar a sua vinha. Depois de terem visitado várias regiões do mundo, nomeadamente França (Vale do Rhône) e Espanha, de que não gostaram particularmente, chegaram a Portugal. Foi aí, aqui, cá, que os Jorgensen descobriram o que procuravam, perto da Vidigueira, sul de Portugal. Carrie achou a paisagem muito parecida com a da sua Califórnia natal, e o clima mediterrâneo bem diferente da fria Dinamarca de Hans.

            Tinham chegado a Cortes de Cima, onde, em 365 hectares de terra, não havia uma só videira e onde apenas se produziam cereais, e com uma bela área coberta de oliveiras centenárias. Mas o clima e a simpatia das pessoas foram suficientes para decidirem concretizar ali o sonho de uma vida. Estávamos em 1988. Cem anos depois de Francisco Correia ter ido à procura do sonho americano, o destino colocava Carrie no país de origem do seu bisavô à procura do seu sonho lusitano!
            Antes de plantar as vinhas, em 1991, o seu real objetivo quando comprou as terras, Jorgensen fez-se valer dos conhecimentos de engenheiro mecânico, que havia desenvolvido durante os 21 anos em que trabalhou numa fábrica de processamento de óleo de palma na Malásia, para dotar a futura vinha de uma infra-estrutura apropriada, de uma rede elétrica e uma barragem para irrigação do vinhedo. Ao mesmo tempo, preciso e obsessivamente preocupado com os pormenores, Hans Jorgensen foi atrás dos conselhos de técnicos locais e de especialistas estrangeiros, para saber quais as castas a plantar. Ao contrário de toda a tradição vinícola daquela zona, que só tinha variedades brancas, plantou 50 hectares de castas tintas como aragonês, trincadeira, além de, seguindo as recomendações do viticultor australiano Richard Smart, e indo contra a regulamentação estabelecida, Syrah.
Por isso é que se trata de um vinho histórico, porque foi o primeiro Syrah a ser produzido no Alentejo. Estávamos em 1998, quando a casta ainda não era permitida na região. Daí o nome provocador dado ao vinho, era um Syrah incógnito.
            Na época, a casta Syrah não fazia parte das variedades autorizadas na designação Vinho Regional Alentejano (o que só veio a acontecer em 2002), obrigando Jorgensen a comercializar o vinho sem explicitar a casta no rótulo. Contudo, apesar de a casta Syrah não ser identificada, no contra-rótulo era dada uma pista, mais precisamente um acróstico, para quem soubesse ler na vertical e decifrar o enigma:
Select fruit from
Young vines, well
Ripened,
And hand
Harvested.
            Literalmente: “frutas seleccionadas de vinhas jovens, bem maduras, e colhidas à mão”. Dessa colheita inicial de ‘Incógnito’, em Cortes de Cima, consta que só há… 4 garrafas! Para reforçar, Jorgensen ainda colocou a frase atribuída a Bob Dylan “To live outside the law, you must be honest”, que em tradução livre significa “Para viver à margem da lei, tem que se ser honesto”. Ou num tom ainda mais ético: “Só se pode viver à margem da lei se formos honestos”. Aliás, só é produzido em anos de grandes safras.
            ● Notas de Degustação: cor rubi escuro e profundo, com aromas muito frutados de ameixa compotada, cerejas maraschino, chocolate, alguma nota de balsâmico, um vinho de grande exuberância aromática, com um paladar ainda muito jovem mas com os taninos finos, potente, com a madeira muito bem integrada com os frutos, muito encorpado, de grande estrutura e final cheio, com grande caráter e longevidade. Retro-gosto de grande persistência. 100% Syrah
● Estimativa de Guarda: um vinho que aguenta fácil 10 anos. Atinge seu auge entre 5 a 8 anos em garrafa.
● Reconhecimentos Internacionais: 93RP (2011)
Notas de Harmonização: harmoniza muito bem com as carnes gordurosas tais como a costela de vaca, o javali ou o cordeiro. Queijos de média cura. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Importado pela Adega Alentejana - Em BH é representada pelo Edison Vieira –  (31) 9903- 1474 / E-mail: edinhovsantos@ig.com.br e Antonio Salles –  (31) 9615-2860 / E-mail: sallesmoreira@terra.com.br

domingo, 4 de dezembro de 2016

OS 10 MANDAMENTOS DA BOA ROLHA

OS 10 MANDAMENTOS DA BOA ROLHA (e os 5 maiores pecados):
1. Evitarás surpresas - Ao fazer a reserva, pergunte se o restaurante aceita que se leve vinho de casa e quanto cobra pela taxa de rolha.
2. Planejarás - Pense em que tipo de comida vai comer para escolher que vinho levar.
3. Evitarás as pechinchas - Não pega bem levar garrafas muito mais baratas do que as da carta.
4. Pedirás algo da casa - É de bom tom pedir um coquetel ou espumante da carta para começar a refeição.
5. Sairás do comum - Prefira levar vinhos específicos ou raros (comprados em viagem, por exemplo).
6. Serás discreto - Leve o vinho em uma bolsa e entregue ao maître ou sommelier logo que chegar.
7. Pagarás o serviço - Se o restaurante não cobra a rolha, compense na taxa de serviço. Uma ideia é dar 15% em vez dos 10%.
8. Confiarás no profissional - Deixe que o sommelier faça o serviço do vinho.
9. Comerás bem - Para conhecer melhor seu vinho, peça entrada, prato e sobremesa, e analise as diferentes experiências de harmonização.
10. Compartilharás - Sempre ofereça ao sommelier uma dose do seu vinho. Para ele, será uma oportunidade de aumentar o repertório.

OS PECADOS :
1. Programação - Nunca apareça com várias garrafas em um grupo grande sem avisar.
2. Etiqueta - Não leve garrafas menores que as de 375 ml ou maiores que as magnum ( de 1,5 l).
3. Abaixo às caixas! - Não leve vinho em caixa, tipo bag-in-box.
4. Mesmos valores - Não leve vinhos mais baratos que os pratos do restaurante; vinho barato só em restaurante barato.
5. Garrafas abertas - Não leve garrafas abertas.

TAMANHO É DOCUMENTO:

O tamanho das garrafas também devem ser levados em cosideração na hora levar o seu próprio vinho para beber em um restaurante.  Não leve garrafa menor que a de 375 ml ou maior que magnum (1,5 l). As permitidas: Meia garrafa (375 ml); Jennie (500 ml); Padrão (750 ml) e Magnum (1,5 l). As proibidas: Piccolo (187,5 ml); Magnum dupla (3 l); Jerobão (4,5 l); Imperial ou Matusalém (6 l); Salmanazar (9 l); Balthazar (12 l) e Nabucodonosar (15 l). (Fonte - ISABELLE MOREIRA LIMA -  ESTADÃO – CADERNO PALADAR –  27/11/2016).

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

AMAYNA PINOT NOIR 2012

● Vinho da Semana 482016 - ● AMAYNA PINOT NOIR 2012 -  SAN ANTONIO VALLEY - CHILE – Fundada em 1999 pelo empresário José Antonio Garcés e seus filhos, a Viñas Garcés Silva é, desde o início, um projeto único que traz verdadeiras preciosidades de minúscula produção às mesas do mundo todo. São vinhos elegantes, produzidos na região fria e marítima de San Antonio-Leyda, como vinhos brancos excelentes e refinados, cheios de classe e personalidade e um fantástico e profundo Pinot Noir, que combina potência e elegância, com um final de boca e textura macia e aveludada.
Desde então, a família Garcés Silva tem obtido reconhecimento mundial e, com o passar dos anos, demonstra cada vez mais a sua paixão pela produção vinícola de alta qualidade e repleta de inovações, como a arquitetura de sua adega, construída de forma bela, funcional e harmoniosa em relação ao meio ambiente.
            Inspirada nas montanhas e no mar, a adega respeita a paisagem local e aproveita o terreno em seu favor. Embora possua tecnologia de ponta, seus níveis internos, por exemplo, permitem uma manipulação suave das uvas e mostos e a decantação natural, utilizando somente a força da gravidade. Este processo preserva os aromas e características dos vinhos, já que em nenhum momento são utilizadas bombas, garantindo maior elegância, menor adstringência e baixa deterioração de sumos e vinhos.
            A região de San Antonio-Leyda foi, por muito tempo, conhecida apenas pela produção de trigo e cevada, mas ganhando rapidamente boa reputação pela viticultura de alta qualidade, solo e clima que favorecem a produção de uvas tintas e brancas que preferem o frio e a brisa do pacífico para crescer lentamente e sem perder a acidez, como a Chardonnay, Sauvignon Blanc, Syrah e Pinot Noir.
● Notas de Degustação: Uma das grandes descobertas da Mistral, este Pinot chileno é poderoso, profundo e ao mesmo tempo elegante. Já foi indicado por Steven Spurrier, da Decanter, como o melhor vinho do Novo Mundo. É um vinho gastronômico, de textura aveludada e longo e prazeroso final de boca.
● Estimativa de Guarda: um vinho que aguenta fácil 8 anos.
Notas de Harmonização: ideal para acompanhar carnes, massas e risotos. Servir entre 14 e 16°C.

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

LEYDA SINGLE VINEYARD LAS BRISAS PINOT NOIR 2012

● Vinho da Semana 482016 - ● LEYDA SINGLE VINEYARD LAS BRISAS PINOT NOIR 2012 – LEYDA VALLEY - CHILE – Fundada em 1998, a vinícola foi pioneira na vitivinicultura no vale do Leyda. Interessados no microclima da região, os criadores construíram uma tubulação que desviou parte do fluxo do rio Maipo por oito quilômetros, o que viabilizou o cultivo de uvas de qualidade. O sucesso foi tanto que, anos depois, outras vinícolas se instalaram no Vale do Leyda, que tornou-se uma denominação de origem em 2002 e já se transformou em uma das mais promissoras para o plantio de uvas brancas.
● Notas de Degustação: Cor rubi brilhante. No nariz é frutado, com frutas vermelhas como morangos, framboesas e cerejas e nuances herbáceas. Delicado e refinado no paladar, onde a primeira sensação é de doçura, de groselha vermelha, seguida de notas de sândalo e nuances minerais. Os taninos são maduros, tem textura cremosa e corpo médio. Depois aparece o sutil toque de madeira combinado com notas minerais e acidez correta. Passa 10 meses em barrica francesa. Um vinho com perfil gastronômico.
● Reconhecimentos Internacionais: 94 Pontos Guia Descorchados (safra 2009).
● Estimativa de Guarda: um vinho que aguenta fácil 8 anos.
Notas de Harmonização: ideal para acompanhar frutos do mar como ostras gratinadas e peixes (salmão e atum), carnes brancas, aves assadas, pratos ricos em cogumelos e risotos. Servir entre 10 e 12°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

VILLARD LE PINOT NOIR GRAND VIN 2010

● Vinho da Semana 482016 - ● VILLARD LE PINOT NOIR GRAND VIN 2010 – CASABLANCA VALLEY -  CHILE – Villard é um caso a parte no Chile. Primeiramente é um pequeno produtor por opção, depois é um grande especialista em vinhos brancos e na caprichosa casta Pinot Noir, oriundos do fresco Valle de Casablanca. Seu Sauvignon Blanc Reserva Expresión foi o único penta-estrelado no “Guia de Vinhos Chilenos 2003/ 2004” e faz um estrondoso sucesso no mercado brasileiro. Os chardonnays, que fogem do estigma de “gordos, cheios de carvalho e sem frescor”, são uma lição de pureza, integridade e equilíbrio. Os Pinot Noirs, muito requintados e sem exageros de fruta em compota, são concebidos com baixos rendimentos no vinhedo.
Vinícola boutique criada em 1989, com vinhedos e vinícola no Valle de Casablanca. Uma das mais modernas vinícolas do Chile, combina a alta tecnologia com a vinicultura  tradicional. O objetivo da empresa é de produzir apenas vinhos orientados à alta qualidade, logrados com baixa produção.
                O Valle de Casablanca está localizado a 80 km a oeste de Santiago e 35 km da costa, aos pés da Cordilheira da Costa, recebendo a influência direta das correntes frias do Pacífico. É reconhecida como a melhor região do Chile para castas brancas e para a Pinot Noir. O seu particular meso-clima prolonga o período de amadurecimento das uvas, devido às oscilações de temperatura trazidas pelas brisas marinhas.
             Localizado entre a Cordilheira da Costa e o Oceano Pacífico, o Valle de Casablanca desfruta de um meso-clima caracterizado por uma fresca brisa costeira, que dilata o período de maduração das uvas, trazendo um perfeito equilíbrio entre o teor de açúcar e o da acidez. É considerada a melhor região vinícola de climas frescos do Chile. Os solos são arenosos e argilosos. A colheita é manual. Maceração pré-fermentativa de 6 dias a 8°C. A fermentação ocorre em tanques de aço inox em 8 dias, com freqüentes pigeages, permanecendo por mais 15 dias em pós-maceração.O vinho é então trasfegado para amadurecimento em barricas por 6 meses.
 ● Notas de Degustação: Belíssima coloração rubi. Deliciosa fragrância de frutas vermelhas maduras (morangos, cerejas, framboesas), com infusão de canela e cravo. Impacto maduro na boca, mas com equilibrado frescor. Retro-gosto de grande persistência.
● Estimativa de Guarda: um vinho que aguenta fácil 8 anos.
Notas de Harmonização: ideal para acompanhar Coq au vin; Ravioli de cogumelos ao molho rôti; Boeuf Bourguignon; Queijos de média cura. Servir entre 14 e 16°C.

Onde comprar: Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG