quinta-feira, 13 de outubro de 2016

ROTEIRO ENOGASTRONÔMICO PELO CHILE - UMA EXPERIÊNCIA VINHO GOURMET

O Movimento de Vinhateiros Independente nasceu em 2009 com 12 pequenos produtores e hoje possui 32 membros. Desde 2012 organizam um encontro onde seus membros participam oferecendo seus vinhos que podem ser adquiridos, misturando gastronomia e música. Esta festa convoca a simpatizantes, amantes e especialistas do vinho realizando um passeio de sabores,sensações e contato direto com os seus produtores. Este encontro é o chamado MOVI NIGHT que este ano será a sua IV Edição.
Para mais informações: http://goo.gl/U7tUdr

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A UVA CABERNET SAUVIGNON E O CHILE

A UVA CABERNET SAUVIGNON E O CHILE ” - A casta considerada a “rainha das tintas” teve sua origem na região do Médoc, em Bordeaux, na França, como um cruzamento natural entre as uvas Cabernet Franc e Sauvignon Blanc. Foi popularizada pelo sucesso mundial do “corte bordalês” onde em geral aparece misturada com a Merlot e a Cabernet Franc.
É provavelmente a variedade de uva tinta mais famosa do mundo, seguida de perto pela Merlot, proveniente também da região de Bordeaux e pela Pinot Noir, da Borgonha. Um dos fatores responsáveis por tornar a Cabernet Sauvignon a principal uva tinta foi seu grande potencial de adaptação em inúmeras regiões vinícolas ao redor do mundo, produzindo excelentes vinhos sem perder suas principais características. De forma geral, independente de onde for plantada, seus vinhos têm sempre características muito especificas como cor intensa e profunda, taninos estruturados, acidez moderada e aromas de cassis, folha de tomate, notas de especiarias e cedro.
Além da sua grande capacidade de adaptação, a Cabernet Sauvignon é uma uva fácil de ser cultivada e tem excelente resistência à doenças e intempéries, podendo ser cultivada em diversos solos e em regiões que apresentem diferentes climas. Além disto, se dá muito bem quando maturada em barricas de carvalho, permitindo que seus vinhos rústicos enquanto jovens, melhorem de forma surpreendente com o tempo de envelhecimento.
Os melhores vinhos Cabernet Sauvignon são encontrados na região francesa de Bordeaux, terra natal da cepa. Além disso, a Itália se destaca na produção dessa casta, onde participa da composição dos tradicionais vinhos chamados ‘supertoscanos’ (vinhos onde a casta sangiovese é misturada com uvas clássicas francesas como a cabernet, merlot ou syrah). Já nas regiões vinícolas do Novo Mundo, a uva Cabernet Sauvignon tem-se destacado, dando origem a grandes vinhos no Chile, Argentina, Austrália, Estados Unidos, África do Sul e mesmo no Brasil.
No Chile a uva Cabernet Sauvignon atingiu “status” de estrela, mesmo que os chilenos considerem a casta Carménère, já extinta na França, como sua tinta emblemática. A área de vinha do Chile dedicada a Cabernet Sauvignon só perde para a França. Assim, o país tornou-se uma referência na vinificação da uva, já que tem um clima ideal para a sua cultura.  Ao longo do tempo podemos até mesmo dizer que os chilenos criaram um estilo próprio de Cabernet, com muita fruta madura e aromas vegetais com toques de eucalipto ou menta, aliados à presença da madeira tostada e das intensas notas de baunilha e chocolate.
Infelizmente o sucesso também gera ônus e a popularização dos Cabernets do Chile esbarra em muitos vinhos medíocres. Portanto, procure ler este artigo até o final para poder separar o joio do trigo.
O grande lote de mudas da uva Cabernet Sauvignon e outras castas tintas francesas chegou ao Chile na década de 1850, e por isto se diz que os vinhedos chilenos estão isentos da filoxera. Uva de maturação tardia, floresce principalmente nos vales do Aconcagua, Maipo, Cachapoal e Colchagua, onde o clima quente e seco permite que ela mature totalmente, desenvolvendo os aromas e sabores de frutas vermelhas e escuras como a amora, cereja, figo, criando vinhos frutados amigáveis fáceis de beber e de gostar.
A maior área do Vale Central é região ampla e plana e onde boa parte do vinho chileno é feito.  No entanto os melhores rótulos do Chile costumam ser oriundos dos vinhedos plantados nos sopés e escarpas das Montanhas que formam os Andes e a Cordilheira da Costa (áreas com altitudes mais elevadas), especialmente nas sub-regiões de Puente Alto (em Alto Maipo) e Alto Cachapoal.
Seja em varietais ou em misturas no estilo de Bordeaux , os vinhos do Chile surpreendem por sua qualidade, havendo amostras típicas de clima frio, onde a acidez vem das frescas brisas do Oceano Pacífico e das correntes frias geradas na Cordilheira dos Andes.
O segredo do sucesso dos vinhos Cabernets do Chile vem de seus sabores típicos ressaltando frutas maduras de groselha preta, amoras, cerejas, com notas florais de violetas, chocolate e toque mineral de grafite. O corpo vai de médio a vinhos encorpados, com acidez moderada a grande maioria custa cerca de 15 dólares. Isto os torna excelentes para o dia-a-dia, com potencial para melhorar com alguma guarda. Procure por vinhos das safras de 2007, 2009, 2011 e 2013. As principais áreas de produção a procurar nos rótulos são: Puente Alto, Cachapoal Vale, Alto Maipo (contém sub-zonas Puente Alto e Pirque.
Claro que os vinhos tops estão muito além desta faixa de preço, na faixa entre 100 a 200 euros, mas o que surpreende é que sempre há possibilidades de novas descobertas. Por isto mesmo convido a todos os interessados em bons vinhos chilenos a partir numa viagem de conhecimento na procura dos Paladares e Aromas dos Vinhos Chilenos percorrendo vários dos vales vitivinícolas mais destacados, como COLCHAGUA ao sul, SAN ANTÔNIO próximo à Costa, CASABLANCA entre a capital e Valparaíso, continuando ao norte para ACONCAGUA instalado numa área semidesértica no meio caminho entre os Andes e o Oceano Pacífico, finalizando com MAIPO abraçando a sua vibrante capital de SANTIAGO.
Neles visitando e degustando alguns dos seus ícones, mas também nos adentrando no mundo das pequenas vinícolas mais desconhecidas, membros da MOVI (Movimento de Vinhateiros Independentes) que nasceu em 2009 com 12 pequenos produtores e hoje a Família já cresceu com 32 membros.

Venha participar do Roteiro CHILE VINHOGOURMET EXPERIENCE com participação na MOVINIGHT IV, viajando conosco entre 10 a 19 de novembro de 2016. Informações e Reservas na ZÊNITHE TRAVELCLUB, Experiências EnoGastronômicas e de Conhecimento pelo Mundo e o Brasil. Belo Horizonte. MG. Contato: Daniella Starling fit2@zenithe.tur.br  TEL. (31) 3225-7773.   http://zenithetravelclub.blogspot.com.br

BRUNELLO DI MONTALCINO CASANUOVA DI NERI TENUTA NUOVA 1997

● Vinho da Semana 412016 - ● BRUNELLO DI MONTALCINO CASANUOVA DI NERI TENUTA NUOVA 1997 – TOSCANA – ITÁLIA – Vinícola fundada em 1971 por Giovanni Neri, com a compra de uma grande propriedade em Montalcino, na Toscana. Desde 1991 está sob o comando de seu filho, Giacomo Neri. A vinícola possui cerca de 55 hectares, subdivididos em 5 regiões: Pietradonice no sudeste de Montalcino, Le Cetine ao sul, Cerretalto e Fiesole ao leste e Podernuovo que ocupa a posição mais alta.
Com 45 anos de história, a Casanova di Neri pode ser considerada como uma das mais novas grandes vinícolas italianas, tendo já dois vinhos aos quais Robert Parker atribuiu seus cobiçados 100 pontos (Tenuta Nuova 2010, e Cerretalto 2001) e há quem diga que são seus alguns dos melhores Brunellos já produzidos em Montalcino. E os resultados da Casanova di Neri não se limitam a Parker: Wine Spectator, James Suckling e Wine Enthusiast são outras das mais respeitadas publicações que já lhe concederam suas notas máximas por algumas vezes. O Gambero Rosso, por sua vez, atribuiu seus máximos "tre bicchieri" a nada menos que doze dos quinze vinhos produzidos por ela.
            A explicação para tantas avaliações excelentes tem diversas origens: o terreno, localizado a noroeste da região e onde Jancis Robinson aponta como a região do "verdadeiro Brunello", é considerado particularmente bom para a produção da Sangiovese Grosso, já que possui diversas disposições que permitem obter resultados diversos com as vinhas.
            De acordo com o proprietário Giacomo Neri, seus vinhos são muito parecidos entre si, o que é proposital. A intenção é que cada um tenha sua distinção nas suas múltiplas facetas, resultado de cada terroir dos três terrenos de sua propriedade e suas características intrínsecas. Para ele, não há distinção do tipo de tonel ou de madeira que seus vinhos passam, uma vez que o importante é o resultado obtido por ele.
A trajetória de Montalcino começa com uma estrada. Essa cidade, localizada na região central da Toscana, era um ponto comercial de extrema importância no período da Idade Média, e fazia parte da rota que ligava a Itália à Inglaterra. Além disso, muitas pessoas passavam por Montalcino com destino a Roma, para verem o Papa. Aliás, muitos Papas passaram por lá antes de serem coroados, assim como outras personalidades da época e diversos viajantes.
            Por volta dos anos 1500, o vinho de Montalcino começava a ser reconhecido e o Brunello di Montalcino foi um de seus abre-alas. Mas depois da Segunda Guerra Mundial as coisas não ficaram muito boas para o povo daquela região. Um dos piores acontecimentos foi na verdade a abertura da estrada Del Sole, que ligava Roma a Milão, sem passar por Montalcino.
            Essa estrada fez com que a cidade ficasse esquecida e deixada de lado até por seus próprios habitantes. Não havia viajantes e 70% da população acabou saindo de lá deixando o local legado à miséria. A produção de vinho sofreu bastante com a situação, pois também muitos produtores não tinham condições de continuar o seu negócio.
            Mas, os poucos habitantes que optaram por ficar em Montalcino, não se entregaram e decidiram recomeçar do zero. Foi criado então o Consórcio de Brunello, onde pequenos produtores locais se reuniram para promover o próprio vinho.  Uma revolução! Outros produtores de vinho, dessa vez de todos os lugares do mundo, começaram a olhar para Montalcino e alguns acabaram mudando-se pra lá.
            Já em 1980, Brunello di Montalcino virou a primeira Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG), da Itália. Bom, daí em diante o sucesso tomou proporções ainda maiores.Hoje o Brunello di Montalcino que conhecemos é produzido com 100% Sangiovese Grosso ou Brunello, um clone da já conhecida Sangiovese. Os vinhedos estão localizados entre 300 e 500 metros acima do nível do mar e o clima em Montalcino é um dos mais secos de toda a Toscana.
            O Brunello é um vinho para se beber depois de alguns anos. Não tenha pressa, ou você pode perder o que de melhor esse vinho tem a oferecer. Muitos deles podem durar facilmente até 30 anos.
● Notas de Degustação: cor rubi ainda com boa tonalidade, com ligeira nota de evolução. No nariz exala aromas intensos e muito elegantes de madeira tostada, café, frutos vermelhos e negros (como ameixa e cerejas) e especiarias balsâmicas. Um nariz muito elegante e que se repete no paladar com bom corpo, num vinho aveludado, denso, com taninos macios (e ainda presentes) e bela acidez, deixando o vinho refrescante e gastronômico, condimentado e especiado. Belo equilíbrio de fruta e madeira criando um conjunto complexo e prazeroso. Não é à toa que a safra de 97 foi mágica na Itália. Final longo, convidando ao segundo gole e a segunda garrafa, mas infelizmente só havia esta !!!
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por mais alguns anos, mas já estava muito gostoso.
● Reconhecimentos Internacionais: 94 Wine Spectator.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro assado, javali, ensopado de carnes com ervas, pratos de sabor acentuado e bem temperados. Pernil de cordeiro, costela suína assada e hamburguer de picanha com molho barbecue. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Estava na minha adega. 

LE SERRE NUOVE DELL´ORNELLAIA 2012

● Vinho da Semana 412016 - ● LE SERRE NUOVE DELL´ORNELLAIA 2012 – IGT BOLGHERI – TOSCANA - ITÁLIA – A vinícola Ornellaia abriu as portas em 1981 na pitoresca Vila de Bolgheri, na Toscana. Comprometida com a busca da excelência, a vinícola produz vinhos únicos, inspirados pela natureza e aperfeiçoados pelo homem. A Tenuta Dell' Ornellaia baseia-se na crença de que os vinhos devem ser a expressão mais fiel do terroir de onde vem. Sendo assim, o respeito pelo território é a base principal para a elaboração de seus vinhos. Isso envolve toda a cadeia no processo de produção de vinhos, desde as pequenas produções, para garantir a máxima qualidade e atenção a cada detalhe, até a colheita selecionada é feita manualmente. Sem contar todo o cuidado no envelhecimento em madeira.
Bolgheri é uma região relativamente nova na Toscana e é também lar deste poderoso e intrigante vinho, que já conquistou desde renomados críticos a estrelas hollywoodianas – para quem não sabe, foi o vinho servido durante a festa de casamento de George Clooney com Amal Alamuddin. Composto pelas uvas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Petit Verdot, este tinto poderia se passar sem dificuldades por um vinho de Bordeaux. Passa 15 meses em barricas de carvalho no seu processo de maturação.
● Notas de Degustação: Os aromas de cereja e cassis são envolventes e sedutores, e estão bem integrados com as notas de especiarias, chocolate, carvalho e mineral. No paladar mostra taninos presentes ainda, macios, com ótimo equilíbrio e notas de frutos maduros. Longo e prazeroso no paladar.
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 10 anos em garrafa a partir da safra, mas já está muito gostoso.
● Reconhecimentos Internacionais: 92 RP.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, cordeiro assado, filé mignon com batata recheada de brie ou queijos maturados. Servir entre 16 e 18°C. Recomenda-se 60 minutos de decantação.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

BRANCAIA IL BLU 1999 – ROSSO TOSCANO IGT – TOSCANA – ITÁLIA

● Vinho da Semana 412016 - ● BRANCAIA IL BLU 1999 – ROSSO TOSCANO IGT – TOSCANA – ITÁLIA – Era 1981 quando o casal suíço Brigitte e Bruno Widmer comprou a vinícola Brancaia, na região de Chianti Classico, na Toscana. Apenas dois anos depois, a Casa Brancaia foi classificada em primeiro lugar como os melhores produtores de Chianti em uma degustação de Chianti Classico. Desde então, se estabeleceu rapidamente em nível internacional. O próximo passo seria expandir as regiões de cultivo da Casa Brancaia. Em 1989, adquiriram mais um vinhedo em Chianti e em 1998 chegaram até Maremma, apenas a 10 quilômetros do mar. Desde então, colhem as sementes do sucesso. Sem dúvida, um dos melhores produtores italianos dos últimos tempos.

O ícone da vinícola, este vinho tinto foi criado para demonstrar toda a elegância, complexidade e intensidade que a vinícola Brancaia consegue alcançar em seus vinhos. Seus aromas de cereja, cedro e pimento são acentuados pelas notas de especiarias no paladar. Com taninos equilibrados e acabamento firme, este vinho merece o título de clássico que ganhou ao longo dos anos. Corte de 50% Sangiovese, 45% Merlot, 5% Cabernet Sauvignon, passa 20 a 24 meses em barril de carvalho.
● Notas de Degustação: cor rubi ainda intensa apesar de uma nota de evolução, afinal o vinho era de 1999 ! No nariz é outro vinho com uma explosão de aromas intensos, com uma mescla muito elegante da madeira, frutos vermelhos e negros (como ameixa e cerejas) e especiarias. Um nariz muito elegante e que se repete no paladar que tem bom corpo, num  vinho aveludado, denso, com taninos macios e boa acidez, deixando o vinho com perfil  gastronômico, condimentado e especiado. Belo equilíbrio de fruta e madeira criando um conjunto complexo e prazeroso. Final longo, convidando ao segundo gole e a segunda garrafa. Corte das uvas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e outras
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por pelo menos 15 anos em garrafa a partir da safra, mas este estava no ponto e muito gostoso.
● Reconhecimentos Internacionais: 92 Wine Spectator.
Notas de Harmonização: cordeiro assado, filé mignon com batata recheada de brie ou queijos maturados. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

BRUNELLO DI MONTALCINO MOCALI VIGNA DELLE RAUNATE 2004

● Vinho da Semana 412016 - ● BRUNELLO DI MONTALCINO MOCALI VIGNA DELLE RAUNATE 2004 – TOSCANA - ITÁLIA – A vinícola Mocali foi comprada na década de 50 pelo Sr. Dino Ciacci (um dos vinte e cinco promotores do Consórcio de Brunello di Montalcino) e foi sucedido por seu sobrinho, Ticiano Ciacci, hoje proprietário. A vinícola Mocali está situada no sudoeste de Montalcino, a uma altitude de 350/400 metros acima do nível do mar.
Compreende cerca de 32 hectares, dos quais 9 de vinha (6 hectares de membros Brunello di Montalcino) e 2 hectares de olival (Frantoio, Leccino e Moraiolo). A fazenda está situado nas colinas que cercam a cidade de Montalcino, vinhas e olivais, intercalados com bosques de carvalho e medronheiros. Seus vinhos são indicados pela Carta de Vinhos da Itália que apresenta uma seleção dos melhores 100 vinhos italianos.   
Vinificado a partir de uvas cultivadas em marga e solo calcário, fermentado em tanques de aço inoxidável, e envelhecida por três anos em grandes tonéis de carvalho esloveno, este vinho mantém traços de terroir, o nariz e boca são infundidos com uma sutil mineralidade distintivo das vinhas Mocali, enquanto a influência de carvalho está presente, mas perfeitamente integrados.
● Notas de Degustação: cor rubi intenso. Um nariz complexo e equilibrado de framboesa e cereja, especiarias doces e notas de chocolate, alcaçuz doce, canela e café, este Brunello é concentrado, vibrante e totalmente digno de envelhecimento. Belo equilíbrio de fruta e madeira criando um conjunto complexo e prazeroso. Final longo, convidando ao segundo gole.
● Reconhecimentos Internacionais: 91WS e 92WE.
● Estimativa de Guarda: Tem estrutura para evoluir por mais 3 a 5, mas já está muito gostoso.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro assado, ensopados de carnes com ervas, pratos bem temperados. Servir entre 16 e 18°C. Recomenda-se decantar por 30 minutos.

Onde comprar: Em BH: CASA DO VINHO - End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177. Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891 - Blog: http://blogdacasadovinho.blogspot.com / Facebook: www.facebook.com/casadovinhobh Site: www.casadovinho.com.br  

SASSOALLORO IGT 2003 – TOSCANA - ITÁLIA

● Vinho da Semana 412016 - ● SASSOALLORO IGT 2003 – TOSCANA - ITÁLIA – Em uma das mais belas e privilegiadas localizações do Sul da Toscana, o talentoso Jacopo Biondi Santi, herdeiro do mítico Brunello Biondi Santi “Il Greppo” em Montalcino, prosseguiu com seu próprio projeto: a produção de vinhos que atendem às necessidades do mercado especializado mas que não conflitem com a imagem de Brunello, a qual seu nome está intimamente ligado. Sassoalloro é um ambicioso projeto da renomada vinícola Biondi Santi para produzir um vinho exuberante, aliando potência e concentração com muita fruta e elegância, sinônimo de vinho moderno de alta qualidade na Toscana.
A vinícola de Jacopo está localizada em Scansano, uma fortaleza de grande encanto arquitetônico e valor verdadeiramente monumental, no coração da extraordinária paisagem rural de Maremma (terra extremamente adequada para a produção de vinho e que agora é chamada de "California da Itália").
            Jacopo tem produzido alguns dos melhores e mais deliciosos vinhos da região — supertoscanos de grande prestígio e assim em 1993 surgiu o famosíssimo Sassoalloro, feito a partir das mesmas uvas de Brunello, mas vinificado de forma inovadora para criar um vinho de prontidão instantânea sem perder a longevidade característica dos grandes vinhos da Toscana. É um vinho de enorme sucesso e muito apelo, com seu sabor macio, aveludado, elegante e aroma frutado fresco, unido classe e equilíbrio com todo o sabor da Sangiovese. É um dos mais bem avaliados supertoscanos, recebendo sempre altas notas da imprensa especializada.
            A composição do solo, a variedade de microclimas e o mar da região fazem a vedação adequada para a produção de vinhos do mais alto nível, que expressam totalmente o grande potencial e qualidade dos vinhos produzidos na Maremma.
Verdadeiro superstar toscano, o Sassoalloro é um grande sucesso, combinando intensidade, concentração e riqueza aromática com muita classe e um toque aristocrático. Trata-se de um vinho profundo e moderno, delicioso de se beber. Altamente recomendado! O vinho é maturado em barricas de carvalho francês por 14 meses, estagiando mais 6 meses em garrafa antes da comercialização.
● Notas de Degustação: Cor rubi profunda com leve nota de evolução, afinal o vinho já tinha 13 anos de guarda. Aromas de boa intensidade de frutas escuras como cereja e floral de violetas, tudo muito bem integrado o toque doce de madeira dando qualidade para o vinho. Taninos macios, maduros e muito bem integrados, com boa acidez, corpo médio para bom, elegante e complexo. Longo e prazeroso final de boca.
● Estimativa de Guarda: esta exemplar estava no ponto, até porque a safra de 2003 foi muito quente em toda Europa e via de regra seus vinhos maturam mais rápido. Safras mais novas tem capacidade para evoluir por pelo menos 8 a 10 anos em garrafa a partir da safra. Recomenda-se decantar por 30 minutos.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes suculentas em geral, cordeiro assado, ensopados de carnes com ervas, pratos bem temperados. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.