● OS “DIAMANTES” DO VINHO – Os tartaratos são cristais inofensivos que lembram cristais
de vidro e podem ser formados durante a fermentação ou envelhecimento do vinho
na garrafa por ação do ácido tartárico. São componentes menos solúveis em
preparados alcoólicos do que no sumo da uva e solidificam a temperaturas mais
baixas.
O vinho é rico em tartarato
ácido de potássio, sal que se forma pela reação do ácido tartárico e do
potássio presentes na uva. Esse sal é insolúvel à baixa temperatura, o que
provoca a formação de cristais. Isso ocorre, por exemplo, quando se coloca o
vinho no refrigerador, e portanto, não são prejudiciais a nossa saúde. Aliás é
daí que nasce o “sal de frutas” tão usado como anti-ácido.
O ácido tartárico tem um alto
poder de salificação e ao longo da fermentação e maturação do vinho vai se
transformando em sais que cristalizam e precipitam. Estes sais (tartaratos e
bitartaratos) cristalizam a baixa temperatura sendo motivo da instabilidade do
vinho porque se formam no produto quando este é submetido ao frio (problema
para os vinhos brancos e espumantes que são esfriados antes de consumidos).
Para evitar a formação
desses cristais no vinho branco engarrafado, já que são servidos frios,
procede-se a um tratamento com temperaturas que variam de -1ºC a -4ºC. Essa
prática, realizada sempre antes do engarrafamento, provoca a formação, a
precipitação e a eliminação de cristais de tartarato ácido de potássio por meio
da filtração.
Os sais do ácido tartárico são
empregados como aditivos alimentares, como acidulantes, estabilizantes,
reguladores da acidez e como antioxidantes O excesso de tartaratos pode
precipitar, no vinho. O tartarato pouco solúvel é o de sódio; por isso,
modernas vinícolas utilizam um processo familiar aos químicos, o de troca
iônica, onde os íons sódio são substituídos por potássio, gerando um tartarato
mais solúvel.






