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o artigo “ O VINHO CHIANTI – PARTE 2 “ -
A Toscana é um jardim de videiras, rodeado por delícias enogastronômicas,
especialmente nas localidades próximas à Florença. A tradição vitivinícola está
voltada majoritariamente para o vinho tinto. O Chianti, o Brunello di
Montalcino, o Vino Nobile di Montepulciano, o Carmignano e o Morellino di
Scansano são apenas alguns dos exemplos dos famosos tintos toscanos.
Ainda
que a produção dos vinhos brancos seja interessante, fica sufocada pela fama e
imponência dos tintos. Uma das uvas brancas mais interessantes encontradas na
região é a Vernaccia di San Gimignano, da qual se produz o vinho do mesmo nome.
Destaque também para a Trebbiano Toscana, Malvasia Bianca, Malvasia di Candia e
Ansonica, nome toscano da uva Inzolia da Sicília.
Dentre
as uvas tintas, a que se sobressai é a Sangiovese, largamente difundida e cultivada,
capaz de produzir vinhos excepcionais.
O
alinhamento com a Comunidade Européia foi fator decisivo para a retomada da
produção de vinhos de alta qualidade e o estabelecimento legal das denominações
de origem, quando em 1963, o decreto 930 de 12/02 introduziu um sistema que
assinalava uma divisão clara entre os vinhos considerados “de mesa” e aqueles
de maior qualidade. Com esta lei, criou-se a sigla de VQPRD (Vino di Qulaitá
Prodotto in Regione Determinada).
A
partir da safra de 1984, o CHIANTI tornou-se um vinho de Denominação Controlada
e Garantida, DOCG. Com a inclusão da denominação, a quantidade de vinho no
mercado diminuiu pela metade, pois alguns produtores medíocres não conseguiram
produzir na qualidade mínima requerida. Ainda assim a produção é imensa.
Os
Chianti Classico Riserva são por lei, amadurecidos pelo menos dois anos em
carvalho e envelhecidos três meses em garrafa, mas muitos produtores, em busca
da excelência, trabalham seus vinhos por mais tempo. Os melhores Têm corpo
médio (típico da casta), e elegantes aromas de figo, ameixa, frutas compotadas
e especiarias. Boa parte tem complexidade aromática, com toques oxidativos que
costumam encantar quem os degusta.
v AS ZONAS DE PRODUÇÃO: O sistema de produção italiano define principalmente a
zona geográfica da denominação; as uvas e os percentuais com os quais os vinhos
devem ser produzidos; o rendimento máximo das uvas por hectare; a graduação
alcoólica mínima; a tipicidade dos vinhos contemplados pela região de
denominação; o tempo mínimo de afinamento antes da liberação ao mercado, além
de características químicas e físicas e qualidade organoléptica.
O
sistema de produção italiano define principalmente a zona geográfica da
denominação; as uvas e os percentuais com os quais os vinhos devem ser
produzidos; o rendimento máximo das uvas por hectare; a graduação alcoólica
mínima; a tipicidade dos vinhos contemplados pela região de denominação; o
tempo mínimo de afinamento antes da liberação ao mercado, além de
características químicas e físicas e qualidade organoléptica.
O
sistema é construído nas categorias idealmente concebidas em uma “pirâmide di
qualitá”, na qual está no vértice o nível qualitativo mais alto.
As categorias,
partindo do nível de qualidade mais baixo até o mais elevado são Vino da
tavola, IGT (Indicazione Geográfica Típica), DOC (denominazione di Origine
Controllata), DOCG (denominazione di Origine Controllata i Garantita).
Instruções
adicionais de algumas denominações estabelecem atribuições acessórias para
vinhos que possuem características de produção particulares e que tenham
indicadas no rótulo as seguintes terminologias:
♦ CLASSICO: indica um vinho produzido na
zona historicamente mais típica e normalmente a parte onde se iniciou a
denominação, como por exemplo Chianti Classico, elaborado exclusivamente na
área delimitada de Florença.
♦ SUPERIORE: indica um vinho que possua
grau alcoólico maior que o mínimo estabelecido na denominação, como por
exemplo, Bardolino Superiore. Usualmente esse valor é de cerca de 0,5 grau
alcoólico maior.
♦ RISERVA: indica um vinho que tem
período de afinamento (em barrica e garrafa) mais longo comparativamente ao
estabelecido como requisito mínimo da denominação, como por exemplo, Agliânico
Del Vulture Riserva, no qual o período de afinamento é de 12 meses.
O
mercado está repleto de Chiantis, mas nem todos são bons, o ideal é garimpar,
pois algumas surpresas são vinhos excepcionais. Se for possível opte pelos
vinhos da região Classico, ou ainda pelos Galo Nero.
v LENDAS EM TORNO DO CHIANTI:
A
história do vinho de Chianti é repleta de lendas, e uma delas conta que as
cidades de Florença e Siena viviam brigando pelas extensões de seus vinhedos.
Depois de algumas batalhas, a Igreja e o Duque Cosimo de Médici 3º - Grão-Duque
da Toscana, interferiram no conflito e ficou decidido que num dia determinado,
ao raiar do dia e o galo cantar, um cavaleiro sairia de Florença, armado no seu
cavalo e outro sairia de Siena. Onde eles se encontrassem, seria o limite dos
vinhedos de uma cidade e de outra. Para tanto, Siena fez um concurso para
escolher o galo que cantaria ao raiar do dia, escolhendo um campeão, um típico
Chester, de peito inflado e espora armada. Já Florença, escolheu um galo
magrinho, preto, morto de fome ! Resultado:
ao primeiro raio de sol, o galo de Florença cantou e o cavaleiro saiu
correndo, ganhando espaço para os vinhedos serem reconhecidos como florentinos
O galo de Siena, bem alimentado, depois de uma noite de folia no galinheiro, só
acordou com o sol já indo alto. Quando o cavaleiro de Siena montou no cavalo e
saiu na estrada, praticamente o representante de Florença já estava chegando à
muralha da cidade. Oficialmente, o cavaleiro florentino estava a cerca de 12 Km
de Siena. Acordo feito, resultado colhido, Siena e Florença respeitaram os
limites determinados neste encontro. Os produtores de Florença comemoram até
hoje o feito, dando aos melhores produtos o scudetto del Galo Nero. Florença ficou com o território maior para
fazer os Chianti Clássicos. Siena ficou com a denominação genérica Chianti. Si
non é vero ...
♦ DOCG BRANCOS: Vernaccia di San
Ginignano (Vernaccia)
♦ DOCG TINTOS: Brunello di Montalcino
(Sangiovese Grosso) I Carmignano (Sangiovese, Canaiolo Nero, Cabernet
Sauvignon, Cabernet Franc) I Chianti Classico (Sangiovese, Canaiolo Nero,
Malvasia, Trebbiano)
♦ Chianti de outras zonas: Colli Aretini,
Colli Fiorentini, Colli Senesi, Colline Pisane, Montalbano, Montesperto, Rufina
(Sangiovese, Canaiolo Nero, Malvasia, Trebbiano)
♦ Vino Nobile di Montepulciano
(Sangiovese Grosso, Canaiolo Nero)
Os
vinhos de Chianti mostram muito da alegria do vinho italiano, é impossível não
se apaixonar por eles. Experimente uma
boa taça, com Saúde !.






