segunda-feira, 11 de julho de 2016

BOUZA TANNAT VIÑEDO PAN DE AZUCAR 2013 – MONTEVIDEO – URUGUAI

● Vinho da Semana 282016 - ● BOUZA TANNAT VIÑEDO PAN DE AZUCAR 2013 – MONTEVIDEO – URUGUAI –um vinho da mesma Bouza. A Bodega Bouza é um passeio clássico para quem deseja fazer enoturismo no Uruguai, talvez seja a bodega mais visitada e conhecida do país. A Bodega Bouza não é uma simples vinícola, pra começar ela é uma Vinícola Boutique, e concentra boa parte de sua produção em vinhos orgânicos. Com isso a produção não é das maiores, mas o foco está na qualidade e não na quantidade. Ainda assim, eles produzem cerca de 100 mil garrafas ao ano, com vinhos premiados e aclamados, colocando a Vinícola Bouza entre uma das maiores vinícolas do Uruguai.
            São 5 tipos de uvas em suas plantações: Tannat, Merlot, Chardonnay, Trempanillo e Albariño, distribuídos em aproximadamente 23 hectares, variando o solo e o relevo do terreno. Tudo isso para produzir vinhos com diferentes sabores e aromas. E tem um detalhe: toda a colheita é feita a noite, quando o clima está mais úmido garantindo mais frescor ao cacho de uva.Uvas colhidas manualmente no ponto ótimo de maturidade, com baixa produtividade (36 hectolitros/ha). Seleção manual de uva grão por grão. Fermentação controlada a 26°C em tanques de inox para com maceração por 10 dias com duas remontagens diárias. Trasfega para barricas de carvalho onde ocorre a malolática e o amadurecimento.
Guiados pela premissa fundamental da adega, em que o trabalho à escala sempre oferece os melhores resultados, a família Bouza ainda está comprometida com produtos diferenciados e inovadores. Sob essa idéia, este fio condutor, nasce das vinhas de Pão de Açúcar; com o mar a poucos quilómetros e o homónimo Cerro completar o ambiente natural perfeito.
Após um trabalho preparatório árduo e meticuloso, as vinhas situadas a leste do Uruguai deu seus primeiros resultados. Em termos absolutos, é um kit de 7.717 garrafas, distribuídos entre as quatro uvas produzidas: Riesling (2598 garrafas), Pinot Noir (861), Merlot (2006) e Tannat (2252), todos pertencentes a vindima de inicial de 2013, que teve pouca chuva, permitindo um ótimo estado de maturação de todos os frutos.
Este é um terroir muito particular, com uma forte influência marítima, que é aumentada pelo fenômeno da Virazon. Tal como expresso no rótulo das garrafas, todos os dias do verão, particularmente durante a maturação das uvas, nas primeiras horas da tarde o vento vira para entrar a partir do mar para o território, e é recebido integralmente pelo vinha.
Estas influências são adicionados a um solo pedregoso composto principalmente de sienítico rocha degradada, tornando o terroir um extremamente importante quando degustação elemento de vinhos.
Depois de colhidas, as uvas de cada parcela são transferidos para a adega em Melilla, que são embalados separadamente, a fim de apreciar melhor as características de cada uma das uvas.
● Notas de Degustação: Púrpura intenso. Nariz potente com ameixa e marmelo, também baunilha, especiarias, couro e torrefação. Na boca é encorpado, equilibrado e persistente. Robusto em estrutura que o credencia a melhorar por vários anos. 100% Tannat do Vinhedo Maldonado.
● Estimativa de Guarda:Creio que já está num ótimo momento. A janela de consumo estima até 10 anos e deveria já estar na descendente desde 2014, o que não verdade.
Notas de Harmonização: Rabada; Ossobuco; Cassoulet; Costela assada ou ensopada; Javali e lebre em úmido; Queijos de massa dura, bem afinados.Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH -Enoteca Decanter- Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG

BOUZA MERLOT TANNAT VIÑAS VIEJAS 2013 – MONTEVIDEO - URUGUAI

● Vinho da Semana 282016 - ● BOUZA MERLOT TANNAT VIÑAS VIEJAS 2013 – MONTEVIDEO - URUGUAI – A Bodega Bouza é uma das maiores vinícolas do Uruguai. Ela produz quase 100 mil garrafas por ano e seus vinhos já receberam diversos prêmios importantes pelo mundo. A empresa oferece aos visitantes uma visita guiada pela propriedade, que pode ser acompanhada por uma saborosa degustação de vinhos. É um dos melhores passeios para se fazer em Montevidéu e mesmo quem não gosta de vinhos vai ficar encantado com o lugar.
As visitas guiadas ocorrem todos os dias em três horários: 11h, 13h e 16h. O passeio tem um custo de 200 pesos uruguaios ou 10 dólares. Esse valor é apenas para a visita. Quem quiser complementa-la com uma degustação de vinhos da linha média da vinícola paga 500 pesos uruguaios ou 25 dólares, sendo que esse valor já inclui a visita e a degustação, que juntas tem uma duração aproximada de 1h30. A degustação ocorre no restaurante da bodega, na parte final do passeio. Recomendo fazer a visita completa, com degustação, para provar os bons vinhos da empresa, acompanhados de uma tábua de pães e frios, com explicação detalhada de enólogos.
A Bodega Bouza foi inaugurada em 2003, no mesmo ano em que os primeiros vinhos foram produzidos. Ela possui duas propriedades. Uma é esta onde acontece a visita e que é a sede da empresa, localizada no distrito de Melila e que possui aproximadamente 10 hectares. Essas instalações pertenciam a uma pequena vinícola familiar, construída em 1942, mas foram totalmente reformadas pela família Bouza quando adquiridas, em 2002. A outra unidade, onde há apenas plantações de uvas num terreno de cerca de12 hectares, está na localidade de Las Violetas, que pertence ao departamento (estado) de Canelones.
Cada bloco dá origem a um vinho específico, mesmo que seja do mesmo tipo de uva. O fato de eles estarem localizados em diferentes tipos de solo e relevo pode causar um sabor diferente no produto final, por isso cada vinho recebe um tipo de denominação, como por exemplo Tannat A6, Tannat A7, etc. Cada letra e número se refere ao bloco de onde a uva foi colhida. Os vinhos com letra A são de uvas plantadas na sede da empresa, enquanto os que possuem a letra B, tem origem no outro terreno da vinícola.
A colheita das uvas ocorre entre fevereiro e março, por isso não encontramos nenhuma nas plantações. Ela é feita geralmente na parte da noite, para dar mais frescor ao cacho por causa da umidade. Em agosto ocorre a poda dos galhos e ramos e em novembro os cachos começam a se formar novamente. Em dezembro e janeiro é feito uma seleção das uvas. Cada galho produz em média cinco cachos, porém quatro são removidos para que o único que restar possa absorver sozinho todos os nutrientes da planta, adquirindo mais qualidades. As uvas descartadas são deixadas no chão para que as plantas possam absorver naturalmente todos os seus nutrientes.
da tradição e inovação que é a recompensa de uma mente aberta.
A adega está localizada no sub-solo. Lá estão armazenados cerca de 300 barris, sendo 60% de carvalho francês e 40% de carvalho americano. É nesses barris que os vinhos descansam por meses para adquirirem características como aroma e sabor.
● Notas de Degustação: Coloração rubi intensa, borda purpúrea luminosa. Explode no nariz com frutas vermelhas maduras e ameixa passa, após a oxigenação surge café e defumado. Equilibrado em boca, cremoso na textura, mas com acidez para manter tensão no conjunto.
● Estimativa de Guarda:Creio que já está num ótimo momento. A janela de consumo estima até 6anos.
Notas de Harmonização: Carne de porco confitada na própria gordura; Risotto com speck e cogumelos; Caçarola de galinhola à camponesa; Queijos em média cura.Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH -Enoteca Decanter- Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG

CHATEAU MONTUS 2008 – MADIRAN - FRANÇA

● Vinho da Semana 282016 - ● CHATEAU MONTUS 2008 – MADIRAN - FRANÇA–Do mesmo ALAIN BRUMONT.Elaboração: Viticultura orgânica com adubo animal e ''marc'' de uvas. Tratamentos fitossanitários orgânicos certificados: ''lutte raisonnée''. Colheita manual com estrita seleção de no máximo 5 cachos por vinha. Desengace total, fermentação alcoólica à 28ºC, com ''pigeage'' (abaixamento do chapéu de sólidos no mosto) e macerações durando de 3-6 semanas em função da safra. Malolática em grande cubas de madeira com posterior trasfega as barricas para o amadurecimento. Engarrafado sem filtração.
● Notas de Degustação: Coloração rubi concentrada, belo halo violáceo luminoso. Aroma sedutor de cassis, coulis de amoras, grafite e deliciosos tons balsâmicos que se abrem com a oxigenação. Os taninos já estão bem fundidos na estrutura plena de equilíbrio, profundidade e longa persistência.Corte das Castas: 75% Tannat, 25% Cabernet Sauvignon
● Estimativa de Guarda:Creio que já está num ótimo momento. A janela de consumo estima até 15 anos.
Notas de Harmonização: Confit de pato; Cassoulet; Pombo em salmis; Civet de lebre; Rabada; Ossobuco.Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH -Enoteca Decanter- Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG

CHATEAU BOUSCASSE 2004 – MADIRAN – FRANÇA

● Vinho da Semana 282016 -● CHATEAU BOUSCASSE 2004 – MADIRAN – FRANÇA –Alain Brumont é um homem que pertence à terra, um enólogo generosa que trouxe Madiran a atenção do mundo. Estes vinhos nascem do espírito apaixonado de um nativo Gasconha orgulhoso que, muito raramente, conhece todas as plantas de videira em suas propriedades Montus e Bouscassé. O homem é genuíno, apaixonado, falador, evocando a sua infância truanting, sua carreira e seu trabalho (um modelo de seu tipo), seu Madiran e sua luta para melhorar a qualidade dos vinhos do Sudoeste da França. Acima de tudo, ele fala de Tannat - a variedade de uva que tem sido frequentemente criticada no passado, mas com o qual ele produziu seus melhores vinhos.
Alain Brumont herdado vinhedos Château Bouscassé de seu pai em 1979, que hoje abrange 120 hectares. Ele comprou o mal degradadas Château Montus em 1980. Foi nessa época que ele entendeu que Tannat tinha o potencial para produzir vinhos excepcionais e ele começou a desenvolver o método Brumont.
Hoje, os frutos de seu trabalho são reconhecidos por toda a profissão vinho, por jornalistas, enólogos e sommeliers. Ele é reconhecido como o ícone do sudoeste e entre os dez melhores do mundo. Alain Brumont é um visionário e vinte anos à frente do seu tempo.
Elaboração: Viticultura orgânica com adubo animal e ''marc'' de uvas. Tratamentos fitossanitários orgânicos certificados: ''lutte raisonnée''. Colheita manual com seleção acurada das uvas mais maduras e saudáveis em baixos rendimentos com densidade de 7.500 pés/ ha. Desengace total, fermentação alcoólica com ''pigeage'' (abaixamento do chapéu de sólidos no mosto), a 28°C, com macerações durando de 3-6 semanas dependendo da safra. Engarrafamento sem filtração.
● Notas de Degustação:Cor rubi concentrada, belos arquetes no copo. Complexo e potente, com frutos negros bem maduros, alcaçuz, cravo e grafite no nariz. A boca está marcada por prazerosa força tânica, grande generosidade e harmonia. Um Madiran marcante, com final agradável com boa persistência. Corte de  65% Tannat, 25% Cabernet Sauvignon e 10% Cabernet Franc.
● Estimativa de Guarda:Beba-o de vez, mas pode ser guardado fácil por 12 anos após a safra, e portanto está em boa hora.
● Reconhecimentos:REVUE DU VIN DE FRANCE 2010: 16 em 20 WINE ENTHUSIAT: 92 em 100 WINE SPECTATOR: 89 em 100.
Notas de Harmonização: Risotto de pato selvagem e lentilhas; Cassoulet; Bochecha de porco glaçada; Civet de lebre; Rabada; Ossobuco.Servir entre 16 e 18 °C.

Onde comprar: Em BH -Enoteca Decanter- Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618.ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG

segunda-feira, 4 de julho de 2016

CARDÁPIO 14 DE JULHO - AU BON VIVANT


A UVA TANNAT


Escrevi o artigo A UVA TANNAT “ - A Tannat é uma uva tinta da família da Vitis Vinifera originária do sul da França e hoje é a casta emblemática do Uruguai. Cria vinhos de muito caráter, bastante corpo e estrutura, muito tanino (aliás, é daí que vem o nome Tannat), com grande intensidade de cor, aromas deliciosos de frutas escuras e chocolate, com ótima concentração e excelente capacidade de envelhecer. Ela costuma entrar sozinha na produção de tintos encorpados e também são comuns os cortes com outras uvas.
A origem da Tannat é o Madiran, no centro da região sudoeste da França. Uma uva tinta de forte carga tânica encravada na melhor região produtora de brancos do sudoeste Francês, Pau e Jurançon. Mas, nesta região, entre as tintas, reina absoluta a Tannat. Junto com a Baga, originária da Bairrada, Portugal, são uvas de alta carga de taninos. Os vinhos elaborados com esta casta, enquanto jovens são muito tânicos, ácidos e rústicos. Mas lembrem-se que é uma uva com vocação para envelhecer com saúde. Assim como a Tannat sul-americana, os vinhos de Madiran podem e devem esperar algum tempo para aflorarem suas qualidades, passando de vinhos rústicos e duros para vinhos aromáticos, gordos, algo fumado, agradáveis de longo retrogosto.
Não por acaso, nasceu no Madiran a técnica da micro-oxigenação desenvolvida pelo enólogo Patrick DuCournau e tão divulgada por Michel Rolland. Você não precisa entender detalhes desse método (que consiste na aplicação de pequenas borbulhas de oxigênio no mosto durante a fermentação nos tanques), mas saber que ele tem o objetivo de amaciar os taninos, o que confirma o caráter marcante desta uva.
Foi por volta de 1870 que o imigrante francês Don Pascual Harriage plantou as primeiras videiras de Tannat no Uruguai, e só 200 anos mais tarde, porém, a produção comercial ganhou impulso, fase em que os imigrantes bascos iniciaram o cultivo dessa uva. O sucesso foi tanto que a Tannat tornou-se símbolo das vinícolas do país e hoje ocupa um terço de toda a área plantada do país. No total são cerca de 400 vinícolas no país, sendo que cerca de trinta delas têm expressão internacional. Muitas são as variedades cultivadas no Uruguai. As tintas representam 72% da área cultivada. Dentre as brancas, predominam a Sauvignon e Chardonnay, com presença de Sauvignon Gris, Viognier e Riesling. Nas tintas, pode-se escolher entre diversas cepas além da Tannat, como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir, Tempranillo, Shiraz e Petit Verdot.
A Tannat uruguaia, também conhecida no país como Harriague, referência a Don Pascual, apresenta um estilo diverso do francês, devido às diferenças clonais e de terroir. Com um clima marítimo temperado, o país é cercado por três grandes volumes de água: Oceano Atlântico, rio da Prata e rio Uruguai, o que torna as temperaturas noturnas suficientemente baixas para propiciar vinhos finos e com frescor, e produz vinhos bem diferentes dos “primos” franceses.
No geral, o vinho de Tannat uruguaio é menos agressivo e mais frutado que o francês, mantendo as características de cor escura, com taninos marcantes, teor alcoólico médio e afinidade com carvalho. Para moderar sua tanicidade, ela costuma ser cortada no Uruguai com a Merlot ou com a Cabernet Sauvignon para dar maior estrutura ao líquido. Seus aromas comuns lembram frutas vermelhas maduras e o contato com carvalho proporciona toques de baunilha, coco, chocolate, charuto, café, entre outros. Na boca geralmente apresenta grande volume, com boa estrutura e finais de boca prolongados.
Lá, foi o mercado que determinou a localização das principiais vinícolas, que se instalaram perto de Montevidéu, com a maior concentração populacional do país, e cerca de 84% da produção do país. Durante muito tempo, o mercado interno absorvia quase toda a produção do país, que não se destacava muito em termos de qualidade. O consumo interno é significativo (29,2 litros por habitante ano, o 13º do mundo), mas a exportação passou a ser crucial. O mercado brasileiro é o maior cliente natural, e consome 50% do total exportado. Essa proporção pode crescer, pois os vinhos costumam ter preços relativamente atraentes e a qualidade vem evoluindo cada vez mais.
A Tannat caiu como uma luva no Uruguai, pois é uma uva pródiga, aromática e seus vinhos têm muito corpo. A planta dessa uva tem ciclo curto. No Uruguai costuma chover na época da colheita, o que não é nada bom. As uvas que amadurecem mais cedo são, naturalmente as mais adequadas. Pois podem ser colhidas antes do período habitual de precipitações. As tardias, como a Cabernet Sauvignon não são tão prezadas. Tannat e Merlot são relativamente precoces e se completam em muitos cortes. No caso a Merlot entra para “amaciar” a Tannat a gerar vinhos mais atraentes e suaves.
A Tannat é rica em antioxidantes naturais, que ajudam a prevenir doenças, entre elas alguns tipos de câncer. Já foi descoberto por meios de pesquisas realizadas por médicos, que a casta Tannat é rica em revesratrol, substância muito encontrada em vinhos tintos que é extremamente benéfica para a saúde, auxiliando na redução do mau colesterol e no combate ao câncer. A uva já ocupa 1/3 dos vinhedos do Uruguai – um volume duas vezes maior do que em sua terra natal na região de Madiran, no sudoeste da França.
Há pessoas que associam a Tannat a vinhos duros e ácidos, o que de certa forma estão certas, pois os que não passam por madeira e não têm o cuidado necessário, desde a videira, são assim mesmo. O contrário é verdadeiro, os vinhos bem cuidados, desde as vinhas, passando por barricas e com os taninos perfeitamente lapidados  geram rótulos redondos e com grande estrutura, podendo ser guardados por mais de uma década para harmonizar os pratos de inverno. São vinhos bem elaborados,  elegantes e são ótimo acompanhamento para as carnes, como nos churrascos. Para muitos críticos gastronômicos, os vinhos da Tannat também são excelente acompanhamento para pratos condimentados como uma feijoada.
A explicação para o sucesso destas harmonizações é simples: o segredo é a forte carga tânica que esta uva traz consigo. Os taninos combinam com gordura. Portanto,  um item que aproxima a Tannat da culinária típica de inverno, como o tradicional churrasco, carnes assadas, pratos baseados de carne de ovelha e outros bastante encorpados e condimentados. Os vinhos feitos com a Tannat são ideais para combinar sua estrutura com a culinária gaúcha.
O sucesso da casta Tannat induziu outros países a trabalharem com a uva. O Brasil produz ótimos vinhos, se destacando pela sua qualidade, vem ganhando espaço nos vinhedos da Região Sul. Ela chegou pela Campanha, nos anos 1970. Por muito tempo, nos dois países a casta foi símbolo de aspereza e rusticidade na garrafa. Mas, com o tempo, nos dois países a casta começou a dar origem a versões mais amenas da bebida. Também podemos encontrar a casta em outros países como Argentina, África do Sul, Austrália, Itália e Estados Unidos.


● Vinho da Semana 27/2016 - ● ROSSO DI MONTALCINO ALTESINO 2009 – MONTALCINO – TOSCANA – ITÁLIA

● Vinho da Semana 27/2016 - ● ROSSO DI MONTALCINO ALTESINO 2009 – MONTALCINO – TOSCANA – ITÁLIA – A Vinícola Altesino fica a cerca de 15 minutos da antiga colina de Montalcino. Foi fundada em 1970 por Giulio Consonno; ele criou Montosoli, considerado o primeiro “ single vineyard” (cru) Brunello di Montalcino em 1975, e a primeira grappa feita na cantina Toscana. Quando Consonno morreu em 2002, Altesino e Montosoli foram reconhecidos como uma das principais vinícolas e vinhos tintos da Itália.
            Desde 2002, a adega Altesino é propriedade de Elisabetta Gnudi Angelini, um farmacêutica e empresária de cosméticos de Roma. Ela é apoiada tecnicamente pelo proprietário anterior e enólogos Pietro Rivella e Paolo Caciorgna. Após a virada do século, a propriedade, que foi construída no século XV pela família nobre Tricerchi, criando o magnífico Palazzo Altesi vem sendo equipado com estruturas modernas e funcionais de adega para fermentação, refinação e engarrafamento dos nobres da vinícola.
Em uma área agrícola de cerca de 80 hectares 44 hectares são de vinhas destinadas à produção de vinhos finos. Eles são divididos em Crus Altesino, Macina, Castelnuovo dell'Abate (em Velona) Pianezzine e Montosoli. Além de Sangiovese di Montalcino - que ocupa a maior parte das vinhas e é usado principalmente para a produção do Brunello clássico, o mais simples Rosso di Montalcino e Palazzo Altesi - ainda são cultivadas as tintas Cabernet Sauvignon e Merlot.
Estas duas variedades francesas, em combinação com a Sangiovese di Montalcino dão corpo ao d'Altesi e o Rosso di Altesino. Há ainda as uvas Trebbiano e Malvasia para o Vin Santo e Vermentino, Chardonnay e Viognier para o Bianco di Altesino, que completam a gama de rótulos da adega Altesin.
Este Rosso criado por um dos produtores mais proeminentes de Brunello di Montalcino vem esta mistura “unoaked” de 80% Sangiovese, além de toques de Cabernet Sauvignon e Merlot. Como resultado, nenhum contato carvalho, o frutado toma o lugar central.
● Notas de Degustação: Rubi com leve evolução na cor e aroma, este vinho mostra fruta evidente com notas de framboesa, ameixa e cereja. Seco no paladar frutado, equilibrado e de longo acabamento. Rico e de boa intensidade, um vinho na medida certa para acompanhar pratos italianos. Em boca mostra corpo médio, com um final longo e muito equilibrado, muito agradável.
● Estimativa de Guarda: Beba-o de vez, mas tenha em mãos uma segunda garrafa. Entretanto pode ser guardado por mais 1 a 2 anos fácil, mas o balsâmico começa a aparecer, tirando um pouco o foco da fruta.
Notas de Harmonização: para acompanhar carnes de caça, carnes vermelha, massa com codorna desfiada. A codorna com alguns toques adocicados em seu molho vai muito bem com o vinho. Servir entre 17 a 19°C.

Onde comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.