segunda-feira, 4 de julho de 2016

A UVA TANNAT


Escrevi o artigo A UVA TANNAT “ - A Tannat é uma uva tinta da família da Vitis Vinifera originária do sul da França e hoje é a casta emblemática do Uruguai. Cria vinhos de muito caráter, bastante corpo e estrutura, muito tanino (aliás, é daí que vem o nome Tannat), com grande intensidade de cor, aromas deliciosos de frutas escuras e chocolate, com ótima concentração e excelente capacidade de envelhecer. Ela costuma entrar sozinha na produção de tintos encorpados e também são comuns os cortes com outras uvas.
A origem da Tannat é o Madiran, no centro da região sudoeste da França. Uma uva tinta de forte carga tânica encravada na melhor região produtora de brancos do sudoeste Francês, Pau e Jurançon. Mas, nesta região, entre as tintas, reina absoluta a Tannat. Junto com a Baga, originária da Bairrada, Portugal, são uvas de alta carga de taninos. Os vinhos elaborados com esta casta, enquanto jovens são muito tânicos, ácidos e rústicos. Mas lembrem-se que é uma uva com vocação para envelhecer com saúde. Assim como a Tannat sul-americana, os vinhos de Madiran podem e devem esperar algum tempo para aflorarem suas qualidades, passando de vinhos rústicos e duros para vinhos aromáticos, gordos, algo fumado, agradáveis de longo retrogosto.
Não por acaso, nasceu no Madiran a técnica da micro-oxigenação desenvolvida pelo enólogo Patrick DuCournau e tão divulgada por Michel Rolland. Você não precisa entender detalhes desse método (que consiste na aplicação de pequenas borbulhas de oxigênio no mosto durante a fermentação nos tanques), mas saber que ele tem o objetivo de amaciar os taninos, o que confirma o caráter marcante desta uva.
Foi por volta de 1870 que o imigrante francês Don Pascual Harriage plantou as primeiras videiras de Tannat no Uruguai, e só 200 anos mais tarde, porém, a produção comercial ganhou impulso, fase em que os imigrantes bascos iniciaram o cultivo dessa uva. O sucesso foi tanto que a Tannat tornou-se símbolo das vinícolas do país e hoje ocupa um terço de toda a área plantada do país. No total são cerca de 400 vinícolas no país, sendo que cerca de trinta delas têm expressão internacional. Muitas são as variedades cultivadas no Uruguai. As tintas representam 72% da área cultivada. Dentre as brancas, predominam a Sauvignon e Chardonnay, com presença de Sauvignon Gris, Viognier e Riesling. Nas tintas, pode-se escolher entre diversas cepas além da Tannat, como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir, Tempranillo, Shiraz e Petit Verdot.
A Tannat uruguaia, também conhecida no país como Harriague, referência a Don Pascual, apresenta um estilo diverso do francês, devido às diferenças clonais e de terroir. Com um clima marítimo temperado, o país é cercado por três grandes volumes de água: Oceano Atlântico, rio da Prata e rio Uruguai, o que torna as temperaturas noturnas suficientemente baixas para propiciar vinhos finos e com frescor, e produz vinhos bem diferentes dos “primos” franceses.
No geral, o vinho de Tannat uruguaio é menos agressivo e mais frutado que o francês, mantendo as características de cor escura, com taninos marcantes, teor alcoólico médio e afinidade com carvalho. Para moderar sua tanicidade, ela costuma ser cortada no Uruguai com a Merlot ou com a Cabernet Sauvignon para dar maior estrutura ao líquido. Seus aromas comuns lembram frutas vermelhas maduras e o contato com carvalho proporciona toques de baunilha, coco, chocolate, charuto, café, entre outros. Na boca geralmente apresenta grande volume, com boa estrutura e finais de boca prolongados.
Lá, foi o mercado que determinou a localização das principiais vinícolas, que se instalaram perto de Montevidéu, com a maior concentração populacional do país, e cerca de 84% da produção do país. Durante muito tempo, o mercado interno absorvia quase toda a produção do país, que não se destacava muito em termos de qualidade. O consumo interno é significativo (29,2 litros por habitante ano, o 13º do mundo), mas a exportação passou a ser crucial. O mercado brasileiro é o maior cliente natural, e consome 50% do total exportado. Essa proporção pode crescer, pois os vinhos costumam ter preços relativamente atraentes e a qualidade vem evoluindo cada vez mais.
A Tannat caiu como uma luva no Uruguai, pois é uma uva pródiga, aromática e seus vinhos têm muito corpo. A planta dessa uva tem ciclo curto. No Uruguai costuma chover na época da colheita, o que não é nada bom. As uvas que amadurecem mais cedo são, naturalmente as mais adequadas. Pois podem ser colhidas antes do período habitual de precipitações. As tardias, como a Cabernet Sauvignon não são tão prezadas. Tannat e Merlot são relativamente precoces e se completam em muitos cortes. No caso a Merlot entra para “amaciar” a Tannat a gerar vinhos mais atraentes e suaves.
A Tannat é rica em antioxidantes naturais, que ajudam a prevenir doenças, entre elas alguns tipos de câncer. Já foi descoberto por meios de pesquisas realizadas por médicos, que a casta Tannat é rica em revesratrol, substância muito encontrada em vinhos tintos que é extremamente benéfica para a saúde, auxiliando na redução do mau colesterol e no combate ao câncer. A uva já ocupa 1/3 dos vinhedos do Uruguai – um volume duas vezes maior do que em sua terra natal na região de Madiran, no sudoeste da França.
Há pessoas que associam a Tannat a vinhos duros e ácidos, o que de certa forma estão certas, pois os que não passam por madeira e não têm o cuidado necessário, desde a videira, são assim mesmo. O contrário é verdadeiro, os vinhos bem cuidados, desde as vinhas, passando por barricas e com os taninos perfeitamente lapidados  geram rótulos redondos e com grande estrutura, podendo ser guardados por mais de uma década para harmonizar os pratos de inverno. São vinhos bem elaborados,  elegantes e são ótimo acompanhamento para as carnes, como nos churrascos. Para muitos críticos gastronômicos, os vinhos da Tannat também são excelente acompanhamento para pratos condimentados como uma feijoada.
A explicação para o sucesso destas harmonizações é simples: o segredo é a forte carga tânica que esta uva traz consigo. Os taninos combinam com gordura. Portanto,  um item que aproxima a Tannat da culinária típica de inverno, como o tradicional churrasco, carnes assadas, pratos baseados de carne de ovelha e outros bastante encorpados e condimentados. Os vinhos feitos com a Tannat são ideais para combinar sua estrutura com a culinária gaúcha.
O sucesso da casta Tannat induziu outros países a trabalharem com a uva. O Brasil produz ótimos vinhos, se destacando pela sua qualidade, vem ganhando espaço nos vinhedos da Região Sul. Ela chegou pela Campanha, nos anos 1970. Por muito tempo, nos dois países a casta foi símbolo de aspereza e rusticidade na garrafa. Mas, com o tempo, nos dois países a casta começou a dar origem a versões mais amenas da bebida. Também podemos encontrar a casta em outros países como Argentina, África do Sul, Austrália, Itália e Estados Unidos.


● Vinho da Semana 27/2016 - ● ROSSO DI MONTALCINO ALTESINO 2009 – MONTALCINO – TOSCANA – ITÁLIA

● Vinho da Semana 27/2016 - ● ROSSO DI MONTALCINO ALTESINO 2009 – MONTALCINO – TOSCANA – ITÁLIA – A Vinícola Altesino fica a cerca de 15 minutos da antiga colina de Montalcino. Foi fundada em 1970 por Giulio Consonno; ele criou Montosoli, considerado o primeiro “ single vineyard” (cru) Brunello di Montalcino em 1975, e a primeira grappa feita na cantina Toscana. Quando Consonno morreu em 2002, Altesino e Montosoli foram reconhecidos como uma das principais vinícolas e vinhos tintos da Itália.
            Desde 2002, a adega Altesino é propriedade de Elisabetta Gnudi Angelini, um farmacêutica e empresária de cosméticos de Roma. Ela é apoiada tecnicamente pelo proprietário anterior e enólogos Pietro Rivella e Paolo Caciorgna. Após a virada do século, a propriedade, que foi construída no século XV pela família nobre Tricerchi, criando o magnífico Palazzo Altesi vem sendo equipado com estruturas modernas e funcionais de adega para fermentação, refinação e engarrafamento dos nobres da vinícola.
Em uma área agrícola de cerca de 80 hectares 44 hectares são de vinhas destinadas à produção de vinhos finos. Eles são divididos em Crus Altesino, Macina, Castelnuovo dell'Abate (em Velona) Pianezzine e Montosoli. Além de Sangiovese di Montalcino - que ocupa a maior parte das vinhas e é usado principalmente para a produção do Brunello clássico, o mais simples Rosso di Montalcino e Palazzo Altesi - ainda são cultivadas as tintas Cabernet Sauvignon e Merlot.
Estas duas variedades francesas, em combinação com a Sangiovese di Montalcino dão corpo ao d'Altesi e o Rosso di Altesino. Há ainda as uvas Trebbiano e Malvasia para o Vin Santo e Vermentino, Chardonnay e Viognier para o Bianco di Altesino, que completam a gama de rótulos da adega Altesin.
Este Rosso criado por um dos produtores mais proeminentes de Brunello di Montalcino vem esta mistura “unoaked” de 80% Sangiovese, além de toques de Cabernet Sauvignon e Merlot. Como resultado, nenhum contato carvalho, o frutado toma o lugar central.
● Notas de Degustação: Rubi com leve evolução na cor e aroma, este vinho mostra fruta evidente com notas de framboesa, ameixa e cereja. Seco no paladar frutado, equilibrado e de longo acabamento. Rico e de boa intensidade, um vinho na medida certa para acompanhar pratos italianos. Em boca mostra corpo médio, com um final longo e muito equilibrado, muito agradável.
● Estimativa de Guarda: Beba-o de vez, mas tenha em mãos uma segunda garrafa. Entretanto pode ser guardado por mais 1 a 2 anos fácil, mas o balsâmico começa a aparecer, tirando um pouco o foco da fruta.
Notas de Harmonização: para acompanhar carnes de caça, carnes vermelha, massa com codorna desfiada. A codorna com alguns toques adocicados em seu molho vai muito bem com o vinho. Servir entre 17 a 19°C.

Onde comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.

Vinho da Semana 27/2016 - ● FILIPA PATO ENSAIOS 2006 – VINHO REGIONAL BEIRAS – PORTUGAL

● Vinho da Semana 27/2016 - ● FILIPA PATO ENSAIOS 2006 – VINHO REGIONAL BEIRAS – PORTUGAL – Ser herdeira de um grande nome no mundo do vinho não é fácil. Assim sendo, Filipa estreou fazendo experimentos que resultam em vinhos muito bem acabados. Filipa Pato, filha do reverenciado enólogo Luís Pato (possivelmente mais conhecido por ser um dos grandes defensores da Baga), herdou a paixão de seu pai para o vinho e especialmente para castas portuguesas. Ela acredita na complementaridade essencial da tradição e inovação que é a recompensa de uma mente aberta.
Embora amasse as vinhas e os aromas de fermentação que a cercavam quando criança, ela não tinha certeza se queria ser uma enóloga, então estudou engenharia química na Universidade de Coimbra. No entanto, após estágios no Chateau Cantenac Brown em Bordeaux, na Finca Flichman em Mendoza e Leeuwin Estate na Austrália Ocidental, Filipa regressou a Portugal em 2001 para fazer o vinho na região das Beiras. Sorte nossa !!!
● Notas de Degustação: Corte das uvas: Touriga Nacional 30%, Jaen 35% e Baga 35%. Envelhecido por 9 meses em pipas de 650 litros de carvalho Allier, novo e usado, durante um período de 6 meses. A cor mostra pequena evolução, mas os aromas continuam sendo de violeta e pinheiro dado pela Touriga Nacional e frutos silvestres dado pela Baga e Jaen. No paladar o vinho une a estrutura característica da casta Baga com a elegância da Touriga Nacional e Jaen, com corpo médio, taninos macios neste momento, com fim de boca equilibrado e gostoso. Fermentação em tanques de aço inoxidável a 28° C, com extração cuidadosa e lenta. 50% amadurecido em barricas usadas e 50% em aço inox. No final, um vinho versátil.
● Estimativa de Guarda: Creio que já está num ótimo momento. A janela de consumo estimava até 8 anos e deveria já estar na descendente desde 2014, o que não verdade.
Notas de Harmonização: Carnes vermelhas (churrasco), frango assado, peito de pato grelhado, aves em geral, pizza, massas com molhos fortes. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Importado pela PORTO A PORTO e CASA FLORA.  Em BH – a CASA FLORA é representada pelo Ronaldo Bassalo – Tel.: (31) 8783-4132.  
● Vinho da Semana 272016 - ● DEHESA GAGO 2013 – TORO - ESPANHA – Toro é uma região espanhola nova, promissora e excelente, localizada próxima à Ribera del Duero. Produz vinhos tintos potentes, concentrados e de muita estrutura com a ótima uva Tinta de Toro, clone da casta Tempranillo que prevalece na região. Alguns destes vinhos já estão entre os melhores e mais reputados da Espanha.
            Apesar de seu sucesso ser recente, a região de Toro é antiga na vinicultura. A área espanhola teve seus primeiros vinhedos plantados na época do Império Romano, mas o sucesso ocorreu apenas anos depois, na Idade Média. A produção de vinhos em Toro teve uma ascensão surpreendente, tornando-a uma das regiões preferidas na época das grandes navegações, quando marinheiros e desbravadores optavam pelos vinhos da região em suas longas expedições para o descobrimento de novas terras.
            O genial Telmo Rodríguez é um dos mais talentosos enólogos da Espanha. Além de enólogo e sócio da Remelluri, um reputado Rioja, ele vem explorando o rico terroir espanhol, elaborando ótimos e premiados vinhos em diversas regiões produtoras: Ribera del Duero, Toro, Cigales, Navarra, Rueda, Rioja, Alicante e Málaga. São todos vinhos excelentes, de muita personalidade, e com uma relação qualidade/preço imbatível. Foi a "Bodega do Ano" de 2003 na Espanha, segundo a revista do Guia Peñin.
O talentoso enólogo Telmo Rodríguez é responsável por este tinto de fruta abundante e ótima presença de boca, produzido com a Tinto del País (Tempranillo) de vinhedos selecionados na região de Toro. É um vinho de excelente relação qualidade / preço!.
● Notas de Degustação: cor rubi intensa. Aromas de frutas vermelhas e negras maduras, especiaria de pimenta do reino, café chocolate e tabaco. Na boca, os taninos estão macios e com o carvalho muito bem integrado, dando espaço para as frutas maduras aparecerem. Um vinho que agrada consumidores que gostam de vinhos redondos e diretos no paladar. Paladar rico, com taninos volumosos, macios e bem constituídos, acidez evidente e um aporte de madeira bem integrado ao conjunto. O final agradável com boa persistência.
● Estimativa de Guarda: Beba-o de vez, mas pode ser guardado fácil por 5 anos.
● Reconhecimentos: A safra 2012 obteve 90 pontos de Robert Parker. A de 2013 obteve 93 Wine Enthusiast.
Notas de Harmonização: Um vinho que combina bem com os queijos fortes, com sabores profundos de chocolate amargo, café, figo turco, é um vinho perfeito para se beber com um assado na refeição principal, como uma paleta de Cordeiro, com molho redução de balsâmico e vinho do porto e acompanhado de risoto de açafrão ficará ótimo também. Servir entre 16 e 18 °C.

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.

TERROIR MINEIRO

● TERROIR MINEIRO - Restaurantes criam pratos inspirados nas regiões do Estado. Difícil dissociar ingredientes como ora-pro-nobis, frango caipira, queijo, carne de porco e quiabo da típica cozinha mineira, na qual as pessoas se reúnem em volta da mesa com amigos e família. Não é por acaso que esse patrimônio imaterial, que passa de geração em geração, é reconhecido internacionalmente e tem, desde 2012, uma data dedicada a si: o Dia da Gastronomia Mineira, celebrado na próxima terça-feira (5).
            Para comemorar essas tradições, entre 5 e 30 de julho, cinco restaurantes de BH elaboraram pratos especiais, representando os terroirs mineiros, ou seja, sabores típicos de cada uma das regiões do Estado. “Cada lugar tem uma característica específica e ingredientes locais. Regionalizar a nossa gastronomia é uma maneira bem mais fácil de mostrar para as pessoas esta diversidade cultural, e a ideia é que os restaurantes passem, cada vez mais, a identificar esses ingredientes regionais em seus pratos”, disse o curador da Semana da Gastronomia Mineira, Edson Puiati.
            A programação do evento inclui, ainda, debates e outras atividades com a presença de chefs renomados em diversos pontos da capital. Para Puiaiti, a intenção é valorizar e resgatar a história e os valores da gastronomia mineira, por meio de produtos catalogados cuidadosamente. Um exemplo é a copaíba. Óleo extraído de uma árvore típica do Cerrado, é o ingrediente indispensável para serenar o filé mignon do Café Cine Brasil. O prato ainda leva alfavaca nativa, purê de abóbora, creme de mandioca na manteiga de garrafa e requeijão moreno.
Do Espinhaço, o restaurante Xapuri aproveitou a textura de “comida molhada” e criou o bambá, uma mistura irresistível de angu recheado com gema de ovo e gratinado com queijo, miúdos de porco e frango e couve, ideal para aquecer as noites frias da região.
            Já o Café com Letras Liberdade se inspirou na cozinha da região dos Rios – composta pelas regiões dos vales dos rios Doce, Jequitinhonha e Mucuri – para criar o ravióli recheado com requeijão de raspa, ragu de carne de sereno e ora-pro-nobis sauté.
            Já a truta, peixe típico da serra da Mantiqueira, passou pelo processo de cura para ser fatiada, bem fininha, e virar recheio juntamente com creme de queijo, dill e crocante de pinhão tostado na manteiga de garrafa do pão de queijo d’A Pão de Queijaria.
v RELEITURA - As quitandas típicas da região Central do Estado, onde estão cidades como São Tiago, Lagoa Dourada e Ouro Branco, foram um prato cheio para que o chef Jaime Solares, da Borracharia Gastrobar, criasse o Tiramisù mineiro. “Peguei a receita tradicional do doce italiano e substituí os ingredientes por iguarias, como os biscoitos de limão e laranja embebidos na cachaça de ervas com um toque de café”, disse o chef. O doce também leva creme a base de requeijão e queijo canastra.

            Os pratos refletem toda a diversidade da gastronomia do Estado. “Aqui na região Central, a comida é mais ‘aguada’ e ‘molhada’. Já no Norte, é mais seca, com ingredientes como a farinha e o peixe cascudo. Em BH, somos uma influência de todas as regiões”, disse Jaime. Confira a programação completa no site: www.institutoeduardofrieiro.com.br/programacao/gastronomia-tematica (Fonte – JORNAL PAMPULHALORENA K. MARTINS - 02/07/2016).

5 a 10 SET 2016. VIAGEM ENOGASTROCULTURAL - VAMOS AO ... VALE DE SÃO FRANCISCO!!!Escapada Feriado 7 SET

5 a 10 SET 2016. VIAGEM ENOGASTROCULTURAL - VAMOS AO ... VALE DE SÃO FRANCISCO!!!Escapada Feriado 7 SET. INSCRIÇÕES ABERTAS! A vitivinicultura é uma atividade recente no Nordeste do Brasil e vem sendo intensificada nesses últimos anos. Em meio à caatinga, com características peculiares e solo único, onde muitos ainda acham impossível nascer algum tipo de vegetação, estão algumas das maiores e mais bem respeitadas vinícolas do Brasil, inserindo o Vale de São Francisco no mapa da viticultura mundial.
O reconhecimento dos seus vinhos veio com a Medalha Grande Ouro concedida à Vitivinícola Santa Maria (Rio Sol), que teve um vinho com pontuação acima de 95 pontos, no Concurso Mundial de Bruxelas realizado no 2014. Também, o vinho Testardi, produzido pela Miolo, foi considerado o melhor tinto nacional, pelo júri internacional, na Expovinis 2012, o maior evento do gênero da América Latina.
Repleto de contrastes, o Sertão na divisa de Pernambuco e Bahia abriga terras irrigadas que, por serem férteis, produzem frutos de alta qualidade exportados para o mundo inteiro, entre as quais a manga, goiaba e a uva. A água, elemento mais importante para a agricultura, é farta e abundante, mas as parreiras precisam apenas do suficiente para produzir as uvas adequadas. Com a água controlada pelo homem, o Vale do São Francisco virou um oásis para os produtores de vinho.
Estas fazendas irrigadas são responsáveis por 30% das exportações de frutas brasileiras, empregando diretamente 30 mil pessoas. É responsável por 99% da uva de mesa exportada pelo Brasil e pela produção de 7 milhões de litros de vinho por ano.
Os vinhos são produzidos nas vinícolas instaladas nos municípios pernambucanos de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, e no de Casa Nova, na Bahia. Muitos produtores gaúchos e até do Exterior já estão estabelecidos ali há alguns anos. O Vale se transformou em um polo de desenvolvimento tecnológico da fruticultura irrigada, com o apoio do Centro Tecnológico da Uva e do Vinho da Embrapa.
Além das visitas às vinícolas, onde conhecer todo o processo produtivo – plantação e elaboração do vinho – é atrativo também a navegação e passeios pelo rio São Francisco, uma verdadeira hidrovia com o Lago de Sobradinho - o maior lago artificial do mundo - de eclusas na Barragem de Sobradinho.
A visita a esta região além de mais se transforma numa viagem de conhecimento ao estar acompanhada pela Monitora da ABS-Rio, a Consultora de Vinhos mineira radicada no Rio de Janeiro, Ana Maria Gazzola, que conhece bem esta região.
Surpreendente é mesmo este nosso Brasil, ainda jovem e com tantos bons vinhos a nos revelar e encantar. Venha, Participe, Experimente e Vivencie!
Prévia do ROTEIRO:
1ºDia. 5 SET. 2ª feira. CIDADES DE ORIGEM – PETROLINA.Voos na parte da manhã de diversas origem do Brasil para Salvador para conexão com o voo da Aviancapara Petrolina, interior de Pernambuco junto ao Rio São Francisco na divisa com o norte do estado da Bahia, único voo diurno com chegada prevista as17:25. Traslado para o Quality Hotel Petrolina de 4* (10 km/20 min) junto a orla do Rio São Francisco. Breve descanso. A noite JANTAR (incluso) de BoasVindasHarmonizados com os vinhos da região no Restaurante O Favorito também na orla perto do Rio, ou similar.
2ºDia. 6 SET. 3ª feira. PETROLINA – LAGOA GRANDE - PETROLINA.
Café da manhã no hotel. Saída para visita ao Centro Tecnológico da Uva e do Vinho da Embrapa Semiárido (aprox. 48 km/45 min), onde desenvolvem as pesquisas para o aprimoramento da qualidade das videiras. Realização de visita interdisciplinar acompanhados pelos pesquisadores, conhecendo o Campo Experimental, Laboratórios, breve Trilha Ecológica que mostra a diversidade de flora e fauna da Caatinga e Degustação de Vinhos e Sucos. Prosseguimento até a Vinícola SANTA MARIA RIO SOL VINIBRASIL, do grupo português Global Wines-Dão Sul, localizada na Fazenda Planaltino, no município de Lagoa Grande, (aprox. 25 km/30 min). Visita com degustação, breve navegação de Catamarã para a Ilha fluvial próxima a vinícola, tempo de banho e contemplação da natureza e ALMOÇO (incluso) harmonizado na própria vinícola. À tarde, volta por terra a Petrolina (70 km/1h). Noite e jantar livres.
3ºDia. 7 SET. 4ª feira. PETROLINA – JUAZEIRO - PETROLINA.
Café da manhã, e neste dia, Feriado Nacional da Independência, manhã dedicada para realizar a visita turística e cultural com guia local a Petrolina, finalizando a mesma no Complexo Gastronômico Bodóromo, para ALMOÇO (incluso), inaugurado em 2000, oferecendo cozinha regional nordestina servida em meio a temas da vida do sertão com música típica. Ou realizar a travessia da Ilha do Rodeador. À tarde visita turística e cultural com guia local a Juazeiro, ao outro lado do Rio São Francisco, já na Bahia, atravessando a sua famosa e movimentada Ponte Presidente Dutra, construída na década dos 50 de quase 1 km de extensão a segunda ponte em concreto e cabos de aço do Brasil.
Breve visita, passeio pela orla, finalizando o dia com JANTAR (incluso) no Polo Gastronômico Armazém Café, inaugurado em JAN de 2015 de ambiente descolado e aconchegante.No final do dia volta para o hotel em Petrolina (5 km/10 min). 
4ºDIA. 8 SET. 5ª FEIRA. PETROLINA – LAGOA GRANDE - SANTA MARIA DA BOA VISTA - PETROLINA.
Café da manhã no hotel. Saída até Lagoa Grande (60 km/50 min) para visita à Vinícola BIANCHETTI com Degustação.  Única vinícola na região que produz vinhos orgânicos já com o selo de autorização e fiscalização, e também suco da uva Tempranillo. Após, seguir para visita à Vinícola GARZIERA com Degustação.  Prosseguimento até o povoado de Vermelho, (20km/20 min) para ALMOÇO (incluso) no Restaurante Do Toinho, de comida caseira local. Continuação até a vinícola BOTTICELLI, já no município de Santa Maria da Boa Vista (20 km/20 min.) para visita com degustação. A primeira indústria da região a produzir vinho e pioneira, no Nordeste, no cultivo de uvas para exportação. No final da tarde retorno ao hotel em Petrolina (95 km/1h30)
5ºDIA. 8 SET. 6ª FEIRA. PETROLINA – CASA NOVA - PETROLINA.
Após o café da manhã saída para realizar um Roteiro Enoturístico. Primeiramente por terra até a barragem de Sobradinho (55 km/1h). Depois navegando com o “Vapor do Vinho”, pelo lago represado do Sobradinho com música ao vivo e ALMOÇO a bordo (incluso)comidas típicas com vinhos. Chegada na Fazenda Ouro Verde da vinícola MIOLO, já no município de Casa Nova, na Bahia. Visita à produção e instalações seguida de degustação. À tarde, no caminho de volta, visita a Fazenda Grand Valley (30 km/30 min)importante produtora e exportadora de frutas diversas. Prosseguimento até o hotel de Petrolina (70 km1h).À noite, JANTAR (incluso) de Despedida no Restaurante Capivara junto à orla do Rio São Francisco.
6ºDIA. 9 SET. SAB. PETROLINA – CIDADES DE ORIGEM
Café da manhã. No horário que for determinado de acordo aos horários de voos, saída dostraslados para o Aeroporto de Petrolina (10 km/15 min). Voos de retorno às origens de cada inscrito. Para Brasília e Rio de Janeiro via Salvador com Avianca saída as 12:40. Para Belo Horizonte via Recife com Azul saída as 07:10.
INCLUI:  5 noites de acomodação com café da manhã e impostos em Petrolina no Quality Hotel Petrolina de 4* ou similar ● 5 visitas com degustação as vinícolas locais (Santa Maria com passeio de barco, Bianchetti, Garziera, Botticelli e Miolo)  7 refeições, sendo 4 almoços e 3 jantares, um almoço em vinícola 2 visitas atividades afins, visita com degustação ao Centro Tecnológico da Uva e do Vinho no Embrapa Semiárido e visita a Fazenda de Frutas Grand Valley  3 visitas/passeios turísticoscom guia local (Petrolina, Juazeiro e Vapor do Vinho)Todos os traslados em transporte com motorista e assistência privativo  Acompanhamento desde Rio de Janeiro da enófila e monitora da ABS-Rio Ana Maria Gazzola  Acompanhamento de guia operacional para assistência especializado em enogastronomia Completa apostila com informações do destino, região produtora e vitivinícolas visitadas Seguro de Assistência em Viagens para 6 dias (5 a 10 SET)

VALORES: Parte Terrestre: R$ 2.978,00 por pessoa em duplo. R$ 494,00 acréscimo para apartamento individual. Parte Aérea: De R$ 650,00 até R$ 780,00 dependendo cidade de origem. + R$ 55,00 de Taxas de ida e volta em turista. PRAZO e INSCRIÇÃO: R$ 600,00 até 25 JUL 2016.  PAGAMENTO: Terrestre: A Vista Facilitado > Na confirmação do grupo dentro do prazo para inscrições, em 25JUL R$ 1.000,00. E pagamento final em 18.AGO, no qual será descontado o sinal inicial. Ou outro plano facilitado à medida do inscrito com pagamento total até 18 AGO. Ou Financiado no cartão em até 10 vezes com juros dependendo número de parcelas desejadas. Aéreo: No cartão em até 10 vezes. Nota: Aéreo indicado como referência, a ser reconfirmado na hora da emissão conforme disponibilidades. ● OBSERVAÇÕES GERAIS: ● Participantes Mínimo: 16 / Máximo: 24. Solicite a sua Ficha de Inscrição e o programa detalhado dia por dia. ● INFORMAÇÕES E RESERVAS: Na ZENITHE TRAVELCLUB Consultoria e Operadora de Experiências EnoGastronômicas. Belo Horizonte. GermánAlarcón-Martín. german@zenithe.tur.br Tel.: (31) 3225-7773.  

4 A 7.AGO.2016 - XVII ENCONTRO DO FÓRUM ENOLÓGICO DA ACADEMIA DO VINHO “ VAMOS A MONTANHA DE .... GARIBALDI E DA SERRA GAÚCHA 2016”

● 4 A 7.AGO.2016 -  XVII ENCONTRO DO FÓRUM ENOLÓGICO DA ACADEMIA DO VINHO “ VAMOS A MONTANHA DE .... GARIBALDI E DA SERRA GAÚCHA 2016” a se realizar em Garibaldi do 4 a 7 AGO. O  VAM é um evento anual que reúne os participantes do  Fórum Enológico, lista de discussão sobre vinhos (http://br.groups.yahoo.com/group/forum-enologico ) criada em 1997 pelo site Academia do Vinho (www.academiadovinho.com.br ), concebido por dois destacados enófilos de Belo Horizonte:  Júlio Anselmo de Sousa Neto e Carlos Arruda. Em função de sua estrutura, conteúdo e riqueza de informações sobre o vinho, tornou-se o mais completo e rico site da época, ganhando um prêmio do IBEST como o melhor site neste segmento.
Este tradicional encontro anual tem possibilitado a integração de um maior número de participantes efetivos do fórum (e seus amigos não participantes, sendo um evento aberto a amantes do vinho), como também enófilos moradores das cidades onde são realizados, promovendo uma maravilhosa integração com a população local. Trata-se, portanto, de uma reunião de amigos enófilos, antigos ou recém conhecidos, que lhes propicia adquirir novos conhecimentos enológicos, além de estreitar amizades nascidas e mantidas em torno do vinho.
            O encontro de 2016, a realizar-se entre 4 a 7 de agosto, em Garibaldi, seguirá o mesmo formato aplicado nos anos anteriores, com degustações mais acessíveis, em menor quantidade de maneira a favorecer a maior participação e convivência de todos.
● PRÉ-VAM (3 a 4 AGO) - 03 AGO. 4ª feira. PORTO ALEGRE:  Com sugestão de ser em Porto Alegre, sendo esta reunião a noite a ser feita no Espaço de Eventos e Loja Casa Vinho & Arte ou na sede da SBAV-RS. A combinar conforme o número de interessados e adesões ao Pré-VAM. Hospedagem por conta própria em Porto Alegre. Manhã seguinte do 4 AGO livre em Porto Alegre até o horário do traslado a tarde para Garibaldi.
Na hora de fazer a inscrição informar se chega no dia 3 AGO e quer participar desta atividade.
● VAM (4 a 7 AGO) - 4 AGO. 5ª feira. PORTO ALEGRE – GARIBALDI : HAVERÁ UM ÚNICO HORÁRIO DE TRANSFER. 15h30 - Transfer do evento / Saida da Casa Vinho e Arte (Rua Múcio Teixeira 107. Menino Deus Porto Alegre). 16h - Transfer passa pelo Aeroporto. Chegada ao Casacurta. 20h - Jantar de Boas Vindas. Galeteria Di Paolo - tradicional, onde faremos convite a pequenos produtores brasileiros que levem seus vinhos para degustarmos (incluso no valor, com bebidas, etc).
● 5 AGO. 6ª feira. VALE DOS VINHEDOS E BENTO GONÇALVES - 09h00. Saída do traslado para duas visitas a vinícolas com degustação de vinho. Sugestão de Vinícolas: Pizzato e Salton, ou similares, podendo sofrer alteração dependendo do número final de inscritos no VAM e a capacidade de recepção das vinícolas de acordo a esse número. Retorno ao Hotel em Garibaldi 13h00. Almoço livre (não incluso e por conta própria. Podemos sugerir bons locais para almoço).
15h30 - Degustação 1 - tema a definir - valor em separado
17h30 - Degustação 2 - Prof Jorge Ducati - a definir - valor em separado
20h30 - Jantar TSV no Hotel Casacurta - Incluso, com cardápio e bebidas.
● 6 AGO. SAB. UNIVERSO DOS ESPUMANTES - 09h00. Saída para visita a vinícola com degustação, tipo Peterlongo ou similar dependendo do número final de inscritos no VAM.  História dos espumantes, fechando com a apresentação do Adolfo Lona seguido de degustação / bate-papo. Retorno ao Hotel em Garibaldi - 13h00. Almoço livre (não incluso por conta própria - Poderemos sugerir bons locais para almoço).
15h30 - Degustação 1 - A definir
17h30 - Degustação 2 - A definir
20h30 - Jantar Encerramento / Churrasco - Incluso, com as bebidas e a temática- Vinhos da Campanha.
● 7 AGO. Domingo. GARIBALDI – PORTO ALEGRE
Transfer após café da manhã / Porto Alegre. Saída 10h com chegada ao meio dia.
INCLUSO. ● Transfers nos horários combinados saindo de POA e o ônibus/van disponível durante todo o evento para deslocamento entre vinícolas ● Visitas com degustações a vinícolas (ainda por definir quais) com degustação nas manhãs da 6ª feira e SAB ● 3 jantares com vinhos inclusos - a serem citados no decorrer dos apoios/patrocínios ● Organização do evento e despesas diversas
VALOR DA INSCRIÇÃO: R$ 700,00. Nota: O transfer está a disposição sendo ele usado ou não no horário citado. Fora deste horário ou data, ficará por conta do participante. Os ônibus serão locados para o período completo do evento, por isto o custo não varia, conforme já conversado com a comissão organizadora. Para quem não utilizar o transfer IDA E VOLTA POA/GARIBALDI, há um desconto de R$ 50,00 na inscrição (R$ 25,00 cada trecho, que corresponde ao valor da passagem de ônibus Garibaldi/POA).
FICHA INSCRIÇÃO: Enviar aos contatos abaixo do Comité Organizador os dados seguintes de cada participante: NOME, DATA DE NASCIMENTO, E-MAIL, ENDEREÇO COMPLETO, CIDADE, TEL. CELULAR, PARTICIPA DE CONFRARIA?, HORÁRIO DE VOO/COMPANHIA (QUANDO JÁ TIVER A INFORMAÇÃO!).
DEPÓSITO DA TAXA DE INSCRIÇÃO: Sinal de R$ 250,00. Banco do Brasil. Agencia 0465-0
Conta Corrente 30896-x. Vinho e Arte. CNPJ 17747741000133
HOSPEDAGEM. Valores Hotel Casacurta 4*. Garibaldi. RS. Preços por apartamento e por noite incluindo café da manhã, todas as taxas e WiFi
Apartamento STANDARD (11 unidades - TV sky livre, telefone, minibar, água quente central, box spring, calefação no apto, banheiro privativo, secador de cabelo). Individual R$ 175,00 / Duplo R$ 250,00 / Triplo R$ 325,00
Apartamento LUXO (17 unidades - TV a cabo 41 canais, telefone, minibar, água quente central, boxspring, calefação no apto e no banheiro, ar condicionado, secador de cabelo). Individual R$ 245,00 / Duplo R$ 325,00 / Triplo R$ 400,00.
Suíte MASTER (1 unidade - TV a cabo 190 canais, telefone, minibar, água quente central, box spring calefação no apto e no banheiro, ar condicionado, secador de cabelo e banheira de imersão). Individual R$ 350,00 / Duplo R$ 450,00 / Triplo Não comporta
CONTATO PARA RESERVAS e MAIS INFORMAÇÕES ao PRE-VAM e VAM: Maria Amélia Duarte Flores. Membro do Comité Organizador VAM 2016. Enóloga, Consultora. Especialista em Marketing e Turismo do Vinho. E-mail: vinhoearte@gmail.com e Whatsapp e Celular: (51) 9331- 6098. Casa Vinho & Arte. Porto Alegre. Tel. : (51) 3023-3345.