segunda-feira, 13 de junho de 2016

ALVARINHO ANSELMO MENDES CONTACTO 2014

● Vinho da Semana 24/2016 - ● ALVARINHO ANSELMO MENDES CONTACTO 2014 – VINHOS VERDES - REGIÃO DE MONÇÃO E MELGAÇO - PORTUGAL –  O trabalho de Anselmo Mendes é reconhecido em Portugal e no exterior não apenas pela excelência dos vinhos que produz mas pela forma surpreendente e consistente como inova. A fermentação de uvas Alvarinho em barricas de madeira ou o uso de técnicas de vinificação antigas, como a curtimenta, são alguns dos métodos que fazem com que estes vinhos sejam um caso à parte no mundo dos brancos. Anselmo Mendes é um dos mais destacados vinicultores da região de Vinho Verde no Norte de Portugal.
Ele nasceu na sub-região de Monção, famosa por seus Alvarinhos e onde vive atualmente. Antes de começar sua própria produção, trabalhou para a Egrégia CVRVV e também prestou serviços à Borges, onde ainda dá consultoria. Mendes elaborou o primeiro vinho com seu nome em 1998; seus rótulos foram consagrados pela crítica, mas ele ainda trabalha como consultor de diversos produtores portugueses muito famosos. O Muros Antigos Alvarinho é um branco vigoroso, com algum frescor, enquanto o Muros Antigos Loureiro, revela um caráter mais vívido, jovial e herbáceo. O Muros de Melgaço Alvarinho é fermentado em carvalho francês e mostra boa intensidade e textura. O Anselmo Mendes Alvarinho é um belo branco – o uso de cascas na maceração resulta num agradável frutado herbáceo, com notas de melão, tangerina e pêra.            Apostando nas castas Alvarinho, Loureiro e Avesso, Anselmo Mendes produz vinhos brancos tranquilos que conquistaram já diversos prémios e distinções e ganharam a confiança dos críticos e apreciadores mais exigentes em todo o mundo.
A expressão original de uma paixão com raízes no passado, sedimentada com uma longa experiência e conhecimento. Vindima manual. Desengace total. Curta maceração pelicular. Clarificação a frio 48h. Fermentação longa a 14-22°C. Estágio de 4 meses sobre as lias finas em inox, com levantamento das borras (bâtonnage) semanamente.
● Notas de Degustação: Cor verdeal brilhante. Muito fino, com notas de frutos cítricos maduros, toques florais, elegante mineral e fruta branca ao fundo. Não está tão untuoso quanto na colheita anterior, mas perfeitamente equilibrado, uma prova em copos largos e não demasiado frio revelará melhor todas as suas virtudes. O final é bastante agradável com boa persistência.
● Estimativa de Guarda: Beba-o de vez, ou no máximo por um ano se gostar do estilo jovem, com ênfase em fruta. Entretanto pode ser guardado por 5 anos.
Notas de Harmonização: para acompanhar queijos, canapés, crustáceos, frutos do mar, ostras, peixes, carnes brancas e principalmente bacalhau. Servir entre 9 e 11 °C.

Onde comprar: Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - BH | MG.

ALVARINHO SOALHEIRO 2014

● Vinho da Semana 242016 - ● ALVARINHO SOALHEIRO 2014 – VINHOS VERDES – SUB-REGIÃO DE MONÇÃO E MELGAÇO - PORTUGAL – Soalheiro é Vinho Verde, Soalheiro é Alvarinho. A afirmação anterior só poderia ser usada naquele que é o produtor, ou melhor, um dos produtores, ex-libris da região dos Vinhos Verdes e da casta Alvarinho.
Na verdade, trata-se da primeira marca de Alvarinho em Melgaço, que é comandada por Luís Cerdeira, um jovem dinâmico enólogo que muito tem feito pela Região e pela casta Alvarinho. As vinhas de Alvarinho foram plantadas em 1974, nascendo a marca Soalheiro em 1982 pela mão de António Cerdeira, pai de Luís, que depressa se tornou a grande marca de referência de Alvarinho. Os vinhos Soalheiro são autênticos, e uma expressão verdadeira da casta e do "terroir" de onde provêm. Para os amantes da casta Alvarinho e da Região dos Vinhos Verdes, estes vinhos são puro deleite.
Simplesmente o melhor e mais premiado Alvarinho da atualidade, considerado por Jancis Robinson como o melhor vinho verde. Também obteve o primeiro lugar no mais recente painel de Alvarinhos realizado pela Revista de Vinhos, distinção que costuma obter consistentemente. Fresco, fino e aromático, de muita personalidade.
Vinhedos localizados na região de Melgaço, com rendimentos limitados. Colheita manual. Vinificação tradicional, com controle de temperatura. Não passa por madeira para preservar seu caráter aromático e fresco.
● Notas de Degustação: Sempre nas listas dos melhores Alvarinhos de Portugal da imprensa especializada, é proveniente da subregião de Melgaço, que produz os melhores vinhos verdes. Delicioso, cheio de charme e frescor, mais encorpado e complexo do que os outros vinhos verdes.
● Estimativa de Guarda: Beba-o de vez, ou no máximo por um ano se gostar do estilo jovem, com ênfase em fruta. Entretanto pode ser guardado por 5 anos.
Notas de Harmonização: para acompanhar queijos, canapés, crustáceos, frutos do mar, ostras, peixes, carnes brancas e principalmente bacalhau. Servir entre 9 e 11 °C.

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

VAMOS AS .... MISSÕES JESUÍTICAS DOS GUARANIS

7 a 11 AGO. VAMOS AS .... MISSÕES JESUÍTICAS DOS GUARANIS. Como extensão ao XVII Encontro do Fórum Enológico da Academia do Vinho, o “VAMOS A MONTANHA DE .... GARIBALDI” na “Serra Gaúcha” do 4 a 7 AGO.A chegada dos jesuítas, a Companhia de Jesus, na região conhecida hoje como das MISSÕES,  impulsiona à vitivinicultura no sul do Brasil. As primeiras castas europeias em solo missioneiro foram no município de São Nicolau, hoje uma das Reduções missionárias conhecidas como os “SETE POVOS DAS MISSÕES”.


A região das Missões é praticamente uma desconhecida quanto à produção vinícola. Alguns defendem para aparecer no mapa vitícola como o que seria a “Região das Missões” onde de fato se estabeleceram as reduções jesuíticas.
São vários produtores que atuam na mesma, destacando especialmente 4 deles: A “MALGARIM”, próxima a São Borja, a que foi a 1ª Redução, com o nome de “SÃO FRANCISCO DE BORJA”, a mais distante de todas, quase na fronteira com Argentina. A“FIN” entre São Miguel das Missões e Entre-Ijuís, próxima a que foi a 6ª Redução, “SÃO JOÃO BATISTA”, que até produz o chamado “Porto das Missões”, um vinho fortificado e envelhecido por 8 anos. A“DON CARLOS” perto da cidade de Santo Ângelo, a que foi a 7ª e última Redução dos Sete Povos das Missões, com o nome de “SANTO ÂNGELO CUSTÓDIO”.  E a  “AMETISTA” que na realidade já fica fora do limite norte da região das Missões, em Ametista do Sul, mas de especial interesse por se encontrar na maior jazida de pedras ametista do mundo, a qual impressiona com a maior cave subterrânea de envelhecimento de vinhos existente em galerias subterrâneas.
            Esta proposta como extensão ao VAM 2016 é chance para conhecer a melhor desta região mais distante e desconhecida pela maioria, destacando Sítio e Ruinas Arqueológicas da que foi a 4ª Redução, “SÃO MIGUEL ARCÁNJO”, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, se constituindo no centro neurálgico dos Sete Povos e a que melhor conserva os vestígios da época das Missões Jesuíticas dos Guarani, destacando, as noites, o seu ESPETÁCULO DE SOM E LUZ recriando nestas ruinas a saga desta civilização criada no Rio Grande do Sul pelos Padres Jesuítas e os Índios Guarani, habitantes da Região Missioneira nos séculos XVII e XVIII, resgatando assim a memória da Cultura Missionária. E consequência disto o vinho, inexoravelmente, sempre está presente!
ROTEIRO PRELIMINAR PREVISTO
1º Dia. 07 AGO. DOM. GARIBALDI – SANTO ÂNGELO – SÃO MIGUEL DAS MISSÕES.
As 08h30 horas, saída do Hotel Casacurta em Garibaldipara Santo Ângelo.Chegada em Santo Ângelo e ALMOÇO (incluso). Visita de SANTO ÂNGELO, impressionante CATEDRAL ANGELOPOLITANA, que se espelha no antigo templo de São Miguel Arcanjo e o MUSEU MUNICIPAL. Aqui foi a 7ª Redução dos Sete Povos das Missões, com o nome de “SANTO ÂNGELO CUSTÓDIO” fundada em 1706. No final da tarde, prosseguimento até São Miguel das Missões, centro principal dos vestígios arqueológicos do período missionário e os Índios Guaranís. Acomodação de 3 noites no Tenonde Park Hotel 4*. Noite e jantar livres.
2º Dia. 08 AGO. 2ª feira. SÃO MIGUEL DAS MISSÕES - SÃO LUIZ GONZAGA - SÃO MIGUEL DASMISSÕES. - Passeio de dia completo para conhecer as reduções mais destacadas e próximas a São Miguel que formaram parte dos Sete Povos das Missões. Visita do SANTUÁRIO DO CAARÓlocal do martírio dos Padres Jesuítasno primeiro ciclo missioneiro. Visita do Sítio Arqueológico da 5ª Redução dos Sete Povos, “SÃO LOURENÇO MÁRTIR” fundada em 1690. Prosseguimento para visita da 3ª Redução, “SÃO LUIZ GONZAGA” fundada em1687, conhecendo as imagens missioneiras junto a Igreja Matriz, Museu Arqueológico e Gruta Nossa Senhora de Lourdes.  ALMOÇO (incluso). À tarde continuação para visita da 2ª Redução, “SÃO NICOLAU” fundada em 1687, conhecendo a interessante e única adega Jesuítica que restou entre as Reduções das Missões jesuíticas. No final da tarde, retorno ao Hotel em São Miguel das Missões. Noite e jantar livres.
3º Dia. 09 AGO. 3ª feira. SÃO MIGUEL DAS MISSÕES.- Dia completo para visitar o conjunto de atrativos missionários no próprio São Miguel das Missões, onde se encontra a 4ª Redução, “SÃO MIGUEL ARCÁNJO” fundada em 1687, sendo o centro neurálgico dos Sete Povos devido ao seu Sítio Arqueológico e Ruínas,inscrito no Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela UNESCO em 1983. É a redução que melhor se conserva de todas elas, principal vestígio do período das Missões Jesuíticas dos Guarani . Foi edificada no século XVIII, entre 1735 e 1745. O filme “A Missão” de 1986 estrelado por Robert De Niro e Jeremy Irons, fui inspirado por estes lugares e a história da Companhia de Jesus com os Guaranís. Visita do MUSEU DAS MISSÕES com suas esculturas e peças guaranis que formam uma das mais ricas coleções da arte sacra do Brasil. Vistiaa FONTE MISSIONEIRA, descoberta em 1982, uma das 7 fontes que abasteciam a redução. Tempo livre para o almoço. À tarde, a visita do PONTO DE MEMÓRIA MISSIONEIRA, local das rezas e benções onde participar do ritual da Erva Mate, cerimônia ancestral praticada pelos Índios Guarani.A noite, presenciar o ESPETÁCULO DE SOM E LUZ nas Ruínas de São Miguel Arcánjoque conta a saga do surgimento, desenvolvimento a fim desta civilização criada no Rio Grande do Sul pelos Padres Jesuítas da Companhia de Jesus e os Índios Guarani. Jantar livre.
4º Dia. 10 AGO. 4ª feira. SÃO MIGUEL DAS MISSÕES - SANTO ÂNGELO - De manhã, saída a Vinícola FIN em Entre-Ijuís, do empresário e enólogo Jorge Fin, para visita com degustação, seguida de ALMOÇO (incluso) típico da culinária regional e italiana na própria vinícola. Prosseguimento para visita da 6ª Redução, “SÃO JOÃO BATISTA” fundada em 1697, que dependerá das condições climáticas. Continuidade até a cidade de Santo Ângelo onde realizar visita a tradicional Confeitaria Kemper’s Haus com elaboração artesanal de Tortas e Chocolates. Acomodação de 1 noite no Hotel Maerkli 4*. Resto da tarde, noite e jantar livres.
5º Dia. 11 AGO. 5ª feira. SANTO ÂNGELO – AMETISTA DO SUL- De manhã, saída para visitar a Aldeia Guarani TekoáPyãú na Colônia Buriti próximo a Santo Ângelo onde conhecer o entrosamento desta comunidade com a natureza. Logo depois, prosseguimento a VinícolaDon Carlos, para visita com degustação. Almoço livre. A tarde saída da viagem até Ametista do Sul (aprox. 225km/3h30). Acomodação de 3 noites no Hotel das Pedras 4*, único hotel temático em pedras preciosas no Brasil. Noite e jantar livres.
6º Dia. 12 AGO. 6ª feira. AMESTISTA DO SUL - Dia completo dedicado a conhecer os atrativos desta pequena cidade, mas na qual se encontra a maior e mais profunda jazida de ametistas do mundo onde tem também quartzo e ágatas. Visitação a Pirâmide Isotérica, a Igreja São Gabriel, com suas paredes incrustadas e revestidas de ametistas, uma Indústria Processadora de Pedras, onde é feito todo o processo de transformação e beneficiamento e uma jazida com garimpo em atividade e galerias subterrâneas. Almoço com Castelão e musica ao vivo com violeiro e gaiteiro. A tarde visitação as Lojas e Ateliês de joias, artesanatos e produtos derivados dos minerais e pedras. O Ametista Parque e Museu e Mirante com vista para os garimpos. Noite e jantar livres.
7º Dia. 13 AGO. SAB. AMESTISTA DO SUL – CHAPECÓ - De manhã, visita da Vinícola Ametista com degustação, com sua particular cave de envelhecimento subterrânea dentro de uma das jazidas. Almoço livre. A tarde viagem até Chapecó já no Estado de Santa Catarina (aprox. 95 km/1h30). Acomodação de 1 noite no Hotel Mogano Premium 4*. Noite e jantar livres.
8º Dia. 14 AGO. DOM. CHAPECÓ – CIDADES DE ORIGEM - Traslado ao Aeroporto de Chapecó (aprox. 10 km/15 min). Embarque para voos de volta as cidades de origem.

♦ INCLUI: 7 noites de acomodação com café da manhã e impostos, sendo 3 noites em São Miguel das Missões, 1 noite em Santo Ângelo, 2 noites em Ametista do Sul e 1 noite em Chapecóem hotéis de 4*, conforme indicados no roteiro ou similares ●  Ingressos para visita aos Sítios Arqueológicos das Reduções e demais visitas em Ametista do Sul mencionadas no roteiro ● Ingresso para o Espetáculo de Som e Luz na Redução se São Miguel Arcanjo ● 4 Almoços conforme indicados no roteiro, sendo um deles na Vinícola Fin ● 3 visitas com degustação a vinícolas (Fin, Don Carlos e Ametista)● Visita da Aldeia Guarani Tekoá Pyãúna Colônia Buriti em Santo Ângelo ● Guia local acompanhante especializado na parte das Missões e em Ametista do Sul ● Todos os traslados em transporte e motorista privativo para todo o roteiro de acordo ao número de participantes confirmados. VALORES: Parte Terrestre: Em construção. Parte Aérea: Sob consulta dependendo da cidade de origem ● INFORMAÇÕES E RESERVAS: Na ZENITHE TRAVELCLUB Consultoria e Operadora de Experiências EnoGastronômicas. Belo Horizonte. TEL.: (31) 3225-7773. Contato: german@zenithe.tur.br

XVII ENCONTRO DO FÓRUM ENOLÓGICO DA ACADEMIA DO VINHO “ VAMOS A MONTANHA DE .... GARIBALDI E DA SERRA GAÚCHA 2016

● 4 A 7.AGO.2016 -  XVII ENCONTRO DO FÓRUM ENOLÓGICO DA ACADEMIA DO VINHO “ VAMOS A MONTANHA DE .... GARIBALDI E DA SERRA GAÚCHA 2016” a se realizar em Garibaldi do 4 a 7 AGO. O  VAM é um evento anual que reúne os participantes do  Fórum Enológico, lista de discussão sobre vinhos (http://br.groups.yahoo.com/group/forum-enologico ) criada em 1997 pelo site Academia do Vinho (www.academiadovinho.com.br ), concebido por dois destacados enófilos de Belo Horizonte:  Júlio Anselmo de Sousa Neto e Carlos Arruda. Em função de sua estrutura, conteúdo e riqueza de informações sobre o vinho, tornou-se o mais completo e rico site da época, ganhando um prêmio do IBEST como o melhor site neste segmento.
Este tradicional encontro anual tem possibilitado a integração de um maior número de participantes efetivos do fórum (e seus amigos não participantes, sendo um evento aberto a amantes do vinho), como também enófilos moradores das cidades onde são realizados, promovendo uma maravilhosa integração com a população local. Trata-se, portanto, de uma reunião de amigos enófilos, antigos ou recém conhecidos, que lhes propicia adquirir novos conhecimentos enológicos, além de estreitar amizades nascidas e mantidas em torno do vinho.
            O encontro de 2016, a realizar-se entre 4 a 7 de agosto, em Garibaldi, seguirá o mesmo formato aplicado nos anos anteriores, com degustações mais acessíveis, em menor quantidade de maneira a favorecer a maior participação e convivência de todos.

● PRÉ-VAM (3 a 4 AGO) - 03 AGO. 4ª feira. PORTO ALEGRE:  Com sugestão de ser em Porto Alegre, sendo esta reunião a noite a ser feita no Espaço de Eventos e Loja Casa Vinho & Arte ou na sede da SBAV-RS. A combinar conforme o número de interessados e adesões ao Pré-VAM. Hospedagem por conta própria em Porto Alegre. Manhã seguinte do 4 AGO livre em Porto Alegre até o horário do traslado a tarde para Garibaldi.
Na hora de fazer a inscrição informar se chega no dia 3 AGO e quer participar desta atividade.

● VAM (4 a 7 AGO) - 4 AGO. 5ª feira. PORTO ALEGRE – GARIBALDI : HAVERÁ UM ÚNICO HORÁRIO DE TRANSFER. 15h30 - Transfer do evento / Saida da Casa Vinho e Arte (Rua Múcio Teixeira 107. Menino Deus Porto Alegre). 16h - Transfer passa pelo Aeroporto. Chegada ao Casacurta. 20h - Jantar de Boas Vindas. Galeteria Di Paolo - tradicional, onde faremos convite a pequenos produtores brasileiros que levem seus vinhos para degustarmos (incluso no valor, com bebidas, etc).

● 5 AGO. 6ª feira. VALE DOS VINHEDOS E BENTO GONÇALVES - 09h00. Saída do traslado para duas visitas a vinícolas com degustação de vinho. Sugestão de Vinícolas: Pizzato e Salton, ou similares, podendo sofrer alteração dependendo do número final de inscritos no VAM e a capacidade de recepção das vinícolas de acordo a esse número. Retorno ao Hotel em Garibaldi 13h00. Almoço livre (não incluso e por conta própria. Podemos sugerir bons locais para almoço).
15h30 - Degustação 1 - tema a definir - valor em separado
17h30 - Degustação 2 - Prof Jorge Ducati - a definir - valor em separado
20h30 - Jantar TSV no Hotel Casacurta - Incluso, com cardápio e bebidas.

● 6 AGO. SAB. UNIVERSO DOS ESPUMANTES - 09h00. Saída para visita a vinícola com degustação, tipo Peterlongo ou similar dependendo do número final de inscritos no VAM.  História dos espumantes, fechando com a apresentação do Adolfo Lona seguido de degustação / bate-papo. Retorno ao Hotel em Garibaldi - 13h00. Almoço livre (não incluso por conta própria - Poderemos sugerir bons locais para almoço).
15h30 - Degustação 1 - A definir
17h30 - Degustação 2 - A definir
20h30 - Jantar Encerramento / Churrasco - Incluso, com as bebidas e a temática- Vinhos da Campanha.

● 7 AGO. Domingo. GARIBALDI – PORTO ALEGRE
Transfer após café da manhã / Porto Alegre. Saída 10h com chegada ao meio dia.

INCLUSO. ● Transfers nos horários combinados saindo de POA e o ônibus/van disponível durante todo o evento para deslocamento entre vinícolas ● Visitas com degustações a vinícolas (ainda por definir quais) com degustação nas manhãs da 6ª feira e SAB ● 3 jantares com vinhos inclusos - a serem citados no decorrer dos apoios/patrocínios ● Organização do evento e despesas diversas
VALOR DA INSCRIÇÃO: R$ 700,00. Nota: O transfer está a disposição sendo ele usado ou não no horário citado. Fora deste horário ou data, ficará por conta do participante. Os ônibus serão locados para o período completo do evento, por isto o custo não varia, conforme já conversado com a comissão organizadora. Para quem não utilizar o transfer IDA E VOLTA POA/GARIBALDI, há um desconto de R$ 50,00 na inscrição (R$ 25,00 cada trecho, que corresponde ao valor da passagem de ônibus Garibaldi/POA).
FICHA INSCRIÇÃO: Enviar aos contatos abaixo do Comité Organizador os dados seguintes de cada participante: NOME, DATA DE NASCIMENTO, E-MAIL, ENDEREÇO COMPLETO, CIDADE, TEL. CELULAR, PARTICIPA DE CONFRARIA?, HORÁRIO DE VOO/COMPANHIA (QUANDO JÁ TIVER A INFORMAÇÃO!).
DEPÓSITO DA TAXA DE INSCRIÇÃO: Sinal de R$ 250,00. Banco do Brasil. Agencia 0465-0
Conta Corrente 30896-x. Vinho e Arte. CNPJ 17747741000133
HOSPEDAGEM. Valores Hotel Casacurta 4*. Garibaldi. RS. Preços por apartamento e por noite incluindo café da manhã, todas as taxas e WiFi
Apartamento STANDARD (11 unidades - TV sky livre, telefone, minibar, água quente central, box spring, calefação no apto, banheiro privativo, secador de cabelo). Individual R$ 175,00 / Duplo R$ 250,00 / Triplo R$ 325,00
Apartamento LUXO (17 unidades - TV a cabo 41 canais, telefone, minibar, água quente central, boxspring, calefação no apto e no banheiro, ar condicionado, secador de cabelo). Individual R$ 245,00 / Duplo R$ 325,00 / Triplo R$ 400,00.
Suíte MASTER (1 unidade - TV a cabo 190 canais, telefone, minibar, água quente central, box spring calefação no apto e no banheiro, ar condicionado, secador de cabelo e banheira de imersão). Individual R$ 350,00 / Duplo R$ 450,00 / Triplo Não comporta
CONTATO PARA RESERVAS e MAIS INFORMAÇÕES ao PRE-VAM e VAM: Maria Amélia Duarte Flores. Membro do Comité Organizador VAM 2016. Enóloga, Consultora. Especialista em Marketing e Turismo do Vinho. E-mail: vinhoearte@gmail.com e Whatsapp e Celular: (51) 9331- 6098. Casa Vinho & Arte. Porto Alegre. Tel. : (51) 3023-3345.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

RESULTADO DO PRÊMIO BRINDA BRASIL DE MELHOR ESPUMANTE BRASILEIRO


O BRINDA BRASIL é um dos maiores salões exclusivos de espumantes brasileiros do país, com apresentação, degustação e vendas. Em 2016, o BRINDA BRASIL chegou à sua sexta edição acumulando um público de 8.896 pessoas, com a participação de 50 vinícolas, envolvimento de 208 empresas e conquistando 604 novos consumidores para a bebida, no Distrito Federal, o que representa, apenas para o mercado brasiliense, cerca de 31 mil garrafas vendidas a mais por ano, com uma arrecadação anual superior a R$ 1 milhão e um crescimento médio de 20% ao ano para esta bebida no DF. Realizado entre 7 e 8 de junho em Brasília/ DF.

Boas dicas para a compra dos seus próximos espumantes !!!

Enólogo mais premiado : ADOLFO LONA (9 medalhas).
Pelos espumantes:

Medalha de PRATA Juri Técnico: Adolfo Lona Demi Séc – Vinhos Adolfo Lona (RS)

Medalha de OURO Juri Técnico: Batalha Brut Champenoise – Vinícola Batalha (RS)

Medalha de PRATA Juri Técnico: Adolfo Lona Brut Rosé – Vinhos Adolfo Lona (RS)

Medalha de OURO Juri Técnico: Batalha Brut Champenoise – Vinícola Batalha (RS)

Medalha de PRATA Juri Enófilo: Batalha Brut Champenoise – Vinícola Batalha (RS)

Medalha de BRONZE Juri Técnico: Adolfo Lona Nature – Vinhos Adolfo Lona (RS)

Medalha de PRATA Juri Enófilo: Adolfo Lona Nature – Vinhos Adolfo Lona (RS)

Medalha de PRATA Juri Técnico: Adolfo Lona Demi Séc – Vinhos Adolfo Lona (RS)

Medalha de PRATA Juri Enófilo: Adolfo Lona Demi Séc – Vinhos Adolfo Lona (RS)

CATEGORIAS PREMIADAS:


MOSCATEL

JURI TÉCNICO


Medalha de OURO: Faces Espumante Moscatel – Lídio Carraro (RS)

Medalha de PRATA: Garibaldi Moscatel Rosé – Vinícola Garibaldi (RS)

Medalha de BRONZE: Lunar Moscatel Perfetto – Família Zanlorenzi (PR)

JURI ENÓFILO

Medalha de OURO: Lunar Moscatel Perfetto – Família Zanlorenzi (PR)

Medalha de PRATA: Garibaldi Moscatel – Vinícola Garibaldi (RS)

Medalha de BRONZE: Garibaldi Moscatel Rosé – Vinícola Garibaldi (RS)


BRUT CHARMAT BRANCO

JURI TÉCNICO

Medalha de OURO: Ponto Nero Brut – Domno (RS)

Medalha de PRATA: Garibaldi Brut – Vinícola Garibaldi (RS)

Medalha de BRONZE: Ponto Nero Blanc de Blancs – Domno (RS)

JURI ENÓFILO

Medalha de OURO: Ponto Nero Blanc de Blancs – Domno (RS)

Medalha de PRATA: Villaggio Grando Brut – Villaggio Grando (SC)

Medalha de BRONZE: Dádivas Espumante Brut – Lídio Carraro (RS)


BRUT ROSÉ CHARMAT

JURI TÉCNICO

Medalha de OURO: Villaggio Grando Brut Rosé – Villaggio Grando (SC)

Medalha de PRATA: Adolfo Lona Brut Rosé – Vinhos Adolfo Lona (RS)

Medalha de BRONZE: Brut Rosé LA Jovem – Luiz Argenta (RS)

JURI ENÓFILO

Medalha de OURO: Garibaldi Brut Rosé – Vinícola Garibaldi (RS)

Medalha de PRATA: Don Guerino Brut Rosé Malbec – Don Guerino (RS)

Medalha de BRONZE: Boshi Brut Rosé – Maximo Boschi (RS)


BRUT CHAMPENOISE BRANCO

JURI TÉCNICO

Medalha de OURO: Batalha Brut Champenoise – Vinícola Batalha (RS)

Medalha de PRATA: Cave Pericó Brut Champenoise – Pericó (SC)

Medalha de BRONZE: Brut Champenoise 48 meses Luiz Argenta – Luiz Argenta (RS)

JURI ENÓFILO

Medalha de OURO: Cave Pericó Brut Champenoise – Pericó (SC)

Medalha de PRATA: Batalha Brut Champenoise – Vinícola Batalha (RS)

Medalha de BRONZE: 130 Brut Casa Valduga – Casa Valduga (RS)


BRUT CHAMPENOISE ROSÉ

JURI TÉCNICO

Medalha de OURO: Cave Colinas de Pedra Brut Rosé Champenoise – Cave Colinas de

Pedra (PR)

Medalha de PRATA: Gran Legado Rosé Champenoise – Gran Legado (RS)

Medalha de BRONZE: Brut Rosé Champenoise LA – Luiz Argenta (RS)

JURI ENÓFILO

Medalha de OURO: Cave Colinas de Pedra Brut Rosé Champenoise – Cave Colinas de

Pedra (PR)

Medalha de PRATA: Gran Legado Rosé Champenoise – Gran Legado (RS)

Medalha de BRONZE: Brut Rosé Champenoise LA – Luiz Argenta (RS)


NATURE

JURI TÉCNICO

Medalha de OURO: Gran Casa Valduga Nature – Casa Valduga (RS)

Medalha de PRATA: Cave Colinas de Pedra Nature (PR)

Medalha de BRONZE: Adolfo Lona Nature – Vinhos Adolfo Lona (RS)

JURI ENÓFILO

Medalha de OURO: Batalha Nature – Vinícola Batalha (RS)

Medalha de PRATA: Adolfo Lona Nature – Vinhos Adolfo Lona (RS)

Medalha de BRONZE: Cave Colinas de Pedra Nature (PR)


DEMI SÉC

JURI TÉCNICO

Medalha de OURO: Arte Tradicional Casa Valduga – Casa Valduga

Medalha de PRATA: Adolfo Lona Demi Séc – Vinhos Adolfo Lona

JURI ENÓFILO

Medalha de OURO: Arte Tradicional Casa Valduga – Casa Valduga

Medalha de PRATA: Adolfo Lona Demi Séc – Vinhos Adolfo Lona.

VINÍCOLAS PRESENTES NO EVENTO:


Adolfo Lona I Almadén I Aracuri I Aurora I Bee I Bodega Czarnobay I Casa Perini I Casa Valduga I Cave Geisse I Chandon I Dal Pizzol I Dezen I DOM I Dom Candido I Dom Guerino I Dom Laurindo I Domno I Dunamis I Fabian I Famiglia Zanlorenzi I Garibaldi I Gheller I Gran Legado I Guatambu I Hermann I Kranz I  I Lídio Carraro I Luiz Argenta I Lunar I Maximo Boschi I Miolo I Mioranza I Monte Paschoal I Pericó I Peterlongo I Pizzato I Quinta Dom Bonifácio I RAR I Rio Bravo I Rio Sol I Salton I Santa Augusta I Sanjo ISan Michele I Suzin I Terranova I Vallontano I Villa Francioni I Villaggio Grando I Zanella.

domingo, 5 de junho de 2016

A GUERRA DAS ROLHAS

“ A GUERRA DAS ROLHAS ” – Mesmo que nada tenha diretamente a ver com vinho, a rolha de cortiça desempenha um papel fundamental na sua conservação em garrafa. A sua eficácia nesta função tem originado grande polêmica e ao longo dos últimos anos têm surgido novos vedantes, o que sem dúvida desencadeou uma “guerra de alguns produtores à rolha”.

            Cortiça, alumínio, plástico e vidro são as matérias-primas utilizadas na produção de vedantes para garrafas de vinho. Mas nem sempre foi assim.

Até há bem pouco tempo a rolha de cortiça era o único vedante utilizado, mas o crescimento do consumo de vinho engarrafado a partir da segunda metade do século passado e, fundamentalmente, o aumento de problemas com o “gosto “bouchonée” atribuído à rolha de cortiça, desencadeou uma revolução no mercado de vedantes para vinho.

Apesar de tudo o que foi feito ou refeito, a rolha perfeita continua sob pesquisa.

Mas o que vem a ser a rolha ?
A cortiça consiste num tecido vegetal com centenas de milhões de células suberizadas, inertes e impermeáveis. Estas células, cheias com gases, entre eles o oxigènio, formam uma estrutura compressível e elástica. A cortiça pode ser comprimida para metade do seu volume sem perder flexibilidade e possui a particularidade única de poder ser comprimida numa dimensão sem alterar a outra.
Estas características fazem da cortiça um vedante natural impermeável com extraordinária eficácia. Ao longo de séculos tem ajudado a escrever a história do vinho que hoje conhecemos. É, por assim dizer, o maior aliado do homem na conservação e melhoramento dos vinhos acondicionados em garrafa. Para muitos a rolha de cortiça é parte integrante da imagem da garrafa de vinho.

Entendendo um pouca da história dos problemas com as rolhas de cortiça.
A revolução de Abril de 1974 em Portugal trouxe os primeiros problemas à rolha de cortiça. Os montados (plantações de sobreiro – o carvalho que produz a cortiça) mudaram de mãos e a cortiça era por vezes tirada apenas com 6 anos de idade (quando o normal seria pelo menos 10 anos). Na década de 80, a qualidade das rolhas diminuiu significativamente e nos finais da década surgiam os primeiros processos movidos por produtores de vinho australiano contra os seus fornecedores de rolhas. A lei acudia ao lesado e o negócio da rolha de cortiça natural começou a tremer.
Em 1989, a indústria portuguesa de rolhas era fortemente censurada por muitos produtores de vinho. Meio mundo reclamava da fraca qualidade das rolhas de cortiça. Nesse mesmo ano, enquanto poderosas cadeias inglesas de distribuição começam a testar rolhas sintéticas e cápsulas de rosca, as companhias nacionais de cortiça, em conjunto com o governo, fundaram o Centro Tecnológico da Cortiça (CTCOR) em Santa Maria de Lamas, com o objetivo de apurar as causas dos problemas de qualidade das rolhas.

Os problemas com o TCA
Na época, o 2-4-6 Tricloroanisol (TCA) foi considerado o principal culpado pelos problemas com vinhos “bouchonées”. O ICA é um composto químico responsável pelo aroma e gosto a mofo ou a bolor em cerca de 80% dos vinhos contaminados. Este poderosíssimo contaminante pode estar presente em papel, cartão, plástico, vidro, recipientes metálicos, madeira, barricas e também...na cortiça.
O seu limiar de percepção situa-se a 1.5 ppt ou ng/l (parte por trilhão ou nanograma por litro) – ou seja, uma simples gota deitada numa piscina olímpica é suficiente para contaminar a água – mas a maioria das pessoas detecta o problema a cerca de 5 ppt.
É um químico complexo com várias origens: fungos presentes nas imperfeições da estrutura celular da cortiça, os polifenóis próprios da cortiça e produtos utilizados na preparação da cortiça interagem parcial e integralmente levando à formação deste composto.
Contudo, o “gosto a rolha” não é apenas atributo do TCA. Existem outros cloroanisóis como o tetracloroanisol (2-3-4-6 TeCA detectável a 10 ng/l) ou o mais preocupante tribromoanisol (2-4-6 TBA detéctavel a 4 ng/l) formado a partir do tribromofenol, usado como pesticida nas estruturas de madeira das adegas, que pode contaminar barricas, rolhas, plásticos, cartão ou madeira das caixas de vinho.
Tudo isto foi metido no mesmo saco e as culpas caíram todas, e ao mesmo tempo, na rolha de cortiça.

O surgimento das Rolhas alternativas
Rolhas sintéticas, cápsula de rosca (screwcap), rolha de vidro, Zork....
Começando pelas Rolhas Sintéticas, a tecnologia moderna ainda não conseguiu criar um substituto sintético para a rolha de cortiça natural. Existem inúmeras rolhas deste tipo no mercado mas os múltiplos estudos aconselham apenas o seu uso em vinho de consumo rápido (um, dois anos máximo). Esta rolha não veda totalmente a garrafa e permite importantes trocas de oxigénio com o vinho engarrafado (0.01 cc por dia e por rolha enquanto que esse índice na cápsula de rosca e em boas rolhas de cortiça é inferior a 0.001 cc por dia e por rolha) levando à sua oxidação precoce. Entre as várias marcas sobressaem a Nomacork, Neocork e Nukorc. São baratas, visualmente atraentes e podem ser usadas nas linhas de engarrafamento convencionais.
A Screwcap (cápsula de rosca) tem sido o vedante mais popular na guerra contra a rolha de cortiça natural. São uniformes, muito fáceis de abrir (tornam o uso de saca-rolhas desdesnecessário) e vários estudos comprovam que é o vedante que mantém os níveis mais elevados de SO2 livre (antioxidante). Tem a vantagem de evitar oxidações e a desvantagem de promover reduções com inerentes aromas desagradáveis. No entanto, a imagem que têm junto do consumidor (europeu principalmente) desprestigia o vinho que usa a cápsula de rosca, é um vinho barato de todos os dias, é um vinho com pouco estatuto, enquanto a rolha mantém as preferências de estética, ambientalista, para não esquecer o ritual do abrir da garrafa com o saca-rolhas.
A vedação de vidro Vino-lok, usada por muitos produtores de vinho alemão e austríaco, é outra alternativa a ter em conta. É inerte, neutra, muito eficaz como vedante, é reciclável e esteticamente perfeita, apenas uma desvantagem – o preço que por enquanto se mantém elevado
A rolha australiana Zork é outra alternativa interessante para vinhos de consumo rápido, atraente, fácil de utilizar e pode também ter futuro.
Por último, a Pro-cork que usa cortiça natural isolada por uma membrana de 5 camadas em cada extremidade que não permite contacto do vinho com a rolha e assegurando a impermeabilidade. Esta é uma alternativa que junta cortiça com sintéticos de um modo eficiente.

A Guerra das rolhas continua ...
No debate global, os números e dados científicos apresentados por cada indústria favorecem a própria em detrimento da concorrência. Ninguém se entende e na maioria das vezes é mais o preço que orienta a escolha do produtor do que qualquer outra coisa. Nos estudos e pareceres veiculados por ilustres técnicos e universidades as conclusões são muitas das vezes contraditórias.
Perante a crescente concorrência, a indústria corticeira tem respondido a um bom nível. Centenas de milhões de euros têm sido investidos na erradicação do TCA, na criação de novos tipos de rolha assim como na certificação maciça dos procedimentos tecnológicos das inúmeras empresas. Os resultados têm sido positivos.
Esta conclusão surge não só de múltiplos estudos feitos em vários pontos do Mundo como também da experiência prática da Revista de Vinhos (importante veículo português quando o assunto é vinho) recolhida ao longo dos painéis de prova dos últimos anos.
A rolha de cortiça, que há 3 séculos deu sentido ao vinho que conhecemos hoje, é um vedante para o qual não há concorrência efetiva, e creio que dificilmente deixará de cumprir a missão para qual a natureza a criou.
Quanto às alternativas: as rolhas sintéticas são as que menos têm se provado efetiva, enquanto que a screwcap continua a conquistar adeptos em particular em países pragmáticos e poucos arreigados à tradição (Austrália e Nova Zelândia) e quase sempre escolhida para vinhos brancos, rosés e tintos jovens, consolidando sua condição de excelente vedante. A sua resposta a vinhos com potencial de envelhecimento mantém-se uma incógnita. Pelo menos na literatura que pesquisei.

Da rolha de cortiça à cápsula roscada
Nos anos 30 do século XVII Kenelm Digby inventou a garrafa de vidro. Cinquenta anos depois, aconteceu uma segunda revolução, com o desenvolvimento da rolha de cortiça.
           As primeiras rolhas de cortiça eram cónicas e em 1680 D. Pérignon deu-lhes o lugar das rolhas de madeira no gargalo de uma garrafa com vinho espumante. Em 1830 surgem os equipamentos capazes de introduzir rolhas cilíndricas nos gargalos das garrafas e 60 anos depois são fabricados os primeiros aglomerados de cortiça. Em 1903 inventam-se as rolhas de duas peças, com a parte inferior de cortiça natural e a superior com aglomerado.
Nos nossos dias, produzem-se rolhas de cortiça de diferentes tipos e dimensões – de cortiça natural, de aglomerado, mistas, cilíndricas, cónicas, para champanhe, de inserção manual, ‘twin top’, etc.
           O nascimento da screwcap é bem mais recente. Em 1959, a companhia francesa La Bouchage Mécanique introduz o Stelcap-vin depois da Stelcap ter provado eficiência com espirituosos e licores. Em 1970, a Australian Consolidated Industries adquiriu os direitos de fabrico e a Stelcap foi rebaptizada por Stelvin. No entanto, o receio do fracasso junto dos preconceitos do consumidor manteve a ‘screwcap’ em estado de ‘stand-by’ até começarem os problemas com a rolha de cortiça natural.
A partir de 2000, o uso deste sistema vedante começou a crescer exponencialmente e em 2004 calculava-se que cerca de 200 milhões de garrafas de vinho australiano foram seladas com cápsula roscada. O movimento contagiou a Nova Zelândia em 2001. Nessa data, 1% dos vinhos neozelandeses usavam cápsula roscada. Em 2004 era este número era de 70%.

Vemos que o assunto ainda vai render muitos assunto e artigos. O progresso na qualidade das rolhas de cortiça tem sido enorme e o acompanho regularmente desde que fiz uma visita a Corticeira Amorim em Portugal, que é a maior empresa mundial de produtos de cortiça e a mais internacional das empresas portuguesas, fundada a 140 anos e líder neste setor. (Baseado em artIgo de João Afonso – Revista do Vinho).

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