quinta-feira, 21 de abril de 2016

DECIFRANDO OS VINHOS NATURAIS COM GUILHERME CORRÊA

● 27.ABR.2016 – 4ª-Feira – ENOTECA DECANTER/BH - DECIFRANDO OS VINHOS NATURAIS COM GUILHERME CORRÊA - O movimento dos vinhos naturais nasceu na década de 60 na França mas se fortaleceu muito nos últimos anos, uma “contracultura” que veio a questionar os exageros do mainstream do mundo do vinho nas décadas mais recentes. Embora nem tudo sejam flores, uma coisa é certa, o movimento trouxe uma ruptura na inter-relação homem - terra - uva - vinho, e o resultado mais auspicioso é a enorme diversidade calcada na tipicidade regional destas garrafas repletas de emoção! 
Vinhos da Degustação: 
731  De Nit Rosé Brut 2013 - Raventós i Blanc (Cataluña - Espanha) R$ 191,00 I Vitivinicultura – Biodinâmica 
2194        Malvazija 2013 - Vinogradi Fon (Kras - Eslovênia) R$ 282,90 I Vitivinicultura – Natural 
v PRATO:* Vieiras / Aspargos/ Cenoura 
1499        Les Violettes VdP Valcluse 2013 - Montirius (Rhône Sud - França) R$ 94,90 I Vitivinicultura – Biodinâmica 
2106  Morgon Côte du Py 2013 - Dominique Piron (Bourgogne - França) R$ 127,70 I Vitivinicultura - Orgânica não certificada v PRATO:* Frango caipira/ Shitake 
942        Renosu Rosso Romangia IGT - Dettori (Sardegna - Itália) R$ 162,60 I Vitivinicultura – Biodinâmica 
1666 Nerojbleo 2010 - Gulfi (Sicilia - Itália) R$ 191,70 I Vitivinicultura - Orgânica não certificada 
v PRATO:Javali / batata / gremolata 
834  Tokaji Furmint Édes 2011 (375ml) - Pendits (Tokaji - Hungria) R$ 188,80 I Vitivinicultura – Biodinâmica 
v PRATO:* Manga /Castanhas. 
Local: Enoteca Decanter  Hora: 19:45 - Data: 27-04-2016 I Valor Individual: R$ 340,00 (no dia do evento caso tenha vaga) / R$ 290,00 (antecipado ate dia 26-04). Evento será fechado um dia antes da data. ** Reservamos o direito de cancelar a degustação sem o mínimo de participantes. Informações: nelton@enotecadecanter.com.br | anderson@enotecadecanter.com.br  
VAGAS LIMITADAS - Local: ENOTECA DECANTER: Rua Fernandes Tourinho, 503 | Savassi | BH | MG | Tel: (31) 3287.3618 / (31) 3287.3619.

terça-feira, 19 de abril de 2016

ADEGA ALENTEJANA ROAD SHOW 2016

● ADEGA ALENTEJANA ROAD SHOW - 11 cidades brasileiras receberão a 8ª edição do Road Show Adega Alentejana. No mês de Abril a Adega Alentejana trará ao Brasil os MAIORES PRODUTORES de Portugal e apresentará os novos produtores e parceiros do Chile e da Espanha. A 8ª edição do Road Show Adega Alentejana promoverá um encontro com mais de 30 produtores no mesmo dia (Adega Cartuxa, Paulo Laureano, Pintas, Cortes de Cima e muitos outros!!!). O evento percorrerá por 11 cidades nesse ano. 

Uma mega degustação com mais de 100 VINHOS EM PROVA, além de azeites, conservas de peixe, geleias, chocolates e biscoitos. Com toda a certeza, trata-se de uma excelente oportunidade para provar grandes vinhos e conversar com os próprios enólogos/produtores. Que privilégio desfrutar da companhia destas grandes personalidades do Mundo do Vinho, sem dúvida, será um encontro ÚNICO e INESQUECÍVEL que você, seus familiares e amigos não podem perder! O preço por pessoa é R$ 150,00, o pagamento poderá ser feito através de depósito antecipado, cartão de crédito ou boleto bancário. As vagas são LIMITADAS!
Contatos para compra de Ingressos em BH, com:
Salles – 99615-2860 ou salles.vinhos@gmail.com
Rui Zorzi – 99973-0419 ou rui_zorzi@yahoo.com.br  
Contatos com CATHARINE CERES - Tel. Com.: (11) 5094.5760 - Ramal: 236. Celular / WhatsApp – (11) 9 8229.8224 ou catharine.vendas@adegaalentejana.com.br       
O Road Show desta vez está muito maior! Os participantes poderão degustar vinhos da Rioja, Ribera Del Duero, Toro, Rueda, Vinhos Verdes, Douro, Dão, Lisboa, Tejo, Alentejo e comidinhas do Chile e Portugal. Não dá para perder essa!
As seguintes vinícolas estarão presentes em todos as cidades:  Adega de Barcelos, Quinta do Balão, Quanta Terra, Quinta do Noval, Quinta de la Rosa, Lavradores de Feitoria, Poeira, Wine & Soul, Quinta do Passadouro, Vallegre (Porto Ceremony), MOB, Quinta de Chocapalha, Susana Esteban, Quinta da Alorna, Adega de Borba, Cortes de Cima, Fundação Eugénio de Almeida, Monte do Pintor, Monte dos Cabaços, Mouchão, Paulo Laureano, Roquevale, Tapada do Fidalgo e Tiago Cabaço Wines.
Para quem gosta de conversar com os produtores, assim como eu, vários deles estarão por lá, vejam só: Susana Esteban (Susana Esteban, Crochet, Tiago Cabaço Wines e Monte dos Cabaços), José Hipólito (Quinta da Alorna), Paulo Laureano (Paulo Laureano Vinus e Mouchão), Hamilton Reis (Cortes de Cima), Jorge Seródio (Wine & Soul, Quinta do Passadouro e MOB), Pedro Sá (Vallegre), Joana Roque do Vale (Roquevale), Sophia Bergqvist (Quinta de la Rosa), Margarida Cabaço (Monte dos Cabaços), Andrea Tavares (Quinta de Chocapalha), Olga Martins (Quinta do Poeira e Lavradores de Feitoria), Cláudio Martins (Monte do Pintor), David Betti (Quinta do Noval), David Ferreira (Mouchão), Tiago Cardoso (Tiago Cabaço Wines), Jorge Rosado (Tapada do Fidalgo), Vitor Nunes (Fundação Eugénio de Almeida), Isabel Ramos (Adega de Borba) e Alejandro Gil (Artevino – grupo espanhol formado pelas Bodegas Izadi, Villacreces, Vetus e Orben).                
Abaixo segue agenda completa das 11 cidades. Horário: Das 16h às 20h30
25 de Abril – Campinas: Vitória Hotel – Av. José de Souza Campos, 425 Cambuí
26 de Abril – São José do Rio Preto: Ipê Park Hotel – Rod. Washington Luís, Km 428
27 de Abril – São Paulo: Royal Jardins Hotel – Alameda Jaú, 729
28 de Abril – Brasília: Brasil 21 – SHS Quadra 06 – Lote 01 – Conj. A Bloco G – Setor Hoteleiro Sul
29 de Abril – Goiânia: Castro’s Park Hotel – Av. República do Líbano, 1520
30 de Abril – Maceió: Palato Farol – Avenida Fernandes Lima, 548
02 de Maio – Curitiba: Radisson Hotel – Av. Sete de Setembro, 5190
03 de Maio – Florianópolis: Centro de Eventos ACM – Rod. SC 401, Km 4 nº 3854 – sala 01
04 de Maio – Rio de Janeiro: Novo Mundo Hotel – Praia do Flamengo, 20
05 de Maio – Belo Horizonte: Dayrell Hotel – Rua Espírito Santo, 901

06 de Maio – Recife: Golden Tulip Hotel – Av. Boa Viagem, 4070

domingo, 17 de abril de 2016

BARBARESCO

“ BARBARESCO ” – Um dos vinhos mais conhecidos da Itália, o Barbaresco e Barolo têm origem na uva Nebbiolo, e são conhecidos como “As Jóias da Coroa do Vinho do Piemonte”, ambos produzidos na região de Langhe, ao redor da cidade de Alba. A história conta que lendas rondam a origem desse nome, e desse vinho. Alguns historiadores dizem que os gauleses chegaram à Itália atraídos por um excelente vinho chamado Barbaritium. Outros dizem que o nome Barbaresco vem dos bárbaros que causaram a queda do Império Romano.
De certo se sabe que em tempos antigos (as primeiras notícias de seu cultivo nesta região vêm dos anos 300), a região onde surge hoje a vila de Barbaresco, município piemontês na província de Cuneo, era coberta por florestas tão impenetráveis que permitiram aos povos lígures se esconderem e assim escapar da cavalaria romana em seu encalço. Justamente por ter ficado terra estranha em seus próprios domínios, os romanos a chamaram de “Barbárica Silva”: desta expressão advém o antigo topônimo Barbaritium, que evoluiu no atual Barbaresco.
Na segunda metade do século XIX, na zona de Barbaresco, a uva Nebbiolo era cultivada e vendida para a região de Barolo para a produção de um vinho tinto de mesa com uma excelente estrutura.

Em 1894, Domizio Cavazza, presidente da Regia Scuola Enologica di Alba e residente na cidade de Barbaresco criou a Cantine Sociali di Barbaresco para a produção de um vinho tinto de luxo. Ele reuniu em torno desta cantina nove outros produtores da região e começou a chamar este vinho com o nome da cidade "Barbaresco". 
A cantina foi fechada na época do Fascismo e reaberta em 1958 por Don Fiorino, padre responsável pela paróquia de Barbaresco na época. Retornando à tradição do passado, ele reuniu 19 agricultores e fundou o Produttori del Barbaresco. A cantina conta hoje com 56 membros e 100 hectares de vinhedos Nebbiolo (1/6 do total dos vinhedos de Barbaresco). Eles produzem somente vinhos com uvas Nebbiolo e são responsáveis por alguns dos melhores Barbarescos já produzidos. 

Esse é um dos primeiros vinhos DOC italianos, com a denominação sendo oficialmente reconhecida pela legislação de 1966. E desde 1980, Barbaresco é um DOCG, Denominação de Origem Controlada e Garantida, maior distinção de vinhos da Itália.
Pelas regras de produção, os vinhos Barbaresco são varietais de Nebbiolo, com graduação alcoólica mínima de 12°, e produtividade do vinhedo controlada segundo as regras do consórcio que regula essa denominação. O rendimento máximo permitido às vinhas, de 8.000 kg de uva por hectare, deve ser reduzido a 7.200, caso o produtor queira incluir o nome do vinhedo em seus rótulos. 
A cor dos vinhos Barbaresco é intensa e brilhante, variando de rubi ao vermelho acastanhado do grená. O tempo mínimo de envelhecimento desses vinhos é de 26 meses, sendo 9 deles em madeira. Para que possa receber o título de Reserva, envelhecimento deve ser de pelo menos 50 meses, com 9 deles em madeira.
O buquê do Barbaresco é uma combinação intensa de frutas como framboesas e geléia de amoras vermelhas, e de flores como gerânios e violetas. Também são associadas a esse vinho notas de pimentão verde, canela, noz moscada, madeira, feno, avelãs tostadas, baunilha, e até mesmo sementes de anis. O sabor é seco, robusto, austero, aveludado e harmonioso, de grande corpo e estrutura que, durante o envelhecimento, conseguem complexidade e elegância. fazendo belo papel com a gastronomia regional. É considerado um dos melhores vinhos para acompanhar carne assada, mas vai bem com caça, aves nobres, guisados e queijos maduros e envelhecidos.
Costumam apresentar teor alcoólico médio (12,5 % ou superior) e tem grande capacidade de envelhecimento (mais de 20 anos da safra). A temperatura ideal para servir um vinho Barbaresco é entre 16 e 18°C. Recomenda-se abrir a garrafa uma ou duas horas antes de servi-lo. Deve–se utilizar uma taça ampla e grande para favorecer a aeração do vinho.
Comparando-o com o Barolo, o Barbaresco é mais leve e elegante, enquanto o Barolo é mais poderoso e concentrado. O Barbaresco é um vinho menos austero, menos tânico e menos imponente, mas por outro lado, é mais “gentil” e refinado. Alcança seu ápice entre o quinto e o décimo ano, mas pode ser envelhecido muito mais. No mercado, podem ser encontrados vinhos que seguem a escola tradicional e outros interpretados de maneira mais internacional, com afinamento em barrica francesa, em contraposição às tradicionais “botti” (barril grande) de milhares de litros.
♦ As diferenças fundamentais nas regras de produção destes vinhos são:
- tempo de envelhecimento: Barbaresco pelo menos dois anos, destes, um em barris de madeira e Barolo pelo menos três anos, destes, dois em barris de madeira.
- graduação alcoólica mínima: Barbaresco 12,5% e Barolo 13%
- região de produção: Barbaresco e Barolo

♦ As melhores safras recentes do Barbaresco são: 2005, 2004, 2001, de 1999 a 1995, 1990, 1989, 1985 e 1982.

BATALHA VINHAS E VINHOS TANNAT 2012

● Vinho da Semana 16/2016 - ● TANNAT 2012 – BATALHA VINHAS E VINHOS – CAMPANHA GAÚCHA/ CANDIOTA – RIO GRANDE DO SUL – BRASIL – Unindo o idealismo com as características que conferem uma vocação natural de uma região promissora para uma nova vitivinicultura mundial, somos um grupo de jovens idealistas e de espírito empreendedor. O resultado econômico é uma consequência, nossa pretenção é produzir algo em escala limitada que possa surpreender os consumidores.
            Quase dois séculos depois da Batalha do Seival, neste mesmo local, nasce o vinho Batalha, encorpado por nossa história e produzido em condições ideais de clima e solo na região considerada berço dos grandes vinhos do Rio Grande do Sul. Região essa, localizada no paralelo 31º, latitude onde atualmente se encontram os melhores vinhos do novo mundo.
A Batalha do Seival - Em 1836, ocorreu onde hoje se localiza o município de Candiota, RS, a Batalha do Seival, conflito militar em que os revolucionários da revolução farroupilha venceram o exercito do império brasileiro e ensejaram a República Riograndense.
Em uma propriedade de 29 hectares, nasce a Batalha Vinhas e Vinhos, na região da Campanha Gaúcha, no Rio Grande do Sul (quase divisa com o Uruguai). Localizados ainda nas terras com condições ideais de clima e solo na região considerada berço dos grandes vinhos do Rio Grande do Sul, fazem com que os vinhos que de lá saem, sejam prontamente reconhecidos por sua qualidade. Em sua propriedade são plantadas as castas Cabernet Sauvignon, Tannat, Merlot e Chardonnay. Já havia provado o seu espumante, que pretendo descrever em próximo comentário, e gostei muito do vinho Batalha Espumante Brut, 100% de uvas Chardonnay produzido pelo método tradicional (champenoise) e que ficou por 18 meses em contato com as leveduras antes de ser liberado ao mercado.
● Notas de Degustação: cor rubi profundo, brilhante e límpido, num corte de Tannat e 15% de uvas Merlot. Aromas de frutas escuras, com destaque para a cereja, especiarias doces, notas florais e toques de chocolate, com bela complexidade. Vinho de corpo médio, com paladar rico, de grande equilíbrio e concentrado, mostrando taninos que não incomodam, mas estão presentes. Seu final de boca é fresco, e de média persistência.
● Estimativa de Guarda: aguemta fácil 10 anos fácil, mas já está excelente neste momento. Sendo mais indicado como vinho de gastronomia do que simplesmente para degustação.
Notas de Harmonização: Para acompanhar carnes, caças. Sirva entre 16 a 18°C.

Onde comprar: Comprado na Vinícola. Estava na minha adega e foi degustado num Encontro com tema em Vinhos Brasileiros.

DIONÍSIO 2012 RAVANELLO

● Vinho da Semana 16/2016 - ● DIONÍSIO 2012 RAVANELLO – GRAMADO – RIO GRANDE DO SUL – BRASIL – Idealizador e proprietário da vinícola, Normélio Ravanello, desde jovem participava das atividades vitivinícolas da família em Antônio Prado, na Serra Gaúcha. Iniciou com a esposa, em 2005, o empreendimento vitivinícola na propriedade adquirida em 1987. As primeiras vinificações, em 2008 e 2009, ocorreram na vinícola experimental da Embrapa, em Bento Gonçalves, RS. A vinificação no estabelecimento da Vinícola Ravanello iniciou em fevereiro de 2010.
            Todos os vinhos da Vinícola Ravanello (tintos, brancos e bases para espumante) são elaborados em tanques verticais de aço inoxidável, sob controle automatizado de temperatura. Alguns tintos ou brancos específicos são elaborados em barricas de carvalho francês tipo ‘super premium’, de 400L de capacidade unitária, no sistema de vinificação integral. Após a fermentação, a estabilização dos vinhos pode ocorrer nos próprios tanques de aço inoxidável ou em barricas de 300L, da mesma qualidade e origem daquelas utilizadas na vinificação integral. A Vinícola possui ainda uma estrutura laboratorial para controle de qualidade dos produtos ao longo da vinificação. Todas as variáveis e processos são controlados por sistema de gestão específico para vinificações, assegurando um controle completo da produção.
            Nos vinhedos de produção própria, técnicos da vinícola procedem a um rigoroso acompanhamento da uva ao longo de todo o ciclo de produção. Na maturação, a qualidade sanitária e bioquímica é seguida diariamente, através de métodos precisos. Nos vinhedos dos fornecedores parceiros, o acompanhamento é efetuado por técnicos locais, com o mesmo rigor e foco na total qualidade das uvas. Ao serem colhidas, as uvas são imediatamente transportadas à vinícola em caixas especiais e resfriadas em câmara fria. As uvas provenientes dos produtores parceiros são transportadas em caminhões com sistema de refrigeração, a 10ºTerroir - Os 2,4 hectares de vinhedos estão localizados junto à vinícola, no município de Gramado, em encostas a cerca de 800 metros de altitude, com exposição solar noroeste. Estas encostas pertencem à Serra Continental, onde o clima é mais seco que o da Serra do Mar, não havendo praticamente ocorrência de neblina. O microclima privilegiado garante adequada amplitude térmica, com dias ensolarados e noites frescas. Essas condições favorecem a formação dos diferentes compostos orgânicos (polifenóis polimerizados, proteínas, polissacarídeos, compostos aromáticos diversos) que compõem a tipicidade e a complexidade de vinhos tintos e brancos. Além do terroir das encostas de Gramado, uvas provenientes da Região dos Campos de Cima da Serra, (Vacaria, RS – 1000 metros de altitude), Serra do Amarari (Monte Carlo, SC – 1200 metros de altitude), Campanha Oriental (Itaqui, RS) e Serra do Sudoeste (Encruzilhada do Sul, RS) são inspecionadas e posteriormente adquiridas e vinificadas na vinícola Ravanello.
C. Após, são desengaçadas e selecionadas manualmente. As tintas podem ser levadas inteiras aos tanques de fermentação ou esmagadas delicadamente, de modo a obter, na fase de maceração, uma extração seletiva de taninos e matéria corante. As brancas são prensadas inteiras em prensa dotada de sistema Inertys, que permite anular o efeito nocivo da oxidação durante todo o tempo de processamento da uva. Tudo visando o máximo de qualidade dos vinhos.
            Este vinho traduz a expressão máxima das melhores uvas entre todas as proveniências escolhidas pela Vinícola Ravanello em cada safra. A fermentação assim como na linha premium, ocorre em barricas de carvalho francês e sua estabilização em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Este vinho pode ou não ser lançado a cada ano, assim como as uvas que o compõem poderão variar conforme a safra. Originário das mitologias mediterrâneas, o nome Dionísio inspirou os antepassados da família Ravanello a batizar, em 1917, seu filho mais novo. Nada por acaso. Assim, seu nome passou a evocar a cultura vitivinícola trazida da Itália para o Brasil na imigração da família em 1897. Hoje, em justa homenagem, o nome é reverenciado enquanto preservamos a cultura e cultivamos a arte de apreciar o que de melhor produzimos e compartilhamos.
● Notas de Degustação: cor rubi escuro e profundo. Aromas de frutas escuras, com destaque para a ameixa, cassis e mirtilo, notas de especiarias, toques de frutas secas como tâmaras e figo turco, defumados com bela intensidade. Vinho encorpado, com paladar rico, de grande equilíbrio e concentrado. Seu final de boca é fresco, elegante e persistente. Uma grande riqueza no paladar com um delicado, muito agradável e persistente final. Corte de Teroldego e Tannat, sem entretanto indicar as proporções de cada casta.
● Estimativa de Guarda: aguenta fácil 10 anos fácil, mas já está excelente neste momento. Sendo mais indicado como vinho de gastronomia do que simplesmente para degustação.
Notas de Harmonização: Para acompanhar carnes, caças. Sirva entre 16 a 18°C.

Onde comprar: Comprado na Vinícola. Estava na minha adega e foi degustado num Encontro com tema em Vinhos Brasileiros.