● Vinho da Semana 07/2016 – ● THE STUMP JUMP VINTAGE 2010 D´AREMBERG – MC LAREN
VALLEY - AUSTRÁLIA – The Stump Jump é o nome de uma invenção australiana, um
arado especial desenvolvido para saltar as raízes e poupar tempo e esforço ao
agricultor fazendo a destoca de áreas que serão utilizadas na agricultura,
inclusive para o plantio de vinhedos.
É em South
Australia, região livre da filoxera, que se encontra uma das mais importantes
vinícolas da Austrália, a d’Arenberg.
A vinícola foi fundada em 1912 - curiosamente, por um abstêmio! - e ganhou sua
famosa marca da fita vermelha no finalzinho dos anos 50, quando o filho do
fundador decidiu dar o sobrenome de solteira da mãe à empresa familiar. Todas
as uvas utilizadas na vinícola são primeiramente suavemente esmagadas em uma
prensa francesa de dentes emborrachados e espaçados, de forma a manter os bagos
ainda intactos. A prensagem de fato (das uvas brancas antes da fermentação e
das tintas logo após a mesma) ocorre nas tradicionais “prensas de tábuas”, que remontam
à idade média, o que é justificado pelo enólogo pela delicadeza do
procedimento. Finalmente, a fermentação dos tintos ocorre em tanques de
concreto revestidos com cera e a dos brancos em tanques de aço inoxidável
desenhados pelo próprio Chester, o enólogo chefe e bisneto do fundador. Ainda
durante a fermentação, a capa ou chapéu do mosto de alguns dos tintos é
revolvida através de pisa, o que pode ser identificado pelo selo impresso no
rótulo com os dizeres “Foot Trod”.
A última geração de
enólogos da família, representada por Chester d’Arenberg premiado repetidamente
como Winemaker do Ano, soube unir os conhecimentos de longa tradição da família
e dos produtores australianos a tecnologia e equipamentos modernos. O cuidado
com cada um dos vinhos é minucioso e eles consideram todos os seus vinhos como
“feitos à mão”. O vinho branco é uma mistura de uvas brancas que variam de
acordo com a colheita, embora tradicionalmente se utilizem Riesling, Sauvignon
Blanc e Marsanne (nesta safra o corte foi: 49% Riesling, 29% Marsanne, 22%
Sauvignon Blanc – o rótulo cita ainda a Roussane). Sem passagem por carvalho, é
um vinho fresco com aromas agradavelmente herbáceos.
● Notas de
Degustação: Cor palha com algum reflexo maraelo. O nariz é complexo e elegante por
conta do tempo em garrafa. A Riesling dá requinte e classe a este vinho, enquanto
a Sauvignon Blanc adiciona uma bela carga aromática de cítricos e herbáceos. A
Marsanne e Roussanne acrescentam complexidade, peso e toque de fruta seca
(nozes) ao paladar. O vinho é uma mistura exótica de frutas cítricas, frutas amarelas
(pêssego e damasco), maracujá, goiaba branca e abacaxi em conserva, num longo e
prazeroso fim de boca de fruta seca, isto tudo integrado com uma fina acidez
mineral. Um ótimo vinho, do qual tinha uma única garrafa. Um amigo postou e eu
fiquei com água na boca
● Guarda: Ainda é fácil de perceber o frutado e frescor ácido
do vinho, mas penso que o ideal seria 5 anos.
● Notas
de Harmonização: Sushi. Lagostins tempurados em crosta de gergelim,
servidos ao molho picante de gengibre. Mariscos e frutos do mar. Linguini
envolvido em bisque de crustáceos. Vieiras. Simplesmente perfeito com queijo de
cabra fresco.
● Temperatura
de Serviço: 8 a 10ºC
● Onde comprei: Estava em minha Adega. Foi comprado
em BH na
ZAHIL, representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br / OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos
- Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.



