domingo, 31 de janeiro de 2016

PRIMEIRA PROMOÇÃO PREMIUM DE VERÃO 2016

PRIMEIRA PROMOÇÃO PREMIUM DE VERÃO 2016 - Até o dia 12 de fevereiroa PREM1UM promove descontos de até 50% em alguns de seus vinhos excepcionais. A entrega é por conta da importadora para compras de valor mínimo de R$ 300. Aproveite e abasteça sua adega! Rodrigo Fonseca & Orlando Rodrigues

País
Vinho
Branco/Tinto
Estoque
Preço de tabela
Preço com desconto
França
CH.D'OR GUEULES TRASSEGUM 03
T
22
190,21
95,11
França
CH DOR ET GUEULES C NIMES CIMELS RED 07
T
21
117,61
58,81
França
D'OR ET GUEULES C.NÎMES CLASSIQUE RED 07
T
22

50,17
França
D. BERTHOUMIEU LE CADET MADIRAN 06
T
30

55,51
França
ANDRE PERRET CONDRIEU CHERY BLANC 08
B
32
559,81
279,91
França
CHEREAU CARRE MUSCADET LE CLOS CH. IOISELINI 03
B
28
196,81
98,41
Itália
ARGENTIERA BOLGHERI SUPERIORE 06
T
69
401,41
200,71
Itália
ARGENTIERA BOLGHERI SUPERIORE 04 MAGNUM
T
2
988,22
494,11
Itália
ARGENTIERA BOLGHERI SUPERIORE 06 MAGNUM
T
2
955,22
477,61
Itália
VENICA&VENICA PINOT BIANCO COLLIO 06
B
107
172,06
86,03
Itália
VENICA&VENICA SAUV.RONCO CERO COLLIO 08
B
196
158,86
79,43
Itália
VENICA&VENICA T.FRIULANO RONCO CIME 06
B
3

79,43
Itália
VENICA&VENICA SAUV.RONCO MELE COLLIO 06
B
2
257,86
128,93
Itália
TERRE DI BALBIA BALBIUM CALABRIA 06
T
48
114,31
57,16
Itália
VENICA&VENICA SAUV.RONCO CERO COLLIO 08 375ML
B
33
101,76
50,88
Itália
VILLA ERBICE PANVINIO SOAVE SUPERIORE 04
T
3
133,92
66,96
Itália
VILLA ERBICE RECIOTO DELLA VALPOLICELLA TORRAZINE 02
T
51
335,63
167,82
Nova Zelândia
GOLDWATER ESSLIN MERLOT 02
T
8
427,81
213,91
Nova Zelândia
STONYRIDGE LAROSE 00
T
4
582,91
291,46
Nova Zelândia
STONYRIDGE LAROSE 01
T
64
582,91
291,46
Nova Zelândia
STONYRIDGE LAROSE 02
T
77
582,91
291,46
Nova Zelândia
STONYRIDGE LAROSE 03
T
58
582,91
291,46
Nova Zelândia
STONYRIDGE LUNA NEGRA MALBEC 09
T
36
391,51
195,76
Nova Zelândia
STONECROFT OLD VINE GEWURZTRAMINER 06
B
47
173,71
86,86
Nova Zelândia
STONECROFT OLD VINE GEWURZTRAMINER 07
B
55
173,71
86,86
Nova Zelândia
UNISON MERLOT/CABERNET SAUVIGNON/SYRAH 04
T
102
147,31
73,66
Nova Zelândia
UNISON MERLOT/CABERNET SAUVIGNON/SYRAH SELECTION 05
T
242
252,91
126,46
Nova Zelândia
KAITUNA VALLEY CANTERBURY PINOT NOIR 04
T
22
244,66
122,33
Nova Zelândia
KAITUNA VALLEY MALB. PINOT NOIR 04
T
82

122,33
Nova Zelândia
PEGASUS BAY PRIMA DONNA 06
B
32
579,61
289,81
Nova Zelândia
VINOPTIMA ORMOND GEWURZTRAMINER 06
B
136
262,81
131,41
Portugal
QUINTA DAS BAGEIRAS AGUARDENTE BAGACEIRA 04 500 ML

39
178,67
89,34
Portugal
QUINTA DAS BAGEIRAS AGUARDENTE VINICA VELHA 04 500 ML

25
326,87
163,44
Portugal
VALE DALGARES SELECTION BRANCO 09
B
13
102,30
51,15
Portugal
VALE DALGARES SELECTION TINTO 07
T
49
150,61
75,31
Portugal
VALE DALGARES VIOGNIER 07
B
25
180,31
90,16
Portugal
QUINTA DA SAPEIRA TOURIGA NACIONAL 06
T
7

30,00
Portugal
QUINTA DA SAPEIRA TINTO DOC ENCOSTAS DAIRE 05
T
21
104,41
52,21
Portugal
HERDADE DO ROCIM BRANCO 09
B
13
79,20
39,60
Portugal
HERDADE DO ROCIM TINTO 06
T
15
92,40
46,20
Portugal
VINHAS DA CIDERMA DONZEL RESERVA COLHEITA DOURO TINTO 05
T
2
114,31
57,16
Uruguai
DE LUCCA SAUVIGNON BLANC 08
B
69
58,60
29,30
Uruguai
DE LUCCA SAUVIGNON BLANC RES. 09
B
168
58,60
29,30
Uruguai
DE LUCCA CHARDONNAY RES. 07
B
1
48,70
24,35
Uruguai
DE LUCCA CHARDONNAY RES. 09
B
310
48,70
24,35
Uruguai
DE LUCCA CABERNET SAUVIGNON RES. 05
T
13
56,27
28,14
Uruguai
DE LUCCA MERLOT RES. 07
T
40
61,90
30,95


OBS: Preços com IPI de 10% já incluído. Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588 I  Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303 (Confirme antes de comprar as condições desta promoção para São Paulo).

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

AVALIANDO VINHOS POR SUAS NOTAS


“ AVALIANDO VINHOS POR SUAS NOTAS “ – Cada vez mais as pessoas que se interessam pelo vinho, participam de degustações, cursos de iniciação, provas de novos produtores que querem entrar e se fixar no mercado, começam a se perguntar como distinguir um vinho excelente de um bom, de um mediano, de um vinho medíocre, buscando entender a relação qualidade-preço, num mercado onde a cada dia, mais e mais produtos novos vão aparecendo, criando uma idéia de que tudo está a favor do amante de vinhos.
Na falta de maior relacionamento com os vinhos, muitos iniciantes começam a ler os rótulos, as impressões degustativas, as críticas e considerações de jornalistas e escritores sobre o tema e acabam se influenciando pelas notas atribuídas. Então uma pergunta começa a se formar na cabeça de cada um: - Será que um vinho que tem nota 89RP é pior do que um que tenha nota 90WS? Será que todos os sistemas de classificação dos vinhos por meio de notas chegam aos mesmos resultados, são coincidentes, coerentes e honestos?
Um vinho que recebe boa classificação assume uma vida própria e se em safras seguintes confirma seus predicados, seu sucesso será certo. Convenhamos entretanto, que um sistema de classificação que distingue entre um Cabernet  Sauvignon nota 90 e um que recebe 89 pontos implica numa precisão dos sentidos que a maioria dos seres humanos não possuem.
Além disto, devemos ter em mente que as considerações sempre são subjetivas, de cada indivíduo que prova a bebida, e que um vinho pode agradar uma pessoa de forma especial e a outra de maneira comum. Transformar o subjetivo, advindo de uma avaliação às vezes rápida de um vinho, num fator objetivo, e as vezes oficial, é algo mágico como transformar o diamante em brilhante e que portanto requer experiência e cuidados .
Robert M. Parker Jr, o advogado norte-americano que se tornou um crítico de vinhos independente, introduziu o sistema de 100 pontos no mundo enológico em 1978, quando lançou um guia de compras de vinhos chamado "The Wine Advocate". Até aquela época, era comum usar-se um sistema simples de cinco pontos. Criar um sistema centesimal facilitou ao interessado em vinhos separar “o joio do trigo” num tempo em que o conhecimento sobre vinhos era restrito a certos grupos. Para evitar ser influenciado pelo nome ou a reputação de uma vinícola, Parker provava lotes de vinhos juntos, colocando as garrafas em sacos de papel e depois misturando-as e dando a nota a cada uma às cegas.
Conforme a influência de Parker crescia, os varejistas começaram a citar os "Pontos Parker" em anúncios e outros materiais promocionais. Isso elevou o perfil dele e do "Wine Advocate" e inspirou outras publicações, ávidas para comercializar seus próprios títulos, a adotar a escala semelhante, de 100 pontos. Na Europa, além do sistema de cinco pontos continuae a ser usado, é comum a referência ao sistema de 20 pontos usado por exemplo pelos críticos Hugh Johnson e Jancis Robinson..
Levei alguns anos para entender o sistema de 20 pontos até que um amigo, crítico de vinhos me explicou que um aluno de qualquer escola faz cinco provas por ano que na soma final darão 100 pontos. Portanto, cada prova tem 20 pontos e o raciocínio fica lógico.
Entretanto, este raciocínio não vale para comprar notas do sistema europeu com o de Parker. Para tanto é necessário fazer-se a seguinte conversão: multiplique os pontos de um vinho em 20 pontos por 2,5 e some mais 50 pontos. Terá a nota deste vinho no sitema Parker.

O boom do consumo de vinhos popularizou o sistema centesimal, mas na realidade, as notas numéricas pouco representam se não se levar em conta as notas de degustação respectivas. São elas que diferenciam os produtos analisados por aspectos visuais, aromáticos, gustativos e relativos à harmonia e evolução. São elas que permitirão ao amante de vinhos avaliar se aquele produto estará dentro de suas expectativas, interesses e desejos.

ARUMA MALBEC 2013 – MENDOZA - ARGENTINA

● Vinho da Semana 04/2016 ● ARUMA MALBEC 2013 – MENDOZA - ARGENTINA – Aruma Malbec é o novo vinho das Bodegas CaRo, parceria entre Château Lafite Rothschild e Catena Zapata. Ao contrário dos outros vinhos da bodega - o grandioso Caro e o aclamado Amancaya - Aruma é elaborado é um monovarietal da casta Malbec, em um estilo bem francês, com a elegância que é a assinatura dos vinhos dos Domaines Barons Rothschild. “Aruma” significa “noite” na língua dos índios nativos da região e Mendoza, os Quechua.  Esse nome sugere a intensidão das noites nos Andes, traduzindo aromas de baunilha e chocolate e o sabor intenso de notas de frutas maduras mais um toque elegante de flores.

 ● Notas de Degustação: Cor rubi intensa. Aromas de frutas escuras (ameixa), toque de especiarias (baunilha), defumados e chocolate amargo. Boa intensidade e complexidade. Paladar com bom ataque, com taninos macios, finos, com a madeira bem integrada (o vinho madurou 8 meses em barrica de carvalho sendo 50% francês), num fim de boca com boa persistência.
● Guarda: 5 anos após a safra. Quanto mais jovem, mais fácil de perceber o frutado do vinho.
Notas de Harmonização: vai bem com pratos a base de carne vermelha grelhada (carne de vaca, cordeiro, carneiro), carne branca com molho
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.

ESPUMANTE CAVE PERICÓ CHAMPENOISE BRUT

● Vinho da Semana 04/2016 ● ESPUMANTE CAVE PERICÓ CHAMPENOISE BRUT - SANTA CATARINA - BRASIL – A Pericó Vinhos contempla um portifólio de espumantes e vinhos cultivados na Altitude Brasileira, em São Joaquim/SC. Há 13 anos, a vinícola planejou e preparou o terroir, com viradas do solo e adubos por quatro vezes, para no final de 2004 plantar suas castas francesas. O primeiro e único Icewine brasileiro é da Pericó, elaborado em junho de 2009, com colheita a –7.5 ºC. As condições climáticas favoráveis foram fatores fundamentais para a Pericó Vinhos receber 24 prêmios até a 8ª safra (2014).

 Depois do sucesso do espumante Nature com o método Champenoise, a Pericó Vinhos, de São Joaquim/SC, lança ao mercado o seu branco brut também com as técnicas francesas. Desenvolvido na Altitude Brasileira em Santa Catarina, o Cave Pericó Champenoise Brut, da safra 2012, contém Cabernet Sauvignon (40%), Chardonnay (40%) e Merlot (20%).
            A linha de espumantes e vinhos da Pericó tem um grande diferencial, pois são produzidos com uvas de castas francesas. Esse espumante é lançamento da Vinícola em 2015. Um espumante da safra 2012, elaborado com as variedades Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Merlot, pelo método tradicional, permanecendo 30 meses na segunda fermentação para o afinamento das leveduras e autólise, como no método tradicional Champenoise da França, técnica que garante uma qualidade muito superior devido à característica artesanal.
● Notas de Degustação: Amarelo palha, com perlage fina, abundante e persistente. Aromas de frutas tropicais como abacaxi em calda, pêssego, damasco e ainda notas cítricas, revelando boa complexidade sobre um fundo de leveduras. Na boca é fresco, cremoso, com uma bela sensação de vivacidade que convida ao segundo gole. Boa complexidade e persistência.
● Guarda: Minha sugestão é beber espumantes na sua jovialidade ou no máximo com 2 anos de safra.
Notas de Harmonização: vai bem com aperitivos, coquetéis, antepastos, peixes, crustáceos, culinária oriental, carnes brancas, risotos, queijos leves e, com frutas secas fica saboroso.
Temperatura de Serviço: serva a uma temperatura entre 8 e 10ºC.

Onde comprar: Em BH: Representante da Pericó poderá indicar - Luciana Melo – 97588-1218.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

RAUL PEREZ - ALQUIMISTA, MAGO, REI DA ESPANHA ?

“ RAUL PEREZ - ALQUIMISTA, MAGO, REI DA ESPANHA ? “ – Conhecer Raul Perez deixou-me inicialmente com uma ponta de curiosidade, tal o grande número de adjetivos que o cercam. Entretanto, ao conhecê-lo outros tantos vieram-me à mente por conta da sua imensa simpatia, e disposição de responder a todas as perguntas que tinha em mente.
Raúl Perez nasceu em 1972 em Valtuille de Abajo no noroeste da Espanha, membro da família proprietária das Bodegas Castro Ventosa, maior proprietária de plantações da uva Mencía em Bierzo (75 hectares). Ali Raúl cresceu e desenvolveu seus ideais e paixões pelo vinho, trabalhando na Bodega da família.
Inquieto por sua natureza criativa, seu compromisso de "nenhum compromisso" faz dele simultaneamente rebelde ao que é feito, controverso e popular, e essa atitude não nasce da falta de respeito ou reverência. Ao contrário, Raúl é intensamente focado em criar vinhos simplesmente surpreendentes. Desta atividade nasceram as Bodegas y Viñedos Raúl Perez que produz quantidades limitadas de vinhos artesanais de variedades como o Albariño, Mencía, Bastardo, Prieto Picudo e Godello, e mais algumas castas autóctones na DO Noroeste da Espanha. Seus principais rótulos são Sketch, El Pecado, Ultreia St. Jacques, entre outros.
 Defensor de que o vinho é feito na vinha, ele procura entender a verdadeira vocação da vinha. Não é à toa que seus vinhos encantaram o crítico Robert Parker. Suas combinações e técnicas de produção, que para muitos seriam improváveis, fazem de Raúl Perez um Alquimista ou um Mago, como muitos querem definir.
Entre seus rótulos, produz o Sketch, um vinho que matura no fundo do mar. Testes com vinhos armazenados sob o mar não são novidades. O Champagne Cristal, o Château Larrivet Haut-Brion, a vinícola chilena Ribera del Lago conduzem testes neste formato. O Albariño Sketch, depois de engarrafado estagia por três meses a exatos 19 metros de profundidade na costa galega. O Sketch é um vinho único produzido a partir de uma vinha plantada em 1972.
Desde a primeira safra em 2003, ele ganhou notoriedade internacional. Enquanto Raúl continua envelhecendo algumas centenas de garrafas por ano para fins de pesquisa e provas, o Sketch é o seu único subaquático comercialmente disponível. A proximidade deste vinhedo com o Oceano Atlântico (150m), combinada com a composição do solo de granito e uma abordagem da pouco ortodoxa vinificação de Raúl, resultam numa expressão de Albariño diferente de qualquer outro. Nesta vinha plantada à direita ao lado do oceano, a brisa vinda do mar espraia sal sobre as uvas, o que impregna o vinho com uma salinidade inconfundível. Este perfil mineral empresta ao Sketch a sua identidade - este vinho não poderia vir de nenhum outro lugar do mundo. Ele também é único do ponto de vista de vinificação. A uva é colhida quase um mês a mais do tempo normal em Rias Baixas. Raúl acredita que este tempo extra ajuda a equilibrar a acidez, além de emprestar profunda concentração e riqueza ao Sketch.
O resultado disso é um vinho com expressivo paladar de frutas, mel e aromas minerais com nuances de quinino e flores brancas. O paladar tem uma forte nota de tangerina e persistente caráter floral. Entretanto, Raul nos disse que as experiências mostram que as profundidades iniciais eram demasiadas, mas por outro lado de nada vale mergulhar o vinho numa piscina !!! Ou seja, teremos outras experiências e novos vinhos a provar.
Raul Perez está envolvido em quase duas dezenas de projetos em várias regiões do mundo, mas nem de longe é o tipo de enólogo voador, que empresta o nome a qualquer projeto. Seu desafio é o de fazer vinhos em regiões difíceis e desconhecidas, ligados à terra, de preferência com castas pouco conhecidas e usando técnicas antigas e artesanais.
Vinhos artesanais e originais, que encantem mais pela diferença do que pela perfeição, que fujam à monotonia e globalização do gosto. Por conta deste desafio foi à Galiza, onde, além do Alvarinho e da Mencía, começou a investir na casta Espadeiro; e, depois até à aldeia de Sonim, no concelho de Valpaços, onde plantou um hectare de vinha e está fazendo um tinto da casta Bastardo em parceria com um produtor local, que comercializa a marca Casal Faria.
Raúl Pérez descobriu Valpaços através do irmão, que tem realizado diversos trabalhos em vinhas em Trás-os-Montes, e a casta Bastardo não lhe era desconhecida. Esta variedade, que equivale à casta Trousseau, da região francesa de Jura, já tinha entrado no lote do vinho Pablo Palazuelo 2005, que Raul elaborou exclusivamente para a sofisticada revista espanhola Matador. Foram feitas pouco mais de duas mil garrafas provenientes de uma pequena vinha com 130 anos da região leonesa de Bierzo.
Na Galiza, o Bastardo leva também o nome de Merenção e, a par da Mencía, do Caiño e do Alicante, entre outras, entra com frequência em alguns dos vinhos que Raúl Pérez está criando na região. Um deles, El Pecado, feito só de Mencía (a Jaen, do Dão), trouxe a pequena região de Ribeira Sacra (escarpada, xistosa e cheia de afinidades com o Douro) para o palco principal, depois de Robert Parker, através do seu colaborador Jay Miller, ter atribuído 98 pontos à colheita de 2007. Outro vinho feito por Pérez, o tinto A Trabe 2006, da região galega de Monterrei, perto de Chaves, obteve 97 pontos.

Em Trás-os-Montes, já se fazem apostas sobre quantos pontos dará Parker ao vinho que Raúl Pérez está fazendo em Valpaços. Mas, mesmo que não atinja as pontuações de El Pecado e A Trabe, Raul deu um impulso importante aos vinhos transmontanos e ajudou a acabar com a ideia de que de Chaves a Miranda do Douro, passando por Valpaços, só se faziam vinhos rudes. Na verdade, foi assim durante muito tempo. Mas, nos últimos anos, o panorama tem mudado e começam a aparecer no mercado alguns vinhos interessantes.
A região de Trás-os-Montes está fazendo o caminho inverso do Douro. Na região transmontana, investiu-se primeiro no azeite e depois voltou-se a olhar para a vinha. Todos os anos surgem novos produtores-engarrafadores e o tempo em que os vinhos de Trás-os-Montes bebíveis se resumiam quase só aos Valle Pradinhos já passou.

Tive a oportunidade de provar o Castro Candaz 2013, produzido na região de Ribera Sacra a partir da casta Godello. Um branco supreendentemente fresco, com muita fruta em boca, elegante e que convida imediatamente ao segundo gole.

O almoço transcorreu no meio de várias perguntas e todas as respostas eram dadas de forma fácil, simpática e clara. Aguardo pela nova vinda de Raul Perez ao Brasil. Certamente haverão outros grandes vinhos a serem provados. Fico com a imagem que além de Alquimista, Mago, ou Rei da Espanha Vinícola, Raul Perez é sem sombra de dúvidas um Grande Coração!