domingo, 17 de janeiro de 2016

A LISTA DOS MELHORES VINHOS DE 2015 SEGUNDO ROBERT PARKER


● A LISTA DOS MELHORES VINHOS DE 2015 SEGUNDO ROBERT PARKER - Todos os anos os críticos de vinhos da Wine Advocate, comandados pelo famoso Robert Park selecionam os melhores vinhos do ano. Em 2015 foram degustados cerca de 30.000 vinhos. Na lista dos 50 melhores vinhos do ano, constam 29 vinhos tintos.

Conheça a lista dos melhores vinhos tintos de 2015 
2012 Bevan Cellars Cabernet Sauvignon McGah Vineyard, Napa, California, USA
2012 Lokoya Cabernet Sauvignon Mount Veeder, Napa, California, USA
2012 Harlan Estate Proprietary Red Wine, Napa, California, USA
2012 Château Haut-Brion, Pessac-Leognan, Bordeaux, France
2012 Château La Violette, Pomerol, Bordeaux, France
2012 Betz Family Winery Cabernet Sauvignon le Parrain, Washington, USA
2013 Viña Seña, Aconcagua, Chile
2013 Per Se La Craie, Mendoza, Argentina
2013 Achaval Ferrer Malbec Finca Altamira, Mendoza, Argentina
2013 Domaine du Comte Liger-Belair La Romanee Grand Cru, Burgundy, France
2013 Domaine Duroché Chambertin Clos de Bèze Grand Cru, Burgundy, France
2012 Eyrie Vineyards Pinot Noir Original Vines Reserve, Oregon, USA
2013 Richard Rottiers Moulin a Vent Climat Champ de Cour, Beaujolais, France
2007 Vietti Barolo Riserva Villero, Piedmont, Italy
2010 Elio Grasso Barolo Gavarini Vigna Chiniera, Piedmont, Italy
2010 Casanova di Neri Brunello di Montalcino Tenuta Nuova, Tuscany, Italy
2010 Il Marroneto Brunello di Montalcino Madonna Delle Grazie, Tuscany, Italy
2012 Cayuse Syrah Bionic Frog, Washington, USA
2014 Lismore Estate Syrah, Western Cape, South Africa
2013 l’Aventure Winery Estate Cuvee, Paso Robles, California, USA
2013 Château Beaucastel Hommage à Jacques Perrin, Châteauneuf du Pape, France
2011 Guigal Cote Rotie la Landonne, North Rhone, France
2013 Domaine Anne Gros Minervois les Carretals, Languedoc, France
2010 Henschke Hill of Grace, Eden Valley, Australia
2012 Jim Barry The Armagh, Clare Valley, Australia
2012 Clarendon Hills Astralis, McLaren Vale, Australia
2013 Álvaro Palacios L’Ermita, Priorat, Spain
2012 Pingus, Ribera del Duero, Spain
2012 Dona Maria Alicante Bouschet Jb, Alentejano, Portugal.

Conheça a lista dos melhores vinhos brancos de 2015
2013 Kongsgaard Chardonnay The Judge, Napa, California, USA
2013 Aubert Chardonnay Eastside, Russian River, California, USA
2013 Fontaine Gagnard Batard Montrachet Grand Cru, Burgundy, France
2013 Domaine Raveneau Grand Cru Valmur, Chablis, France
2014 Kumeu River Mate’s Vineyard Chardonnay, New Zealand
2012 Chateau Haut-Brion Blanc, Pessac-Leognan, Bordeaux, France
2014 Morlet Family Vineyards La Proportion Doree, Sonoma, California, USA
2013 Schäfer-Fröhlich Stromberg Riesling GG, Nahe, Germany
2013 Markus Molitor Zeltinger Sonnenuhr Auslese *** (Golden Capsule), Mosel, Germany
2012 Schloss Gobelsburg Riesling Tradition, Austria
2012 Zind-Humbrecht Riesling Grand Cru Rangen de Thann Clos St Urbain, Alsace, France
2014 Sheldrake Point Winery Riesling Ice Wine, Finger Lakes, New York, USA
2007 Domaine Macle Château Chalon, Jura, France
2014 Domaine Huet Vouvray le Mont Sec, Loire, France
2014 Sadie Family Mev Kirsten Old Vine Series Chenin Blanc, Stellenbosch, South Africa
2014 M. Chapoutier Ermitage l’Ermite Blanc, Hermitage, France
2013 Tenuta dell’Ornellaia Bianco Ornellaia, Bolgheri, Italy
2011 Domaine Sigalas Nychteri, Santorini, Greece
NV Equipo Navazos La Bota de Amontillado Bota A.R. 49, Jerez, Spain
2006 Ca’ del Bosco Franciacorta Cuvée Annamaria Clementi Brut Riserva, Lombardy, Italy

NV Egly-Ouriet Blanc de Noirs Brut Les Crayèr (Fonte – Revista Eno Estilo – 15/01/2016).

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

BORGONHA, ALSÁCIA E JURA - 16 A 29-MARÇO-2016

Experiência de Viagem Enogastronômica - Borgonha, Alsácia e Jura! 
SAÍDA GARANTIDA !!! INSCRIÇÕES IMEDIATAS !!! ÚLTIMAS VAGAS !!! 


A história da Domaine de la ROMANÉE-CONTI é tão rica quanto longa. São onze séculos de registros que remontam aos monges da Ordem de St. Vincent, no século X. A propriedade teve vários donos até ser adquirida pelo príncipe de Conti, que acrescentou seu nome ao vinhedo. 
Venha e experimente, sinta, perceba e deguste !!!

Para mais informações: http://goo.gl/0LRyYb

CLOS DE VOUGEOT


“ CLOS DE VOUGEOT “ – Continuando a falar dos grandes vinhedos e vinhos da Borgonha, hoje falaremos do Clos de Vougeot, instalado no coração da Côte de Nuits e ocupa a maior parte da área de vinha pertencente ao município de Vougeot. Os vizinhos de Vougeot são Chambolle-Musigny, Flagey-Echezeaux e Vosne-Romanée. Nas encostas na extremidade superior do Clos, que confina com as vinhas de Musigny e Grands Échezeaux.
O Château du Clos de Vougeot fica na Route des Vins de Bourgogne, no vilarejo de Vougeot, na metade do caminho entre Dijon e Beaune. Situado em meio aos belos vinhedos da Côte de Nuits, é o mais famoso castelo da região e tão visitado como o vinhedo do Romanée-Conti. O monastério foi fundado por volta de 1110 dC pelos monges de Cister, que permaneceram seus proprietários até a Revolução Francesa (1789), dando ao Clos de Vougeot a imagem de ícone da Borgonha.
Os Cistercienses acumularam terras em torno de suas participações originais na encosta a sul da aldeia de Vougeot com tanto sucesso que até 1336 a vinha foi essencialmente configurada como é hoje, o maior vinhedo murado da Borgonha, ou clos. Napoleão confiscou a vinha em 1790 e, em seguida, a família Ravel de banqueiros parisienses passou a administrar o vinhedo.

Hoje seus 50,59 ha. de vinhas são compartilhados por 82 proprietários que mantém a sua identidade intacta dentro dos muros (clos) que foram construídos para delimitá-las há 5 séculos atrás. Seus vinhos estão entre os melhores tintos da Borgonha e tem o status de Grand Cru desde 31 de julho de 1937.
No século XVI, um château em estilo Borgonha Renascentista foi adicionado aos edifícios existentes do monastério com uma requintada adega e área de vinificação com prensas gigantes construídas com carvalho que datam do séculos XII e XIV, e está aberto aos visitantes. O Confrérie Chevaliers du Tastevin realiza suas reuniões ou "capítulos" neste Chateau e, portanto, não é nenhuma surpresa que uma das melhores gastronomias da França seja aqui encontrada.

A diversidade de solos dentro do Clos de Vougeot torna-o numa espécie de ponto de tapeçaria num grande tapete. A cerca de 255 metros acima do nível do mar, sua extremidade superior é ligeiramente inclinada, com o solo apenas 40 cm de profundidade, de granulação grossa sobre uma base de pedra calcária. No centro, a cerca de 250 metros de altitude, o solo ainda é superficial (45 cm), marrom, mais argiloso, com calcário quebrado. A porção inferior (cerca de 240 metros) tem um solo marrom que é mais profundo (90 cm) e encontra-se uma camada de marga, rica em argila e aluvião. As rochas pertencem ao período jurássico (175 milhões de anos aC).
A vinha é dividida entre numerosos proprietários e por esse motivo não há descrição única para ser aplicada para os vinhos tintos, havendo, no entanto, características comuns: como cor muito intensa variando de morango vermelho a granada profunda; um bouquet suave, impregnado aromas de rosas ao amanhecer, de violetas no orvalho da manhã... Acrescente a esses aromas os de frutas vermelhas e escuras como amoras, framboesa, ervas como a hortelã selvagem, alcaçuz e trufas ... Na boca, o sabor em geral é mágico, sedutor, rico, suculentos e suave, combinando elegância e delicadeza com plenitude de carne. Um longo final na boca e largo potencial de envelhecimento, entre 10 a 30 anos e às vezes até mais.
Convencionalmente supõe-se que os melhores vinhos do Clos de Vougeot vêm do terço superior mais bem drenado, próximo das vinhas de outros grands crus como Musigny e Echezeaux, e os menos bem sucedidos Clos de Vougeots vêm da terceira área à direita por baixo da estrada principal. Uma análise da localização das vinhas que foram responsáveis ​​pelos vinhos favoritos de Jancis Robinson na safra de 2008, revelou que todos vieram de videiras cultivadas no terço superior da vinha, exceto para as videiras de Joseph Drouhin, que estão em duas parcelas no meio e o fundo, de Régis Forey e Grivot que estão na parte inferior, e Clos de Frantin, que estão em todas as três elevações neste vinhedo. Os Clos de Vougeot favoritos de Jancis Robinson na safra de 2008 foram: Domaine Anne Gros, Dom Michel Gros, Dom François Lamarche, Dom Joseph Drouhin, Dom Henri Boillot, Dom Leymarie Ceci, Dom du Clos Frantin, Dom Drouhin-Laroze, Dom Régis Forey, Dom Hudelot-Noëllat e Dom Jean Grivot.
A particularidade do Clos de Vougeot é que apesar de estar situado em pleno vinhedo, lá não se degusta e não se vende nenhum vinho. Mesmo sem degustação ou compra, vale a pena fazer uma visita só pra ver as gigantescas prensas de uva originais do séc. XII, e o belo pátio interior.
Quem quiser degustar ou comprar os vinhos do Clos de Vougeot (que são ótimos, diga-se de passagem) precisa ir ao Château de la Tour, o mini-castelinho que fica na mesma estradinha de terra que leva ao Clos de Vougeot.

Atualmente a principal função desse monumento histórico, além do turismo, é ser a sede da Confrérie des Chevaliers du Tastevin. A confraria foi criada em 1934 para promover os vinhos e a cultura da Borgonha, e apesar de contar com 12.000 membros no mundo todo, ela é um clube fechadíssimo composto por ilustres pessoas amantes de vinhos da Borgonha, sejam locais ou internacionais. No Clos de Vougeot algumas vezes por ano (no mínimo quatro encontros, um por cada estação climática do ano) a Confrérie organiza banquetes chamados “chapitres”. Eles são eventos concorridíssimos, até pra quem é membro da confraria. E se você ainda não conhece o vinhedo ou o Chateau du Clos de Vougeot, terá chance de fazê-lo participando de um belo Roteiro que estaremos realizando entre 16 a 29 de março. Maiores informações na ZENITHE TRAVELCLUB Consultoria e Operadora de Experiências EnoGastronômicas. Belo Horizonte. TEL.: (31) 3225-7773. Contato: Kíssylla Mourão fit4@zenithe.tur.br

CHATEAU TOUR DE PRESSAC 2009 – SAINT-EMILION GRAND CRU – BORDEAUX - FRANÇA

● Vinho da Semana 02/2016 ● CHATEAU TOUR DE PRESSAC 2009 – SAINT-EMILION GRAND CRU – BORDEAUX - FRANÇA – O Chateau de Pressac é um lindo castelo localizado na famosa demoninação de Saint- Emilion, uma propriedade rica em história, pois foi nela que em 20 de julho de 1453 foi assinado o tratado que pos fim a Guerra dos Cem Anos entre a França e a Inglaterra após a Batalha de Castillon. Foi também no Chateau de Pressac que de 1737 a 1747 foi implantado uma variedade de uva nobre proveniente de Quercy: a  Auxerrois, as propriedades em torno também a plantaram e a cepa passou a chamar-se Noir de Pressac, mais tarde o Senhor Malbek a levou para o Médoc e lá passou a ser mundialmemte conhecida como Malbec. O La Tour de Pressac é o segundo vinho do Chateau, com um corte inusitado: 70 % Merlot / 20 % Cabernet franc / 8 % Cabernet Sauvignon e 2 % Carmenère.
● Notas de Degustação: Cor rubi intensa sem nenhum sinal de evolução nestes 4 anos de guarda. Aromas de frutas escuras (cassis, cereja e amora), toque de especiarias (baunilha) e defumados, com gostoso chocolate ao fundo. Boa intensidade e complexidade. Paladar com bom ataque, com taninos finos, sedosos, com a madeira bem integrada, num fim de boca com boa persistência, confirmando o toque de chocolate.
● Guarda: 10 anos após a safra. Quanto mais jovem, mais fácil de perceber o frutado do vinho. Depois começam a aparecer as notas balsâmicas.
Notas de Harmonização: vai bem com Foie Gras, queijos com veios (como o Roquefort, ou o Gorgonzola), queijos suaves e de casca (por exemplo Livarot), queijos de pasta mole e casca com fungo branco (como o Camembert), queijos de Cabra – charcutaria e embutidos, pratos a base de carne vermelha grelhada (carne de vaca, cordeiro, carneiro), carne branca com molho
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Reconhecimento: Medalha de Prata na Exposição de Paris em 2012.
Onde comprar: EM BH: CEPAGE NOBLE – Rua Desembargador Jorge Fontana, 80 – Sala 1007 – Belvedere ou  Av. Luiz Paulo Franco, 563 – Loja 0004 – Belvedere –

Contato: Haroldo Quintão: haroldo.quintao@cepagenoble.com.br / Tel.:(31)2515-5734.

TABALI RESERVA SYRAH 2012 – D.O. VALE DE LIMARI - CHILE

● Vinho da Semana 02/2016 ● TABALI RESERVA SYRAH 2012 – D.O. VALE DE LIMARI -  CHILE – A Viña Tabalí é uma vinícola pioneira que iniciou, em 1993, as primeiras plantações em um dos vales mais promissores ao norte do Chile, o Vale de Limarí, criada por Guillermo Luksic. A proximidade com o deserto de Atacama e do Oceano Pacífico, o céu sempre limpo, os dias quentes e as noites frescas, dão lugar a um terroir excepcional para a elaboração de vinhos Premium e Super Premium. A Tabalí usa somente uvas de seus próprios vinhedos e produz vinhos de grande qualidade e prestígio internacional. 
 Em contraste com a pouca incidência de chuva, as vinhas foram plantadas em um antigo terreno aluvial do Rio Limarí, onde prevalece um solo riquíssimo em calcários e diferentes tipos de sais. A vinícola Tabalí está localizada há apenas 29 quilômetros de distância do oceano Pacífico, que tem uma grande influência no clima local, amenizando as altas temperaturas com brisas refrescantes. Essas características naturais tornam os vinhos cultivados nesta região ainda mais especiais, repletos de frescor, com notas minerais, complexas e - por que não dizer – únicos. 
            Durante muito tempo, o Vale do Limarí era utilizado apenas para o cultivo de uvas para a elaboração do Pisco, bebida destilada produzida a partir da destilação do mosto fermentado de uvas diversas. Desde a década de 90, o Vale passou a ser muito valorizado pelas vinícolas como promissora terra para o cultivo de uvas viníferas. Atualmente, existem cerca de 1.500 hectares de vinhas em Limarí, dentre as principais variedades cultivadas são: Chardonnay, Syrah, Cabernet Sauvignon e Sauvignon Blanc. Qualquer vinho, varietal ou de corte, produzidos com alguma dessas castas em Limarí são de altíssima qualidade!
● Notas de Degustação: cor rubi intensa, brilhante, com aromas intensos de frutas negras como ameixa em compota, de especiarias como pimentas pretas, leve nota de chocolate e balsâmico. No paladar mostra grande equilíbrio e estrutura,  persistindo na boca por bastante tempo. Repete o perfil aromático e pede um segundo gole imediato. Um vinho 100% Syrah, amadurecido por 12 meses em barricas de carvalho francês.
● Guarda: Aguenta fácil 5 a 7 anos, mas já está pronto na minha opinião, especialmente para quem gosta de aromas de fruta compotada com certo frescor.
Recomedações e Premiações: Ganhador do 8ª Prêmio Wines of Chile Awards. Descordados 90 pontos. 91RP
Notas de Harmonização: Massas com molho de cogumelos ou cordeiro temperado com ervas como alecrim, hortelã ou tomilho.
Temperatura de Serviço: Recomenda-se servir a uma temperatura entre 16 e 18ºC.

Onde comprar: Importadora WORLD WINE. Em BH - Peça pelo telefone - (31) 3293-3423 / (31) 98638-4704 ou E-mail: pedidos@nobilebh.com.br Contato DuílioEntrega a domicílio em até 1 dia.

domingo, 10 de janeiro de 2016

DICAS PARA QUANDO ESTIVER COM A CARTA DE VINHOS NA MÃO


DICAS PARA QUANDO ESTIVER COM A CARTA DE VINHOS NA MÃO - Seis conselhos para você não errar na hora de escolher o rótulo. As folhas da carta de vinho vem e vão em sentidos descompassados, os olhos dão voltas como caça-níqueis tentando encontrar um porto seguro, focar um nome conhecido ou um preço cabível sem demonstrar o desconforto diante da companhia. Para piorar o cenário, aparece a figura do sommelier - com seu saca-rolhas cromado e sua desenvoltura orgulhosa fazendo um "style" em um terno diferente dos demais maîtres, com seus pins condecorativos -, causando quase que um infarto no já debilitado cliente.
            É triste quando isso acontece, pois acaba por distanciar mais e mais o consumidor do produto - que, na verdade, foi feito para harmonizar e não segregar - e tornando o momento que deveria ser agradável em um grande calvário.
            Não tenha medo do sommelier. Pode parecer assustador no primeiro momento a presença do sommelier ou a escolha de um vinho na carta do restaurante, mas nossa indicação, humilde, é: procurem ouvir o profissional da área. Converse com ele e tente espremer toda informação que considerar necessária para tornar o seu momento mais harmônico possível. Ele esta lá para ajudar-lo e não causar-lhe constrangimento, apesar de algumas vezes arrotar nomes e termos complicados.
            Na maioria das vezes, ele foi o responsável pela elaboração da carta de vinhos do estabelecimento, analisando o mercado global e suas tendências - principalmente a gastronomia regional - e vai procurar orientá-lo da melhor maneira possível, diante, é claro, de suas especificações.
Dê informações precisas. Para tornar o trabalho do sommelier mais fácil e, consequentemente, alcançar a satisfação na escolha adequada, a melhor maneira de conseguir o que procura seria por meio das informações que você deve passar ao profissional:
1- Estou disposto a pagar um valor X.
2- Com a uva tal (varietal) ou as tais uvas (assemblagem).
3- Do país X ou da região X.

Lembre-se do fator: harmonização do prato. Melhor ainda seria pedir a indicação do profissional diante do prato escolhido, deixando-o com liberdade para decidir qual será a surpresa do dia. Mas, caso você queira decidir por conta própria, existem algumas regras básicas para harmonização como: prato leve com vinho leve, prato de médio corpo com vinho de médio corpo e prato estruturado com vinho estruturado. Pratos com gordura e tendência ao doce pedem acidez e efervescência nos vinhos. Untuosidade e suculência convidam ao álcool e taninos. Picância com ácido aromático (comida tailandesa e indiana) solicitam maciez com aroma e perfume.
            De qualquer forma, lembre-se sempre de seguir o seu gosto e suas preferências, pois, no fim das contas, quem vai ter o prazer e pagar por aquilo é você e mais ninguém.
● Alerta aos preços - Procure estar um pouco informado sobre os preços em revistas especializadas ou catálogos dos importadores, mesmo sabendo que os restaurantes trabalham com uma margem de 50% a 100% sobre o preço ao consumidor final. Isso devido aos custos empregados, como o serviço, armazenamento, taça etc. Alertamos para isso para você saber se não esta sendo "roubado".
● Acabou? Peça outro - Pode acontecer de o vinho pedido ter acabado e você ter de mudar de rótulo. É nessa hora que o sommelier vai mostrar a sua competência tentando substituí-lo à altura, apresentando um novo vinho e a oportunidade única de aumentar o seu leque de conhecimento ante uma nova experiência.
● Sommelier de bom caráter - Lembre-se também do risco que existe de uma importadora se aproveitar da força e influência para "empurrar" rótulos diversos goela abaixo do sommelier, aliciando-o com viagens e/ ou preços e descontos sedutores, incorporando nomes desconhecidos em seu portfólio. No entanto, cabe ao bom profissional mostrar seu caráter e índole nesses momentos focando o seu trabalho na satisfação e alegria do consumidor, praticando preços justos e mostrando sensibilidade para apresentar as melhores opções levando em conta seu próprio gosto e dos clientes.

            Os momentos para apreciar um bom vinho serão muitos, os rótulos a serem degustados mais ainda e os sommeliers então... (Fonte: Revista ADEGA – 04/01/2016).

O CAPÍTULO FINAL DA NOVELA DO IPI


● O CAPÍTULO FINAL DA NOVELA DO IPI - As importadoras de vinho começaram a primeira semana do ano com um gosto amargo na boca. O motivo desta ressaca foi o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei que alterava as alíquotas do IPI para o vinho. O veto torna definitivo a alíquota de 10% do IPI para o vinho e de 20% para os vinhos fortificados do Porto e da Madeira.

            A mudança do IPI movimentou o setor no final do ano passado. Para aumentar a arrecadação, o governo publicou uma medida provisória, válida a partir de 1º de dezembro, mudando a incidência do IPI em diversas bebidas. No vinho, o valor fixo, que chegava a até R$ 1, conforme o tipo de bebida e o seu país de origem, passou para 10%. A MP foi modificada no Congresso Nacional, por uma comissão que tinha o senador petista Humberto Costa como relator. O projeto de lei do legislativo baixava o IPI para 6% em 2016 e para 5% em 2017. Mas em 30 de dezembro este projeto de lei foi vetado pela presidente, que manteve as alíquotas estipuladas pelo então ministro Joaquim Levy. (Fonte – Revista MENUSuzana Barelli – 08/01/2016)