sábado, 24 de outubro de 2015

DICAS DE ESPUMANTES PARA O SEU FINAL DE ANO SER ESPECIAL

9º CONCURSO DO ESPUMANTE BRASILEIRO PREMIA 80 AMOSTRAS E CINCO RECEBEM A GRANDE MEDALHA DE OURO, 70 DE OURO E 5 DE PRATA - Uma edição emblemática. Assim pode ser definido o 9º Concurso do Espumante Brasileiro, que chega a 2015 com número recorde de amostras inscritas e premiação destaque, novidade do concurso. Realizado pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), o evento contou com dois dias de degustações, onde 264 amostras provenientes de 7

0 vinícolas de 10 regiões produtoras do Brasil foram degustadas por 44 enólogos em Garibaldi, a Capital Brasileira do Espumante. A excelência da bebida nacional resultou na premiação de 80 espumantes, sendo cinco Grande Medalha de Ouro (acima de 92 pontos), 70 Ouro (88 a 91 pontos) e cinco Prata (84 a 87 pontos).
            Assim foram escolhidos os vencedores do Destaque Manoel Peterlongo, homenagem ao pioneiro na elaboração de espumantes no Brasil e personagem que dá nome à vinícola que neste ano completa 100 anos.
O sabor brasileiro, a qualidade reconhecida entre especialistas e amantes do espumante foi comprovada na taça pelo júri composto por enólogos, jornalistas e sommeliers. Os 44 degustadores foram divididos em cinco júris, cada um com amostras diferentes. As degustações aconteceram na quarta e quinta-feira (14 e 15), somente na parte da manhã, na Câmara da Indústria e Comércio de Garibaldi (CIC). Os trabalhos seguiram normas da Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE). Foram premiados os espumantes melhores classificados por categoria, respeitando o limite de 30% dos inscritos.

Confira a Lista dos Espumantes Premiados
MEDALHAS GRANDE OURO:
Cooperativa Vinícola Nova Aliança Ltda - Aliança Espumante Brut - Processo: Charmat
Medalha: Grande Ouro

Sociedade de Bebidas Panizzon Ltda - Panizzon Espumante Chardonnay Brut - Processo: Charmat - Medalha: Grande Ouro

Terrasul Vinhos Finos Ltda - Terrasul Espumante Moscatel - Processo:Moscatel
Medalha: Grande Ouro

Vinícola Don Giovanni - Stravaganzza Espumante Brut - Processo: Tradicional
Medalha: Grande Ouro

Vinícola Galiotto Ltda - Casa Galiotto Espumante Brut - Processo:Charmat
Medalha: Grande Ouro

MEDALHAS OURO:
Aliprandini e Meyer Vinhos Finos Ltda - Aracuri Espumante Aracuri Brut Rosé - Processo: Charmat -Medalha: Ouro

Basso Vinhos e Espumantes Ltda - Espumante Brut Champenoise - Processo:Tradicional
Ouro

Basso Vinhos e Espumantes Ltda - Monte Paschoal Espumante Moscatel - Processo Moscatel
Ouro

Basso Vinhos e Espumantes Ltda - Monte Paschoal Espumante Moscatel Rosé - Processo Moscatel - Ouro

Calza Júnior Ind. Com. de Vinhos Ltda - Calza Espumante Nature - Processo Tradicional- Ouro

Casa Geraldo Vinhos Finos - Casa Geraldo Espumante Prosecco - Processo Charmat - Ouro

Casa Geraldo Vinhos Finos - Casa Geraldo Espumante Brut - Processo Charmat - Ouro

Casa Valduga Vinhos Finos Ltda - Casa Valduga RSV Espumante Blush - Processo Tradicional
Ouro

Cave Antiga Vitivinícola Ltda - Cave Antiga Espumante Moscatel - Processo Moscatel - Ouro

Cia Piagentini - Decima Espumante Prosecco - Processo Charmat - Ouro

Cia Piagentini - Cordon D ́Or Espumante Brut - Processo Charmat = Ouro

Cooperativa Vinícola Aurora Ltda - Aurora Espumante Prosecco - Processo Charmat - Ouro

Cooperativa Vinícola Aurora Ltda -  Marcus James Espumante Brut - Processo Charmat - Ouro

Cooperativa Vinícola Aurora Ltda - Conde de Foucauld Espumante Branco Brut - Processo  - Charmat - Ouro

Cooperativa Vinícola Aurora Ltda - Aurora Procedências Espumante Chardonnay - Processo Charmat - Ouro

Cooperativa Vinícola Aurora Ltda - Saint Germain Espumante Demi-Sec - Processo Charmat - Ouro

Cooperativa Vinícola Aurora Ltda - Aurora Pinto Bandeira Espumante Extra Brut - Processo Tradicional - Ouro

Cooperativa Vinícola Aurora Ltda - Aurora Espumante Moscatel Rosé - Processo Moscatel - Ouro

Cooperativa Vinícola Garibaldi - Garibaldi Espumante Chardonnay - Processo Charmat - Ouro/Destaque

Cooperativa Vinícola Garibaldi - Garibaldi Espumante Prosecco - Processo Charmat - Ouro

Cooperativa Vinícola Garibaldi - Giuseppe Garibaldi Espumante Extra Brut - Processo Charmat - Ouro

Cooperativa Vinícola Garibaldi - Garibaldi Espumante Moscatel Rosé - Processo Moscatel - Ouro

Cooperativa Vinícola São João Ltda - Castellamare Espumante Brut Rosé - Processo Charmat - Ouro/Destaque

Cooperativa Vinícola São João Ltda - Castellamare Espumante Brut - Processo Charmat - Ouro

Cooperativa Vinícola São João Ltda - Castellamare Espumante Moscatel - Processo Moscatel - Ouro

Courmayeur do Brasil Vinhos Ltda - Espumante Courmayeur Brut Prosecco - Processo Charmat - Ouro

Courmayeur do Brasil Vinhos Ltda - Courmayeur Espumante Brut Chardonnay - Processo Charmat - Ouro

Courmayeur do Brasil Vinhos Ltda - Courmayeur Espumante Brut Rosé - Processo Charmat - Ouro

Courmayeur do Brasil Vinhos Ltda - Courmayeur Espumante Moscatel - Processo Moscatel - Ouro

Dal Pizzol Vinhos Finos - Dal Pizzol Espumante Brut Traditionelle - Processo Tradicional - Ouro

Dal Pizzol Vinhos Finos - Dal Pizzol Espumante Nature 40 Anos - Processo Tradicional - Ouro

Domno do Brasil Ind. e Com. de Bebidas Ltda - Ponto Nero Espumante Brut - Processo Charmat – Ouro

Domno do Brasil Ind. e Com. de Bebidas Ltda - Ponto Nero Espumante Brut Rosé - Processo Charmat - Ouro

Don Bonifácio Vinhos Finos Ltda - Quinta Don Bonifácio Espumante Brut Rosé - Processo Charmat - Ouro

Don Bonifácio Vinhos Finos Ltda - Habitat Espumante Brut Rosé 2009 - Processo Tradicional - Ouro

Dunamis Vinhos e Vinhedos - Dunamis Champenoise Espumante Extra Brut - Processo Tradicional - Ouro

Estrelas do Brasil Com. de Vinhos Ltda - Estrelas do Brasil Espumante Brut – Processo Tradicional - Ouro
Famiglia Zanlorenzi Ltda - Lunar Perfetto Prosecco Espumante Brut - Processo Charmat - Ouro

Guatambu Indústria e Comércio de Alimentos - Poesia do Pampa Espumante Brut - Processo Tradicional - Ouro

Guatambu Indústria e Comércio de Alimentos - Guatambu Espumante Nature 2014 - Processo Tradicional - Ouro

Indústria Vinícola La Cantina Ltda - La Cantina Espumante Brut Champenoise - Processo Tradicional - Ouro

José Sozo Vinhos - Sozo Espumante Brut - Processo Charmat - Ouro

Miolo Wine Group Vitivinicultura Ltda - Miolo Cuvée Tradition Espumante Brut 2013 - Processo Tradicional - Ouro

Miolo Wine Group Vitivinicultura Ltda - Íride Miolo 2009 - Processo Tradicional - Ouro

Natural Products Indústria, Comércio e Serviços - Gran Legado Espumante Charmat Branco Brut - Processo Charmat - Ouro

Natural Products Indústria, Comércio e Serviços - Gran Legado Espumante Champenoise Brut
Processo Tradicional - Ouro

Natural Products Indústria, Comércio e Serviços - Gran Legado Espumante Moscatel - Processo Moscatel - Ouro

R.A. Beltrami - Dom Roberto Espumante Moscatel - Processo Moscatel - Ouro

Sociedade de Bebidas Panizzon Ltda - Panizzon Espumante Moscatel - Processo Moscatel - Ouro

Vinhos Monte Reale Ltda - Valdemiz Espumante Brut Rosé - Processo Charmat - Ouro

Vinícola Campestre Ltda - Zanotto Espumante Moscatel – Moscatel - Ouro/Destaque

Vinícola Campos De Cima Ltda - Campos De Cima Espumante Brut - Processo Tradicional - Ouro

Vinícola Campos De Cima Ltda - Campos De Cima Extra Brut - Processo Tradicional - Ouro/Destaque

Vinícola Cave De Pedra Ltda - Cave de Pedra Espumante Brut Denominação de Origem - Processo Tradicional - Ouro

Vinícola Cave De Pedra Ltda - Cave de Pedra Espumante Moscatel - Processo Moscatel - Ouro

Vinícola Don Guerino Ltda - Don Guerino Cuvée Espumante Extra Brut - Processo Charmat - Ouro

Vinícola Galiotto Ltda - Casa Galiotto Espumante Moscatel – Moscatel - Ouro

Vinícola Geisse Ltda - Cave Geisse Espumante Brut Blanc de Blanc - Processo Tradicional - Ouro

Vinícola Geisse Ltda - Cave Amadeu Espumante Brut - Processo Tradicional - Ouro/Destaque

Vinícola Giaretta Ltda - Giaretta Espumante Moscatel - Processo Moscatel - Ouro

Vinícola Maximo Boschi Ltda - Maximo Boschi Espumante Brut Speciale 2009 - Processo Tradicional - Ouro

Vinícola Mioranza Ltda - Riobravo Espumante Brut - Processo Charmat - Ouro

Vinícola Pedrucci Ltda - Casa Pedrucci Espumante Brut Reserva - Processo Tradicional - Ouro

Vinícola Perini Ltda - Casa Perini Espumante Brut Rosé - Processo Charmat - Ouro

Vinícola Perini Ltda - Casa Perini Espumante Prosecco Brut - Processo Charmat - Ouro

Vinícola Perini Ltda - Casa Perini Espumante Demi-Sec - Processo Charmat - Ouro

Vinícola Perini Ltda - Perini Espumante Nature - Processo Tradicional - Ouro

Vinícola Perini Ltda - Casa Perini Aquarela Espumante Moscatel - Processo Moscatel - Ouro

Vinícola Zanella - Villa de Vinhas Espumante Brut - Processo Tradicional - Ouro

Vinícola Zanella - Surrender Espumante Brut - Processo Tradicional - Ouro

MEDALHAS DE PRATA:
Cooperativa Vinícola Aurora Ltda - Marcus James Espumante Demi-Sec - Processo Charmat - Prata

Guatambu Indústria e Comércio de Alimentos - Poesia do Pampa Espumante Demi-Sec 2014 - Processo Tradicional - Prata

Miolo Wine Group Vitivinicultura Ltda - Miolo Cuvée Tradition Espumante Demi-Sec 2014 - Processo Tradicional - Prata

Vinícola Giaretta Ltda - Giaretta Espumante Demi-Sec – Charmat - Prata


Vinícola Salton S.A.- Salton Espumante Demi-Sec - Processo Charmat – Prata (Fonte: ABE).

ROTEIRO DE VINHOS PELA BORGONHA E ALSÁCIA COM UMA PITADA DE JURA

● 16 a 29.MAR.2016 -  "ENOGASTRO BORGONHA E ALSÁCIA COM UMA PITADA DE JURA” - INSCRIÇÕES JÁ ESTÃO ABERTAS – Conhecida pela excelência de seus vinhos, a Borgonha é também considerada a capital gastronômica da França. Notável por sua paisagem, seu patrimônio histórico e arquitetônico medieval são riquíssimos, e a beleza de cidades como, por exemplo, Beaune é inesquecível. Os resquícios do antigo esplendor não são facilmente encontrados quando se viaja pelo interior e o que se vê hoje é a beleza simples e rústica de seus campos e construções. As grandes propriedades não mais existem, deram lugar a pequenos lotes de terra depois que Napoleão realizou a sua reforma agrária, dividindo as propriedades da Igreja. A fragmentação dos vinhedos hoje é tão grande que a média das propriedades é de pouco mais de um hectare. O Clos de Vougeot, por exemplo, conta com mais de 60 proprietários em seus 50 hectares;


A Alsácia produz alguns dos melhores brancos do mundo em diversos estilos, de espumantes a vinhos tranqüilos, de secos a doces deslumbrantes. O curioso é que na Alsácia o refinamento do foie gras e a rusticidade do chucrute integram a lista de iguarias típicas. É uma região onde as pessoas falam francês, mas têm sobrenome alemão. Um lugar de História muito rica, onde dois países, atualmente, se sobrepõem em harmonia, depois de séculos de  guerras, fundindo sabores e estilos arquitetônicos, tradições e aspectos estéticos. Nesse ponto de interseção cultural, para beber, há vinhos produzidos com uvas gaulesas, como a pinot noir, ou com variedades germânicas, como a gewüztraminer, e as cervejas também fazem o maior sucesso. Na fronteira da Suíça e a Borgonha está a pequena região do Jura. Pequena de tamanho, mas grande no seu ímpar vinho, o Vin Jaune ou vinho amarelo, feito com a Savigny em colheita tardia com maior concentração de açúcar elaborando vinhos com nível de álcool em torno de 13 a 15% de teor alcoólico. As uvas são fermentadas de maneira lenta e depois armazenadas em grandes barricas de madeira. A evaporação abre espaço para o oxigênio e os níveis não são repostos, desta maneira há uma lenta e gradual oxidação do vinho que adquire a sua cor amarela e sabor característicos de noz, frutas secas e damasco (lembrando o Jerez). Também é muito interessante o Crémant Du Jura um sparkling rosé em geral um corte de Pinot Noir e Poulsard. Com aromas delicados de cereja, morango e groselha, pena que pouco vem para o Brasil, e você poderá degustá-lo na origem!.

ROTEIRO DO PROGRAMA DE VIAGEM:
1° Dia. 16 MAR 2016. 4ª feira. BRASIL– LISBOA. Voo com saída de Belo Horizonte as  23h05. Voo noturno. Saídas de outras cidades sob consulta.
2° Dia. 17 MAR 2016. 5ª feira. LISBOA – LYON. Chegada em Lyon as 17h40 via Lisboa. Assistência, traslado e acomodação de 1 noite em Lyon no Hotel Globe et Cecil 4*.  
3° Dia. 18 MAR 2016. 6ª feira. LYON - FUISSÉ – CLUNY – BEAUNE. Mâconnais. Visita com degustação no Château de Beauregard da AOC Pouilly-Fuissé. ALMOÇO harmonizado no “L’O des Vignes” do Chef Sebastién Chambru. Visita á Abadia de Cluny. Oficina-laboratório do Chocolate com degustação na “Pâtisserie Germain” em Cluny. Traslado a Beaune. Acomodação 5 noites no Hostellerie Le Cèdre 5*, membro de Authentic Hotels. JANTAR de Boas vindas no seu Restaurante Gastronômico “Loiseau des Vignes” com 1* Michelin do famoso Chef Dominique Loiseau.
4° Dia. 19 MAR 2016. SAB. BEAUNE – VOSNE ROMANÉE – ALOXE CARTON - BEAUNE. Côtes de Nuites e Côte de Beaune. Em Vosne Romanée, visita com degustação no Domaine Armelle e Bernard Rion. Em Aloxe Carton, visita com degustação do Domaine Comte Senard. ALMOÇO harmonizado no seu próprio restaurante “La Table d´Hôtes Comte Senard”. Visita dos Hospices de Beaune e do Museu do Vinho em Beaune.
5° Dia. 20 MAR 2016. DOM. BEAUNE – NUITS SAINTS GEORGES – RULLY – BEAUNE. Côte de Nuits e Côte Chalonnaise. Em Beaune, visita da famosa “Mostardaria Fallot”. Traslado a Vougeot para visita do Château du Clos-de-Vougeot sede da famosa  “Confraria dos Chevaliers du Tastevin”. Em Nuits Saints Georges, tempo livre para almoço e visita do Cassissium o“Templo do Cassis” para degustação de vários dos seus produtos. Visita do Château de Rully com degustação de vinhos harmonizados com Gougères feitas em casa (pequenos soufflés de queijo).
6° Dia. 21 MAR 2016. 2ª feira. BEAUNE – FLAVIGNY – MONTBARD – EPOISSES – BEAUNE. Em Flavigny Sur Ozerain, vilarejo classificado ente os mais lindos da França, visita privada a Fábrica do famoso Anis de Flavigny, na Abadia do mesmo nome. Degustação e visita à Cripta de Carolíngia. Em Montbard, recepção privada na Abadia Cisterciense de Fontenay, inscrita no Patrimônio da Humanidade, realizando ALMOÇO exclusivo para o grupo nos seus Jardins. Visita do Château d’Epoisses e degustação do famoso Queijo Epoisses, afinado com o Marc de Borgonha e do Affidélice, a base de Chablis. 
7° Dia. 22 MAR 2016. 3ª feira. BEAUNE – CÔTE DE NUITS – DIJON – CÎTEAUX – BEAUNE. Visita com degustação ao Domaine Vicent Legou em Nuits Saint Georges, pequeno produtor com cultivo tradicional com 12 anos de experiência no Romanée Conti. Visita do vinhedo da “Romanée Conti”. Visita de Dijon, capital da Borgonha e ALMOÇO no “Hostellerie du Chapeau Rouge” do Chef William Frachot o único 2* Michelin da cidade. Breve tempo livre em Dijon. Visita da ”Abadia de Cîteaux” dos famosos queijos do mesmo nome elaborados pelos seus monges que habitam esta abadia durante séculos. Retorno a Beaune e JANTAR Gastronômico Temático Música e Vinhos” na antiga Abadia Caves de l’Abbaye” em Beaune.
8° Dia. 23 MAR 2016. 4ª feira. BEAUNE – ARBOIS – COLMAR. Franche Comté. Em Arbois visita com degustação ao Domaine Rolet Père&Fils, um dos produtores mais destacados na região demarcada dos Vin Jaune do Jura a base da rara uva branca Savagnin.  ALMOÇO harmonizado no Restaurante “La Balance Mets-Vins” com os vinhos do Jura do Chef Thierry Moyne. Acomodação de 4 noites no Hotel Le Colombier 4* em Colmar.  
9° Dia. 24 MAR 2016. 5ª feira. COLMAR – WESTHALTEN - EGUISHEIM – GUNSBACH – COLMAR. Visita guiada a pé de Colmar de rico Patrimônio arquitetural e atrativo bairro da «Petite Venise» (Pequena Veneza) realizando um breve passeio de barco pelo Rio La Lauch. Em Westhalten visita com degustação do Domaine du Bollenberg Clos Sainte Apolline. ALMOÇO harmonizado no seu próprio restaurante “Au Vieux Pressoir” do Chef Blaise Meyer. Passeio pelo centro histórico de Eguisheim e em Gunsbach, visita com demonstração do processo de produção e degustação de queijos na Maison du Fromage
10° Dia. 25 MAR 2016. 6ª feira. COLMAR – BERGHEIM – SAINT HIPPOLYTE – ORSCHWILLER - RIQUEWIHR – COLMAR. Visita com degustação a um dos produtores de referência na Alasca, Marcel Deiss em Bergheim. ALMOÇO no Restaurante gastronômico ”Joséphine” do Chef Jérôme Jaeglé em Saint Hippolyte. Em Orschwiller, visita do impressionante Château du Haut-Koenigsberg dominando toda a paisagem, para finalmente visitar a joia do vinhedo da Alsácia e da arquitetura renascentista, o vilarejo de Riquewihr com suas características edificações em “exaimel”. 
11° Dia. 26 MAR 2016. SAB. COLMAR - BARR - ESTRASBURGO – NIEDERMORSCHWIHR – COLMAR. Ao norte da região, em Barr, visita com degustação do produtor Charles Wantz.Visita do centro histórico de Estrasburgo, Patrimônio da Humanidade, onde conhecer o Relógio Astronômico da sua Catedral. Almoço e parte da tarde livre em Estrasburgo. Visita com degustação dos confeitos da Maison Ferber. JANTAR gastronômico em Colmar no Restaurante “JY´s”, do Chef Jean-Yves Schillinger com 1* Michelin.  
12° Dia. 27 MAR 2016. DOM. COLMAR – VERDUN – REIMS – PARIS. Viagem para Paris. No caminho, próximo a Verdun, ALMOÇO harmonizado de despedida no Château des Monthairons. Prosseguimento até Reims, para visita com degustação da Maison de Champagne Michel Gonet. Acomodação de 2 noites no Hotel Villa Panthéon 4* em Paris no Bairro de Saint Germain.
13° Dia. 28 MAR 2016. 2ª feira. PARIS. Dia completo a disposição para visitas e atividades por conta própria em Paris.
14° Dia. 29 MAR 2016. 3ª feira. PARIS – LISBOA - BRASIL. Traslado para o Aeroporto. Saída voo Paris as 10:55, com chegada em Belo Horizonte as 20:45 via Lisboa. Ou outras cidades de destino no Brasil.
INCLUI: Passagens aéreas desde BH ida até Lyon e volta desde Paris com TAP via Lisboa e taxas de embarque.  12 noites de acomodação com café da manhã e impostos, sendo 1 em Lyon (4*), 5 em Beaune (5*), 4 em Colmar (4*) e 2 em Paris (4*) nos hotéis indicados no roteiro ou similares ● 9 visitas com degustação a produtores vitivinícolas reconhecidos (4 Borgonha, 1 Jura, 3 Alsácia e 1 Champagne)  12 refeições, sendo 8 almoços e 4 jantares, todos harmonizados com vinhos, alguns em vinícolas   8 visitas e degustações gastronômicas (Chocolate, Mostarda, Cassis, Gougères, Anis, Queijo Epoisses, Maison du Fromange, Maison Ferber)   8 visitas culturais e turísticas (Abadia de Cluny, Château de Rully, Abadia de Fontenay, Château d´Epoisses, Abadia de Cîteaux, Colmar, Château du Haut-Koenisbourg e Riquewihr) ● 4 visitas relacionadas com o vinho (Hospices de Beaune, Museu do Vinho, Château du Clos-de-Vougeot e Vinhedo Romanée Conti)  Passeio de Barco por Petit Venise em Colmar  Todos os traslados em transporte privativo  Acompanhamento desde BH do enófilo e consultor de vinhos Márcio Oliveira Acompanhamento desde BH de guia operacional e consultor de viagens especializado  Completa apostila com informações do destino, regiões e produtores vitivinícolas visitadas.

VALORES: Parte Terrestre: Euros 4.463,00 por pessoa em duplo. A vista, facilitado com pagamento total até 1 mês antes da saída. Outras opções de financiamento e acréscimo em individual sob consulta. Parte Aérea: US$ 1.100,00. + Taxas US$ 140,00 em até 5 vezes no cartão, com totalidade taxas na 1ª parcela. Saída de BH. Sob consulta outras cidades.
PRAZO e INSCRIÇÃO: R$ 3.000,00 até 30 OUT 2015. OPCIONAIS: Noites adicionais em Paris e Lisboa ou extensões sob consulta, após formado o grupo. OBSERVAÇÕES GERAIS: ● Número de participantes no grupo: Máximo 26 e Mínimo 22. Solicite a sua Ficha de Inscrição e o programa detalhado dia por dia. 

INFORMAÇÕES E RESERVAS: Na ZENITHE TRAVELCLUB Consultoria e Operadora de Experiências EnoGastronômicas. Belo Horizonte. TEL.: (31) 3225-7773. Contato: Kíssylla Mourão fit4@zenithe.tur.br ● Solicite o seu programa detalhado dia por dia. . PRAZO DE INSCRIÇÃO EM ABERTO. 

ROTEIRO PELA CAMPANHA GAÚCHA. 21 a 28 NOV 2015.

VAMOS A..... CAMPANHA GAÚCHA. 21 a 28 NOV 2015. Na passada XVI Edição do Encontro do Fórum Enológico da Academia do Vinho, o “Vamos ao Planalto de ..... Pirenópolis” celebrado entre o 28 JUL a 2 AGO, aconteceu uma Degustação com 13 surpreendentes vinhos da região vinícola da Campanha, apresentados pela monitora da ABS-Rio, Ana Maria Gazzola, em base a sua recente experiência para esta região, onde tem surgido esta viagem da VAMOS A .... CAMPANHA GAÚCHA. Uma das regiões vitivinícolas que mais cresce e produz vinhos dos mais empolgantes no Brasil é a Campanha Gaúcha, localizada no extremo sul do Brasil, fazendo fronteira com Uruguai, e que fica no paralelo 31, ideal para a vitivinicultura, o mesmo que corta a Nova Zelândia e a África do Sul que elaboram grandes e reconhecidos vinhos.

Esta região também é conhecida como a “Pampa brasileira” palavra do indígena quéchua que define a sua paisagem marcada por planícies e leves ondulações e elevações do seu terreno aqui chamadas de coxilhas.
Estas condições orográficas e do clima, muitos já afirmam que são melhores que a da Serra Gaúcha, produzindo vinhos de elevada qualidade com variedades europeias que encantam cada vez mais aos apreciadores tendo atraído investimentos em tecnologia e a importantes produtores se estabelecerem na região.
Sempre temos ouvido falar do futuro da Campanha, mas se prestarmos mais atenção já da para perceber que esse futuro já é realidade. Quem foi à Expovinis 2015 pode degustar e comprovar que os vinhos esbanjam qualidade e tem preços convidativos entre produtores sempre apoiados pela CAVE, a Associação dos Vinhos da Campanha. Inclusive podendo constatar que a Campanha também é capaz de produzir vinhos de longa guarda, cheios de vitalidade e com uma qualidade incrível com variedades muito bem adaptadas como Cabernet Sauvignon, Tannat, Merlot e Chardonnay entre outras.
Nossa proposta de 7 noites e 8 dias é percorrer parte importante desta região, visitando uma seleção de produtores mais destacados, conhecer as belezas desta parte mais ao sul do Brasil, participar de experiências gastronômicas e harmonizações, e num dos dias até nos adentrar no vizinho Uruguai, ao Cerro do Chapéu para visitar a vinícola de Carrau e aproveitar as compras em Rivera.
A visita à região da Campanha, assim se transforma também numa excelente oportunidade para abastecer a campanha de Natal para quem for participar, tanto com espumantes e vinhos adquiridos diretamente com seus produtores assim como de presentes para as festividades do final do ano, acompanhada por quem mais conhece estes vinhos, a Consultora de Vinhos, Ana Maria Gazzola.
Surpreendente é mesmo este nosso Brasil, ainda jovem e com tantos bons vinhos a nos revelar e encantar. Venha, Participe, Experimente e Vivencie esta outra face

1º Dia. 21 NOV. AS B. CIDADES ORIGEM - PORTO ALEGRE – PELTOAS – BAGÉ.
Voos das diversas cidades de origem (BH, Brasília, São Paulo, Natal...) para Porto Alegre. Voo Porto Alegre/Pelotas. Azul AD-5136. 11:52/12:46. Recepção e traslado para um Restaurante local em Pelotas para ALMOÇO (incluso). Viagem para Bagé. (190 km/2h30). Acomodação de 2 noites no Hotel Obino. Descanso. JANTAR (incluso) harmonizado na Pousada do Sobrado. 
2º Dia. 22 NOV. DOM. BAGÉ -  CANDIOTA - (60 km/50min) – BAGÉ. Traslado a Candiota (60 km/50 min). Visita vinhedos da VinícolaBELLAVISTA ESTATE do Galvão Buenoe as instalações da VinícolaQUINTA DO SEIVAL(Miolo).Visita com degustação Vinícola BATALHA.  Visita com degustação e ALMOÇO harmonizado (incluso) na Vinícola PERUZZO. Volta à Bagé e tarde livre. JANTAR (incluso) no Restaurante Mercado Gourmet.
3º Dia. 23 NOV. 2ª feira. BAGÉ – DOM PEDRITO – SANTANA DO LIVRAMENTO. Traslado a Dom Pedrito (80 km/1h15). Visita loja comercial da Vinícola RIGO com degustação. Palestra-Apresentação com degustação e ALMOÇO harmonizado (incluso) dos vinhos da Vinícola DUNAMIS no Restaurante Cumbuca.Visita a Estância da Vinícola GUATAMBU. Recepção de espumantes, palestra-degustação,pôr de sol e churrasco a modo de JANTARharmonizado (incluso). Viagem a Santana do Livramento (150 km/2h). Acomodação de 3 noites no Hotel Jandaia.
4º Dia. 24 NOV. 3ª feira. SANTANA DO LIVRAMENTO.  Visita com degustação a Vinícola CORDILHEIRA DE SANT´ANA.Visita com degustação da Vinícola ALMADÉN (Miolo) com ALMOÇO harmonizado (incluso) dos vinhos da Almadén e da Quinta do Seival. A tarde, visita com degustação da OLIVOPAMPA produtora de Azeite de Oliva Virgem Extra ao norte de Santana. 
5º Dia. 25 NOV. SANTANA DO LIVRAMENTO – RIVERA (Uruguai) –SANTANA DO LIVRAMENTO.  Saída para o Cerro Chapéu no Uruguai (aprox. 30 km/30 min) para visita com degustação a Vinícola CARRAU com ALMOÇO harmonizado (incluso) na própria vinícola ou restaurante local em Rivera com degustação e harmonização dos  vinhos da Carrau. Tarde livre para compras nos Outlets e Free Shops de Rivera. No final da tarde retorno a Santana do Livramento. Descanso. A noite reunião festiva na sede da CAVE (Associação dos Vinhos da Campanha) com degustação dos vinhos de outros produtores da Campanha (Rio Velho, Routhier&Darricarrére, Sossego, Nova Aliança, Campos de Cima...). Noite de Queijos e Vinhos a modo de JANTAR (incluso) com petiscos locais.
5º Dia. 26 NOV. SANTANA DO LIVRAMENTO – PINHEIRO MACHADO – PELOTAS.  Traslado a Pinheiro Machado (240 km/3h), já na região vitivinícola da Serra do Sudeste. Visita com degustação da Vinícola HERMANNdo Adolar Hermann da Importadora Decanter, e que tem como consultor o aclamado enólogo português Anselmo Mendes. ALMOÇO harmonizado (incluso) com seus vinhos na própria vinícola ou restaurante local. Viagem até Pelotas (110 km/1h30). Acomodação de no Província Casa Hotel. Descanso. JANTAR (incluso) de Confraternização e Despedida em restaurante local de Pelotas.
6º Dia. 27 NOV. 6ª feira. PELOTAS.  De manhã visita turística de meio dia com guia local para conhecer a parte histórica de Pelotas. Almoço e resto da tarde livre.No final da tarde visita da Lagoa dos Patos (a 13 km da cidade) para presenciar o espetacular pôr do sul. Livre para preparar a volta cedo do seguinte dia.
7º Dia. 28 NOV. Sábado. PELOTAS – CIDADES DE DESTINO.As 03h30 saída traslado para Aeroporto de Peltoas.As 05h00 saída voo da Azul AD-5151 com destino a Porto Alegre. Chegada 05h48. Voos de prosseguimento aos destinos finais no Brasil.
INCLUI:  7 noites de acomodação com café da manhã e impostos, sendo 2 em Bagé, 3 em Santana do Livramento e 2 em Pelotas em hotéis de 4* conforme indicados no roteiro ou similares ● 10 visitas com degustação aos produtores locais (9 de Campanha e 1 da Serra do Sudeste)  11 refeições, sendo 6 almoços e 5 jantares, todos harmonizados com vinhos, alguns em vinícolas  1 visita com degustação a um produtor local de AOVE (Azeite de Oliva Virgem Extra)   2 visitas culturais e turísticas em Santanda do Livramento e Pelotas com guia local ● Todos os traslados em transporte e  motorista privativo  Acompanhamento desde Rio de Janeiro da enófila e monitora da ABS-Rio Ana Maria SchallGazzola  Acompanhamento de guia operacional para assistência Completa apostila com informações do destino, regiões e produtores vitivinícolas visitados.
● VALORES: Parte Terrestre: R$ 3.806,00 por pessoa em duplo. A vista, facilitado com pagamento total até o dia 5 NOV. Outras opções de financiamento e acréscimo em individual sob consulta. Parte Aérea: R$ 890,00 com Taxas US$ 140,00 em até 5 vezes no cartão. Saída do Rio. Sob consulta outras cidades. PRAZO e INSCRIÇÃO: R$ 600,00 até 28 OUT 2015. OBSERVAÇÕES GERAIS: ● Número de participantes no grupo: Máximo 28 e Mínimo 23. Solicite a sua Ficha de Inscrição e o programa detalhado dia por dia. 

● INFORMAÇÕES E RESERVAS: Na ZENITHE TRAVELCLUB Consultoria e Operadora de Experiências EnoGastronômicas. Belo Horizonte. TEL.: (31) 3225-7773. Contato: Kíssylla Mourão fit4@zenithe.tur.br

domingo, 18 de outubro de 2015

A CROÁCIA, SUAS UVAS E VINHOS – PARTE II


“A CROÁCIA, SUAS UVAS E VINHOS – PARTE II “ A Croácia tem em seu plantel de castas as principais variedades tintas e brancas já nossas “velhas conhecidas”, mas o maior interesse é pelas variedades autóctones, especiais e com grande potencial são:

♦ PLAVAC MALI (pronuncia-se plavatz mali) - A Plavac Mali (Plavac significa azul, Mali significa pequeno), é a variedade mais importante de uvas nativas da Croácia. As uvas da mais alta qualidade de Mali Plavac cresce em vinhedos de Dingač e Postup, na península de Peljesac, no sul da ilha de Hvar, e em boas posições nas ilhas de Brac e Vis. Tem sido demonstrado que as variedades de uva Primitivo e Zinfandel são geneticamente relacionadas a Plavac Mali, o que significa que a Plavac Mali foi criada pelo cruzamento espontâneo e natural da variedade de Crljenak (Kaštelanski Crljenak) com Dobricic.
As características básicas desta variedade, que prospera em áreas difíceis, em solos rochosos e secos da Dalmácia central e sul e nas ilhas, mostra que ela é resistente a várias doenças fúngicas, têm a pele (casca) dura e frutos firmes em açúcar e com acidez moderada. A determinação da qualidade das uvas nas videiras está relacionada ao clima do ano, a localização do vinhedo e sua exposição ao sol, e a qualidade do solo. A qualidade dos vinhos produzidos é influenciada pelos procedimentos aplicados na colheita e transporte de uvas, para as adegas de vinificação e, finalmente, com a maturação e afinamento do vinho.


Dados sobre a incorporação Plavac Mali, a partir de posições de Dingač e Postup, como o primeiro vinho croata protegido (1961-1967) é outra evidência da importância desta variedade para a viticultura croata em geral.
Os vinhos produzidos com a Plavac Mali são muito característicos: encorpado e com uma estrutura muito forte. Em todas as suas características, é um verdadeiro vinho do sul, quente, com acidez levemente acentuada e os taninos nos primeiros estágios de maturação pode interferir significativamente com a qualidade do paladar. O vinho da Plavac é geralmente seco, mas em anos excepcionais e de baixos rendimentos pode ter níveis de açúcar residual mais elevados, bem como teores maiores de álcool.
A cor vermelho-púrpura escura com reflexos azulados, muito denso, quase opaco, é a cor típica do Plavac. O aroma é afiado, intenso e persistente, muito complexo e muitas vezes com notas típicas de frutas, ervas e especiarias do Mediterrâneo. São pronunciados os aromas de ameixas, figos, amêndoas, sálvia e incenso.
O afinamento em barricas de carvalho dessa variedade de sabores é reforçada com aromas de madeira, e com o envelhecimento ganha-se suavidade do vinho, potabilidade e complexidade. É difícil saber quanto é o real potencial de Plavac no envelhecimento e maturação, ou seja, quando a qualidade ideal para o usufruir do vinho esteja em seu ponto ideal. Alguns críticos de vinho dizem que ponto ótimo de maturidade nas melhores condições, é entre 8 e 12 anos, desde que o Plavac esteja com o vinhedo na melhor posição, numa colheita excepcional e tratado com o melhor processo tecnológico na vinificação e maturação. No entanto, a recomendação é que a maioria dos Plavac seja bebido nos primeiros cinco anos de colheita devido à falta de maior acidez que daria frescor ao vinho.
É importante notar que devido à aspereza dos jovens taninos, se espere pelo menos três anos a partir da colheita, para provar o Plavac.
Gastronomia e Plavac Mali são delimitadas com a tradição. É difícil imaginar um prato típico da Dalmácia como "pasticada" ou peixes oleosos, sem um copo de bom Plavac. Além disso, o Plavac acompanhando com cozinha moderna com base em produtos de origem orgânica é certeza de um casamento perfeito.
Definir a Plavac Mali como um símbolo da Dalmácia, é uma tarefa que está à frente de viticultores e enólogos. Existe potencial e demanda no mundo vinho por "novas" variedades emocionantes. O trabalho de desenvolvimento, a aplicação de tecnologia moderna dos viticultores e enólogos, com o objetivo de que no futuro os vinhos sejam produzidos com a categoria de "melhores vinhos do mundo" , mostra que o Plavac Mali pode e merece isso tudo.

♦ KASTELANSKI CRLJENAK (pronuncia-se castelanqui crienaqui) - A história desta casta soa como um conto de fadas para os produtores de vinho da Croácia e da sociedade de enólogos, porque o mundo ouviu falar mais sobre isso do que os próprios croatas.
A Kaštelanski Crljenak é uma espécie croata antiga, uva quase esquecida que recentemente chamou a atenção e interesse do público amante de vinho. A razão para isto foi a descoberta de que Crljenak Kaštelanski e a espécie americana Zinfandel têm o mesmo perfil genético. Foi estabelecido que as duas espécies eram as mesmas e o mistério da origem foi resolvido. A partir desta casta se faz um vinho forte, rubro e seco, com aromas de ameixa, amora, framboesa e cereja.
A variedade sob o nome de Zinfandel, tem origem no berçário e viveiro do Estado Imperial de Viena (onde foram recolhidas numerosas plantas da monarquia) e foi levada para os Estados Unidos (Long Island) nos primeiros vinte anos do século XIX, tornando-se uma espécie com fruto comestível em primeiro lugar. Em áreas mais frias foi cultivada em estufas. Trinta anos mais tarde ela se instalou na Califórnia, onde se espalhou rapidamente, especialmente durante a corrida do ouro. Na década de oitenta do século XIX, tornou-se a espécie mais comum de uva nos Estados Unidos.
A popularidade de Zinfandel dura até hoje. Ela ocupa mais de 23% da área total das vinhas e é cultivada por mais de 200 podrutores de vinho. Um vinho rosé desta espécie chamada de Zinfandel branco é famoso, que foi um dos vinhos mais populares americanos por longo tempo.
Muitas pesquisas focaram em sua origem. Este é um mistério fascinante desde o início da sua própria cultura. Sabe-se que esta espécie, como outras vinhas de qualidade foram plantadas da Europa. Mas por causa de seu significado na cultura e na história americana foi considerada “uma vinha do vinho americano”. A primeira descoberta a respeito de sua origem foi no final de 1967. Austin Goheen um professor da Universidade Davis da Califórnia, avaliou diferentes variedades de vinhos na Itália, entre outros, um chamado Primitivo que lembrava o vinho da Zinfandel. Os resultados de vários estudos comparativos de Zinfandel e Primitivo levaram à conclusão de que realmente poderiam pertencer à mesma espécie.
Carole Meredith, uma geneticista e professora da Universidade de Davis deu a confirmação final da correspondência genética usando avaliação comparativa do DNA. A casta Primitivo foi cultivada na Itália mais recentemente do que o período de início do cultivo da Zinfandel no Estados Unidos, de acordo com alguns documentos descobertos, dizendo que a uva que foi plantada na região italiana de Puglia da costa oriental do Adriático. A questão da origem ainda está aberta, e a costa da Croácia surgiu como uma possível área de origem desta espécie.
Devido à semelhança morfológica da espécie chamada Plavac Mali com a Primitivo e Zinfandel, ela está sendo considerada como um possível terceiro nome para a mesma casta. Esta hipótese ganhou mais e mais adeptos com o tempo. A fim de continuar seu trabalho sobre a origem do Plavac Mali, a professora Meredith pediu ajuda para alguns produtores americanos (entre eles, um era Miljenko Grgic, que é croata de nascimento) e alguns pesquisadores da Faculdade de Agricultura da Universidade de Zagreb (Ivan Pejic, Edi Maletic, Jasminka Karoglan Kontic, Nikola Mirosevic).
Ela visitou a Dalmácia e reuniu mais de 150 amostras de Plavac Mali a partir de diferentes locais. Os resultados mostraram que o Zinfandel e a Plavac Mali são duas espécies diferentes. Elas são geneticamente muito próximas, ou para ser mais preciso o Zinfandel é um parente da Plavac Mali. Esta descoberta incitou os cientistas croatas para continuar a busca desta origem, e eles descobriram outro progenitor da Plavac Mali - a Dobricic, uma espécie antiga da ilha de Solta. Agora, a busca do pai foi reduzida a ilhas Šolta, Brač, Čiovo e da costa da Dalmácia central.
Entre as inúmeras amostras coletadas estavam espécies da Kaštelanski Crljenak, tiradas do vinhedo de Ivica Radunić de Kaštel Novi, recomendado por Ante Vuletin. A análise mostrou o perfil genético idêntico de Kaštelanski Crljenak e Zinfandel. Isto finalmente resolveu o mistério da origem da espécie mais popular de videira americana. Mais uma prova da origem croata desta espécie é a descoberta que muitas outras espécies nativas croatas têm relações parentais com a Zinfandel, Primitivo e a Kaštelanski Crljenak.
Embora possa parecer que esta história não tem nenhuma ligação especial com a península de Pelješac, você está errado. Viganj é precisamente em St. John (Sv. Ivan),, onde está plantada a maior vinha na Croácia da Kaštelanski Crljenak, num projeto do célebre enólogo Pelješac Mara Mrgudić.

♦ POSIP (pronuncia-se pochip) - A Posip é uma variedade de uva branca, cultivada principalmente em Korcula, uma ilha que tem uma tradição de cultivar variedades brancas desde os tempos gregos (século 4 a.C). Posip é o primeiro vinho branco croata com a origem geográfica protegida desde 1967.

Desenvolve melhor em posições protegidas como Cara e Smokvica, onde sempre dá uvas de qualidade excelente. Nos últimos tempos, ela tende a se espalhar para outros vinhedos dálmatas.
O vinho é de cor vibrante, dourado e palha grossa deixando um rastro grosso no cristal da taça, e com alto teor de álcool (13-14,5%), sabor completo e distinto com um aroma característico de damascos secos e figos. Acidez moderada, que se encaixa perfeitamente com todos os pratos de peixes, mariscos e carnes brancas. É melhor quando servido frio a 12-14 °C. Na origem desta variedade existem várias hipóteses. Na maioria dos casos, foi alegado que quando foi feita a renovação das vinhas de Korcula, marinheiros do Oriente trouxe a casta para sua ilha. Essa hipótese foi confirmada por meio de testes, que mostraram que a Posip com suas características morfológicas pertence ao grupo ecológica e geográfica Conv. Occidentalis. Mas foi apenas o mais recente teste de DNA que mostrou que estes "orientais" traços morfológicos da Posip foram herdados, e é realmente genuína e nativa da região de Korcula.
O Dr. Marcel Jelaska, do Instituto Cultural Adriático, estava investigando a origem da Posip, e escreveu que o primeiro cultivo dea uva foi no final do século XIX, o que é confirmado pelos arquivos das antigas famílias de Korcula, onde é mencionada a primeira colheita em 1880. O Dr. Jelaska relatou em 1967 um evento incomum. O personagem principal foi Marin Tomasic de Smokvica Barbacã que ao cortar a floresta num desfiladeiro em Stiniva, encontrou uvas em estado selvagem na floresta, o ficou interessado com o excelente sabor e aroma incomum.
Ele cortou um de seus ramos e plantou na sua vinha perto da área de "Punta Sutvara". Através de vários anos ele multiplicou esta casta na sua vinha, e deu mudas para outros viticultores de Smokvica e Cara. Em 1967, quando Jelaska escreveu o texto citado, existiam videiras Posip em pé franco como testemunhas de sua origem, que se manteve devido ao solo arenoso e que não poderia ser destruído pela filoxera.
A Posip até então foi plantada em conjunto com outras variedades, e, principalmente, foi colhida e misturada com outras castas brancas. Claro, só o que restava dela, uma vez que, devido à sua maturação precoce foi atacada por pássaros, vespas e outros insetos. Além disso, o excelente sabor e doçura foi um prato farto para as pessoas provarem e comerem.
Um dos produtores de Smokvica tentou criar uma pequena quantidade de vinho a partir de uvas Posip e a história continuou. Finalmente, em 1967, o vinho que veio da  colheita da Posip em 1965 foi protegido como o primeiro de alta classe em vinho branco da ex-Iugoslávia. Até então a variedade de "minoria", transformou-se segundo algumas estimativas em predominante, representando entre 85 e 95% das vinhas de Smokvica e Cara.
Os Drs. Edi Maletic e Ivan Pejic, da Faculdade de Agricultura, em Zagreb, em 2002, determinaram pelo método de DNA que o primeiro Posip selvagem, que foi encontrado nos bosques no meio do século XIX "nasceu" como resultado da fertilização de Bratkovina branco (variedade muito menos conhecido de Korcula) e Zlatarica de Blato.
Até cinqüenta anos atrás a Posip foi considerado variedade local de importância secundária. A razão para isto é provavelmente o fato de que é uma variedade relativamente nova que é espalhada apenas na ilha principal. Desde o início do seu cultivo a sua qualidade não tem sido questionada, mas só recentemente foi reconhecida fora de Korcula. Muitas características boas (como o alto potencial de rendimento, maturação precoce, alta qualidade e produção de mais vinho) a habilitou e vem se espalhando para outras vinhas dálmatas.
Os vinhos de Posip são tipicamente fortes, encorpados e com a cor do "ouro velho". O aroma é agradável e facilmente reconhecível, e a intensidade varia muito entre as diferentes posições e ao ano de colheita. A seleção adequada do tempo de colheita é importante para alcançar a harmonia entre álcool e acidez, e obter um novo e harmonioso vinho considerado o melhor vinho branco na região costeira da Croácia.
A maturação precoce permite que ela se espalhe, mesmo em áreas mais frias pelos vinhedos na Dalmácia. Rápida entrada em plena maturidade e algumas características morfológicas tornaram-na adequada para a passificação, criando um vinho de sobremesa tradicional, feito com esta variedade, bem conhecido há uma centena de anos atrás.
Sabendo que Posip é uma variedade autóctone croata é verdadeiramente uma descoberta histórica, em particular para a ilha de Korcula, e também para a viticultura croata como um todo.

♦ GRK (pronuncia-se gerka) - A Grk é provavelmente a variedade nativa de uva branca que é freqüentemente associada com a ilha de Korcula e seus vinhedos (também na área de Dubrovnik), que se destaca em Lumbarda, onde nos solos secos e arenosos atinge uma qualidade excepcional.
As vinhas de Grk são cercados em três lados pelo mar e oferecem um dos melhores vinhos brancos da Dalmácia. Dez anos de investigação científica têm mostrado que tem uma média de 22,25% e uma acidez total de 5,8-8,2 g / l.
O vinho é rico em extratos e encorpado. É amarelo dourado mais escuro, e quando afinado por até dois anos em barrica de carvalho, adquire um aroma fascinante e incomparável. A Grk tem um gosto amargo, com elevado teor de álcool (13-15), e é bom quando pode adicionar um pouco de açúcar não fermentado (cerca de 4 g / l).
Os vinhos da Grk harmonizam melhor com pesca de mar, e vai bem com os melhores pratos de carne branca, podendo ser servido como aperitivo. Sirva gelado entre 12-13°C.
Ao contrário de Dalmácia, conhecida por tintos, a ilha de Korcula é conhecida por seus vinhos brancos.
A ilha de Korcula é conhecida desde os tempos antigos como área de cultivo de uvas e produção de vinho. Acredita-se que a cultura do vinho tenha sido trazida pelos gregos no quarto século a.C, embora não se pode rejeitar a hipótese de que a vitis vinifera é nativa aqui, e que a variedade é Grk nativa da Dalmácia.

Sabe-se também que a ilha grega de Vis, chamado de "Isejci" na ilha Corcyra Melaine fundou uma colônia na área, onde é agora a Lumbarda. Em nenhum outro lugar, a Grk foi tão bem sucedida como nesta pequena parte da ilha de Korcula. Alguns enólogos e agronômos dizem que é devido ao solo arenoso, o que certamente pode ser verdade. No entanto, cultivar Grk é especial porque, ao contrário da maioria das variedades de uvas, esta tem apenas flores funcionalmente femininas, assim o tempo necessário de polinização na floração deveria ser mais longo, e as flores da videira podem não conseguir fertilizar-se. Na semana que vem falaremos sobre as vinícolas da Croácia e seus vinhos.