“ TOP WINEMAKERS 50 BARRICAS E A HISTÓRIA DA
CARMENERE – parte II “ – Para entender o
conceito envolvido neste projeto, fizemos no dia 28/08/2015 um workshop sobre
esta uva emblema do Chile, conduzido por Rafael Prieto e Ariel Perez, com a
presença de vários sommeliers e amantes de vinhos de BH.
Importante
marcar que não há um estilo único de Carmenere chileno, até mesmo porque
pode-se dividir as áreas de produção por zonas que definem de certa forma o
caráter dos rótulos que foram degustrados: 1- Maipo / 2- Cachapoal / 3-
Colchaga e 4- Curicó-Maule.
♦ MAIPO – É provavelmente um
dos vales mais emblemáticos da zona central chilena e o que tem maior tradição
vitivinícola. Foi no Maipo onde os conquistadores fundaram os primeiros
vinhedos na época colonial. Situado em plena Região Metropolitana, segue o
curso do rio do mesmo nome, albergando nas suas faldas boa parte do traçado
urbano da capital.
Destacam dois fatores que fazem do
Maipo um vale muito especial: sua localização estratégica, a poucos quilômetros
de Santiago e Valparaíso e sua topografia, que permite a produção de variadas
cepas a diferentes alturas. Assim, tal como a maioria dos vales da zona central
do Chile, o Maipo conta com uma importante produção vitivinícola, sendo aquele
um dos seus principais atrativos turísticos.
Os vinhedos variam desde os sopés
dos Andes, onde os melhores Cabernets do país são produzidos, até o planalto
central. Seu clima mediterrâneo é estável, com estações bem definidas e baixo
risco de chuvas durante o período da colheita, o que garante condições ideais
para o plantio de vinhedos e a produção de bons vinhos.
Terroir - O clima em Maipo é continental,quente e
seco, com 300 a 450milímetros anuais de chuvas (concentradasno inverno).
Durante oito a nove meses do ano faz calor, com dias quentes e noites frias.
Aqui, sente-se eventualmente oefeito do “El Nino” que pode aumentar o total de
chuvas para 1.000 milímetros no ano, ou, do“La Nina”, que pode gerar uma seca
extrema, baixando as chuvas para apenas 100 milímetros no ano.
Os
solos são jovens, originados do granito e de material vulcânico (quando mais
perto da cordilheira). Embora pouco variado em termos geológicos, o granito
pode se decompor de diversas maneiras, variando muito emtermos de textura
(retenção de água) e profundidade, originando vinhos muito diferentes, mesmo em
áreas muito próximas. As exceções em termos de solo são ao redor dos rios, pois
as pedras se acumulam nas curvas do curso d’água e proporcionam melhor
drenagem. O PH dos solos neste vale é, em geral, alto, gerando vinhos
de baixa acidez, mas
com ótimos taninos e bom corpo.
Há 3 sub-vales, com boa
infraestrutura para receber o amante de vinhos, pois há 45 vinícolas abertas ao
turismo. Chama-se a atenção para uma culinária chilena, simples, saborosa, de
cocção curta, textura seca e sabores picantes. Você simplesmente pode desfrutar
de uma empanada de pino (carne, cebola, passas de uva, ovo cozido) com pipeño, harmonizada
com vinho branco de estilo campesino chileno que é parte dos segredos do vale.
A cozinha desta região se dá muito bem com vinhos da casta Carmenere. De forma
geral, os vinhos tem grande estrutura.
Podemos dizer que no ALTO MAIPO aparecem
as notas de mentol e algo mineral com frutas escuras como amora e cassis. Há
micro-climas ideiais para Carmenere, que muitas vezes apresenta-se com vinhedos
de 20 ou mais anos de plantio em espaldeira, nos solos aluvionais, região de
grande luminosidade e grande oscilação térmica entre o dia e a noite. No MAIPO
COSTA há a influência do mar, que traz frescor ao vinho com aromas mais
elegantes.
Vinhos provados da região do MAIPO:
● CARMENERE LIMITED EDITION 2013 PEREZ CRUZ
MAIPO ALTO – corte de 93% CM e 7% SY, com notas herbáceas, muita fruta
escura e chocolate amargo no paladar. As notas de frutas vermelhas maduras,
pimenta, café, terra e especiarias oferecem um caráter especial.
● CARMENERE DE MARTINO SINGLE VINEYARD 2011 – Um vinho com 94 pontos
do Guia Descorchados, com muita fruta escura e nota de café. Paladar potente,
taninos presentes, bom equilíbrio, com boa acidez e persistência. No nariz
possui aromas de frutas pretas, amora, notas picantes e tabaco. Na boca é
volumoso, suculento. Taninos estruturados e acidez firme. Persistência longa e
muito agradável. Acompanha bem carnes com temperos picantes. O enólogo Marcelo
Retamal, que prefere focar na
viticultura ancestral com vinhos criados em tinajas e menor influência do uso
de madeira, faz este Carmenere em Alto de Piedras, monovarietal, passando 24
meses em barricas velhas, já muito usadas.
● TRES PALACIOS FAMILY VINTAGE 2011 – Um vinho de MAIPO COSTA, área
de clima ameno, à 18 km do Oceano pacífico. O vinho mostra fruta escura em
abundância, com notas de pimenta do reino, taninos marcantes, longo em boca e
com bela acidez. Cor purpura profunda, com aromas intensos e atraentes,
ressaltado frutas negras e vermelhas maduras como amora, mirtilo, morango e
cereja, associadas a notas de especiarias e toques de chocolate e tabaco.
Paladar com estrutura rica, de corpo intenso e equilibrado, com taninos macios
e aveludados, resultando em grande volume e persistência. O vinho tem vários
reconhecimentos de sua qualidade: Guia
Descorchados - 92 pts ( 2010 ) / 89 pts (2009 ) e 88 pts (2008 )
♦ CACHAPOAL – a região conhecida
como a “Cuenca de Rancagua”, recebe seu nome pelo rio que banha suas terras e
estende-se até o lago Rapel. Situado aproximadamente a 90 km ao sul de
Santiago, graças à baixa altura da Cordilheira da Costa em algumas zonas, os
vinhos produzidos aqui são distintos e especiais, tornando-o um vale único na
rota do vinho nacional.
O lago Rapel converteu-se, com o
passar dos anos, num grande ponto turístico da região e do vale. Formado pelos
afluentes dos rios Tinguiririca e Cachapoal e sustentado por uma represa
construída no ano 1968, é o lugar ideal para desfrutar de um formoso entorno
natural no qual praticar esportes náuticos. Média anual de 340 mm de chuvas.
O Vale de Cachapoal,é um dos
melhores terroirs para vinicultura do Chile e está localizado a apenas 80
quilômetros ao Sul da cidade de Santiago. Ocupa a parte sententrional do vale
de Rapel, enquanto o vizinho meridional é Colchágua. Embora por muito tempo se
tenha falado só de Rapel, pouco a pouco ambos foram se desligando dessa
vizinhança a ponto de já muitos poucos rótulos falarem em um Rapel genérico.
Existe
lógica por trás dessa divisão, porque as diferenças são importantes, tanto em
clima quanto em topografia. Boa parte dos produtores mais importantes de
Cachapoal tem seus vinhedos aos pés dos Andes, local chamado de Alto Cachapoal.
Nessa região a Cabernet Sauvignon brilha com seu frescor e elegância, mas,
também, aproveitando a influência fria da cordilheira e dos pedregosos solos
aluviais de média fertilidade, conseguiram-se interessantes resultados com a
Viognier em brancos e Cabernet Franc em tintos.
O
poente, nos arredores de Peumo, as temperaturas aumentam, especialmente nos
setores protegidos da influência marítima, como em Las Cabras. As brisas frescas da costa que deslizam pela
bacia do rio Cachapoal banham os vinhedos de frescor e, ao mesmo tempo, moderam
as altas temperaturas do setor. Isso explica, por exemplo, porque os tintos tem
notas de ervas e frutas vermelhas maduras proporcionadas pelas brisas frescas.
De forma
geral os vinhos aqui criados são untuosos, com destaque para Peumo, onde há
mais argila que pedras. Nesta área são produzidos vinhos Carmenere com boa
capacidade de guarda.
As características topográficas do
vale criam grandes contrastes climáticos, por exemplo o setor quente de Las
Cabras e Peumo, onde alguns dos melhores Carmenères chilenos são produzidos.
Vinhos provados da região do CACHAPOAL:
● MATURANA WINES 2012 – Um belo corte de
80% de Carmenere e 20% de Cabernet sauvignon, amadurecido por 13 meses em
grandes de carvalho. Mostra grande intensidade de fruta, seja no aroma ou
paladar. Longo em boca, com ótima acidez. Cor púrpura brilhante, intenso,
profundo com reflexo azulado. Aromas complexos, com notas de groselha, licor de
cassis e cereja sobre um fundo marcado pelas especiarias. A madeira está muito
bem integrada com a fruta vermelha e negra. No paladar o chocolate com cereja
vem à tona. Fresco e suculento, com estrutura para dez ou mais anos de guarda.
Taninos finos, longo e persistente, com delicioso final aveludado.
● CARMENERE RENACER 2012 – a região do
vinhedo fica próxima de Carmin de Peumo. O vinho em si é um corte de 95% de
Carmenere e 5% de Cabernet Sauvignon, amadurecido por 16 meses em barricas
francesas (de 1º e 2º usos). Mostra bela estrutura, tem menos acidez que o
vinho anterior, taninos macios, com bela expressão em boca e ótimo frescor
(apesar da menor acidez). Longo e prazeroso em boca.
● SANTA CAROLINA HERENCIA 2007 – outro
terroir próximo a Carmin de Peumo. Obteve a maior pontuação histórica para um
vinho da Santa Carolina com 94/95 pontos de Robert Parker. Produzido com 94% de
Carmenere, 6% de Cabernet Sauvignon e Malbec, é sem dúvida um dos melhores Carmeneres
do Chile. aromas desde longe e quando você finalmente coloca o nariz próximo,
fica encantado. Aromas doces combinando frutas maduras escuras com notas de
especiarias e tabaco, tudo muito bem harmonizado. No paladar mostra um belo equilíbrio
entre acidez e taninos, com um final longo e prazeroso.
♦ COLCHAGA – a região é um belo
local para cultivo e desenvolvimento da Syrah e Carmenere. Claro que há belos
vinhos de Cabernet Sauvignon, Maerlot, e Malbec – em especial o da Viu Manent.
O clima é temperado sub-mediterrâneo, com solos aluvionais (centro da região),
solos graníticos (na costa) e mistura de granito e aluvional (na região de
Paredones/Costa), havendo ainda vinhedos plantados em escarpas e começando a
aparecer vinhedos em terraços. Aqui há estilos diferentes, em geral com grande
persistência em boca, e com mais notas herbáceas.
A zona
do Vale de Colchagua, palavra que significa “lugar de pequenas lagunas”, conta
com ricas tradições e aspectos culturais muito interessantes de conhecer.
Historicamente foi parte do império inca e posteriormente passou a ser o lugar
escolhido pelas famílias da oligarquia do Chile para construir grandes mansões,
algumas das quais continuam em pé.
O vale de Colchagua é outro dos
vales transversais da zona central do Chile, cujas terras estão regadas pelas
águas do rio Tinguiririca e no qual estão localizadas as cidades de San
Fernando e Santa Cruz, duas das mais importantes da região, e algumas
localidades de grande interesse turístico como Chimbarongo, Lolol ou Pichilemu.
Chegando a Santa Cruz, onde poderá
visitar o Museu de Colchagua, que alberga algumas das coleções mais importantes
em quanto ao acervo cultural nacional, conhecendo assim um pouco mais da
historia desta atrativa zona e do país. Caracterizada como uma região rural,
com muita produção de milho, que se refelte na comida típica – humita, salgada,
mas comida com açúcar.
Os
períodos de colheita no vale variam de acordo com a localização e a topografia
de cada vinhedo. A colheita, conseqüentemente começa na zona mais próxima dos
Andes, continua duas semanas depois em torno de Santa Cruz e termina nas áreas
de grande influência do mar.
Terroir - Chuvas de aproximadamente 600 mm
anuais, concentradas nos meses de inverno. O verão é seco, com dias muito
quentes e noites frias. A temperatura é influenciada pelas brisas marinhas do
Oceano Pacífico e pelos ventos da Cordillera de Los Andes. Solo plano,
profundo, de textura argilosa e de média fertilidade.
Vinhos provados da região do COLCHAGA:
● KOYLE ROYALE CARMENERE 2012 – A Viña Koyle foi fundada em 2006
pela família Undurraga, que possui tradição vinícola desde 1885. Outra
particularidade é que a Koyle pratica a vitivinivultura biodinâmica, uma série
de técnicas que, além da produção orgânica, busca métodos sustentáveis em todo
o processo de cultivo, produção e manutenção dos vinhedos, respeitando os
ciclos da Natureza. O vinho passa 18 meses amadurecendo em barricas francesas e
mostra bons aromas de fruta negra e notas herbáceas, com nota ao fundo de
chocolate. Este vinho é feito em Los Lingues, com um leve toque de Petit
Verdot. Cor
púrpura muito escura, brilhante, típica da Carménère. No nariz, os aromas mais
marcantes foram os de frutas vermelhas escuras e pimenta. Na boca mostra bom
corpo, é equilibrado e com taninos macios. Um vinho fácil de gostar e beber.
● CASA SILVA MICROTERROIR 2008 – Mostra
muita fruta escura e vermelha, e neste vinho aparece uma nítica goiaba
vermelha. Possui intensa cor vermelho-rubi com tonalidades violáceas. Os aromas
são de frutas vermelhas e pretas, com toques de café. O paladar é harmonioso,
com uma estrutura magnífica, taninos macios e notas de frutas vermelhas
maduras, especiarias e um leve toque de pimenta preta. O final é longo e prazeroso.
A madeira aparece como uma moldura, muito bem cuidada, e uma nota muito fina de
alcaçuz em boca. Outro vinho muito premiado: 92 pontos - Robert Parker (safra
2006)/ 93 pontos - Robert Parker (safra 2005) / 91 pontos - Stephen Tanzer’s
(safra 2005)/ 87 pontos - Wine Enthusiast (safra 2005).
● EL INCIDENTE VIU MANENT 2012 – Uma
mudança de estilo na Vinícola, para um estilo mais marcante, com taninos mais
percepctíveis. Traço mineral de grafite, num vinho de bela estrutura, com muita
fruta escura e menos presença de carvalho. Longo e persistente em boca. Corte
de 91% de Carmenere, 8% de Malbec e 1% de Petir Verdot.
El
Incidente é o fato ocorrido “após um lendário vôo de balão com alguns amigos
sobre os vinhedos de Colchágua da Viu Manent. A viagem terminou inesperadamente
quando pousaram no meio de um mercado ao ar livre na cidade de Santa Cruz“, como
conta José Miguel Viu. Isto aconteceu em dia 8 de abril de 2006, 19:15 horas,
na Vinícola Viu Manent, no Vale de Colchágua - Chile. A bela vista sobre os
vinhedos e a calmaria do ar foi de tirar o fôlego. Até mesmo o “incidente”
valeu como experiência. Tal acidente está graficamente explicado no rótulo.
É um
vinho “ícone” que carrega todas as características picantes da Carménère, com sabores
de geléia de amora, notas de chocolate e café que se destacam no paladar
complexo e refinado. Amadureceu em barricas de carvalho francês (97%) e
americanas (3%) durante 23 meses, logo depois foi engarrafado sem filtrar para
conservar toda sua concentração e caráter. Vai evoluir de forma magnífica nos
próximos 5 anos.
Uma observação significativa é nestes três vinhos de
Colchaga, manda mais a mão do enólogo do que o terroir !
♦ CURICÓ - MAULE – a região é muito boa para variedades do Mediterrâneo,
como Carignan, Syrah, Garnacha e Cinsault. Os aromas dos vinhos destas regiões
mostram frutas frescas, de certa forma suaves em boca, com taninos macios. Uma
área com vinhedos de vinhas muito antigas.
Orgulhoso de ser o vale com mais
hectares plantados no país, o vale do río Maule destaca no circuito do vinho
chilemno. Localizado na região do mesmo nome, as primeiras plantações do vale
foram feitas na época colonial. Atualmente possui uma superfície de três
milhões de hectares e está constituído pelas províncias de Talca, Linares e
Cauquenes, tornando a região na primeira em quanto à produção vitivinícola do
Chile. Muitos dos vinhedos organizaram-se para que os visitantes possam degustar
as diferentes variedades de castas da zona. Nesta região, a cozinha lembra a de
mar, com muita gordura e pimenta (merquen). O clima é mais frio (mais ao sul do
país), e a Carmenere tem pouca expressão local. Os vinhos de forma geral se
apresentam frescos, com taninos suaves.
Curicó,
que significa “Águas Negras” no idioma mapuche, tem sido um importante centro
agrícola da Zona Central do Chile por séculos. Ele corresponde à bacia do
Mataquito, formada pelos rios Teno e Lontué. As áreas mais quentes do vale,
como Lontué, produzem vinhos de Cabernet Sauvignon de alta qualidade,
especialmente nos vinhedos mais velhos, alguns dos quais com mais de 80 anos de
idade.
Seu
clima, caracterizado por neblina matinal e alta variação de temperatura entre o
dia e a noite gera vinhos de grande acidez, o melhores de cada uma das
variedades brancas, especialmente, Sauvignon Blanc, Vert e Gris.
Terroir do Maule - Clima Mediterrâneo com chuvas e frio no
inverno, calor e sêca no verão. Na primavera o clima é temperado, com pouco
frio e chuva, e no outono o clima é temperado sem chuvas. As chuvas estão concentradas nos meses de
inverno e primavera. Os vinhedos gozam de um clima privilegiado, com grandes
diferenças de temperatura entre dias e noites. No verão, o sol invade a região,
garantindo uma luminosidade extraordinária no período de maturação, que nos dá
concentração de aromas e uma cor especial para os tintos. O solo é derivado de
cinzas vulcânicas, arenoso e com excelente drenagem natural.
Terroir de Curicó - Clima Mediterrâneo com chuvas e frio
no inverno, calor e seca no verão . Solo entre argiloso e arenoso calcário de
grande permeabilidade.
Vinhos provados da região do CURICÓ - MAULE:
● VALDIVIESO SINGLE VINEYARD CARMENERE 2011 – Um vinho curto em boca, com taninos
secantes, e boa expressão no paladar. A acidez aparece no final de boca. Cor
vermelha com rubi intenso e reflexo violáceo brilhante. No olfato os aromas
típicos da casta com o herbáceo aparecem ao lado de notas florais, café torrado
e frutas negras maduras. Na boca
apresentou taninos presentes de boa qualidade, bom equilíbrio e balanço entre a
fruta, acidez e madeira. Intenso, persistente, seu final um pouco secante
sinaliza um vinho jovem com possibilidade de afinamento na garrafa nos próximos
anos.
● CASAS PATRONALES RESERVA PRIVADA CARMENERE
2012 – outro vinho com taninos
secantes, mas neste rótulo há melhor integração. Boca picante, com acidez ao
final. Longo em boca. Extremamente
aromático, com notas de frutas escuras, ameixa preta, tabaco e também toque de
baunilha. Na boca mostra fruta compotada, especiarias sobre o fundo amadeirado.
Inicialmente a madeira parece sobrepor o conjunto, mas a medida que o vinho é
aerado o equilíbrio é restabelecido. Final longo e agradável. Indica estágio de
12 meses em barricas de madeira e potencial de guarda de 5 anos, confirmado
pelos taninos secantes.
● J. BOUCHON BLACK SERIES CARMENERE 2011 – Os vinhedos da Viña J.Bouchon
estão localizados na parte costeira do Vale do Maule. Cerca de 370 ha de vinhas
mais velhas (> 60 de anos) são abençoados por um micro-clima privilegiado: o
inverno frio e chuvoso, estação seca e quente na época do desenvolvimento da
vinha, com temperaturas médias no verão de 20-32°C e nível de umidade com cerca
de 50%. Noites e manhãs frias graças à brisa marinha. A irrigação é usada
somente quando absolutamente necessária. Um vinho 100% Carmenere de vinhedos do
Maule. É mais leve em boca, mostra ser muito bem feito e integrado. Muito
complexo e aromático, com aromas que evoluem em camadas de frutas vermelhas
maduras, especiarias, chocolate e café. No paladar mostra-se fresco, suculento,
frutado, com taninos macios, rico e complexo, com um longo final ligeiramente
mineral. Um vinho com perfil gastronômico fantástico.
● TOP WINEMAKERS 50 BARRICAS - A idéia que
veio de certa forma "pagar" um tributo à Carmenere, supostamente
extinta no mundo e redescoberta no Chile há 20 anos, especificamente em 24 de
novembro de 1994, reuniu numa garrafa a produção das 50 principais vinícolas
nesta variedade emblemática do Chile.Um Carmenere de grande expressão, com
notas de frutas frescas, ervas picantes, com boa estrutura, a madeira bem
integrada refletindo a elegância, untuosidade, acidez vibrante e boca sedosa
dos vinhos desta casta. O que se
conclui? Não perca a chance de provar os Carmeneres do Chile. Você pode não
saber o que está perdendo !