segunda-feira, 21 de setembro de 2015

CHATEAUNEUF-DU-PAPE CUVÉE ETIENNE GONNET FONT DE MICHELLE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA

Vinho da Semana 38/2015 ● CHATEAUNEUF-DU-PAPE CUVÉE ETIENNE GONNET FONT DE MICHELLE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA – A família Gonnet está estabelecida na região desde 1660. Em 1950, Etienne Gonnet fundou o Font de Michelle, hoje conduzido pelos netos Bertrand e Guillaume. Localizado no sudoeste de Châteauneuf-du-Pape, uma das melhores subregiões dessa denominação, esse Domaine tem parcelas em La Crau, o “Grand Cru” de Châteauneuf. Seus brancos têm uma mineralidade deliciosa, enquanto os tintos são tradicionais e estilosos, com vinhos encorpados e elegantes, que são a pura expressão do terroir. Sua cuvée prestige é excepcional.
            Segundo os arquivos locais, a família Gonnet está instalada em Bédarrides desde 1660. De 1866 a 1880, os vinhedos sofreram com a infestação de phylloxera e desapareceram, envolvidos pelo mato. Em 1880, Jean Etienne Gonnet construiu a sede atual do Domaine. Seu neto, Etienne Gonnet, criou o Font de Michelle em 1950, com um vinhedo de 30 hectares, de um só proprietário, magnificamente orientado no sudeste da apelação Châteauneuf du Pape. Como prefeito de Bédarrides de 1952 a 1964, Etienne foi à sua época um exemplo de perseverança e rigor. O solo da região do Domaine é argilo-calcário recoberto em grande parte de seixos vermelhos (dilivium alpin). Esses seixos armazenam o calor do dia e o difundem durante a noite para as videiras. É um solo árido, onde as raízes das vinhas devem procurar em profundidade os elementos para sua existência. O clima é muito importante: pouca chuva, um vento mistral frequentemente violento, que mantém as plantas sadias e permite uma bela concentração dos frutos no momento da colheita, e uma insolação excepcional (1.000 horas de insolação, média no verão de 7 horas a 25º). Durante todos estes anos, o objetivo da família tem sido melhorar os métodos de vinificação, elaborar vinhos ricos, concentrados e elegantes, através dos quais o terroir possa exprimir todas suas qualidades e levar às alturas a fama do Domaine.
            Segundo Robert Parker: “Uma das mais bem trabalhadas propriedades em Châteauneuf-du-Pape, fazendo vinhos de primeiríssima em estilo moderno, concentrado e cheio de caráter. O Cuvée Etienne Gonnet tem taninos mais firmes, e mais estrutura. Musculoso, carnudo, profundo, especiado, com alta glicerina, baixa acidez, pureza e maturidade admiráveis.”

  Notas de Degustação: Criado em homenagem a Etienne Gonnet, fundador da vinícola, este vinho é elaborado somente em safras excepcionais. Cor violácea intensa, profundo e com bom brilho e limpidez. Aromas de frutas negras maduras, como groselha, ameixa, cereja, passas e amoras, notas de especiarias doces como baunilha e canela, além de pimenta, alcaçuz, folhas de louro, café e chocolate no fundo. Bela complexidade. Rico, com taninos perceptíveis, finos e agradáveis. Belo equilíbrio e estrutura, boa acidez em boca, corpo médio para encorpado, persistente, um vinho com grande complexidade, elegância, tipicidade e gastronômico.
As frutas maduras foram colhidas, rigorosamente selecionadas e transportadas em pequenas caixas de 25 kg. As uvas foram imediatamente desengaçadas (50 % do total), suavemente esmagadas e colocadas em tanques de aço inox. O sistema é baseado em gravidade, sem bombeamento. Antes da fermentação foi adicionado SO2 em 7 g/hl. Todas as variedades foram fermentadas em separado, sem inoculação de leveduras. Fermentação e maceração duraram entre 25 dias a um temperatura máxima de 30 ºC. A fermentação malolática ocorreu nos tanques. O vinho de prensa foi transferido e permaneceu em tanques alguns dias antes de ser transferido para barricas de carvalho de 225 l com 2 a 3 anos de idade, a Syrah para barricas novas. A maturação durou 18 meses em foudres e pequenas “fûts” usadas apenas uma vez. Ao final da maturação os vinhos foram transferidos para um tanque de mesclagem. O engarrafamento aconteceu com leve filtragem e SO2 livre de 27 mg/l.
Corte de 70% Grenache de vinhas centenárias, com 15 % Syrah e 15 % Mourvèdre.
● Guarda: até 20 anos, mas já pode ser bebido!
Notas de Harmonização: Tournedor com cogumelos gratinados, Confit de pato na manteiga com sálvia e alho, Cordeiro em crosta de cogumelos selvagens, Ragu de ossobuco acompanhado de risoto de parmesão, Codornas ao forno com legumes e frutas secas.
Temperatura de Serviço: 17 a 18ºC

Onde comprar: Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588 I  Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.

CHATEAUNEUF-DU-PAPE LA SOLITUDE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA

Vinho da Semana 38/2015 ● CHATEAUNEUF-DU-PAPE LA SOLITUDE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA – O Domaine de La Solitude é uma das casas mais antigas de Châteauneuf-du-Pape, fundada em 1604.  Os proprietários do Domaine de la Solitude são membros da família Lançon, e são descendentes diretos da família Barberini, que veio da Itália acompanhando os Papas, com descendência direta a partir do Papa Urbano VIII. Suas uvas provêm de vinhedos próprios, localizados no plateau leste da área conhecida como “La Crau”, uma das mais quentes e precoces da região, que produz vinhos macios e complexos, prontos para beber desde jovens, mas com grande potencial de amadurecimento.
Uma raridade em Chateauneuf du Pape, esta grande propriedade tem uma única vinha  de 38 hectares situada em La Solitude, que fica ao lado do planalto rochoso famoso de La Crau (o mais adiantado em maturação e o mais prematuro terroir da denominação ). Esta é também uma das propriedades mais antigas de Chateauneuf du Pape, traçando a sua história até o século 13. O Domaine de la Solitude tem sido gerido pela família Lancon por muitas décadas. O Domaine faz quatro cuvées Chateauneuf-du-Pape tintos: Tradition, Cuvée Barberini, Cuvée Cornelia Constanzia e Cuvée Reserve Secrete. Ao longo dos últimos 5 ou 6 anos, eles têm mostrado grandes melhoramentos graças aos esforços de Jean e Michel Lançon.
  Notas de Degustação: Cor violácea intensa, com bom brilho e limpidez. Aromas de frutas negras maduras, como groselha, ameixa, cereja, notas de especiarias, café e chocolate no fundo. Boa complexidade. Rico, com taninos macios, finos e agradáveis. Bom equilíbrio, fresco, corpo médio para encorpado, persistente, um vinho com complexidade, elegância, tipicidade e muito gastronômico. O retrogosto confirmou o olfato e o final foi longo e vivo no paladar por um bom tempo.
● Guarda: até 10 anos, mas já pode ser bebido!
Notas de Harmonização: Tournedor com cogumelos gratinados, Confit de pato na manteiga com sálvia e alho, Cordeiro em crosta de cogumelos selvagens, Ragu de ossobuco acompanhado de risoto de parmesão, Codornas ao forno com legumes e frutas secas.
Temperatura de Serviço: 17 a 18ºC

Onde comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.

CHATEAUNEUF-DU-PAPE LA BERNARDINE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA

Vinho da Semana 38/2015 ● CHATEAUNEUF-DU-PAPE LA BERNARDINE 2010 – RHONE SUL – FRANÇA – Esta ótima interpretação de Chapoutier para um vinho histórico e o mais emblemático do Sul do Rhône mereceu 91 pontos e muitos elogios da Wine Spectator na safra de 2010. O La Bernardine é elaborado com um corte GSM – ou seja, a elegante Grenache, em maioria, a emblemática Syrah e a Mourvèdre. O produtor Chapoutier é um dos maiores nomes do Rhône. Michel Chapoutier – um dos maiores enólogos da França, já foi eleito diversas vezes "enólogo do ano" pela Revue du Vin de France, e deu uma nova dimensão aos vinhos da região, atingindo a perfeição nas diversas denominações do Norte e do Sul. Seus vinhedos são cultivados organicamente e apresentam baixos rendimentos.
Os vinhedos estão localizados em terrenos típicos da Denominação com o solo coberto de pedras chamadas “cailloux roulés” (pedregulhos rolados). A colheita é manual com uma seleção exclusiva das melhores uvas. A vinificação para proteger a Grenache, muita sensível, a fermentação (entre 15 dias e 3 semanas) acontece em cubas de concreto revestido de epoxi, com controle das temperaturas. Maturação em tonéis de carvalho de meia tosta e cubas de concreto por 12 até 15 meses.
  Notas de Degustação: Cor violácea profunda, intensa, com bom brilho e limpidez. Aromas de frutas negras maduras, com notas de groselha, ameixa, cereja, notas de especiarias, café e chocolate no fundo. Boa complexidade com camadas de cedro e especiarias doces de baunilha e canela. Aparecem notas de floral e garrigue (vegetação típica do Rhône e Provence). O complexo bouquet oferece uma prévia da deliciosa sensação de boca que esse vinho proporciona. Rico, com taninos macios, finos e agradáveis. Bom equilíbrio, fresco, corpo médio para encorpado, persistente, um vinho com complexidade, elegância, tipicidade e muito gastronômico. O retrogosto confirmou o olfato e o final foi longo e vivo no paladar por um bom tempo.
● Guarda: até 10 anos, mas já pode ser bebido!
● Reconhecimentos: Wine Spectator: 91 pontos (safra 2010) / Robert Parker: 89-91 pontos - safra 2010.
Notas de Harmonização: Boeuf en Daube. Carne com molho de vinho e coelho com azeitonas.
Temperatura de Serviço: 17 a 18ºC

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

GRAN RESERVE ASSEMBLAGE LOS BOLDOS 2012 – VALLE DEL CACHAPOAL - CHILE

Vinho da Semana 38/2015 ● GRAN RESERVE ASSEMBLAGE LOS BOLDOS 2012 – VALLE DEL CACHAPOAL - CHILE – Um dos mais clássicos produtores da região de Requinoa, em Cachapoal, o Château Los Boldos usufrui da dedicação de um dos mais importantes grupos vinícolas do mundo, a Sogrape. Ao longo dos últimos cinco anos, pesados investimentos vêm sendo feitos na reestruturação da adega e dos vinhedos, com cuidadosos estudos de solo e de viticultura sendo implementados na produção. O Chateau Los Boldos foi criado em 1991 com o objetivo de produzir vinhos Premium, com seu fundador imaginando vinhos que poderiam se beneficiar de técnicas francesas centenárias combinadas com o potencial de vinificação deste terroir diferenciado no Chile e capacidade de produzir excelentes uvas para vinho.
            Esse sonho se materializou em uma única propriedade com vinha e adega na região de Cachapoal, a 100 km ao sul de Santiago, reunindo condições únicas para o Chateau Los Boldos produzir seus vinhos, controlando cada parte do processo. Ali, o terroir resulta de condições únicas geradas pela influência do Rio Cachapoal, das frias brisas andinas e do clima continental em combinação com solos graníticos, pobres e bem drenados.
            O vinhedo que existia anteriormente criou a oportunidade e potencial para a produção de vinhos Ícones devido às suas vinhas velhas. Por exemplo, o Chateau Los Boldos tem uma parcela de vinha de Cabernet Sauvignon plantada em 1948 e uma parcela Merlot plantada em 1959. Ao longo dos anos o Chateau Los Boldos firmou-se como um produtor Premium de vinho chileno, reconhecido não só pelos prêmios obtidos por seus vinhos, mas também pelo interesse que levantou em todos os mercados ao redor do mundo.
Em 2008 o Chateau Los Boldos tornou-se parte da Sogrape, uma empresa de propriedade familiar de origem portuguesa, fundada em 1942 por Fernando Van Zeller Guedes. A Sogrape expandiu sua presença a partir de Portugal, primeiro na Argentina (onde é proprietária da Finca Flichman) e depois para o Chile (Chateau Los Boldos) e Nova Zelândia (Framingham) e, finalmente, para a Espanha (Bodegas Lan), e sempre manteve os valores da família e espírito de suas origens. No Chateau Los Boldos, a gestão Sogrape criou um vasto programa de reformas e investimentos em vinhas, adega e linha de engarrafamento para potencializar a qualidade superior dos seus vinhos.
Hoje Chateau Los Boldos está presente em mais de 40 países e se esforça a cada dia para oferecer vinhos de alta qualidade aos seus clientes.

● Notas de Degustação: Cor violácea profunda, intensa, com bom brilho e limpidez. Aromas de frutas vermelhas e negras silvestres e maduras, como mirtilos, ameixa, cassis, notas de tabaco, especiarias, nota de mentol, chocolate e leve toque herbáceo no fundo. Bela complexidade onde as camadas vão sugerindo os toques de cedro, especiarias doces de baunilha e mentolado. No paladar o vinho mostra um alto nível. Rico, com taninos presentes e perceptíveis, mas finos e agradáveis. Bem equilibrado, vivo em boca, corpo médio para encorpado, persistente, um vinho com personalidade, complexidade, elegância, tipicidade e muito gastronômico. O retrogosto confirmou o olfato e o final foi longo e vivo no paladar por um bom tempo.
● Guarda: até 10 anos, mas já pode ser bebido !
Notas de Harmonização: Tournedor com cogumelos gratinados, Confit de pato na manteiga com sálvia e alho, Cordeiro em crosta de cogumelos selvagens, Ragu de ossobuco acompanhado de risoto de parmesão, Codornas ao forno com legumes e frutas secas.
Temperatura de Serviço: 16 a 17ºC

Onde comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.

TRUMPETER MALBEC-SYRAH RUTINI WINES 2014 – MENDOZA – ARGENTINA

Vinho da Semana 38/2015 ●  TRUMPETER MALBEC-SYRAH RUTINI WINES 2014 – MENDOZA – ARGENTINA – A RUTINI é uma das mais tradicionais e mais antigas vinícolas de Mendoza e faz alguns belos vinhos como a linha Rutini e os “Antologias” que são vinhos realmente excepcionais. Esta linha Trumpeter sempre foi uma das minhas preferências. São vinhos para o dia a dia, a linha básica da vinícola, voltada para a exportação. Além do Malbec/ Syrah, um destaque é o branco chardonnay.

 A vinícola foi fundada pelo italiano, Felipe Rutini, no final do século XIX e foi a primeira a instalar-se na região de Tupungato chamada de "La Rural". Hoje 70% pertence à um gupo financeiro argentino e os outros 30% a ninguém menos que Nicolas Catena (o proprietário da Bodegas Catena). Possui 22 hectares de vinhedos com as mais variadas altitudes. Usam alta tecnologia e um exemplo disso é uma máquina selecionadora das melhores uvas onde são tiradas 1.000 fotos por segundo dos bagos que registram forma, cor e tamanho. A linha ANTOLOGIA é produzida dos vinhedos da região de Tupungato a partir de videiras antigas. Estes vinhos são elaborados apenas em anos excepcionais e são denominados em números romanos. Por exemplo, o Antologia XVII é uma combinação de 90% Malbec, , 5% Petit Verdot e 5% Cabernet Franc, e vale a pena ser provado!
● Notas de Degustação: Cor violácea, escura e profunda. Um nariz rico e intenso, com frutas vermelhas e escuras, madeira doce (baunilha) e chocolate, sem que seja enjoativo. Nos aromas aparecem notas de frutas silvestres maduras, com ênfase em ameixa escura, toque de especiaria típica da Syrah - pimenta preta. Na boca é suculento, com uma acidez média para alta, taninos redondos e ótimo final, longo e persistente. Mesmo com a potência que exprime, no paladar é um vinho elegante, com taninos macios e toque defumado, levemente encorpado. Tem retrogosto bem persistente, mostrando a tipicidade da casta. Excelente amostra de qualidade x preço.
● Guarda: até 5 anos se você gostar da nota de ameixa, mas já pode ser bebido !
Notas de Harmonização: Ótimo vinho para acompanhar carnes vermelhas em geral, com destaque para um bom churrasco - a madeira do vinho vai bem com o “defumado” da carne.
Temperatura de Serviço: 16 a 17ºC

Onde comprar: Em BH – ZAHIL em BH é representada pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

OS VINHOS TCHECOS EXISTEM !

OS VINHOS TCHECOS EXISTEM !

Conhecida como um dos melhores produtores de cerveja, pode-se dizer que o vinho tcheco também existe.

A República Tcheca passou por várias mudanças nos últimos anos, e sem dúvida a enologia é uma das maiores surpresas, e certamente alguns de seus rótulos terão lugar em nossas taças,  ganhando  destaque nas conversas em torno da bebida e Baco.

O país produz vinho desde o Séc. X, com longa tradição, mas de certa forma a área de produção concentra-se na Moravia Sul, onde há 4 sub-regiões  (ou zonas). 

Ai se dá 95% da produção tcheca, onde se destacam os rótulos brancos, que são os melhores de forma geral, a exemplo do que acontece nas vizinhas Alemanha e Áustria. Os tintos ainda são objeto de desenvolvimento de produção, técnicas de vinificação e qualidade.

Os 19.000 hectares para produção de vinho foram estabelecidos por cota da Comunidade Européia, e estão divididos em:

                                                             Moravia                               Boemia
Vinhedos                                           17.080 hectares                      730 hectares
Comunidades Vinícolas                        311                                        66
Viticultores                                        18139                                       153

Assim sendo o tamanho médio dos vinhedos é de cerca de 1 hectare, portanto em minifúndios onde o produto praticamente é consumido pelo mercado interno. 

Entre os destaques que provei, dois brancos – Um Sauvignon Blanc de classe internacional, e um Pálava  (uva local, cruzamento de Traminer com Muller-Thurgau ) colhido de forma tardia, mas que pode ser bebido como aperitivo, acompanhando comida ou sobremesa.


Abra a cabeça e se possível, prove um vinho tcheco !

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

TOP WINEMAKERS 50 BARRICAS E A HISTÓRIA DA CARMENERE – parte II


“ TOP WINEMAKERS 50 BARRICAS E A HISTÓRIA DA CARMENERE – parte II “ –  Para entender o conceito envolvido neste projeto, fizemos no dia 28/08/2015 um workshop sobre esta uva emblema do Chile, conduzido por Rafael Prieto e Ariel Perez, com a presença de vários sommeliers e amantes de vinhos de BH.
Importante marcar que não há um estilo único de Carmenere chileno, até mesmo porque pode-se dividir as áreas de produção por zonas que definem de certa forma o caráter dos rótulos que foram degustrados: 1- Maipo / 2- Cachapoal / 3- Colchaga e 4- Curicó-Maule.

♦ MAIPO – É provavelmente um dos vales mais emblemáticos da zona central chilena e o que tem maior tradição vitivinícola. Foi no Maipo onde os conquistadores fundaram os primeiros vinhedos na época colonial. Situado em plena Região Metropolitana, segue o curso do rio do mesmo nome, albergando nas suas faldas boa parte do traçado urbano da capital.
            Destacam dois fatores que fazem do Maipo um vale muito especial: sua localização estratégica, a poucos quilômetros de Santiago e Valparaíso e sua topografia, que permite a produção de variadas cepas a diferentes alturas. Assim, tal como a maioria dos vales da zona central do Chile, o Maipo conta com uma importante produção vitivinícola, sendo aquele um dos seus principais atrativos turísticos.
            Os vinhedos variam desde os sopés dos Andes, onde os melhores Cabernets do país são produzidos, até o planalto central. Seu clima mediterrâneo é estável, com estações bem definidas e baixo risco de chuvas durante o período da colheita, o que garante condições ideais para o plantio de vinhedos e a produção de bons vinhos.
Terroir  - O clima em Maipo é continental,quente e seco, com 300 a 450milímetros anuais de chuvas (concentradasno inverno). Durante oito a nove meses do ano faz calor, com dias quentes e noites frias. Aqui, sente-se eventualmente oefeito do “El Nino” que pode aumentar o total de chuvas para 1.000 milímetros no ano, ou, do“La Nina”, que pode gerar uma seca extrema, baixando as chuvas para apenas 100 milímetros no ano.
            Os solos são jovens, originados do granito e de material vulcânico (quando mais perto da cordilheira). Embora pouco variado em termos geológicos, o granito pode se decompor de diversas maneiras, variando muito emtermos de textura (retenção de água) e profundidade, originando vinhos muito diferentes, mesmo em áreas muito próximas. As exceções em termos de solo são ao redor dos rios, pois as pedras se acumulam nas curvas do curso d’água e proporcionam melhor drenagem. O PH dos solos neste vale é, em geral, alto, gerando vinhos
de baixa acidez, mas com ótimos taninos e bom corpo.
            Há 3 sub-vales, com boa infraestrutura para receber o amante de vinhos, pois há 45 vinícolas abertas ao turismo. Chama-se a atenção para uma culinária chilena, simples, saborosa, de cocção curta, textura seca e sabores picantes. Você simplesmente pode desfrutar de uma empanada de pino (carne, cebola, passas de uva, ovo cozido) com pipeño, harmonizada com vinho branco de estilo campesino chileno que é parte dos segredos do vale. A cozinha desta região se dá muito bem com vinhos da casta Carmenere. De forma geral, os vinhos tem grande estrutura.
            Podemos dizer que no ALTO MAIPO aparecem as notas de mentol e algo mineral com frutas escuras como amora e cassis. Há micro-climas ideiais para Carmenere, que muitas vezes apresenta-se com vinhedos de 20 ou mais anos de plantio em espaldeira, nos solos aluvionais, região de grande luminosidade e grande oscilação térmica entre o dia e a noite. No MAIPO COSTA há a influência do mar, que traz frescor ao vinho com aromas mais elegantes.

Vinhos provados da região do MAIPO:

CARMENERE LIMITED EDITION 2013 PEREZ CRUZ MAIPO ALTO – corte de 93% CM e 7% SY, com notas herbáceas, muita fruta escura e chocolate amargo no paladar. As notas de frutas vermelhas maduras, pimenta, café, terra e especiarias oferecem um caráter especial.

CARMENERE DE MARTINO SINGLE VINEYARD 2011 – Um vinho com 94 pontos do Guia Descorchados, com muita fruta escura e nota de café. Paladar potente, taninos presentes, bom equilíbrio, com boa acidez e persistência. No nariz possui aromas de frutas pretas, amora, notas picantes e tabaco. Na boca é volumoso, suculento. Taninos estruturados e acidez firme. Persistência longa e muito agradável. Acompanha bem carnes com temperos picantes. O enólogo Marcelo Retamal, que  prefere focar na viticultura ancestral com vinhos criados em tinajas e menor influência do uso de madeira, faz este Carmenere em Alto de Piedras, monovarietal, passando 24 meses em barricas velhas, já muito usadas.

TRES PALACIOS FAMILY VINTAGE 2011 – Um vinho de MAIPO COSTA, área de clima ameno, à 18 km do Oceano pacífico. O vinho mostra fruta escura em abundância, com notas de pimenta do reino, taninos marcantes, longo em boca e com bela acidez. Cor purpura profunda, com aromas intensos e atraentes, ressaltado frutas negras e vermelhas maduras como amora, mirtilo, morango e cereja, associadas a notas de especiarias e toques de chocolate e tabaco. Paladar com estrutura rica, de corpo intenso e equilibrado, com taninos macios e aveludados, resultando em grande volume e persistência. O vinho tem vários reconhecimentos de sua qualidade: Guia Descorchados - 92 pts ( 2010 ) / 89 pts (2009 ) e 88 pts (2008 )

♦ CACHAPOAL – a região conhecida como a “Cuenca de Rancagua”, recebe seu nome pelo rio que banha suas terras e estende-se até o lago Rapel. Situado aproximadamente a 90 km ao sul de Santiago, graças à baixa altura da Cordilheira da Costa em algumas zonas, os vinhos produzidos aqui são distintos e especiais, tornando-o um vale único na rota do vinho nacional.
            O lago Rapel converteu-se, com o passar dos anos, num grande ponto turístico da região e do vale. Formado pelos afluentes dos rios Tinguiririca e Cachapoal e sustentado por uma represa construída no ano 1968, é o lugar ideal para desfrutar de um formoso entorno natural no qual praticar esportes náuticos. Média anual de 340 mm de chuvas.
            O Vale de Cachapoal,é um dos melhores terroirs para vinicultura do Chile e está localizado a apenas 80 quilômetros ao Sul da cidade de Santiago. Ocupa a parte sententrional do vale de Rapel, enquanto o vizinho meridional é Colchágua. Embora por muito tempo se tenha falado só de Rapel, pouco a pouco ambos foram se desligando dessa vizinhança a ponto de já muitos poucos rótulos falarem em um Rapel genérico.
Existe lógica por trás dessa divisão, porque as diferenças são importantes, tanto em clima quanto em topografia. Boa parte dos produtores mais importantes de Cachapoal tem seus vinhedos aos pés dos Andes, local chamado de Alto Cachapoal. Nessa região a Cabernet Sauvignon brilha com seu frescor e elegância, mas, também, aproveitando a influência fria da cordilheira e dos pedregosos solos aluviais de média fertilidade, conseguiram-se interessantes resultados com a Viognier em brancos e Cabernet Franc em tintos.
O poente, nos arredores de Peumo, as temperaturas aumentam, especialmente nos setores protegidos da influência marítima, como em Las Cabras.  As brisas frescas da costa que deslizam pela bacia do rio Cachapoal banham os vinhedos de frescor e, ao mesmo tempo, moderam as altas temperaturas do setor. Isso explica, por exemplo, porque os tintos tem notas de ervas e frutas vermelhas maduras proporcionadas pelas brisas frescas.
De forma geral os vinhos aqui criados são untuosos, com destaque para Peumo, onde há mais argila que pedras. Nesta área são produzidos vinhos Carmenere com boa capacidade de guarda.
            As características topográficas do vale criam grandes contrastes climáticos, por exemplo o setor quente de Las Cabras e Peumo, onde alguns dos melhores Carmenères chilenos são produzidos.

Vinhos provados da região do CACHAPOAL:

MATURANA WINES 2012 – Um belo corte de 80% de Carmenere e 20% de Cabernet sauvignon, amadurecido por 13 meses em grandes de carvalho. Mostra grande intensidade de fruta, seja no aroma ou paladar. Longo em boca, com ótima acidez. Cor púrpura brilhante, intenso, profundo com reflexo azulado. Aromas complexos, com notas de groselha, licor de cassis e cereja sobre um fundo marcado pelas especiarias. A madeira está muito bem integrada com a fruta vermelha e negra. No paladar o chocolate com cereja vem à tona. Fresco e suculento, com estrutura para dez ou mais anos de guarda. Taninos finos, longo e persistente, com delicioso final aveludado.

CARMENERE RENACER 2012 – a região do vinhedo fica próxima de Carmin de Peumo. O vinho em si é um corte de 95% de Carmenere e 5% de Cabernet Sauvignon, amadurecido por 16 meses em barricas francesas (de 1º e 2º usos). Mostra bela estrutura, tem menos acidez que o vinho anterior, taninos macios, com bela expressão em boca e ótimo frescor (apesar da menor acidez). Longo e prazeroso em boca.

SANTA CAROLINA HERENCIA 2007 – outro terroir próximo a Carmin de Peumo. Obteve a maior pontuação histórica para um vinho da Santa Carolina com 94/95 pontos de Robert Parker. Produzido com 94% de Carmenere, 6% de Cabernet Sauvignon e Malbec, é sem dúvida um dos melhores Carmeneres do Chile. aromas desde longe e quando você finalmente coloca o nariz próximo, fica encantado. Aromas doces combinando frutas maduras escuras com notas de especiarias e tabaco, tudo muito bem harmonizado. No paladar mostra um belo equilíbrio entre acidez e taninos, com um final longo e prazeroso.

♦ COLCHAGA – a região é um belo local para cultivo e desenvolvimento da Syrah e Carmenere. Claro que há belos vinhos de Cabernet Sauvignon, Maerlot, e Malbec – em especial o da Viu Manent. O clima é temperado sub-mediterrâneo, com solos aluvionais (centro da região), solos graníticos (na costa) e mistura de granito e aluvional (na região de Paredones/Costa), havendo ainda vinhedos plantados em escarpas e começando a aparecer vinhedos em terraços. Aqui há estilos diferentes, em geral com grande persistência em boca, e com mais notas herbáceas.
A zona do Vale de Colchagua, palavra que significa “lugar de pequenas lagunas”, conta com ricas tradições e aspectos culturais muito interessantes de conhecer. Historicamente foi parte do império inca e posteriormente passou a ser o lugar escolhido pelas famílias da oligarquia do Chile para construir grandes mansões, algumas das quais continuam em pé.
            O vale de Colchagua é outro dos vales transversais da zona central do Chile, cujas terras estão regadas pelas águas do rio Tinguiririca e no qual estão localizadas as cidades de San Fernando e Santa Cruz, duas das mais importantes da região, e algumas localidades de grande interesse turístico como Chimbarongo, Lolol ou Pichilemu.
            Chegando a Santa Cruz, onde poderá visitar o Museu de Colchagua, que alberga algumas das coleções mais importantes em quanto ao acervo cultural nacional, conhecendo assim um pouco mais da historia desta atrativa zona e do país. Caracterizada como uma região rural, com muita produção de milho, que se refelte na comida típica – humita, salgada, mas comida com açúcar.
Os períodos de colheita no vale variam de acordo com a localização e a topografia de cada vinhedo. A colheita, conseqüentemente começa na zona mais próxima dos Andes, continua duas semanas depois em torno de Santa Cruz e termina nas áreas de grande influência do mar.
Terroir - Chuvas de aproximadamente 600 mm anuais, concentradas nos meses de inverno. O verão é seco, com dias muito quentes e noites frias. A temperatura é influenciada pelas brisas marinhas do Oceano Pacífico e pelos ventos da Cordillera de Los Andes. Solo plano, profundo, de textura argilosa e de média fertilidade.

Vinhos provados da região do COLCHAGA:

KOYLE ROYALE CARMENERE 2012 – A Viña Koyle foi fundada em 2006 pela família Undurraga, que possui tradição vinícola desde 1885. Outra particularidade é que a Koyle pratica a vitivinivultura biodinâmica, uma série de técnicas que, além da produção orgânica, busca métodos sustentáveis em todo o processo de cultivo, produção e manutenção dos vinhedos, respeitando os ciclos da Natureza. O vinho passa 18 meses amadurecendo em barricas francesas e mostra bons aromas de fruta negra e notas herbáceas, com nota ao fundo de chocolate. Este vinho é feito em Los Lingues, com um leve toque de Petit Verdot. Cor púrpura muito escura, brilhante, típica da Carménère. No nariz, os aromas mais marcantes foram os de frutas vermelhas escuras e pimenta. Na boca mostra bom corpo, é equilibrado e com taninos macios. Um vinho fácil de gostar e beber.

CASA SILVA MICROTERROIR 2008 – Mostra muita fruta escura e vermelha, e neste vinho aparece uma nítica goiaba vermelha. Possui intensa cor vermelho-rubi com tonalidades violáceas. Os aromas são de frutas vermelhas e pretas, com toques de café. O paladar é harmonioso, com uma estrutura magnífica, taninos macios e notas de frutas vermelhas maduras, especiarias e um leve toque de pimenta preta. O final é longo e prazeroso. A madeira aparece como uma moldura, muito bem cuidada, e uma nota muito fina de alcaçuz em boca. Outro vinho muito premiado: 92 pontos - Robert Parker (safra 2006)/ 93 pontos - Robert Parker (safra 2005) / 91 pontos - Stephen Tanzer’s (safra 2005)/ 87 pontos - Wine Enthusiast (safra 2005).

EL INCIDENTE VIU MANENT 2012 – Uma mudança de estilo na Vinícola, para um estilo mais marcante, com taninos mais percepctíveis. Traço mineral de grafite, num vinho de bela estrutura, com muita fruta escura e menos presença de carvalho. Longo e persistente em boca. Corte de 91% de Carmenere, 8% de Malbec e 1% de Petir Verdot.
El Incidente é o fato ocorrido “após um lendário vôo de balão com alguns amigos sobre os vinhedos de Colchágua da Viu Manent. A viagem terminou inesperadamente quando pousaram no meio de um mercado ao ar livre na cidade de Santa Cruz“, como conta José Miguel Viu. Isto aconteceu em dia 8 de abril de 2006, 19:15 horas, na Vinícola Viu Manent, no Vale de Colchágua - Chile. A bela vista sobre os vinhedos e a calmaria do ar foi de tirar o fôlego. Até mesmo o “incidente” valeu como experiência. Tal acidente está graficamente explicado no rótulo.
É um vinho “ícone” que carrega todas as características picantes da Carménère, com sabores de geléia de amora, notas de chocolate e café que se destacam no paladar complexo e refinado. Amadureceu em barricas de carvalho francês (97%) e americanas (3%) durante 23 meses, logo depois foi engarrafado sem filtrar para conservar toda sua concentração e caráter. Vai evoluir de forma magnífica nos próximos 5 anos.

Uma observação significativa é nestes três vinhos de Colchaga, manda mais a mão do enólogo do que o terroir !

♦ CURICÓ - MAULE – a região é muito boa para variedades do Mediterrâneo, como Carignan, Syrah, Garnacha e Cinsault. Os aromas dos vinhos destas regiões mostram frutas frescas, de certa forma suaves em boca, com taninos macios. Uma área com vinhedos de vinhas muito antigas.
            Orgulhoso de ser o vale com mais hectares plantados no país, o vale do río Maule destaca no circuito do vinho chilemno. Localizado na região do mesmo nome, as primeiras plantações do vale foram feitas na época colonial. Atualmente possui uma superfície de três milhões de hectares e está constituído pelas províncias de Talca, Linares e Cauquenes, tornando a região na primeira em quanto à produção vitivinícola do Chile. Muitos dos vinhedos organizaram-se para que os visitantes possam degustar as diferentes variedades de castas da zona. Nesta região, a cozinha lembra a de mar, com muita gordura e pimenta (merquen). O clima é mais frio (mais ao sul do país), e a Carmenere tem pouca expressão local. Os vinhos de forma geral se apresentam frescos, com taninos suaves.
Curicó, que significa “Águas Negras” no idioma mapuche, tem sido um importante centro agrícola da Zona Central do Chile por séculos. Ele corresponde à bacia do Mataquito, formada pelos rios Teno e Lontué. As áreas mais quentes do vale, como Lontué, produzem vinhos de Cabernet Sauvignon de alta qualidade, especialmente nos vinhedos mais velhos, alguns dos quais com mais de 80 anos de idade.
Seu clima, caracterizado por neblina matinal e alta variação de temperatura entre o dia e a noite gera vinhos de grande acidez, o melhores de cada uma das variedades brancas, especialmente, Sauvignon Blanc, Vert e Gris.

Terroir do Maule - Clima Mediterrâneo com chuvas e frio no inverno, calor e sêca no verão. Na primavera o clima é temperado, com pouco frio e chuva, e no outono o clima é temperado sem chuvas.  As chuvas estão concentradas nos meses de inverno e primavera. Os vinhedos gozam de um clima privilegiado, com grandes diferenças de temperatura entre dias e noites. No verão, o sol invade a região, garantindo uma luminosidade extraordinária no período de maturação, que nos dá concentração de aromas e uma cor especial para os tintos. O solo é derivado de cinzas vulcânicas, arenoso e com excelente drenagem natural.

Terroir de Curicó - Clima Mediterrâneo com chuvas e frio no inverno, calor e seca no verão .     Solo entre argiloso e arenoso calcário de grande permeabilidade.

Vinhos provados da região do CURICÓ - MAULE:

VALDIVIESO SINGLE VINEYARD CARMENERE 2011 – Um vinho curto em boca, com taninos secantes, e boa expressão no paladar. A acidez aparece no final de boca. Cor vermelha com rubi intenso e reflexo violáceo brilhante. No olfato os aromas típicos da casta com o herbáceo aparecem ao lado de notas florais, café torrado e frutas negras maduras.  Na boca apresentou taninos presentes de boa qualidade, bom equilíbrio e balanço entre a fruta, acidez e madeira. Intenso, persistente, seu final um pouco secante sinaliza um vinho jovem com possibilidade de afinamento na garrafa nos próximos anos.

CASAS PATRONALES RESERVA PRIVADA CARMENERE 2012 – outro vinho com taninos secantes, mas neste rótulo há melhor integração. Boca picante, com acidez ao final. Longo em boca. Extremamente aromático, com notas de frutas escuras, ameixa preta, tabaco e também toque de baunilha. Na boca mostra fruta compotada, especiarias sobre o fundo amadeirado. Inicialmente a madeira parece sobrepor o conjunto, mas a medida que o vinho é aerado o equilíbrio é restabelecido. Final longo e agradável. Indica estágio de 12 meses em barricas de madeira e potencial de guarda de 5 anos, confirmado pelos taninos secantes.

J. BOUCHON BLACK SERIES CARMENERE 2011 – Os vinhedos da Viña J.Bouchon estão localizados na parte costeira do Vale do Maule. Cerca de 370 ha de vinhas mais velhas (> 60 de anos) são abençoados por um micro-clima privilegiado: o inverno frio e chuvoso, estação seca e quente na época do desenvolvimento da vinha, com temperaturas médias no verão de 20-32°C e nível de umidade com cerca de 50%. Noites e manhãs frias graças à brisa marinha. A irrigação é usada somente quando absolutamente necessária. Um vinho 100% Carmenere de vinhedos do Maule. É mais leve em boca, mostra ser muito bem feito e integrado. Muito complexo e aromático, com aromas que evoluem em camadas de frutas vermelhas maduras, especiarias, chocolate e café. No paladar mostra-se fresco, suculento, frutado, com taninos macios, rico e complexo, com um longo final ligeiramente mineral. Um vinho com perfil gastronômico fantástico.


TOP WINEMAKERS 50 BARRICAS - A idéia que veio de certa forma "pagar" um tributo à Carmenere, supostamente extinta no mundo e redescoberta no Chile há 20 anos, especificamente em 24 de novembro de 1994, reuniu numa garrafa a produção das 50 principais vinícolas nesta variedade emblemática do Chile.Um Carmenere de grande expressão, com notas de frutas frescas, ervas picantes, com boa estrutura, a madeira bem integrada refletindo a elegância, untuosidade, acidez vibrante e boca sedosa dos vinhos desta casta. O que se conclui? Não perca a chance de provar os Carmeneres do Chile. Você pode não saber o que está perdendo !