Dicas de Vinho, Enogastronomia, Eventos, Roteiros de Viagens e Promoções por Marcio Oliveira.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
CABERNET BUTIQUIM, ONDE A CABERNET É MAIS QUE UMA UVA OU UM VINHO !!!
CABERNET BUTIQUIM - Quando comecei a estudar e procurar entender um pouco mais sobre o vinho, o assunto era tratado como algo recluso a iniciados, que estivessem dispostos a seguir uma procissão de fé a Baco, para entender os aromas e sabores da bebida. O vinho era colocado em um trono, ao qual cada iniciante ao culto deveria prestar deferência. Com certeza, isto tudo deixava boa parte dos interessados em vinho achando o assunto voltado para elites, enquanto a cerveja era vista como algo simples de beber e gostar.Afinal, bastava pedir uma “loura” que você tinha um copo na sua frente pronto para matar a sede. Com vinho é diferente; fala-se em cor, estilo, personalidade, potência, elegância, taninos, acidez, harmonia ...
Não é a toa que o vinho acabou ficando mais restrito a ambientes austeros e brilhantes, cercado de esnobismo, devaneios e glamour totalmente desnecessários.
Uma das formas de fomentar o consumo de vinho no Brasil, que permita realmente que a bebida esteja ao alcance de todos é “democratizar” o seu consumo. Assim, é com prazer que vejo surgirem opções onde se bebe de maneira descomplicada.
Se você ainda não conhece o Cabernet Butiquim, está perdendo uma boa oportunidade de desenvolver seus conhecimentos e prazer com o vinho. Instalado na Rua Levindo Lopes, próximo ao Dona Derna, onde funcionava o restaurante Pletora.
Os irmãos Maria Cláudia (Cacau) e Pablo Teixeira comandam o Cabernet com uma equipe afinada. Conheço Pablo desde quando era vendedor da importadora Zahil (aqui representada pela Rex-Bibendi, instalada na Outono 81) e hoje representa a Wine.com.br em Minas Gerais.
O posicionamento do restaurante é quebrar a formalidade que estrutura a maior parte dos restaurantes dedicados ao vinho. As mesas não tem toalha, o cardápio é impresso em papel kraft, não há garçom engravatado. O vinho deixa de ser tratado com pompa e circunstância e vivas para a descontração.
A seleção de vinhos tem rótulos acessíveis, com origem no Novo e Velho Mundo, com alguns deles servidos em taças. A maioria dos vinhos custam menos que R$ 100, mas com a passagem do tempo e a fidelização de clientes que buscam rótulos de regiões clássicas. Além disto, se você gostar do rótulo e resolver levá-lo para casa, têm desconto de 10% no preço.
Outro destaque, é que a casa dá visibilidade a vinhos brasileiros, e mineiros na Carta de Vinhos. Você pode provar rótulos da vínicola Luís Porto (linhas Dom de Minas e Luís Porto), produzidos em Cordislândia, no sul de Minas.
O cardápio foi elaborado por Pablo e pela chef Patrícia Cavalcanti, sendo focado em petiscos saborosos e variados, com frios e salumeria, além de pratos quentes baseados em carnes e legumes marinados em azeite que podem ser combinados em trios, há uma boa seleção de queijos (parmesão, gorgonzola e minas de Serra do Salitre) servida com pão. Para petiscar, a cozinha prepara bolinho de abóbora com carne seca, polenta frita com fonduta de queijo de carne de sol com batatas. Há uma bruschetta com cogumelos shimeji gratinados simplesmente sedutora. Por conta da democracia, o Cabernet Butiquim também serve cervejas artesanais, afinal, viva a informalidade !!! Minha dica, aproveite e prove o mais rápido possível.
CABERNET BUTIQUIM - Rua Levindo Lopes, 12, Savassi. (31) 8222-7997. Aberto de terça a sábado, das 18h à 1h. Lotação: 42 lugares. (Fotos por Nicola Peluso)
21.SET.2015 – 2ª-FEIRA – 20:00HS - ENTENDENDO OS VINHOS DA BORGONHA
A
presença da Igreja na região sempre foi preponderante, sendo ela proprietária
da maior parte das terras. A Côte d´Or, região vinícola mais nobre da Borgonha,
abrigava várias abadias e centros religiosos de renome. Seus monges eram os
grandes enólogos da época, dominando como ninguém as técnicas vinícolas.
Com a
Revolução Francesa (1789), os religiosos foram expulsos e as terras clericais
divididas e distribuídas. Um pouco mais tarde, com Napoleão, as poucas
propriedades que ainda restavam sob o controle da Igreja foram também dividas,
tendo como resultado uma enorme fragmentação dos vinhedos, dando origem ao
perfil atual da região de pequenas e múltiplas propriedades, fazendo surgir a
figura do “Négociant”.
Para se ter uma idéia da pulverização da propriedade nas
terras borgonhesas, o famoso vinhedo dos monges de Clos de Vougeot (visto na
imagem acima), um dos mais famosos grand crus da região, que tem 50 ha de área,
está hoje fracionado entre 60 proprietários. .
Embarque nessa viagem fascinante
por outra região francesa que representa, como nenhuma outra, o espírito do
vinho, degustando alguns dos melhores rótulos borgonheses. Recepção com
espumantes e degustação de 8 vinhos, mais um vinho surpresa.
VINHOS APRESENTADOS: Vosne Romanée 2003 Domaine du Clos Frantin Albert Bichot / Pommard 2009
Chateau Puligny-Montrachet / Nuits-Saint-Georges 1er Cru Clos des Grandes
Vignes Monopole Chateau Puligny-Montrachet 2008 / Nuits-Saint-Georges aux Saint
Juliens 2007 Domaine de Montille / Savigny Les Beaune Les Bourgeois 2008 Domaine
Simon Bize / e algumas surpresas a mais...
SOMENTE 10
VAGAS. Reservas pelo Tels.:
8839-3341 (Márcio Oliveira).
Valor Individual: R$ 350,00 -
Local: Rua Dominicanos, nº 165- SL.605
- Serra - Belo Horizonte. Horário: 20:00 horas. O Participante do Encontro recebe
a apostila “ ABC DA DEGUSTAÇÃO DE VINHOS
”.
Datas e programas passíveis de
alteração. Os eventos de Vinhos do Márcio Oliveira são para maiores de 18 anos. EVENTO PARA QUEM PERDEU O ENCONTRO DO MÊS DE AGOSTO.
TOP WINEMAKERS 50 BARRICAS E A HISTÓRIA DA CARMENERE
“ TOP WINEMAKERS 50 BARRICAS E A HISTÓRIA DA CARMENERE “ – Apesar
de já provado há mais tempo alguns vinhos que Projeto Top Winemakers lançou em
comemoração ao Bicentenário da independência do Chile, ainda conhecia pouco
sobre a filosofia que alicerça o programa. BH recebeu em 28 de agosto a
oportunidade de provar os frutos deste projeto. Esta é sem dúvida uma proposta
diferenciada, criada por Rafael Prieto, diretor da Top Winemakers, com a idéia
de criar vinhos originais e criativos no Chile. Assim, foi craida uma marca, e
um vinho distinto que a cada ano projeta a capacidade dos enólogos e das castas
e vinhedos chilenos.
Se os
vinhos que celebram o Bicentenário da Independência do Chile foram o passo
inicial, em seguida, em 2010, Prieto reuniu 5 enólogos homens e 5 enólogas
mulheres de 10 prestigiadas vinícolas chilenas, criando o Projeto 5x20. O desafio criado para cada time era o de unir os
estilos e gostos diferentes dos vinhos , as personalidades opostas e as vezes
divergentes, com focos enológicos diversos de cada profissional e utilizar todo
o potencial da uva de cada vinhedo, produzindo vinhos de alta gama. Cada
enólogo trouxe de sua vinícola um de seus vinhos varietais da safra de 2010
para formar o vinho final da equipe.
Estes
times ficaram reunidos por dois meses, fizeram sessões de degustações e
assemblages chegar a um novo vinho final. No fundo, os times tinham o mesmo
desejo e desafio: produzir vinhos distintos, que dessem ensejo para criação de
outros projetos futuros que projetassem a enologia chilena.
O time
feminino elaborou um blend sedutor, um tinto elegante, clássico, com muito
frescor. Complexo e diferente de outros grandes vinhos, um vinho muito
perfumado e com grande potencial de envelhecimento, com grande identidade e
caráter. O time feminino era formado por Cecilia Torres que faz desde sempre o
ícone Casa Santa Rita Cabernet Sauvignon, Cecilia Guzmán (Viña Haras de
Pirque), Irene Paiva (Viña Vistamar), Ana María Cumsille (Viña Altair) e
Macarena Morandé (Viña Costa Blanca). As mulheres chegaram rapidamente a um
acordo, enquanto a equipe masculina exigiu um número maior de reuniões.
Já a
equipe masculina optou por um vinho tinto de caráter, baseada na casta syrah de
clima frio, resultando num vinho vivo, potente, com grande frescor e acidez. Um
vinho com personalidade e boa concentração. O time masculino foi formado por
Marcelo Retamal da Viña De Martino (que vem utilizando técnicas diferentes de
vinificação em ânfora ou foudre), Felipe Müller (Viña Tabalí), Francisco
Baettig (Viña Errázuriz), Rafael Urrejola (Viña Undurraga), e Rafael Tirado
(Viña Laberinto).
O
resultado foi 2 grandes vinhos bem distintos, sendo a versão feminina,
sedutora, com notas delicadas de mentol, especiarias, ameixa e nota de caramelo
toffe. O paladar é encorpado, potente e mostra frescor e um ótimo equilíbrio. A
amostra masculina é austera, tem notas tostadas, de couro, lembra terra
molhada, a fruta vermelha aparece em segundo plano. No paladar mostra taninos
finos, com acidez moderada e corpo médio.
Como
Rafael Prieto é inquieto, lançou em seguida o Projeto 100 Barricas, juntando 100 vinícolas chilenas para fazer um
vinho único, em que elas estivessem representadas com 1% de sua produção. Cada
uma das vinícolas fez uma barrica de Cabernet Sauvignon 2011. Depois juntariam
todas elas e seria feito um blend final. O resultado foi um vinho único, que
reflete toda a diversidade, riqueza e potencial de criatividade enológica do
Chile.
O vinho
inclui desde vinícolas boutiques às maiores e mais conhecidas, pertencentes aos
12 Vales do Chile, como Concha y Toro, Haras de Pirque, Laberinto, El
Principal, Palo Alto, San Pedro, Vestisquero, Tarapacá, Montgras, Vistamar,
J.Bouchon entre muitas outras. Portanto 100 vinícolas, 100 barricas, 12 vales e
tudo isto reunido numa garrafa.
Em 2012 foi lançado o
Projeto 50 Barricas. A idéia veio de
certa forma "pagar" um tributo à Carmenere, supostamente extinta no
mundo e redescoberta no Chile há 20 anos, especificamente em 24 de novembro de
1994. O vinho reúne numa garrafa a produção das 50 principais vinícolas nesta
variedade emblemática do Chile. A meta era fazer um Carmenere de grande
expressão, com notas de frutas frescas, ervas picantes, com boa estrutura, a
madeira bem integrada que refletisse a elegância, untuosidade, acidez vibrante
e boca sedosa dos vinhos desta casta.
E para
entender o conceito envolvido neste projeto, primeiro fizemos no dia 28/08/2015
um workshop sobre esta uva emblema do Chile, conduzido por Rafael Prieto e
Ariel Perez, com a presença de vários sommeliers e amantes de vinhos de BH. Segue na semana que vem as notas de
degustações de 13 Carmeneres degustados e sobre o 50 Barricas.
NUITS-SAINT-GEORGES LAMBLIN 2008 – BORGONHA – FRANÇA
Vinho da Semana 36/2015 – ● NUITS-SAINT-GEORGES LAMBLIN 2008 – BORGONHA – FRANÇA – Sucessor de
12 gerações de produtores de vinho Chablis, Clement Lamblin recebeu em 2005 o
Troféu dos Jovens Talentos na venda dos Vinhos dos Hospices de Beaune. Lamblin
é destaque na imprensa especializada com diversos prêmios e medalhas.
● Notas
de Degustação: rubi um pouco mais escuro e intenso que um Pinot básico.
Aroma poderoso e complexo misturando cereja, passas, couro, trufa e especiarias/
temperos. No paladar o Nuit-Saint-Georges está entre os vinhos mais tânicos na
Borgonha. Mas este se mostra fino, sem incomodar quem o prova. Perfil
gastronômico.
● Guarda: até 10 anos, mas já está pronto para beber
!
● Notas
de Harmonização:
bom parceiro para molhos de vinho tinto, carnes vermelhas grelhadas ou assadas,
queijos meio encorpados.
● Temperatura
de Serviço: 16 a 18ºC
● Onde comprar: CASA
DO VINHO - End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro
Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177. Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Tel: (31)
3286-7891 - Blog: http://blogdacasadovinho.blogspot.com / Facebook: www.facebook.com/casadovinhobh Site: www.casadovinho.com.br
SAVIGNY-LES-BEAUNE 1er CRU 2008 – LES PEULLETS – BORGONHA – FRANÇA
Vinho da Semana 36/2015 – ● SAVIGNY-LES-BEAUNE 1er CRU 2008 – LES PEULLETS –
BORGONHA – FRANÇA – Rodolphe Demougeot fez sua primeira vinificação em 1992 nas
vinhas da família (seus avós eram agricultores). Hoje, a propriedade abrange
7,5 hectares - 1,5 de Chardonnay, e 6 de Pinot Noir - e produz 30 a 40 000
garrafas, dependendo do ano.
Demougeot possui alguns dos
melhores vinhos de Côte de Beaune: Meursault, Savigny, Auxey ou Pommard. A vinha
é trabalhada numa lógica de respeito ao terroir e ao ambiente: não utiliza
herbicidas ou fertilizantes, plantio direto para o 'cavalo', com rigoroso controle
de rendimentos.
Trabalhando com paixão,
Rodolphe Demougeot produziu nos últimos anos, vinhos estruturados com taninos
bem concentrados e com grande potencial de envelhecimento. Originalmente de
Hautes Côtes de Beaune, este enólogo apaixonado tem investido em uma bela
propriedade no coração de Meursault para desenvolver seus vinhos.
Ele produz
principalmente vinhos tintos (Hautes Côtes de Beaune, Savigny, Beaune, Pommard,
Auxey, Monthelie), considerados como vinhos densos, e que envelhecem muito bem.
Os seus brancos (Beaune e Meursault) tem menor produção, mas nem por isto,
menos cuidada. Nos últimos anos, seus vinhos se mostram cada vez mais
harmoniosos, carnudos e sedutores.
Seu Borgonha tinto, básico e despretensioso tem
fruta de muito boa qualidade. O Beaune tinto mostra perfil gastronômico de bom
padrão, seco e de bom final de boca. Os Pommards são escolhas seguras, densos e
firmes, vinhos que mostram uma bela estrutura.
● Notas de
Degustação: rubi mais claro, típico da Pinot Noir. Um nariz com fruta escura como
cereja e notas de especiaria, defumados, couro, algo de cogumelos e flores
secas. No paladar mostra taninos gastronômicos, boa acidez e equilíbrio.
● Guarda: até 10 anos, mas já está pronto para beber
!
● Notas de Harmonização: Vai
bem com cozinha típica da Borgonha, inclusindo pratos clássico como coq au vin,
e boueuf-bourguignone.
● Temperatura de Serviço: 15 a
17ºC
● Onde
comprar: CASA DO VINHO - End.: Loja Barro Preto -
Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177.
Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes,
504 – Mangabeiras – Tel: (31) 3286-7891 - Blog: http://blogdacasadovinho.blogspot.com / Facebook: www.facebook.com/casadovinhobh Site: www.casadovinho.com.br
PULIGNY-MONTRACHET NICOLAS POTEL 2008 – BORGONHA – FRANÇA
Vinho da Semana 36/2015 – ● PULIGNY-MONTRACHET
NICOLAS POTEL 2008 – BORGONHA – FRANÇA – A Maison Nicolas Potel, fundada em
1995, produz um conjunto de excelentes tintos e brancos que englobam dezenas de
denominações e, embora mantenha o nome do seu fundador, hoje pertence ao grupo
Labouré-Roi, sendo sua marca de prestígio. Atualmente, o enólogo da Maison é
Jean-Christophe Paucaud. Nascido na Borgogne, ele estudou enologia em Beaune e
depois em Bordeaux. Após completar seus estudos, retornou à sua terra natal em
2005 e trabalhou no Château Philippe-le-Hardi, em Santenay, e no Château de
Bligny les Beaune.
Fundada por Nicolas Potel no coração de
Nuit-Saint-George, essa Maison está entre os mais prestigiados produtores da
Borgonha. Em 2009, Potel passou a se dedicar aos seus dois projetos pessoais e
hoje o grupo Labouré-Roi está no comando da vinícola, que continua recebendo
destaque na mídia.
A Borgonha pode ser desesperadamente confusa.
Não pode ser apenas pelas duas uvas a considerar - Chardonnay e Pinot Noir -
mas pelo número desconcertante de produtores e negociantes, todos fazendo
vinhos muito diferentes de qualidade muito diferente sob nomes de comunas idênticas.
E não é só por isso, as coisas nem sempre são o que parecem.
A sugestão fica para você provar os vinhos
da Borgonha e descomplicar este assunto.
● Notas de
Degustação: Um Borgonha ainda bem claro, apesar da safra, sem sinais evidente ou
grande evolução. Aromas elegantes, complexos, de grande equilíbrio com notas de
frutas frescas brancas (pêra), toques de damasco e pêssego. No paladar se
mostra fresco, equilibrado, complexo, macio, untuoso e cremoso.
●
Guarda:
pode ser bebido com prazer. Creio que ainda agüentaria 2 anos da adega climatizada.
● Notas de Harmonização: uma
boa combinação para personagens mais salgados de entrada e brinde, amêndoas
torradas e defumadas. Acompanha muito bem mariscos e crustáceos.
● Temperatura de Serviço: 10
a 12ºC
● Onde
comprar: Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto,
351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG - 31 3282-1588 I Em SP: PREMIUM -
Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.
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