Dicas de Vinho, Enogastronomia, Eventos, Roteiros de Viagens e Promoções por Marcio Oliveira.
sábado, 22 de agosto de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
FESTIVAL FARTURA BH 2015
domingo, 16 de agosto de 2015
O BÁSICO DO MUNDO DO VINHO
“ O
BÁSICO DO MUNDO DO VINHO “ – O iniciante na
arte dos vinhos fica muitas vezes fascinado e confuso frente ao volume de
informações deste universo, o que em geral o amedronta e cria constrangimento
quando tem que fazer suas primeiras escolhas, em restaurantes, em lojas
especializadas, ou em supermercados que estão criando espaços diferenciados
para vender vinhos. Há, entretanto,
algumas regras essenciais para evitar maiores dificuldades:
♦ A Taça – A taça ideal deve ser de cristal, com uma
base, haste e um bojo de formato oval para desenvolver os aromas e direcioná-los
para a narina. Deve ser incolor para melhor apreciação do vinho, e jamais será
servida a mais de 1/3 de sua capacidade, pois ao inclinar a taça, para melhor
observar as nuances de cor, acabaríamos entornando a bebida. Os espumantes mostrarão melhor suas
características (especialmente a perlage das bolhinhas subindo), se degustados
em taças do tipo flauta (flute)
♦ A Adega ou na falta dela, onde guardar seus vinhos – A maioria dos vinhos
que consumimos é bebida em questão de semanas. Com esses vinhos não é há maior
preocupação. Quando falamos de vinhos que deverão aguardar alguns meses ou até
anos, para que possam expressar suas melhores características, todo cuidado
será importante. O ideal será manter as garrafas deitadas, em local ventilado,
sem luz, sem vibrações e sem cheiros fortes. Temperatura na faixa de 13 ou 14
ºC e umidade por volta de 65% serão ideais. Evite guardar vinhos na cozinha ou
na garagem. Um bom local poderá ser o interior do armário embutido junto com as
roupas menos usadas. Se você estiver acumulando alguns vinhos mitológicos,
poderá começar a pensar numa adega climatizada para vinhos.
♦ A Idade do Vinho – O ditado “Quanto mais velho melhor“
pode ser esquecido para a maioria dos vinhos comuns. Uma boa idade para beber
brancos é de 3 a 4 anos. Para os tintos a idade vai entre 5 a 6 anos. O vinho é
uma bebida viva, em processo de envelhecimento dentro da garrafa, e tendo
atingido seu apogeu, entra numa curva de decrepitude e morte. De forma geral a
grande maioria dos vinhos do mercado é formada de vinhos jovens e frutados,
podendo ser rapidamente consumidos, por estarem prontos.
♦ No Restaurante – Opte por vinhos que sejam do seu gosto
pessoal, que combinem com os pratos escolhidos e que estejam dentro do seu
orçamento. Na dúvida aconselhe-se com o sommelier. Antes de abrir a garrafa,
seu rótulo deverá ser mostrado para ser conferido. A rolha deverá ser colocada
na mesa para ser observada. Uma pequena dose será servida a quem pediu o vinho
para ser provada, antes de ser servido aos demais comensais.
♦ A Temperatura de Serviço – vinhos têm
temperaturas adequadas para serem apreciados. Não conheço quem goste de café
gelado ou cerveja quente. Por outro lado, entenda sempre “temperatura ambiente”
como aquela adequada à Europa, ou seja, para a maioria dos vinhos brancos
sirva-os entre 10 a 12 ºC, espumantes a 8ºC e os tintos entre 16 e 18ºC. Não há
dúvida que isto representa refrescar a maioria dos vinhos. Para isto use a
salmoura que funciona melhor que a geladeira (mergulhe a garrafa durante algum
tempo num balde contendo uma mistura de meia taça de álcool, duas colheres de
sal, gelo e água. 20 minutos fará os tintos chegarem no ponto. Para os brancos
meia hora será suficiente e para os espumantes algo entre 40 a 50 minutos)
♦ Necessidade do Vinho Respirar – A maioria dos brancos
e espumantes deverão ser consumidos tão logo se abra a garrafa. Para os tintos,
é interessante dar tempo para os aromas se desenvolverem. Tintos de guarda
ganharão muito se forem decantados para evitar borra e deixados em contato com
o ar por algum tempo, o que é válido para vinhos jovens e frutados (30 minutos poderá
ser o ideal). Há algumas exceções que poderão exigir horas, mas estamos falando
do básico. Apenas vinhos que ficaram guardados muito tempo merecerão um cuidado
extra, pois seus aromas podem “morrer” em questão de minutos.
♦ A Seqüência – Não há problema em
trocar de vinhos durante a refeição. É usual um vinho para receber os amigos,
um ou dois rótulos para acompanhar a comida e já é comum um vinho de sobremesa
estar presente na mesa. É ideal ir crescendo em paladar e complexidade. Assim
os brancos vêm antes dos tintos. Os leves antes dos vinhos encorpados. Os mais
simples antes dos complexos. Os secos vêm antes dos doces.
♦ A Harmonia – Como todo casamento, vinho e comida devem se
harmonizar para que um não sobrepuje o outro. Combinações tradicionais evitam
desastres (brancos para peixes e carnes brancas, tintos para carnes de vaca e
caça), mas há que se levar em conta os molhos dos pratos também. Se você já tem
alguma experiência em combinações, pode ousar e ter agradáveis surpresas (por
exemplo: espumantes e cozinha japonesa).
♦ A Garrafa Aberta – Após a abertura da garrafa, começa a
oxidação do vinho. Se a garrafa não for totalmente consumida você poderá
conservá-la arrolhada na geladeira por mais uns 3 ou 4 dias, mas o vinho jamais
continuará igual ao primeiro momento. Se isto for muito comum, o melhor será
comprar um wine-saver, que poderá preservar razoavelmente o vinho por uma
semana
♦ O Prazer do Vinho – Se você prestar atenção nos itens
acima, verá que não é difícil apreciar vinhos. Ainda assim, se algo vai contra
aquilo que você gosta, lembre-se que seu prazer ao degustar a bebida dos deuses
é o mais importante.
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