quarta-feira, 29 de julho de 2015

VINHOS DO ALENTEJO PROMOVE CONCURSO PARA ESCOLHER O MELHOR SOMMELIER DO BRASIL 2015

VINHOS DO ALENTEJO PROMOVE CONCURSO PARA ESCOLHER O MELHOR SOMMELIER DO BRASIL 2015

Use este link para cadastro: http://cadastro.vinhosdoalentejo.pt/

domingo, 26 de julho de 2015

O RESSURGIMENTO DOS VINHOS DA AUSTRIA

“ O RESSURGIMENTO DOS VINHOS DA AUSTRIA ” –  O vinho austríaco mergulhou em profundo declínio quando se conheceu o celebrado "escândalo do anticongelante" de 1985, quando produtores austríacos misturaram dietileno-glicol para aumentar a doçura dos seus vinhos. Um certo número de vinícolas da Áustria, em sua maioria comprometidas com a produção de vinho a granel, tiveram a "brilhante" idéia de usar este produto químico em seus vinhos, aumentando a sua doçura antes de enviá-los para a Alemanha onde seriam engarrafados, quer como vinho austríaco, ou, em algumas ocasiões, misturados com vinhos alemães a granel.
A artimanha foi descoberta quando um dos produtores alegou ter quantidades anormalmente grandes do produto em sua declaração de imposto de renda e sua presença também foi confirmada por testes num laboratório alemão. A notícia foi manchete em todo o mundo, especialmente pelo fato do dietileno-glicol ser frequentemente usado em anticongelantes.
A longo prazo, o consumo do produto químico é muito perigoso, mas as quantidades em questão, neste caso particular, exigiriam que se bebesse ininterruptamente dezenas de garrafas durante vários dias para causar danos letais. Apenas uma garrafa, um Welschriesling Beerenauslese de Burgenland, ultrapassou os 40 gramas necessários para tal eventualidade.

                                                                                              Vinhedos em Wachau – Austria

 Ainda assim, as exportações de vinho austríaco caíram de 45 milhões de litros por ano para apenas 4,4 milhões e alguns países proibiram as importações completamente.
Porém o acontecimento serve de exemplo de como uma coisa ruim pode levar a uma boa. Os anos de ostracismo do vinho austríaco obrigaram que fosse feita uma grande "faxina" na produção de vinhos, reduzindo a produção de vinho a granel. Leis mais rigorosas foram introduzidas e o ressurgimento nos últimos anos de ótimos Grüner Veltliner são o maior exemplo disso.
Após o escândalo do vinho, em 1985, foram introduzidas leis severas de controle de qualidade. Em 1993 foi iniciado um projeto de certificação das cepas. No início de 2003, foi criado o controle de qualidade de origem DAC (Districtus Austriae Controllatus), correspondente ao italiano DOC e ao francês AOC.
Durante quase dez anos, os produtores austríacos enfrentaram dificuldades, mas os mais conscientes não esmoreceram. Os requisitos de qualidade tornaram-se severos e a obediência a eles mais estrita. Na segunda metade da década de 1990, finalmente, eles viram seus esforços e sua persistência compensados quando alguns dos vinhos austríacos passaram a merecer destaque.
Neste início de milênio, os vinhos da Áustria voltaram a receber o reconhecimento internacional. Seus Rieslings secos do Danúbio e seus vinhos brancos de sobremesa contam-se hoje entre os melhores do mundo. Vista de perto, a vinicultura austríaca é, assim, uma história de ressurgimento.
A maioria dos vinhos produzidos na Áustria são brancos. Suas uvas chegam a representam 70% dos vinhedos, enquanto as tintos, apenas 30%. A região onde se produz vinho na Áustria está localizada no leste do país, isso porque os altos Alpes dificultam a viticultura na parte oeste.
Os vinhos austríacos são de excelente qualidade. Aproximadamente 2/3 dos vinhos são "Qualitätswein", sendo que alguns destes estão entre os melhores vinhos do mundo. A uva mais cultivada no país é Grüner Veltliner, seus vinhos são deliciosos e de alta qualidade.
São aproximadamente 20 mil pequenas propriedades que produzem vinhos no país. E embora a Áustria consuma 73% de sua produção, as exportações cresceram consideravelmente nos últimos anos.
A uva emblemática da Áustria é a branca Grüner Veltliner. Ela ocupa mais áreas de vinhedos terrenos austríacos do que qualquer outra casta, e propicia vinhos secos frescos, discretamente apimentados. Entre as demais brancas destacam-se a Riesling e a Gewürztraminer. Correndo por fora, a Welschriesling (Pinot Blanc), uma casta secundária que resulta em excelentes vinhos de sobremesa. Pinot Gris (Grauburgunder) e Sauvignon Blanc também são utilizadas em vinhos delicados e límpidos.
A Grüner Veltliner é facilmente produzida na Áustria e tem sido, tradicionalmente, o carro chefe nas casas de vinho (heurigen), nos subúrbios de Viena que servem comida simples e vinhos novos e comuns, das mais recentes safras, como uma forma agradável e típica de se passar uma noite de verão. Quando os vinhedos têm que reduzir a produção e as uvas podem amadurecer completamente, a Grüner Veltliner também pode ser transformada em vinhos fortes e de vida longa com grande qualidade e personalidade, com sabores e aromas picantes, frutados cítricos e de minerais, acentuados por aromas de tabaco e condimentos. Como outros vinhos austríacos, eles também têm maior teor alcoólico do que os vinhos alemães com os quais eles são geralmente comparados, atingindo 13% ou mais. O grau mais requintado dos Grüner Veltliners é quando eles se encontram totalmente encorpados, vinhos secos exóticos que combinam o corpo e a riqueza do vinho da Alsácia com os adoráveis aromas florais associados com os da Alemanha, e o equilíbrio da secura controlada e delicada do Loire.
A branca Müller-Thurgau de mais baixa qualidade, aqui chamada de Riesling-Sylvaner, cobre a segunda maior parte das propriedades de vinhedos da Áustria. Ela pode ser agradavelmente aromática, mas com a ênfase moderna em vinhos finos, sua influência está diminuindo.

A maioria dos vinhos tintos austríacos depende das varietais regionais naturalmente adaptadas ao clima, com a maior parte vindo da área mais quente de Burgenland. Elas tradicionalmente têm a tendência de serem médias ou totalmente encorpadas, vinhos menos sérios, e raramente são exportadas devido a sua relativa escassez. Muitos apresentam caráter sólido, mas são menos respeitados do que os vinhos brancos. Segue no artigo da semana que vem

PESQUERA RESERVA ESPECIAL 2003 - ESPANHA

Vinho da Semana 30/2015 ● PESQUERA RESERVA ESPECIAL 2003 - ESPANHA –  Impressionado com a qualidade das uvas produzidas bem sua propriedade na safra de 2003 - incrivelmente potentes, maduras e com casca bem espessa Alejandro Fernandez resolveu elaborar um vinho que talvez só exista nessa colheita única seu Pesquera Reserva Especial, maturado nada menos que 30 meses em barricas de carvalho e 48 meses em garrafa. O vinho foi lançado depois do Gran Reserva e a produção foi minúscula. É um tinto que já chega ao mercado pronto pra ser bebido, mas que deve ainda evoluir por muito anos. Uma verdadeira raridade.
● Notas de Degustação: Cor vermelho-rubi profundo, brilhante com discreto halo granada nas bordas. Aromas de frutas bem escuras maduras,com  grande complexidade aromática, onde aparecem notas de chocolate dando sofisticação ao conjunto. No paladar é um vinho encorpado, com taninos aveludados, álcool e acidez equilibrados, com uma bela concentração de frutas negras, notas de especiarias, bela persistência, com tudo bem integrado e em seu lugar !
● Guarda: Aguenta fácil 15 anos a partir da safra.
Notas de Harmonização: Carnes vermelhas, preparações espanholas e cordeiro.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

EL VÍNCULO PARAJE LA GOLOSA GRAN RESERVA 2003 – LA MANCHA - ESPANHA

Vinho da Semana 30/2015 ● EL VÍNCULO PARAJE LA GOLOSA GRAN RESERVA 2003 – LA MANCHA - ESPANHA - Elaborado com uvas de vinhedos de excepcional localização, plantados em terrenos de solo arenoso, o exuberante Paraje La Golosa é produzido apenas em alguns raros anos, quando a matéria prima permite que seja feita esta prestigiosa cuvée. Esta foi a primeira safra do vinho, surgida de um acontecimento curioso. Como 2002 no geral não foi um bom ano na maior parte da Europa, o perfeccionista Alejandro Fernandez ordenou que fosse feita uma seleção radicalmente rigorosa das uvas de seu El Vínculo. A produção foi tão pouca e o cuidado foi tão exagerado que o que era uma safra ruim acabou virando um vinho extraordinário - tão bom que merecia ser engarrafado com outro nome Este histórico vinho, do qual muito poucas garrafas foram produzidas, combina uma impressionante profundidade de fruta com uma textura sedosa no palato. Dotado de grande frescor, este grande tinto é para muitos o melhor vinho de La Mancha.
            O Vinhedo El Paraje La Golosa está localizado no Campo de Criptana no Distrito de Ciudad Real, formado por vinhas velhas de mais de 50 anos de idade. Rendimentos ultra limitado. Colheita manual.
 ● Notas de Degustação: Rubi ainda vivo, sem mostrar grandes notas de evolução. Aromas de frutas escuras como ameixa, cereja, especiarias e violeta, com uma nota jovial, apesar da idade. Na taça mostra notas de fruta escrura, ameixas e amoras, que vão do nariz a boca rapidamente. Um vinho bem complexo. Paladar macio e suave, sem arestas, sabores de café, com uma bela acidez. Persistente e com bom final de boca, dando uma sensação muito gostosa.
● Guarda: Aguenta fácil 15 anos.
Notas de Harmonização: Paleta de Cordeiro. Carnes grelhadas. Queijo Manchego.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

DEHESA LA GRANJA 2006 – TORO - ESPANHA

 Vinho da Semana 30/2015 ● DEHESA LA GRANJA 2006 – TORO - ESPANHA –
 ● Notas de Degustação: Rubi escuro. Nos aromas há grande riqueza de fruta escura e notas de especiarias (aparecem o cravo, canela e pimenta do reino), tabaco e o tostado da madeira, tudo muito bem integrado. No paladar mostra taninos macios, finos, boa acidez, grande equilíbrio e boa persistência. Elegante, sedoso, bem estruturado e com um longo e gostoso final. Passa 24 meses em barrica e tem excelente relação qualidade x preço.
● Guarda: Aguenta fácil 10 anos.
Notas de Harmonização: Carnes vermelhas como cordeiro, risottos a base de funghi e ragus. Queijos maturados e massas.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

ALEJAIRÉN CRIANZA BLANCO 2011 – LA MANCHA - ESPANHA

Vinho da Semana 30/2015 ● ALEJAIRÉN CRIANZA BLANCO 2011 – LA MANCHA - ESPANHA - O espanhol Alejandro Fernandez é o proprietário do grupo Pesquera, formado por quatro vinícolas que são hoje responsáveis por alguns dos maiores ícones do vinho da Espanha: Pesquera e Condado de Haza, em Ribera del Duero, El Vinculo, em La Mancha, e Dehesa la Granja, em Castilla y Leon.
Em 1972 Dom Alejandro começou com seu vinhedo e vinho Pesquera e alcançou o mundo com seus vinhos originais, que seguem os métodos mais tradicionais de elaboração. A primiera safra foi em 1975. Para o crítico Robert Parker, Pesquera é uma das melhores vinícolas do mundo e “o único produtor de Ribera del Duero capaz de igualar o sucesso de Vega Sicilia”. Na década de 1970, o cultuado vinho Pesquera – descrito por Parker como “Château Petrus da Espanha”, merecendo suas máximas cinco estrelas – causou sensação na Espanha, tendo sido o primeiro no famoso estilo “Ribera del Duero”, concentrado, profundo, exuberante e elaborado somente com a uva Tinto Fino.
Nascido em 1932 numa família de agricultores, pouco antes da guerra civil e da ditadura de Franco, Alejandro foi trabalhar como carpinteiro e depois passou a fazer máquinas que seriam usadas na agricultura, como as colheitadeiras de beterraba, para a obtenção de açúcar, que naquela época era um produto muito importante na sua região, um município muito pequeno, tendo somente 500 habitantes. Seu sonho sempre foi ter uma Bodega, e fazia vinho, junto com o pai, para consumo próprio, assim como muitos agricultores naquela região. Então, com o dinheiro que foi ganhando com a venda de maquinaria agrícola, começou seu projeto comprando terras e plantando vinhas. Em princípio dos anos 1970, a situação era completamente diferente, todos os agricultores abriam mão das vinhas para poder plantar beterraba, e Alejandro fazia o contrário. E naquela época o cultivo da vinha era praticamente residual, quase não havia. Então, todo mundo pensava que Alejandro Fernandez estava louco. Sua “loucura” virou sucesso !
 Além do mérito das próprias vinícolas, há também o aspecto do terroir. As condições fazem com que essa região seja muito singular, que a qualidade da uva seja muito boa. Mas não nos esqueçamos que as pessoas é que fazem os vinhos. A Vega Sicilia sempre foi um ícone, uma referência para todos. E logo veio Pesquera, onde Alejandro soube aproveitar o que a natureza e a vida estavam colocando em seu caminho. Quando saiu para vender seu vinho, praticamente ninguém conhecia a Tempranillo. Foi a primeira vinícola monovarietal de Tempranillo e que usava carvalho americano para envelhecer seus produtos. Isso chocou o mundo do vinho, pois a influência francesa é muito grande e forte.
Eleito o “Melhor Bodeguero” do país pelo Prêmio Arte de Vivir (concedido todos os anos às maiores personalidades da Espanha) em 2009, Alejandro Fernandez dirige as propriedades da família, mantendo o foco na qualidade de seus rótulos. Neste semana seus vnhos estiveram em destaque quando Letícia Montero, sua gerente de exportação esteve em Belo Horizonte apresentando seus premiados rótulos.
Quando chegou em La Mancha, em 1999, Alejandro queria fazer um vinho branco, e um branco de Airén, mas foi só em 2007 que encontrou a vinha que buscava, muito velha, para que a produção fosse pequena e a concentração na uva maior. A primeira colheita foi em 2007 e se chamaram-no de Alejairén, que é uma junção de Alejandro e Airén. É um vinho branco de 24 meses de barrica americana muito especial, de muito corpo, num estilo Borgonha, e está destinado à guarda. A Airén é uma uva muito utilizada para produzir brandys e licores, raramente para vinhos. Ás cegas, o vinho passa por tinto !
Notas de Degustação: Cor amarelo dourada. Aromas potentes com de frutas amarelas maduras como o damasco, ligeira nota de redução como um jerez fino, e toques de baunilha e carvalho bem integrado, muito complexo e elegante, rico em especiarias. Paladar macio, encorpado, frutas secas, avelãs e amêndoas, emolduradas por frutas cítricas em compota, com notas de baunilha, com fim de boca com grande persistência e ligeiro toque amargo.
● Guarda: Aguenta fácil 10 anos.
● Notas de Harmonização: Para acompanhar queijos maduros, carnes grelhadas. Não pense nunca nas combinações clássicos para brancos, como mariscos !!!
Temperatura de Serviço: 12 a 16ºC

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100