sábado, 7 de março de 2015

COM QUANTAS AZEITONAS SE FAZ UM LITRO DE AZEITE?

COM QUANTAS AZEITONAS SE FAZ UM LITRO DE AZEITE?

Para aqueles que gostam de curiosidades, existem pelo menos 2000 azeitonas diferentes no mundo. E 263 tipos diferentes delas estão na Espanha.


Só na Itália existem mais de 700 tipos diferentes e cada um transfere para o óleo um caráter único.

As azeitonas se diferem em tamanho e forma. Oliveiras mais primitivas, por exemplo, produzem pequenas frutas com pouca polpa e caroços grandes. Já os cultivares utilizados para azeitonas de mesa possuem uma polpa mais suculenta, mas não produzem muito óleo.


A mesma variedade da azeitona cultivada em diferentes locais possui resultados distintos.  A Arbequina, por exemplo, é muito plantada na Andaluzia, mas torna-se um azeite muito mais aromático na Catalunha. Situação semelhante ocorre com os óleos elaborados a partir da variedade Leccino, que são mais ricos na região da Puglia do que na Toscana.
 

Pela produção média, 100 kg de azeitonas dão 20 litros de azeite.
Comparativamente, 100 kg é a produção média de 2 oliveiras.
E a produção de 30 oliveiras davam para o consumo de azeite de uma família por um ano!!!


Os principais cultivares de azeitonas:



Arbequina - Um dos cultivares mais conhecidos é originário de Arberca, na Catalunha, daí seu nome arbequina. É um azeite de caráter frutado e fresco, possui notas de alcachofra e tomate. Tem atributos equilibrados, com sabores mais verdes e picantes quando colhidas verdes, e mais doces quando mais maduras.

Coratina - Tem seu nome relacionado a Corato, cidade próxima a Bari, na Itália. É a oliva mais importante da região da Puglia e muito encontrada no sul do país.
Também é encontrada no Novo Mundo, mais especificamente na Argentina e Austrália. Seu óleo é muito frutado, amargo e picante; além de rico em polifenóis, o que o torna muito estável.

Cornicabra - Nativa de Castilha La Mancha, tem seu nome derivado de seu formado, que nos remete ao chifre da cabra. É um azeite que vai do doce ao amargo, com notas de folhas verdes. É também muito estável graças ao seu teor elevado de ácidos graxos monoinsaturados.

Galega - Essa variedade representa quatro quintos das azeitonas cultivadas em Portugal. Seu óleo possui aromas frutados e suave sabor de frutos verdes e notas amendoadas. Não é um azeite muito estável, com tendência de se deteriorar rapidamente.

Frantoio - Cultivar italiano, originário da Toscana, é um dos mais apreciados em seu país nativo. Muito plantado na Argentina e Chile, sendo também popular na Califórnia, Austrália e Nova Zelândia. São colhidas principalmente na metade de seu estágio de maturação, quando estão mudando de cor. Resulta em um azeite muito frutado e aromático, equilibrando picância e amargor. Quando colhido tardiamente, é mais suave, adocicado com notas amendoadas.

Hojiblanca - Seu nome provém de sua folha, clara e metálica. Muito encontrado na Andaluzia, sua composição é nutricionalmente ideal, porém de baixa estabilidade. Possui uma vasta gama de sabores, com notas mais doces, aromas de erva fresca, com um toque de picância e de amêndoas.

Koroneiki - Representando dois terços das olivas gregas, a Koroneiki é principalmente encontrada em regiões costeiras, onde o clima é mais ameno. Seu óleo é frutado, com toques de maçã verde e grama, possui picância presente e um leve amargor.

Picholine - Cultivada na região de Languedoc, Córsega e Provence, é considerada a melhor oliva francesa tanto para o azeite quanto para a mesa. Seu azeite possui notas amargas, é muito frutado e, por vezes, um pouco picante.

Lechin de Sevilla
Encontrada nas províncias de Sevilha, Córdoba, Cadiz, Málaga e Huelva, seu nome refere-se à cor esbranquiçada de sua polpa e de seu mosto, muito oleoso, lembrando leite. É um azeite instável, fluido com aroma equilibrado de ervas. Seu sabor é um pouco amargo e picante, com notas amendoadas.

Picual - É a oliva que mais se prolifera pelo mundo e representa cerca de metade das oliveiras espanholas e 20% do resto do planeta. Seu óleo é rico em ácidos graxos e em antioxidantes naturais. A grande presença de polifenóis o tornam um dos azeites mais estáveis. Em geral, possui aroma frutado dependendo muito do local onde se encontra cultivado. Quando provém de planícies, são mais amargos e picantes. Os vindos de regiões montanhosas são mais adocicados.

Leccino - Originária na Toscana, espalhou-se rapidamente pela Úmbria, sendo hoje plantada por toda a península italiana.
Ela se adapta muito bem a diferentes condições de cultivo, tendo seu melhor tempo de colheita quando os frutos ficam arroxeados. O óleo é delicado, com toques amargos e picantes, às vezes doce.

Picudo - Além desta nomenclatura recebe outros nomes, sendo o mais curioso "pajarero", que seria alguma coisa parecida com passarinheiro, em português. Devido à sua doçura, os pássaros bicam o fruto quando está maduro. Encontrada nas províncias de Córdoba, Granada, Málaga e Jáen. É um azeite muito sensível à oxidação e muito equilibrado quanto às suas características organolépticas, com notas adocicadas, de frutas exóticas, maçãs e amêndoas.
 

A FERRARI DOS VINHOS ...

A FERRARI DOS VINHOS ...

A vinícola Fundada foi fundada em 1902. Hoje 1 em cada 4 espumantes vendido na Italia é Ferrari! Giulio estudou na França e resolveu fazer um espumante de referência em sua Terra Natal. Não tendo herdeiros, passou a empresa para um amigo negociante de vinhos - para a família Lunelli. Hoje produz 4,5 milhões de gfs. Por comparação, a Moet&Chandon produz 4,5 milhões de gfs de Dom Perignon. A Veuve Clicquot produz 15 milhões de garrafas.
 

Na região de plantio dos vinhedos, a média anual de temperatura é 11ºC enquanto em Champagne é de 10,5'C. Além disto tem calcário no solo que aportam na Pinot Noir e Chardonnay uma exaltação da mineralidade e finesse.
 

Em Champagne as uvas são colhidas verdes com alto grau de acidez, quando no Trento as uvas são colhidas maduras e com mais presença de fruta. 

A marca de referência da Ferrari é o amadurecimento longo com leveduras. No mínimo 3 anos e na Perle são 6 anos como as Cuvées Prestige de Champagne (Dom Perignon por exemplo). O Giulio Ferrari é o mais premiado vinho italiano e passa até 12 anos em autólise, que confere grande complexidade para o vinho.

A região da Franciacorta é mais ao sul, com um clima mais quente e criando vinhos mais "gordos", próprios para mesa e para alguns críticos, com menos finesse. Muitas vezes servidos em taça de vinho e não nas flutes!


O Perle Nero é 100% PN vinificado em branco! Ótimo para aves nobres, carnes de porco e até carnes vermelhas!!! Do Giulio, são produzidas 40 mil gfs nas grandes safras apenas!!!

A FRANÇA, SEUS QUEIJOS E DICAS PARA HARMONIZAÇÃO COM VINHOS.

A FRANÇA, SEUS QUEIJOS E DICAS PARA HARMONIZAÇÃO COM VINHOS.

A França tem mais de 1000 queijos diferentes nas prateleiras de suas lojas. Alguns em extinção!!! Por conta da pequena produção.
Os principais queijos em cada região:
 

Em Bordeaux não se produz nenhum queijo de AOC!!! Só as produções artesanais de queijo de cabra.
Meia lua de Rocamadur - cabra!
Queijos de Freiras sob uma receita antiga - Le Trappe, alguns são feitos com licor de nozes e leite de vaca.
Blue de Pireneus- feito de uma mistura de leite de vaca e ovelha, mas há os queijo só de leite de ovelha dos Pireneus.
 

DICAS:
Há varias soluções de harmonização que dependem do gosto pessoal de cada um. O ideal é beber um vinho da própria região!!!
É mais fácil combinar queijos com vinhos brancos do que com tintos.
Evitar mofo branco com tintos e optar por brancos.
Queijo Comte com vinho Jura por exemplo funcionará muito bem, ou um Gewurztraminer.
 


Abra a cabeça para outras harmonizações ! Valerá a pena !!

segunda-feira, 2 de março de 2015

MENDOZA, O HOMEM E SUA BATALHA CONTRA A NATUREZA




" MENDOZA, O HOMEM E SUA BATALHA CONTRA A NATUREZA “passei uma semana em Mendoza trabalhando com o amigo Luiz Alberto Torres no corte dos vinhos produzidos em seu vinhedo Clos de los Gaúchos, plantado no Condomínio The Vines of Mendoza.
Em Mendoza está a maior concentração de vinícolas do continente. São mais de 160.000 hectares de vinhas diversas, com 17.000 vinhedos cultivados. Até o começo da década de 1990, o destino quase obrigatório dos turistas amantes de vinhos era a região de Luján de Cuyo, localizada a 25 quilômetros da cidade de Mendoza. Lá estão adegas famosas como Catena Zapata, Luigi Bosca e Norton.
Entretanto, nos últimos 15 anos ocorreu uma revolução nesta região, uma vez que a crise econômica de 2001, uma das mais graves da História do país, atraiu investidores estrangeiros para Mendoza, entre eles Michel Roland que criou o Clos de los Siete, comprando terras a preços inacreditáveis no belíssimo Vale do Uco, a uns cem quilômetros da capital provincial (uma hora e meia de carro), onde hoje existem cerca de cem vinícolas. Entre elas, estão Diamands, Clos de Los Siete, La Azul, Atamisque, Zorzal, Achával Ferrer, Viña Cobos entre outras.
Os departamentos de Tunuyán, Tupungato e San Carlos estão envolvidos pelos cumes arredondados do Cordón del Plata e escoltados pela majestosa Cordilheira dos Andes, que oferecem um clima excepcional, fornecendo a tão célebre amplitude térmica, que permite um grande desenvolvimento da videira. Seus cultivos têm uma extensão de 10.000 hectares, e são irrigados pelo rio Tunuyán Superior, com altitudes entre os 1.200 e os 900 metros acima o nível do mar.
Há nesta região aproximadamente 13.000 hectares de vinhedos, caracterizada pela sua capacidade para produzir uvas de excelente qualidade, da qual se obtém vinhos aptos para guardas prolongadas. É atualmente uma das zonas mais requeridas pelos investidores, especialmente pela sua capacidade para o desenvolvimento de uma vitivinicultura de altitude.
As cepas tradicionalmente cultivadas foram o Semillon e o Malbec; junto a eles, em menor medida, Bonarda e Barbera, e outras castas vem sendo introduzidas com sucesso entre elas a Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Chardonnay (áreas mais baixas).
O projeto The Vines of Mendoza Private Vineyards é a experiência de possuir um vinhedo no Vale do Uco, com a qual você sempre sonhou, tendo a chance de trabalhar com o enólogo consultor, mundialmente aclamado, Santiago Achával e uma equipe de experts capitaneados por Pablo Martorell e Mariana Onofri, para criar os vinhos de cada proprietário.
A The Vines of Mendoza elabora cerca de 300 safras customizadas em sua bodega a cada ano, para mais de 125 proprietários dos vinhedos privativos, além de produzir o próprio rótulo Recuerdo, pontuado pela Wine Spectator e pela Wine Advocate com 92 pontos.
Estar em Mendoza é uma grande oportunidade para avaliar a evolução dos vinhos argentinos, uma vez que a província produz cerca de 75% do vinho argentino. E não faltam novidades, entre elas o crescente aparecimento de rótulos de Petit Verdot (aliás, são poucos os lugares no mundo onde provei varietais desta casta, que em Bordeaux quando aparece em cortes, poucas vezes vai além dos 3% na mistura final), alguns rótulos de Tannat (até então, sempre visto como uma casta emblemática uruguaia) e uma melhoria consistente dos rótulos de Cabernet Sauvignon.
Claro que os vinhos de Malbec (seja monovarietais ou em blends) ainda são a grande maioria dos rótulos presentes nas prateleiras, criando grande consistência pela qualidade obtida (Robert Parker vaticinava que a Malbec seria a casta da moda em 2015 !), mas ainda há ainda grande espaço para outras uvas como Merlot, Tempranillo, Bonarda, Syrah...
Ou seja, ainda teremos oportunidade de provar grandes vinhos vindos da região, pois o desenvolvimento de novos vinhedos e vinhos parece nunca parar!
Como já estive em várias épocas do ano na região, sempre observo os cumes da Cordilheira dos Andes, ora cobertos de neve, ora semi cobertos. Mas desta vez, os cumes estavam encobertos por nuvens que foram se concentrando sob a forma de uma tempestade.
De repente, me lembrei da Abertura 1812 de Tchaikovsky, com o som dos canhões na batalha de Borodino. Em 1812 os exércitos Napoleônicos tinham invadido a Rússia, e pouco tempo depois estavam às portas de Moscou. O Czar decidiu que não deveria ceder mais terreno e colocou seu exercito a pouco mais de 100 kms da capital, mais de 100 mil homens e 600 canhões para deter Napoleão na famosa batalha de Borodino. Os russos perderam a batalha, porém causaram tantas baixas no exército inimigo que junto a outros fatores, obrigaram Napoleão a se retirar. Quase 70 anos depois o Czar da Rússia pediu a Tchaikovsky uma composição para comemorar o aniversário daquela batalha junto ao aniversário da coroação do Czar. Quando executada em lugares abertos são usados canhões para simbolizar a revanche russa
 
Mas porque esta história ? 
No Vale do Uco não há grandes problemas de tempestades e especialmente a chuva com granizo. Neste momento em que as uvas brancas estão praticamente maturadas e as tintas em sua última fase da pintura, a chuva já seria um pesar. O granizo seria um desastre !
Nas regiões próximas do Vale, a incidência de granizo é freqüente e os produtores argentinos aprenderam que o bombardeio das nuvens pode ser a diferença entre perder ou ganhar a batalha. O som dos canhões se confunde com o resmungar das nuvens carregadas, que respondem com trovoadas graves e sonoras por pelo menos duas horas.
Mas no final da tarde as nuvens vão se tornando menos densas, chove de maneira grossa por 20 minutos e o sol vem dar seu adeus para as videiras. Neste dia, o homem ganhou a batalha contra a natureza !

POUILLY-FUMÉ FOURNIER LES DEUX CAILLOUX 2012 – VALE DO LOIRE – FRANÇA



Vinho da Semana 09/2015 – POUILLY-FUMÉ FOURNIER LES DEUX CAILLOUX 2012 – VALE DO LOIRE – FRANÇA - Com uma tradição de várias gerações, a Fournier Père et Fils foi fundada em 1981 e possui cerca de 60 ha de vinhedos nos melhores terroirs do Vale do Loire, nas denominações Sancerre, Pouilly-Fumé e Menetou-Salon. Seus vinhos são altamente expressivos, mesmo no caso dos mais básicos, enquanto as cuvées especiais de Pouilly-Fumé e Sancerre atingem o mais alto nível dessas denominações. O Sancerre Rosé, produzido com Pinot Noir, é um vinho sedutor e versátil.
● Notas de Degustação: Cor amarelo claro, com alguns reflexos dourados. Aromas de fruta cítrica, maracujá azeda, floral intenso. Um vinho rico e complexo nos aromas e no paladar, apresentando ao mesmo tempo potência, maciez, frescor e elegância.
● Estimativa de Guarda: eu beberia de imediato, pensando na nota de frescor e fruta de boa intensidade, sem pensar em guarda prolongada. Entretanto, o vinho agüenta fácil 4 anos.
Notas de Harmonização: Como aperitivo ou acompanhando peixes defumados. Sirva entre 8 a 10 ºC.
Onde comprar: Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588 I  Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.

HUNTER´S SAUVIGNON BLANC 2013 – MARLBOROUGH – NOVA ZELÂNDIA



 Vinho da Semana 09/2015 ● HUNTER´S SAUVIGNON BLANC 2013 – MARLBOROUGH – NOVA ZELÂNDIA – A Hunter’s foi uma das primeiras vinícolas de Marlborough a conseguir projeção internacional, ainda na década de 1980, com seu impecável Sauvignon Blanc e uma das responsáveis por tornar a Nova Zelândia mundialmente famosa pela qualidade dos vinhos produzidos com essa uva. Logo na primeira safra (1982), o Hunter’s Sauvignon Blanc ganhou seis medalhas no concurso nacional de vinhos e nos anos seguintes ocupou o primeiro lugar no Sunday Times Wine Festival de Londres. Ano a ano, a Hunter’s consolida a sua reputação de produzir vinhos da mais elevada qualidade e hoje acumula diversos prêmios por sua variada gama. A Hunter’s é dirigida pela australiana Jane Hunter, figura de destaque no cenário da viticultura da Nova Zelândia e internacional.
 ● Notas de Degustação: um vinho de cor amarelo claro, cristalino. No nariz revela uma combinação de aromas herbáceos, de maracujá azedo e de outras frutas tropicais maduras. Um clássico de Marlborough, é fresco no paladar, em camadas de sabores vivos e muito persistentes, com acidez bem equilibrada.
Reconhecimentos, Notas e Premiações: Blue Gold Award - Sydney International Wine Competition 2014 I Prata - Easter Show Wine Awards 2014 I Bronze - Avenues International Aromatic Wine Competition 2013 I 4,5 estrelas - Sam Kim, Wine Orbit I 92/100 - Huon Hooke, huonhooke.com
● Estimativa de Guarda: Beba aproveitando os dias quentes de verão, ou à beira da piscina, mas este não é um vinho despretensioso, merecendo acompanhamento de comida. Agüenta 4 anos fácil em guarda.
Notas de Harmonização: Frutos do mar, mariscos e peixe, saladas, além de carnes brancas e queijo de cabra. Sirva em torno dos 8 a 10ºC.
Onde comprar: Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588 I  Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.