domingo, 8 de fevereiro de 2015

GRANDE PROVA ANUAL DE VINHOS DO TEJO



● 24 E 26.FEV.2015 – GRANDE PROVA ANUAL DE VINHOS DO TEJO - A CVR TEJO REALIZARÁ A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA VÍNICA DE 2015, A GRANDE PROVA ANUAL VINHOS DO TEJO EM SÃO PAULO E NO RIO DE JANEIRO - Acontecerá no final de fevereiro o primeiro grande evento deste ano de vinhos no Brasil, em São Paulo a 24 de Fevereiro e no Rio de Janeiro a 26 de Fevereiro. Durante os encontros, 13 produtores da Região do Tejo, cuja entidade responsável pela promoção e certificação dos vinhos da região é a CVR TEJO, trarão ao público brasileiro cerca de 100 rótulos, dentre brancos, rosés, tintos e espumantes, reconhecidos pela qualidade e tradição.
Os encontros – que irão reunir imprensa, empresários e profissionais do setor, enófilos e enólogos – contarão com a participação de grandes nomes da gastronomia brasileira e internacional, como os chefs Alain Uzan (Avek), Ivan Achcar (Alma Cozinha), Eduardo Castro (consultor de gastronomia), Antonio Bravo (wine educator), Carlos Cabral (wine educator) e José Carlos Santanita, diretor da Wine Senses, empresa responsável pelo evento.
Durante as Grandes Provas decorrerão Master Class de gastronomia brasileira e portuguesa, palestras de vinho para profissionais e empresários e mostras de novidades do Tejo, dirigidas exclusivamente para a imprensa. A CVR TEJO premiará as melhores harmonizações com vinhos do Tejo no Brasil – e ambos os eventos culminarão com um momento musical surpresa.
 “A Região TEJO é uma das regiões de vinhos portuguesas que mais tem investido  na formação vínica dos brasileiros através do projecto Caravana Vinhos do Tejo que tem percorrido várias cidades brasileiras com significativo êxito. Os Vinhos  do Tejo são cada vez mais uma prova de qualidade, produzindo alguns dos mais reconhecidos vinhos de Portugal e do mundo, premiadíssimos em todos os mercados”, afirma Luís de Castro, Presidente da CVR Tejo.
O Brasil é o 4º mercado extracomunitário da Região do Tejo e o 2º mercado de investimento, o que explica o aumento das exportações em 42% no ano de 2013. “O Brasil continuará a ser um mercado prioritário para a região. Temos verificado com agrado que os Vinhos do Tejo estão cada vez mais na mesa dos brasileiros, tudo isto se deve à qualidade unida ao ótimo preço”, resume João Silvestre, Diretor Geral da CVR Tejo.
Os 13 produtores da CVR TEJO que irão participar nestas iniciativas no Brasil são: Adega Cooperativa do Cartaxo, Casal Branco, Casa Cadaval, Casal da Coelheira, Casal do Conde, Falua, Fiuza, Quinta da Badula, Quinta da Lapa, Quinta do Casal Monteiro, Quinta Vale de Fornos, Quinta da Alorna e Pinhal da Torre.
SERVIÇO: Grande Prova Anual dos Vinhos do Tejo – São Paulo e Rio de Janeiro
● 24 de Fevereiro São Paulo, das 15h30 às 20h30. Imprensa; às 16h45: Consulado Geral de Portugal – Rua Canadá, 324 – Jardim América – São Paulo – SP, estacionamento próximo. (11) 3084-1800
● 26 de Fevereiro Rio de Janeiro, das 15h30 às 20h30. Imprensa, às 16h45: Palácio de São Clemente – Rua São Clemente, 424 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ., estacionamento próximo. Tel.: 55 (21) 3509-1850

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

AMALAYA MALBEC 2013 – SALTA – ARGENTINA



Vinho da Semana 05/2015 –  AMALAYA MALBEC 2013 – SALTA – ARGENTINA - Amalaya significa "esperança de um milagre" na língua nativa do povo do Vale Indígena Colchaqui, os Quichuas. Este vinho de altitude vem da Argentina, noroeste da capital, Cafayate, captando o espírito de uma longa tradição de colheita, graças à Mãe Terra ou "Pachamama". Do solo original do vale e microclima, 1.700 / 1.800 metros acima do nível do mar, permite o baixo rendimento das vinhas que produzem uvas de alta qualidade, criando vinhos densamente coloridos. O clima é característico de alta montanha, perfeito para o cultivo biodinâmico, com pluviosidade média de 150 mm/ano, noites frias e dias quentes, com amplitude térmica de aproximadamente 20°C. A radiação UV é altíssima, com mais de 350 dias de sol no ano, o que favorece a concentração de cor, aromas e açúcares nas uvas.
 ● Notas de Degustação: um vinho de cor purpúrea profunda com tons rubi. No nariz a fruta (cereja, amora e morango) está muito fresca, seguida de algo floral de violeta e especiaria como pimenta do reino branca. No paladar se mostra com taninos macios, fruta intensa, bom equilíbrio, longo e com notas de baunilha. Fácil de beber e de gostar. Composição de Castas: 75% Malbec, 15% Syrah , 10% Cabernet Sauvignon.
● Estimativa de Guarda: agüenta fácil 4 anos, mas penso ser um vinho para ser bebido com o espírito de jovem, com a boa nota de frescor e a fruta intensa e deliciosa.
Notas de Harmonização: Na minha opinião irá bem com tudo !!! Carnes brancas (aves, suínos), carnes de boi. Churrasco brasileiro. Escalopes de marreco ao molho agridoce de amoras; Lingüiça defumada condimentada com erva-doce. Sirva a 16°C.
Onde comprar: Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. Royal Vinhos - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG

LAS MORAS BLACK LABEL CABERNET – CABERNET 2012 – SAN JUAN – ARGENTINA



Vinho da Semana 05/2015

LAS MORAS BLACK LABEL CABERNET – CABERNET 2012 – SAN JUAN – ARGENTINA – Feito San Juan - Vale de Pedernal (1.350 m.s.n.m.) e vale de Tulum (650 m.s.n.m.). Vale de Pedernal: Clima de padrão desértico, com índice pluviométrico anual de 260mm. A temperatura máxima no verão não ultrapassa os 30°C e durante as noites ficam em torno de 8-10°C, colaborando para obtenção de vinhos ricos em cor e precursores aromáticos. Vale de Tulum: Clima de padrão desértico, com índice pluviométrico anual de 160 mm. As chuvas são escassas, mas quando ocorrem no verão são torrenciais. O nível de insolação é altíssimo com mais de 300 dias de intensa radiação solar ao ano. A temperatura máxima no verão chega facilmente aos 42°C (umidade de 30%) e durante as noites gira em torno de 16-18°C. Excelentes condições naturais para cultivo orgânico. A irrigação é realizada com água de degêlo Andino.

 ● Notas de Degustação: Cor rubi intensa. O nariz explode com aromas de cassis e amoras, páprica e ervas finas. No paladar mostra a fruta intensa, mas como muito frescor e fina estrutura tânica. Um vinho de longa persistência. Leve pelo menos duas garrafas e não diga que não avisei.
● Estimativa de Guarda: eu beberia nos próximos 2 anos, pensando na nota de frescor e fruta intensa. No entanto este vinho tem ótima estrutura por conta do corte 50% Cabernet Franc (vinhas de 40 anos), 50% Cabernet Sauvignon (vinhas 20 anos) e passa 15 meses em barricas novas de carvalho francês, o que resulta aguentar fácil 6 anos em guarda.
Notas de Harmonização: vai bem com caças de pêlo; caçarola de cordeiro; risoto de pato com brunoise de cenouras e bacon; Queijos duros. Sirva entre 16°C a 18ºC.
Onde comprar: Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. Royal Vinhos - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro - Mercado Distrital – Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG

O CHATEAU CLOS DE VOUGEOT

O CHATEAU CLOS DE VOUGEOT ” – Há alguns filmes que marcam a nossa vida e a “Festa de Babette” é um deles.  A Festa de Babette, (Babettes Gæstebud), é um filme franco-dinamarquês de 1987, dirigido por Gabriel Axel. Roteiro adaptado da obra de Karen Blixen, cujo pseudônimo era Isak Dinesen, sendo que o anonimato se justifica, uma vez que mulheres escritoras não seriam vistas de forma “positiva” em uma sociedade machista e hipócrita como a dinamarquesa daquela época.
A história se passa numa península da Dinamarca no ano de 1871, onde duas irmãs, devotas de seu falecido pai, um rigoroso pastor luterano, pregavam a salvação através da renúncia. Babette é uma mulher desconhecida que lhes bate à porta em busca de trabalho e abrigo, e que mais tarde revelaria que seria uma refugiada da guerra civil francesa.
Uma vez acolhida, Babette observa que todos na vila possuem um hábito “um tanto curioso” referente ao ato de comer; alimento básico apenas para sobrevivência, sem cor, sem sabor ou algo que estimule o sentido do paladar. No início, Babette tentou recompor o que uma vez foi esse tipo de alimentação e aos poucos, utilizou de seu aprendizado para oferecer mais sabor aquela comida e aos poucos tentar modificar a mentalidade dos aldeões.
Certo dia, Babette recebe uma correspondência informando que havia sido premiada na loteria, e ela decide usar todo o dinheiro, oferecendo um jantar para as duas mulheres que lhe acolheram e seus respectivos convidados em forma de agradecimento por sua hospitalidade.
Babette se dedica em tempo integral ao jantar, os pratos são servidos em ordem específicas, talheres, prataria, copos e taças são postos a mesa, ninguém nunca havia visto nada igual até então, com exceção do General convidado. Enquanto isto, como previamente combinado, os moradores religiosos do vilarejo tentam manter o foco na fé, nas preces e na doutrina aprendida, mas, em contrapartida, o General aprecia todos os pratos que ali são expostos, de forma simples e genuinamente convidativa. Aos poucos, os participantes começam a perceber uma naturalidade no comer, algo que não interfere diretamente em sua religião e que desmistifica o conceito de pecado inserido no prazer de comer. Ao fim do banquete todos estavam extasiados, “alimentados de corpo e alma”.
Deixemos de lado as questões sobre as reflexões filosóficas deste maravilhoso filme sobre o pecado da gula, e observamos que na ordenação dos pratos servidos, algo muito importante é a específica harmonização dos vinhos e neste aspecto um deles me cativou por completo o Clos de Vougeot.
         O Château du Clos de Vougeot fica na Route des Vins de Bourgogne (rota dos vinhos da Borgonha), no vilarejo de Vougeot, na metade do caminho entre Dijon e Beaune. Situado em meio aos belos vinhedos no coração da Côte de Nuits, é o mais famoso mosteiro/castelo da região. A particularidade do Clos de Vougeot é que apesar de estar situado em pleno vinhedo, lá não se degusta nenhum vinho. Mesmo sem degustação, vale a pena fazer uma visita só para ver as gigantescas prensas de uva originais do séc. XII, e o belo pátio interior do mosteiro.
A história do Clos de Vougeot ou Clos-Vougeot começou no início do século XII quando os monges cistercienses plantaram suas primeiras uvas e iniciaram a construção deste grandioso mosteiro, chamado de castelo, o “Château Clos de Vougeot”, uma arquitetura medieval cercada por um muro de pedra, que só foi concluída cerca de 800 anos depois, no final do século XVIII.
Este muro de pedras, chamado em francês de “clos”, é usado para indicar um vinhedo cercado (murado), em geral de pequena dimensão e alta qualidade, de onde nascem grandes vinhos. Situado a 800 metros de Romanée-Conti, entre Musigny e os Grands Echézeaux, Clos de Vougeot é a maior apelação Grand Cru da Borgonha, é o maior vinhedo cercado da França, sua superfície é de 50 hectares de vinhas, mas uma enormidade para os padrões da região. As vinhas pertencem a mais 80 viticultores diferentes que produzem e comercializam seus vinhos de forma totalmente independente.
Se durante a Idade Média o mosteiro foi um berçário de vinhas que a Ordem Cisterciense ia espalhando por onde se instalava, com a Revolução Francesa, o Clos de Vougeot foi desapropriado da Igreja (consequência do decreto constituinte que colocou todos os bens eclesiásticos a disposição da nação em 1789), foi fracionado, e revendido sucessivamente ao longo dos dois últimos séculos. Destaque para a venda a Leonce Boquet, em 1889, que lhe empreendeu uma importante reabilitação. Anos depois o seu novo proprietário Etienne Camuzet, vendeu-o para a Confrèrie da Chevaliers du Tastevin (Confraria dos Cavaleiros do Taste Vin), sobre a qual escrevemos no primeiro artigo deste ano.
Atualmente o Château Clos de Vougeot é aberto a visitação, abrigando em suas instalações um grande pátio, o poço, a cozinha dos abades, o dormitório dos monges convertidos, a dispensa, a coleção de tastevin, os lagares e maravilhosas prensas medievais, a enoteca e a tumba de Léonce Boquet. 
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Chateau serviu como quartel-general nazista, e não foi dinamitado por pouco, apesar das ordens de Berlim.
O vinho do Clos de Vougeot é um Grand Cru tinto, elaborado a partir da Pinot Noir, com rendimento máximo de 40 hectolitros/hectare, na região de Nuits-St-Georges, na Borgonha. Apesar de toda a fama, o vinho do Clos de Vougeot nem sempre é certeza de prazer, uma vez que a diversidade na qualidade dos rótulos dependerá das particularidades das parcelas do terreno onde foram colhidas as uvas. Os terrenos do topo do Clos fazem os melhores vinhos, os do meio, vinhos bons e os da base, vinhos regulares que às vezes se beneficiam injustamente dos preços alcançados pela apelação.
Além do efeito safra, não tenha dúvida que o nome do produtor será fundamental para você não “desperdiçar” seu dinheiro. Alguns produtores são confiáveis como Bouchard Père et Fils, Georges Mugneret, Louis Jadot, Faiveley, François Labet / Château de La Tour e Joseph Drouhin. Para os demais, vale a pena consultar os Guias de Vinhos especializados da região.
Durante o Roteiro que empreenderemos pela Borgonha entre 02 a 15 de junho, a visita ao Chateau Clos de Vougeot será sem dúvida, um dos pontos altos da programação. Um Roteiro imperdível!

BEBIDAS SOFREM NOVO AUMENTO

● 1º de Fevereiro começa com aumento de 12% nos preços dos vinhos por efeito de aumento de impostos. Eu estava numa lona/importadora de vinhos quando recebi esta notícia e comparamos o preço de um vinho em 1º/02/2015 e 1º/02/2014 e os valores variaram de R$ 147 para R$ 198, acumulando 34,69% de aumento. Qual foi mesmo a inflação oficial no Brasil no mesmo período? Assim sendo, se você pretende abastecer sua adega, não perca tempo, pois algumas lojas e importadoras já estarão trabalhando com preços novos a partir de amanhã.