● 04.FEV.2015 – 4ª.feira – 20:00 hs – BH – DEGUSTAÇÃO DE VINHOS
TOPS DE 2014 PARA BEM COMEÇAR 2015 – O que pode ser melhor
do que começar um ano de degustações compartilhando taças dos melhores vinhos
de 2014? Aguarde pela Relação de vinhos e outras informações – SOMENTE 10 VAGAS. Reservas
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Local: Rua Dominicanos, nº 165- Sl.605 - Serra - Belo Horizonte. Horário: 20:00
horas. Datas e programas passíveis de alteração. Todos os Eventos de Vinhos do
Márcio Oliveira são para maiores de 18 anos.
Dicas de Vinho, Enogastronomia, Eventos, Roteiros de Viagens e Promoções por Marcio Oliveira.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
ESPUMANTE ORUS ROSÉ NATURE – ADOLFO LONA - BRASIL
Vinho da Semana 01/2015 – ● ESPUMANTE
ORUS ROSÉ NATURE – ADOLFO LONA - BRASIL –
Um pequeno produtor de espumantes artesanais: Quando Adolfo Lona iniciou
a produção de seus espumantes em Garibaldi, o fez numa adega especialmente
preparada para elaborar pequenas quantidades, em forma artesanal, sem
equipamentos sofisticados. Sua experiência de mais de trinta anos como diretor
técnico de uma grande vinícola, foi decisiva para esta atitude: somente
pequenos volumes de produção permitem garantir o nível de qualidade que o
consumidor espera da marca Adolfo Lona.
O único espumante
rosé Nature (Pas Dosé) que se tem conhecimento. O espumante ORUS Rosé Pas Dosé, elaborado pelo
método tradicional ou champenoise tem um ciclo de produção de 24 meses, doze
maturando sobre as leveduras onde ganha a complexidade aromática e gustativa
que o tempo possibilita devido a autólises das leveduras, e doze envelhecendo
com a rolha definitiva quando ganha sutileza, elegância e potencia.
O
vinho base é resultante de um assemblage de vinhos de 3 variedades, Chardonnay,
que participa com seu frescor, Pinot Noir em rosado que agrega força, e uma pequena
parcela de Merlot em rosado, que complementa com sua elegância amenizando a
acidez.
O
longo ciclo de produção proporciona uma cor rosada dourada pálida
caracterísitica deste tipo (conhecida como cor casca de cebola), aromas sutis, complexos, delicados e
convidativos e um sabor longo, potente e marcante pela presença das uvas tintas
em boa proporção. A expressão Pas Dosé identifica os espumantes que não sofrem
adição de licor de expedição e por tal razão há ausência total de açúcares
(conhecidos também como Nature).
Nada
mais desafiador que produzir um espumante Nature rosé devido a presença das
uvas tintas elaboradas em rosado. A solução para obter um produto amável e
fácil de beber foi alongar o tempo de envelhecimento. Este espumante é
produzido em pequena quantidade, um lote de aproximadamente 600 garrafas anuais
devidamente numeradas e identificadas.
● Notas
de Degustação:
Apresenta uma cor rosada dourada pálida, que lembra a casca de cebola ou salmão.
Borbulhas finas, abundantes e persistentes. Aromas sutis de boa intensidade, lembrando
frutas frescas vermelhas, amêndoas, nota de fermento e padaria, aromas complexos,
delicados e convidativos. Bom ataque de boca, com vivacidade, potente e
marcante pela presença das uvas tintas em boa proporção. Um espumante
gastronômico, mas ao mesmo tempo, fácil de beber e gostar. Mas aproveite rápido
para comprar sua garrafa, pois o Lote de 2013 foi de apenas 628 vinhos e na
minha opinião é um dos melhores rosés do Mercado Brasileiro, mesmo se comparado
a champagnes rosés.
● Notas de Harmonização: salmão,
frutos do mar, tender, carne de cordeiro. Mas pouco conhecida no Brasil e muito
apreciada na França a harmonização de espumantes rosé com carne de pato. Sirva
a 8 -10°C.
Onde comprar CASA RIO VERDE – Em BH: Sion - Avenida Uruguai,
835 - Bairro Sion / Telefone: (31) 3225-1185 I Lourdes - Praça Marília de Dirceu, 104 / Telefone: (31) 3275-1237
I Savassi - Avenida do Contorno,
5816 / Telefone: (31) 3227-2057.
CEDRO DO NOVAL 2010
Vinho da Semana 01/2015 – ● CEDRO DO NOVAL 2010 – DOURO – PORTUGAL –
A história da Quinta do Noval é contada desde
os idos de 1700, quando registros com seu nome aparecem pela primeira vez. Por
mais de um século foi propriedade da família Rebello Valente, que a recebeu do
Marquês de Pombal. Em 1894 foi comprada pelo reputado negociante José Antonio
da Silva. Seu genro Luiz Vasconcelos Porto foi o grande idealizador do
renascimento desta quinta, uma das mais renomadas, senão a melhor do Porto.
O Cedro do Noval é o segundo vinho da
Quinta do Noval, é elaborado com 30% Touriga Nacional, 25% Touriga Franca, 10%
Tinto Cão e 35% Syrah (por isso mudou a denominação para Terras Durienses no
lugar da DOC Douro, podendo ter pequenas variações no blend conforme a safra). A
Quinta do Noval plantou a sua primeira vinha de Syrah em 2000. A casta Syrah
adaptou-se perfeitamente ao Douro e expressa as características do solo, em vez
de seu sabor varietal específico. O Syrah o tornou mais perfumado e com a fruta
mais intensa. O final de boca é mais suculento e brilhante. O vinho estagiou por
18 meses em barricas de carvalho francês. Vinificação com método de remontagem
para vinho em cubas de aço inoxidável, a uma temperatura controlada de 26ºC.
● Reconhecimentos:
92
Pontos Robert Parker (Safra 2009) 90 Pontos Robert Parker (Safra 2008) 90 Pontos
Robert Parker (Safra 2007) 90 Pontos Robert Parker (Safra 2005) 90 Pontos
Robert Parker (Safra 2004). Vê-se que o vinho tem excelente consistência de
qualidade !
● Notas
de Degustação:
Cor granada, com aromas torrados da barrica muito bem integrados com os aromas
de fruta vermelha (cereja, ameixa), delicado e bem atraente. Na boca mostra-se
muito elegante em todos os sentidos. Harmonioso, afinado e com classe, com
notas de chocolate e café. É muito bem estruturado e pode ser tranquilamente
adegado.
● Estimativa
de Guarda:
mais 5 anos fácil.
● Notas
de Harmonização: Cordeiro assado, carnes vermelhas grelhadas e assadas,
carne de caça e queijos maturados. Importado
pela ADEGA ALENTEJANA – Em
BH – é representada pelo Edison Vieira – (31) 9903- 1474 / E-mail: edinhovsantos@ig.com.br
Comprei na TUTTO ITÁLIA - Av. Ns. do Carmo,
1650 - Sion Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.
ABC DE COMO CRIAR UMA CONFRARIA DE VINHOS
COMO
CRIAR UMA CONFRARIA DE VINHOS
Quanto
mais aprendemos sobre vinhos, mais temos vontade de provar novos rótulos
e conhecer novas regiões. O problema é que para realizar todos estes desejos o
custo começa a ficar caro. Nesta hora, a melhor coisa a fazer é reunir um grupo
de amigos e montar uma confraria. A iniciativa é divertida, diminui o
custo médio, além de proporcionar momentos de alegria e confraternização.
Veja os
passos mais importantes para criar seu próprio grupo de degustação:
1 - O primeiro passo é reunir amigos com quem se tenha
afinidade e que em comum tenham o gosto pelo vinho.
2 - Não deixe de lado a criação de um nome para a
confraria, que deve expressar o espírito do grupo. O ideal é fazer uma votação
e isto costuma unir mais as pessoas, por participarem de um grupo de interesse
por vinho.
3 - É importante criar critérios para que não se
perca o controle do grupo, por exemplo: uma agenda que contemple a freqüência
de reuniões (quinzenal, mensal), os temas dos próximos 3 a 6 encontros, onde
será a reunião, etc. Procure estabelecer uma data fixa para os encontros. Todas
as primeiras quartas-feiras do mês, algo assim, que facilite o agendamento e
continuidade do grupo. Se for esperar o melhor dia para cada participante, é
capaz de a confraria nunca passar do primeiro brinde. A escolha dos temas e vinhos
deve seguir um critério estabelecido pelo anfitrião ou pelo coordenador do
encontro (tipo de uva, região, país, etc.).
Importante: O horário estabelecido deve ser seguido rigidamente (quem se atrasar
poderá ser multado – trazendo um vinho na próxima reunião por exemplo). Uma
medida prática que adotei em Confrarias que oriento é abrir um espumante na
hora aprazada e depois de 15 minutos começar a apresentação do tema. Quem
chegar atrasado, infelizmente perderá a chance de degustar o espumante de
recepção aos membros da Confraria.
4 - Quanto a critérios, o ideal é que o grupo não seja
menor que 6 e nem maior que 12 membros. Explicando: se houver poucos
participantes, a reunião perde conteúdo e sobra muito vinho, além do rateio do
valor gasto com os vinhos e petiscos ficar mais caro. Se houver gente demais,
há o risco de dispersão e uma garrafa fica insuficiente para todos. Em
degustação técnica uma garrafa serve 15 pessoas no máximo. A dose ideal varia
entre 50 a 75ml. Ou seja, se me perguntar, o
número ideal de membros de uma Confraria será de 10 participantes. Ou 5
casais amigos que comunguem o amor pelo vinho.
5 - Evite improviso. Se cada um levar o que quiser,
não vai funcionar. Alguém pode ficar decepcionado por trazer um vinho muito
simples, ou se gabar de ter oferecido o mais caro, para isso é importante ter
em mente um valor médio por garrafa, ou então alguém ficar responsável por
coordenar o evento. Além do mais, aproveite as facilidades da tecnologia e organize
as reuniões por e-mail ou então crie contas nas redes de relacionamento como
Facebook, onde os encontros podem ser registrados com imagens e textos, ou até
mesmo em tempo real, com apreciações sobre os vinhos.
6 - Os confrades devem estabelecer temas prévios,
encarregar alguém da compra de todos os vinhos e apresentar a nota de compra,
para que o valor seja devidamente rateado entre todos. Faça as contas de tudo o
que for consumido e divida e conta com todos. Assim, evita-se privilégios ou
reclamações futuras.
Outra
alternativa muito importante para o funcionamento correto da Confraria é fixar
uma mensalidade, obrigatória, inclusive, para os faltantes (não deve haver
nenhuma justificativa para a ausência a não ser morte em família !). Assim, a Confraria
tem uma receita mensal (por exemplo) sempre conhecida, para investir nos vinhos
e petiscos, para a realização dos encontros.
7 – Vale a pena criar uma ficha de degustação que
contenha espaços para: nome do produtor, safra, tipo de uva, proporção de cada
uva (se houver mais de uma, deve ter região, país e sub-região). Não se esqueça
de deixar um campo para observações pessoais. Em último caso, veja um exemplo
ao final deste artigo.
8 - Use taças padronizadas, o ideal é que cada
confrade tenha sua própria maleta com número suficiente de taças. Outra opção
prática é comprar-se um conjunto de taças que atenda a todos os participantes e
que ficam sob controle do coordenador da Confraria.
9 - Documente os vinhos, sempre registre uma foto
geral das garrafas, se possível crie um blog para que todos possam conferir as
notas e os comentários. Além disto, fica fácil compartilhar as informações. Anote
o nome, safra e produtor do vinho e registre os rótulos com fotos. Assim, você
vai criando seu acervo pessoal das degustações e provas e pode repetir a
garrafa que mais lhe agradar em outra oportunidade. Sem registro, pelo volume
de rótulos degustados em pouco tempo você poderá esquecer dos vinhos que mais
te impressionaram.
10 - Organize a degustação às cegas (escondendo o
rótulo), para ajudar na avaliação, no aprendizado e para manter a
imparcialidade. Para esconder a identidade da garrafa, pode-se embrulhá-la em
um papel alumínio por exemplo, ou dentro de um saco pardo ou escuro. Não se
esqueça de numerar a garrafa. As degustações às cegas, tem-se a vantagem do
rótulo não influenciar a avaliação do vinho, ou criar pré-conceitos.
11 - Em cada encontro da confraria deve haver um
responsável ou coordenador que irá fazer uma breve apresentação do tema. Esta
iniciativa estimula o estudo e ajuda a fixar o conhecimento. A experiência pode
ficar mais rica também se alguém se dispuser a pesquisar sobre os vinhos que
vão ser degustados, as principais características, um pouco de sua história e
algumas curiosidades sobre as uvas, as principais vinícolas, estes detalhes que
fazem a alegria dos enófilos de carteirinha, mas que também atiçam a
curiosidade de quem está chegando neste mundo. As informações permitem que os
vinhos possam ser degustados com mais entendimento de suas particularidades e
qualidades. O sistema de rodízio faz com que todos participem de igual maneira
no desenvolvimento da Confraria e o responsável pela pesquisa pode mudar a cada
encontro. Depois de todos terem pesquisado, o ciclo renova-se.
12 - Não esqueça que sempre deve haver água para todos
os participantes, e algo para comer tal como azeite, pães, queijos, embutidos,
ou mesmo um prato quente. O local escolhido para o encontro deve ser ausente de
odores.
Se a
reunião for marcada em um restaurante, é importante perguntar, no ato da
reserva, se a casa cobra serviço de rolha, se tem taças de vinho adequadas,
etc. Se não tiver, não se acanhe em levar suas taças, saca-rolhas, balde de gelo,
o que for preciso para aproveitar ao máximo a oportunidade. Se existir serviço
de vinho no restaurante, reserve uma taça de um vinho ao sommelier ou
proprietário e ouça a avaliação do profissional.
Dicas adicionais:
Evite,
antes da degustação, comidas fortes, canapés picantes, ovo, chocolate ou café,
porque em geral deixarão traços no paladar e isto irá “mascarar” a correta
identificação dos aromas e sabores dos vinhos.
Percebe-se
que com o passar do tempo, o grupo pode se interessar por visitar regiões
vinícolas pelo mundo.
Em 2005,
um levantamento preliminar descobriu 157 confrarias no Brasil, em diversas
cidades espalhadas de norte a sul. Algumas Confrarias são mais formais, com
estatutos sociais e tudo e outras são somente grupos de amigos. De qualquer
forma, é importante citar que os produtores de vinhos de todo o mundo dão a
maior atenção a estes grupos, que são verdadeiras células de transmissão de
conhecimento e formadoras de opiniões.
De qualquer forma, a dica mais importante, é tornar
este hábito de confraternizar numa Confraria ser um prazer, uma diversão
daquele tipo que você espera ansiosamente pelo próximo encontro.
E claro, as opiniões individuais devem ser sempre
respeitadas, evitando-se polêmicas que não ajudam a enriquecer em nada o relacionamento
do grupo.
MODELO SIMPLES DE FICHA DE DEGUSTAÇÃO – Modelo VINOTICIAS
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