segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

ANIMA NEGRA FALANIS 2006 E 2011- MALLORCA - ESPANHA



Vinho da Semana 46/2014 ● ANIMA NEGRA FALANIS 2006 E 2011- MALLORCA - ESPANHA – Mallorca foi a sede do reinado de Aragón, com antiga tradição vinícola. No Séc. XIX, era uma região famosa por produzir magníficos vinhos doces com a casta Malvasía, mas todos os vinhedos foram dizimados pela Philloxera. Recentemente, Anima Negra resgatou a cultura vitivinícola da região, elaborando vinhos robustos e cheios de personalidade com a rara casta Callet (95%) e Mantonegro-Fogoneu (5%). Os vinhos atingiram um status muito elevado na Espanha, sendo cultuados por colecionadores de todo o país. O Anima Negra é um estupendo produtor de Mallorca, da região de Felanitx, que alcançou o status de “cult wine” na  Espanha. A minúscula produção, de pouco mais de 3 mil garrafas por ano para o Alma Negra (An), é muito disputada pela comunidade de Mallorca e da Espanha. Os vinhos são produzidos com base na casta nativa Callet, com rendimentos absurdamente baixos, que chegam a apenas 300 gramas de uva por vinha. Já na safra de 97, o Anima Negra foi eleito o Vinho do Ano pelo conceituado El Mundo, de Victor de la Serna. Depois que Robert Parker, em uma prova informal, disse que daria uma nota altíssima ao vinho, a minúscula produção esgotou-se rapidamente. Palavras como impressionante, excepcional e grande vinho são usadas pela imprensa espanhola para descrever este vinho poderoso e concentrado, de caráter único. O segundo vinho da bodega, o AN2 é produzido no mesmo estilo, com um assemblage que inclui outras castas como a Syrah, Merlot e Cabernet Sauvignon.
● Reconhecimentos: 92 RP na safra 2005 e 93RP na safra 2010.
● Notas de Degustação: Vermelho rubi com reflexos violáceos ainda, sem traços de nítidos de evolução. Boa intensidade de aromas, com frutas escuras maduras (ameixas, cerejas) mescladas com notas de ervas, alcaçuz, café, com excelente complexidade. No vinho de 2006 há toques de couro e defumado, num perfil muito elegante. Ambas safras têm bom corpo, com taninos macios, boa acidez, formando um conjunto de muito equilíbrio. Longo e intenso final de boca, agradabilíssimo em ambas as safras. Estimativa de Guarda: pelo menos mais 4 anos para o 2006 e pelo menos mais 10 para o 2011.
Notas de Harmonização: Carnes de caça, paleta de cordeiro com frutas secas. Importado pela MISTRAL Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi. Tel.: (31) 3115-2100

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

OFERTAS ESPECIAIS - TASTE VIN



SUGESTÕES DE 24 VINHOS PARA O VERÃO

A revista BACO deste mês de dezembro traz minhas 24 dicas de vinhos para o Verão. Vale a pena conferir !

LE SERRE NUOVE ORNELLAIA BOLGHERI 2011 - ITÁLIA




 Vinho da Semana 45/2014 ● LE SERRE NUOVE DELL´ORNELAIA BOLGHERI 2011 - ITÁLIA –
 Muita gente conhece George Clooney dos filmes de Hollywood e especialmente dos comerciais da Nespresso. O garoto propaganda queridinho dos italianos casou-se este ano em Veneza e qual foi o vinho que ele serviu nas comemorações?  O Le Serre Nuove, o segundo vinho da Ornellaia. Esta casa nasceu em 1981 pelas mãos do Marchesi Ludovico Antinori, que decidiu estabelecer uma vinícola excepcional na costa de Maremma, plantando Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, uvas bordalesas, que se adaptaram perfeitamente ao micro clima e solo de Bolgheri. Em 2005 foi adquirida pelo grupo Frescobaldi, que segue aplicando a mesma filosofia de criar vinhos de excepcional qualidade.
O Ornellaia é um mítico supertoscano, um verdadeiro bordeaux de Bolgheri, que poucos degustadores têm a possibilidade de provar. Na realidade, um Bordeaux de estilo “mediterrâneo”, já que Bolgheri fica muito próxima à costa na Toscana e é favorecida pelos ventos marítimos e pelo clima mediterrâneo. Hoje Ornellaia conta com 92 hectares de vinhedos e quatro variedades plantadas: cabernet sauvignon (a maior parte), merlot, cabernet franc  e petit verdot. A região não é propícia à sangiovese e é perfeita para as variedades bordalesas.
Após a venda à Frescobaldi, a produção do vinho caiu pela metade e introduziram um segundo vinho, o Le Serre Nuove dell’Ornellaia, dentro dos padrões de segundo vinho dos grandes châteaux de Bordeaux, num estilo de vinho de terroir.   

● Reconhecimentos: 94RP, creio que não precisa dizer mais nada, apesar de eu sempre falar que beber vinhos por suas notas nem sempre vai te fazer feliz, pois o gosto do Robert Parker pode não coincidir com o seu !!!

● Notas de Degustação: Vermelho rubi com reflexos violáceos, mostrando a jovialidade do vinho. Boa intensidade de aromas, com frutas escuras maduras Ameixas, cerejas) mescladas com notas de tabaco, ervas, alcaçuz. Um vinho de bom corpo, com estrutura magnífica, com taninos macios, bela acidez, num conjunto de muito equilíbrio. Longo e intenso final de boca, agradabilíssimo.

Estimativa de Guarda: pelo menos mais 5 anos (ou seja 2019), mas não perderia o melhor da festa. Beba-o de imediato e tenha uma segunda garrafa em vista ! Não foi à toa que George Clooney o serviu no seu casamento ! 

Notas de Harmonização: Filé ao Chateaubriand, Filet mignon com ervas. Paleta de cordeiro com frutas secas. Importado pela GRAND CRU Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

CHAMPAGNE - PARTE 2



CHAMPAGNE - Parte 2  ” – Chegamos ao mês de dezembro, com início das Confraternizações de Final de Ano e os amigos leitores do VINOTICIAS perguntam qual o melhor espumante para as Festas, qual a diferença entre Champagne e  Espumante e resolvi escrever esta artigo para ajudar a explicar certas dúvidas.
O champagne é um dos vinhos franceses de maior prestígio internacional, e unanimidade entre os amantes da bebida, reinando sem rivais sobre os outros espumantes, mas “nem todo espumante é champagne”. Crémant, Blanquette ou Mousseux é o nome dos espumantes franceses feitos pelo método clássico, ou tradicional, nas demais regiões vinícolas do país.
No Velho Mundo há uma série de outros espumantes: italianos (Prosecco, Asti e Spumante), espanhóis (Cava), portugueses (Murganheira, Raposeira), alemães (Sekt). No Novo Mundo, são bem conhecidos os espumantes americanos e australianos (Sparkling Wines). Todos eles poderão compartilhar muito bem com as festividades.
E neste aspecto, com muito orgulho, há que ressaltar a boa qualidade do espumante brasileiro. As condições climáticas da Serra Gaúcha, nem sempre favoráveis aos tintos, são propícias para a produção de bons espumantes e assim, o mercado destes vinhos está sofrendo uma reviravolta. Os brasileiros, que finalmente aprenderam a diferenciar sidra de champanhe e prosecco, estão trocando as bebidas estrangeiras pelas nacionais. De janeiro a outubro de 2007 a venda de espumantes importados teve queda de 26%; enquanto a venda de espumantes nacionais teve aumento de 15%.
No Brasil, os espumantes são feitos com as uvas Riesling Itálico, Chardonnay, Pinot Noir, Moscato, Malvasia e Prosecco, entre outras, usnado-se tanto o método tradicional, como o charmat, no qual a segunda fermentação é feita dentro de cubas fechadas (autoclaves). Hoje a produção do espumante brasileiro ultrapassou as fronteiras dos pampas, sendo conhecidos os espumantes produzidos na Região do Vale do Rio São Francisco (Sertão Baiano e Pernambucano) e mais recentemente os espumantes mineiros produzidos em Andradas.
Para perceber o melhor que um espumante pode oferecer, seu serviço requer cuidado. Sirva gelado, em torno dos 4 a 6ºC, uma vez que ganha calor ao tocar na taça. Para espumantes mais estruturados e champagnes a temperatura poderá ser um pouco mais alta, em torno dos 6 a 8ºC. Para obter esta temperatura, mantenha os vinhos refrescados em balde de gelo e água. Na hora de abrir, nada de grandes solavancos e estouros como na Fórmula 1, pois o choque da saída abrupta do gás pode afetar os aromas e sabores do vinho. O ideal e segurar a rolha firme com um guardanapo e girar a garrafa, deixando que o gás ajude o processo de expulsão da rolha de forma lenta.
Sirva em taças do tipo “flute”, que permitem uma perlage (frisas de bolhinhas) mais persistente. Nunca sirva mais que 2/3 da taça, assim o vinho ficará sempre fresco. O ideal é segurar o copo pelo pé ou pela base, afastando o calor da mão do seu bojo.
As sugestões para quem quer bons vinhos para as festividades e que poderão ser consumidos durante o verão, ou quando seu time ganhar, ou quando seu time perder, pois como dizia Napoleão: - Nas vitórias é merecido. Nas derrotas é meu consolo !”
Espumantes Nacionais: Cave do Amadeu, Dal Pizzol Brut, Miolo Brut, Salton Volpi, Espumante Miolo Rosé, Don Giovanni Brut, Casa Geraldo Brut ou Prosecco.  Diferenciados (TOPS): Casa Valduga 130 Anos, Chandon Excellence, Salton Evidence, Miolo Millésime, Cave Geisse Nature, Don Giovanni Ouro (24 ou 30 meses). Importados: Espumante Íris Rose, Prosecco Terre Casonato, Prosecco Nino Franco di Valdobbiadene DOC, Veuve Paul Bur,  Cava Codorniú Rose, Cava Codorniú. Diferenciados: Vouvray Vigneau-Chevreau Brut, Espumante Miru-Miru, Champagne Drappier, Champagne Taittinger, Champagne Gosset Brut, Champagne Michel Gonet Rosé, Cava Anna de Codorniu. E para quem gosta de TOPS: Champagne Gosset Brut Grand Réserve, Champagne Drappier Cart d´Or, Champagne Brut Blanc de Noirs Grand Cru Barnaut e Champagne Michel Gonet Cuvée Speciale Prestige Blanc des Blancs Grand Cru 1998 (considerado por Jancis Robinson um dos 3 melhores que ela degustou na safra), Bollinger, Paul Roger, e os Espumante Ferrari.
Nesta relação, os conceitos acabam sendo relativos (melhor/pior, caro/barato, estruturado/leve), pois dependerão dos valores individuais de quem bebe os vinhos, levando em conta também que, a bagagem e vivência de cada um determina os diferentes graus de exigência nas quais ele será provado.
Como apontar o melhor vinho espumante do mundo? Não tenha estas preocupações, o melhor vinho do mundo é aquele que lhe dá prazer; o que nem sempre quer dizer que seja o mais caro !
Ou então, como nos ensina Mario Quintana; - “Por mais raro que seja, ou mais antigo, Só um vinho é deveras excelente. Aquele que tu bebes, docemente, Com teu mais velho e silencioso amigo”.

31.MAIO a 14.JUN.2015 - "ENOGASTRO BORGONHA E ALSÁCIA COM UMA PITADA DE JURA”



ROTEIRO BORGONHA – ALSÁCIA

Um programa surpreendente, para encantar olhos e paladares!

Regiões conhecidas pelos seus vinhos no mundo todo, explorando também todas as demais belezas destes cenários, com passeio de barco tipo “Penache”, no Canal Central da Borgonha entre os rios Saône e Yonne ou no Rio La Lauch em Colmar nos dando outra perspectiva desta romântica cidade cuja arquitetura é de influência alemã no tipo “colombages” ou “einxamel”.

Vamos visitar suas centenárias Abadias, ativas até hoje como Cluny, Cîtaux ou Fontenay. Aqui surge o Cister, que desenvolveu a viticultura entorno aos seus templos e que depois rapidamente se multiplicaram pelo resto da cristandade.

Oportunidade de participar em degustações de Chocolate em Cluny, Queijos em Epoisses ou Vallée de Munster, o Templo do Cassis em Nuits Saint Georges, os Confeitos da Maison Farber ou da famosa Mostarda Fallot. E claro, degustações de vinhos únicos de produtores destacados, e até uns ícones no vinho no mundo, como visitar os vinhedos da Romanée Conti ou o Château du Clos-de-Vougeot, a mais famosa e respeitada confraria de enófilos do Mundo, a «Confrérie des Chevaliers du Tastevin”

Visitar também os pitorescos vilarejos do interior, refeições harmonizadas, conhecer a temática de Música e Vinhos, outras com Chefs no firmamento Michelin. Conhecer os vinhos diferentes e desconhecidos da denominação do Jura na região da Franche Conté, junto à Suíça, entre a Borgonha e Alsácia, os chamados Vin Jeune ou de Paille.

Chegar até a cidade de Estrasburgo conhecendo o espetacular Relógio Astronômico da sua Catedral.  E no final, ao viajar a Paris para a volta ao Brasil, passando pela região do Champagne para se despedir da viagem em alto estilo com degustação das melhores borbulhas que o mundo produz !!!

MAIS INFORMAÇÕES, INSCRIÇÕES e RESERVAS:  Na ZENITHE TRAVELCLUB. Consultoria e Operadora de Experiências EnoGastronômicas pelo Brasil e o Mundo. Belo Horizonte. TEL.: (31) 3225-7773●Contato: Germán Alarcón-Martín. german@zenithe.tur.br Cel. (31) 9834-2261 ● Solicite o seu programa detalhado dia por dia.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

NOITE DE MAR & MONTANHAS COM VINHOS SICILIANOS

 NOITE DE MAR & MONTANHAS COM VINHOS SICILIANOS



            A Sicília é a segunda maior região produtora da Itália. Faz muito calor na ilha e seus melhores vinhos são exemplos de como tirar proveito das condições do clima. Nas partes mais altas e frias também são produzidos os clássicos vinhos de mesa, mas não se pode perder de vista o Mamertino, um vinho histórico, servido em 46a.C num banquete em homenagem ao Terceiro Consulado de Julio Cesar. 
 
Esta ilha é, sim, terra de ótimos e delicados vinhos. Na contramão da produção em escala que há década vigora na região, pequenos produtores locais e grandes grupos vinícolas de outras paragens têm se empenhado, nos últimos anos, em mostrar todo o seu potencial.

A expressão virou lugar comum, mas é irresistível: o vinho com a uva Nero d’Avola exprime a alma da Sicília. E há muito tempo.

Grillo e Inzolia são as melhores uvas brancas, seguidas pela Catarrato, mas a Trebbiano está se tornanado bastante comum na Siciclia. Os melhores tintos vêm das Calabrese (Nero D'Avola), Perricone e Nerello Mascalese.