segunda-feira, 10 de novembro de 2014

COZINHANDO COM VINHOS


“ COZINHANDO COM VINHO “ – Muito comum que ao encontrar uma garrafa com vinho estragado, o guardemos para temperar a carne do outro dia. No entanto, cozinhar é um ato de profunda paixão, no qual, usar ingredientes de qualidade é fundamental para que o prato preparado saia perfeito para a mesa. Portanto, lugar de vinho estragado é o ralo da pia..
Não há dúvidas portanto, que cozinhar com vinho é delicioso, pois deixa os pratos mais saborosos, é fonte natural de prazer e tem uma profunda relação de convivência que podem gerar casamentos de bela lembrança.
De forma geral, o vinho melhora o sabor dos pratos, alegra os convivas e tem o poder de transformar uma simples refeição em um verdadeiro festival de gastronomia !
O vinho é ingrediente utilizado pelos grandes chefs há séculos, pois eles sempre acreditaram em seu potencial de acrescentar aromas e sabores aos pratos, podendo ser usado para marinar carnes e aves, pois as tornam mais macias em ensopados de longo cozimento. Na tradição italiana, os vinhos são utilizados também em sopas e sobremesas.

A seguir algumas dicas para você bem usar o vinho nas suas receitas:
● O vinho para cozinhar não precisa ser caro, raro ou refinado, mas deve ter boa qualidade e estar bem conservado, pois ao longo do processo de cozimento seus sabores serão concentrados pelo efeito da redução do molho.
● Espere o tempo necessário para o álcool evaporar, evitando assim um gosto desagradável no final da receita. Não deixe de provar o molho e se for o caso, compensar a acidez.
● Não use o vinho em excesso, pois pode deixar a comida muito ácida.
● Se a receita pedir vinho seco, não mude o tipo de vinho! Não troque por outro que seja suave e vice-versa. Além disto, repeite a origem. Bouef-Borguignone é um prato da Borgonha; use um Pinot Noir para o molho. Nada adiantará usar Bordeaux pois o sabor final ficará distante do que se pretendia com a receita.
● Panelas de alumínio, ferro ou cobre, poderão reagir com o ácido do vinho e resultarão em um sabor metálico. Panelas muito pequenas em fogo alto podem queimar o vinho. Em casa usamos muito panelas de pedra sabão. Outra opção é o aço inox.
● O tempo de cozimento pode variar. Para deglaçar: 2 minutos podem ser suficientes. Nos molhos, em fogo baixo: 15 a 20 minutos. Para ensopados e ragus: 1 hora no mínimo, mas já preparei ragus que levaram mais de 2 horas e 2 garrafas de vinho. Para tirar o álcool do vinho, basta cozinhá-lo até reduzir 1/3 de seu volume.

Como e quando usar o vinho na gastronomia?
Em marinadas: agem mais intensamente em aves e peixes do que em carnes vermelhas. Entretanto, com as carnes vermelha fazem excelentes molhos.
Em caldos: para caldos de peixe use vinhos brancos. O limite para caldos de peixes rosados seria usar roses mais pálidos. Em caldos escuros como de carne, use vinhos tintos.
Em molhos: use 1 parte de vinho para 3 partes de molho (líquido, creme ou manteiga).
Em sopas, ensopados ou ragu: 1 parte de vinho para 3 partes de líquido. Procure provar o molho antes de servir para corrigir a acidez se for necessário.
Em recheios: enriquece o sabor.
Evite usá-los em vegetais, o vinho atrapalha o cozimento dos mesmos. Neste caso o melhor é usar o próprio caldo e se for usar vinho, faça-o apenas no creme que servir com o legume cozido.
Em frutas: peras, maçãs, pêssegos e ameixas, servidas em vinho retém seu frescor e ganham cor. Dê preferência para os vinhos doces como Porto, Madeira, Marsala e vinhos licorosos. Uma sobremesa fácil de ser feita é deixar as frutas secas marinarem em vinho doce, dar uma ligeira fervura e servir com sorvete de creme !
Queijos: vinhos brancos enriquecem molhos de queijo.
Ovos: em geral não reagem bem ao vinho, o melhor é evitar !
Molhos para massa: acrescentar uma pequena quantidade nos 10 minutos finais do cozimento pode dar um sabor extra ao molho. Mas é importante provar para verificar a acidez e corrigir se for necessário.
Arroz: em risotos ou paellas o vinho é essencial como primeiro líquido do cozimento.
Algumas combinações com vinhos quie não ao fogo: frutas frescas como melão, ficam deliciosas quando servidas com espumantes. Cantucci (biscoito típico toscano) embebido em vinho santo. Fatias de abacaxi servidas com vinho do Porto.
Importante: o vinho não é apenas um ótimo ingrediente para os pratos como também um ótimo casamento, criando harmonia, que pode ser provada antes, durante e depois da refeição! Portanto, aproveite o vinho e Saúde !!!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

13.NOV.2014 – 20:00hs – 5ª-feira – BH - ENOTECA DECANTER - JANTAR “TUTTO BOLLICINE” FERRARI MELHOR ESPUMANTE DO MUNDO



13.NOV.2014 – 20:00hs – 5ª-feira – BH - ENOTECA DECANTER - JANTAR “TUTTO BOLLICINE” FERRARI MELHOR ESPUMANTE DO MUNDO - Receberemos no dia 13 de novembro o Sr. Massimiliano Giacomini da Ferrari para um jantar muito especial “tutto bollicine”. Na oportunidade degustaremos preciosidades como a Perlè 2007, eleita o “melhor espumante da Itália” e o “melhor espumante do mundo fora da Champagne” no mais importante concurso internacional de espumantes, organizado pela maior autoridade do planeta no assunto Tom Stevenson e pela “Master of Wine” especializada em Champagne, Essi Avelan. DEGUSTAÇÃO: Brinde de boas-vindas com canapés de salmão e suas ovas - Ferrari Maximum Rosé   R$ 194,10 / Badejo em crosta de amêndoas, puré de banana da terra e seu pirão - Ferrari Perlé 2007  R$ 212,50 / Risotto al trifolato tutto funghi - Ferrari Perlè Nero 2004  R$ 345,45 / Codornas estufadas sobre polenta trufada - Giulio Ferrari Riserva del Fondatore 2002  R$ 571,95 / Gelado de coco com coulis de morango - Ferrari Demi Séc     R$ 167,05. LOCAL: Enoteca Decanter - Horário: 20h - Data: 13 de novembro – Valores Individuais: R$ 320,00* no dia do evento (caso tenha vaga). R$ 280,00* antecipado até o dia 12/11/14. *Incluso: (degustação dos vinhos, aula, jantar, água mineral) **Reservamos o direito de cancelar a degustação sem o número mínimo de 20 participantes. Informações: nelton@enotecadecanter.com.br ; anderson@enotecadecanter.com.br ; tiago@enotecadecanter.com.br   
Pagamento somente dinheiro ou cheque.             DESCONTOS EXPRESSIVOS NOS VINHOS DO EVENTO! ENOTECA DECANTER - Rua Fernandes Tourinho, 503| Savassi| Belo Horizonte | (31) 3287-3618/19

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

NOITE DE VINHOS E QUEIJOS

“ NOITE DE VINHOS E QUEIJOS “ – Costumamos dizer que a afinidade entre vinhos e queijos é tanta que estramos servir um sem o acompanhamento do outro. No entanto, “o queijo é um dos alimentos mais problemáticos para a combinação com o vinho", escreveu a especialista inglesa Joanna Simon no livro "Vinho e Comida" (Companhia das Letras).
Para muito gastrônomos e conhecedores de vinho, os queijos são alimentos com grau de gordura significativo e que dificultam degustar a bebida com isenção, crendo que as papilas gustativas ficam entupidas.
Portanto, vale a pena pensar um pouco antes de sair juntando vinhos e queijos e imaginando que a combinação será perfeita
Falando genericamente, o queijo é um produto resultante da ação de bactérias lácteas sobre o leite, transformando a lactose em ácido láctico. Adiciona-se o coalho para que a proteína e a gordura do leite se liguem e se separem do soro. A coalhada, posteriormente, é apartada do soro, moldada e passa por um processo de maturação. Claro que cada queijo possui algumas especificidades no processo produtivo, podendo alterar-se o processo conforme as tradições locais.
Lembrando das regras de harmonização entre vinho e comidas, podemos imaginar que em geral, um queijo forte pede um vinho forte e tinto, e seu sabor pode ser tão intenso que se sobrepõe até ao dos vinhos mais encorpados, tornando o divórcio inevitável. Outros queijos irão combinar melhor com vinhos brancos, mais ácidos.
De qualquer forma, mesmo que a harmonização possa em alguns casos não ser a ideal, tudo pode ser reconciliado se a tônica do encontro for a informalidade e descontração, evitando se fixar em regras rígidas.
O importante é preservar o prazer de encontrar amigos e avaliar se os casamentos de vinho e queijos foram coerentes e saborosos, valorizando a boa relação de qualidade e preço dos produtos.

Tudo que você precisa saber sobre uma noite de queijo e vinho…

● PARA CALCULAR AS QUANTIDADES: Teoricamente o cálculo para receber amigos numa noite dessas é de 150grs por convidado, isso se você vai servir mais coisas além de queijos (pães, pastas, patês). Se for servir somente queijos, opte por calcular com 200grs por convidado. Parece muito, mas se a conversa render o queijo irá acabar ... Já o cálculo da bebida é mais complexo, mas em matéria de servir vinho, considere que uma garrafa servirá 4 pessoas, mas sempre é bom ter uma garrafa de reserva. Lembre-se de servir água também.

● ACOMPANHAMENTOS: uma noite de queijo e vinho não tem que ter queijo e vinho (embora também possa). É interessante ter uma bela cesta de pães e algumas pastas para acompanhar, além de frutas (não cítricas de preferência). Além de criar oportunidades para outros paladares, o colorido da mesa sempre estimulará os sentidos e os bons fluídos.
Pães: sirva os de origem italiana; ciabattas, foccacias, baguetes, integrais e até o bom e velho pão francês. Deixe os pães inteiros e providencie uma tábua e uma faca de pão para que os convidados mesmo cortem, apesar de que muita gente prefira deixar que o pão seja repartido à mão.
Escolher um excelente pão também faz parte da composição da mesa, então, dê preferência ao pão italiano, pão de campanha ou baguete francesa. Evite pão de forma ou pães com grãos, que poderão alterar o sabor do queijo.

Para a montagem de uma mesa variada, escolha cinco tipos diferentes de queijo, do suave ao mais picante. Para isso, confira algumas dicas especiais.

● TIPOS DE QUEIJOS: Depende do número de convidados. Quanto mais convidados, maior a variedade de queijos oferecida, levando em conta o seguinte cálculo:
25% de queijos de mofo branco e azul (Camembert, Brie, Gorgonzola, Roquefort).
50% de queijos tipo suíços e suaves (Gruyère, Gouda, Itálico, Emmenthal, Estepe).
25% de queijos de sabor forte (Parmesão, Provolone, Reino)

OS TIPOS – se quiser distribuir de forma mais variada ...
15% de queijos de mofo branco, como o camembert e o brie.
15% de queijos de mofo azul, como o gorgonzola e o roquefort.
20% de queijos tipo suíços, como o gruyère.
25% de queijos suaves, como o gouda, o itálico e o emmenthal.
15% de queijos de sabor forte, como o port salut, o parmesão, o provolone e o cheddar.
10% de queijos cremosos com sabores especiais, como salmão, ervas finas, nozes e pimenta verde.

● AS FRUTAS SÃO BEM VINDAS: Maçã vermelha combina muito bem com o queijo brie. Maçã verde ressalta o sabor do camembert. Uvas brancas e tintas podem ser servidas com todos os queijos. A pêra faz um ótimo contraponto com o gorgonzola.

● SAIBA QUAIS SÃO AS COMBINAÇÕES CLÁSSICAS, MAS NÃO SE LIMITE A ELAS: Quanto mais duro for o queijo, mais tânico pode ser o vinho. Quanto mais cremoso o queijo, mais acidez o vinho deve conter.
Nunca é demais lembrarmos que cada queijo, assim como cada vinho, possui características particulares que podem variar não apenas dentro dos grupos, mas mesmo entre dois queijos do mesmo tipo de produtores diferentes. Além disso, as preferências pessoais pesam nas escolhas. Como toda sugestão de harmonização, o melhor é provar se a combinação funciona de maneira correta.
De forma geral, queijos frescos e os frescos curados são harmonizados com vinhos brancos leves, frutados e refrescantes, com acidez elevada (para equilibrar com a acidez dos queijos), como os Sauvignon Blanc, Albariño e Muscadet ou espumantes.
Os queijos brancos moles também são acompanhamento perfeito para os espumantes, sobretudo Champagne, por conta do equilíbrio na acidez, e ainda pela compensação do sal moderado do queijo pela efervescência do vinho, e nestes casos as harmonizações mais reconhecidas são com os vinhos das uvas Riesling e Gewürztraminer que tem um aroma muito intenso. Com a casca de mofo branco, que remetem a aromas e sabores de cogumelos, usual nos queijos desse grupo, os tintos de Pinot Noir frutados e com taninos macios cairão muito bem.
            Queijos semimoles tem uma doçura discreta, o que cria o pano de fundo perfeito para os brancos aromáticos, principalmente os Gewürztraminer e os Riesling, mas também para os vinhos Vermentino, Arneis, Grüner Veltliner e mesmo Torrontés. Entre os tintos, os leves e frutados como Pinot Noir, Beaujolais, Barbera e Dolcetto são opção para quem não abre mão de algum tanino.
            Os queijos duros têm sabores mais fortes e complexos e, agora sim, os tintos meio-encorpados e encorpados entram em cena. Nesses queijos, a acidez é atenuada pelo tempo da cura, o que evita a disputa com os taninos dos tintos. A presença do sal não é suficiente para o conflito. É preciso corpo para enfrentar a riqueza dos queijos duros. As opções se iniciam com os clássicos italianos, Chianti, Brunello, Barolo e Barbaresco e seguem pela França com os vinhos do Rhône e de Bordeaux. Entre os queijos duros mais tradicionais estão o Parmigiano Reggiano, o Grana Padano, o Pecorino e o Cheddar maturado.
            O sal dos queijos azuis se aproxima do limite para os vinhos tintos. Alguns dos tintos encorpados citados no grupo anterior, sobretudo os Barolos e Barbarescos, podem harmonizar com os queijos azuis, mas, certamente, o melhor casamento será com vinhos doces.
O contraste do salgado com o doce, e o traço de caramelo de alguns queijos, resulta em harmonizações clássicas. As particularidades de cada queijo azul conduzem a uma linha sutilmente diferente entre os doces. Assim, o Stilton é imbatível com um Porto Vintage, o Roquefort com um Sauternes e o gorgonzola com um Porto Tawny.

SAIBA MONTAR SUA TÁBUA DE QUEIJOS: resta uma questão fundamental, que é como montar a tábua de queijos ideal e com que vinhos harmonizá-la? Uma montagem com um queijo duro, um azul, um semimole ou branco mole e um fresco, que parece ser a mais simples e usual nas noites de queijos e vinhos, poderá não ser a ideal se for servido apenas um estilo de vinho.

Costuma-se dizer que há três abordagens para a montagem de um encontro de Queijos e Vinhos, que podem ser bem sucedidas:

1- Tábuas para Degustação em Quatro Etapas: nesse sistema, os queijos e os vinhos seguem uma sequência de serviço e cada etapa de queijos um vinho ideal para harmonização será servido. Sem dúvida, é uma opção trabalhosa, além de exigir maior conhecimento e prática nas harmonizações. Na primeira etapa, a tábua pode ser composta por queijos frescos, frescos curados e brancos moles e pode ser acompanhada por um espumante ou um Sauvignon Blanc.
A segunda tábua será composta por queijos semimoles acompanhados por um Riesling ou um Gewürztraminer. Na terceira etapa, evoluindo a cura do queijo e o corpo dos vinhos, serão servidos os queijos duros acompanhados de um tinto encorpado, italiano ou francês. A última etapa será composta pelos queijos azuis acompanhados por um vinho de sobremesa, ou um Porto ou um Sauternes.

2- Tábua Tradicional: usualmente nos encontros de queijos e vinhos serve-se uma pequena quantidade de queijos brancos moles, alguns semimoles e alguns duros. Desta forma, a seleção dos vinhos deve ficar num meio termo, que não sejam tão leves e frescos, nem tão encorpados. A combinação de dois vinhos pode ser suficiente: um branco de Chardonnay, Riesling ou Gewürztraminer e um Pinot Noir pode ser o ideal.
A tábua clássica e tradicional é composta por cinco a sete queijos de tipos e terroirs diferentes. É importante variar entre os tipos, cores e formas. Prefira os produtos artesanais aos industrializados, favorecendo a produção local.

3- Tábua do Especialista (Fromagerie): Nesta tábua, serve-se vários queijos de um mesmo grupo e apenas um vinho. Como o serviço é feito por um especialista, dificilmente haverá erros.

No entanto, além de selecionar opções de queijos conforme a estação do ano (calor do verão x frio do inverno) e com estilo do menu (almoço x jantar, encontro informal x evento formal), é fundamental respeitar o gosto de seus convidados. No calor do verão, prefira queijos mais leves e frescos, como de cabra, leite de vaca cru, cremosos e os azuis. No inverno, opte por clássicos como o Brie e os queijos mais fortes, que combinam com as baixas temperaturas.

Para a tábua, escolha sempre materiais naturais, como a madeira e o vidro, mas uma boa sugestão é usar pedra ardósia preta, que vai ressaltar as cores dos queijos e manter a temperatura por mais tempo. Disponha uma faca para cada tipo, para não misturar os sabores.

Na hora da montagem da mesa, pense na comodidade dos convidados e do serviço. Disponha os queijos de massa mole no centro, e os mais duros nas bordas - pois estes necessitam ser cortados com mais força, e espalhe os menores entre os grandes.

Finalmente, uma última e importante dica: deixe para comprar os queijos o mais perto possível da data do evento e retire-os da geladeira pelo menos uma hora antes de servi-los.

● ACOMPANHAMENTOS ADICIONAIS: Salsão e água são perfeitos para limpar o paladar entre um queijo e outro. Embutidos de maneira geral, como copa e salame, além de manteiga aromatizada com anchovas, alho ou pimenta podem ser colocados à mesa.

TUDERI 2007 TENUTE DETTORI – ROMANGIA ROSSO IGT



Vinho da Semana 39/2014 TUDERI 2007 TENUTE DETTORI – ROMANGIA ROSSO IGT – Feito 100% com a uva Cannonau, amadurecendo entre 24 a 36 meses em tanques de cimento inerte. Vinhas com mais de 100 anos de idade manejadas de forma a mais natural possível, conduzidas em alberello sardo pé franco, com densidade de 6.000 plantas/ha e baixíssimos rendimentos. Colheita realizada estritamente de forma manual nas primeiras semanas de Outubro em pequenas caixas plásticas. Ao ingressar na cantina, os cachos são desengaçados, mas não esmagados e irão macerar sem nenhuma adição de SO2. O tempo de contato com as cascas varia de acordo com as características do mosto, podendo durar de 3 a 10 dias. Fermentação conduzida sem controle de temperatura, a partir de leveduras nativas, sem adição de qualquer composto químico e mínimo SO2. As trasfegas são realizadas sempre de forma manual para preservar a qualidade das cascas. Não há clarificação ou filtração. Produção de 3.500 a 5.000 garrafas/ ano
● Notas de Degustação: Cor rubi de média intensidade. O olfato tem ameixas maduras secas, alcaçuz, ervas mediterrâneas e toques animais (defumados). No paladar mostra boa estrutura gustativa, taninos macios, boa acidez, num balanço muito gostoso. Longo final com toques de especiarias picantes. Estimativa de Guarda: 12 anos.
Notas de Harmonização: Cordeiro ao perfume de funcho selvagem; Coxa de pato confitada, servida com a pele crocante sob redução agridoce de cassis; Ossobuco à moda Sarda; Queijos de leite de ovelha, massa dura curada. Importado pela DECANTER – Valor do Vinho: R$ 162,30/gf. Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618.

O produtor faz questão de ressaltar que cada garrafa poderá sair diferente da outra pelo fato deste vinho ser um produto artesanal. Dizem ser pequenos artesãos que fazem vinhos da terra. Pedem desculpas por não seguirem o mercado, produzindo vinhos que gostam de produzir, vinhos que retratam sua tradição e cultura. Eles são os que são e não o que você gostaria que fossem.

sábado, 1 de novembro de 2014

CURSO AVANÇADO DE DEGUSTAÇÃO - ABS.RIO

A ABS-Rio promove o curso aprofundado de degustação, ideal para quem já conhece o mundo dos vinhos, mas que deseja conhecer a fundo esse universo enológico.

As aulas são divididas em três encontros e acontecem dias 11, 18 e 25 de novembro.
Para quem já é conhecedor do mundo de vinhos e quiser se aprofundar no assunto, a ABS-Rio Flamengo promove o curso aprofundado de degustação, comandado pelo diretor da associação e sommelier Euclides Penedo. Já na quarta edição, as aulas abordam temas inovadores, além de ser uma ótima oportunidade para o aprendiz desenvolver os seus conhecimentos enólogos. O roteiro do curso tem como base a “L’École de la Degustacion”, de Pierre Casamayor, enólogo e palestrante da Universidade de Toulouse, na França. Na ocasião, serão degustados dez selecionados vinhos, escolhidos a dedo, como o Sauternes Château de Malle 2008 e o Viña Pedrosa Gran Reserva 2004. As aulas acontecem nos dias 11, 18 e 25 de novembro, às 19h30, e custam R$ 226. Para participar basta ter feito o curso básico de vinhos.  

Mais informações no telefone 2285-0497. 
ABS-Rio: Praia do Flamengo 66 bloco 2 sala 311 – Flamengo. Tel.: (21) 2285-0497/(21) 3235-5576/(21) 3495-2958.