domingo, 12 de outubro de 2014

31.MAIO a 14.JUN.2015 - "ENOGASTRO BORGONHA E ALSÁCIA COM UMA PITADA DE JURA



31.MAIO a 14.JUN.2015 -  "ENOGASTRO BORGONHA E ALSÁCIA COM UMA PITADA DE JURA” – Conhecida pela excelência de seus vinhos, a Borgonha é também considerada a capital gastronômica da França. Notável por sua paisagem, seu patrimônio histórico e arquitetônico medieval são riquíssimos, e a beleza de cidades como, por exemplo, Beaune é inesquecível. Os resquícios do antigo esplendor não são facilmente encontrados quando se viaja pelo interior e o que se vê hoje é a beleza simples e rústica de seus campos e construções. As grandes propriedades não mais existem, deram lugar a pequenos lotes de terra depois que Napoleão realizou a sua reforma agrária, dividindo as propriedades da Igreja. A fragmentação dos vinhedos hoje é tão grande que a média das propriedades é de pouco mais de um hectare. A Clos de Vougeot, por exemplo, conta com mais de 60 proprietários em seus 50 hectares. 
A Alsácia produz alguns dos melhores brancos do mundo em diversos estilos, de espumantes a vinhos tranquilos, de secos a doces deslumbrantes. O curioso é que na Alsácia o refinamento do foie gras e a rusticidade do chucrute integram a lista de iguarias típicas. É uma região onde as pessoas falam francês, mas têm sobrenome alemão. Um lugar de História muito rica, onde dois países, atualmente, se sobrepõem em harmonia, depois de séculos de guerras, fundindo sabores e estilos arquitetônicos, tradições e aspectos estéticos. Nesse ponto de interseção cultural, para beber, há vinhos produzidos com uvas gaulesas, como a pinot noir, ou com variedades germânicas, como a gewüztraminer, e as cervejas também fazem o maior sucesso.
Na fronteira da Suíça e a Borgonha está a pequena região do Jura. Pequena de tamanho, mas grande no seu ímpar vinho, o Vin Jaune ou vinho amarelo, feito com a Savigny em colheita tardia  com maior concentração de açúcar elaborando vinhos com nível de álcool em torno de 13 a 15%  de teor alcoólico. As uvas são fermentadas de maneira lenta e depois armazenadas em grandes barricas de madeira. A evaporação abre espaço para o oxigênio e os níveis não são repostos, desta maneira há uma lenta e gradual oxidação do vinho que adquire a sua cor amarela e sabor característicos de noz, frutas secas e damasco (lembrando o Jerez). Também é muito interessante a Crémant Du Jura um sparkling rose em geral um corte de Pinot Noir e Poulsard. Com aromas delicados de cereja, morango e groselha, pena que pouco vem para o Brasil. Datas sendo definidas. Valores em construção. INFORMAÇÕES, INSCRIÇÕES e RESERVAS: Na ZENITHE TRAVELCLUB Consultoria e Operadora de Experiências EnoGastronômicas. Belo Horizonte. TEL.: (31) 3225-7773. Contato: German Alarcon-Martin.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

CURSOS DE VINHOS NA ABS-RIO

A Associação Brasileira de Sommeliers do Rio de Janeiro ABS-Rio – está com inscrições abertas para os cursos básico e avançado de vinhos. O curso básico ou Tradição, Conhecimento e Prática de Vinhos é indicado para quem deseja se iniciar no mundo dos vinhos. Não possui pré-requisitos e é aberto a qualquer pessoa interessada no assunto. As aulas acontecem uma vez por semana, e têm duração de sete semanas. Já o curso avançado, ou de Degustação e Reconhecimento de Vinhos, é um curso aberto a profissionais e amadores e só pode ser feito por quem já terminou o curso básico.

SERVIÇO CURSO BÁSICO / AVANÇADO BARRA:

Curso: Tradição, Conhecimento e Prática de Vinhos
Data: Início das aulas - dia 07 de outubro (terça-feira).
Horário: De 19h30 às 21h30. Turma às terças-feiras.
Valor do curso: R$ 595,00 + R$ 25,00 taxa de matrícula. Inclui livro didático, apostila e os vinhos das degustações.

Curso: Degustação e Reconhecimento de Vinhos
Data: Início das aulas – dia 09 de outubro (quinta-feira).
Horário: De 19h30 às 21h30. Turma às quintas-feiras.
Valor do curso: R$ 595,00. Inclui apostila e os vinhos das degustações.

Local: Associação Brasileira de Sommeliers do Rio de Janeiro
Endereço: ABS-Rio Barra. Via Parque Offices- Av. Ayrton Senna 3000 bloco 2 sala 210 - Barra da Tijuca.
Informações: (21) 2421-9640 (a partir das 13h).
 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

CASTAS TINTAS ITALIANAS – Parte II



CASTAS TINTAS ITALIANAS – Parte II “ – Continuando o artigo da semana passada, falaremos agora de Castas Tintas menos conhecidas, mas nem por isso desprezadas.

AGLIANICO - Uva tinta do Sul da Itália, mais uma das saborosas uvas que florescem no solo vulcânico da região. Essa casta é talvez a maior vedete dentre as cepas tintas do sul da Itália, pois é encontrada na Campania, Basilicata, Calábria e Apulia. Nas duas primeiras regiões, gera desde vinhos simples até poesias engarrafadas. Seus fermentados mais conhecidos são: o Aglianico del Vulture e o famosíssimo Taurasi (da Campania). São vinhos muito intensos, concentrados e firmes, com muita personalidade e força.
CANONNAU - Casta tinta cultivada sobretudo na região da Sardegna. Dá origem a vinhos de coloração vermelho rubi, mais ou menos intensa, tendendo ao laranja com o envelhecimento. Possui agradável aroma com notas de uvas e frutas vermelhas e sabor seco, aveludado e harmonioso. Grande parte da bibliografia sobre sua origem, fala da hipótese dela ser proveniente da Espanha, da Uva Granache, mas recentes descobertas na ilha de Sardegna podem colocar por terra esta teoria.
Em Sardara, ao Norte de Cagliari, na Sardegna, um grupo formado por arqueólogos holandeses e italianos encontrou várias sementes de videiras datadas de 1.200 a.C. entre elas, estava a da Uva Cannonau.
Análises produzidas em laboratórios espanhóis, mesmo antes desta descoberta, já indicavam que a Uva sarda Cannonau, tida como importada da Espanha na Idade Média, é na verdade uma variedade autóctone da Sardegna.
Uma das particularidades dos vinhos produzidos na Sardenha é o fato de que boa parte dos vinhedos sobreviveu a terrível praga do filoxera (parasita originário da América), que praticamente dizimou os vinhedos europeus entre o final do século XIX e início do século XX. Por isso, muitas das parreiras da região são de pé franco. Os sardos são bastante orgulhosos de suas parreiras ‘puro sangue’.

GAGLIOPPO - uva tinta cultivada no sul da Itália, principalmente na região da Calabria. A casta produz um vinho encorpado, rico em álcool e taninos que necessitam de um tempo na garrafa para amadurecer. Dá origem a outro de meu vinhos preferidos, o Ciró.
Um estudo italiano publicado em 2008 pela tipagem de DNA, mostrou uma estreita relação genética entre a Sangiovese de um lado e outras dez variedades de uvas italianas, por outro lado. Portanto, é provável que Gaglioppo seja um cruzamento de Sangiovese e outra uva, até agora não identificada.

LAGREIN - Outra uva tinta da região do Trentino. Acreditá-se que seu nome deriva de Lagara, uma das colônias da Magna Grécia conhecida pela grande qualidade dos vinhedos. Já no século 14 os vinhos elaborados com essa uva eram considerados os melhores do país. A Lagrein dá aos vinhos coloração intensa, com reflexos granada, aromas de frutas vermelhas do bosque e toques herbáceos, paladar intenso com taninos aveludados e longa persistência.
No Brasil temos um excelente produtor que está resgatando as uvas da região do Trento: A Vinícola Barcarola, situada no Vale dos Vinhedos faz excelentes vinhos varietais das castas Teroldego e Lagrein.

MARZEMINO - Casta tinta da região de Vallagarina, distrito do Trentino. Dá origem a vinhos de cor vermelho rubi escura, quase roxa, com reflexos granada e azul. Seu aroma é suave, com notas de pequenos frutos silvestres, flores aromáticas, em especial violeta, toque de especiarias e menta. Possui teor alcoólico baixo e deve ser tomado jovem em até quatro anos da safra.
O Marzemino também é conhecido como vinho de Mozart, por ser citado na sua obra “Don Giovanni”.

NERELLO MASCALESE - Essa casta é uma de minhas preferidas. Tinta autoctone da Sicília, robusta e com grande potencial alcoólico que cresce aos pés do vulcão Etna, que também dá nome a um vinho D.O. com grande parte da Nerello Mascalese em sua composição. São vinhos elegantes, com muito álcool, corpo médio e aromas frutados. Vinhos fáceis de beber, aveludados e ao mesmo tempo misteriosos.
Apesar de ser uma uva com bom potencial de álcool, ela não produz vinhos muito profundos e concentrados. É, muitas vezes, mesclada com a mais intensa Nero d'Avola e também com sua irmã, a Nerello Capuccio.

REFOSCO DAL PERDUNCULO ROSSO - Uva tinta de maturação tardia cultivada principalmente no Friuli. O nome dessa uva se dá pelas suas gravinhas vermelhas. O vinho feito dessa uva tem coloração intensa, sabor encorpardo e excelentes níveis de acidez. Seus sabores tendem as ameixas e amêndoas.

SAGRANTINO - Uva tinta da região Úmbria, onde é considerado o mais importante vinhedo da região. Dá vinhos de coloração intensa, quase negros, com reflexos violáceos, apresentam impressionantes taninos e personalidade forte. Os umbros costumam se orgulhar e dizem de boca cheia que a casta Sagrantino é a que mais polifenóis contém, mas o que não se discute é que são vinhos opulentos, intensos e de grande corpo.

TEROLDEGO - Uva tinta da região do Trentino. Seus vinhos apresentam características muito interessantes, produzindo desde vinhos jovens e agradáveis, até caldos que podem envelhecer por décadas. Quando feitos para guardar, sempre mantêm seu caráter frutado com ameixas e amoras, seguidos de toques defumados. Seus aromas são comumente carregados de notas terrosas e levemente herbáceos.
Existem tantas variedades tintas na Itália que bem poderíamos escrever um livro sobre isso!

VINHA GRANDE 2010



Vinho da Semana 35/2014 VINHA GRANDE 2010 - um vinho tinto do Douro, elaborado das castas tradicionais da Região: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinta Roriz. Faz parte do portfólio de produtos da celebrada Casa Ferreirinha, vinícola com muita tradição de vinhos de qualidade no Douro e uma das suas maiores referências mundiais. Não é a toa que a casa produz o mítico Barca Velha, talvez o mais afamado e renomado tinto de Portugal e certamente do Douro. A Casa Ferreirinha só libera esse vinho para o mercado depois de um bom tempo dele ter descansado nas caves e quando entende que o vinho está realmente pronto para consumo. Ainda assim, é vinho que ganha com a guarda e você não precisa beber tão logo o compre. Se quiser um vinho mais potente, prefira bebê-lo jovem. Se quer beber um vinho mais evoluído e complexo, guarde por mais 2 ou 3 anos.
● Notas de Degustação: bela cor vermelho rubi. Os aromas, intensos, são dominados por frutas vermelhas maduras (groselha, cereja e amora), notas florais (violeta), madeiras exóticas (cedro) e especiarias (pimenta, cravo da índia e canela). Este conjunto reflete o equilíbrio resultante da complexidade da elaboração, da maturação em barricas de carvalho e da evolução em garrafa. Na boca, é um vinho muito equilibrado, com a acidez habitual dos vinhos  do Douro, bem envolvido na sua estrutura. Intenso e de perfil bem característico, é um vinho persistente, com um final elegante. Notas de Harmonização: Acompanha muito bem pratos da cozinha tradicional portuguesa, uma variedade de carnes, queijos e massas. Importado pela ZAHIL - representada em BH pela REX-BIBENDI: Tel.: (31)3227-3009 ou rex@rexbibendi.com.br  OUTONO 81 - Restaurante e Bar de Vinhos - Rua Outono, nº 81 - Carmo/Sion.

QUINTA DO VALLADO TOURIGA NACIONAL 2008



Vinho da Semana 35/2014 QUINTA DO VALLADO TOURIGA NACIONAL 2008 – Localizada no coração do Douro, nos arredores de Peso da Régua, a Quinta do Vallado estende-se pelas margens do Rio Corgo, até onde este se encontra com o rio Douro. Com origens que remontam ao início do século XVIII (1716), a Quinta do Vallado já pertenceu a lendária Dona Antônia Adelaide Ferreira, mantendo-se na família até os dias de hoje. Possui 38 ha de vinhas jovens (entre 6 e 10 anos de idade) e mais 26 ha de vinhas com mais de 60 anos.  O Quinta do Vallado Touriga Nacional 2008 recebeu ótimas avaliações de jornalistas e críticos especializados (WS95/RP92), sendo considerado um clássico pelos consumidores. Reconhecimentos: # 7 Vinho no TOP 100 da Wine Spectator 2011. A safra de 2009 foi # 13 Vinho no TOP 100 da Wine Spectator 2011. Ganhador de 91 pts RP em sua safra 2010 e 95 pts na Wine Spectator na sua safra 2009. Eleito o Melhor Touriga Nacional de Portugal.
● Notas de Degustação: cor púrpura intensa e profunda ainda, sem sinal de evolução. Intensos aromas de frutas negras (ameixa, cereja, cassis) se mesclaram com notas balsâmicas e uma nota de baunilha, sinal da passagem por 16 meses em barricas de carvalho francês. No paladar mostrou muita potência, com taninos macios, com ótimo equilíbrio. Um vinho de guarda para atingir em 8 a 10 anos seu apogeu. Notas de Harmonização: Excelente acompanhamento para pratos de carnes em preparações mais complexas ou caça de pelo com molhos densos. Ainda é um vinho para mais afinamento, especialmente para quem está acostumado aos vinhos evoluídos. Pode ser guardado por mais meia década. Um vinho para quem aprecia a potência da juventude e tem pressa de ser feliz, nada de errado se consumí-lo agora. Importado pela KYLIX.

MAPEMA MALBEC & TEMPRANILLO 2012



Vinho da Semana 35/2014 MAPEMA MALBEC & TEMPRANILLO 2012 – O MAPEMA é uma criação dos enólogos Pepe Galante e Mariano Di Paola, elaborada com um corte de 50% Malbec e 50% Tempranillo, o que de certa forma podemos dizer que é inusitado. O vinho é maturado por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. É um vinho exuberante e cheio de fruta, com notas de especiarias e um agradável toque sedoso no palato. Um verdadeiro achado, fácil de beber e gostar, que já surge como uma das maiores pechinchas da Argentina. Só não espere grande complexidade, pois ela é a suficiente para você gostar do vinho.
● Notas de Degustação: cor rubi púrpura. Aromas de frutas negras (ameixa principalmente) se mesclaram com notas de baunilha, sinal da passagem por barricas de carvalho. No paladar mostrou bom ataque, taninos macios, bom equilíbrio. Boa relação custo x benefício (R$ 45,57). Notas de Harmonização: ótimo acompanhamento para pratos mais leves, como massas e pizzas, podendo evoluir para carnes vermelhas grelhadas ou em preparações com cordeiro. Importado pela MISTRAL – Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100