segunda-feira, 25 de novembro de 2013

VALE DO UCO, UM OASIS PARA FAZER VINHOS EM MENDOZA





" VALE DO UCO, UM OASIS PARA FAZER VINHOS EM MENDOZA – Costumo dizer que o mundo do vinho nunca para de me reservar surpresas. Uma delas deve ter sido equivalente a dos espanhóis quando chegaram à região de Mendoza (que fazia parte do Vice-Reino do Chile) e descobriram a rede de canais que levam água para irrigar as plantações.
Esta rede de acéquias foi criada pelos indígenas locais, e Uco era o nome de um importante chefe Inca que elaborou e pôs em prática os canais que utilizam a água do degelo dos Andes, canais utilizados ainda hoje.
O vale de Uco fica a 100 km da cidade de Mendoza, e está formado pelos departamentos Tupungato, Tunuyan e San Carlos. O vale sempre teve uma intensa atividade agrícola, especialmente para a produção de cerejas, amêndoas, nozes, avelãs, pêssego, maçãs e peras, oliveiras e vários legumes. Os pioneiros da viticultura mendocina descobriram um enorme potencial para as terras altas. Á quase 1500 metros sobre o nível do mar, as cascas (peles) da uva podem ser até 15% mais espessas, a cor é mais intensa, e os aromas minerais se intensificam nos vinhos desta região.
Os Principais distritos são: El Peral, Los Árboles, La Consulta, Eugenio Bustos, Campo Los Andes, El Cepillo, Colonia Las Rosas, Vistaflores.
Existem duas áreas bem definidas, a oeste, dois cordões montanhosos andinos: a Cordilheira Frontal e a Cordilheira do Limite; a leste, um grande vale, denominado Vale do Uco.
Seu principal rio, o Tunuyán, alimentado pelos rios Las Tunas, Colorado Salinillas, e pelo riacho Manzano, entre outros, irriga todo o oásis do Vale do Uco, que abrange cerca de 55.000 hectares cultivados. A paisagem é consideravelmente mais verde comparada com outras partes da Província, já que esta tem um microclima e uma precipitação média é superior a outras regiões. Uma ótima rede de estradas, a maioria pavimentadas, conecta as áreas agrícolas desses departamentos.
Há nesta região aproximadamente 13.000 hectares de vinhedos. A zona se caracteriza pela sua capacidade para produzir uvas de excelente qualidade, da qual se obtém vinhos aptos para guardas prolongadas. É atualmente uma das zonas mais requeridas pelos investidores, especialmente pela sua capacidade para o desenvolvimento de uma vitivinicultura de altitude.
O vale está de braços abertos para o sol levante, de costas para os Andes e o imponente vulcão Tupungato (extinto), recebendo excelente insolação para o crescimento dos vinhedos e completa maturação dos cachaos de uva.
A região tem como a forma de um anfiteatro, com patamares que vão subindo a cordilheira dos Andes e onde são plantados vinhedos a várias altitudes (começam na faixa de 900 metros e chegam próximo a 1500 metros). Este anfiteatro, conhecido como Cordón de Plata, tem mais de 60 quilômetros de extensão.  Os locais mais altos são os mais disputados, uma vez que a uva necessita de locais com alto índice de insolação no verão, com um bom gradiente variação da temperatura entre dia e noite, para que haja um amadurecimento lento e harmonioso da baga, de todos os seus componentes, inclusive a semente para que não se tenha um vinho  com taninos duros e algo de amargor. Este lento amadurecimento afina os aromas e a qualidade da uva que será vinificada.
Não é à toa que várias vinícolas destacadas se instalaram no Vale do Uco, como Andeluna, Atamisque, Domaine Jean Bousquet, La Azul, Salentein, Benvenuto de La Serna, Altus, Clos de los 7 (Monteviejo, Flecha de los Andes, Cuvelier de los Andes, Diamandes), François Lurton, Finca La Celia, O. Fournier, Sophenia.
As cepas tradicionalmente cultivadas foram o Semillon e o Malbec; junto a eles, em menor medida, Bonarda e Barbera. Hoje há espaço para praticamente todas as castas clássicas internacionais. Entre as Bodegas instaladas, podemos descrever:
A vinícola Salentein foi a primeira a investir em plantações de uva na região. Hoje, produzem 05 milhões de litros de vinho por ano e 50% da produção é exportada. Além dos vinhos, destaque para a união de arquitetura e arte projetada no local. Todos os ambientes e fachadas surpreendem pela estética, além das exposições de arte instaladas na vinícola. O local em que os barris são armazenados está projetado de maneira circular, como uma verdadeira catedral e no centro há uma rosa dos ventos, apontando para os pontos cardeais.
Os vinhos da Salentein provêm de três "fincas": El Portillo, La Pampa e San Pablo, situadas em altitudes e com solos e orientações diferentes. Eles tem se mostrado um dos mais confiáveis da Argentina no conceito de "vinhos reserva".
A vinícola La Azul foi fundada em 2003, e está encravada no Alto Vale de Tupungato. Aproveitando o terroir do Vale de Uco, a vinícola consegue elaborar vinhos tintos maravilhosos, utilizando tecnologia de alta qualidade e buscando um equilíbrio perfeito entre o estilo francês e o americano.
A vinícola é das menores na Argentina e isso garante um cuidado muito especial na elaboração de vinhos tintos incríveis e de grande qualidade. A vinícola só produz 35.000 garrafas por ano e exporta quase 50% da sua produção. Sem dúvida é uma jóia do Vale de Uco que deve ser conhecida, pois com certeza seus vinhos são raridades dificilmente encontradas que despertam paixões.
A vinícola O Fournier tem como característica em seus vinhos, a elegância e a pureza e o que os distingue é o terroir, esta entidade abstrata com fundamentos concretos no solo, clima e local. Parte dos vinhedos estão plantados no sistema argentino moderno e outra no espanhol, em que as vinhas saem em arbustos e se sustentam sem necessidade de fios.
A vinícola surpreende pela arquitetura, fantástica, premiadíssima, muito funcional e confortável. A vinícola é uma das melhores e mais conceituadas, com altas notas da Wine Spectator. A O.Fournier é considerada a maior especialista em Tempranillo na Argentina e, além disso, elabora vinhos cheios de estilo. Seu restaurante é uma referência na região.
Atamisque: vinícola jovem e boutique, situada numa paisagem privilegiada, outrora finca famosa da região, de quatrocentos hectares. De características familiares; trabalha principalmente com a produção de vinhos tintos, mas também brancos de excelente qualidade, principalmente o Chardonnay da linha Catalpa, incluso na degustação.
A vinícola Gimenez Riili,empresa familiar e boutique, instalada há pouco tempo no Vale de Uco tem grande trajetória na indústria vinícola de Mendoza e Rioja (Argentina) e está crescendo constantemente, motivo pelo qual ao ingressar na vinícola vocês poderão observar o espaço destinado para o projeto The Vines, com 400 hectares de vinhedos.  A Gimenez Riili não é só reconhecida pela qualidade dos seus vinhos (seu Gran Reserva 2008 obteve 92+RP), como também pela simpatia dos proprietários e a paisagem incrível do Sul do Vale de Uco, visualizada desde a vinícola.
A vista que já é paradisíaca, ganha um atrativo ainda maior: churrasco argentino da melhor qualidade preparado por Francis Mallmann. O chef faz seu tradicional “asado”, elaborado aos sete fogos, nas instalações do Resort da The Vines of Mendoza.
Mallmann combina histórias e técnicas com seu gosto próprio e estilo irreverente. O resultado, que poderá ser conferido de quarta a domingo, é composto por um suculento bife coberto com um saboroso molho chimichurri, tipicamente argentino. A refeição é uma das melhores da região, harmonizada com vinhos de ótima qualidade, geralmente pontuados por Robert Parker com mais de 90 pontos.
Através da The Vines of Mendoza você pode adquirir seu próprio vinhedo (Private Vineyards Estate), elaborando seus próprios vinhos com a ajuda do enólogo consultor, Santiago Achaval - um dos profissionais mais aclamados da Argentina -, e de toda a equipe da The Vines, contando com Pablo Martorell e Mariana Onofri na enologia e Francisco Evangelista na agronomia.
Neste oasis do vinho, está instalado o vinhedo do Clos de los Gaúchos de onde nascem os vinhos que iremos comentar no próximo artigo.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Le Beaujolais Nouveau est arrivée!



“Le Beaujolais Nouveau est arrivée!É assim que os franceses da região de Lyon, iniciam as festividades que marcam o lançamento do vinho novo da região de Beaujolais. A festa acontece, todos os anos, na terceira quinta-feira do mês de novembro.
Inventado em 2008, é uma homenagem ao slogan original a partir da década de 1950, “Le Beaujolais Nouveau est arrivée”, que foi usado por cinco décadas antes de ser substituído por - "É tempo de Beaujolais Nouveau" há três anos, que no entanto ainda não pegou como slogan!.
O um vinho que fica pronto para o consumo cerca de dois meses após a colheita, e esta rapidez é obtida pelo processo de maceração carbônica. O vinho é produzido na pequena cidade de Beaujeu, a partir das uvas gamay.
Em geral, o Beaujolais é um vinho muito frutado, leve e fresco. Todos os anos os produtores franceses dizem que este vinho é muito frutado que lembra aromas de banana, morangos ou cerejas. Esqueçam isso. Sempre lembra os mesmos aromas !”
O Beaujolais Nouveau é exportado para mais de cem países. Na França, a produção é de cerca de 36 milhões de garrafas de Beaujolais.
Para alguns amantes de vinho, hoje (21/11) é dia de degustar o seu Beaujolais Nouveau. Para outros, hoje é um dia para esquecer, pois o Beaujolais Nouveau é um dos vinhos mais contraditórios em matéria de gosto.
Mas afinal, gosto não se discute, não é mesmo ?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

LEILÃO DE VINHOS DO PORTO ANTIGOS



Solar do Vinho do Porto /  São Paulo – Brasil



                                        LEILÃO DE VINHOS DO PORTO ANTIGOS


O Solar do Vinho do Porto-São Paulo e a Casa de Portugal vão realizar no dia 10 de Dezembro próximo um leilão beneficente de garrafas antigas de Vinho do Porto. Toda a renda será doada à instituição LARES – Legião de Assistência para a Reabilitação de Excepcionais, entidade com sede em São Paulo que presta atendimento a pessoas com deficiência mental. As garrafas, divididas em mais de 70 lotes, faziam parte de um antigo estoque sob a guarda do Solar do Vinho do Porto-São Paulo. Para os participantes, o evento será uma grande oportunidade para adquirir Portos de safras antigas, já não mais encontradas no comércio corrente, e ao mesmo tempo de mostrar generosidade e contribuir para a inclusão social daqueles que mais precisam. O leilão vai acontecer nas dependências da Casa de Portugal, herdeira das melhores tradições portuguesas em São Paulo.

Entre outras preciosidades, serão leiloados os seguintes vinhos:

Portos Vintage
Adriano Ramos Pinto Vintage 1982; Barros Vintage 1980; Churchill1s Água Alta Single Quinta Vintage 1987; Cockburns Vintage 1975; Kopke Vintage 1978; Messias Quinta do Cachão Vintage 1977; e Taylor’s Vintage 1983. 

Colheitas
Barros Colheita 1963; Cálem Colheita 1987; Messias 1963; Niepoort Colheita 1960; Niepoort Colheita 1977; Niepoort Colheita 1978.

LBV
Adriano Ramos Pinto LBV 1982; Cálem LBV 1989; Churchill’s Tradicional LBV 1988 – Churchill Graham; Croft LBV 1984; Delaforce LBV 1984; Grahams’s LBV 1984; Noval LBV 1983; Quinta da Romaneira LBV 1989; Taylor’s LBV 1984. 


Tawnies com Indicação de idade
Niepoort 30 Years Old; Sandeman 30 Years; Messias 30 Anos; Adriano RP Quinta do Bom Retiro 20 Anos; Croft 20 Anos; Ferreira Duque de Bragança 20 Years Old; Fonseca 20 Years Old; Niepoort 20 Years Old; Taylor’s 20 Years Old.

Serviço

Leilão Beneficente de Vinhos do Porto Antigos
Data: Terça-feira, dia 10 de Dezembro de 2013 – às 20 h
Local: Casa de Portugal – Av. da Liberdade, 602, Liberdade, São Paulo – SP
           (11) 3209-5554
Convite: R$ 20,00 – incluindo coquetel
Reservas:  Cristina Neves Comunicação & Eventos – contato@cristinaneves.com.br
Tel. (11) 5092-3248

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VINHO E ROMANCE À LUZ DE VELAS



VINHO E ROMANCE À LUZ DE VELAS O que pode ser mais próprio para comemorar um romance do que um belo jantar à luz de velas, regado a um bom vinho? O ambiente de conforto, aconchego e intimidade vai sendo criado pelos elementos estéticos, estimulando todos os sentidos das pessoas.
A associação do vinho e o clima destes momentos não é de hoje. Desde os povos mais antigos, inspirados por divindades, o vinho está sempre ligado ao religioso e ao profano, estimulando o amor. Eram famosos e sugestivos, os rótulos dos vinhos do Porto Ramos-Pinto, do final do século XIX que retratavam casais quase a se beijar com uma taça de vinho entre eles, sugerindo que o beijo seria tão doce, suave e generoso quanto o vinho!
A companhia e o ambiente podem ser obtidos, e a cidade tem restaurantes com apresentação irrepreensível. Você provavelmente já tem o seu, e talvez não queira arriscar novos endereços e este nem é o nosso tema. O importante é o que acontece na hora em que você se sentar para pedir um vinho harmonizado com um jantar e a expectativa de uma noite prazerosa.
O Champagne surge como vinho de celebração ideal. È alegre, refrescante, cintilante, com aquelas bolhinhas “estourando” estimulando todos os sentidos. Algumas pessoas poderão achá-lo seco ou ácido demais, e este detalhe explica a razão do sucesso recente do Prosecco. O mercado hoje conta com belos espumantes nacionais e cavas espanholas para atender todos os gostos e bolsos, sendo portanto boas alternativas. Além de serem ótimos para iniciar a noite, champagnes e espumantes nacionais serão ótima companhia para comida japonesa.
As refeições para uma noite de romance são geralmente mais leves, nada que seja muito carregado ou gorduroso. Neste momento, um tinto redondo, sedutor, fará uma bela harmonização. Os Borgonhas são vinhos sensuais por sua natureza e se ajustam perfeitamente ao tema. Com cor mais clara, aromas de frutas vermelhas como cereja, framboesa, morangos, saborosos e com taninos geralmente macios, acabam sendo no conjunto vinhos sedosos e estimulam o amor.
No capítulo dos tintos, o Merlot será outra boa alternativa, com uma ampla gama de harmonização (carnes vermelhas, massas, risotos). Mais escuros e potentes que os Pinot Noirs, mas com taninos mais redondos que os Cabernets Sauvignons que seriam boas companhias para pratos de carnes mais condimentadas. A Malbec será outra boa opção, pois a maioria dos vinhos argentinos que estão inundando nosso mercado possuem taninos macios, bons aromas de frutas maduras como ameixa, e são bastante saborosos. Seu único problema talvez seja o elevado teor alcoólico, hoje já beirando os 15%, como um vinho fortificado, convidando os amantes para uma bela noite de sono reparador depois de duas ou três taças.
O romance permanecerá como uma expectativa, para depois... Neste sentido, cuidado também com os vinhos da casta Syrah. Se o cardápio entretanto, for de frutos do mar, além do Champagne ou espumante poderem continuar a ser bebidos, os Sauvignons Blancs frutados e de boa acidez e os Chardonnays vivos serão bem vindos. A madeira em si não é necessária neste momento, a não que o prato seja complexo e precise de harmonizações mais requintadas. Os vinhos chilenos costumam ter neste quesito excelentes opções de qualidade a custo mais acessível. Para selar o romance, que tal deliciar-se com um vinho de sobremesa ?.
Muitas vezes uma boa taça de vinho poderá até mesmo substituir a sobremesa. Brancos de colheita tardia são ótimos. As mulheres adoram sua extrema suavidade e estarão felizes no final da refeição. Entre eles o Sauternes é o rei. Não se esqueça dos Tokajis, dos Late Harvest argentinos, chilenos e neo-zelandeses. Os vinhos de sobremesa nacionais já representam boa alternativa também. E que dizer dos vinhos do Porto, com toques de frutas doces, em compota, aveludados, sedosos.
Como se vê, as opções são inesgotáveis. Escolha seus vinhos sem receios ou medos, afinal o mais importante é prestar atenção que o namoro não é com a garrafa. O vinho elevará o astral, o ponto alto da celebração deve ser Você e sua companhia.