segunda-feira, 19 de agosto de 2013

DECANTER WINE SHOW NEW WORLD 2013

“ DECANTER WINE SHOW NEW WORLD 2013 ”- No dia 22 de agosto acontecerá em Belo Horizonte a 5ª edição da Decanter Wine Show, uma das maiores feiras de degustação e mostras de vinhos do Brasil, a ser realizada, das 16h às 22h, no Imperador Recepções e Eventos (Av. do Contorno, nº 8657, B. Gutierrez-BH). Esta edição será especialmente voltada para vinhos do Novo Mundo. Cerca de 200 rótulos, de 26 produtores, com origem em 8 países, estarão à disposição para o público de mais 600 pessoas.
Infelizmente, por motivos profissionais, estarei em São Paulo, participando de um outro evento. Achei oportuno fazer algumas sugestões do que você poderá degustar ao longo dos stands dos produtores que estarão presentes. Será, certamente, um evento “IMPERDÍVEL” e classifico minha ausência como uma destas coisas que se tem que aceitar e pronto !!!
Esta edição do Decanter Wine Show mostrará o fantástico mundo dos vinhos do Novo Mundo, vinhos que geralmente apresentam mais intensidade de notas frutadas, mais diretos no nariz e paladar, o que facilita o relacionamento com os enófilos. Não quer dizer que sejam vinhos fáceis, ou óbvios, porque a tendência internacional caminha pela diversidade e a surpresa de encontrar-se uvas clássicas como “novidades” em regiões nunca sonhadas.
Estarão presentes os seguintes produtores: os brasileiros Quinta da Neve, com seu reconhecido Pinot Noir e a Vinícola Hermann que além dos espumantes, tem a ser provado o seu tinto Touriga  Nacional. Aliás, esta será uma excelente oportunidade de provar que os brasileiros vão muito mais além do que os excelentes espumantes nacionais.
● Da Argentina - a emblemática malbec continua sendo uma aposta de sucesso, mas certamente não deixe de provar os Bonarda e Sangiovese. A Bonarda já vinha mostrando bom potencial em vários produtores e a grande surpresa é sem dúvida a Sangiovese que encontrou excelente terroir nas terras argentinas.

● Bodega Luigi Bosca - já nossa grande conhecida, um só lema defendeu a família Arizu desde 1890, hoje na quarta geração: "um grande vinho só pode ter origem em um terroir excepcional, e ele deve expressar da forma mais pura todas as virtudes naturais encapsuladas nas uvas". Talvez por isso a vinícola nunca tenha se sucumbido aos internacionalismos fáceis que nivelam os estilos de vários produtores famosos do Novo Mundo. O enorme sucesso dos vinhos de Luigi Bosca se deve não simplesmente ao seu estilo nobre, elegante, complexo, mas à sua autenticidade regional. Prove o “De Sangre” além do Malbec DOC.
● Bodega Riglos, que está instalada no Distrito de Gualltallarí, Tupungato, Vale de Uco, a 1.200 metros de altitude em Mendoza, Argentina, sendo uma das mais destacadas atualmente, com consultoria de Paul Hobbs. A Bodega Riglos inicialmente vendia suas uvas para as bodegas Doña Paula, Catena e Benegas, e resolveu fazer seus próprios vinhos. Sua produção anual é da ordem de 40.000 garrafas. Os principais mercados são Brasil, EUA e a própria Argentina. Canadá, Inglaterra, Suécia, Dinamarca, Uruguai e Colômbia também são mercados importantes. Prove seu Riglos Sauvignon Blanc, o  Riglos Gran Malbec e o   Riglos Gran Cabernet Sauvignon um vinho de grande harmonia, elegante, que tem na tipicidade da casta e na robustez do conjunto suas maiores virtudes. Não perca o Riglos Gran Corte com taninos finos, concentrado, boa acidez, persistente e intenso. Um vinho de grande potencial de arredondamento na garrafa nos próximos anos, com a integração madeira x vinho e o Quinto Malbec, um vinhaço da Riglos com excelente relação qualidade x preço.

● Viña Alicia – não perca a oportunidade de provar os vinhos das castas Petit Verdot (Cuarzo), Nebiollo (Alicia), Brote Negro, o Morena que é um blend de cabernet sauvignon e cabernet franc. Nos brancos, o Tiara, que é um blend de riesling, albarino e savagnin será digno de sua taça.
● Las Moras -  Os vinhedos de Finca Las Moras, estão localizados no Vale do Tulum, no sopé da Cordilheira dos Andes, na província de San Juan, plantados a 630 metros de altura em  condições ideais para o crescimento natural das vinhas. Esta região oferece uma grande variedade de cepas de alta concentração e de alta qualidade, que se adaptaram com sucesso, como o único e surpreendente clima de deserto, com alta amplitude e baixos extremos de precipitação. O seu Mora Negra é um vinho exótico, celebrado pela crítica, além da linha Reserva com vinhos equilibrados, com taninos finco e bem integrados a madeira, com amadurecimento em carvalho francês e americano por 12 meses.

● Amalaya -  Onde outros viram um deserto, a equipe da bodega viu a oportunidade de criar  grandes vinhos, e assim nasceu o Amalaya, uma expressão vinícola de Cafayate, num projeto de Donald Hess na Argentina, que se uniu à Bodega Colomé e demonstra o compromisso de fazer grandes vinhos na regiião dos Vales Calchaquíes, no Noroeste de Salta. Um de seus melhores rótulos é o Amalaya Gran Corte 2010, criado com um corte de Malbec 85% - Cabernet Franc 7,5% - Bonarda 7,5 %.

● Colomé – não preciso falar, leia o artigo de Jorge Lucki sobre Malbecs da Colomé nesta edição do Vinotícias.

● Família Schroeder - Durante as escavações para a construção da bodega da Familia Schroeder, da Patagônia, foram encontrados ossos de um Titanossauro, um dos maiores dinossauros conhecidos e que viveu naquela região há muitos milhões de anos. Tal achado inspirou a vinícola a batizar uma linha de seus vinhos de Saurus e estampar a figura estilizada do animal em seus belos rótulos. É um nome de grande apelo! E os visitantes que chegam à moderníssima bodega podem visitar esse achado arqueológico exposto em uma adega especialmente construída para exibir as relíquias. A vinícola foi concebida tendo em vista o turismo enológico. As instalações são muito bonitas, bem cuidadas e muito agradáveis, onde pequenos detalhes foram pensados para dar ao visitante uma imagem memorável. Não deixe de provar seus vinhos: Saurus Pinot Noir (a casta se dá muito bem na Patagônia); Saurus Malbec; Saurus Select Cabernet Sauvignon; Saurus Pinot Noit Tardio - Um vinho de sobremesa curioso feito da uva pinot noir colhida super madura. Seus aromas são tímidos, mas a surpresa fica para o paladar. Fruta vermelha em compota, acidez excelente e doçura na medida para harmonizar com sobremesas mais generosas. Há ainda uma dica, prove o Sauignon Blanc – muita gente acreditará que se trata de um Chardonnay !

● Benegas - são vinhos modernos, sem ser padronizados ! A Benegas é uma bodega pequena e artesanal cujo enólogo é Federico Benegas, também proprietário. A Benegas se situa  em Cruz de Piedra a sudoeste de Maipu sobre o Rio Mendoza e é um terroir de solos aluvionais, microclima especial e de grande amplitude. E está a 1.200 m de altura. A cepage é pré filoxera e todas as videiras são pés francos (sem os enxertos para evitar a praga da filoxera). Seus vinhos Premium são o Benegas Finca Libertad e o Benegas Lynch Cabernet Franc. Na Bodega Benegas os vinhos são muito amigáveis com taninos maduros e redondos, porque Federico Benegas, sabiamente, prefere menos corpo e mais elegância. Prove Benegas Sangiovese um tinto gastronômico, moderno e saboroso; o Finca Libertad é um corte bordalês muito elegante, com 33% de cabernet franc, 33% de merlot e 34% de cabernet sauvignon. Vinhedos de Cabernet Franc são pré filoxera. O Lynch Cabernet Franc tem o nítido DNA de Michel Rolland, consultor de Benegas. Por último, não perca o Lynch Meritage, um típico Medoc, blend de cabernet sauvignon, cabernet franc, merlot, petit verdot, com muita fruta e muito corpo e estrutura. Boa acidez e belo equilíbrio. A vinícola tem um branco, o Benegas Chardonnay Sauvignon Blanc, com nota mineral, citrico, de bom volume de boca.

● Do Chile: O Chile tem excelentes condições climáticas para produzir bons vinhos, apresentando verões quentes, brisas costeiras refrescantes (o Pacífico tem águas com temperatura fria) e chuvas moderadas. Há uma incessante busca para a descoberta de novas regiões produtoras para experiências com novas castas, processos diferentes e inovadores de vinificação, apesar de já produzirem grandes vinhos de qualidade incontestável. Apesar de que o melhor vinho chileno seja geralmente produzido com Cabernet Sauvignon, vinificado no melhor estilo bordalês, não se pode esquecer que a Pinot Noir e Syrah evoluíram muito bem e a Carmenère é o emblema nacional. Os brancos de Sauvignon Blanc, Chardonnay, Viognier e Riesling melhoram a cada dia.
Estarão presentes os seguintes produtores chilenos:
● Caliterra -   A Caliterra está localizada no coração do Valle de Colchagua, com vinhedos que produzem uvas capazes de gerar vinhos com muita cor, corpo e elevada concentração de taninos. O nome Caliterra vem da união das palavras calidad e tierra. Qualidade como objetivo e paixão pelo terroir chileno como base fazem desta vinícola uma eterna batalhadora na criação de vinhos de qualidade de acordo com as tradições chilenas e com práticas que respeitem e valorizem o território, de forma sustentável e respeitando o meio ambiente.  A vinícola foi fundada em 1996, em parceria com Robert Mondavi e para isto foi adquirido todo um vale com mais de mil hectares sendo que 75% da terra permanece em sua forma natural servindo de suporte para a vinícola e suas práticas ecológicas. A empresa iniciou a plantação de vinhedos em 1997, com cerca de 210 hectares e hoje conta com 288 hectares plantados com castas tintas. Para os vinhos brancos a Caliterra possui vinhedos nos vales de Curicó, Leyda e Casablanca. De forma geral todos os vinhos têm excelente volume de boca e maciez, que seduzem em todos os seus estilos. A empresa utiliza tecnologia de ponta para desenvolver uma uva de qualidade, manejando cada parte do vinhedo, melhorando assim a qualidade dos frutos. Os vinhos da empresa mesclam uma exuberante intensidade de fruta com notas condimentadas e macias trazidas pelo uso inteligente de barricas de carvalho. Prove os seus rótulos Tributo Edicion Limitada e Tributo Single Vineyard e por último o Cenit.

● Martino – quebrando alguns preconceitos e procedimentos padrões das grandes vinícolas e ainda os postulados de alguns críticos americanos que bem avaliam vinhos com excesso de madeira, frutas colhidas supermaduras (criando verdadeiras geléias de frutas supermaduras, interessantes e encantadoras ao primeiro gole e enjoativas no fim de boca) e fazendo vinhos em ânforas e pisados em lagares como na Antiguidade, a De Martino vai mostrando a que veio. Segundo Marcelo Ratamal, seu enólogo, as ânforas fazem vinhos melhores do que o aço inox e seus vinhedos estão em pé franco para manter a identidade da uva, possível apenas no Chile que não foi atingido pela filoxera. Prove o De Martino Chardonnay Single Vineyard Quebrada Seca, exemplo de um branco sedutor e mineral do início ao fim da taça. De Martino Syrah Reserva Legado é um excelente vinho, bem como o De Martino Cabernet Sauvignon Single Vineyard Las Aguilas, e o De Martino Old Bush Single Vineyard Las Cruces, que surpreendentemente é um malbec com 35% de carmenere, um vinho de grande personalidade, encorpado, elegante, equilibrado.

● Santa Inês – A Santa Inés foi fundada em 1934 por imigrantes italianos e  estabelecida em Isla del Maipo, com 300 hectares de vinhedos em um só bloco, a apenas 50 km do litoral, recebendo a influência moderadora das frescas brisas do Oceano Pacífico. Os vinhos Santa Inés são elaborados pela vinícola De Martino, uma das mais premiadas do Chile. Os belos vinhedos que dão origem a estes brancos e tintos harmônicos, com fruta sedutora e madura, estão localizados na zona de Maipo Bajo, e são de cultivo 100% orgânicos. A família De Martino, hoje já na terceira geração, conduz com maestria a empresa, e a louvável equipe enológica conta com os perfeccionistas Marcelo, o jovem Felipe Müller e a consultora Adriana Cerda. Sob a marca Santa Inés oferece vinhos de alta qualidade e preços competitivos, com grande expressão e pureza, nas linhas Varietal e Reserva. A De Martino por sua vez apresenta três linhas de vinhos suntuosos e complexos, a começar com a linha Reserva Legado. A sensacional linha Single Vineyard, fruto de 10 anos de pesquisas exaustivas sobre os vários terroirs chilenos, é concebida em diferentes vales do país, o melhor para cada variedade de uva. O vinho premium Gran Familia representa todo o conhecimento e comprometimento da família De Martino com a máxima qualidade, e foi laureado por dois anos consecutivos como o melhor vinho da categoria premium do Chile no “Guia de Vinos de Chile”.

● El Principal - A adega chilena está na ponta no universo dos vinhos Cabernet do país, e nasceu com uma forte influência bordalêsa. Um dos seus fundadores foi Jean-Paul Valette,  durante muito tempo  proprietário do Châteu Pavie,  um dos grandes crus de Saint-Emilion, que após vender a sua propriedade em Bordeaux, decidiu fincar o pé no Novo Mundo. A vinícola está situada em Pirque, ao sul de Santiago, no chamado Alto Maipo, uma região de altitude, ao pé dos Andes. Patrick Valette, filho de Jean-Paul, foi o enólogo responsável pelas três primeiras safras. A empresa pertence agora a um investidor alemão com negócios na área de transportes marítimos, e reiniciou a produção em 2006. Mesmo com esta mudança no comando, o vinho continua expressando seu estilo baseado em Bordeaux, sendo vinificado pelo enólogo Patrick Leon. Formado na Universidade de Bordeaux, Leon, fez alguns dos seus primeiros vinhos na Califórnia, comprando uvas e vinificando em instalações alugadas. Em 1984 passou a integrar o time da Opus One, um dos ícones norte-americanos. Após se aposentar em 2005, Patrick León, decidiu se dedicar a consultoria, e hoje assessora, entre outras, vinícolas da Califórnia (Spring Mountain), da sua terra natal (Cave de Rasteau, no Rhône), Espanha (CVNE), Itália (Castello di Meleto) e até a Ella Valle, em Israel. No Chile, assiste a Gonzalo Guzmán, enólogo residente de El Principal. Prove os vinhos: Calicanto; Memórias e o Top El Principal.

● Villard Fine Wines – Thierry Villard é um pequeno produtor por opção, mantendo-se como uma boutique, especialista em vinhos brancos e na caprichosa casta Pinot Noir, oriundos do fresco Valle de Casablanca. Seu Sauvignon Blanc Reserva Expresión foi o único penta-estrelado no "Guia de Vinhos Chilenos 2003/ 2004" e faz um estrondoso sucesso no mercado brasileiro. Os chardonnays, que fogem do estigma de "gordos, cheios de carvalho e sem frescor", são uma lição de pureza, integridade e equilíbrio. Os Pinot Noirs, muito requintados e sem exageros de fruta em compota, são concebidos com baixos rendimentos no vinhedo. No clássico Valle del Maipo, Thierry Villard elabora um corte bordalês excepcional, o Equis, que é concentrado como deve ser um "premium" chileno, que impressiona a todos os críticos (como Patricio Tapia do "Guia Descorchados") pela incomparável elegância. Os vinhos Villard são divididos em três níveis: Expresión (vinhos complexos que enfatizam o terroir e a variedade de uva), Esencia (vinhos que evoluem com a guarda em garrafa, e refletem o estilo pessoal de Thierry Villard) e o "premium" Equis, elaborado no Valle del Maipo.
Da Viñedos Terranoble -  A vinícola Terranoble, inaugurada por quatro empresários chilenos em 1993, possui modernas instalações e 90 hectares de vinhedos meticulosamente cuidados no Valle do Maule, que gera vinhos concentrados, porém mais firmes e frescos do que nas zonas do norte do Chile. Tem como vinho ícone, seu poderoso e assertivo Gran Reserva Carménère, considerado o melhor do país na safra de 1999 no Descorchados 2001 e na safra de 2001 pelo Guia de Vinos de Chile 2004.Com a entrada de um novo sócio em 2006, o respeitado empresário Wolf Von Appen, a Terranoble está focalizada em fortalecer a sua base agrícola através da aquisição de vinhedos nas melhores regiões do país, como em Colchagua (Los Lingues) e Casablanca. Produz vinhos para todos os gostos, como o simples e fresco Terranoble Sushi que vai muito bem em harmonização com coinha japonesa, e seu Gran Reserva Carmenere realmente”enche a taça”.

● Do UruguaiA vinicultura do Uruguai vai muito além da Tannat. O país tem tido uma boa evolução dos vinhos da casta merlot e lembro sempre que o crítico Oz Clarke diz que o Uruguai é a expressão de Bordeaux na América do Sul. A argentina Torrontès tem aparecido em brancos de bom frescor e a Tempranillo vai te surpreender.
● Bodegas Bouza - A Bodega Bouza é um empreendimento familiar, um conceito de trabalho que respeita o meio-ambiente e se baseia na pequena escala, na qual cada parcela de vinhedo é cultivada e vinificada separadamente, logrando assim a máxima expressão do "terroir". Os vinhedos estão situados junto a nascente do ribeirão Melilla, em Montevidéu, com área de 23 hectares de vinhedos divididos em duas zonas, na tradicional Las Violetas e em Melilla, vizinha ao rio Santa Lucía. Destes, 10 hectares são de videiras entre 20 e 40 anos de idade de Tannat, Merlot e Chardonnay, e 13 hectares de novas plantações de Tannat, Merlot, Tempranillo e Albariño. O manejo dos vinhedos busca uma importante exposição solar e rendimentos muito baixos, entre 20 e 40 hectolitros de vinho por hectare. O vinhedo A6 em Melilla tem aos pés das videiras uma faixa de cascalho cor de rosa que reflete o grau de luz ideal para um perfeito amadurecimento das uvas. A vinícola foi construída sobre uma antiga "bodega" de 1942, mantendo seus conceitos originais durante a restauração. A tecnologia disponível é extremamente avançada, empregada dentro de um conceito de respeito à fruta, de mínima intervenção em todos os processos de vinificação. Os vinhos da Bodega Bouza se caracterizam pelas suas cores vivas e intensas, pela pureza e vibração da fruta no olfato e elegância no uso do carvalho, e, finalmente, pela boca concentrada, com taninos sempre polidos e acidez natural invariavelmente deliciosa. Na minha opinião, produz um dos melhores Albariños do mundo e seus Tannat´s estão num patamar raro de se alcançar ! Não deixe de prová-los.

● Dos Estados Unidos: cerca de 90% dos vinhos americanos são feitos na Califórnia e uma grande representante de Napa Valley estará presente nesta edição do Decanter Wine Show.
● Hess Collection - A primeira vinícola de Donald Hess, célebre colecionador de arte moderna e vinicultor "naturalista" em 4 continentes (Colomé, Glen Carlou e Peter Lehmann). Os vinhedos inaugurais foram adquiridos em 1978 na zona colinar de Mount Veeder, a mais alta do Napa Valley, com uma estação de amadurecimento mais fria e grande diversidade geológica nos solos. Em 1989 foi aberta a vinícola histórica de 1903 ao público, completamente reestruturada, ostentando uma das maiores coleções de arte do mundo. Possuem 125ha de vinhas em Mount Veeder, 71ha no famoso vinhedo Su'skol em frente à baía de San Francisco, 85ha no excelente vinhedo Allomi e mais 142ha em Monterey. Todos vinhedos recebem tratamento sustentável: a Hess Collection figura entre os primeiros membros do Napa Green e do California Sustainable Winegrowing Alliance, e 243ha dos 368ha totais são mantidos como área selvagem. Não deixe de provar os rótulos: Cabernet Sauvignon Mount Veeder 19 Block Cuvée e o Sequana Santa Lucia Highlands Pinot Noir.

● Da Nova Zelândia: Se inicialmente a Nova Zelândia era conhecido como o país dos grandes Sauvignons Blancs do Novo Mundo, a referência hoje vai muito mais além, com grandes vinhos em Chardonnay, em Pinot Noir, Shiraz (e muitas vezes no estilo Syrah), Cabernet e Merlots no melhor estilo bordalês (alguns vinhos são excelentes cortes de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e até a Malbec!!!). Não perca a chance de provar os seus Colheitas Tardias.
● Craggy Range – Criada em 1997 a Craggy Range nasceu a partir do sonho de dois homens, Terry Peabody e Steve Smith, apaixonados por vinhos e pelo espetacular potencial do terroir neozelandês. Desde o início a proposta foi conceber vinhos que pudessem refletir de forma fidedigna as características de vinhedos específicos espalhados pelas ilhas norte e sul. Prove o Te Muna Road Pinot Noir e o Syrah Block 14 Gimblett Gravels.

● Wild Rock - Wild Rock é um projeto da melhor vinícola da Nova Zelândia no momento, Craggy Range, que visa capturar o espírito de liberdade, um tanto selvagem e vivaz, deste país de natureza dramática e única. Conta com um dos mais respeitados viticultores do mundo, o Master of Wine Steve Smith, e um time de enólogos de primeira, todos imbuídos de um sonho de surpreender com vinhos sem a disciplina do Velho Mundo, mas carregados de caráter pulsante e frutado vibrante, com excelente relação preço/prazer. São três rótulos e recomendo prová-los: The Infamous Goose Sauvignon, Cupids Arrow Pinot Noir, e o Gravel Pit Red.

● Da Austrália: O mundo do vinho australiano vai muito além dos Shirazes e Cabernet´s, com surpreendentes brancos da Semillon. Não deixe de prová-los.
● Peter Lehmann – O veterano Peter e seu filho Doug, fiéis como poucos aos sabores do Vale de Barossa, ajustaram em 2003 a venda da vinícola ao grupo Hess, mas permanecem no comando ao lado da equipe vencedora do exitoso grupo suíço. Assim como nas vinícolas irmãs dos outros continentes (Colomé, Hess Collection e Glen Carlou), na icônica Peter Lehmann a arte moderna, os vinhos precisos e verdadeiros, e a viticultura sustentável caminham lado a lado. Os preços são um bom reflexo da excelente relação qualidade x preços dos vinhos. Prove o excelente Art Series Cabernet Sauvignon, e o Botrytis Semillon (no melhor estilo de Sauternes)

● Killikannon – Kilikanoon é o produtor australiano preferido de Robert Parker no momento. Numa última avaliação de vinhos australianos na Wine Advocate, posicionou 7 de seus vinhos acima de 96 pontos, e a média dos 19 vinhos tintos avaliados foi de 94 pontos, a melhor performance entre todas as 28 vinícolas australianas avaliadas. O mais influente crítico australiano, James Halliday, em seu Guia Wine Companion, também confere as máximas 5 estrelas à Kilikanoon e dá notas acima de 90 a 14 vinhos degustados, colocando-a como uma das três melhores vinícolas de toda a Austrália. Os dias quentes e as noites frias, somadas às diferenças consideráveis no padrão dos solos, nas elevações e aspectos, permitem que o Clare Valley produza os mais conceituados Rieslings da Austrália, ao lado de excepcionais Shiraz, Grenache e Cabernet Sauvignon, num contraste chocante de estilos. Imperdíveis seus Oracle Shiraz e o Green´s Vineyard Shiraz.

● Fox Creek -  Tudo tem início no momento em que um grupo de médicos decide pôr em prática a sua paixão pelo vinho em uma das mais promissoras regiões vinícolas da Austrália, o vale de McLaren ao sul de Adelaide. Quando Jim e Helen Watts compraram o vinhedo Fox Creek de 32 hectares em 1984, a despeito das recomendações de não plantarem vinhas nestes terrenos de argila pesada, não esperavam o sucesso que estava por vir em poucos anos de trabalho. A extraordinária qualidade da fruta dos seus vinhedos garantiu já na primeira safra o Trophy de melhor vinho no McLaren Vale Wine Show, para seu Shiraz 1995. O sucesso continuou nos anos seguintes para os vinhos da Fox Creek, e em 2006 o Shiraz Reserve 2004 chegou a ser eleito o melhor vinho do ano de toda a região de South Australia, entre mais de 800 vinhos avaliados, no Hyatt South Australia Award. A sintonia fina de todas as características é a marca dos vinhos da Fox Creek, um primor da expressão da fruta excepcional de McLaren Vale levemente temperada por finos aportes de madeira. Imperdível Shiraz Reserve.
● Da África do Sul:
● Raka – A família Dreyer comprou a propriedade em Remhoogte, ao sudeste de Hermanus, em 1982. Piet Dreyer praticava a pesca comercial na época e a sua esposa e filhos tocavam a fazenda na sua ausência, e em 1999 plantaram 10 hectares de Cabernet Sauvignon, Merlot e Shiraz. A cada ano alguns hectares eram adicionados, e os 68 hectares atuais incluem parcelas de Pinotage, Sangiovese, Viognier, Mourvèdre, Petit Verdot, além de vinhedos maiores de Cabernet Franc, Malbec e Sauvignon Blanc, tornando a propriedade auto-suficiente para a composição dos diferentes cortes dos seus vinhos. A proximidade do mar da fazenda dos Raka assegura o efeito refrescante das brisas da baia de Walker ao entardecer, enquanto que o vento sudeste que sopra da região das Agulhas no Oceano Índico ameniza o calor estival. O nome Raka foi dado em referência ao poema em africânder de N.P. Wyk Louw, sobre uma tribo africana ameaçada por Raka, metade homem metade besta, preto como a noite. Ele tomou este nome como sua marca quando resolveu mergulhar com a mesma paixão na vitivinicultura, e por isso a escolha do slogan: "nascido do mar, guiado pelas estrelas, abençoado pela terra". A experiente enóloga Danelle van Rensburg, que trabalhou na Austrália, Suíça e em diversas regiões da França é a consultora do jovem enólogo Josef Dreyer, filho de Piet formado na escola de Elsenburg - Stellebosch. Josef acompanha intensamente a empresa desde quando era estudante, do planejamento da vinícola ao plantio dos vinhedos, e nas cinco primeiras safras esteve sempre ao lado do "staff" enológico.
A propriedade está localizada em um vale estreito nas montanhas Kleinrivier, a mais meridional cadeia montanhosa africana. Os vinhedos se desdobram dos dois lados do rio Klein, que sulca as montanhas no seu caminho para a baia Walker no Oceano Atlântico. Desta conformação têm-se vinhedos expostos tanto ao norte quanto ao sul, e outros também a oeste. A altitude varia de 58m para os vinhedos ao lado do rio até 120m para os vinhedos colina acima. Os solos são igualmente diversos, com as colinas mais altas apresentando arenito em decomposição e arenitos denominados Cartrefs. Neste tipo de solo a Sauvignon Blanc e a Shiraz dão excelentes resultados. A proximidade dos vinhedos do mar assegura que as frescas brisas marinhas vindas da baia de Walker a oeste ajam resfriando o mesoclima e prolongando o amadurecimento das uvas. Esta conjetura faz com que a região seja 2 graus Celsius mais fria em média anual do que Stellenbosch, predispondo-a para um estilo de vinhos entre o Novo e o Velho Mundo. Por fim, a proteção das montanhas ao sul bloqueia as chuvas vindas do sudeste que costumam assolar Overberg no verão. Entre os brancos, o Shannonea é um vinho exótico, delicadamente mineral, cheio de facetas. O Sauvignon Blanc é um dos seus vinhos mais premiados, enqaunto o tinto Spliced é uma bela introdução ao estilo passional dos Dreyer, numa alusão para combinar, entrelaçar, misturar uvas diferentes.
O Pinotage é a uva emblemática da África do Sul, mas muitas vezes peca pela rusticidade dos taninos, excesso de álcool e acetatos encobrindo a fruta no aroma. Não deixe de provar o excelente “bordalês” Quinary além do Biography que é um estupendo Shiraz.

● Glen Carlou - Propriedade do colecionador de arte suíço, Donald Hess, Glen Carlou é uma dos nomes certeiros na produção de vinhos sul-africanos dentro do vale de Paarl. Uma região de clima temperado, com verões secos, invernos frios e úmidos, que combinados a variadas condições de solo e exposição criam um mesoclima único para o cultivo de variedades nobres.
Desde 2003 quando foi adquirida pelo grupo Hess Family Estates novos projetos começaram a ser desenvolvidos na parte de viticultura com seleção de porta-enxertos, novos clones e redução de rendimentos no intuito da máxima expressão do terroir. Na cantina a equipe do enólogo Arco Laarman, largamente experimentada em outras regiões vinícolas, está focada e atenta a elaborar vinhos que aliam a pureza e intensidade do Novo Mundo, com a complexidade e frescor dos caldos europeus.
O cultivo nos vinhedos da Glen Carlou seguem os preceitos de sustentabilidade, garantido nos selos colocados em cada garrafa a partir da safra de 2010. Entre os vários trabalhos desenvolvidos estão o uso consciente de herbicidas e pesticidas, a preservação das reservas de água, da flora local (fynbos) e das inúmeras espécies de aves nativas. Além de garrafas mais leves e de rótulos e caixas de papelão recicláveis.

Dividos em três linhas, o estilo de produção da vinícola nas faixas mais acessíveis é de elaborar vinhos modernos, expressivos no olfato e fáceis de gostar em boca, gulosos, com taninos maduros, sem arestas. Para os amantes de origem, a Glen Carlou oferece um Chardonnay e um Cabernet Sauvignon oriundos de vinhedos específicos com solos ricos em minerais. Prove os Tortoise Hill Branco e o Tinto, pois surpreendem pela simplicidade e correção, o excelente Syrah e o Pinot também merecem ser provados.

Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS

“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: ”Saudades da Bretagne” - Me desculpem pelo sumiço, mas eu estava aproveitando minhas primeiras férias na França. Tive a oportunidade incrível de passar 15 dias numa ilha fofa da Bretagne que se chama Belle Ilê en Mer. Voltei para Paris essa semana bronzeada e apaixonada: apaixonada pela minha sogra, pelas delícias da sua cozinha, pelas praias quase que particulares e, é claro, por galettes e crêpes e pelo caramel au beurre salé. Aqui na França a gente não come só o crêpe, aquela massa fininha que a gente já conhece no Brasil. A especialidade da Bretagne é a galette, um tipo de crêpe com massa de sarrasin (mais escura) e com diversos recheios salgados. A minha preferida é a Complète: com queijo, presunto e ovo. E sempre acompanhada de uma deliciosa cidra (sim, aqueles espumantes a base de maçã !).
Se em sua visita à França, você não tiver a oportunidade de visitar a Bretagne, não se preocupe! Em Paris, o Breizh Café (que quer dizer Bretagne Café em breton) é um restaurante que propõe uma grande variedade de galettes e crêpes a partir da tradicional culinária da Bretagne.
O restaurante fica no Marais e tem ao lado uma épicerie de produtos bretons. É um pedacinho da Bretagne no coração de Paris!
Serviço: Breizh Café – 109, Rue Vieille du Temple I 75003 Paris I Tél: 0142721377

(Aconselho a fazer reserva)

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “ FICUS, NÃO É SÓ FIGUEIRA, MAS PODERIA SER BEM MAIS “

● “ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “ FICUS, NÃO É SÓ FIGUEIRA, MAS PODERIA SER BEM MAIS “ ‘’As figueiras, também conhecidas como fícus, são plantas, geralmente árvores, do gênero Ficus, da família Moraceae. Há cerca de 755 espécies de figueiras no mundo, especialmente em regiões de clima tropical e subtropical e onde haja presença de água. O gênero Ficus é um dos maiores do Reino Vegetal’’. Não, definitivamente não se trata de um texto sobre biologia ou morfologia, é simplesmente uma forma de homenagear o que mais chama a atenção e, principalmente, dá nome ao restaurante que aqui será comentado. Já estive no Ficus algumas vezes, a primeira, antes da entrada de Mauro Bernardes e as outras três, após. Por mais estranho que possa parecer, comi melhor no meu debut. Não posso dizer que o chef tenha contribuído para que a casa piorasse, muito menos que sirva pratos ruins, somente tenho condições de afirmar que a impactante mudança ocorrida no comando da cozinha não fez com que o restaurante desse um salto de qualidade e criatividade, o que seria amplamente esperado diante do sucesso que Mauro Bernardes teve à frente do seu extinto Aurora.
A decoração do restaurante, simples e com predomínio de um vermelho bastante escuro, divide opiniões: uns acham o conjunto exagerado ou excêntrico, outros já consideram que ali há criatividade. Eu fico no meio termo e digo que o que há de mais bonito é o grande Ficus que se encontra exatamente na entrada da casa. De qualquer maneira, pode-se dizer que os dois ambientes – interno e externo – são confortáveis, elegantes, mas sem algum outro destaque que encha os olhos.
Com exceção da enorme insistência em oferecer-nos água, extremamente cansativa e que vem se tornando regra, fui bem atendido em todas as vezes que estive no restaurante: dúvidas foram sanadas com exatidão, não houve demora nem desleixo no atendimento e o serviço foi feito com eficiência. Não que o Ficus tenha uma brigada de salão exemplar e irrepreensível, porém, para o que se propõe é totalmente adequada e satisfatória. 
Posso dizer que o cardápio da casa mescla influências francesas e italianas com pitadas de ingredientes brasileiros. Definições à parte, os ótimos pastéis de shitake com molho chutney (R$ 14,00), crocantes e muito saborosos, bem como o excelente queijo brie morno com melado, amêndoas e torradas (quentinhas e deliciosas), abrem bem os serviços e são um convite aos pratos principais. Infelizmente, creio que o nível das entradas não foi mantido e, apesar do badejo com gratin de batatas e arroz negro (R$79,00) ter sido servido bastante correto, faltou-lhe ousadia no tempero. O mesmo ocorreu com a cavaquinha grelhada na chapa com molho de ervas (R$ R$ 79,00), acompanhada de risoto de tomatinhos e mascarpone que, mesmo estando com pontos de cocção acertados, faltou ao conjunto melhor apuro no tempero e maior entrosamento e ligação entre os ingredientes. De todos os pratos provados, o atum em crosta de gergelim com molho de jabuticaba, batatas coradas e alho poró crocante é, em minha opinião, o mais acertado. O molho, inusitado e saboroso, combina bem com o peixe, já a crocância do alho poró proporciona uma boa combinação de texturas com o restante dos ingredientes.
Dentre as sobremesas não houve nada que chamasse a atenção. A cestinha de mascarpone com doce de leite e sorvete (R$ 14,00) caiu bem, porém, estava mais doce do que o ideal. Já o cheesecake com calda de frutas vermelhas (R$ 16,00) mostrou-se pesado e pouco saboroso. Fica a impressão que Mauro Bernardes e sua equipe devem dedicar mais atenção aos doces, tanto na elaboração de alternativas mais criativas, quanto no apuro técnico de sua preparação.
Na carta de vinhos não há nada a se ressaltar. Neste quesito, a maioria dos restaurantes de Belo Horizonte é bem parecida e o Ficus segue a corrente. Há rótulos da maioria dos países produtores, copos adequados, nenhuma grande garrafa e margem na faixa dos 100%. Enfim, nada que surpreenda ou frustre o enófilo.
Em resumo, posso dizer (substituir) que o Ficus é um bom restaurante, oferece opções a diversos paladares, tem um atendimento satisfatório e um ambiente agradável e bonito, porém,  (nada que se destaque na preparação dos pratos ou que deixe uma deliciosa lembrança, ficando, no final, o gostinho de que a casa cobra mais do que oferece).
Avaliação: •   Atendimento: 12,50 / 15,00
•           Apresentação e Estrutura da casa: 13,00 / 15,00
•           Comida: 32,50 / 40,00
•           Cartas (cardápio e vinhos/bebidas): 9,50 / 13,00 e 4,00 / 7,00
•           Proposta/execução/criatividade: 7,50 / 10,00
Total: 79,00
Legenda: *** (extraordinário)- entre 96 e 100 pontos; **+ (extraordinário) - igual a 95 pontos;

** (excelente) - entre 90 e 94 pontos; *+ (excelente) - igual a 89 pontos; * (muito bom) - entre 84 e 88 pontos. SERVIÇO: Restaurante Fícus - Rua Felipe dos Santos, 162 – Lourdes. Telefone: (31) 3225-4007 - Horário de funcionamento: Terça-feira a quinta-feira – das 18hs. à 0h. I Sexta-feira e sábado – das 18hs. à 1h. I Domingo – das 12hs. às 17hs. Aceita todos os cartões de crédito. Contatos com: Felipe Vieira Modad Victoria – E-mail: felipebrg@hotmail.com

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

RITUAIS DO VINHO - ABERTURA DE PORTO VINTAGE A FOGO

“ RITUAIS DO VINHO ”- Durante visita realizada ao Douro, no mês de fevereiro de 2013, tive a oportunidade de visitar a Quinta do Portal, onde vivemos uma experiência memorável com o enólogo Paulo Coutinho. Já havíamos feito a degustação do portfólio de vinhos da Vinícola e fomos convidados para o jantar preparado com todo carinho pela equipe de cozinha da casa. Um jantar finamente planejado, onde cada detalhe foi pensado na sequência de pratos e cada vinho ideal para sua harmonização.

No final do jantar, Paulo Coutinho nos perguntou se já havíamos aberto algum Porto Vintage à fogo. Eu nunca havia participado deste ritual e disse que gostaria de ver como era feito. Melhor ainda ! Fui convidado a abrir uma garrafa com a tenaz aquecida em fogo, ao ponto de rubor. A utilização de uma tenaz para abrir uma garrafa muito antiga de Vinho do Porto é muito complexa e só deveria ser executada por um profissional com experiência e unicamente quando o estado da rolha não permitir a utilização de um saca-rolhas. Paulo Coutinho foi explicando cada etapa do processo e assim consegui com êxito abrir a fogo a minha garrafa antiga.


As etapas do ritual são:  Aquecer ao fogo a extremidade inferior da tenaz. Depois, abraçar o pescoço da garrafa de Vinho do Porto por alguns momentos, ligeiramente acima da parte inferior da rolha de forma que ela se aqueça. Deixar cair um fio de água gelada sobre o pescoço da garrafa aquecida, o que provocará a quebra do vidro nesse local. Retirar com todo cuidado a parte superior do pescoço da garrafa onde se encontra a rolha e… está pronto a servir. Saúde !!!


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

PROVANDO OS VINHOS DA VINÍCOLA DE PAOLO SCAVINO


“PROVANDO OS VINHOS DA VINÍCOLA DE PAOLO SCAVINO” – Não se pode negar que os vinhos falam por si próprios e muitas vezes conseguem dar a exata imagem da paixão de seu produtor. A história da Paolo Scavino está emoldurada pelo amor ao vinho apesar das atividades terem começado como uma fazenda de frutas. Enrico Scavino já trabalhava desde 1952, quando estava com 10 anos, ajudando ao pai, Paolo, que fundara em 1921 a vinícola usando a parte da herança que lhe cabia num vinhedo, na comuna de Castiglione Falletto, em Barolo, no Piemonte. Quando o pai morreu, em 1984, Enrico fazia vinhos e tinha projetos próprios para o seu futuro.
Com a idéia de melhorar sempre o que fazia na vinícola, novas técnicas foram experimentadas tais como o controle de temperatura durante a fase de fermentação. Assim, seu pioneirismo foi mudando a forma de trabalhar da vinícola e passou a ser seguido por outros produtores de Barolo.
Um dos objetivos era o de obter taninos macios e menos amargos, criando um vinho fácil de ser entendido e degustado, sem perder sua personalidade, agregando ao mesmo tempo elementos derivados destas experimentações “modernas” com traços tradicionais da região, que muitas vezes eram desprezados pela nova enologia. Assim sendo, focou o seu trabalho no vinhedo, reduzindo drasticamente os rendimentos das vinhas buscando obter a concentração que desejava. Passou a usar o carvalho da Eslavônia no afinamento dos vinhos, encontrando um precioso equilíbrio entre o moderno e o tradicional, resultando num Barolo que expressa o terroir  e ao mesmo mostra com grande personalidade uma harmonia digna de nota.
Elisa Scavino, filha de Enrico, formada em enologia, responsável pela agricultura e viticultura na vinícola, veio ao Brasil apresentar seus vinhos e esteve em BH no último dia 30 de julho, quando mostrou alguns de seus rótulos para um pequeno grupo de jornalistas num almoço no Restaurante Trindade, e depois esteve na ABS-Minas degustando seus rótulos com sommeliers e alunos.
Aqui resumo as notas de degustação dos vinhos que provei:
Paolo Scavino Langhe Bianco 2011Blend de uvas “importadas” para o Piemonte, com Sauvignon blanc (70%) e Chardonnay (30%). Um vinho de muita austeridade, onde não há nada de frutas tropicais como abacaxi, manga, melão ou maracujá, mas muita elegância e complexidade, com nota muito mais mineral do que frutado. No paladar mostra um toque cítrico, bom frescor e perfil adequado para gastronomia. Nada de madeira, apesar que ter um nariz de especiaria doce que faria supor passagem com barrica. Fez bela harmonia com o creme de baroa, cogumelos e frutos secos junto com o peixe do dia com pupunha e purê de banana, servido no Restaurante Trindade.
Paolo Scavino Barbera d’Alba 2011Elisa considera a casta Barbera como uma uva feminina, com muitos aromas de fruta escura fresca, com excelente acidez. No Piemonte, a Dolcetto tem acidez baixa, é macia, mas geralmente é mais tânica que a Barbera. Este é um vinho fácil de beber e gostar, feito a partir de videiras com idade de 20 anos em média. Nariz floral, boa intensidade de fruta escura fresca e nota de especiarias como pimenta-do-reino preta, cravo e noz moscada. No paladar se mostra macio, com taninos agradáveis. Como bem falou Elisa, “Mesmo na simplicidade, há alguma complexidade !” Fez excelente par com o Porquinho Prensado com mini legumes orgânicos.
Paolo Scavino Barolo DOCG 2008 - as uvas para este Barolo vem de três comunas e seis crus: Castiglione Falletto (Vignolo, Rocche Moriondino, Altenasso), Barolo (Vignane, Terlo, Albarella), Serralunga d’Alba (San Bernardo, com caráter masculino, potente e musculoso). Cada parcela é vinificada separadamente, segundo o padrão da vinícola (controle de temperatura, maceração longa, leveduras nativas) e fazendo o corte posterior (em geral durante o inverno) buscando o equilíbrio e balanço do vinho, sem perder de foco a sua personalidade. Apesar do estilo macio e sedoso dos Barolos de Enrico ser perceptível, o vinho mostra um nariz de nebbiolo, rico no nariz, com notas de frutas negras, mineral (mina de lápis, grafite), nítido chocolate amargo, alcatrão, cogumelo e terra molhada. No paladar mostra a dualidade da força e delicadeza,  certa rusticidade e a justa maciez. Um vinho de boa acidez, taninos perceptíveis (que não chegam a incomodar) e longo final. Ainda é jovem, e merece ficar para guarda.
Paolo Scavino Barolo Monvigliero DOCG 2007 - um vinho intenso, potente e rico, que impressiona imediatamente no nariz com aromas de cereja, ameixa, cogumelo, alcaçuz, defumados, couro, terra molhada, mostrando grande complexidade. No paladar mostra-se potente, com boa acidez e tanicidade afinada, opulento. Um vinho diferenciado que já pode ser bebido ou ficar mais alguns anos na guarda, pois vai melhorar com o tempo (4 anos pelo menos).
Paolo Scavino Barolo Bric dël Fiasc DOCG 2005 – safra na qual os vinhos de forma geral são macios e mais fáceis do que o é comum encontrar nos Barolos. No nariz fica fácil perceber a fruta escura madura, e com o tempo na taça aparecem os cogumelos, alcaçuz, e alcatrão. No paladar mostra-se intenso, com taninos finos e macios, com boa concentração, sem ser pesado por conta da bela acidez. Boa harmonia e equilíbrio, sem perder a personalidade e tipicidade do melhor dos Barolos. Os vinhos da PAOLO SCAVINO são importados para o Brasil pela World Wine.


GOURMET A SOLTA POR FELIPE VICTORIA - "GOMIDE: TINHA TUDO PARA SER UM BISTRÔ, MAS ..."

● “ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “ GOMIDE: TINHA TUDO PARA SER UM BISTRÔ, MAS ... “ Bistrô: restaurante com ambiente rústico, cardápio de culinária francesa tradicional e bons vinhos regionais. Em geral, os preços são médios, sempre um bom “rapport” (equilíbrio) qualidade-preço. Não costuma ter cardápio, sendo o próprio chef que conversa com o cliente, sabendo das suas preferências e preparando a refeição ao seu exato gosto, o que a torna única e extremamente pessoal. Esta é a definição de Claude Troisgros para o que ele considera ser um autêntico bistrô, e o Gomide o seria, se não escorregasse num dos pré-requisitos básicos para ser considerado um e, conseqüentemente, não praticasse um dos maiores preços de Minas Gerais. Num primeiro momento as cifras descritas nas cartas assustam e são um enorme incentivo a ficar em casa. Mesmo estando ciente de que os custos necessários para manter um restaurante de qualidade são bastante relevantes, em minha opinião, os valores praticados são muito altos e acima do que a casa proporciona como experiência gastronômica completa.
            Em termos de ambientação e decoração, é nítido o empenho que se teve ali para transformar o local num autêntico bistrô parisiense. Mesas com toalhas brancas, um lindo e enorme sofá vermelho que se estende por toda lateral do salão interno, paredes pintadas em amarelo ouro, quadros com motivos vintage/retrô, iluminação indireta e piso de tacos, reforçam a vocação francesa que impera no Gomide. Instalado em uma bonita e agradável casa situada numa parte mais tranqüila do bairro de Lourdes, o restaurante tem dois ambientes: o salão interno e a varanda. Conta também com um oportuno e elegante jardim de inverno e agrada aos casais mantendo sempre a iluminação a meia luz. Enfim, apesar de ter mesas um tanto quanto próximas umas das outras, o estabelecimento é aconchegante e confortável.
            Não posso dizer que fui mal atendido, porém, creio que por parte de todos os garçons faltou simpatia e mais atenção aos detalhes. Pratos não foram retirados depois de terminadas algumas etapas do serviço, bem como, vez ou outra faltou informação para esclarecimentos acerca dos ingredientes e modos de preparo do que era oferecido no cardápio. A equipe de sala me pareceu desempenhar o seu papel de modo “blasé”, distante, o que obviamente inibe e chateia o cliente.
            Se os preços praticados na casa estão nas alturas, a qualidade do que foi servido pela equipe do competente chef Hendres Almeida (China) não decepciona e está sensivelmente acima do que se encontra na maioria dos restaurantes de BH. No elegante e abrangente cardápio são listados preferencialmente clássicos da culinária francesa, além de algumas receitas da cozinha contemporânea e italiana. O bom sashimi de atum nobu style (R$ 36,00) agradou pela frescura do peixe e pelo toque cítrico do molho. Já a polenta com trifolata de cogumelos e crocante de parma trufado (R$ 36,00) escorregou no ponto de cocção, levemente dura e ressecada. De qualquer maneira, o prato estava muitíssimo bem temperado e o sabor das trufas equilibrado e bem integrado aos demais ingredientes. Pães comuns acompanharam as duas entradas, não estavam quentes e nem saborosos, num restaurante com as pretensões do Gomide deveriam ser muito melhores e receberem mais atenção e carinho.
            Se um prato pode ser chamado de irrepreensível ele atende pelo nome de Tournedos Rossini (R$ 89,00). Acompanhada por um equilibrado e muito bem feito risoto trufado, por duas fatias grelhadas de um delicioso foie gras e por um harmonioso molho roti, a carne alta de filé foi servida com tempero e ponto perfeitos. Não tão inspirador e bem abaixo estava o Ravióli de polenta sobre rabada (R$ 78,00). Apesar da massa cozida al dente e da carne saborosa, faltou personalidade e mais apuro ao apimentado molho. O mignon de cordeiro com risoto trufado (R$ 99,00), apesar do preço extremamente salgado, é muito bem feito e à parte de questões financeiras, merece ser provado.
            Na seção de sobremesas da carta, o maior destaque fica por conta do ótimo corneto de mascarpone com sorvete de baunilha (Diletto) e calda de frutas vermelhas (R$ 16,00) e da boa torta de banana com sorvete de pistache (Diletto) e farofa de nozes. Apesar de não comprometer, o creme brûllée (R$ 16,00) é razoável.
            A carta de vinhos é boa, apresenta rótulos dos países mais significantes da cena vitivinícola, porém, não há nada de muito criativo ou grandes vinhos. Basicamente, encontram-se alguns rótulos pinçados dos portfólios das maiores importadoras, com preços que acompanham o padrão de marcação das comidas. Nas vezes que estive no restaurante não vi a presença de um sommelier ou pessoa especializada em vinhos. De fato positivo vale destacar o uso dos copos da marca austríaca Riedel, o que demonstra preocupação em oferecer utensílios de qualidade ao cliente.
            Em linhas gerais, o Gomide é um bom e agradável restaurante. Tem uma cozinha consistente, tecnicamente muito boa e um cardápio bastante clássico e interessante. Se as derrapadas no atendimento não comprometeram de forma significativa a refeição, os altos preços praticados são, sem sombra de dúvidas, um fator desencorajador, mesmo porque, há em Belo Horizonte restaurantes tão bons quanto ele, que praticam preços, digamos, bem mais amigáveis.
Avaliação:
           Atendimento: 10,50 / 15,00
           Apresentação e Estrutura da casa: 13,00 / 15,00
           Comida: 36,50 / 40,00
           Cartas (cardápio e vinhos/bebidas): 11,30 / 13,00 e 3,50 / 7,00
           Proposta/execução/criatividade: 7,70 / 10,00
Total: 82,50
Legenda: *** (extraordinário)- entre 96 e 100 pontos; **+ (extraordinário) - igual a 95 pontos;
** (excelente) - entre 90 e 94 pontos; *+ (excelente) - igual a 89 pontos; * (muito bom) - entre 84 e 88 pontos. SERVIÇO: Gomide - Rua Tomaz Gonzaga, 189 – Lourdes / Tel.: (31) 3292-4928. Horário de funcionamento: Terça-feira a sabado – das 19hs à 0h / Domingos e Feriados – das 12hs às 18hs. Contatos com: Felipe Vieira Modad Victoria – E-mail: felipebrg@hotmail.com

07 A 19.OUTUBRO.2013 - VINHOGOURMET PORTUGAL: DOURO, DÃO E BAIRRADA



07 a 19.OUTUBRO. 2013. VINHOGOURMET PORTUGAL NORTE COM LISBOA - Arte, Arquitetura Tradicional e a Moderna, Cultura em geral, Gastronomia e Enologia, e ainda a História de Portugal estarão juntas num roteiro de viagem, idealizado para levar você a uma experiência inesquecível pelas regiões do Douro, Dão e Bairrada. O roteiro conta com a consultoria e acompanhamento desde Belo Horizonte do enófilo e consultor de vinhos Márcio Oliveira e do guia operacional e consultor de viagens especializado German Alarcon-Martin, membros da SBAV-MG e Slow Food,  conhecedores dos segredos e história dos mais reconhecidos vinhos portugueses.
As visitas serão feitas nas regiões produtoras demarcadas do Douro, do Dão e da Bairrada, passando por cidades históricas como o Porto, Vila Nova de Gaia, Peso da Régua, Lamego, Penalva do Castelo, Anadia, Coimbra, terminando em Lisboa, onde o grupo participará do evento “Vinhos do Alentejo em Lisboa”, organizado pela CVR Alentejana em conjunto com a Wine-Essência do Vinho, nos dias 18 e 19 de Outubro, realizado no Centro Cultural de Belém, um dos mais nobres espaços lisboetas. Iniciativa dirigida a profissionais e consumidores, para o contato com as grandes referências da região alentejana e conhecer os últimos lançamentos disponíveis no mercado, visando o mercado nacional e internacional, atraindo novos públicos, gerando novos negócios e de aumentando a participação alentejana neste mercado estratégico. O evento contará com presença de mais de 70 produtores de vinhos, uma série de provas comentadas, e certamente abrirá caminho para novos roteiros a serem explorados futuramente.
Paisagens e cenários dignos de filmes, visitando o Palácio do Bussaco, Restaurantes Premiados, Vinícolas reconhecidas e Produtores que surpreenderão os viajantes.

ROTEIRO PREVISTO:

1º Dia. 7 OUT. 2ª. BELO HORIZONTE – LISBOA. Saída de BH as 16h40 com vôo TAP 0056 direto a Lisboa. Pernoite no vôo. Saídas de outras cidades sob consulta.

2º Dia. 8 OUT. 3ª. LISBOA – PORTO.  Chegada as 5h55 em Lisboa. Conexão vôo TAP 1954. Chegada em Porto as 10h00. Traslado. Acomodação 2 noites Hotel  Intercontinental 5*.  Almoço e tarde livre. No final da tarde, Boas Vindas no Centro de Visitas da  Graham´s em Vila Nova de Gaia com Prova de “Super Premium Tawny” de 30 e 40 anos e o espetacular Colheita 1969 com abertura a fogo (Todos estes vinho receberam o Prêmio Excelência 2012 pela Revista dos Vinhos de Portugal). Jantar de Confraternização com Menu Degustação Harmonizado no Restaurante VINUM at Graham´s com vista noturna da cidade de Porto e do outro lado do rio.

3º Dia. 9 OUT. 4ª. PORTO.  Visita turística e cultural da cidade do Porto com seu Palácio da Bolsa com guia local. Parada no esplêndido Café Majestic para provar seu Pastel de Nata e Café. Traslado a Vila Nova de Gaia. Visita e Prova “Pure Pleasure” na Taylor´s com degustação comentada de Chip Dry, LBV 2008, Tawny 20 anos e abertura a fogo do Vintage Quinta de Vargellas 1998. Almoço Menu Degustação Harmonizado no Restaurante The Yeatman (1* Michelin) do Chef Ricardo Costa com vistas espetaculares para a cidade do Porto. O restaurante recebeu o Prêmio “Melhor Serviço de Vinhos” pela  Revista Wine “Melhores 2012” e foi vencedor nacional na categoria ”Restaurantes Vínicos” nos Prêmios “Best of Wine Tourism 2013. Após almoço, traslado para a emblemática Livraria Lello e restante do dia e Jantar livre.

4º Dia. 10 OUT. 5ª. PORTO. Visita ao tradicional Mercado Bolhão e saída para a Corticeira Amorim em Mozelos para conhecer os segredos da produção das Rolhas. Retorno ao Porto. Almoço e tarde livre. No final da tarde, participação na Prova  “Portos Velhos” do Grupo Sogevinos (Kopke/Calem/Burmester). Jantar livre.

5º Dia. 11 OUT. 6ª. PORTO – DOURO.  Traslado para a Quinta do Crasto no Douro, entre Peso da Régua e Pinhão, um dos 5 “Douro Boys”, vencedor nacional na categoria “Serviços de Enoturismo” nos Prêmios “Best of Wine Tourism 2013”, herança da Ferreirinha, personagem incontornável quando se fala dos vinhos do Douro, nascida em principio do Séc. XX, Da. Antônia Adelaide Ferreira foi uma mulher fora do seu tempo que não se limitou ao cultivo da vinha, introduzindo uma série de inovações nesta matéria. Visita, Prova de Vinhos e Almoço Harmonizado. Embarque junto a esta Quinta, para Passeio de Barco “Pipa Douro” até Pinhão. Visita turística e cultural com guia local de Pinhão e do “Wine House” na antiga estação de comboios com espaço de interpretação vitivinícola da região. Navegação rio abaixo até Peso da Régua. Acomodação de 2 noites no Hotel Delfim Douro 4*.  Jantar livre.

6º Dia. 12 OUT. SAB. DOURO. Visita com Prova de Vinhos de 2 produtores: Quinta do Pôpa, cuja equipe de enologia é liderada por Luis Pato, e Quinta do Vallado, outro dos "Douro Boys", Prêmio “Produtor do Ano” pela Revista Wine “Melhores 2012” e vencedor internacional na categoria “Arquitetura e Paisagens” nos Prêmios “Best of Wine Tourism 2013. Pisa de Uvas (se nesta data ainda houver uva colheitada para pisa), seguida de Almoço Harmonizado na própria Quinta. A tarde, visita turística e cultural de Vila Real com guia local. Retono ao Hotel e breve tempo livre. No final de tarde breve visita da Quinta do Côtto seguida de Jantar Harmonizado com Prova dos vinhos. 

7º Dia. 13 OUT. DOM. DOURO – DÃO.  Ainda no Douro, visita turística e cultural com guia local de Lamego conhecendo a famosa e impressionante escadaria dos 686 degraus de Nsa. Sra. dos Remedios. Já no Dão visita com Prova de Vinhos  da Casa de Santar com de Almoço Harmonizado no Paço dos Cunhas de Santar. A tarde chegada no histórico Hotel Casa da Ínsua 5* em Penalva do Castelo, que também é uma Quinta, para acomodação de 2 noites. Jantar livre.

8º Dia. 14 OUT. 2ª. DÃO. Visita com Prova de Vinhos da Quinta do Perdigão. Almoço num Restaurante tradicional de Viseu, seguido da visita turística e cultural desta cidade com guia local. Volta ao Hotel. Breve tempo livre. Final de tarde no próprio hotel, realizando a modo de Happy Hour uma Prova dos vinhos da Casa da Ínsua, com seus próprios produtos gastronômicos regionais como Tostas com Azeite, Presunto, Queijo da Serra e Compotas. Jantar livre.

9º Dia. 15 OUT 3ª. DÃO – BAIRRADA. Ainda no Dão, visita com Prova de Vinhos na Quinta de Cabriz. E já na Bairrada  visita e Prova de Vinhos na Campolargo junto a Anadia com Almoço Harmonizado típico. Visita do Museu do Vinho da Bairrada em Anadia. No final de tarde chegada ao histórico Hotel Bussaco Palace 5*. Acomodação por 2 noites. Jantar Especial com Menu Degustação Harmonizado com os vinhos exclusivos do Bussaco.

10º Dia. 16 OUT. 4ª. BAIRRADA.  Visita com Prova de Vinhos de 2 produtores: Quinta das Bágeiras, da qual, Mário Sérgio Alves, foi considerado “Produtor do Ano 2012” pela Revista dos Vinhos de Portugal nos “Prêmios Excelência 2012”. Prosseguimento a vinícola de Luis Pato, conhecido como o embaixador da uva Baga. Em Mealhada, Almoço típico regional do famoso Leitão a Bairrada num Restaurante tradicional do vilarejo. A tarde visita turística e cultural de Coimbra guia local conhecendo a sua famosa Universidade. Volta ao Hotel e Jantar livre.

11º Dia. 17 OUT. 5ª. BAIRRADA – ALENQUER – LISBOA.
Saída para Lisboa. Chegada e acomodação de 2 noites no Hotel Dom Pedro Palace 5*. Almoço e tarde livre. A noite Jantar Harmonizado de Despedia no Restaurante Eleven do Chef Joachim Koerper, membro prestigiosa da Relais&Châteaux. 

12º Dia. 18 OUT. 6ª. LISBOA. Manhã e almoço livre. No inicio da tarde, oportunidade para participar do evento “Vinhos do Alentejo em Lisboa”, organizado pela CVR Alentejana em conjunto com a Wine-Essência do Vinho, com presença de mais de 70 produtores de vinhos presentes, uma série de provas comentadas, realizado no Centro Cultural de Belém, podendo cada um de nós, interagir com os produtores e degustar os seus melhores vinhos. Jantar livre.

13º Dia. 19 OUT. SAB LISBOA – BELO HORIZONTE. Traslado para o Aeroporto. As 9h30 saída vôo TAP 0051 com chegada em BH as 15h10. Ou para outros destinos no Brasil. Ou permanência opcional em Lisboa com noites adicionais podendo participar do 2º Dia das Provas do Alentejo.
INCLUI: Passagens aéreas de ida a Porto e volta desde Lisboa com TAP e saída de BH e taxas de embarque. 11 noites de acomodação com café da manhã e impostos, sendo 3 em Porto, 2 no Douro, 2 no Dão, 2 na Bairrada e 2 em Lisboa em hotéis de 4* e 5* conforme indicados no roteiro ou similares ● 14 visitas com Provas de 4 vinhos a produtores vitivinícolas  11 refeições, sendo 7 almoços e 4 jantares, todos harmonizados, sendo 5 em vinícolas Passeio de Barco pelo Douro 4 Atividades alternativas (Marcado Bolhão, Corticeira, Café Majestic e Degustação produtos gastronômicos do Dão) Visitas aos Museu do Vinho do Douro e Bairrada com ingressos 6 Visitas turístico-culturais com guia local (Porto, Pinhão, Vila Real, Lamego, Viseu e Coimbra)  3 atividades especiais entorno ao Vinho (Degustação de Portos Velhos, Pisa de Uvas –se a colheita permitir- e Prova Anual Vinhos do Alentejo) Todos os traslados em transporte privativo Acompanhamento desde Belo Horizonte do enófilo e consultor de vinhos Márcio Oliveira. Acompanhamento desde Belo Horizonte de guia operacional e consultor de viagens especializado, membro da SBAV-MG Completa apostila com informações do destino, regiões e produtores vitivinícolas visitadas.
VALORES: Parte Terrestre: Euros 3.725,00. Pagamento: À vista, facilitado com pagamento total até 1 mês antes da saída. Outras opções de financiamento sob consulta. Parte Aérea: US$ 1.285,00 + Taxas US$ 140,00 em até 5 vezes no cartão, com totalidade taxas na 1ª parcela. INSCRIÇÃO: R$ 2.000,00 por pessoa até 20 AGO. Solicite a sua Ficha de Inscrição e o programa detalhado dia por dia. OPCIONAIS: Noites adicionais em Lisboa ou extensões conforme desejado, só após formado o grupo do pacote básico. OBSERVAÇÕES GERAIS: Número de participantes no grupo: Máximo 24 e Mínimo 18. ● INFORMAÇÕES E RESERVAS: Na ZENITHE TRAVELCLUB CONSULTORIA E OPERADORA DE EXPERIÊNCIAS ENOGASTRONÔMICAS. Belo Horizonte. TEL.: (31) 3225-7773. Contato: Francesca Bicalho. E-mail: fit3@zenithe.tur.br