segunda-feira, 5 de agosto de 2013

07 A 19.OUTUBRO.2013 - VINHOGOURMET PORTUGAL: DOURO, DÃO E BAIRRADA



07 a 19.OUTUBRO. 2013. VINHOGOURMET PORTUGAL NORTE COM LISBOA - Arte, Arquitetura Tradicional e a Moderna, Cultura em geral, Gastronomia e Enologia, e ainda a História de Portugal estarão juntas num roteiro de viagem, idealizado para levar você a uma experiência inesquecível pelas regiões do Douro, Dão e Bairrada. O roteiro conta com a consultoria e acompanhamento desde Belo Horizonte do enófilo e consultor de vinhos Márcio Oliveira e do guia operacional e consultor de viagens especializado German Alarcon-Martin, membros da SBAV-MG e Slow Food,  conhecedores dos segredos e história dos mais reconhecidos vinhos portugueses.
As visitas serão feitas nas regiões produtoras demarcadas do Douro, do Dão e da Bairrada, passando por cidades históricas como o Porto, Vila Nova de Gaia, Peso da Régua, Lamego, Penalva do Castelo, Anadia, Coimbra, terminando em Lisboa, onde o grupo participará do evento “Vinhos do Alentejo em Lisboa”, organizado pela CVR Alentejana em conjunto com a Wine-Essência do Vinho, nos dias 18 e 19 de Outubro, realizado no Centro Cultural de Belém, um dos mais nobres espaços lisboetas. Iniciativa dirigida a profissionais e consumidores, para o contato com as grandes referências da região alentejana e conhecer os últimos lançamentos disponíveis no mercado, visando o mercado nacional e internacional, atraindo novos públicos, gerando novos negócios e de aumentando a participação alentejana neste mercado estratégico. O evento contará com presença de mais de 70 produtores de vinhos, uma série de provas comentadas, e certamente abrirá caminho para novos roteiros a serem explorados futuramente.
Paisagens e cenários dignos de filmes, visitando o Palácio do Bussaco, Restaurantes Premiados, Vinícolas reconhecidas e Produtores que surpreenderão os viajantes.

ROTEIRO PREVISTO:

1º Dia. 7 OUT. 2ª. BELO HORIZONTE – LISBOA. Saída de BH as 16h40 com vôo TAP 0056 direto a Lisboa. Pernoite no vôo. Saídas de outras cidades sob consulta.

2º Dia. 8 OUT. 3ª. LISBOA – PORTO.  Chegada as 5h55 em Lisboa. Conexão vôo TAP 1954. Chegada em Porto as 10h00. Traslado. Acomodação 2 noites Hotel  Intercontinental 5*.  Almoço e tarde livre. No final da tarde, Boas Vindas no Centro de Visitas da  Graham´s em Vila Nova de Gaia com Prova de “Super Premium Tawny” de 30 e 40 anos e o espetacular Colheita 1969 com abertura a fogo (Todos estes vinho receberam o Prêmio Excelência 2012 pela Revista dos Vinhos de Portugal). Jantar de Confraternização com Menu Degustação Harmonizado no Restaurante VINUM at Graham´s com vista noturna da cidade de Porto e do outro lado do rio.

3º Dia. 9 OUT. 4ª. PORTO.  Visita turística e cultural da cidade do Porto com seu Palácio da Bolsa com guia local. Parada no esplêndido Café Majestic para provar seu Pastel de Nata e Café. Traslado a Vila Nova de Gaia. Visita e Prova “Pure Pleasure” na Taylor´s com degustação comentada de Chip Dry, LBV 2008, Tawny 20 anos e abertura a fogo do Vintage Quinta de Vargellas 1998. Almoço Menu Degustação Harmonizado no Restaurante The Yeatman (1* Michelin) do Chef Ricardo Costa com vistas espetaculares para a cidade do Porto. O restaurante recebeu o Prêmio “Melhor Serviço de Vinhos” pela  Revista Wine “Melhores 2012” e foi vencedor nacional na categoria ”Restaurantes Vínicos” nos Prêmios “Best of Wine Tourism 2013. Após almoço, traslado para a emblemática Livraria Lello e restante do dia e Jantar livre.

4º Dia. 10 OUT. 5ª. PORTO. Visita ao tradicional Mercado Bolhão e saída para a Corticeira Amorim em Mozelos para conhecer os segredos da produção das Rolhas. Retorno ao Porto. Almoço e tarde livre. No final da tarde, participação na Prova  “Portos Velhos” do Grupo Sogevinos (Kopke/Calem/Burmester). Jantar livre.

5º Dia. 11 OUT. 6ª. PORTO – DOURO.  Traslado para a Quinta do Crasto no Douro, entre Peso da Régua e Pinhão, um dos 5 “Douro Boys”, vencedor nacional na categoria “Serviços de Enoturismo” nos Prêmios “Best of Wine Tourism 2013”, herança da Ferreirinha, personagem incontornável quando se fala dos vinhos do Douro, nascida em principio do Séc. XX, Da. Antônia Adelaide Ferreira foi uma mulher fora do seu tempo que não se limitou ao cultivo da vinha, introduzindo uma série de inovações nesta matéria. Visita, Prova de Vinhos e Almoço Harmonizado. Embarque junto a esta Quinta, para Passeio de Barco “Pipa Douro” até Pinhão. Visita turística e cultural com guia local de Pinhão e do “Wine House” na antiga estação de comboios com espaço de interpretação vitivinícola da região. Navegação rio abaixo até Peso da Régua. Acomodação de 2 noites no Hotel Delfim Douro 4*.  Jantar livre.

6º Dia. 12 OUT. SAB. DOURO. Visita com Prova de Vinhos de 2 produtores: Quinta do Pôpa, cuja equipe de enologia é liderada por Luis Pato, e Quinta do Vallado, outro dos "Douro Boys", Prêmio “Produtor do Ano” pela Revista Wine “Melhores 2012” e vencedor internacional na categoria “Arquitetura e Paisagens” nos Prêmios “Best of Wine Tourism 2013. Pisa de Uvas (se nesta data ainda houver uva colheitada para pisa), seguida de Almoço Harmonizado na própria Quinta. A tarde, visita turística e cultural de Vila Real com guia local. Retono ao Hotel e breve tempo livre. No final de tarde breve visita da Quinta do Côtto seguida de Jantar Harmonizado com Prova dos vinhos. 

7º Dia. 13 OUT. DOM. DOURO – DÃO.  Ainda no Douro, visita turística e cultural com guia local de Lamego conhecendo a famosa e impressionante escadaria dos 686 degraus de Nsa. Sra. dos Remedios. Já no Dão visita com Prova de Vinhos  da Casa de Santar com de Almoço Harmonizado no Paço dos Cunhas de Santar. A tarde chegada no histórico Hotel Casa da Ínsua 5* em Penalva do Castelo, que também é uma Quinta, para acomodação de 2 noites. Jantar livre.

8º Dia. 14 OUT. 2ª. DÃO. Visita com Prova de Vinhos da Quinta do Perdigão. Almoço num Restaurante tradicional de Viseu, seguido da visita turística e cultural desta cidade com guia local. Volta ao Hotel. Breve tempo livre. Final de tarde no próprio hotel, realizando a modo de Happy Hour uma Prova dos vinhos da Casa da Ínsua, com seus próprios produtos gastronômicos regionais como Tostas com Azeite, Presunto, Queijo da Serra e Compotas. Jantar livre.

9º Dia. 15 OUT 3ª. DÃO – BAIRRADA. Ainda no Dão, visita com Prova de Vinhos na Quinta de Cabriz. E já na Bairrada  visita e Prova de Vinhos na Campolargo junto a Anadia com Almoço Harmonizado típico. Visita do Museu do Vinho da Bairrada em Anadia. No final de tarde chegada ao histórico Hotel Bussaco Palace 5*. Acomodação por 2 noites. Jantar Especial com Menu Degustação Harmonizado com os vinhos exclusivos do Bussaco.

10º Dia. 16 OUT. 4ª. BAIRRADA.  Visita com Prova de Vinhos de 2 produtores: Quinta das Bágeiras, da qual, Mário Sérgio Alves, foi considerado “Produtor do Ano 2012” pela Revista dos Vinhos de Portugal nos “Prêmios Excelência 2012”. Prosseguimento a vinícola de Luis Pato, conhecido como o embaixador da uva Baga. Em Mealhada, Almoço típico regional do famoso Leitão a Bairrada num Restaurante tradicional do vilarejo. A tarde visita turística e cultural de Coimbra guia local conhecendo a sua famosa Universidade. Volta ao Hotel e Jantar livre.

11º Dia. 17 OUT. 5ª. BAIRRADA – ALENQUER – LISBOA.
Saída para Lisboa. Chegada e acomodação de 2 noites no Hotel Dom Pedro Palace 5*. Almoço e tarde livre. A noite Jantar Harmonizado de Despedia no Restaurante Eleven do Chef Joachim Koerper, membro prestigiosa da Relais&Châteaux. 

12º Dia. 18 OUT. 6ª. LISBOA. Manhã e almoço livre. No inicio da tarde, oportunidade para participar do evento “Vinhos do Alentejo em Lisboa”, organizado pela CVR Alentejana em conjunto com a Wine-Essência do Vinho, com presença de mais de 70 produtores de vinhos presentes, uma série de provas comentadas, realizado no Centro Cultural de Belém, podendo cada um de nós, interagir com os produtores e degustar os seus melhores vinhos. Jantar livre.

13º Dia. 19 OUT. SAB LISBOA – BELO HORIZONTE. Traslado para o Aeroporto. As 9h30 saída vôo TAP 0051 com chegada em BH as 15h10. Ou para outros destinos no Brasil. Ou permanência opcional em Lisboa com noites adicionais podendo participar do 2º Dia das Provas do Alentejo.
INCLUI: Passagens aéreas de ida a Porto e volta desde Lisboa com TAP e saída de BH e taxas de embarque. 11 noites de acomodação com café da manhã e impostos, sendo 3 em Porto, 2 no Douro, 2 no Dão, 2 na Bairrada e 2 em Lisboa em hotéis de 4* e 5* conforme indicados no roteiro ou similares ● 14 visitas com Provas de 4 vinhos a produtores vitivinícolas  11 refeições, sendo 7 almoços e 4 jantares, todos harmonizados, sendo 5 em vinícolas Passeio de Barco pelo Douro 4 Atividades alternativas (Marcado Bolhão, Corticeira, Café Majestic e Degustação produtos gastronômicos do Dão) Visitas aos Museu do Vinho do Douro e Bairrada com ingressos 6 Visitas turístico-culturais com guia local (Porto, Pinhão, Vila Real, Lamego, Viseu e Coimbra)  3 atividades especiais entorno ao Vinho (Degustação de Portos Velhos, Pisa de Uvas –se a colheita permitir- e Prova Anual Vinhos do Alentejo) Todos os traslados em transporte privativo Acompanhamento desde Belo Horizonte do enófilo e consultor de vinhos Márcio Oliveira. Acompanhamento desde Belo Horizonte de guia operacional e consultor de viagens especializado, membro da SBAV-MG Completa apostila com informações do destino, regiões e produtores vitivinícolas visitadas.
VALORES: Parte Terrestre: Euros 3.725,00. Pagamento: À vista, facilitado com pagamento total até 1 mês antes da saída. Outras opções de financiamento sob consulta. Parte Aérea: US$ 1.285,00 + Taxas US$ 140,00 em até 5 vezes no cartão, com totalidade taxas na 1ª parcela. INSCRIÇÃO: R$ 2.000,00 por pessoa até 20 AGO. Solicite a sua Ficha de Inscrição e o programa detalhado dia por dia. OPCIONAIS: Noites adicionais em Lisboa ou extensões conforme desejado, só após formado o grupo do pacote básico. OBSERVAÇÕES GERAIS: Número de participantes no grupo: Máximo 24 e Mínimo 18. ● INFORMAÇÕES E RESERVAS: Na ZENITHE TRAVELCLUB CONSULTORIA E OPERADORA DE EXPERIÊNCIAS ENOGASTRONÔMICAS. Belo Horizonte. TEL.: (31) 3225-7773. Contato: Francesca Bicalho. E-mail: fit3@zenithe.tur.br

segunda-feira, 29 de julho de 2013

“QUANDO BACO CONSPIRA A FAVOR DO VINHO - LAVRADORES DE FEITORIA"

“QUANDO BACO CONSPIRA A FAVOR DO VINHO” – Belo Horizonte recebeu nesta semana a visita de Olga Martins, CEO da vinícola LAVRADORES DE FEITORIA. Seus vinhos são importados para o Brasil pela MISTRAL. Por razões de compromisso profissional no mesmo horário que a degustação aconteceria na importadora o jeito foi aceitar que nem sempre podemos ter tudo que queremos !.
            No entanto, sábado cedo resolvi passar na Mistral para agradecer pelo convite e uma surpresa estava reservada ... Olga Martins ainda estava em BH e visitava a loja da Importadora. Aproveitei então esta oportunidade para conhecer um pouco mais dos seus vinhos e da vinícola, que desponta como um dos projetos mais inovadores e elogiados em Portugal.
            Inaugurada em 1999, reunindo 15 proprietários de alguns dos mais privilegiados terroirs do Douro, com um compromisso declarado de produzir os melhores vinhos da Terrinha, a Lavradores de Feitoria se consolidou como uma das melhores adegas, tendo recebido em 2004 o prêmio de “Melhor Produtor do Ano” da respeitada Revista de Vinhos.
            Além disto, o vinho “Poeira”, projeto pessoal do enólogo Jorge Moreira (marido de Olga Martins) tornou-se um dos mais cultuados e premiados vinhos de garagem de Portugal, nascido em 2001, na cave da residência do casal no Vale do Douro.
            A Lavradores de Feitoria conjuga o melhor da tradição com tecnologia de ponta, criando vinhos de muito frescor e personalidade, resultando no Poeira ser reconhecido como “um pioneiro, um novo passo na evolução do vinho de mesa do Douro”, recebendo o Prêmio de Excelência da Revista de Vinhos, além de recomendações de Robert Parker e Wine Spectator.

Com tantos atributos, faltava degustar os vinhos e provei:

Três Bagos Branco 2011 – Elaborado a partir da Malvasia, Viosinho e Gouveio de videiras entre 25 e 30 anos, plantadas em terrenos xistosos, mostra-se um vinho de muito vigor e frescor. A Viosinho é fermentada em barrica enquanto a Malvasia e Gouveio são fermentadas em cubas de inox. A Lavradores de Feitoria tem 18 Quintas associadas, das quais 4 produzem as castas brancas. Os aromas lembram frutas tropicais e nota mineral. Em boca msotrou-se fresco e equilibrado.

Meruge Branco 2010 – Criado a partir da casta Viosinho de videiras com 25 a 30 anos de idade. Segundo Olga, a Viosinho é a casta branca mais completa do Douro, mostrando uma diversidade incrível de aromas, que neste vinho foram emoldurados sem excesso pela fermentação em barricas de madeira. O cuidado para refeltir a complexidade implica em uso de carvalho português, sem tosta (o carvalho contribui para o arejamento e complexidade mas não agrega as notas de defumado e tostado), criando um vinho fresco, com notas de frutas secas como nozes e avelãs, figo turco seco e especiarias. Pode-se resumir tudo num único adjetivo: “ delicioso !!!”.

Pó de Poeira Branco 2011 – corte de 85% de Alvarinho e 15% de Gouveio. Curioso como nunca, perguntei sobre a Alvarinho como casta duriense ! Na realidade, o terroir merecia ser explorado de forma inovadora por conta de sua exposição norte e resolveram “importar” a Alvarinho do Minho e enxertá-la em vinhas velhas de 50 anos, obtendo-se com isto uma acidez maravilhosa. O corte evolui em barricas de carvalho de 500 litros, resultado um branco de muita pureza e vigor, com excelente toque mineral e complexidade. O segundo gole é quase que imediato !!! Já recebeu 92 pontos do Robert Parker e o crítico português João Paulo Martins (que escreve excelentes Guias de Vinhos Portugueses) descreve-o como “perigosamente apetitoso !”.

Meruge Tinto 2009 – Um corte de 80% de Tinta Roriz (nossa conhecida Tempranillo) que é bastante difícil de ser conduzida e trabalhada para dar estrutura ao vinho, combinada com Touriga Franca e Touriga Nacional. De coloração mais clara, lembra um Pinot Noir e não é à toa que lembra os grandes vinhos da Borgonha. Boa fruta, com madeira muito bem integrada, complexo e elegante.

Três Bagos Grande Escolha 2007 – Um vinho Topo de Gama, feito a partir de Vinhas Velhas, que é um grande patrimônio do Douro. Nestas vinhas predomina a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Amarela. O vinho vem sendo repetidamente considerado como um dos grandes tintos de Portugal, recebendo o “Prêmio de Excelência” da Revista de Vinhos. No olfato aparecem aromas de frutas negras maduras (amoras), notas de especiarias, madeira bem integrada, tudo cercado de muita complexidade. No paladar mostra equilíbrio e elegância, com final persistente. Vai evoluir muito bem em garrafa, pois mostra longevidade.

Poeira 2009 – A vinha está voltada para o norte, em frente a do Noval, com idade entre 85 a 90 anos, com mais de 20 castas identificadas entre as ali plantadas. Portanto, pode-se esperar grande complexidade deste, que é considerado o maior sucesso em termos de vinho de garagem no Douro, um dos “cult wines” de Portugal. Impressionante riqueza de aromas e excelente acidez ganharam 94 pontos de Robert Parker.

 Olga Martins falou-me com pesar da “dores d´alma” sobre as iniciativas de alguns produtores estarem arrancando as vinhas velhas em prol de obterem maiores produções, visando exclusivamente resultados econômicos com venda de uva em volume, mas por outro lado extinguindo um patrimônio duriense, pois as “vinhas velhas” são um repositório de cultura, história, paisagem, que sem dúvida alguma influenciam a qualidade e reconhecimento que os vinhos do Douro têm tido.

Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100

“ 2012 – COMO SERÁ A SAFRA NA FRANÇA ? – PARTE III”-

“ 2012 – COMO SERÁ A SAFRA NA FRANÇA ? – PARTE III”- De forma geral pode-se dizer que o ano de 2012 teve clima particularmente caprichoso na Europa, permitindo avaliar o trabalho meticuloso na condução dos vinhedos para obter bons resultados, face a difícil maturação das uvas, da seleção da colheita e o trabalho dos enólogos nas vinícolas.
Na França, no norte da Espanha e norte da Itália, no período da colheita, uma chuva inesperada surgiu após uma seca sazonal prolongada, retardando a maturação já atrasada pela falta de água dos últimos meses. Estive colhendo uvas em Bordeaux em 18 de setembro de 2012, e causou surpresa ainda estarmos colhendo a branca Semillon. A Merlot viria a ser colhida 10 dias depois e a Cabernet Sauvignon mais tarde ainda.
Assim, a maturação estendida além do normal, obrigou as vinícolas a diversas modificações na colheita, e os enólogos tiveram que usar de muita criatividade e experiência para obter boas vinificações. Em regiões como Chablis, as geadas tardias destruíram 50 a 60% dos brotos, chegando a até 80% em algumas parcelas, resultando numa safra de pequena produção e possivelmente altos preços.
A primavera muito úmida em Bordeaux, Rhône Sul gelado, um inverno extremamente seco no Languedoc, três quartos da produção da Borgonha, Provence e Saumur destruídos pela geada. Em resumo, nenhuma região fugiu ao rigor da metereologia e das doenças nos vinhedos, resultando em rendimentos mínimos e qualidade heterogênea dos vinhos.
Entretanto, nada está completamente perdido, pois a pequena produção pode resultar vinhos de ótima concentração e complexidade... Esperemos !!!

VALE DO RHONE – “ Uma safra de vinhos frescos ! “ – No Rhône Sul, um inverno muito frio afetou as vinhas velhas, especialmente de Grenache. A Primavera foi chuvosa como nunca, e somente em meados de amio o bom tempo se instalou. Como resultado, teremos Syrahs de bom frescor e equilíbrio. Seus cortes também apresentarão uma boa expressão aromática com algum aroma vegetal. Os teores alcoólicos deverão ser um pouco mais baixos e a estrutura será resultado dos rendimentos menores, e mesmo assim, menos “quentes ou calorosos” que as safras anteriores. Assim, terão algo do Rhône Norte ! Os vinhos brancos serão remarcáveis, frescos e muito digestivos.
            No Rhône Norte as colheitas ficaram atrasadas pelas maturidades tardias. Os jovens Syrahs e Marsannes, colhidos nos períodos entre as intempéries, mostram caráter vegetal. Os brancos demoraram a ser feitos, e aos final se mostram mais complexos que as safras de 2010 e 2011.
Os grandes terroirs dominaram na criação de uma safra clássica, com vinhos potentes em sabores e em riqueza. As chuvas durante a colheita afetaram o norte de Saint-Joseph, Condrieu e a Cote-Rôtie, mas sem grandes diluições.
Os grandes Syrahs são de uma gostosa e rara frutuosidade, terão menos de 13% de álcool e deverão se afinar com delicadeza, refletindo os aromas da jovialidade.

ROUSSILLON – “Tintos Complexos e Profundos !” – Um inverno frio e chuvoso seguido de uma primavera quente provocou em 2012 uma maturidade precoce na região, com um verão muito seco (que entretanto viveu algumas geadas esporádicas) em Maury, Lesquerde e Fenouillèdes. No final de agosto as vinhas jovens e as camadas superficiais dos vinhedos mostravam sinais de “stress hídrico” apesar do calor úmido ocasional, lembrando clima tropical. Assim, entrando em setembro com clima adverso às doenças da vinhas, a colheita foi precoce e com baixos rendimentos, sendo no final cerca de 40% menos em média do que a colheita de em anos normais. Possivlemente será a menor colheita dos últimos 40 anos !!!
            Entretanto, a qualidade brindou a safra, sendo concentrada, criando vinhos equilibrados em acidez, com teores de álcool mais baixos, e acessíveis em sua jovialidade.
            Os brancos terão bom frescor, mas serão menos intensos em aromas. Os vinhos tintos serão completos e lembrarão os melhores produtos das safras anteriores. Os vinhos doces naturais se mostrarão bem sucedidos, equilibrados e muito fáceis de beber e gostar !

SUDOESTE – “ Um ano para os Jurançons Secos” – Se a região mostrou um mês de fevereiro gelado a ponto de matar os parasitas dos vinhedos, seguido de um inverno seco e primavera “taciturna e mal-humorada”, com floração atrasada. O verão estival com picos de calor criou uma maturidade difícil dos bagos de uvas. Em resumo, só houve  condições climatológicas mais favoráveis nos vinhedos dos Pirineus, mas como um todo, a região viveu dificuldades com as baixas temperaturas, geadas, ataques do míldio e oídio, resultando em produção em baixa.
            A safra se mostra mais fresca que a de 2011, com menor teor alcoólico, com acidez interessante, frutuosidade equilibrado, e mesmo uma certa finesse, apesar de haver vinhos magros e diluídos dependendo do produtor.
            Ou seja, a safra de 2012 foi muito exigente em termos do trabalho do produtor, e os grandes vinhos se mostrarão excelentes nas taças, refletindo as capacidades de cada um dar o seu melhor !

2012 – COMO SERÁ A SAFRA NA FRANÇA ? – PARTE II

“ 2012 – COMO SERÁ A SAFRA NA FRANÇA ? – PARTE II”- De forma geral pode-se dizer que o ano de 2012 teve clima particularmente caprichoso na Europa, permitindo avaliar o trabalho meticuloso na condução dos vinhedos para obter bons resultados, face a difícil maturação das uvas, da seleção da colheita e o trabalho dos enólogos nas vinícolas.

Na França, no norte da Espanha e norte da Itália, no período da colheita, uma chuva inesperada surgiu após uma seca sazonal prolongada, retardando a maturação já atrasada pela falta de água dos últimos meses. Estive colhendo uvas em Bordeaux em 18 de setembro de 2012, e causou surpresa ainda estarmos colhendo a branca Semillon. A Merlot viria a ser colhida 10 dias depois e a Cabernet Sauvignon mais tarde ainda.
Assim, a maturação estendida além do normal, obrigou as vinícolas a diversas modificações na colheita, e os enólogos tiveram que usar de muita criatividade e experiência para obter boas vinificações. Em regiões como Chablis, as geadas tardias destruíram 50 a 60% dos brotos, chegando a até 80% em algumas parcelas, resultando numa safra de pequena produção e possivelmente altos preços.
A primavera muito úmida em Bordeaux, Rhône Sul gelado, um inverno extremamente seco no Languedoc, três quartos da produção da Borgonha, Provence e Saumur destruídos pela geada. Em resumo, nenhuma região fugiu ao rigor da metereologia e das doenças nos vinhedos, resultando em rendimentos mínimos e qualidade heterogênea dos vinhos.
Entretanto, nada está completamente perdido, pois a pequena produção pode resultar vinhos de ótima concentração e complexidade... Esperemos !!!

LANGUEDOC – “ Tintos precoces e Brancos fragrantes “ – um inverno muito frio e sobretudo, excepcionalmente seco, nõa impediu que o Languedoc tivesse uma safra com vinhos tintos que se mostram precoces e gourmands e brancos muito frescos e perfumados.
De forma geral a safra mostra vinhos deliciosos, para serem bebidos logo, pois estão prontos para dar prazer imediato e refrescante.

LOIRE – “ Os Grandes Sauvignon de Sancerre serão vinhos à parte “ – a primavera gelada e com geadas criou grandes baixas de produção, especialmente em Touraine. Em Abril e Maio houve nebulosidade constante, chuvas e clima fresco, criando uma floração difícil e atrasada; o calor e clima seco só apareceram em agosto e persistiram até setembro, permitindo recuperar parte do atraso no ciclo vegetativo. Que se favoreceu com colheitas precoces por conta da maturidade das castas em Muscadet, Touraine e Loire Central, obteve vinhos excepcionais, apesar de terem volumes reduzidos. Os vinhos serão perfumados e digestivos, com bom equilíbrio e menor teor de álcool.

PROVENCE – “ Um Ano Festivo em Coteaux d´Aix ” – A região produziu uma safra clássica para vinhos brancos. Os tintos terão bom frescor da fruta, e os melhores rótulos poderão melhorar com o tempo. Uma primavera fria, com presença de geadas devastaram uma boa parcela dos vinhedos, especialmente em Haut-Var, entre Brignoles e Cabasse, de Cassis a Roquefort-la-Bédoule, e depois um verão muito seco.
            Para garantir o frescor da safra para os brancos, e baixar os teores alcoólicos das terras quentes, a solução foi colher as uvas antes da maturidade plena. Alguns produtores resolveram criar vinhos mais ambiciosos, afinados em barricas de carvalho, onde conseguiram preservar a acidez, e que resultarão em vinhos soberbos quando bebidos nos próimos anos.
Em Bandol, a Mourvedre amadureceu lentamente permitindo criar um estilo mais fácil de beber que os corpulentos vinhos da safra de 2011. Os melhores tintos serão prazerosos e saborosos na sua juventude e bem equilibrados, sem excessos de álcool, o que costuma ser apreciado no Sil da França.

            Semana que vem continuamos o artigo, descrevendo a safra em outras regiões da França. As informações aqui relatadas tem fonte em visitas a produtores, cavistas e ainda na edição da Revue du Vin de France.


2012 – COMO SERÁ A SAFRA NA FRANÇA ?

“ 2012 – COMO SERÁ A SAFRA NA FRANÇA ?”- Durante a recente viagem que fizemos pela Alemanha, uma pergunta freqüente para os produtores de vinho era como foram as últimas safras do país frente as condições climáticas recentes, sob forte inverno, chuvas e verões quentes. Lembrei-me com isto, como terá sido o resultado da difícil safra de 2012 na França, para onde fui após o roteiro pela Alemanha.
De forma geral pode-se dizer que o ano de 2012 teve clima particularmente caprichoso na Europa, permitindo avaliar o trabalho meticuloso na condução dos vinhedos para obter bons resultados, face a difícil maturação das uvas, da seleção da colheita e o trabalho dos enólogos nas vinícolas.
Na França, no norte da Espanha e norte da Itália, no período da colheita, uma chuva inesperada surgiu após uma seca sazonal prolongada, retardando a maturação já atrasada pela falta de água dos últimos meses. Estive colhendo uvas em Bordeaux em 18 de setembro de 2012, e causou surpresa ainda estarmos colhendo a branca Semillon. A Merlot viria a ser colhida 10 dias depois e a Cabernet Sauvignon mais tarde ainda.
Assim, a maturação estendida além do normal, obrigou as vinícolas a diversas modificações na colheita, e os enólogos tiveram que usar de muita criatividade e experiência para obter boas vinificações. Em regiões como Chablis, as geadas tardias destruíram 50 a 60% dos brotos, chegando a até 80% em algumas parcelas, resultando numa safra de pequena produção e possivelmente altos preços.
A primavera muito úmida em Bordeaux, Rhône Sul gelado, um inverno extremamente seco no Languedoc, três quartos da produção da Borgonha, Provence e Saumur destruídos pela geada. Em resumo, nenhuma região fugiu ao rigor da metereologia e das doenças nos vinhedos, resultando em rendimentos mínimos e qualidade heterogênea dos vinhos.
Entretanto, nada está completamente perdido, pois a pequena produção pode resultar vinhos de ótima concentração e complexidade... Esperemos !!!

ALSÁCIA – “ O Triunfo dos Grands Crus “ – a primavera úmida propiciou o aparecimento de doenças nos vinhedos, além de um stress hídrico em agosto. Apenas a Riesling cultivada nos solos graníticos reagiu bem, fora a bela surpresa da Pinot Gris.
De forma geral a safra mostra vinhos leves e delicados. Se puder, escolha os grandes vinhos criados a partir de solos e terroirs graníticos: Schlossberg, Sommerberg e Brand.

BORDEAUX – “ A Margem Direita Agradece a Merlot “ – A merlot domina esta safra complicada criando vinhos equilibrados. Uma primavera chuvosa, com floração atrasada; julho frio e úmido (o que permitiu ataques violentos do oídio e míldio), chuvas torrenciais a partir de 20 de setembro, sem interrupção até a colheita, não deu chances do Cabernet Sauvignon do Médoc e Graves amadurecer no nível ideal.
A safra 2012 ficará na memória dos produtores como uma das mais complicadas das duas décadas recentes. Um ano que dará bons vinhos apenas nos melhores terroirs, num ano em que o clima se mostrou severo em todo o país.
A Margem Direita salvou-se nos assemblages agradáveis, nos quais o Merlot predominou, resultando vinhos equilibrados, digestivos e os brancos secos das Cotes mostram-se perfumados e equilibrados.
Por outro lado, os vinhos licorosos tiveram uma safra sombria, uma vez que a botrytis não se instalou. A boa notícia, se é que se pode assim dizer, é que os preços devem baixar, mesmo para os vinhos de luxo, e mais ainda para denominações com menor prestígio. Em Saint Emilion e Pomerol serão os grandes rótulos da safra 2012, com tintos escuros, generosos em frutas escuras, com bom equilíbrio e harmonia.

BORGONHA – “ Um Ano Formidável para os Tintos ” – Apesar dos baixos rendimentos e uma produção heterogênea, a Borgonha reserva belas surpresas com vinhos finos e gastronômicos, especialmente na Côte de Nuits.
            Uma primavera fria, com presença de doenças no vinhedo e violentas geadas devastaram uma boa parcela da safra de Cote de Beaune (nas parcelas de Monthélie, Volnay e Pommard), deram ao vinhedo da Borgonha uma safra complicada em 2012, a pior em 20 anos!
            Primeira conseqüência foi uma perda nos volumes de produção de cerca 30%, tendo alcançado 70 a 80% em algumas parcelas ! De um ponto de vista qualitativo, a safra 2012 reserva boas surpresas nos tintos. Os Cotes de Nuits têm um perfil fresco e gastronômico, e se mostram muito bons em Chambolle-Musigny e Gevrey-Chambertin, duas apelações que se destacam.
            Os brancos que se salvaram mostram-se equilibrados, com boa estrutura de acidez, muito agradáveis em Meursault e Puligny-Montrachet.

CHAMPAGNE – “ Um Grande Ano para Pinot Noir “ – Apesar dos baixos rendimentos deixarem os produtores contrariados, os vinhos com grande concentração e frescos compensaram a safra.
            Uma perda de 30% na safra abriu as portas para colheitas tardias, maduras e sadias. O teor de álcool médio de 10,6% ainda se mostra rico, com vinhos de ótima acidez (pH entre 2,65 e 3). Muita heterogeneidade na Chardonnay, a safra se beneficou em Montaigne de Reims onde a Pinot Noir brilhou, em especial na face norte, nas parcelas de Verzy, Verzenay e Mailly. A riqueza dos sabores frutados marcará os grandes assemblages.
            Semana que vem continuamos o artigo, descrevendo a safra em outras regiões da França. As informações aqui relatadas tem fonte em visitas a produtores, cavistas e ainda na edição da Revue du Vin de France.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O VINHO E A SURDEZ DE BEETHOVEN

O VINHO E A SURDEZ DE BEETHOVEN - O médico gaúcho Dr Jairo Monson de Souza Filho, enófilo e especialista no assunto vinho e saúde, me passou esta interessante notícia. Você sabia que foi o vinho que causou a surdez e a morte do grande compositor alemão, Ludwig van Beethoven? Essa foi a conclusão a que chegaram os cientistas ingleses que em 2012 apresentaram um estudo sobre o assunto. A causa de sua surdez e da morte de Beethoven sempre foram um mistério, até que recentemente estudos feitos em fragmentos de cabelo e de seu crânio, encontraram uma dose de chumbo 40 vezes superior ao máximo aceitável. A conclusão é que este chumbo viria do vinho, pois desde a Antiga Grécia até o século XIX era uma prática comum usar chumbo para “adoçar” e conservar vinhos. Beethoven, adorava vinho, chegava a beber 3 garrafas inteiras ao dia e dizia ter no vinho uma grande fonte de inspiração para compôr. Não custa lembrar que hoje não se usa mais chumbo no vinho. Você pode degustar sua taça sem medo, de preferência ao som de uma das 9 sinfonias. Colaboração: Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br ) - (mcopello@simplesmentevinho.com.br ).

segunda-feira, 22 de julho de 2013

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “ DEGUSTAR OU NÃO DEGUSTAR, EIS O MENU ! “

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “ DEGUSTAR OU NÃO DEGUSTAR, EIS O MENU ! “ – Menu degustação, segundo a melhor definição encontrada, podemos chamar de menu degustação, a modalidade em que são oferecidas pequenas porções de vários pratos, em uma única refeição. Os menus degustação devem proporcionar aos comensais uma experiência completa, tendo como intuito fazer uma síntese do tipo de cozinha e estilo praticado pelo chef, apresentar de forma reduzida grande parte das especialidades da casa ou simplesmente adotar uma filosofia de usar ingredientes frescos e da estação, ou seja, as melhores matérias-primas disponíveis na região, naquele dia ou semana.
            Esta deliciosa maneira de se ter uma refeição é muito comum na Europa e também nos melhores restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro, estando sempre entre as opções da carta, tanto o menu degustação quanto a harmonização deste com vinhos. Acho extremamente interessante a oportunidade de conhecer mais detalhadamente o que o chef e sua equipe podem fazer e têm a oferecer, além da possibilidade de sua harmonização com vinhos. Enfim, participar, por que não, de toda uma experiência dirigida pelo chef, ser levado a conhecer e sentir novos sabores, texturas, sensações, propostas e culturas gastronômicas, que somente um bom, criativo e estudioso profissional de cozinha pode proporcionar.
            É inegável que as melhores experiências gastronômicas de que um comensal poderá desfrutar virão de um bom menu degustação. Da mesma forma, é certo que um criativo e aplicado chef de cozinha somente terá toda a perspectiva de exercitar sua vocação e criatividade, mostrando todo o seu conhecimento, técnica e noção de harmonia, se estiver livre e encontrar condições de apresentar numa só refeição, as diversas nuances de sua habilidade.
            Por outro lado, a adoção ou oferta de um menu degustação de qualidade demandará de toda a cozinha e brigada de salão uma perfeita sintonia,  decorrente de muito treinamento, experiência e entrosamento de todos. Não menos importante é a receptividade do cliente/comensal, com disposição para se entregar e confiar totalmente no trabalho desta equipe, vivenciando, assim, a experiência de forma plena, tanto no aspecto gastronômico como no cultural.
            Infelizmente, é notório que a esmagadora maioria dos restaurantes de Belo Horizonte, com exceção de eventos específicos resumidos aos dias úteis, não ofereça esse tipo de serviço propriamente dito, como também, não conheço nenhuma casa que além do menu, ofereça uma harmonização completa e eficiente de vinhos com todos os pratos desta modalidade de refeição.
            Sugiro, portanto, pensarmos na razão pelo qual este tipo de serviço é tão raro em BH, como também, refletirmos sobre o motivo pelo qual, quando se decide adotar um menu, na maioria dos casos encontramos o trivial de 3 serviços, ou, na melhor das hipóteses, o de 4!!!
            Diante de tudo que foi exposto, ficam as questões: será que o mineiro é muito conservador a ponto de não valorizar e não se interessar pelos “menus degustação” ou “menus confiança”? Será que o nosso conservadorismo está nos privando de experiências gustativas e sensoriais mais completas, criativas e instigantes? Ou será que isto é uma questão de tempo e de maturação da nossa tão recente cena de “alta gastronomia”? Contatos com: Felipe Vieira Modad Victoria – E-mail: felipebrg@hotmail.com