segunda-feira, 8 de julho de 2013

HARMONIZAÇÃO DE PIZZAS E VINHO

HARMONIZAÇÃO DE PIZZAS E VINHO

Dicas para escolher o vinho que vai bem com pizza

Tintos leves, para recheios mais básicos, e brancos encorpados para combinações de sabor acentuado, como as que levam atum e lombo podem ser excelentes dicas para combinar pizzas e vinhos.

A base da pizza é feita de massa de farinha de trigo, molho de tomates e orégano. Nada muito forte, mas levemente ácido e adocicado por causa do molho. Assim sendo, o ideal é que não se deve tentar encobrir os aromas e sabores deste prato tradicional italiano e que ganhou uma preferência nacional.

É evidente que os vinhos italianos serão sempre parceiros ideais, como os brancos Pinot Grigio e Soave. Tintos como Chiantis, Barberas, Dolcettos e Valpolicella são corretos. Mas não é necessário ficar restrito aos vinhos da Itália, uma vez que o Novo Mundo está repleto de bons rótulos alternativos.

Por exemplo, uma pizza de atum ou lombinho, ficará perfeita com um branco encorpado de uvas chardonnay sem barrica. Por outro lado, uma pizza com bacalhau, ou com salmão grelhado, aceitará de bom grado a combinação com um Chardonnay com pouca barrica. Motivo: alguns peixes mais fortes e carnes de porco, embora tenham um sabor marcante, são ingredientes delicados na essência. Esse tipo de comida costuma ter suas características acentuadas e valorizadas por um vinho branco.

Pizzas básicas de queijo mussarela e a tradicional pizza marguerita (e similares) vão bem com vinhos de leve a médio corpo, como os brancos de Sauvignon Blancs e Chardonnays do Novo Mundo, evidentemente sem barrica.

Para pizzas com ingredientes de peixes defumados, a opção por rosés secos, como da Provence e Sul da França poderá surpreender os mais exigentes apreciadores do prato.
 
Vinhos tintos de corpo leve são, a princípio, bom acompanhamento para pizzas com ingredientes leves, enquanto pizzas com mais estrutura de embutidos como peperoni, presunto de Parma, carnes de caça (javali e galinha d´angola, por exemplo) e queijos de sabor mais forte, irão muito bem com vinhos mais encorpados.

Uma boa regra a seguir, por exemplo, é Chianti simples para pizzas leves e Chianti Clássico para pizzas com ingredientes mais estruturadas.

10 DE JULHO É O DIA DA PIZZA:


10 DE JULHO É O DIA DA PIZZA:

O Dia da Pizza é comemorado desde 1985 em São Paulo e agora a celebração vai chegando a outras praças. A história da pizza começa na Roma de César, antes da Era Cristã. Conta-se que os nobres desta época comiam o pão de Abraão, uma massa de farinha, água e sal que vai ao forno bem forte. A ele eram acrescidos ervas e alho. Essa mistura era chamada de Piscea.

A variação das coberturas foi mudando com o passar dos anos, até que o tomate chegou à Europa trazido por Cristóvão Colombo e daí para frente o pomodoro foi incorporado totalmente à receita. Houve época em que essa iguaria era comida no café da manhã e vendida por ambulantes.

Hoje é pizza é um prato que vai bem a todo momento e todo dia e nada melhor que comemorar o fato neste 10 de julho – DIA DA PIZZA.

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “OAK: BOA COMIDA E DELICIOSAS SOBREMESAS “

● “ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “OAK: BOA COMIDA E DELICIOSAS SOBREMESAS “ – Somente no OAK tive a oportunidade de conhecer o trabalho do chef carioca Bruno Albergaria, que antes de abrir seu próprio negócio, havia trabalhado em restaurantes nos EUA, Europa e, em terras mineiras, comandou a cozinha do Quinto do Ouro, restaurante sem muito destaque localizado no Ouro Minas Palace Hotel.
Aproveitando o ensejo e desviando um pouco do assunto principal deste texto, ressalto aqui o fato de que na rede hoteleira de Belo Horizonte não há restaurantes bons ou que mereçam algum destaque. Um desperdício, tendo em vista a grande demanda atual da cidade por boas mesas e confortáveis quartos. Já passou da hora de nossos principais hotéis oferecerem a seus hóspedes e à cidade, cozinhas mais competentes, criativas e elegantes.
            A localização do Oak não poderia ser melhor, incrustado no coração do Lourdes, na Rua Curitiba, o restaurante está no burburinho gastronômico e social de Belo Horizonte, apresentando uma proposta que mescla bar e restaurante sem, no entanto, descuidar da qualidade da comida e da bebida como acontece em alguns estabelecimentos, que prezam mais a badalação.
A ambientação é bastante sóbria, prevalecendo o uso de madeira e vidro. Há um bonito jardim vertical que ocupa toda uma parede, desde o primeiro andar até o segundo e último. A casa tem três ambientes distintos, que por sua vez, distinguem as propostas adotadas pelo restaurateur e que também são adotadas pelo público. No ambiente interno, mais formal, o clima é de restaurante, enquanto nas mesas dispostas na calçada há um ar mais informal de bar e, na varanda, local que considero ser o mais agradável, tem-se o meio termo. Vale destacar que a trilha sonora do Oak é composta basicamente de música eletrônica e que mesmo no salão interno o volume é mais alto do que o desejável para um restaurante.
Ser bem atendido não é tarefa das mais fáceis, pior se a casa estiver com a maioria das mesas ocupadas. Em todas as vezes que lá estive o serviço se mostrou displicente e confuso. Creio que, num local em que o preço dos pratos ultrapassa facilmente os R$ 50,00, é de se esperar tratamento melhor e mais adequado.
            Em contraposição ao serviço de sala, tudo o que saiu da cozinha estava, na pior das hipóteses, bom. Bruno Albergaria tem feito um hábil trabalho à frente dos fogões, executando muito bem todas as receitas que compõem o atraente cardápio do seu restaurante. Os aspargos em tempurá e creme trufado (R$ 38,00) estavam muito gostosos, crocantes e bem harmonizados com o creme. No mesmo nível, as trouxinhas thai de camarão (R$ 39,00) sempre estiveram muito bem temperadas, fritas e acompanhadas. Passando aos principais, o peixe branco – pargo – com creme de mandioquinha, mini legumes e limão siciliano (R$ 59,00), estava com ponto de cocção e temperos perfeitos e delicados. Outra boa pedida é o filé com aligot de batatas, cogumelos selvagens e molho bordelaise (R$ 64,00), em que todo o conjunto se mostrou bem integrado e aprazível. Bem abaixo estava o Atum experience (R$ 72,00). O prato que mescla três preparações do peixe – em crosta de nori com purê de raiz forte, niçoise e com foie gras e figo – decepcionou pela pouca gama de sabores apresentados e, principalmente, pela mediana execução da excelente idéia. Destaque da casa em todas as vezes que lá estive, as sobremesas são delicadíssimas, muito apetitosas e, qualquer que seja a escolha, surpreenderão positivamente. Sendo assim, é um alento saber que é possível fugir à regra, comum a tantos restaurantes, em que as sobremesas são sempre inferiores às entradas e pratos principais.
            As louças, diferentes para cada prato servido, são criativas e bonitas, porém, pouco funcionais, tornando o manuseio de talheres e da própria refeição mais difícil, exigindo certa habilidade do comensal. Será que vale à pena sacrificar a funcionalidade por questões meramente estéticas? Com certeza, cabe a cada um julgar. Em minha opinião, não.
            A carta de vinhos tem boas opções e oferece exclusivamente os rótulos das principais importadoras de Belo Horizonte, o que, obviamente, anula qualquer possibilidade de se encontrar alguma garrafa ou produtor diferente do que é comum se ver na maioria dos restaurantes da cidade. Os preços seguem o padrão habitual, ou seja, margem alta em relação ao preço de atacado das importadoras. O serviço do sommelier (Antônio), apesar de não comprometer foi, ora disperso, ora prolixo. De qualquer forma, tecnicamente o profissional é eficiente e foi simpático em todas as oportunidades que sua ajuda foi solicitada. Copos e decanters são adequados.
            Enfim, mesmo cometendo deslizes no atendimento e tendo o preço levemente acima do que se poderia esperar, o Oak é uma boa opção para se experimentar uma cozinha criativa e que entrega, na maior parte das vezes, uma boa e bem apresentada comida.  Não se esquecendo, claro, que se localiza no coração de Lourdes e dispõe de uma boa, bonita e confortável estrutura.
Avaliação:
           Atendimento: 10,00 / 15,00
           Apresentação e Estrutura da casa: 13,00 / 15,00
           Comida: 35,00 / 40,00
           Cartas (cardápio e vinhos/bebidas): 11,50 / 13,00 e 4,00/7,00
           Proposta/execução/criatividade: 8,00 / 10,00
Total: 81,50

Legenda: *** (extraordinário)- entre 96 e 100 pontos; **+ (extraordinário) - igual a 95 pontos;
** (excelente) - entre 90 e 94 pontos; *+ (excelente) - igual a 89 pontos; * (muito bom) - entre 84 e 88 pontos;
SERVIÇO: Oak - Rua Curitiba, 2164 – Lourdes - Telefone: (31) 2511-6694
Horário de funcionamento: Segunda-feira a quinta-feira – das 12hs às 15hs e das 18hs até o último cliente; sexta-feira e sábados– das 12hs até o último cliente; Domingos – das 12hs às 23hs. Aceita todos os cartões de crédito.
Contatos: Felipe Victória - felipebrg@hotmail.com

quarta-feira, 26 de junho de 2013

VINHOS DO TEJO GANHAM APRESENTAÇÃO EM BH

A reputação de excelente relação qualidade-preço é histórica na região dos vinhos do Tejo. “O que tem ocorrido é que a região tem passado por uma verdadeira revolução, com melhorias seguidas na qualidade dos produtos, o que não só confirma a tradição de bom produtor, como também a ambição de mostrar os resultados atingidos”,




terça-feira, 25 de junho de 2013

CIRCUITO BRASILEIRO DE DEGUSTAÇÃO EM BH

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “A DECANTER DEFINITIVAMENTE NÃO É SÓ VINHO “

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “A DECANTER DEFINITIVAMENTE NÃO É SÓ VINHO  “ – Que a Decanter é uma das melhores importadoras de vinhos do Brasil, não há nenhuma dúvida. Como delicatessen, restaurante e cafeteria ninguém hesitaria em apontar a Enoteca como um destino obrigatório da cidade. Porém, poucos sabem que ali, todos os sábados durante o almoço, é servido um menu harmonizado de 4 serviços que não perdem em qualidade para nenhum dos nomes consagrados da restauração “belorizontina”. Os pratos elaborados pelo Chef Adenilson Fiuza e a competente harmonização de vinhos feita pelos sommeliers Nelton Fagundes e Gustavo Giacchero, são dignos de nota e aplausos, não só pela qualidade de tudo que é oferecido, como também pela ousada iniciativa em disponibilizar este tipo de serviço, tão escasso na cidade, diga-se de passagem. O lugar, por si só, já é inspirador. Em meio a caixas e garrafas de vinhos, até mesmo abstêmios e cervejeiros se contagiariam pelo encanto que a presença da bebida e tudo que a envolve proporcionam. Além do ambiente interno, onde mesas dividem lugar com prateleiras repletas de garrafas, a casa dispõe de um ambiente externo que é bastante confortável, mais claro e arejado.
O atendimento é cortes e competente, por vezes frio, porém, levando-se em conta o todo, não há com o que se chatear. A frieza notada de início foi logo desfeita pelo atendimento extremamente eficiente e solícito do sommelier Nelton, que além de dar explicações sobre cada etapa do menu, apresentou as garrafas dos vinhos que estavam sendo harmonizados, dando informações a respeito de cada um. Atitude que foi muito simpática.
Para início dos serviços, uma salada de muçarela de búfala com orégano selvagem siciliano, acompanhada do ótimo branco Sardenha Renosu Dettori. Apesar de ser um prato bastante simples, o orégano genuinamente italiano deu um toque interessante e foi maravilhosamente complementado pelo vinho de cor quase dourada e aromas de laranja e futas secas, chegando por vezes a lembrar um sauternes.
Sem dúvidas o chef Adenilson Fiuza se esmerou na preparação do Robalo com tomate cereja, berinjela, alcaparras e purê de inhame. O melhor prato do menu se destacou pelo ponto de cocção e tempero perfeitos do peixe, como também pelo esplêndido casamento desta carne delicada com o exótico e saboroso purê de inhame, tudo em extrema sintonia, acompanhado por uma taça do Cerasuolo Montepulciano d’Abruzzo 2007, simples, elegante, refrescante, com notas de morango, que deixou a comida brilhar soberana.
Para fechar com chave de ouro a parte salgada do menu, o Porceddu (leitão à moda da Sarenha aromatizado com mirto), veio à mesa bastante gostoso, com a pele crocante e guarnecido por mini batatas assadas à perfeição que, misturadas ao molho, estavam divinas. Para harmonização, Nelton não poderia ter feito melhor escolha: o Tuderi Romangia 2006, que lembrava ameixas, alcaçuz, especiarias e tons animais, fez ótima parceria com o leitão.
Para arrematar, a crostata coberta com geléia de laranja e amêndoas tinha uma massa muito bem feita, crocante e foi otimamente complementada pela geléia - que passava longe do excesso de doçura padrão tupiniquim – e pela textura peculiar das amêndoas. Encerrando a harmonização, foi servido o delicado, saboroso e floral Moscadelo di Montalcino 2009 – Caprili.
Em suma, apesar de não ser um almoço dos mais baratos – menu com vinhos e café por R$ 110,00 – em minha opinião, é das melhores opções da cidade, não só pela ótima comida, pelo formidável café Lucca e pelo ambiente sui generis e interessante da Enoteca, como também, pela inigualável oportunidade de se ter uma refeição completa e realmente acompanhada com vinhos prato a prato, o que, infelizmente, não se consegue em nenhum restaurante de Belo Horizonte.
Avaliação: •Atendimento: 11,30 / 15,00 •Apresentação e Estrutura da casa: 11,50 / 15,00 •Comida: 34,10 / 40,00 •Cartas (cardápio e vinhos/bebidas): 9,46 / 13,00 e 7,00 / 7,00 •Proposta/execução/criatividade: 8,00 / 10,00 - Total: 81,36.
Legenda: *** (extraordinário)- entre 96 e 100 pontos; **+ (extraordinário) - igual a 95 pontos; ** (excelente) - entre 90 e 94 pontos; *+ (excelente) - igual a 89 pontos; * (muito bom/acima da média) - entre 84 e 88 pontos.
SERVIÇO: Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários. Telefone: (31) 3287-3618. Horário de funcionamento: Segunda a quarta: de 9h às 22h30 I Quinta a sábado: de 9h às 23h30 I Fecha domingo. Aceita todos os cartões de crédito. Contatos: Gourmet à Solta por Felipe Victoria  - felipebrg@hotmail.com