domingo, 9 de junho de 2013

GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “COCOTTE BISTRÔ: DE PETRÓPOLIS COM TODO CARINHO

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “COCOTTE BISTRÔ: DE PETRÓPOLIS COM TODO CARINHO “ - A região serrana do Rio de Janeiro sempre me reservou excelentes momentos e maravilhosas refeições. Nem poderia ser diferente, já que é um dos mais importantes pólos gastronômicos do Brasil. Nesta região pode-se comer maravilhosamente bem no El Perugino, ser tratado como um rei no Imperatriz Leopoldina, sentir-se em casa – na Espanha – diante da simpatia do Paquito e seu ótimo Parador Valência, desfrutar de um inesquecível banquete russo no Dona Irene, ser arrebatado por uma verdadeira cozinha de terroir, feita com amor por Dona Laura na sua esplêndida Pousada da Alcobaça  ou, simplesmente, perder-se de paixão no belíssimo e inesquecível Locanda della Mimosa. Enfim, a região tem um charme todo especial e encanta gourmets ávidos por suas delícias e casais em busca de um refúgio romântico.
            Se por outras vezes nesta coluna tratei dos vários vieses da expectativa e, conseqüentemente da frustração - Belo Comidaria - e da surpresa despretensiosa e positiva - Est! Est!! Est!!! -, desta vez volto a abordar o tema e, muito provavelmente, o esgote aqui. Apresento-lhes, portanto, o ótimo Cocotte Bistrô, restaurante charmosíssimo, estrategicamente localizado no belo distrito de Itaipava em Petrpólis/RJ. Ali posso disser que tive todas as minhas expectativas alcançadas e, por que não, superadas. E não é que, mais uma vez, nesta região encantada tive um almoço especial e completo a todos os sentidos – paladar, olfato, audição, tato e visão!
            O imóvel onde está instalado o Cocotte Bistrô foi cuidadosamente escolhido pelo casal de proprietários Luiz De Simone e Manoela Rabin e faz lembrar as casas típicas da região francesa da Normandia, onde a chef fez parte de seu estágio internacional. Tanto os jardins como a construção são magníficos sendo, portanto, um convite à contemplação e ao bem estar. Por dentro, a casa de estrutura de madeira e tijolinhos aparentes é muito acolhedora: em sua decoração não faltam objetos charmosos e antigos, muito deles peças de família. Pode-se dizer que o Bistrô tem um ambiente rústico e extremamente elegante. Acredito que o que se quis ali foi fazer com que os comensais se sentissem em casa e muito bem acolhidos numa ótima mistura de referências franco/brasileiras. 
            O atendimento por sua vez, se mostrou irretocável. Com elegância e eficiência, o simpático Charles fez seu trabalho sem qualquer deslize ou indiscrição. Desde as explicações sobre as opções do menu, aos aconselhamentos dos pratos e vinhos, tudo foi executado com competência e na dosagem correta.
            Se a visão fora agraciada pelo ambiente e decoração do lugar, a audição também teve um tratamento nobre. Luiz, que se mostrou ser um músico de mão cheia, por diversas vezes nos brindou com maravilhosas canções tocadas em seu piano, o que enriqueceu enormemente a experiência tida ali. É realmente fascinante ter uma refeição ao som de belas músicas sendo divinamente tocadas ao piano.
            Manoela Rabin trabalha com ingredientes frescos e comprados diretamente de produtores da região e, por este motivo, oferece somente a modalidade de menu degustação (R$ 99,00), em que o cliente sempre terá três opções para cada serviço – entrada, prato principal e sobremesa. Dentre as escolhas possíveis, todas se tratavam de iguarias típicas da culinária francesa. O couvert (R$ 18,00), composto por deliciosos e quentinhos pães feitos no próprio restaurante, por um correto patê de fígado de pato, uma saborosa polentinha ao molho de gorgonzola, um apurado mouse de truta defumada e um bom mix de legumes provençais, apesar da quantidade diminuta de pães, vale a pena ser experimentado. O mesmo pode ser dito de sopa de grão de bico que, com um toque de gengibre, estava muito gostosa e com ótima textura. A salada do mar, que leva camarões, folhar verdes e manga, se mostrou interessante, porém, sem muito brilho.
            De principais, tanto o Steak au Poivre como o Poulet au Vin, vinham acompanhados de apetitosas batatas, cortadas em fatias e assadas, respectivamente. Ambas as carnes tinham pontos de cocção, tempero e textura exemplares, o que faz notar a preocupação da chef em servir os melhores ingredientes disponíveis. Os molhos, apesar de acertados, poderiam ter sabores mais acentuados e se assim fosse, a meu ver, teríamos tido pratos irrepreensíveis.
            Tanto o moelleux au chocolat com sorvete de baunilha – espécie de petit gateau francês -, como a tartelette aux noisettes com sorvete, estavam um tom abaixo do restante da refeição e não se destacaram. De qualquer maneira, mostraram-se equilibrados e gostosos. Apesar de estarem em porções excessivamente reduzidas, os sorvetes que acompanharam as duas sobremesas estavam gostosos, cremosos e sem doçura exagerada. De negativo, destaco o bolo que foi assado além do tempo recomendado e perdeu sua calda quente. 
            Em linhas gerais, tudo o que foi servido estava saboroso e bastante balanceado. Portanto, pode-se dizer que paladar, olfato e tato também foram agraciados pelas competentes mãos de Manoela Rabin e sua equipe.
            A carta de vinhos da casa é diminuta, porém, apresenta rótulos interessantes e de vários países. Por se tratar de um bistrô, as opções disponíveis condizem totalmente com a proposta do lugar. Os preços cobrados passam longe de serem proibitivos e, com certeza, agradam aos amantes da bebida. Copos e serviços são corretos.
            Assim como acontece na França, a água oferecida é cortesia da casa e provêm de uma mina própria. Levando-se em consideração que a maioria esmagadora dos restaurantes no Brasil “empurra-nos goela abaixo”, muitas vezes de maneira ostensiva e constrangedora, garrafas e mais garrafas de caras águas minerais, considero ótima a iniciativa, o que demonstra muita simpatia e consideração no trato com o cliente.
            Tomando-se toda a experiência vivida no Cocotte Bistrô, pode-se dizer que se trata de uma excelente e das melhores opções numa região recheada de boas mesas. Não só bela ótima comida, como também, pelo ambiente extremamente acolhedor, elegante e pelo atendimento impecável feito pela dupla Luiz e Charles.
Avaliação: (*)
·         Atendimento: 14,00 / 15,00
·         Apresentação e Estrutura da casa: 14,50 / 15,00
·         Comida: 34,00 / 40,00
·         Cartas (cardápio e vinhos/bebidas): 9,10 / 13,00 e 4,35 /7,00
·         Proposta/execução/criatividade: 8,60 / 10,00
Total: 84,10
*** (extraordinário)- entre 96 e 100 pontos;
**+ (extraordinário) - igual a 95 pontos;
** (excelente) - entre 90 e 94 pontos;
*+ (excelente) - igual a 89 pontos;
* (muito bom/acima da média) - entre 84 e 88 pontos;

Nome : COCOTTE BISTRÕ
Estrada da Divisa, 807 – Itaipava – Petrópolis/RJ - Telefone: (24) 2222-3334
Horário de funcionamento: Sexta-feira – Jantar  I  Sábado – Almoço e jantar  I  Domingo – Almoço.- Pagamento somente em espécie ou cheque, não aceita cartões. Colaboração de Felipe Victoria. Contatos pelo E-mail: felipebrg@hotmail.com

segunda-feira, 3 de junho de 2013

TABELA DE SAFRAS DE VINHOS ENTRE 1995 E 2010

PROVA DE VINHOS DO TEJO EM BELO HORIZONTE 27/06/2013

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “VEJA COMER E BEBER – BELO HORIZONTE 2012/2013: ANÁLISES E REFLEXÕES SOBRE ESTE CONTROVERSO PRÊMIO”

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “VEJA COMER E BEBER – BELO HORIZONTE 2012/2013: ANÁLISES E REFLEXÕES SOBRE ESTE CONTROVERSO PRÊMIO” -  A cada ano, logo após a chegada às bancas da Veja Comer e Beber Belo Horizonte, debates acalorados e apaixonados são travados por todos aqueles que se interessam e participam da cena gastronômica da capital. Como em qualquer ranking, disputa ou eleição, sempre existirá injustiças, tanto em relação aos que ficam de fora, como em relação aos que figuram entre os vencedores. Com a Vejinha foi sempre assim, alguns anos mais que outros, porém, a polêmica vai sempre estar presente.
            Apesar de ser um ferrenho crítico em relação à maneira com que a eleição é feita – sem a necessidade de se visitar todas as casas e sem uma diretriz consistente, fundamentada e pré-estabelecida –, como também no que diz respeito ao método utilizado na escolha dos jurados – em sua maioria pessoas que não são da área -, tenho de concordar que, talvez e muito provavelmente, esta seja uma das edições menos controversas e mais justas da história da publicação.
            Ao dar uma rápida passada de olhos nas páginas da revista pude perceber que, apesar de não concordar com todos os nomes vencedores, entre a maioria dos agraciados estão os que julgo serem os melhores. Há que se dizer também que em significativa parte das categorias temos casas praticamente “Hors Concours”.
            Em 2012/2013 não houve nenhuma novidade significativa ou grande surpresa. Quem acompanha a cena de restauração da cidade há de admitir que grande parte dos vencedores obtiveram uma vitória anunciada e sem sobressaltos. Num primeiro momento, este cenário poderia ser reputado a um paradeiro no setor, o que não seria verdade, ou até mesmo a uma acomodação dos diversos concorrentes. Porém, apesar de julgar o movimento da capital um pouco sem criatividade e consistência nos últimos anos, seria injusto afirmar que vivemos um período sem novidades no setor. Tivemos um número considerável de aberturas, algumas bastante criativas e originais, como também, foi um ano movimentado e repleto de jantares especiais e chefs de fora sendo convidados a dividirem os fogões. Somente por estes fatores, já seria possível dizer que muito menos por falta de novidades e muito mais pela regularidade dos nossos tradicionais restaurantes, a eleição deste ano foi bastante previsível.
            Nas categorias cozinha italiana, cozinha francesa, carta de vinhos, peixes/frutos do mar, carnes e rodízio venceram, com toda justiça, diga-se de passagem, as casas que todos já esperavam, sendo respectivamente: o excelente Vecchio Sogno, o charmoso e competente Taste Vin, o solitário e sem concorrentes Atlântico, o La Vitória e a melhor casa de carnes corridas do Brasil, o Fogo de Chão.
            O título de restaurante revelação ficou com o Glouton. Neste caso, sinto-me feliz ao ver o esforço e criatividade de Leonardo Paixão serem reconhecidos pelo público. Em minha opinião, este prêmio não poderia ter ficado em melhores mãos. Além de ter uma cozinha competentíssima, a proposta da casa e os preços praticados são excelentes. O que, inclusive, já comentei no artigo Glouton para glutões exigentes..
            Falando sobre os variados e contemporâneos, é pertinente questionar até onde vai e o que abrangem os conceitos do que são estas categorias. A meu ver, nem os editores da revista e muito menos os jurados saberiam responder a esta questão.  Para ilustrar este imbróglio, temos o D’Artagnan, tradicional bistrô francês da cidade, como um dos votados entre os variados. Em minha opinião seria mais interessante a fusão destas duas vertentes em uma só.  Questões morfológicas e conceituais à parte, não houve nenhuma surpresa nestes dois quesitos. Mesmo não tendo vitórias incontestáveis, respectivamente, A Favorita e Hermengarda ficaram com os louros, que a meu ver, foram merecidos. De qualquer forma, os prêmios também ficariam em boas mãos com DiVino, Oak, O Dádiva ou Glouton.
            Entre os brasileiros/regionais, senti a falta do Trindade. Em 2012/2013 o restaurante passou por uma excelente remodelação e reformulação - o que já foi citado nesta coluna – e apresentou um brilhante e criativo trabalho, revisitando e aprimorando a culinária mineira. Sendo assim, considero contraditório o fato de a casa, com apenas um voto, não ter sequer ameaçado o posto de melhor restaurante regional do Xapurí, sendo que Felipe Rameh levou, com toda justiça, o prêmio de melhor chef.
            Dos males o menor, se o Trindade não abocanhou nenhum prêmio, Felipe Rameh foi finalmente premiado como o melhor chef da cidade. Em minha opinião, ele é o mais preparado e criativo profissional de Minas Gerais. Além de ter vasta experiência cozinhando com os maiores nomes do mundo, vem apresentando um ótimo trabalho à frente de sua equipe. Erro corrigido, já que desde a edição passada merecia este reconhecimento.
            No mais, tivemos a Casa de Abrahão como melhor árabe, Especiali como a melhor pizzaria, Sushi Naka como o melhor asiático e Projeto Sabor levando o controverso prêmio de melhor bom e barato.
            Em linhas gerais, pode-se dizer que estamos em um período de grande movimentação no setor de serviços, especialmente na área de gastronomia e restauração. Novas e diversificadas casas são abertas a todo o momento e novidade é o que não falta para o deleite dos gourmets e gourmands de plantão. Por outro lado, é notório que nenhuma das recentes aberturas fez frente aos “peixes grandes” belorizontinos – A Favorita, Taste Vin e Vecchio Sogno –, demonstrando que, apesar das inúmeras novidades vivenciadas no setor, não houve nada que possa ser considerado excepcional ou realmente inovador. Desta maneira, fica notório que ainda carecemos de restaurantes que possam oferecer uma experiência única e memorável à mesa. Críticas à parte, posso dizer que estamos no caminho correto, porém lento, rumo à formação de um cenário gastronômico forte, coeso, diversificado e de excelência, assim como acontece nas principais cidades do mundo. Nesta caminhada, creio que falta-nos – e neste bloco incluo tanto chefs e restaurateurs, como clientes – maior experiência, ousadia, criatividade e conhecimento.
Finalizando, fico na torcida para que a sementinha plantada por Fernando Areco Motta e Jorge Rattner - no longínquo ano de 1981 -, com o saudoso Café Ideal, continue dando frutos, cada vez melhores e mais consistentes. Razões para isso não faltam, e a brilhante participação mineira no Madrid Fusión, somente endossa esta perspectiva de otimismo. Colaboração de Felipe Victoria. Contatos pelo E-mail: felipebrg@hotmail.com

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS

“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: O Melhor Chocolate Quente da Cidade - A primavera já começou aqui em Paris há alguns meses. Mas a temperatura nesse final do mês de maio está bem parecida com as do outono. Nada melhor então para esquentar o fim da tarde como um bom chocolate quente. E o chocolate quente da Maison Angelina é o melhor da cidade.
Fundada em 1903, a Maison Angelina é uma casa de chá luxuosa e refinada e seu salão recebeu várias personalidades da aristocracia parisiense como Proust, Coco Chanel, entre outros.
No Angelina, você pode se deliciar com um farto café-da-manhã, com chá, café, chocolate, sucos e diversas viennoiseries (todos os dias até às 11h); um tradicional almoço francês (quiches, omeletes, sanduíches, saladas e opções da tradicional culinária francesa até às 18h) ou uma passada pelo balcão de pâtisseries (se você estiver de dieta, esqueça essa parte, pois vai ser difícil não querer experimentar o Mont-Blanc ou o Millefeuille).

Tenho que admitir que o que eu mais gosto na Maison Angelina é a lojinha logo na entrada. Lá você poderá encontrar o delicioso chocolate quente para levar para casa (em pó ou pronto numa garrafinha), o Crème de Marrons, diferentes tipos de chás, biscoitos e chocolates.

Meu endereço preferido é o da Rue de Rivoli, mas a Maison conta com outros sete endereços em Paris.
Serviço: Maison Angelina
226 Rue de Rivoli - Paris 75001 – Tel. : 0142608200
Aberto durante a semana de 7h30 às 19h; nos fins de semana e feriados de 8h30 às 19h.
Metrô: Tuileries ou Concorde - Site: http://www.angelina-paris.fr/


GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “EPHIGÊNIA BISTRÔ: BOA COMIDA, MAS MÉDIO EM TUDO

“ GOURMET A SOLTA” POR FELIPE VICTORIA – “EPHIGÊNIA BISTRÔ: BOA COMIDA, MAS MÉDIO EM TUDO“ –  Se nos dois últimos artigos transitei entre a decepção e a surpresa positiva, desta vez posso dizer que tive uma boa experiência, porém, sem grandes destaques. A visita feita ao Ephigênia Bistrô, infelizmente, não me despertou grande entusiasmo ou sobressaltos significativos. Em linhas gerais, a casa oscilou entre o mediano e o correto.
            Incrustado na região gourmet do Bairro Santa Efigênia – e daí a origem do nome – o bistrô, sem qualquer dúvida, tem o ponto alto em sua decoração e ambientação. Conseguiu-se fazer ali uma boa mescla entre o branco clean e o multicolorido típico de instalações praianas. Pode-se dizer que a equipe responsável pela decoração do lugar foi extremamente feliz ao criar um ambiente simples e ao mesmo tempo bastante elegante, e que o branco predominante, adornado por meias paredes coloridas, semelhantes àquelas sacolas com listras verticais, que comumente são usadas para fazer compras ou mesmo ir à praia, deram um ar alegre e agradável ao conjunto.
            Lamentavelmente, ao contrário do belo cenário, a casa não obteve o mesmo êxito no serviço. A impressão que tive é de que há uma centralização desnecessária e prejudicial no que diz respeito ao atendimento. Ao serem requisitados ou questionados sobre qualquer coisa que não fosse pedir algum item do cardápio, os garçons, invariavelmente, se reportavam ao maitre e o faziam vir até a mesa para sanar qualquer dúvida ou dar alguma explicação. Este, apesar de estar com todos os detalhes na ponta da língua se mostrou bastante artificial, dialogando conosco como se já tivesse um texto previamente decorado. Há de se ressaltar que como chefe da brigada de atendimento, falhou consideravelmente ao permitir que sua equipe estivesse completamente desinformada e dependente de suas instruções. Resumindo, o que mais ouvi de todos que me atenderam durante o jantar foi: “um minutinho que vou chamar o maitre”.
            Posso dizer que a comida do Ephigênia Bistrô é bem-feita e bastante adequada à proposta da casa. O couvert é atraente e diversificado levando-se em consideração o que é geralmente oferecido na cidade. Os tentáculos de polvo com batatas bravas agradaram (R$ 28,00). Longe de estar borrachudo, o crustáceo estava gostoso, mesmo que carecesse de mais apuro no tempero. Ao contrário do que é usual, os pratos principais se mostraram melhores que as entradas. O atum em crosta de raiz forte (R$ 58,00) – e não wassabi como está descrito no cardápio -, apesar de levemente mais cozido que o recomendável, estava muito bem temperado e guarnecido por impecáveis e cremosos risonis. Muito bom também estava o filé com risoto de brie e molho de jabuticabas (R$ 62,00). Para compensar o deslize em relação ao ponto do atum, a casa deu como cortesia a sobremesa, o que me pareceu bastante simpático. Apesar de não empolgar, os cornetos de mascarpone (R$ 18,00) - crocantes e deliciosos, diga-se de passagem - vieram acompanhados de uma bola sorvete de baunilha da Easy Ice. Pessoalmente, acho os sorvetes desta marca ruins e artificiais. Infelizmente, não sei por que razão, a maioria dos bons restaurantes oferece os seus sorvetes em suas sobremesas. Não seria muito mais interessante a fabricação própria?
            A carta de vinhos, bastante confusa em relação à sua seleção, é condizente com a concepção do restaurante e, muito embora não seja criativa, oferece os habituais rótulos das principais importadoras. Os preços praticados também não ajudam, uma vez que é ali praticada a rotineira e desestimulante margem de 100%.
Mesmo não sendo um nome de destaque na cena gastronômica de Belo Horizonte, creio que o Ephigênia Bistrô não pode de ser considerado um restaurante ruim, mesmo porque, no quesito mais importante, a casa se saiu bem e serviu pratos gostosos e bem-feitos. Por isso diria que vale à pena uma visita sem maiores pretensões. Mesmo que muito provavelmente não se terá uma noite memorável, certamente não se sairá de lá decepcionado. 
Avaliação:
           Atendimento: 9,30 / 15,00
           Apresentação e Estrutura da casa: 12,0 / 15,00
           Comida: 34,20 / 40,00
           Cartas (cardápio e vinhos/bebidas): 9,70 / 13,00 e 2,90 / 7,00
           Proposta/execução/criatividade: 7,50 / 10,00
Total: 75,60
Legenda: *** (extraordinário)- entre 96 e 100 pontos; **+ (extraordinário) - igual a 95 pontos;
** (excelente) - entre 90 e 94 pontos; *+ (excelente) - igual a 89 pontos; * (muito bom) - entre 84 e 88 pontos;
Serviço: Ephigênia Bistrô
Rua Grão-Pará, 20 – Santa Efigênia
Telefone: (31) 2535-3065
Horário de funcionamento: Segunda-feira à domingo – das 11hs às 15h30min;     
Terça-feira à sábado -  das 18hs à 1h. Aceita todos os cartões de crédito.
Colaboração de Felipe Victoria. Contatos pelo E-mail: felipebrg@hotmail.com

segunda-feira, 20 de maio de 2013

PROMOÇÃO EMACO - VINOTÍCIAS

● PROMOÇÃO EMACO - A EMACO VINHOS está instalada no seu novo endereço na Avenida do Contorno 2684 - Santa Efigênia. A promoção desta semana é super-especial:  •Vinho Italiano Poggiotondo Rosso Toscana – R$69,90 I•            Vinho Italiano Masseria Pietrosa Primitivo de Mandúria – R$99,90 I• Vinho Italiano Caparzo Sangiovese IGT – R$65,90 I • Vinho Italiano Donnafugata Sherazade – R$102,90 I •   Vinho Francês L´Orangerie di Carignan – R$81,90 I • Vinho Francês Bois Pertuis – R$69,90 I • Vinho Francês La Vielle Ferme – R$65,90 I • Vinho Argentino Caitec Pinot Noir – 59,00 I • Vinho Argentino 1865 Cabernet Sauvignon – R$107,90 I • Vinho Argentino Finca Sophenia Reserva(Syrah ou Vognier) – R$75,90. Os 05 primeiros CLIENTES que solicitarem vinhos, citando o Vinotícias têm 5% de desconto. EMACO VINHOS - Avenida do Contorno, 2684 - Santa Efigênia.  Pedidos e Entregas através dos telefones: (31) 3317-3499  e  (31) 9692-3499.