CATENA ZAPATA MALBEC ARGENTINO 2005 – MENDOZA / ARGENTINA -
Que Mendonza é a mais importante região vinícola da Argentina é mais do que sabido, assim como também todas as suas características de solo, clima e principais variedades produzidas que formam o excelente terroir da área. Só que nada disso adiantaria se grandes empreendedores de décadas atrás, não tivessem apostado em seus sonhos de construir suas bodegas e produzir os grande vinhos que de alguma forma contribuíram para a afirmação da região como um dos principais pólos vinícolas do mundo, e não só da América do Sul.
Existem alguns produtores conceituados que fazem parte desta história, mas um deles merece atenção especial no texto de hoje, caso da Bodega Catena Zapata. Os vinhos Catena são altamente difundidos ao redor do globo, tanto pela sua qualidade como também pelas figuras importantes da família, na sua maioria enólogos de grande sucesso, dentre eles o eleito a dois anos atrás como personalidade do ano no mundo do vinho pela conceituada revista britânica “Decanter”, Nicolás Catena. Aqui no Brasil a marca também é muito forte e conquista um público cada vez maior.
A história dos Catena na produção de vinhos remonta ao século passado, mais precisamente em 1902, portanto mais de 100 anos atrás, ano em que Nicola Catena plantou a primeira vinha de Malbec em Mendonza, após quase quinze anos da travessia dele da Itália para a Argentina. Até então a Malbec só era plantada e conhecida na França, principalmente nos vinhos bordaleses. A bodega começou a ganhar fama e prestígio muitos anos depois, com a tomada das rédeas da operação da bodega pelo filho Nicolás Catena, formado em economia e com uma paixão muito grande pelos vinhedos da família. Por volta dos anos 70 o foco dos negócios era o mercado interno, se estabilizar e criar uma marca na Argentina, para aí sim expandir a atuação para novos territórios.
Porém esse foi um período difícil para todos na Argentina, visto que o país se encontrava em um momento de recuperação da forte crise que enfrentará nos anos 60 e que deixava uma atmosfera de apreensão na economia, que durou até o começo dos anos 80. Nesse período Nicolás foi passar um tempo na Califórnia, ministrando aulas em cursos de economia, e durante os finais de semana, junto com sua mulher e filha pequena, passava o dia na região do Napa Valley, o que foi pra ele uma grande fonte de inspiração para tocar os negócios da família assim que voltasse para Mendonza.
À partir de então os Catena se tornaram pioneiros no estudo do solo argentino, e das uvas que poderiam render melhores frutos e conseqüentemente vinhos de qualidade superior. Para se ter uma idéia, poucos entendiam o porque deles cultivarem vinhas em altitudes maiores e o porque de usarem alguns solos nas encostas dos Andes para vinhedos, já que os mesmos haviam sido condenados como inférteis pelos primeiros imigrantes locais. Também desenvolveram seus próprios clones de videiras, visto que os Malbec de Cahors, na França, importados por eles, não resultaram em bons vinhos, o que os forçou ao desenvolvimento. Clones esses que acabaram por dar resultado alguns anos depois, em diferentes parcelas de vinhedos e que expressavam muito bem as nuances do terroir mendocino.
A vinícola possui seis fazendas, com vinhas plantadas no sopé da montanha, o que leva a maior concentração de ambos os sabores e aromas, contribuindo para o desenvolvimento do vinho da Argentina. A busca por criar vinhos “redondos”, harmoniosos, equilibrados, com equilíbrio e fácil harmonia à mesa, deu ensejo a criação de várias linhas de produtos que tem marcas como Catena Zapata, Saint Felicien, Catena Alta, Alamos, Angelica Zapata, entre outras.
Descrição Rápida: Fantástica criação de Catena Zapata - ao ser lançado na safra 2004, o Malbec Argentino foi logo apontado como o melhor vinho do país por Robert Parker. As safras posteriores repetiram a incrível performance com notas extraordinárias. O Malbec Argentino 2007 alcançou nada menos que 97 pontos do crítico norte-americano, que o descreveu como " uma dimensão extra de complexidade". Para a Wine Spectator é um tinto sofisticado e muito expressivo e "com uma densidade de fruta impressionante". Trata-se do máximo em qualidade que a uva Malbec pode alcançar, com incrível finesse, capaz de envelhecer por mais de 40 anos. Uma grande raridade. Malbec (100%) proveniente dos vinhedos Adriana e Nicasia de altitude elevada. Colheita manual. Rendimentos muito limitados. Vinificação tradicional com maceração longa e separada dos diferentes lotes. Fermentação malolática completa. O vinho maturou 18 meses em barrica de carvalho francês. Teor Alcoólico: 14,5%. Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos. (9 Votos como melhor na Noite de Degustação – 96/100 Nota Mediana)
PONTUAÇÕES E RECONHECIMENTOS DA CRÍTICA ESPECIALIZADA:
Robert Parker: 97 pontos (safra 07)
Wine Spectator: 94 pontos (safra 07)
Wine Spectator: 93 pontos (06)
Wine Enthusiast: 96 pontos "Malbec do Ano" (05)
Robert Parker: 97+ pontos (05)
Wine Spectator: 95 pontos (05)
Robert Parker: 98+ pontos (04)
Harmonizações sugeridas: Carnes grelhadas e carnes de caça.
ONDE: MISTRAL