domingo, 10 de março de 2013

“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: C´EST LA FASHION WEEK


“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: C´EST LA FASHION WEEK - Quero com essa coluna poder indicar para vocês lugares um pouco inusitados. Bares, restaurantes e lojas que não vão estar nos guias turísticos e que fazem parte do dia a dia dos parisienses.
Como essa semana termina a Fashion Week de Paris não podia deixar de falar de um bar bem conhecido do pessoal da moda. O La Perle já era um lugar bem badalado quando cheguei à Paris em 2009. Mas foi em fevereiro de 2011 que ele se tornou internacionalmente conhecido pois foi o palco de uma briga entre o estilista John Galliano e freqüentadores do bar.
Desde então, esse pequeno bar tornou-se imperdível. Ainda mais nos dias agitados da Fashion Week. Não espere um bar como os do Brasil. Entre cervejas tipo chope (3,50€ / 250ml) e uma carta de vinhos razoável (3,90€ / uma taça de vinho), você poderá degustar tábuas de frios e vinhos (infelizmente os franceses não conhecem a maravilhosa mandioquinha frita com linguiça).
O objetivo é beber um pouquinho, ver e ser visto. No horário de almoço, existe um menu especial, mas que não funciona no jantar. E domingo, um bem conhecido brunch. Durante as semanas de moda e o verão, esse é o terasse mais concorrido do Marais.
SERVIÇO: La Perle - 78 rue Vieille du Temple 75003 – Marais Nord - Aberto de 7:00 as 2:00 - Telefone: 01 42 72 69 93. Aberto todos os dias de 9h às 2h (a cozinha funciona de meio dia à 1h15 da manhã). Metro: Saint Paul Hotel de Ville.

CATENA ZAPATA MALBEC ARGENTINO 2005 – MENDOZA / ARGENTINA


CATENA ZAPATA MALBEC ARGENTINO 2005 – MENDOZA / ARGENTINA -
Que Mendonza é a mais importante região vinícola da Argentina é mais do que sabido, assim como também todas as suas características de solo, clima e  principais variedades produzidas que formam o excelente terroir da área. Só que nada disso adiantaria se grandes empreendedores de décadas atrás, não tivessem apostado em seus sonhos de construir suas bodegas e produzir os grande vinhos que de alguma forma contribuíram para a afirmação da região como um dos principais pólos vinícolas do mundo, e não só da América do Sul.
            Existem alguns produtores conceituados que fazem parte desta história, mas um deles merece atenção especial no texto de hoje, caso da Bodega Catena Zapata. Os vinhos Catena são altamente difundidos ao redor do globo, tanto pela sua qualidade como também pelas figuras importantes da família, na sua maioria enólogos de grande sucesso, dentre eles o eleito a dois anos atrás como personalidade do ano no mundo do vinho pela conceituada revista britânica “Decanter”, Nicolás Catena. Aqui no Brasil a marca também é muito forte e conquista um público cada vez maior.
            A história dos Catena na produção de vinhos remonta ao século passado, mais precisamente em 1902, portanto mais de 100 anos atrás, ano em que Nicola Catena plantou a primeira vinha de Malbec em Mendonza, após quase quinze anos da travessia dele da Itália para a Argentina. Até então a Malbec só era plantada e conhecida na França, principalmente nos vinhos bordaleses. A bodega começou a ganhar fama e prestígio muitos anos depois, com a  tomada das rédeas da operação da bodega pelo filho Nicolás Catena, formado em economia e com uma paixão muito grande pelos vinhedos da família. Por volta dos anos 70 o foco dos negócios era o mercado interno, se estabilizar e criar uma marca na Argentina, para aí sim expandir a atuação para novos territórios.
            Porém esse foi um período difícil para todos na Argentina, visto que o país se encontrava em um momento de recuperação da forte crise que enfrentará nos anos 60 e que deixava uma atmosfera de apreensão na economia, que durou até o começo dos anos 80. Nesse período Nicolás foi passar um tempo na Califórnia, ministrando aulas em cursos de economia, e durante os finais de semana, junto com sua mulher e filha pequena, passava o dia na região do Napa Valley, o que foi pra ele uma grande fonte de inspiração para tocar os negócios da família assim que voltasse para Mendonza.
           
À partir de então os Catena se tornaram pioneiros no estudo do solo argentino, e das uvas que poderiam render melhores frutos e conseqüentemente vinhos de qualidade superior. Para se ter uma idéia, poucos entendiam o porque deles cultivarem vinhas em altitudes maiores e o porque de usarem alguns solos nas encostas dos Andes para vinhedos, já que os mesmos haviam sido condenados como inférteis pelos primeiros imigrantes locais. Também desenvolveram seus próprios clones de videiras, visto que os Malbec de Cahors, na França, importados por eles, não resultaram em bons vinhos, o que os forçou ao desenvolvimento. Clones esses que acabaram por dar resultado alguns anos depois, em diferentes parcelas de vinhedos e que expressavam muito bem as nuances do terroir mendocino.
            A vinícola possui seis fazendas, com vinhas plantadas no sopé da montanha, o que leva a maior concentração de ambos os sabores e aromas, contribuindo para o desenvolvimento do vinho da Argentina. A busca por criar vinhos “redondos”, harmoniosos, equilibrados, com equilíbrio e fácil harmonia à mesa, deu ensejo a criação de várias linhas de produtos que tem marcas como Catena Zapata, Saint Felicien, Catena Alta, Alamos, Angelica Zapata, entre outras.

Descrição Rápida: Fantástica criação de Catena Zapata - ao ser lançado na safra 2004, o Malbec Argentino foi logo apontado como o melhor vinho do país por Robert Parker. As safras posteriores repetiram a incrível performance com notas extraordinárias. O Malbec Argentino 2007 alcançou nada menos que 97 pontos do crítico norte-americano, que o descreveu como " uma dimensão extra de complexidade". Para a Wine Spectator é um tinto sofisticado e muito expressivo e "com uma densidade de fruta impressionante". Trata-se do máximo em qualidade que a uva Malbec pode alcançar, com incrível finesse, capaz de envelhecer por mais de 40 anos. Uma grande raridade. Malbec (100%) proveniente dos vinhedos Adriana e Nicasia de altitude elevada. Colheita manual. Rendimentos muito limitados. Vinificação tradicional com maceração longa e separada dos diferentes lotes. Fermentação malolática completa. O vinho maturou 18 meses em barrica de carvalho francês. Teor Alcoólico: 14,5%. Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos. (9 Votos como melhor na Noite de Degustação – 96/100 Nota Mediana)

PONTUAÇÕES E RECONHECIMENTOS DA CRÍTICA ESPECIALIZADA:
Robert Parker: 97 pontos (safra 07)
Wine Spectator: 94 pontos (safra 07)
Wine Spectator: 93 pontos (06)
Wine Enthusiast: 96 pontos "Malbec do Ano" (05)
Robert Parker: 97+ pontos (05)
Wine Spectator: 95 pontos (05)
Robert Parker: 98+ pontos (04)

Harmonizações sugeridas: Carnes grelhadas e carnes de caça.

ONDE: MISTRAL

GRAND CALLIA RESERVA DEL ENOLOGO 2004


GRAND CALLIA RESERVA DEL ENOLOGO 2004 – SAN JUAN/ ARGENTINA
Um vinho cercado de muita popularidade, certamente pela boa imagem e repercussão alcançada em avaliações no site do Robert Parker (o Grand Callia 2004 foi agraciado com 95 pontos). Produzido na quente e seca província de San Juan (um pouco acima de Mendoza), e pela região lembrar muito do clima árido da Austrália, a Bodega Callia tem na Syrah sua grande casta, buscando fazer o melhor Syrah da Argentina. Para contribuir nessa empreitada, a Callia conta com o enólogo Oscar Biondolillo, um apaixonado por esta cepa de personalidade que conquistou o mundo pelas mãos dos australianos e que reina absoluta no norte do Vale do Rhône.

O Grand Callia é um corte: 40% Syrah, 20% Malbec, 20% Merlot e 20% Tannat, onde a Syrah dá um toque todo especial nesse vinho. As uvas são provenientes de vinhedos próprios que totalizam 241ha, localizados em diferentes regiões, sendo a Syrah proveniente do Valle de Tulum, a Malbec e a Merlot do Valle de Pedernal e a Tannat do Valle de Zonda.

O vinho maturou por 18 meses em barricas novas de carvalho francês e americano, com produção limitada de 19.800 garrafas.

Notas de Degustação: cor púrpura ainda, apesar de 9 anos de guarda. Aroma com bouquet intenso, algo frutado, balsâmico, condimentado, sem o toque doce exagerado comum em alguns vinhos de Shiraz australianos e nas linhas mais básicas dessa bodega. O aroma apresenta um leque de frutas negras maduras, notas tostadas de coco e especiarias, e fundo de aceto balsâmico. No paladar mostra bom equilíbrio, taninos macios e boa acidez. Longo em boca, muito persistente e frutado em boca. Creio que ainda poderia ser guardado por mais 2 a 3 anos, fácil. (8 Votos como melhor na Noite de Degustação – 94/100 Nota Mediana)

Harmonizações sugeridas: bela companhia para um churrasco e cordeiro.

ONDE COMPRAR: Veio da Adega pessoal. As safras atuais podem ser compradas na DECANTER.

CARMELO PATTI ASSEMBLAGE 2002


CARMELO PATTI ASSEMBLAGE 2002
Carmelo Patti é um dos mais respeitados enólogos da Argentina. Desde que se tornou enólogo em 1971, ele supervisionou a produção de várias das principais vinícolas do país, tendo feito pelo menos 34 colheitas em sua vida técnica. Carmelo Patti é o pioneiro do gênero "vinho de autor" e "bodega boutique", pois elaborou seu primeiro vinho próprio (um Malbec) há 15 anos. Todas as uvas que vinifica são produzidas em 2 Fincas em Perdriel e Luján de onde obtêm uvas Malbec de velhas videiras baixas e Cabernet Sauvignon de videiras em espaldeira alta. As uvas Merlot e  Cabernet Franc que integram seu novo assemblage provêm de Tupungato. Em nenhum caso, seus rendimentos ultrapassam 9 toneladas por hectare.

Agora em sua própria vinícola “El Lagar” em Luján de Cuyo, em Mendoza ele tem  desenvolvido seus próprios rótulos. A produção anual é de cerca de 20.000 litros em suas variedades preferidas: Malbec e Cabernet Sauvignon.

A produção de Carmelo Patti  tem estilo próprio, longe dos modismos e paradigmas correntes nos vinhos de alta gama.

Notas de Degustação: O Gran Assemblage 2002 é um corte de Cabernet Sauvignon (predominante), Malbec, Merlot e Cabernet Franc, maturando 12 meses de barrica e mais 18 meses em garrafas antes de chegar ao mercado. Produção de apenas 8 mil garrafas nesta safra. Cor rubi de boa intensidade com pequena nota de evolução. Aroma com bouquet balsâmico, condimentado, com notas de couro e defumado. O aroma apresenta um leque de notas de ervas, terra molhada, toques tostados de coco e especiarias, e fundo de aceto balsâmico, num conjunto de boa complexidade. No paladar mostra bom equilíbrio, taninos macios e boa acidez. Longo em boca, médio persistente e elegante em boca. (2 Votos como melhor na Noite de Degustação – 91/100 Nota Mediana)

Harmonizações sugeridas: queijos brancos e de meia cura, brie, camembert, carnes vermelhas grelhadas, cordeiro, caças.

ONDE COMPRAR: Veio da Adega pessoal.

GIMENEZ RIILI PARTIDA LIMITADA RESERVA 2008 – VALE DO UCO/ MENDOZA / ARGENTINA


GIMENEZ RIILI PARTIDA LIMITADA RESERVA 2008 – VALE DO UCO/ MENDOZA / ARGENTINA –

A família Gimenez Riili está associada a Viticultura por três gerações. Esta tradição começou em 1945 quando Dom Pedro Gimenez escolheu as terras de Maipú e Vale do Uco para cultivar os seus sonhos e colher seus melhores uvas. Ele foi quem transmitido a sua paixão pelo vinho para seu filho Eduardo, que é responsável pela elaboração hoje em dia. Na terceira geração, Pablo, Federico e Juan Manuel perseguem o sonho do avô, e com a sabedoria e experiência de pai, o personagem que trouxe a inovação para a Bodega,  fazem da Gimenez Riili uma adega com um passado tradicional e um futuro promissor.
A família Gimenez Riili tem mais de 50 anos de experiência na arte de produzir vinhos premium. De forma geral, em Maipú e Vale do Uco, Mendoza, podemos encontrar as vinhas que produzem as melhores uvas. O solo é pedregoso, os dias ensolarados e as noites são frias.
            O fruto amadurece com todo o seu carácter e personalidade que a geografia permite e durante os meses de março e abril, a colheita é feita manualmente e os cachos são transportados em pequenos cestos para a adega. Os melhores cachos são escolhidos, e os bagos são transportadas por gravidade para cubas pequenas, onde eles passam por uma fermentação e maceração longa, que oferecem complexidade e cor ao vinho. Finalmente, as variedades são envelhecidos em barricas de carvalho francês e depois de são engarrafadas.
            Vinhedos em Vista Flores, no Vale do Uco. Capacidade: 200.000 litros. Vinhedos: 10 hectares em Maipú e 10 hectares no Valle de Uco
            Sua obstinação em produzir bons vinhos foi recentemente premiada com o reconhecimento de seu Malbec Partida Limitada (Reserva), que obteve 89+ pontos de Robert Parker.
Notas de Degustação: Este MALBEC se caracteriza por uma coloração vermelho rubi intenso, cujos aromas de ameixa madura e cereja negra e notas de anis estão bem marcados. Na boca deixa notar seus taninos equilibrados, com um final redondo e complexo, fruto de seu estágio em carvalho por 12 meses. (4 Votos como melhor na Noite de Degustação – 91/100 Nota Mediana)

Harmonizações sugeridas: Uma ótima harmonização com carne de caça, carnes vermelhas, massas e  queijos.

PONTUAÇÕES E RECONHECIMENTOS DA CRÍTICA ESPECIALIZADA:
Robert Parker: 89+ pontos (2008)

ONDE COMPRAR: CLOS DE LOS GAÚCHOS - www.closdelosgauchos.com

CARO 2007 - MENDOZA / ARGENTINA – BODEGAS CaRo


CARO 2007 - MENDOZA / ARGENTINA – BODEGAS CaRo – CAtena Zapata e Chateau Lafite ROthschild

Caro é talvez o mais elegante vinho produzido na Argentina, um delicioso e fino corte de Cabernet Sauvignon e Malbec, com estilo bem francês. Parte das barricas de carvalho utilizadas são produzidas no próprio Château Lafite, o que confere ao vinho um acento do famoso Bordeaux. Para Jancis Robinson, o Caro "tem algo vivo de uma boa safra de Lafite que o eleva e distingue de outros Malbec de Mendoza". Para Robert Parker, ele "oferece uma adorável profundidade de fruta e é altamente focado, detalhista e elegante".
  
Produzido pelas Bodegas Caro (Catena & Ch. Lafite-Rothschild), na região de Mendoza, a partir de um corte de uvas Cabernet Sauvignon 60% e Malbec 40%, provenientes de diversos vinhedos mendocinos elevados, pertencentes à Catena Zapata e à terceiros selecionados (80%), responsável pela sua complexidade. A Cabernet Sauvignon se origina 50% de Agrelo, em Luján de Cuyo (20 anos de idade), 30% de Tupungato (20 anos) e 20% do Uco. As uvas são fermentadas em cubas de aço inoxidável, com leveduras selecionadas. A maceração com as cascas da Cabernet Sauvignon dura 25-35 dias e a da Malbec 12-18 dias, havendo portanto boa extração. O vinho amadurece 14 meses em barricas de carvalho (60% novas). Temperatura de Serviço sugerida: 18 a 20ºC. Teor Alcoólico: 14,5 % Vol. É um vinho encorpado e com possibilidade de guarda para mais de 10 anos. (2 Votos como melhor na Noite de Degustação – 92/100 Nota Mediana)

Harmonizações sugeridas: Carnes grelhadas, cordeiro

PONTUAÇÕES E RECONHECIMENTOS DA CRÍTICA ESPECIALIZADA:
Wine&Spirits: 94 pontos (safra 03)
Wine Spectator: 91 pontos (safra 02)
Robert Parker: 90 pontos (safra 00)

ONDE COMPRAR: MISTRAL

BODEGAS DEL FIN DEL MUNDO GRAN RESERVA BLEND 2010 – NEUQUEN / PATAGONIA / ARGENTINA


BODEGAS DEL FIN DEL MUNDO GRAN RESERVA BLEND 2010 – NEUQUEN / PATAGONIA / ARGENTINA –
A Bodega del Fin del Mundo é a maior bodega argentina da região da patagônia. O desafio de fazer da Patagônia um novo pólo vinícola começou em 1996. As terras escolhidas pela bodega estão em San Patrício del Chañar, província de Neuquén. Por problemas de irrigação, inicialmente foi necessário um grande esforço e a construção de um canal próprio de 20km para levar água aonde as uvas seriam plantadas.
Os primeiros vinhedos foram plantados em 1999. Os fortes ventos obrigaram os engenheiros a proteger as plantações com espécie de cortinas e a cada planta com proteções individuais.
Os excelentes resultados destas primeiras plantações foram o passo inicial da Bodega del Fin del Mundo e de todo o pólo vinícola que estava nascendo em San Patricio del Chañar.
A primeira colheita comercial da bodega foi em 2003. Hoje seus vinhos são exportados para mais de 24 países e já foram obtidas mais de 140 medalhas nos concursos internacionais mais importantes.
O Gran Reserva é um rótulo intermediário, acima dele estão o FIN e o Special Blend. O corte é feito com Malbec (33%), Cabernet Sauvignon (29%), Merlot (23%), Cabernet Franc (15%) que estagia 12 meses em barricas francesas (70%) e americanas (30%).

Notas de Degustação: Cor violeta intensa. Gotas médias, rápidas e espaçadas mostram bom teor alcoólico. Aromas de frutas vermelhas maduras (cerejas, ameixas), sem chegar a compota, com toques de baunilha, e coco. No paladar aparecem as frutas vermelhas. Bom equilíbrio e médio corpo. Taninos quase doces, bem macios. Acidez em harmonia com o conjunto. Vai abrindo na boca, final gostoso, de média persistência. Um vinho potente. Um vinho muito bem feito, situado na linha intermediária da Bodega, com boa tipicidade e bom custo-benefício. (2 Votos como melhor na Noite de Degustação – 89/100 Nota Mediana)

Harmonizações sugeridas: queijos brancos e de meia cura, brie, camembert, carnes vermelhas grelhadas, cordeiro, caças.

ONDE COMPRAR: Veio da Adega pessoal.