domingo, 17 de março de 2013

“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: PARIS X NEW YORK - LE CAMION QUI FUME

“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: PARIS X NEW YORK - Paris é uma cidade surpreendente. Mesmo sendo uma capital da alta gastronomia, os parisienses morrem de amores pelo hamburger. Sim, hamburger, o sanduíche mais significativo da culinária americana. Agora vou apresentar para vocês a última sugestão dos três lugares parisienses para degustar essa delícia americana.




E, por último, mas não menos parisiense-newyorkais, o caminhão mais querido da cidade: Le Camion qui fume (http://www.lecamionquifume.com). A chef americana Kristin Frederick é a pioneira do food truck francês e, mesmo se hoje em dia a cidade conta com diversos caminhões no mesmo estilo, o Le Camion qui fume não perde a sua clientela. O hamburger custa 8€ e a formule 10€. Para você ter uma idéia do sucesso que esse hamburger faz aqui em Paris: normalmente é preciso esperar duas horas na fila (mesmo durante o inverno) para saborear esse sanduíche.  Para saber onde encontrar o caminhão, é só seguir o seu itinerário no site. Aconselho você ir nos dias em que ele se encontra no Point Ephémère (200, Quai de Valmy), assim além do hamburger, você pode aproveitar para tomar uma cerveja num dos bares mais badalados do Canal Saint Martin. E, se você quiser fazer o seu próprio hamburger maison, aprenda com Chef Frederick que lançou um livro com as receitas de seu restaurante itinerante.

“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: PARIS X NEW YORK - BIG FERNAND

“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: PARIS X NEW YORK - Paris é uma cidade surpreendente. Mesmo sendo uma capital da alta gastronomia, os parisienses morrem de amores pelo hamburger. Sim, hamburger, o sanduíche mais significativo da culinária americana. Agora vou apresentar para vocês o segundo lugar parisiense para degustar essa delícia americana.



O Big Fernand (http://www.bigfernand.com.fr ) é um restaurante super badalado nesse momento. O menu é simples mas surpreendente. Esqueça o hamburger picanha-cheddar-tomate-alface: você vai poder escolher não só carne de frango ou de boi, mas também carneiro ou veado. Os queijos são uma emoção a parte: Saint Nectaire, Tomme ou Raclette de Savoie ou um bom Bleu d'Auvergne. Se não estiver muito inspirado para criar seu próprio sanduíche, você pode escolher uma das receitas do menu. 
O meu preferido é o Le Bartholomé, carne de boi, queijo tipo Raclette, cebolas em confiture e bacon. Um ponto fraco: como o restaurante vive lotado, é difícil conseguir uma mesa. E, infelizmente, esse é um desses lugares em Paris em que comer rápido é quase obrigatório. O Big Fernand fica no 55, rue du Faubourg Poissonnière (Metrô Poissonnière ou Cadet).




PUTAIN por Mariana Franchini - DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: PARIS X NEW YORK - SCHWARTZ´S DELI




“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: PARIS X NEW YORK - Paris é uma cidade surpreendente. Mesmo sendo uma capital da alta gastronomia, os parisienses morrem de amores pelo hamburger. Sim, hamburger, o sanduíche mais significativo da culinária americana. Essa semana, vou apresentar para vocês três lugares parisienses para degustar essa delícia americana.




O Schwartz's Deli (http://www.schwartzsdeli.fr/index/accueil ) é um dos restaurantes que mora no meu coração. Impossível não amar os sanduíches Kosher Style, afinal, esse é um restaurante judeu. Experimente o Yankee Burger se quiser descobrir o "bacon de peru" ou o Rossini Burger pelo fois gras. O menu oferece ainda um maravilhoso sanduíche de pastrami e o Côte de boeuf. Uma dica: só vá a esse restaurante se estiver com fome de verdade, pois as porções são imensas. Duas boas surpresas: a casa serve a cerveja Duff, preferida do personagem Homer Simpson; e o vinho de Francis Ford Coppola.
Meus endereços preferidos: 16, rue des Ecouffes (Metrô Saint Paul), primeiro restaurante aberto em Paris que conta com uma pequena e simpática delicatessen; ou 22, avenue Niel (Metrô Ternes), o mais novo endereço  que propõe um terraço bem simpático.

domingo, 10 de março de 2013

“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: C´EST LA FASHION WEEK


“PUTAIN” por Mariana Franchini – DICAS DE GASTRONOMIA EM PARIS: C´EST LA FASHION WEEK - Quero com essa coluna poder indicar para vocês lugares um pouco inusitados. Bares, restaurantes e lojas que não vão estar nos guias turísticos e que fazem parte do dia a dia dos parisienses.
Como essa semana termina a Fashion Week de Paris não podia deixar de falar de um bar bem conhecido do pessoal da moda. O La Perle já era um lugar bem badalado quando cheguei à Paris em 2009. Mas foi em fevereiro de 2011 que ele se tornou internacionalmente conhecido pois foi o palco de uma briga entre o estilista John Galliano e freqüentadores do bar.
Desde então, esse pequeno bar tornou-se imperdível. Ainda mais nos dias agitados da Fashion Week. Não espere um bar como os do Brasil. Entre cervejas tipo chope (3,50€ / 250ml) e uma carta de vinhos razoável (3,90€ / uma taça de vinho), você poderá degustar tábuas de frios e vinhos (infelizmente os franceses não conhecem a maravilhosa mandioquinha frita com linguiça).
O objetivo é beber um pouquinho, ver e ser visto. No horário de almoço, existe um menu especial, mas que não funciona no jantar. E domingo, um bem conhecido brunch. Durante as semanas de moda e o verão, esse é o terasse mais concorrido do Marais.
SERVIÇO: La Perle - 78 rue Vieille du Temple 75003 – Marais Nord - Aberto de 7:00 as 2:00 - Telefone: 01 42 72 69 93. Aberto todos os dias de 9h às 2h (a cozinha funciona de meio dia à 1h15 da manhã). Metro: Saint Paul Hotel de Ville.

CATENA ZAPATA MALBEC ARGENTINO 2005 – MENDOZA / ARGENTINA


CATENA ZAPATA MALBEC ARGENTINO 2005 – MENDOZA / ARGENTINA -
Que Mendonza é a mais importante região vinícola da Argentina é mais do que sabido, assim como também todas as suas características de solo, clima e  principais variedades produzidas que formam o excelente terroir da área. Só que nada disso adiantaria se grandes empreendedores de décadas atrás, não tivessem apostado em seus sonhos de construir suas bodegas e produzir os grande vinhos que de alguma forma contribuíram para a afirmação da região como um dos principais pólos vinícolas do mundo, e não só da América do Sul.
            Existem alguns produtores conceituados que fazem parte desta história, mas um deles merece atenção especial no texto de hoje, caso da Bodega Catena Zapata. Os vinhos Catena são altamente difundidos ao redor do globo, tanto pela sua qualidade como também pelas figuras importantes da família, na sua maioria enólogos de grande sucesso, dentre eles o eleito a dois anos atrás como personalidade do ano no mundo do vinho pela conceituada revista britânica “Decanter”, Nicolás Catena. Aqui no Brasil a marca também é muito forte e conquista um público cada vez maior.
            A história dos Catena na produção de vinhos remonta ao século passado, mais precisamente em 1902, portanto mais de 100 anos atrás, ano em que Nicola Catena plantou a primeira vinha de Malbec em Mendonza, após quase quinze anos da travessia dele da Itália para a Argentina. Até então a Malbec só era plantada e conhecida na França, principalmente nos vinhos bordaleses. A bodega começou a ganhar fama e prestígio muitos anos depois, com a  tomada das rédeas da operação da bodega pelo filho Nicolás Catena, formado em economia e com uma paixão muito grande pelos vinhedos da família. Por volta dos anos 70 o foco dos negócios era o mercado interno, se estabilizar e criar uma marca na Argentina, para aí sim expandir a atuação para novos territórios.
            Porém esse foi um período difícil para todos na Argentina, visto que o país se encontrava em um momento de recuperação da forte crise que enfrentará nos anos 60 e que deixava uma atmosfera de apreensão na economia, que durou até o começo dos anos 80. Nesse período Nicolás foi passar um tempo na Califórnia, ministrando aulas em cursos de economia, e durante os finais de semana, junto com sua mulher e filha pequena, passava o dia na região do Napa Valley, o que foi pra ele uma grande fonte de inspiração para tocar os negócios da família assim que voltasse para Mendonza.
           
À partir de então os Catena se tornaram pioneiros no estudo do solo argentino, e das uvas que poderiam render melhores frutos e conseqüentemente vinhos de qualidade superior. Para se ter uma idéia, poucos entendiam o porque deles cultivarem vinhas em altitudes maiores e o porque de usarem alguns solos nas encostas dos Andes para vinhedos, já que os mesmos haviam sido condenados como inférteis pelos primeiros imigrantes locais. Também desenvolveram seus próprios clones de videiras, visto que os Malbec de Cahors, na França, importados por eles, não resultaram em bons vinhos, o que os forçou ao desenvolvimento. Clones esses que acabaram por dar resultado alguns anos depois, em diferentes parcelas de vinhedos e que expressavam muito bem as nuances do terroir mendocino.
            A vinícola possui seis fazendas, com vinhas plantadas no sopé da montanha, o que leva a maior concentração de ambos os sabores e aromas, contribuindo para o desenvolvimento do vinho da Argentina. A busca por criar vinhos “redondos”, harmoniosos, equilibrados, com equilíbrio e fácil harmonia à mesa, deu ensejo a criação de várias linhas de produtos que tem marcas como Catena Zapata, Saint Felicien, Catena Alta, Alamos, Angelica Zapata, entre outras.

Descrição Rápida: Fantástica criação de Catena Zapata - ao ser lançado na safra 2004, o Malbec Argentino foi logo apontado como o melhor vinho do país por Robert Parker. As safras posteriores repetiram a incrível performance com notas extraordinárias. O Malbec Argentino 2007 alcançou nada menos que 97 pontos do crítico norte-americano, que o descreveu como " uma dimensão extra de complexidade". Para a Wine Spectator é um tinto sofisticado e muito expressivo e "com uma densidade de fruta impressionante". Trata-se do máximo em qualidade que a uva Malbec pode alcançar, com incrível finesse, capaz de envelhecer por mais de 40 anos. Uma grande raridade. Malbec (100%) proveniente dos vinhedos Adriana e Nicasia de altitude elevada. Colheita manual. Rendimentos muito limitados. Vinificação tradicional com maceração longa e separada dos diferentes lotes. Fermentação malolática completa. O vinho maturou 18 meses em barrica de carvalho francês. Teor Alcoólico: 14,5%. Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos. (9 Votos como melhor na Noite de Degustação – 96/100 Nota Mediana)

PONTUAÇÕES E RECONHECIMENTOS DA CRÍTICA ESPECIALIZADA:
Robert Parker: 97 pontos (safra 07)
Wine Spectator: 94 pontos (safra 07)
Wine Spectator: 93 pontos (06)
Wine Enthusiast: 96 pontos "Malbec do Ano" (05)
Robert Parker: 97+ pontos (05)
Wine Spectator: 95 pontos (05)
Robert Parker: 98+ pontos (04)

Harmonizações sugeridas: Carnes grelhadas e carnes de caça.

ONDE: MISTRAL

GRAND CALLIA RESERVA DEL ENOLOGO 2004


GRAND CALLIA RESERVA DEL ENOLOGO 2004 – SAN JUAN/ ARGENTINA
Um vinho cercado de muita popularidade, certamente pela boa imagem e repercussão alcançada em avaliações no site do Robert Parker (o Grand Callia 2004 foi agraciado com 95 pontos). Produzido na quente e seca província de San Juan (um pouco acima de Mendoza), e pela região lembrar muito do clima árido da Austrália, a Bodega Callia tem na Syrah sua grande casta, buscando fazer o melhor Syrah da Argentina. Para contribuir nessa empreitada, a Callia conta com o enólogo Oscar Biondolillo, um apaixonado por esta cepa de personalidade que conquistou o mundo pelas mãos dos australianos e que reina absoluta no norte do Vale do Rhône.

O Grand Callia é um corte: 40% Syrah, 20% Malbec, 20% Merlot e 20% Tannat, onde a Syrah dá um toque todo especial nesse vinho. As uvas são provenientes de vinhedos próprios que totalizam 241ha, localizados em diferentes regiões, sendo a Syrah proveniente do Valle de Tulum, a Malbec e a Merlot do Valle de Pedernal e a Tannat do Valle de Zonda.

O vinho maturou por 18 meses em barricas novas de carvalho francês e americano, com produção limitada de 19.800 garrafas.

Notas de Degustação: cor púrpura ainda, apesar de 9 anos de guarda. Aroma com bouquet intenso, algo frutado, balsâmico, condimentado, sem o toque doce exagerado comum em alguns vinhos de Shiraz australianos e nas linhas mais básicas dessa bodega. O aroma apresenta um leque de frutas negras maduras, notas tostadas de coco e especiarias, e fundo de aceto balsâmico. No paladar mostra bom equilíbrio, taninos macios e boa acidez. Longo em boca, muito persistente e frutado em boca. Creio que ainda poderia ser guardado por mais 2 a 3 anos, fácil. (8 Votos como melhor na Noite de Degustação – 94/100 Nota Mediana)

Harmonizações sugeridas: bela companhia para um churrasco e cordeiro.

ONDE COMPRAR: Veio da Adega pessoal. As safras atuais podem ser compradas na DECANTER.

CARMELO PATTI ASSEMBLAGE 2002


CARMELO PATTI ASSEMBLAGE 2002
Carmelo Patti é um dos mais respeitados enólogos da Argentina. Desde que se tornou enólogo em 1971, ele supervisionou a produção de várias das principais vinícolas do país, tendo feito pelo menos 34 colheitas em sua vida técnica. Carmelo Patti é o pioneiro do gênero "vinho de autor" e "bodega boutique", pois elaborou seu primeiro vinho próprio (um Malbec) há 15 anos. Todas as uvas que vinifica são produzidas em 2 Fincas em Perdriel e Luján de onde obtêm uvas Malbec de velhas videiras baixas e Cabernet Sauvignon de videiras em espaldeira alta. As uvas Merlot e  Cabernet Franc que integram seu novo assemblage provêm de Tupungato. Em nenhum caso, seus rendimentos ultrapassam 9 toneladas por hectare.

Agora em sua própria vinícola “El Lagar” em Luján de Cuyo, em Mendoza ele tem  desenvolvido seus próprios rótulos. A produção anual é de cerca de 20.000 litros em suas variedades preferidas: Malbec e Cabernet Sauvignon.

A produção de Carmelo Patti  tem estilo próprio, longe dos modismos e paradigmas correntes nos vinhos de alta gama.

Notas de Degustação: O Gran Assemblage 2002 é um corte de Cabernet Sauvignon (predominante), Malbec, Merlot e Cabernet Franc, maturando 12 meses de barrica e mais 18 meses em garrafas antes de chegar ao mercado. Produção de apenas 8 mil garrafas nesta safra. Cor rubi de boa intensidade com pequena nota de evolução. Aroma com bouquet balsâmico, condimentado, com notas de couro e defumado. O aroma apresenta um leque de notas de ervas, terra molhada, toques tostados de coco e especiarias, e fundo de aceto balsâmico, num conjunto de boa complexidade. No paladar mostra bom equilíbrio, taninos macios e boa acidez. Longo em boca, médio persistente e elegante em boca. (2 Votos como melhor na Noite de Degustação – 91/100 Nota Mediana)

Harmonizações sugeridas: queijos brancos e de meia cura, brie, camembert, carnes vermelhas grelhadas, cordeiro, caças.

ONDE COMPRAR: Veio da Adega pessoal.