segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

AS UVAS DO CHAMPAGNE



Caros Amigos,
Um leitor do VINOTICIAS enviou mensagem sobre as variedades de uvas autorizadas para a produção dos Champagnes serem mais que as três que nós rotineiramente conhecemos como sendo Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Como o assunto despertou minha curiosidade, vi que um post brasileiro falou sobre o tema (http://www.papodevinho.com/2011/08/sabia-que-existem-8-variedades-de-uva.html) e inda há a informação num Fórum de discussão francês. Como se vê, o tema desperta interesse em todo mundo.
● Champagnes são elaborados, sempre, pelo o método champenoise. Apesar de que se diga que há três uvas apropriadas para produção do Champagne: Chardonnay (branca) e Pinot Noir e Pinot Meunier (tintas) é importante dizer que estas castas representam 99,8 % dos vinhedos autorizados da região e há 5 outras castas: Arbanne, Petit Meslier, Fromenteau (Pinot Gris) e Enfumé, que são cultivados em 80 Ha da superfície de 34.000 de toda a região da Champagne. São 8 as variedades autorizadas na Champagne: Chardonnay, Pinot noir, Pinot meunier, Pinot blanc, Fromenteau (ou Pinot Gris), Enfumé (tipo de Pinot meunier com casca cor de rosa translúcida) e ainda 2 variedades antigas: Arbanne (usada em um dos rótulos da Champagne Moutard - 100% Arbanne) e a Petit Meslier (a Duval-Leroy é um Petit Meslier 100% millésime 1998). Todas essas variedades são muito parecidas com a Pinot Noir, assim como existem outras autorizadas que são muito próximas da Chardonnay. (em caso de dúvidas, consulte: http://lapassionduvin.com/phorum/read.php?11,247659,332191 ). Se for produzido apenas com uvas brancas, será chamado “Blanc de Blancs”. Quando produzidos somente de uvas tintas, menos comum, será chamado de “Blanc de Noir”.

Aproveito para desejar a todos uma bela semana.

Grande Abraço,

Márcio Oliveira

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

DICAS DE ESPUMANTES E CHAMPAGNES PARA O FINAL DO ANO

DICAS DE ESPUMANTES E CHAMPAGNES PARA O FINAL DO ANO
           
            Nesta época do ano começam a pipocar as solicitações de amigos e leitores do VINOTÍCIAS para sugestões de vinhos espumantes para acompanhar o cardápio de Natal e a Virada do Ano.
            O produto nacional domina a faixa mais acessível de preço e novos champagnes e cavas não param de chegar ao mercado, com excelentes opções em qualidade e preços (para alegria geral !). Há alguns clássicos relacionados, para as grandes ocasiões. Os Proseccos, com raras exceções, estão se posicionando no segmento de preços mais baratos e já perdem em qualidade para boa parte dos bons espumantes nacionais. Infelizmente, nem todo vinho caro é bom, mas com certeza, o vinho bom tem seu preço ... Portanto, desconfie de Proseccos ou outros espumantes importados com preço inferior a R$20,00 ! Compre uma garrafa e prove, se for do seu gosto, tudo bem, mas não se fie apenas na indicação de ser o mais barato e ser bom porque é importado.
            A lista de sugestões levou em conta três faixas de preços para garrafas de 750ml: Vinhos Espumantes Até R$ 50. Vinhos Espumantes entre R$ 50 e R$ 100. Vinhos Espumantes acima de R$ 100.

● LISTA DE VINHOS COM PREÇO ATÉ R$ 50,00:
Cava Don Román Brut - Espanha
Cava Cristalino Brut – Espanha
Espumante Nieto Senetiner Brut Nature - Argentina
Espumante Norton Cosecha Especial Brut Nature – Argentina
Espumante Veuve de Vernay – França
Espumante Casa Valduga Arte Brut – Brasil
Espumante Dal Pizzol Espumante Traditionelle Brut , Vinícola Monte Lemos
Espumante Natural Extra Brut Valmarino & Churchill 2009, Valmarino
Espumante Brut Chardonnay N/V, Aurora 
Espumante Natural Brut Champenoise N/V, Perini
Habitat 2009, Quinta Don Bonifácio
Espumante Garibaldi Chardonnay – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Espumante Natural Brut N/V, Cordon D´Or 
Espumante Brut  N/V, Adolfo Lona
Espumante Moscatel Monte Paschoal N/V, Basso
Espumante Pizzato Brut, Pizzato Brasil / Bento Gonçalves
Espumante Paul Bur, Veuve Paul Bur, França

● LISTA DE VINHOS COM PREÇOS ENTRE R$ 50 E R$ 100:
Vouvray Brut Domaine Vigneau-Chevreau França
Espumante Baga Rosado Brut, Luis Pato, Bairrada Portugal
Cremant de Bourgogne Rosé Brut, Guy Amiot França
Espumante Vértice Super Reserva 2005, Portugal/Douro
Cava Gramona Imperial Gran Reserva Brut 2005, Espanha
Cava Freixenet Cordón Negro Brut, Penedes Espanha / Freixenet
Cava Anna de Codorniu Brut, Codorniu Espanha/Penedes
Cava Raventós I Blanc Gran Reserva – Espanha
Espumante Cave Amadeu Espumante Brut - Vinícola Geisse
Espumante Adolfo Lona Nature Pas Dosé, Adolfo Lona
Espumante Brut Nature 2007, Estrelas do Brasil
Espumante Brut 130 Casa Valduga N/V, Casa Valduga
Espumante Excellence par Chandon Cuvée Prestige N/V, Chandon 
Espumante Nature Salton Gerações Antonio Domenico Salton N/V, Salton
Espumante Brut 2009, Vinícola Geisse
Espumante Brut Millésime 2009, Miolo
Espumante Brut Pinot Noir, Aurora

● LISTA DE VINHOS COM PREÇOS ACIMA DE R$ 100:
Champagne Barnaut Grande Réserve França/Champagne
Ferrari Perlè Brut 2001, Ferrari Itália/Trentino
Champagne Deutz Brut, França
Champagne La Grande Sendrée 2002, Maison Drappier França
Champagne Dom Pérignon 2002 - França
Champagne Krug Grand Cuvée 2002 - França
Champagne Cuvée Spéciale Michel Gonet 1998, França
Champagne Gosset Excelence Brut 2002 - França
Champagne Grand Millésime Gosset 1999, França
Champagne Pierre Gimonnet Cuis 1er Cru Brut, França
Champagne Pierre Gimonnet Fleuron 2002, França
Champagne Krug Clos des Mesnil 1998, França
Espumante Nature Terroir 2008, Vinícola
Bellavista Franciacorta Cuvée Brut, Bellavista Itália/Lombardia
Ferrari Maximum Brut, Ferrari Itália/Trentino

● ESPUMANTES ROSADOS:
Espumante 3b Brut Nature Rosé – Portugal
Espumante Rosé Veuve de Vernay – França
Espumante Rose Nieto Senetiner - Argentina
Espumante Norton Rose Cosecha Especial Brut – Argentina
Espumante Brut Rosé Reserva Blush 2010, Casa Valduga
Espumante Brut Rosé Ponto Nero N/V, Domno
Espumante Brut Rosé N/V, Aurora
Espumante Brut Rosé N/V, Don Giovanni
Espumante Brut Rosé Kanpai N/V, Hiragami
Espumante Rosado Pericó, Cave Pericó Brasil
Espumante Rosé Miolo N/V, Miolo / Brasil
Espumante Moscatel Rosé Aquarela N/V, Perini
Espumante Terranova Brut Rosé, Miolo
Cava Codorniu Pinot Noir Rose Brut, Codorniu Espanha/Penedes
Cava Pere Ventura Rosé Brut - Espanha

COMO ESCOLHER O SEU ESPUMANTE

COMO ESCOLHER O SEU ESPUMANTE

Para começar, para poder escolher o seu espumante, é importante conhecer as características que diferenciam os vários estilos de vinhos presentes no mercado.
Muita gente começou bebendo espumante, degustando o Lambrusco, que na realidade não é um Espumante e sim um vinho frisante produzido na Itália na região de Emilia-Romagna pelo método Charmat, a partir de uvas Lambrusco.

Não é espumante porque todo o espumante necessita de, obrigatoriamente, ultrapassar uma pressão de 3 atmosferas de gás carbônico (o Lambrusco é elaborado entre uma a duas atmosferas). É produzido tanto na versão branca, como rosé e tinto, sendo um vinho para consumo rápido, uma vez que não é feito para guarda. O Lambrusco mais exportado para o Brasil é infelizmente um vinho de baixa qualidade, visando ser acessível em preço, muitas vezes gasificado artificialmente, com corte de várias uvas, sem grandes pretensões. Os melhores Lambruscos são os DOC (Denominação de Origem Controlada) que são mais caros, por serem mais elaborados. O maior consumo no Brasil é do branco enquanto que na Itália é de tinto. Devido a sua forte acidez e presença de gás, é um vinho que acompanha bem refeições com bastante gordura, como a comida tradicional Mineira, ou uma boa feijoada. Não são grandes vinhos, mas podem ser alegres companhias para momentos descontraídos ou beira de piscina substituindo, com vantagens a cerveja, porém jamais para casamentos que merecem algo que acompanhe e marque a importância do evento, um bom espumante. A temperatura ideal para se tomar um Lambrusco é entre  6 a 8º.         

Vinhos Espumantes são produzidos tanto na França, como em outros países como Itália, Brasil, Alemanha, EUA, África do Sul, Austrália, Argentina e Espanha. Por definição os vinhos espumantes naturais são fermentados de uva nos quais a presença do gás carbônico é superior a 3 atmosferas, normalmente de 4 a 6, e resultam exclusivamente da fermentação alcoólica. Ao ser fermentado, o açúcar é convertido em álcool e gás carbônico ficando retido na garrafa e dissolvido no vinho. 
Estes espumantes ganham vários nomes pelo mundo: Champagne, Mousseaux e Crémant (França), Cava (Espanha), Spumante e Prosecco (Itália), Sparkling Wine (EUA e outros paises de língua Inglesa), Espumantes (Brasil e Portugal) e Champaña (Argentina). Todos são espumantes, mas somente o Champagne, produzido na região de Champagne na França, pode ter essa denominação. Mais à frente, veremos as diferenças entre eles. Os métodos mais comuns de elaboração de espumantes são conhecidos como Champenoise, Charmat e Asti.

 O método Champenoise, também chamado de “Método Clássico” ou “Método Tradicional”, obrigatório na região de Champagne, na França, e usado em diversas outras partes do mundo é o que, teoricamente, gera espumantes de maior complexidade e elegância com a obtenção de uma perlage fina e constante. Este processo teria sido inventado pelo monge Beneditino Don Perignon no século XVII e consiste em obter o gás carbônico numa segunda fermentação, ocorrida dentro da própria garrafa. 

É uma produção artesanal em várias etapas e, conseqüentemente, caro. Primeiro, é feita um assemblage (corte) de diversos vinhos tranquilos que serão a base do espumante. A segunda fase é a formação da espuma, quando o vinho base é colocado na garrafa e acrescido do licor de tiragem – leveduras e açúcar que provocarão a segunda fermentação, que dura cerca de três meses. Depois se dá o envelhecimento. Neste período, o líquido permanece sob as borras das leveduras, o que lhe dá cremosidade. O envelhecimento pode durar de meses a alguns anos.  Em seguida, a garrafa é submetida a remouage  - operação lenta e manual de girar a garrafa, posicionada no pupitre (suportes de madeira furados, dispostos em forma de V invertido a 25º, nos quais são colocadas as garrafas), diariamente  durante um período de 8 a 10 meses, em 1/8 de volta. Já desenvolveram equipamentos para executar este serviço de remouage, porém, as melhores casas produtoras ainda o fazem manualmente. É este processo que faz com que as borras da segunda fermentação se concentrem no gargalo, sem turvar o líquido.  Em seguida, faz-se o dégorgement (ou degola), fase em que o gargalo é congelado e a garrafa é aberta sob pressão para que as borras sejam retiradas. É neste momento que se acresce o licor de expedição – uma mistura de vinho envelhecido, destilado de uva (cognac) e açúcar – e a rolha definitiva.  È este licor de expedição, e seu teor de açúcar, que vai determinar se nosso espumante será; Nature – até 3 gramas de açúcar por litro / Extra Brut – 3 a 6 gramas / Brut – 6 a 15 gramas / Seco – 17 a 35 gramas e Demi-Sec – 33 a 50 gramas e Doce, acima de 50grs. Por tudo isto, um bom champagne ou espumante produzido pelo método champenoise puro, não pode ser barato. 

No método Charmat, nome que homenageia o engenheiro francês criador do processo, a segunda fermentação, que dá espuma ao vinho, ocorre em grandes recipientes de até 10 mil litros, chamados de autoclaves, fechadas. Desta forma, evita-se a remouage e o dégorgement processos que demandam mais tempo e encarecem o produto. O vinho é filtrado ao sair dos tanques para as garrafas. É uma simplificação do método clássico, mas usado com sabedoria, gera espumantes muito bons como o nosso Chandon Excellence, o melhor do Brasil na opinião de diversos críticos e deste vosso amigo aqui. 

O método Asti é o usado para a produção de espumantes doces, na Itália. O nome vem de uma região demarcada (DOC) na Itália, onde é produzido com uva Moscato. Consiste de uma única fermentação em grandes recipientes, que é interrompida quando se atinge de 7% a 10% de álcool, deixando açúcares residuais da ordem de 80 gramas por litro (10 vezes mais que um espumante Brut).  O resultado é um vinho aromático e pouco alcoólico, que pode funcionar em eventos como recepções e casamentos como aperitivo. Numa refeição, porém, é ideal para acompanhar sobremesas e não os pratos principais. O Brasil produz alguns excelentes espumantes de uva Moscatel, usando este processo, entre eles o Marco Luigi, Aurora, Terranova,  que são leves, pouco doces e muito frescos. Uma grande pedida para o nosso verão e, ainda por cima são acessíveis. Ótimos para terminar uma refeição, acompanhando a sobremesa, numa tarde quente de verão, ou para acompanhar o Panettone.          

Proseccos, Spumantes, Cavas, Sekt, Crèmant, na verdade são espumantes com características diferentes. Para entender mais fácil:

● Champagnes são elaborados, sempre, pelo o método champenoise. Só são permitidas o uso das uvas: pinot noir, pinot meunier (tintas) e chardonnay (branca). Se for produzido apenas com uvas brancas, será chamado “Blanc de Blancs”. Quando produzidos somente de uvas tintas, menos comum, será chamado de “Blanc de Noir”.

● Prosecco é um espumante produzido na região de Vêneto, original e principalmente na Itália, usando o método Charmat. È elaborado com a uva Glera (antigamente dizia-se que a uva chamava Prosecco, resultando daí o nome). Em algumas regiões podia ter o acréscimo de outras cepas, porém, sempre em porcentuais baixos. Usando as mesmas uvas, existem hoje alguns outros paises produzindo Proseccos. Aqui no Brasil temos a Salton que faz um produto interessante a um preço acessível. A versão mais seca é denominada como Brut, a Dry, estranhamente, é a mais doce e, a Extra-dry, um meio termo. Os Proseccos DOC são os melhores e temos vários belos exemplares disponíveis no mercado Brasileiro.

● Spumanti Italianos, especialmente os originados na região de Franciacorta na Lombardia, são os grandes desafiadores da supremacia de Champagne e reconhecidos como ótimos, alguns excepcionais, espumantes. O estilo é muito parecido, e infelizmente o preço também. Os Asti spumante, produzidos nas regiões de Asti, Cuneo e Alessandria, são vinhos leves, adocicados, pouco alcoólicos e  produzidos pelo método Asti, basicamente elaborados com a uva Moscato.

● Crémant ou Mousseaux , são espumantes produzidos na França, fora da região de Champagne. Elaborados tanto pelo método Tradicional, quando são chamados de Cremant, quanto pelo Charmat, quando são chamados de Mosseaux, e com uma maior diversidade de cepas. Os melhores, de qualquer forma, normalmente utilizam Chardonnay na composição e são elaborados pelo método Tradicional. Existe de tudo no mercado. Normalmente, os Cremant são melhores que os Mosseaux, mas isto não é uma verdade absoluta! Na França são muito conhecidos e reconhecidos por sua qualidade os Cremant de Bourgogne, Cremant de Alsace e Cremant de Limoux (ancestrais do Champagne) e os produzidos no Vale do Loire, em especial os Vouvray.

● Espumante, é o termo genérico usado no Brasil, Portugal e outros paises de língua Portuguêsa para definir os estes produtos elaborados fora da região de Champagne. Os produzidos em Portugal, são elaborados pelo método tradicional, com uma diversidade de uvas bastante grande, sendo comum o uso de uvas autóctones. Os espumantes portugueses são produzidos Bairrada, com as uvas Bical, Arinto e Maria Gomes, Baga, além das clássicas Chardonnay e Pinot Noir. A “Terrinha” tem bons produtores em outras regiões como Vinhos Verdes, Beiras, Lisboa, Douro. No Brasil, hoje um dos quatro melhores produtores do mundo, os espumantes são elaborados tanto pelo método Tradicional como pelo método Charmat usando, quase que exclusivamente, as uvas de Champagne ou seja, a Chardonnay e a Pinot Noir (em menor proporção). Há várias opções de preços e ótima qualidade, o que certamente agradará a todos os bolsos e gostos ! Uma dica importante são os vinhos com indicação geográfica de Pinto Bandeira. Os produzidos nas regiões de Garibaldi, Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves, na Campanha Gaúcha, na Serra Catarinense, em Andradas e no sertão da Bahia certamente surpreenderão os brasileiros.

● Cavas são espumantes produzidos na Espanha pelo método Tradicional, ou Champenoise, na região da Catalunha principalmente em Penedés (85% da produção nacional vem de Sant Sadurní d´Anoia). Nesta região usa-se quase que exclusivamente, as uvas autóctones Maccabeo (também conhecida como Viura em outras regiões da Espanha), Parellada e Xarel-lo. Fora da região da Catalunha os Cavas somente podem ser feitos em Extremadura, La Rioja, País basco e Valência, elaboradas com a uva Viura, e a legislação mais moderna aceita que os Cavas sejam produzidos com uvas clássicas, inclusive francesas, como a Chardonnay. São uma ótima opção aos espumantes Franceses, não Champagnes, e Proseccos Italianos, apresentando excelente relação qualidade e preço.

● Sekt, são os espumantes alemães, ou produzidos em países de língua germânica.

● Sparkling Wine, é a denominação genérica dada aos espumantes pelos paises de língua inglêsa. Há boas opções de produção de Sparkling Wine nos E.U.A., Austrália, Nova Zelândia e África do Sul.

COMO ESCOLHER E SERVIR SEU ESPUMANTE:

● Procure por: Perlage (conjunto de bolhas) finas, abundantes e constantes, uma boa mousse (espuma) que fique no topo da taça como que um colar.

● No exame Visual procure por: cor mais clara, indicando jovialidade do vinho. O Amarelo-ouro, com raras exceções denota um vinho com mais idade. Os aromas de nozes, amêndoas, avelãs e frutas maduras, confirmarão a evolução em garrafa por conta do tempo.

● No exame Olfativo procure por: aromas de frutas cítricas, abacaxi, pêra, damasco, maçã verde indica jovialidade do vinho. Os aromas de nozes, amêndoas, avelãs e frutas maduras, são típicos de vinhos que passaram mais tempo com as borras e esta complexidade certamente demonstra a qualidade do vinho.

● No exame Gustativo procure por: perceber a acidez do vinho e o teor de açúcar, além da cremosidade do vinho. Sabores cítricos e de bom frescor denotam jovialidade do vinho. Os sabores de nozes, amêndoas, avelãs e frutas maduras, confirmarão a a qualidade do vinho.

● Para não derramar o espumante ao servir, uma dica é servir primeiramente um fundo de aproximadamente um a dois centímetros para esfriar a taça e, após alguns segundos, completa-se a dose preenchendo no máximo dois terços do volume da taça. O que se deseja é que o espumante esteja sempre gelado, portanto, não encha a taça além deste limite.

● Muito importante é a taça que você irá usar. Uma boa taça no formato tradicional “flute” fará enorme diferença no “perlage”, borbulhas que sobem como pérolas para o topo da taça, que lhe darão aquela sensação de agulhas na boca. Esta é a verdadeira magia do espumante. O bom espumante tem perlage em abundância, preferencialmente composta de borbulhas (bolhas) pequenas e persistentes que, na boca, transferem sensações de ”agulhadas”.

● A temperatura adequada, como em todos os vinhos, é essencial para se apreciar um espumante. Os mais leves e doces deverão ser servidos em torno de 5 a 6ºC e os espumantes mais evoluídos tipo Brut, a uma temperatura um pouco mais alta entre 8 a 10ºC.

● Guarda. A não ser que sejam espumantes safrados de alta qualidade, o melhor é tomar logo, com até três anos de vida, porém quanto mais novo melhor. 


● O Grau de Açúcar: para ficar satisfeito com um espumante é importante conhecer o seu grau de açúcar. Os sécs e demi-secs na verdade são adocicados (na época em que a classificação foi criada os franceses bebiam vinhos muito mais doces que os atuais). Os estilos bruts e extra-brut são os vinhos realmente secos e muito secos, e surgiram muito mais tarde. Há ainda o Nature ou Dosage Zero, que são espumantes com menos açúcar ainda. O paladar mediano do brasileiro costuma preferir o Brut.

● Quer chacoalhar e estourar o espumante com aquele estampido espalhando esse néctar pelo chão? Tudo bem, vá em frente, é tudo festa mesmo! Entretanto, se for apreciar um bom espumante, você estará eliminando um monte de gás que fará falta ao vinho que você tomará em seguida. Nesse caso, solte o arame e apóie o gargalo na palma da mão. Segure o gargalo com os dedos e a rolha com o polegar. A seguir, gire a garrafa com a outra mão provocando uma leve pressão para baixo até que, gentilmente, a rolha se solte com um suspiro.

ROBERT PARKER DIVULGA LISTA DOS 50 MELHORES VINHOS DA SAFRA DE 2010

ROBERT PARKER DIVULGA LISTA DOS 50 MELHORES VINHOS DA SAFRA DE 2010 - A Wine Advocate, publicação de Robert Parker, está trazendo algumas avaliações provisórias e outras definitivas dos grandes vinhos da safra 2010.

Diferentemente da Wine Spectator, Parker não economizou nas notas e classificou nove vinhos da safra com 100 pontos, sete deles do Rhône, confirmando o grande destaque que os vinhos da região tiveram nesta safra. Na relação dos 50 melhores, nada menos que 36 deles são do Rhône.

A avaliação mostra algumas surpresas, mas de forma geral, a consistência de qualidade dos vinhos garante que teremos grandes vinhos.

Conheça os melhores do ano, vinhos que obtiveram notas entre 98 e 100 pontos: 
SAFRA – NOME DO VINHO – PONTUAÇÃO - ESTÁGIO DE MATURIDADE – PREÇO (US$)
2010  Chateau Beaucastel Chateauneuf du Pape Hommage A Jacques Perrin 100   426-671
2010  Chateau de Saint Cosme Gigondas Hominis Fides 100 Jovem  317-394
2010  Clos Saint-Jean Chateauneuf du Pape Sanctus Sanctorum (Magnum) 100 Jovem  400
2010  Clos Saint-Jean Chateauneuf du Pape Deus Ex Machina 100 Jovem 250-565
2010  Domaine D'Auvenay Mazis Chambertin 100 Jovem  
2010  Dom. de la Janasse Chateauneuf du Pape Cuvee Vieilles Vignes 100 Jovem  130-262
2010  Domaine Grand Veneur Chateauneuf du Pape Vieilles Vignes 100 Jovem  95-276
2010  Hermann Donnhoff Oberhauser Brucke Riesling Eiswein A P #31 100   
2010  Mas de Boislauzon Chateauneuf du Pape Cuvee du Quet 100 Jovem  349-482
2010  Chateau de Saint Cosme Gigondas le Poste 99  
2010  Clos des Papes Chateauneuf du Pape 99   105-175
2010  Clos du Mont Olivet Chateauneuf du Pape la Cuvee du Papet 99 Jovem 67-157
2010  Domaine de la Vieille Julienne Chateauneuf du Pape Reserve 99 Jovem  313-388
2010  Dom. Clos du Caillou Chateauneuf du Pape Res. le Clos du Caillou 99+ Jovem  139-212
2010  Domaine Giraud Chateauneuf du Pape les Grenaches de Pierre 99 Jovem
2010  Domaine la Barroche Chateauneuf du Pape Pure 99   125-150
2010  Domaine Leroy Chambertin 99 Jovem  
2010  Dom. Raymond Usseglio Chateauneuf du Pape C.Imperiale (V.Centenaires)99 Jovem 90
2010  Domaine Roger Sabon Chateauneuf du Pape le Secret de Sabon 99 Jovem  200-286
2010  Egon Muller - Scharzhof Scharzhofberger Riesling Trockenbeerenauslese A P #8 99   
2010  Les Bosquet  Papes Chateauneuf du Pape Chante le Merle V.Vignes 99 Jovem 147-183
2010  Ausone (98-100) Jovem  1566+
2010  Chapoutier Ermitage l'Ermite (98-100) Jovem  250-413
2010  Chapoutier Ermitage l'Ermite Blanc (98-100) Jovem  300-525
2010  Chapoutier Ermitage Cuvee de l'Oree (98-100) Jovem  150-378
2010  Chapoutier Ermitage le Pavillon (98-100) Jovem  200-363
2010  Chapoutier Hermitage Vin de Paille (98-100) Jovem  300
2010  Chateau de Saint Cosme Gigondas le Claux 98 Jovem  55-65
2010  Chateau de Vaudieu Chateauneuf du Pape Amiral G 98 Jovem  75
2010  Chimere Chateauneuf du Pape 98+ Jovem  
2010  Clos Saint-Jean Chateauneuf du Pape la Combe des Fous 98 Jovem 170-375
2010  Domain Olivier Hillaire Chateauneuf du Pape les Petits Pieds d'Armand 98 Jovem  70-85
2010  Domaine Chante Cigale Chateauneuf du Pape Vieilles Vignes 98 Jovem  55-65
2010  Domaine Coche-Dury Corton Charlemagne 98 Jovem
2010  Domaine D'Auvenay Chevalier Montrachet 98+ Jovem  
2010  Domaine de la Janasse Chateauneuf du Pape Cuvee Chaupin 98   90-126
2010  Dom. de Saint-Prefert Chateauneuf du Pape Collecion Charles Giraud 98 Jovem 160-269
2010  Domaine du Pegau Chateauneuf du Pape Cuvee da Capo (98-100) Jovem  320-750
2010  Domaine Giraud Chateauneuf du Pape Cuvee les Gallimardes 98   65
2010  Domaine Leroy Clos de la Roche 98 Jovem  
2010  Domaine Leroy Musigny 98 Jovem  
2010  Guigal Cote Rotie la Turque (98-100)   
2010  Guigal Condrieu la Doriane 98 Jovem  84-126
2010  Haut Brion (98-100) Jovem  600+
2010  La Mission Haut Brion (98-100) Jovem  500+
2010  Lafite-Rothschild (98-100) Jovem  1120+
2010  Latour (98-100)   900+
2010  Le Ferme du Mont Chateauneuf du Pape Cotes Capelan 98 Jovem 50
2010  Les Bosquet Papes Chateauneuf du Pape la Gloire de Mon Grandpere 98 Jovem 60-140
2010  Louis Jadot Montrachet 98 Jovem 400-604

Château Rives Blanques Cuvée de Odyssée Chardonnay 2011


O Château Rives Blanques Cuvée de Odyssée Chardonnay 2011 é um vinho produzido na região de Limoux/Languedoc, na França. É feito com uvas Chardonnay. Um vinho feito sob práticas amigas do meio ambiente. Está entre os primeiros vinhedos na França para ser credenciado 'Agricultura Racional' do Ministério de Agricultura, confirmando a honestidade ecológica e a integridade como as vinhas são cultivadas. "A safra 2011 é o ano de Limoux" diz a Revue du Vin de France, a mais respeitada revista de vinhos da França. Uvas colhidas a mão, dos melhores vinhedos. Um vinho de cor amarela intensa. Aromas de frutas frescas e cítricas maduras, maçã vermelha madura, pêssego e nectarina, nota amanteigada e de baunilha. O carvalho está bem integrado e sutil, mostrando-se como um vinho branco deslumbrante, de excelente equilíbrio e várias camadas de aromas e sabores. Lembra flor branca no final. O paladar de médio corpo é cremoso com notas tostadas, especiarias doces como baunilha e canela. No retro-gosto mostra amêndoas e nozes. Intenso, complexo e uma bela dica para o verão.
Onde Comprar: CASA DO VINHO em Belo Horizonte.

Château Rives Blanques Chardonnay du Domaine 2011


O Château Rives Blanques Chardonnay du Domaine 2011 é um vinho produzido na região de Limoux/Languedoc, na França. É feito com um corte de 90% Chardonnay e 10% Chenin Blanc. Um vinho feito sob práticas amigas do meio ambiente. Está entre os primeiros vinhedos na França para ser credenciado 'Agricultura Racional' do Ministério de Agricultura, confirmando a honestidade ecológica e a integridade como as vinhas são cultivadas. Um vinho limpo, fresco e gostoso de ser bebido, especialmente nestes dias muito quentes. Foi escolhido por Andreas Larsson (melhor sommelier do mundo) um dos melhores brancos Vins de Pays d'Oc. "A safra 2011 é o ano de Limoux" diz a Revue du Vin de France, a mais respeitada revista de vinhos da França. O vinho tem uma cor amarelo clara. O nariz denota uma boa acidez, mostrando frescor, aromas de cítrico (algo de flor de laranjeira), sumo da casca de limão, maçãs e peras frescas, numa ótima complexidade, que estimulam a bebê-lo com prazer. Toques de ervas e canela adicionam uma nota agradável e saborosa. O paladar é rico, refrescante e repleto de fruta fresca a madura, com suaves sabores cítricos. Bela acidez e mineralidade. Os 10% de Chenin Blanc realmente fazem toda a diferença para a estrutura deste vinho, dando-lhe um frescor especial.
Onde Comprar: CASA DO VINHO em Belo Horizonte.